Na semana em que foi anunciada a criação da 1ª quinta ecológica no distrito de Portalegre, situada no concelho de Avis, Freguesia de Ervedal, entre o Monte do Marimbo e o Monte da Capela (ver notícia aqui: http://www.imprensaregional.com.pt/linhasdeelvas/index.php?info=YTo0OntzOjU6Im9wY2FvIjtzOjExOiJub3RpY2lhX2xlciI7czo5OiJpZF9zZWNjYW8iO3M6MToiMiI7czoxMDoiaWRfbm90aWNpYSI7czo0OiI4MjAyIjtzOjk6ImlkX2VkaWNhbyI7czoxOiI0Ijt9 ); na semana em que foi finalmente encontrado o corpo do homem desaparecido desde Dezembro na Barragem do Maranhão; na semana em que decorreu mais uma edição da Avis estórias (a propósito: tenho que ir guardar a esferográfica que lá recebi, para no futuro me lembrar da crise que vivemos em Março de 2011); na semana em que a Junta de Freguesia de Avis emitiu o seu boletim Nº 6 (que pena o impressão não ser um pouco melhor…), chega mais uma Cesta de Poesia.
O MESTRE das décimas, JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, escreveu uma coisa deliciosa acerca dos seus próprios versos. Mas porque JOSÉ DA SILVA MÁXIMO também é pai, para ele um beijo do tamanho do mundo.
Para mim, isto é uma delícia de poesia.
Leiam vocês e concluam:
Os meus versos coitadinhos
Pouco poderão valer
Serão sempre pobrezinhos
Porque é pobre o meu saber
Pus-me a fazer poesia
Sem saber se me ajeitava;
Cada verso que rimava
Me dava grande alegria.
A julgar que já sabia
Fazer uns versos certinhos,
Enfrentei esses caminhos
Com todos os meus cuidados,
Sem ver que são aleijados
Os meus versos coitadinhos.
Será que não há valor
Em versos de “gente inculta”,
Ou será que a “gente adulta”
Vai desprezar seu autor?
Seja de que modo for
Vou teimando em escrever,
É tão forte o meu querer
A ambição que em mi cabe,
Mas versos de quem não sabe
Pouco poderão valer.
Tivesse eu como garante
Um bem sólido tesouro,
Fazia letras de ouro
E rimas de diamante!
Mas como sou um penante
Ponho neles meus carinhos;
São meus versos meus filhinhos,
Despedidos de jóias raras
Sem terem palavras caras
Serão sempre pobrezinhos.
Pode ser que em eu partindo
Deste para o outro mundo,
Que um sentido mais profundo
Neles se vá insurgindo;
Se alguém lhe for descobrindo
Algo bom que possam ter,
Já lhe venho agradecer
Se elogios mereceram,
Já que eles pobres nasceram
Porque é pobre o meu saber.


























