domingo, 31 de dezembro de 2006

AS ÚLTIMAS TRÊS IMAGENS DA NOSSA TERRA EM 2006

FOTO 1




FOTO 2





FOTO 3




Se é verdade que uma imagem vale mais que mil palavras vou ser parco nelas.
Estas três fotos foram obtidas num curto espaço de cerca de 100 metros.



FOTO 1 – Imediatamente antes de entrar na ponte da estrada que dá acesso a Valongo vindo de Benavila.
Que este lixo seja todo o lixo que 2006 por aí andou espalhando com corrupção, assaltos, falsas moralidades, assassínios, pedofilia. Pelo mau exemplo que representa(ou), que seja rapidamente transportado para o aterro do nosso descontentamento de modo a que nos permita perspectivar um 2007 mais limpo e menos poluído, em todos os sentidos.




FOTO 2 – Obtida sensivelmente ao meio da referida ponte. Esta imagem faz-nos compreender como o mundo é belo e que depois de um pôr-do-sol, embora venha uma noite que pode ser muito escura, seguir-se-á inevitavelmente uma nova aurora e um novo dia de esperança.




FOTO 3 – Obtida após passar a ponte e na mesma direcção. O ecoponto é um sinal de mudança (será?) nos nossos hábitos que nos permite encarar o futuro com melhores perspectivas. Tudo, mas tudo, pode ser reciclado. Até as nossas atitudes. Já pensou nisso?
Afinal o lixo já ficou lá para trás…


Para todos vós um Feliz Ano de 2007 (ah! E para mim também…)




sábado, 30 de dezembro de 2006

IMAGENS (no mínimo) CURIOSAS DA NOSSA TERRA!

Na Rua de Joaquim de Figueiredo, em Avis, "DO CASTELO" captou hoje mesmo a imagem de alguém que se preparava para assaltar esta loja, respondendo assim ao convite dos seus proprietários (empurre s.f.f.).
A foto foi entregue à Polícia encontrando-se o caso em segredo de justiça...


sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

DOCES E LENDAS DAS NOSSAS TERRAS!


Mão amiga e não menos invejosa pela minha silhueta de manequim, fez-me chegar um doce conventual que necessariamente com as filhós, azevias e bolo-rei acaba inevitavelmente por me desfigurar um pouco. Mas qualquer dia tudo volta ao normal pois que a época das amêndoas doces só acontecerá lá para a Páscoa e conventuais só para o próximo Natal...
A caixa do referido doce traz a transcrição da sua origem e por ser deveras curiosa passo a transcrevê-la, até porque hoje não consegui inserir três fotografias que tirei e que eram oportunas colocar neste blogue. Talvez depois de pedir ajuda as consiga inserir. Mas vamos ao que para já nos interessa:

"Pastelaria Conventual – Pão de Rala

É Lenda que Embeleza a História

Corria o terceiro quartel do séc. XVI e reinava o jovem D. Sebastião. A tranquilidade das freiras xabreganas do Convento de Santa Helena do Calvário, nesta cidade de Évora, quebrou-se com a notícia da visita real.
Foi um alvoroço com a chegada da comitiva. A dada altura, um valido experimentado nas coisas protocolares, lembra à Madre Abadessa, que era uso oferecer um refrigério a Sua Majestade, sobretudo naquela tarde de Junho com o sol a zurzir na charneca. A monja respondeu com freirático sorriso, que só havia “pão ralo”, azeitonas e água. E foi o que veio. O monarca comeu e apreciou. Chegado ao Paço, despachou compensadora tença em benefício do pobre convento.
Em agradecimento, a criatividade monástica, retribuiu com esta doce alegoria conhecida por Pão de Rala, onde não faltam as azeitonas de massapão escurecidas com cacau, que fez as delícias do Régio Senhor e de todos nós. "

(Porque efectivamente é muito bom, aconselho a que o compre na Rua do Cicioso, Nº47 – Telf. 266 707 778 – 7000-658 Évora, fabrico próprio de Maria Ercília)

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

GENTE BOA DA NOSSA TERRA

TIAGO GARRINHAS foi hoje presença no programa Você naTV, programa da TVI. Cantou e encantou mostrando um à vontade quase profissional.
Pela forma como soube dignificar o nome de Avis, "DO CASTELO" endereça-lhe os parabéns e deseja que os seus sonhos de menino se concretizem já em 2007.
Força, rapaz!

"BARBATANAR" DE CARLOS CANHOTO


O “BOA MEMÓRIA” avisou-me de que já se encontravam na Biblioteca Municipal três exemplares do livro “Barbatanar” do autor do mês. E hoje mesmo lá fui eu ver se apanhava algum exemplar para matar a minha curiosidade. Em vez de um estavam lá os três! Não é novidade para ninguém que as bibliotecas no seu sistema tradicional estão a cair cada vez mais em desuso. Até o próprio livro impresso, com folhas palpáveis cada vez irá tendo menos aceitação sendo que num futuro mais ou menos próximo ninguém já “lamberá” a ponta dos dedos para mudar a página. A Net ou outro qualquer sistema encarregar-se-á de no-lo fazer por nós. Mas voltemos ao “Barbatanar”.
Fui informado que o nosso “compadre” Carlos Canhoto deu uma volta por aqui “DO CASTELO” o que muito me orgulha e que foi por ele que soube não existirem, à data, livros seus na Biblioteca, apesar de terem tido o apoio do Município de Avis para a sua feitura. Hoje trouxe pois um exemplar e claro que o li de seguida. Pensava que iria encontrar um romance e deparei com um livro que nem sei bem classificar. Para infantil acho-o demasiado grande e com uma liguagem algo rebuscada para a sua compreensão pelo que o classificarei numa camada etária um pouco mais velha, talvez “Juvenil/adulta”. Gostei do modo como o autor expõe as suas ideias, talvez com algumas situações vividas de perto, algo realistas. De tal modo que imaginei passar a ponte de Pavia, no sentido Avis-Pavia e ver a brincar a Flu do lado direito da ponte mais a meia-dúzia de centenas de irmãozinhos! Mas logo conclui que não, pois ali não há tainhas…
Depois fez-me recordar a mim também tempos passados em que contribuí para a extinção dos saramugos, comendo alguns fritos, numa altura em que eles ainda abundavam no Guadiana e seus afluentes. De tal modo eles, os saramugos, estão ligados à minha infância que guardo a página Nº 96 da Revista Visão de 6 de Abril de 2000, em que sob o título “ O fóssil-vivo – após 36 milhões de anos, o saramugo, um pequeno peixe prateado, corre perigo de vida e pode desaparecer do Guadiana” se afirma entre outras coisas, e passo a citar: “ Fóssil-vivo, o saramugo (Anaecypris hispanica) habita o planeta há 36 milhões de anos, desde muito antes do aparecimento do Homem…….Cabe a Portugal lutar pela sobrevivência do saramugo, um peixe raro cuja distribuição mundial se confina à bacia do Guadiana”. Amigo Carlos Canhoto, se me ler de novo, compreenderá que se outros motivos não houvessem, mas há evidentemente, só por isso (pelos nossos comuns amigos saramugos) já tinha sido importante ler o seu livro.
Não deixa de ser curioso que sem saber que os seu peixes “barbatanavam” também eu quis “barbatanar…”
Fiquei triste por o pai-peixe não ter respondido à pergunta da Flu: - E o que são os amores? (pág. 18)
Parabéns para si que escreveu o livro e a si que não escreveu este livro (ou outro) recomendo-lhe que passe pela nossa Biblioteca e leve este livro aqui mencionado ou outro.
Pois se eu sei que ás vezes até anda chateado sem saber o que fazer, porque não ir até à Biblioteca?
Vá lá! Apareça que não se vai arrepender.
27 DEZEMBRO 2006

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

ONTEM BRINQUEI AO FAZ DE CONTA, com alguma rima mas (propositadamente) sem métrica ou pontuação por onde se lhe pegue....


Ontem brinquei ao faz de conta dos poetas
E fiz uma quadras, umas cantigas,
Coloquei as palavras quase certas
Deitei a métrica e a pontuação às ortigas!

Ontem fiz de conta que brinquei ao faz de conta
Como se tivera precisamente sete anos
Tal e qual como quando era uma criança, meio tonta
Que desconhecia ainda da vida os desenganos!

Ontem fiz de conta que minha mãe não morreu
E que nem sequer é aquela estrela brilhante
Que a nuvem negra da morte escondeu,
E que jamais me olvidou no seu esplendor radiante!

Ontem fiz de conta que era mil nove cinquenta e sete
Que está um frio que nos faz até tremer
E que o meu paizinho ainda me promete
Que vão chegar muito boas prendas para eu ter!

Ontem fiz de conta que tu, minha mãe, fazias
Não só para mim mas para nós
Meia dúzia de azevias
Depois mais meia dúzia de filhós!

Ontem fiz de conta que o meu adorado pai
Já limpara a chaminé sem eu mesmo saber
Pois vai ser ali por ela que a apetecida prenda cai
Quando o Menino Jesus descer!

Ontem fiz de conta que o meu sapatinho
Vai ter poucos presentes
Por ser assim tão pequerruchinho
Só terá coisas mais urgentes.

Ontem fiz de conta que acreditava
Ainda no Menino Jesus ou Pai Natal
E que não era os meus pais quem comprava
E isso não me fez sentir nada mal.

Ontem fiz de conta que já estava deitado
À espera do meu ansiado Menino
Com um olho aberto e outro fechado
Tal qual como quando era pequenino.

Ontem fiz de conta que já era velho
Com umas enormes barbas brancas
Mirei-me no meu partido espelho
E descortinei milhões de rugas. Ena tantas…

Ontem fiz de conta que não há crianças mal tratadas
Que todas saltam e brincam felizes
Dia a dia esperançadas
Na vontade de deixarem de ser petizes.

Ontem fiz de conta que era um bom cidadão
Lembrei-me dos meus amigos
E no grande livro do coração
Li o nome dos que são mais antigos.

Ontem fiz de conta com uma prendinha
Colocada lá bem no fundo do sapatinho:
Feita de chocolate, uma sombrinha
E do mesmo doce um pequenino ratinho.

Ontem…bem, ontem fiz de conta que havia paz
Em toda a parte do mundo
E assim, finalmente, fui capaz
De entrar num sono profundo.

“DO CASTELO”, 24 de Dezembro de 2006

sábado, 23 de dezembro de 2006

BOAS FESTAS!


(Presépio dos Bombeiros Voluntários Avisenses)
"DO CASTELO" DESEJA A TODOS OS SEUS LEITORES ( EM ESPECIAL A SI QUE ME ESTÁ A LER NESTE MOMENTO) UM SANTO NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO ( que falta de imaginação a minha!!!)

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

aponte o Ecos e o cidadão Dr. Taveira Pinto


Chegaram-me os dois Jornais Regionalistas que cobrem a área do nosso concelho, ao mesmo tempo à minha mão: aponte e o Ecos do Sôr. Uma Ponte menos volumosa e um Ecos mais encorpado. Por questões de hábito costumo ler aponte de fio a pavio enquanto no Ecos leio primeiro os títulos e apenas leio os artigos mais convidativos sendo que entre esses estão sempre as crónicas dos meus amigos Lino Mendes e Mariano Sabino dos Santos. Só por isso já vale a pena!
Despertou-me atenção o facto de a “posta-restante” de aponte, que era suposto ser ocupada por correspondência dos leitores, o ser por parte da Direcção. É a prova mais que evidente que os leitores são pouco colaborantes com os seus jornais. A partir desta “Posta-restante” dediquei-me a analisar as mais que justas queixas/lamentos/desabafos/ aqui vinculada(o)s e realmente tenho que dar razão à direcção de aponte. O cidadão Dr. Taveira Pinto, (que não é a mesma coisa que o Presidente da Câmara de Ponte de Sôr) efectivamente vive de costas voltado para um dos jornais editados na cidade de que temporariamente é “chefe” administrativo. Ao que julgo saber isto são ranços muito antigos que já se arrastam dos tempos em que o Dr. Santana Maia (seu opositor político) era director de aponte.
Não duvido da independência do Ecos em relação ao poder local, nem é isso que está em causa, mas estranha-se a maneira discriminatória como o cidadão Dr. Taveira Pinto (repito não o Presidente da Câmara) trata um e outro jornal: no Ecos uma página inteira paga pela Câmara (não pelo cidadão Dr. Taveira Pinto) deseja as boas festas aos Munícipes, em aponte nem uma linha…de boas festas ou de qualquer outra publicidade institucional.
O Dr. Taveira Pinto, com esta atitude está não só a marginalizar um órgão de comunicação social da sua cidade, como está a marginalizar os leitores desse mesmo órgão de comunicação social para quem deveria ter um pouco mais de consideração.
Apesar de tudo, “DO CASTELO” deseja ao Dr. Taveira Pinto, enquanto cidadão e enquanto Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Sôr, um Feliz e Santo Natal e os votos de que o ano de 2007 lhe permita arrumar melhor as suas ideias democráticas.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

A BÓFIA DE AVIS(??!!)

Passo a relatar o que ouvi, sem fazer qualquer comentário ou segundas intenções:
Cerca das 14:22h de hoje, na Rádio Portalegre e no programa de discos pedidos identifica-se o solicitador do disco: Florival Bragança, de Avis. Porque os discos têm dedicatória, quando tal se pretende, o Florival Bragança dedica o disco a vários familiares e…à Bófia de Avis! O locutor de serviço (José Petronilho) não entende bem (tal como eu) e o Florival Bragança explica:
-É para a GNR de Avis…

domingo, 17 de dezembro de 2006

FALECEU A D. MARIA EULÁLIA NAMORADO

Repousa a partir de hoje em jazigo da família a D. Maria Eulália Namorado. Extremamente atenciosa com todos, gozava de uma simpatia que ultrapassava aos limites do normal relacionamento entre seres humanos. Contrariamente ao comum dos mortais, que depois de falecerem passam todos a ser ”bons”, a D. Eulália era uma das excepções à regra pelo motivo invocado: antes de falecer já era uma excelente pessoa. De carácter aberto e bondoso não quero deixar de aqui registar que me desgostou o facto de poucos avisenses terem acompanhado as cerimónias fúnebres desta benemérita de Avis. Sei de pessoas que foram altamente gratificadas por ela (garanto que não estou a falar de cór) e que pura e simplesmente a ignoraram na morte. A sociedade é assim mesmo...
Ao menos que Deus não se esqueça de tudo o que ela fez pelos seus semelhantes (na Igreja, na Misericórdia, à população em geral).
À família enlutada “DO CASTELO” apresenta sentidas condolências.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

EU QUERIA "BABRBATANAR", MAS NÃO "BARBATANEI..."

Dirigi-me hoje, por volta das 10 horas, à Biblioteca Municipal de Avis, para consultar a obra do nosso quase conterrâneo CARLOS CANHOTO, devidamente publicitado como autor do mês na Agenda Municipal de Avis do mês de Dezembro. A apresentação do escritor é-me apelativa e daí este meu interesse em conhecer a sua obra. No entanto qual não é o meu espanto quando a senhora responsável pela Biblioteca me diz que livros do autor do mês…não há, nem o "Barbatanar" mencionado na Agenda com direito a foto e tudo!
Como diria o outro, parece-me que não bate a cota com a perdigota…Então publicita-se um escritor e depois não temos nada para mostrar da sua obra? E metade do mês já está quase passado…há qualquer coisa que não está bem.
Que eu passe pelo desgosto de não poder apreciar o modo como o ilustrador MARC “mexe as duas sobrancelhas independentemente(Agenda Municipal/Dezembro/pág. 9/ último parágrafo) ainda vá que não vá, mas não haver livro(s) do autor referenciado, isso não me soa nada bem…

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

GENTE DA NOSSA TERRA

Actuação do Grupo Coral e Etnográfico Cubense "AMIGOS DO CANTE"

Na passada sexta-feira, dia 8, foi pronunciado o nome de Avis por duas vezes na cerimónia de encerramento do 2º Concurso de poesia popular de Cuba( do Alentejo, obviamente!).
Na modalidade de décimas foram distinguidos: com o primeiro prémio – MARIA ALBERTINA DORDIO, de Ervedal e com o segundo prémio um concorrente de Avis que pediu anonimato. “DO CATELO” teve acesso ao trabalho classificado em segundo lugar e com a devida autorização passa a reproduzi-lo, sendo que a quadra do mote foi fornecido pela organização e é de autoria de Joaquim Gavião, morador em Cuba.




Título: UM CERTO REVISOR (EM 150 ANOS DE COMBOIOS)

MOTE:
O AMOR CORRE E NÃO CANSA
TRÁZ FORÇA E LEALDADE
TRAZ PAIXÃO E ESPERANÇA
MESMO EM QUALQUER IDADE
I
CONHECI CERTO SUJEITO
MUITO LIMPO, APRUMADO,
QUE PONDO O BONÉ AO LADO
E FARDADO A PERCEITO
ERA O REVISOR PERFEITO:
-VIVA MENINA CONSTANÇA
VOU-LHE FAZER A COBRANÇA,
MOSTRE-ME CÁ O BILHETE;
TAL E QUAL ESTE “FOGUETE”
O AMOR CORRE E NÃO CANSA…
II
CUBA É ENTÃO O DESTINO
DO QUE AQUI ESTÁ MARCADO
VAI TER C’O SEU CONVERSADO?
TEM SORTE ESSE MENINO
POR TER UM ANJO DIVINO!

- DESCULPE A SINCERIDADE
MESMO QUE FOSSE VERDADE,
MUITO EMBORA NÃO O SEJA,
UM NAMORO QUE SE VEJA
TRÁZ FORÇA E LEALDADE!
III
VOU A CASA DUMA TIA
QUE MORA AO PÉ DO JARDIM
ELA ESPERA LÁ POR MIM
COMO FEZ NO OUTRO DIA;
O QUE É QUE VOCÊ QUERIA?
- QUERO A SUA CONFIANÇA
MAIS DO QUE QUALQUER HERANÇA,
POIS O SEU OLHAR TÃO TERNO
COM ESSE ESPLENDOR ETERNO
TRÀZ PAIXÃO E ESPERANÇA!
IV
- JÁ ME SINTO ENVERGONHADA
COM ESSA SUA CONVERSA
DESPACHE-SE LÁ DEPRESSA…
NÃO SOU SUA NAMORADA
VOU NO COMBOIO…MAIS NADA!
- RENDIDO À SUA BELDADE
PEÇO-LHE, TENHA A BONDADE,
OIÇA ISTO QUE LHE DIGO:
EU HEI-DE CASAR CONSIGO
MESMO EM QUALQUER IDADE!

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

IMAGENS (CANCELADAS) DA NOSSA TERRA



A Horta das Rosas é certamente um dos locais mais aprazíveis do nosso concelho. Ali se fizeram “montes” de piqueniques, ali se dirigiram “livremente” muitas centenas de pessoas, em muitas centenas de ocasiões festivas. Agora esse “livremente” acabou. Como a foto testemunha foi colocada uma cancela (portão) que impede o livre acesso À Horta das Rosas. É claro que aquilo não era baldio, tinha (e tem) dono e se calhar por via de certos abusos por quem indevidamente não respeitava o ambiente, foi colocado o portão.
Fica a saudade de outros tempos em que a liberdade tinha outro valor.
Resta-me a secreta esperança de que a nadar talvez ainda lá se chegue, a não ser que a barragem também já esteja aramada….e com arame farpado!

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

TRINTA A ZERO É OBRA!!!


Tinha que ficar registado nos anais da vida “DO CASTELO”: O Clube de Futebol Os Avisenses na categoria de Infantis (idades até aos 12 anos) foi a casa do Galveias no passado sábado, dia 2, e ganhou por…30 (trinta) a 0 (zero)! Estou a falar de futebol, não de andebol ou de basquetebol!
Se o resultado só por si é curioso então fique a saber que só o Flávio, conhecido por Jaime, marcou à sua conta 12 (doze) golos. E saiba mais: o capitão de equipa do Galveias é uma capitã - é uma menina. Curioso? Claro que sim.
Parabéns ao treinador do Avisenses, o Sr. Francisco Cordeiro, bem como a toda a equipa.
Que jeito que este senhor podia dar como treinador do Sporting numa altura em que já está a perder com o Spartak por um zero e ainda agora começou o jogo…. (e eu hoje até sou do Sporting…)

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA!








...Eles "andanaí!" ( depois de terem saneado o Menino Jesus é vê-los a subir paredes. Um deafio: um deles não é chinês e foi feito pelos donos em sua própria casa. Qual é?)

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA


Hoje anoiteceu assim em Avis. Espectáculo!
É Outono e basta! (as cores avermelhadas palpitam-se como sendo de bom augúrio para o jogo de logo à noite com os "lagartos"...oxalá!)

domingo, 26 de novembro de 2006

INTEMPÉRIE FAZ MOSSA EM AVIS

Normalmente pensamos que Avis, por se situar numa zona alta, está incólume aos efeitos das intempéries. Mas estas não se manifestam só em cheias. Ontem falei com a D. Alexandrina Matias, moradora na Rua das Videiras, aqui em Avis, que me voltou a dizer que continua a chover copiosamente dentro da sua casa. Disse-me: olhe, ontem (sexta-feira) chovia quase tanto dentro da minha casa como lá fora. Eu já não sei o que hei-de fazer. Já nem me chegam os alguidares para aparar a água onde eles se podem pôr. Parece que para segunda feira já dão mais chuva outra vez. Estou muito aflita!
A casa da D. Alexandrina foi recentemente alvo de obras com a colocação inclusive de um telhado novo. Acontece que o(s) pedreiro(s) que lá trabalharam, parece que a única coisa bem feita que fizeram foi receber o dinheiro de quem lhes pagou porque, pelos factos relatados, em termos de serviço prestado, se portaram como muito maus pedreiros.
DO CASTELO” deixa aqui o repto para quem de direito averigúe o que se passa para que possa e deva ajudar a D. Alexandrina. É urgente, de mais a mais quando as iluminações que estão a ser colocadas nas nossas ruas, nos vêm relembrar que o espírito natalício está à porta.
Tal não pode, nem deve, ser só “fogo de vista”…

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

ATENÇÃO: PERIGO DE MORTE!

Recebi de pessoa amiga a mensagem que passo a transcrever:
Assunto: MUITO PERIGOSO.ATENÇÃO !!!!!!!!! VALE A PENA PREVENIR !!!! TENHA CUIDADO, ISTO É MUITO PERIGOSO.

No passado dia 16 de Setembro deu entrada no Serviço de Urgência do Hospital de S. José um jovem de 23 anos de nome António Ferreira Moita.
Motivo: Choque eléctrico grave por ter atendido o seu Telemóvel enquanto o mesmo estava a carregar! Acabaria por morrer!
Por favor, não atenda um telemóvel quando estiver a carregar a bateria do mesmo.
Há alguns dias, a pessoa atrás identificada estava a carregar a bateria do seu telemóvel em casa, quando o mesmo tocou e ele atendeu a chamada, com o aparelho ligado à corrente.
Após alguns segundos ocorreu uma descarga eléctrica através do telemóvel e o jovem foi fortemente projectado para o chão. Os seus pais apressaram-se a ajudá-lo e encontraram-no inconsciente, com batimentos cardíacos enfraquecidos e queimaduras nos dedos. Foi levado de urgência para o Hospital de S. José mas foi pronunciado morto à chegada.
O telemóvel é uma invenção moderna e muito prestável. No entanto devemos ter cuidado, pois pode-se tornar num objecto mortífero.
Nunca use o telemóvel enquanto estiver ligado à corrente.

Envie esta mensagem às pessoas de quem gosta.

terça-feira, 21 de novembro de 2006

IMAGENS QUE ME DÃO PRAZER!


Título : A CAMINHO DO PRAZER...

Comentário: se calhar vou-me repetir. Mas a idade por vezes não nos deixa fixar bem o que já se disse ou não e daí a repetição enfadonha. Afinal o último Outono já foi há um ano... Mas é assim: Adoro o Outono. Sacrilégio: mais que a Primavera! Talvez por me encontrar no Outono da vida. O Outono temporal é o começar de um renascer que irá eclodir na Primavera,( o que não acontece com a "vida" propriamente dita, pois aí a seguir ao Outono vem só e irremediavelmente o Inverno) é certo, mas que é carregado de uma beleza ímpar.
Esta foto é dedicada ao meu amigo JOAQUIM DELGADO, que me descobriu e amiudadamente me tem contactado via mail. A foto certamente que lhe será familiar pois foi tirada não muito longe da sua terra natal, algures entre a Portagem e São Salvador da Aramenha (Marvão).
Para mim é um espectáculo! E para si?

domingo, 19 de novembro de 2006

SER BENFIQUISTA...

SER BENFIQUISTA NÃO MATA...MAS MÓI!!!!


Vimos Braga p'lo canudo
Encaixando só mais três...
Aposto tudo por tudo
Que perdemos outra vez!


...E MÓI MUITO!

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

ÚLTIMA HORA


Passo a transcrever uma notícia publicada hoje "in" SOL

Hoje

Educação
Directora da escola de Avis apresenta queixa por «manifestação ilegal»
A presidente do Conselho Executivo da Escola EB 2,3 Mestre de Avis, Portalegre, vai apresentar uma queixa ao Ministério Público devido à manifestação de alunos de quinta-feira e ao consequente encerramento da escola


Margarida Neves, presidente do Conselho Executivo da Escola, diz ter identificado alunos e que vai apresentar queixa ao Ministério Público devido à «manifestação ilegal» de quinta-feira.
Mais de 20 alunos desta escola continuavam sexta-feira de manhã a manifestar-se contra as aulas de substituição, um dia depois de protestos semelhantes em várias zonas do país.
Alunos do ensino secundário protestaram quinta-feira em vários pontos do país contra as aulas de substituição, numa iniciativa convocada por telemóvel e Internet que culminou com a realização de uma greve e encerramento de algumas escolas.
«Não somos do secundário mas as aulas de substituição também nos afectam» referiu à Lusa um dos estudantes da escola Mestre de Avis.
Esta escola, com cerca de 200 alunos, não possui o ensino secundário, mas os alunos das três turmas de 8º e 9º anos quiseram vincar a sua posição contra a forma como são dadas as aulas de substituição.
«Por vezes jogamos às cartas ou simplesmente não fazemos nada. As aulas tornam-se uma seca», contam os alunos.
No protesto de quinta-feira, encerraram a cadeado o portão da escola, o que levou a que a GNR tenha sido chamada a intervir para repor a normalidade nas aulas, o que viria a acontecer a partir do primeiro tempo de aulas.
Os alunos, apesar de fragilizados pela falta de uma associação de estudantes que os represente, mostram-se determinados a continuar com os protestos até que uma solução diferente seja encontrada.
Para Margarida Neves durante este ano lectivo não é possível fazer alterações às aulas de substituição.
«Concordo com o princípio das aulas de substituição e reconheço que o ideal seria que o professor substituto fosse da mesma disciplina, mas em escolas pequenas como a nossa isso não é possível, só temos um professor de Geografia e se ele faltar vai ter de ser substituído por um de outra disciplina», concluiu a presidente do conselho executivo.
Lusa

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

GENTE (BOA) DA NOSSA TERRA!


“DO CASTELO” presta hoje, uma mais que justa homenagem aos calceteiros da nossa terra. Das suas mãos saem autênticas obras de arte. Parabéns!
O guarda-sol que os protege dos 40 graus do Verão é o mesmo que os protege da chuva dos rigorosos e impiedosos Invernos. Não deve ser nada fácil trabalhar oito horas dobrado sobre os joelhos. Aposto que agora, por vezes nem já os sentem. E daqui a vinte anos?
Até prova em contrário, acho que os calceteiros pertencem à classe de empregados camarários que merecem o ordenado que auferem.
Poderá pecar é por escasso…
(obrigado amigo!!!!!)

terça-feira, 14 de novembro de 2006

È DA MAIS ELEMENTAR JUSTIÇA!

É com enorme satisfação que venho informar que aqueles que quiserem fazer entrega de vestuário e calçado já podem utilizar os receptáculos próprios para esse efeito colocados na nossa vila. Ontem demonstrei o meu desagrado pelo facto de os mesmos estarem a abarrotar. Hoje é da mais elementar justiça que registe o facto de esta situação estar ultrapassada. Hoje, às 15:25 utilizei um que estava em condições de ser usado. E ninguém tenha a veleidade de pensar que foi por eu aqui o ter escrito. Aconteceu!
Também quero informar todos aqueles que usualmente se regem pelo bater das horas do relógio da Torre da Igreja Matriz de que aquele relógio também já se encontra certo. Do seu atraso habitual também por aqui fiz eco em determinada altura.
Está tudo na paz dos anjos.
Será por já haver no ar um certo cheirinho a Natal?

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

RECEPTÁCULOS DE VESTUÁRIO E CALÇADO A ABARROTAR


A abarrotar, é esse o termo certo. Penso que ninguém porá em causa a utilidade e oportunidade da colocação dos contentores/receptáculos de vestuário e calçado destinado a recolhas de dádivas de todos quantos o queiram fazer. Hoje, por volta das oito da noite, fui fazer uma segunda entrega de material. E por ser um animal de hábitos dirigi-me, como fizera há dias, ao que se encontra nas imediações da Farmácia. Talvez o faça por uma questão de comodismo, pois ali o carro fica mesmo à mão. E aí vou eu. Chegado lá, tirei o material do porta- bagagem e ia a pensar que a minha boa acção de hoje ia ali ser consumada quando deparo que o referido contentor se encontra completamente cheio. Não dá para levar nem mais uma peúga… Então resolvo dirigir-me para o que se encontra em frente à casa do Benfica. Infelizmente o resultado foi idêntico. Está – igualmente – completamente cheio. Tive assim que regressar a casa com tudo aquilo que tinha para depositar (confesso que não sei há mais algum…) e sem ter feito hoje nenhuma boa acção.
Por um lado é bom que tal aconteça pois só vem demonstrar o quão importante é a sua manutenção na vila. Por outro lado enferma do mesmo mal a que já uma vez aqui me referi em relação aos outros contentores que não são atempadamente despejados.
Por isso o meu alerta e o meu pedido a quem de direito: só despejando os contentores da recepção de vestuário e sapatos os mesmos poderão continuar a desempenhar cabalmente a sua função.
E nós, enquanto colaboradores nessa meritória acção, só assim o poderemos ser na sua plenitude.
É claro que nos restará sempre a hipótese de levar os vestuários para a Junta de Freguesia de Avis. Mas, havendo contentores para tal...

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA

Garanto que não se trata de nenhuma montagem, mas, cá para mim, apesar de curiosa, há qualquer coisa que não bate certo nesta imagem....

domingo, 5 de novembro de 2006

A FEBRE DE SEXTA-FEIRA À TARDE

Por norma não deixo para a última hora aquilo que tenho que fazer. É um hábito que contraria a boa maioria do estilo português, mas nem por isso deixo de ser menos português. É tudo uma questão de princípio.
Na passada sexta-feira à tarde, por volta das 17:45, achei que ainda tinha no meu bolso uns euros a mais e que os deveria ir investir em novo boletim do Euromilhões. Deu-me essa febre… só que dessa febre tinham sido acometidos não sei quantas dezenas (centenas?) de Avisenses. A Agência das Apostas estava completamente cheia. Mais, havia bichas (leia-se – filas) à porta. É óbvio que desisti pois uma das razões que me leva a não deixar tudo para o fim é a aversão que tenho às ditas bichas (continue-se a ler filas). Fazem-me nervos.
- Ainda bem, foi mais esse que poupaste, dirá o meu leitor, atento. Eu contraponho: e se o boletim que eu ia tentar registar era o “tal” que teima em não ser registado? A febre dos milhões do Euro é contagiante e quanto mais “à rasca” uma pessoa anda, mais tenta investir. Por alguma razão Portugal é o maior apostador de todos os países que integram a Sociedade do Euromilhões.

Como diz um amigo meu as ideias são como as “cervejas”, seguem-se umas às outras. Milhões para lá, milhões para cá e aparece-me esta ideia que para muitos será completamente disparatada, mas que para mim não o é tanto assim, e por isso mesmo, aqui a deixo no ar e a cores:
É muito mais difícil eu acertar na chave completa do Euromilhões do que os tentáculos da operação de desmascaramento de corrupção e branqueamento de capitais, determinada em Espanha pelo Juiz Baltazar Garzón, estender os seus tentáculos até ao concelho de Avis! É que o Mundo já é uma pequena aldeia global e tarde é o que nunca chega.
Ai o que eu fui dizer!!!...
Só posso mesmo estar ainda com a ressaca da febre de sexta-feira à tarde!

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Conversa EntreCORTADA

Na RTP Judite de Sousa entrevista Alberto João Jardim na Grande Entrevista. Alberto João protesta:
- A senhora não me deixa dizer o que é que eles me cortaram...

(que seria?...)

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

HALLOWEEN OU A MINHA NOITE ASSOMBRADA...

Não acredito em bruxas. Paciência!
Sentei-me em frente do meu televisor à espera que acabasse um jogo de futebol de segunda categoria e começasse um filme, e analisei este dia dedicado às bruxas:
- Logo de manhã, a TVI fez a cobertura em directo da greve do Metro. O locutor de serviço indagou um utente daqueles serviços que lhe respondeu:
- Devia-se cortar o pescoço a todos os gajos do metro. Isto é uma vergonha!
Imediatamente atrás deste, talvez na fila para o autocarro, um outro respondeu:
- Era cortar o pescoço era ao Primeiro-ministro, que ele é que é responsável por isto.
Os ânimos azedaram devido à discordância de quem deveria ser degolado, o locutor disfarçou a conversa e o operador de imagem centrou as imagens noutros personagens. Por fim o locutor voltou a falar com o segundo entrevistado que continuou a dizer que não era aos trabalhadores do Metro que deveriam cortar o pescoço. Instado a dizer onde trabalhava disse:
- Sou trabalhador do Metro
Ele há coisas que nos levam quase a creditar que há bruxas…
Ouvi ainda de manhã que o Jorge Coelho virara costas à Assembleia da República como se fugisse de uma Assembleia estilo coelheira de bruxos…e depois passei pelas brasas…e depois sonhei:
Bateram-me à porta e através de aranhas, esqueletos, morcegos e cobras lá consegui ultrapassar o meu corredor e chegar finalmente à porta. Abro e deparo com uma cena dantesca digna da melhor ficção “bruxense”. Centenas de cabeças de abóboras concentrava-se ali mesmo;
O nosso Primeiro, vestido de Pinóquio tentava teimosamente segurar o nariz que crescia em proporção directa com as medidas que tomava depois de ser Primeiro-ministro contrariando as promessas eleitorais para atingir o dito lugar, tendo na cabeça uma coroa de Rei dos mentirosos;
O ministro das Finanças, vestido de Drácula, chupava-nos todas as nossas economias até ao tutano ou até à medula, consoante os casos;
O ministro da Saúde, disfarçado de Vampiro, sugava-nos o sangue mas em Centros de Saúde bem longe das nossas casas de habitação;
Os sindicatos dos professores estavam já a falar sozinhos, enquanto a Ministra Maria Lurdes Rodrigues, qual bruxa em forma de diabo, afiava as unhas numa faca de dois gumes dizendo que até os comia vivos;
Os funcionários da Zona Agrária de Avis, deitavam as línguas das sogras de fora ao Ministro da Agricultura que, sendo a maior cabeça de abóbora biológica presente, lhes ia dizendo que “esta” também era para fechar;
Num caldeirão de água fervente o Louçã empurrava o Marques Mendes pela cabeça que, em bicos de pés e já com os olhinhos revirados, continuava a dizer que queria crescer 3%;
Nisto chega voando baixinho o esqueleto deformado de Salazar e aí todos, mas todos, da direita à esquerda, se urinaram meu Deus que ficou aqui um cheirete pior que o da fábrica dos brócolos – e fugiram montados em vassouras de piorno, debandando em todos os sentidos em escassos dois segundos, tendo como destino os diversos Ministérios na capital com medo de perderem os tachos;
Tendo ficado só com Salazar à minha frente, este perguntou-me: tu é que não me meteste na lista da RTP para ser considerado a maior figura da História de Portugal?
Apesar da votação já ter terminado, não sei que lhe respondi pois acordei nessa altura, precisamente quando acabava o jogo do Sporting com o Bayern e pensei cá para mim:
-...Era muito mais difícil saber quem roubou o carro ao Manuel Eduardo, pois que não era preciso ser bruxo para saber que o Sporting não ia ganhar….
Há sonhos do caraças! Não acham?

domingo, 29 de outubro de 2006

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

sábado, 21 de outubro de 2006

TRÊS IMAGENS DA NOSSA TERRA




Hoje à tarde o sobreiro, só, no montado, esperava pacientemente a intempérie que os meteorologistas pensam vir a caminho; o anoitecer no entanto era calmo nas imediações do Retiro da Ponte; as gaivotas em terra parece que concordam com os meteorologistas, prevendo o temporal. No entanto, garanto-vos: à hora que escrevo estas linhas o céu está completamente limpo sobre Avis. E amanhã?

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

E QUEM SE LIXA É O MEXILHÃO....

Século - XXI.
Planeta - Terra.
Sistema - democrático.
Concelho - Avis.
Freguesia - Avis.
Patrão ( instalado em Avis) expulsa casal de empregados com dois filhos menores – crianças ainda pequenas – que ficam ao relento até serem acolhidos, via autarquia, num monte lá para as bandas de Figueira e Barros (?)
Motivo – desconheço.
Atitude do patrão – inqualificável!
Desenvolvimento – próximos dias
25 de Abril - passou por aqui?

sábado, 14 de outubro de 2006

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

É MUITO TEMPO!!!!

Estou velho. O tempo passa e vai-nos toldando os movimentos físicos e psíquicos. Hoje esqueci-me de uma data imperdoável: faz hoje 31 anos, repito, trinta e um anos, que casei a primeira (e última) vez. É obra! Não, não é obra ter-me esquecido, embora isso me preocupe. O que é obra é ser casado trinta e um anos e sempre com a mesma mulher. Casamentos destes já não se usam. Como alguém cá em casa por vezes diz, sou um “cota”! Trinta e um anos é muito tempo! Deixem-me fazer as contas: de 1975 a 2006…é isso. A conta está certa.
Para uns esta conversa de “chacha” não faz sentido, como não faz sentido estar tanto tempo a aturar a mesma mulher. Outro(a)s dirão que muita paciência tem tido a minha mulher para me aturar a mim, e que é isso que não faz sentido. E aqui é que reside o cerne da questão. Para manter um casamento com esta longevidade é necessária muita paciência, muita cedência, muita compreensão e acima de tudo muito amor. Não se pode desistir às primeiras contrariedades, aos primeiros sinais de incompatibilidade. Para essas experiências servirá – digo eu – o tempo de namoro.
Registada que fica a efeméride, o melhor é acabar por aqui e não fazer caso do que me diz um amigo meu: sempre “feijão com couve” também chateia!
O pior é que às vezes nem feijão com couve se apanha.
Há muita fominha encoberta…

terça-feira, 10 de outubro de 2006

HÁ MULHERES LEVADAS DA BRECA!

Estava eu a comentar com uma amiga a evolução positiva que aponte tem tido ultimamente quando esta fez um comentário que me deixou boquiaberto. Incapaz de reproduzir textualmente as suas palavras, estas terão sido mais ou menos as que se seguem, sendo que o conteúdo é o correcto.
-Concordo contigo. aponte está muito melhor. Fui eu que comprei a última do mês de Outubro, do reforço que fizeram no Supermercado do Salvaterra. Vende-se muito mais, está mais interessante e gosto da nova dinâmica do jornal. Apraz-me lê-lo. Mas já reparaste que as mulheres quase não têm interferência na sua feitura? Repara: na capa o retrato da vida de um homem; entrevista a um homem, Presidente de Câmara; foto da pagina do Emprego e Empreendedorismo uma foto com cinco homens e uma mulher encostada lá para o fundo da fotografia e segundo me disseram ainda lá falta outro homem que já não coube no “boneco”; crónica médica feita por um médico; enólogos muitos, enólogas nenhuma e até aqui as referências bibliográficas são maioritariamente de homens (Aleixo, Pessoa, Torga);nas páginas de opinião seis homens. Repara : seis! No desporto homens, muitos homens. Nas páginas cor-de-rosa até aí, e ainda os hei-de contar, me parece que os homens estão em maioria. Redactores/colaboradores, homens e mais homens. Repara que até as fotografias são cedidas por um homem. Mas afinal nós não sabemos fazer ou não fazemos nada de interesse para aponte?
Fiquei siderado com este comentário, e afastei-me da minha amiga, não sem antes lhe perguntar, quase a medo:
- Olha lá: tu também foste daquelas que queimaram os “sutiens” nos anos sessenta?
Já não ouvi a resposta.Bolas!

sábado, 7 de outubro de 2006

...E JÁ FOI HÁ CINQUENTA ANOS!!!!

ESTA FOI A MINHA ESCOLA PRIMÁRIA!

7 de Outubro de 1956 foi o meu primeiro dia. Para se entrar para a escola primária era necessário já ter os sete anos feitos. E eu, que faço anos em Abril, entrei quase com sete anos e meio. Lembro-me que nas traquinices desse primeiro dia, não sei como, partiram-me a cabeça. A minha avó, para estancar o sangue pôs açúcar na ferida. Os outros “meninos” disseram que eu tinha os miolos a sair… talvez que por via disso nunca tivesse “batido” muito bem durante a vida. Hoje fui à vila de Redondo. Subi ao Castelo e disseram-me que uma terra que de lá se avistava era o Alandroal. Também passou pelo meu curtíssimo percurso académico. Coincidências do caneco!
Ah! Só mais uma coisa: lembro-me do nome da minha professora da 1ª classe Maria José dos Reis Gordo – soube que é viva e que reside em Alter do Chão.
Penso ir visitá-la a curto prazo, antes que seja tarde para algum de nós…

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

SERÁ QUE É MESMO VERDADE? EU NÃO ACREDITO!

Consta-se que uma parturiente avisense se dirigiu ao Hospital de Portalegre para ser mãe há cerca de dois meses (?).
A criança nasceu de cesariana e aparentemente tudo dentro do normal.
A mãe manteve-se sempre com dores anormais na barriga quando era suposto desaparecerem mais depressa. Foi agora detectado, no mesmo Hospital, que no seu interior estaria um corpo estranho. Foi operada e concluíram que o corpo estranho eram nem mais nem menos que compressas que ali tinham ficado aquando da cesariana e que já se estavam a colar aos intestinos. Se fosse uns dias mais tarde seria muito mais complicado para ela.
A ser verdade, nem tenho comentários para fazer.
Cada um de vós que os faça…

terça-feira, 3 de outubro de 2006

HÁ DIAS DEI COMIGO A PENSAR...

Há dias necessitei de ultrapassar os limites do nosso concelho e fui de partida bem cedo. Encontrei, perto de Fronteira uma ambulância que regressava a Avis, vindo, talvez, do Hospital de Portalegre. Era manhã bem cedo.
À tarde, ao regressar a minha casa encontrei uma ambulância devidamente identificada com o nome de Avis em sentido inverso ao meu e por coincidência conduzida pelo mesmo “voluntário” da manhã.
E dei comigo a pensar:
quantas horas/quilómetros de condução fará por dia/semana/mês um condutor dos Bombeiros Voluntários de Avis? E quantas horas de descanso terão entre cada serviço? E quantas horas de dormida? E com tanto serviço de condução não seria possível (aconselhável) aumentar o número de condutores? E quais serão as conclusões resultantes dos inquéritos levantados aquando de acidentes com viaturas dos bombeiros, aqui ou em qualquer outra corporação?
Eu sei que estou a meter a foice em seara alheia, mas eu também só disse que estava a pensar….

domingo, 1 de outubro de 2006

OUTUBRO É O NOSSO MÊS!

Você, que mora em Avis, ou é idoso ou tem muitos idosos como amigos. Para eles passo a transcrever as seguintes dez regras úteis que valem um idoso com saúde:

1.Faça actividade física moderada e regular
2.Mantenha activa a sua vida social. Não se isole.
3.Evite o açúcar e o sal e não coma demasiado
4.Beba água, mesmo que não tenha sede
5.Auto-medicação: NÃO, OBRIGADO
6.Cuide da sua visão e audição
7.Não troque o sono: dormir à noite faz muito melhor
8.Tenha em atenção as suas limitações: evite os acidentes
9.Vá à casa de banho em horários fixos
10.Faça a sua higiene oral

Se cumprir estas regras verá que terá um envelhecimento activo.
Se não concordar com isto olhe, faça como eu: hoje vá a Benavila ao almoço da malta da Terceira Idade e depois espere que saia a Agenda Municipal e abanque-se a empanturrar em todos os almoços que vão ser oferecidos por essas freguesias fora!
Ser velho é um privilégio só para alguns…

terça-feira, 26 de setembro de 2006

O NOVO "ALPENDRE"


Com novas instalações reabriu “O ALPENDRE- CHURRASQUEIRA, LDA.”, agora situado no Alto de S. Sebastião, ( exactamente, em frente onde estavam há tempos os ciganos de Avis e não só) mantendo o anterior contacto telefónico. Visto assim à primeira vista pareceria que este comentário tinha sido encomendado. Garanto-vos que não e que nem sequer lá fui beber o habitual café e bagaço de borla no dia da inauguração. Mas fui lá hoje. E gostei. O espaço é engraçado, decorado a meu gosto e dou os parabéns aos donos deste novo espaço gastronómico.
Só um reparo, melhor, dois:
1º - O atraso na entrega das encomendas mantém-se... ( é possível melhorar!)
2º - A identificação das casas de banho torna-se um pouco confusa atendendo a que hoje em dia já não se sabe muito bem quem usa ou não usa brincos e colares...

domingo, 24 de setembro de 2006

QUE RAIO DE FEITIO QUE O HOMEM TINHA!

Estive hoje à tarde a ver uma reportagem, na 2, sobre a Ponte Salazar, cuja construção foi adjudicada a uma firma americana.
Foi ali dito que Salazar gostava de visitar as obras em véspera da inauguração. Com a ponte que ostentava o seu nome – ao que parece contra sua vontade – aconteceu o mesmo. Salazar foi recebido num gabinete junto à ponte e um dos responsáveis daquela emblemática obra do regime de então( o Ministro das Obras Públicas?), terá dito qualquer coisa como isto:
- Saiba Vª Exª, Senhor Presidente do Concelho de Ministros, que a importância desta inauguração é tal que só os americanos, para virem assistir a este acontecimento, alugaram um andar inteiro do Hotel Ritz!
Salazar, de óculos na ponta do nariz, dedo indicador direito espetado na direcção do interlocutor e fixando-o nos olhos, respondeu-lhe:
- E eles vão-nos meter isso na conta...

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

GENTES E LOCAIS DA NOSSA TERRA!


Passei por lá hoje e vi que andam a derrubar aquela que foi durante largos anos a “Taberna do ti Pechirra” baptizada de Retiro do Caçador... desculpe lá amigo Jorge Traquinas, mas senti tantas saudades...
Luís Martinho Pechirra é um daqueles nomes que ficam definitivamente ligados à história das gentes de Avis.
Quantas gerações de estudantes por ali terão passado, para comprar uma sandes ou uma pastilha, já que o então Colégio Mestre de Avis se situava paredes meias? Quantos camionistas ali almoçaram? E quantos avisenses, naturais ou residentes, ali petiscaram? A D. Felisberta, sua esposa era uma óptima cozinheira.
De piada fácil e afável, o Ti Luís tinha sempre uma brincadeira cativante para qualquer pessoa que o visitasse. Uma anedota, porque não uma mentira de caça ( foi dos primeiros a caçar e dos mais conhecedores na arte da caça, nomeadamente na caça aos pombos), tudo servia para prender quem ali se dirigisse pela primeira vez e que por certo não seria a última. Exímio, no seu dizer, na habilidade de bem jogar às cartas, era usual as noites serem ali passadas com serões de biscas de três ou nove ou uma suecada bem puxada, chegando a jogar-se simultaneamente em três mesas! O Ti Luís era sempre o campeão...melhor: quase sempre!
Recordo que por vezes lhe telefonava do meu emprego a dizer para fritar uns bocados de toucinho que eu e outro colega íamos lá beber um copo. E quando chegávamos o toucinho estava quentinho, acabado de fritar. À falta disso, uma lata de anchovas, apesar do excessivo sal que possuíam, sabiam sempre a marisco...
Recordo, por exemplo, que certa ocasião lá cheguei com um meu cunhado que ele não conhecia de lado nenhum, para beber um copo e o Ti Luís virou-se para nós e disse por estas ou outras palavras similares:
- Então não há aí mais cafés na vila? Só me vêem a mim? Tomem lá quinhentos escudos e vão beber para outro lado.
E nós fomos gastar os quinhentos escudos para o João da Zefa e na próxima vez que lá voltei, é claro que acertámos a questão dos quinhentos escudos.
Tenho mil e uma história para vos contar deste senhor de quem tive o privilégio de ser amigo. Os homens não são eternos e os edifícios também não, mas digam-me lá: só pelo que vos contei aqui, então não tenho razão para ter carradas de saudades?

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

LI, VI, OUVI, CONCLUÍ

Fui fazendo um apanhado do que li e ouvi nesta Feira Franca para finalmente concluir, depois de resumir o enorme bloco de apontamentos que consegui. Feito o resumo – e garanto que não estou a colocar em terceiros palavras que pretendia fossem minhas – aqui fica à vossa consideração:

LI:
«.....A feira regressa ao Centro Histórico?»
“A Feira é feita para as pessoas e, obviamente,.....não poderemos deixar de ter em conta as opiniões que nos forem transmitidas...”
Manuel Maria Libério in Diário da Feira Franca de 15 de Setembro

“...A zona de exposição de artesanato....foi visitada por muita gente encasacada e apressada ...” in Diário da Feira Franca de 16 de Setembro

“...Tem mais condições de segurança...” Simão Velez in Diário da Feira Franca de 17 de Setembro

“ ...Entretanto foi convocada a ronda para acompanhar o Mestre à Feira, que este ano por ter mudado de local é um pouco mais longe, afim de evitar assaltos...” – in AvisJóia ( exposição no Posto de Turismo)

“ Não fume pela sua saúde.” in folheto distribuído pelo Centro de Saúde

VI:
- Uma boa moldura humana de “cotas” como eu a admirar Alexandra, feita Amália, sentadinhos por mor das arteroses. Espectáculo que para mim e para a minha faixa etária valeu seis estrelas!

- Vi uma onda enorme de juventude a aplaudir uma coisa parecida com música a que chamam de “ Hip-Hop”!

- Vi um mar imenso de jovens a aplaudir os D’ZRT e a esperarem nervosamente por um autógrafo!


OUVI:

“ À hora marcada para o início da final da malha só lá estava o Professor Feliz e um participante...”

“ Hoje não abro o meu Restaurante porque está tudo fechado e depois caiem-se-me lá todos...”

“ Se a Feira passar para este espaço, utilizar o Centro Histórico só com uma Feira Medieval é pouco...”

“ No sábado, eu e o meu marido, no final dos festejos, fomos posto fora do recinto da feira pelos Seguranças de maneira agressiva. Foram indelicados!”

“ Vamos aqui comprar uns livros a estes “gajos” que ficam já para prendas de Natal...”

“ Enquanto fomos nós, os Guardas Republicanos, a fazer a Segurança da Feira nunca aconteceu nada. Este ano dispensaram-nos e esta noite foi o que foi. Mas logo já para cá vimos da meia-noite às dez da manhã...”

“ Somos só dois Seguranças para este espaço todo. È impossível conseguirmos controlar tudo....” – afirmação que me foi feita por um Segurança de Serviço na noite de sábado para Domingo em diálogo sobre os roubos dessa noite

“ ...Parece que os Seguranças andavam bem longe do parque da Feira às tantas da madrugada...”

“ ...Ouvi dizer que do stand do Centro de Saúde fanaram um computador...”

“ Gosto mais deste local, é mais amplo...” – artesã Olinda, de Barcelos

“ Aqui estamos melhor, estamos mais à larga! Oiça lá esta quadra que fiz há bocadinho......” – João António Guilherme, poeta/artesão de Ervedal

“... Falta-nos aqui o cheirinho à Zona Histórica. Foram muitos anos...”

“... As Exposições têm que vir cá para baixo. Fazer um pavilhão grande, por exemplo ali onde estão aqueles carros para venda, que bem poderiam ir para outro lado. Este ano, as exposições lá em cima, devem estar todas às moscas...”

“...Lá em cima ou cá em baixo a Feira não pode acabar...”

“... Fogo de artifício para mim, como quase tudo, o que vai para além de cinco minutos já é de mais...”


CONCLUÍ:


Parabéns aos mentores do Diário da Feira Franca que, se outro mérito não tivesse, teve a feliz ideia de prestar homenagem pública a essa grande senhora que dá tudo o que pode para que, do que dela depender, tudo corra da melhor maneira na “sua” Feira Franca. À Angélica Cortiço “DO CASTELO” endereça os parabéns pelo empenho e dedicação a esta causa.

Mesmo para concluir e em termos de balanço pessoal desta Feira Franca 2006, parafraseando uma lenga-lenga que me fartei de escrever quando cumpri o meu serviço militar e em que tinha de fazer uma apreciação em relação à comida servida no Quartel direi, obviamente que com as devidas alterações de que:

...Tinha bom aspecto e paladar, era em quantidade suficiente e agradou de um modo geral a quem a utilizou.

domingo, 10 de setembro de 2006

A REFORMA AGRÁRIA NA HISTÓRIA OU A HISTÓRIA DA REFORMA AGRÁRIA

Amada por uns, odiada por outros, como quase tudo na vida, a Reforma Agrária foi um acontecimento que mexeu com todos aqueles que de uma maneira ou doutra viveram por perto o 25 de Abril, por aqueles para quem o 25 de Abril não é apenas e somente mais um dia de feriado nacional. Avis, foi o “centro”, se assim lhe quisermos chamar, desse processo que tantas paixões e ódios despertou.
Chegada a hora de fazer a história da reforma agrária e da Revolução, já muitos o fizeram mas trago-vos ao vosso conhecimento que a Doutora Maria Antónia Pires de Almeida ( com laços de família intimamente ligada a Avis) o fez num livro recentemente lançado e intitulado “ A REVOLUÇÃO NO ALENTEJO – MEMÓRIA E TRAUMA DA REFORMA AGRÁRIA EM AVIS”, que mais não é que «a adaptação da dissertação de doutoramento em História Moderna e Contemporânea...intitulada “ A Reforma Agrária em Avis. Elites e mudança num concelho alentejano( 1974-1977)”» - pág. 11.
O livro tem 347 páginas de informação e está profusamente recheado por episódios contados na primeira pessoa por quem viveu directamente os acontecimentos que se seguiram ao 25 de Abril de 1974 e no que, essencialmente, ao mundo agrícola diz respeito. O José Luís, O Cuco, a Mascote, o Asdrúbal Braga, o “Charuto”, a Cooperativa 1º de Maio, a Herdade da Caniceira e tantas outras centenas de nomes que nos são (foram) familiares estão aqui devidamente retractados e identificados.
Recomendo vivamente a aquisição e leitura deste livro
a quem como eu viveu a Reforma Agrária por fora mas cá dentro, àqueles que a viveram por dentro cá dentro e àqueles para quem o 25 de Abril não é mais do que um dia feriado.
“DO CASTELO” está em condições de o informar que o mencionado livro irá estar à venda no Stand dos Amigos do Concelho de Aviz- Associação Cultural durante a Feira Franca e que, apesar do seu preço de capa ser de 21,90€, irá ser posto à venda como preço de feira, por 17,00€. Faça como eu vá a www.portalavis.com e identificando-se faça a reserva do seu exemplar.
Eu já reservei o meu!

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

NASCEU EM 01-02-1977 E FALECEU EM 06-09-2006

Em 7 de Março do corrente ano, perguntávamos aqui neste mesmo espaço, até quando iria sobreviver a Ziva – Industria de Confecções Lda. A resposta está aí: sobreviveu até ontem dado que hoje, dia 7 de Setembro de 2006 já não abriu as suas portas às nove funcionárias que ali tinham o seu ganha pão. O futuro para estas ex-funcionárias da Ziva não será o mais risonho, pese embora a remota possibilidade de alguém colocar a hipótese de pegar na fábrica e começar tudo do zero. Não vai ser fácil mas como diz o velho ditado, enquanto há vida há esperança...
Certo, certo, é que a Ziva já foi!

terça-feira, 5 de setembro de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA!


É bem conhecida a aversão que eu tenho ao “ataque” traiçoeiro que a Brigada de Trânsito da GNR nos faz através de emboscadas colocadas em pontos estratégicos das nossa estradas. Quando a GNR “dá a cara” e aparece numa operação “STOP” sou o primeiro a concordar. Por exemplo hoje, junto da nossa rotunda que dá acesso à vila, vindo dos lados de Pavia, lá estavam os nossos Guardas e não deixa de ser curioso porque terá sido que por volta das dez da manhã(?) num carro de matrícula estrangeira terão saído os cinco ocupantes dum carro, com aspecto de ciganos, quando era lógico só o condutor o fazer...
Quantas ilegalidades não se detectam nessas alturas! Também já aqui deixei justificada a razão por que discordo com essa autêntica caça à multa que se prende com a colocação de máquinas dissimuladas para medição de velocidades não permitidas. Mas eu volto a repetir a justificação dessa revolta: se alguém for a 200 Km à hora ( exagero...) e for detectado, certamente que não sabendo que foi “visto” pela máquina continuará nos mesmos 200Km/h podendo dar lugar a um acidente grave um pouco mais à frente, antes mesmo de chegar ao carro onde utilizará o seu cartão multibanco para pagar a respectiva multa... Mas se esse “transgressor” vir, só que seja, o carro da Brigada de Trânsito ou o Jipe da GNR é certo e sabido que abranda a sua marcha. Esta a razão porque detesto as emboscadas, pese embora o facto de nunca ter estado na guerra colonial do “nosso” ex-Ultramar...e nunca ter sido apanhado pelas máquinas maquiavélicas de fazer euros par o Estado à custa dos condutores mais distraídos...
Mas o que tem a ver a imagem da nossa terra com este tema? Eu explico: a placa acima indicada encontra-se em plena Estrada Nacional 370, bem junto à vila de Benavila, mas pela parte de fóra. Apesar das altas ervas que quase a ocultam, esta placa está lá, no sentido Avis-Senhora de Entre Águas e diz-nos que estamos a passar numa localidade, sendo que um pouco mais à frente existe outra similar mas com um traço a vermelho, sinal de fim de localidade. As duas placas distam cerca de 400 metros segundo a minha cronometragem. O mesmo acontece em sentido inverso, ou seja desde um pouco a seguir à saída da ponte no sentido Senhora de Entre-Águas – Avis.
Ora bem o que eu lhes quero chamar a atenção é que é aí que os nossos amigos ( ou amigos do Engenheiro Sócrates?) das emboscadas se colocam para detectar quem por ali passa a mais de 50Km/hora.
Que “DO CASTELO” tenha conhecimento, já lá foi multado um residente de Avis ( obviamente trabalhador!) com a módica quantia de 300 euros. Cuidado pois, e não me venham dizer que eu não os avisei: é que num espaço de quatrocentos metros podem “ganhar” o dia ...ou mais!
A mim, naquele local, deve ser difícil entalarem-me. A vocês que agora ficam alertados, igualmente, mas... nunca se sabe!

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

POSTA-DO-MEIO

Exmº Sr. Director do Blogue “Do Castelo”

Dado o ridículo e insólito da situação, resolvi escrever-lhe este mail, solicitando a publicação do mesmo no seu blogue, de forma a que os seus leitores possam ver e entender coisas que na minha maneira de ver são difíceis de ver e de entender, por às vezes não as ver e vendo-as não as entender.
Passo a ser mais explicito: Vivo em Avis, no Bairro do Deixa Arder, e no passado dia 17 de Agosto ( um dos mais quentes do passado mês de Agosto, que já passou), por volta das 16 horas ( hora mais quente do dia 17 de Agosto que passou), a minha nora, os meus filhos e netos, todos menores e mal comportados, entretinham-se no nosso quintal a fazer engenhos para pregar fogo às florestas do nosso concelho, que, infelizmente para nós, tanta água tem por essa enorme Barragem do Maranhão.
Incomodado com a brincadeira dos miúdos um vizinho meu, bombeiro nas horas vagas, uma vez mais veio chamar a atenção da minha nora, dos meus filhos e mais dos meus netos, todos menores, para o facto de que o que eles estavam a fazer era muito mal feito, pelo que a minha querida nora e os meus filhinhos e netos (todos menores de tacto) fugiram para casa a chorar, chispando de raiva.
Informado pelos meus “pirómanos” pequeninos do que se passava, fui falar com o meu vizinho bombeiro nas horas vagas, dizendo-lhe que era natural um “pirómano” brincar com artefactos de fogo como era natural ele, bombeiro receber-me de mangueira na mão. E as coisas ficaram assim. Cada um com a sua!
Muito me admirou que por volta das onze da noite, aparecessem à minha porta uma quantidade de defensores do ambiente e da floresta, alguns defensores até das ditas, virgens! Uma, das tais que defendia a floresta virgem, e que afinal soube depois já tinha dado uma machadada na sua própria palmeira de estimação, defendia que Avis se transformasse numa espécie de Amazónia do Alentejo. Lá lhe expliquei que ninguém tem culpa de nascer “pirómano” e que numa sociedade democrática cada qual escolhe o caminho que mais o abrasar.
Fiquei descansado e cansado, deitei-me em cima de uma braseira, chegando mesmo a passar pelas brasas. Pensava que estava a sonhar quando vi chegar á casa do meu vizinho bombeiro dois elementos da “Associação Apaga que é Fogo”, (A.A.Q.E.F.)devidamente fardados mas em carro descaracterizado. Nada me disseram, enquanto os meus rebentos continuavam, à vista de toda a gente, agora a atar uns fósforos a uns cigarros para serem lançados em qualquer lugar onde fosse necessário largar um rastilho.
Mas o mais estranho veio no dia a seguir e que muito me intrigou e por isso passo a contar passo por passo sem meter o passo na poça:
No outro dia, dizia, depois de os meus “piromanozinhos” já terem cumprido a sua missão para essa manhã e estarem a preparar os engenhos explosivo-incendiários para o dia seguinte, foram-me avisar que elementos da A.A.Q.E.F e da Associação da Defesa da Floresta ( da virgem e da outra) os estavam a filmar enquanto eles preparavam uns “coktails-molotov”. Depois vi sair os mencionados elementos, defensores das virgens e das outras, da casa do meu vizinho bombeiro nas horas vagas, com um enorme garrafão de água numa mão e um ramalho de eucalipto na outra como se fossem apagar algum fogo.
Não concordo com o comportamento destes senhores, já que nem sequer me disseram que os meus meninos estavam a infligir a lei. Dói-me o coração de pai “pirómano” por ninguém perceber as reais e imperiosas necessidades de um filho feito “pirómano”, aquando de uma paixão tórrida.
A continuar assim, estou a ver que tenho de comprar um auto-tanque para colocar à minha porta...

Franklin Otomano Guarda Ovelhas! - Avis

Nota da redacção : ou eu me engano muito ou o amigo F.O.G.O.! acaba de assinar a sua própria sentença de morte, juntando lenha para se queimar...
A ver vamos!

quarta-feira, 30 de agosto de 2006

IMAGENS DA NOSSA TERRA


QUEM GUARDA...ACHA!
LEMBRA-SE DE TER NEVADO?
"DO CASTELO" DÁ-LHE UM POUCO DESSE FRESQUINHO...

domingo, 27 de agosto de 2006

"ON DIT"


“On dit” que a Feira Franca de Avis vai ser deslocada do seu local habitual. Como se sabe, somos todos ou quase todos avessos a mudanças ainda que por vezes essas mudanças possam trazer benefícios. Ao fim e ao cabo já são muitos anos de feira na zona histórica... Não sei em que condições essa deslocação vai ser feita. Tentei indagar junto de quem me pudesse ajudar, mas bati a portas erradas não me tendo por isso sido possível elucidar-me, coisa que irei fazer amanhã, segunda-feira. Mas assim à primeira vista, e pese embora as justificações que os responsáveis tenham para nos explicar, parece-me que, por exemplo as exposições irão ficar assim um pouco ao abandono se a feira na sua essência for desviada para fora e longe da zona histórica. Quem se deslocará de propósito a ver, por exemplo, a exposição de fotografia que o recém criado Clube de Fotografia de Avis pretende organizar? E as exposições do nosso escultor que “on dit” este ano até serão duas: uma na sede da Casa de Cultura e outra no Posto de Turismo? Será por esta situação que a habitual expositora no Posto de Turismo este ano se negou a fazê-lo?
Para já e ao certo nada sei. Apenas que se diz.... que se diz... que se diz....
Mas garanto-vos que não é até porque “on dit” que isto poderá significar o fim da nossa feira ( lagarto, lagarto, lagarto!) ou de que a mudança se deveu a uma exigência de um dos grupos contratados por mor do tamanho do palco onde pretende actuar, que estou a escrever este blogue a altas horas da madrugada.
É porque não tenho sono!











segunda-feira, 21 de agosto de 2006

"DO CASTELO" E VÃO TRÊS!

Aqui fica o registo: faz hoje, dia 21 de Agosto, três anos que “DO CASTELO” nasceu como um blogue. Com uma actividade mais ou menos regular é, a par dos “DESABAFOS” que também este mês, no dia 12, cumpriu três anos de existência, e a quem endereço os meus mais sinceros parabéns, um dos blogues mais resistentes.
Até quando?

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

ÀS VOLTAS COM AS VOLTAS DA VOLTA!


Terminou a Volta a Portugal em bicicleta. Não ganhou o ciclista da minha simpatia, que era o Cândido Barbosa, mas não é sobre isso que me vou debruçar neste comentário.
Penso que o ciclismo é dos desportos mais populares em Portugal e...de borla. Se quisermos ver um jogo de futebol com ou sem vedetas temos que pagar; para vermos um circo, temos que pagar; um espectáculo de música temos que pagar. Resumindo: para vermos qualquer espectáculo com artistas bons ou menos bons, temos, na grande maioria dos casos, de pagar. E se não pagamos aqui pela nossa terra, pagamos noutro lado. A Volta a Portugal em Bicicleta mostra-nos os melhores artistas e é sempre de borla em qualquer parte do país. Só por isso já é um desporto popular e se para o ano o Benfica entrar nestas andanças das bicicletas, aí é que vai ser.
À custa das voltas da Volta, dei comigo a pensar sobre o seguinte: enquanto a Volta decorreu dentro do espírito de equipa, as diferenças entre os primeiros rondaram sempre escassos segundos. Na última tirada em que cada um teve que lutar sozinho, o campeão conseguiu distanciar-se do segundo classificado em mais de um minuto. E isto leva-me a “filosofar” que quando nós sentimos vontade de tomar qualquer iniciativa ganhadora o devereamos fazer mesmo que para isso tenhamos que lutar sozinhos como se de um contra-relógio se tratasse. É melhor trabalhar em equipa, concordo, mas quando isso não for possível construamos os nossos sonhos sós ainda que impulsionados de viva voz por um treinador chamado Consciência!
Vale sempre sempre a pena lutar pelos nossos sonhos!

terça-feira, 15 de agosto de 2006

PARQUE DE CAMPISMO DE AVIS A CAMINHO DAS TRÊS ESTRELAS!


Por motivos de ordem pessoal não pude assistir ontem à inauguração do Parque de Campismo de Avis. Nem à inauguração nem à festa de que a mesma se rodeou. Mas, felizmente que a festa passou e o parque ficou. Hoje tive ensejo de o visitar, tendo como cicerone um homem que sendo responsável pela sua execução se mostrava orgulhoso pela obra apresentada, o que é absolutamente normal.
Gostei do que vi. O Parque com capacidade para 529 utentes tem um aspecto agradável à vista, tem boas infra-estruturas e parece-me funcional. Oxalá aqueles que o vão utilizar o saibam fazer com respeito por aquilo que lhes é oferecido a troco de alguns euros. Classificado com a categoria de duas estrelas foi-me afirmado que a curto prazo, após alguns ajustes, nomeadamente a nível de reparação das primeiras instalações sanitárias e a introdução de nova zona verde, deverá passar à classificação de três estrelas. Apesar de nada perceber do assunto fiquei com a sensação de que deverá haver igualmente intervenção no sentido de “segurar” as terras que as águas que resvalam, obviamente dos sítios mais altos para os mais baixos, transportam cavando sulcos nas barreiras existentes. O local paradisíaco que a albufeira do Maranhão é na realidade, parece que começou finalmente a dar frutos em termos de futuro e de turismo apoiado, o que me apraz sobremaneira registar. E a albufeira – gosto mais de lhe chamar barragem – tem tanto para nos dar...
Confesso que não sou adepto de campismo, nem de tendas, nem de moscas à hora das refeições ou melgas nas tendas. Por comodismo? Talvez... mas não me importaria nada de ocupar um dos apartamentos com que o Parque está apetrechado!
É que há campismo e Campismo...








segunda-feira, 14 de agosto de 2006

REFLEXÕES


Veio-me parar às mãos uma revista denominada “Pretextos” do Instituto de Segurança Social, datada de Dezembro de 2004 que se debruça sobre a temática do Envelhecer. Porque apesar do tempo passado, após a sua emissão, me parece que os trabalhos apresentados não perderam actualidade com esse tempo decorrido, antes pelo contrário, aqui deixo, com a devida vénia, alguns trechos para vossa (nossa) reflexão.

“O mundo está a envelhecer. Entre 2000 e 2050, a percentagem de pessoas com 65 e mais anos irá duplicar, passando de 10 a 21%. Em Portugal, de acordo com projecções para o mesmo período, a percentagem de idosos mantém a tendência de crescimento, passando de 16,4% em 2000, para 31,8% em 2050”
“Estamos todos a viver mais.
Esta é a oportunidade! É necessário e urgente que a viver mais corresponda viver melhor. É este o desafio!”– Direcção Geral da segurança Social, da Família e da Criança.

O envelhecimento, sendo visível nos outros, é dificilmente percebido em nós próprios, porque é uma realidade humana que permanece abstracta por muito tempo. O envelhecimento é, portanto, um processo não localizado, com carácter difuso, cuja evolução pode ser retardada, mas que é, inexoravelmente, progressivo.” J. Alexandre Diniz, médico, Mestre em ética da Saúde.

Há dias passou na rádio uma reportagem sobre diferentes tipos de lares de idosos. Num dos casos, considerado exemplar, existia uma unidade para cuidar de idosos em fase terminal. Compreendendo as vantagens deste tipo de arrumação não podemos, sob o ponto de vista humano, aceitar esta espécie de corredor da morte.
Na mesma reportagem, o jornalista referia que os meninos de uma escola próxima de um lar visitavam os idosos, simulando uma relação entre avós e netos. Onde estarão os netos verdadeiros?
Regressados à escola os meninos fizeram perguntas: « Porque é que eles estão todos sentados?» Na sua ingenuidade as crianças confrontam-se com o óbvio mais facilmente do que os adultos. A monitora que tinha acompanhado a visita explicava, bondosamente: «Já trabalharam muito agora estão a descansar.» - Luís Barbosa, Instituto Humanismo e Desenvolvimento

« O que chamamos princípio é muitas vezes o fim. É acabar e começar. O fim é o ponto de partida» - T.S. ELLIOT

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

EI-LOS QUE VOLTAM!

Quem nos visitar ou por aqui passar vindo dos lados de Pavia tem a dar-lhes as boas vindas à chegada à nossa vila, como nos bons não muito velhos tempos, uma tenda de ciganos. Para já é uma, quem sabe se dentro de alguns tempos será um novo acampamento. Tudo tem um princípio. Suponhamos que qualquer dia todo aquele contigente que se desloca mensalmente a Avis, aos Correios, para receber os subsídios e rendimentos “mínimos”, que chegam nalguns casos a atingir 2000 -dois mil- euros livres de impostos, e livre de trabalho em qualquer fase da vida deles, resolvem por cá ficar para evitarem despesas de deslocação. Então como será?
Não me enganei quando escrevi somas a rondar os 2000 euros. E quem trabalhou uma vida inteira, quanto serecebe da Segurança Social?
É isto a justiça social que tanto se apregoa?

domingo, 6 de agosto de 2006

JÁ LÁ ESTÁ...HÁ DIAS!

Há alguns meses atrás referi neste local que um dos espelhos de sinalização colocado nas imediações da Torre de S. Roque e que permite visualizar a quem desce vindo do lado da Farmácia se se aproxima trânsito do lado direito da Rua dos Muros ( e cice-versa) se encontrava quebrado. Já há vários dias que por ali não passava e ontem fi-lo e é com agrado que, norteado pelo princípio de justiça que orienta ou tenta orientar este blogue, aqui registo que o referido espelho já se encontra substituído e a cumprir a sua missão.
Talvez com uns dias de atraso quanto à justeza deste comentário, no entanto aqui fica, para que conste...

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

GENTE DA NOSSA TERRA


Na semana passada ofertaram-me um CD de canções interpretadas pelo avisense TIAGO GARRINHAS, gravado ao vivo num espectáculo realizado em Avis. Gostei imenso e oiço-o assiduamente. Parabéns para o Tiago pois que no dia que conseguir gravar um CD em estúdio verá como a sua popularidade irá extravasar a área dos amigos. Vá em frente amigo! Parabéns e obrigado pela oferta!

No dia 30 de Julho foi o GUSTAVO MARTINS que levou o nome de Avis até à praça de toiros das Caldas da Rainha com a feitura de uma pega de caras que a todos agradou de sobremaneira. Para ele vão os parabéns “DO CASTELO” e de todos os que sentem orgulho naqueles que elevam o nome da terra (Avis) a que pertencem.

No passado dia 29 na Sociedade Recreativa e Dramática Eborense, antiga Mocidade, em Évora também foi dito o pronunciado o nome de Avis ao ser entregue o segundo lugar num concurso literário, na modalidade de quadra a um autor da nossa terra ( o tal que pretende manter o anonimato). “DO CASTELO” sabe que o tema do concurso era “O silêncio” e que a quadra premiada versava assim:



O SILÊNCIO MAIS ATROZ
QUE NOS DEIXA QUEDO E MUDO,
VEM DO EMBARGO DA VOZ
QUE NÃO DEIXA DIZER TUDO!

sábado, 29 de julho de 2006

CÃES VADIOS OU TALVEZ NÃO!!!


Os cães atacam rebanhos mesmo às portas da nossa vila. No Vale d’Ordem, na noite de terça para quarta desta semana, mais uma vez tal aconteceu sendo que ficaram estropiados uma ovelha e um borrego. A ovelha ficou com as costelas esfaceladas e o borrego sem uma perna. Diz-me o dono do rebanho que com estes dois animais já são onze as cabeças de gado que vê destruirem-lhe sem poder acicatar culpas seja a quem for. Esta situação mantém-se de há três anos a esta parte. Parece que ali para os lados da Serra aconteceu o mesmo ainda não há muito tempo. Perguntado se seriam cães vadios afirma-nos o lesado que poderão ser ou não, pois poderá haver donos de cães “perigosos” que os soltem um bocado à noite e eles façam aquele serviço. Ao certo nada sabe pois que apesar de já ter perdido algumas noites a espiar o rebanho, ali nas imediações das antenas parabólicas, acontece que quando lá fica nada de anormal se verifica.
Uma coisa é certa: as cabeças de gado aparecem mutiladas e os cães vadios (ou não), são os responsáveis por tal.
Até quando?

quarta-feira, 26 de julho de 2006

ASSIM NÃO SR. MINISTRO DAS FINANÇAS, ASSIM NÃO!

Eu passo a explicar porquê: durante todo o ano de 2005 andei a descontar a mais para o IRS e o Sr. Ministro ainda não me devolveu aquilo que me pertence, pelo que anda a governar o seu ministério com o meu dinheirinho. Depois, há mais de um mês que lhe entreguei o valor do “selo do carro” e de selo nada. Mas o que não me cabe na ideia é o seguinte: então o Estado não sabe quantos carros há a circular em Portugal para poderem calcular o número de selos necessários? Ou sabendo será que possa haver uma disparidade de um milhão ...mas afinal a matemática já não é uma ciência exacta? Que quisessem primeiro receber os euros para depois fazer os selos, mesmo não concordando, ainda vá que não vá. Agora estar tanto tempo sem os receber já me irrita.
Sr. Ministro desculpe esta falta de confiança que tenho em si mas o senhor também nada faz para que as coisas sejam de modo diferente.
Compreendo como vai ficar chateado quando souber deste meu desabafo a seu respeito mas olhe, paciência que eu também estou chateado, e muito, consigo...

domingo, 23 de julho de 2006

MUITO BEM OBSERVADO!

Há dias, quando estiveram essas temperaturas que ultrapassaram os quarenta graus, aconteceu entrar numa dependência bancária da nossa praça. Como empregados dois cavalheiros e uma senhora. Entabulei conversa com um cliente do banco que esperava igualmente a sua vez. Este disse-me: “Já viu como é? Eles de fato e gravata e ela toda descascada!...”
Confesso, nunca tinha reparado, mas a observação do meu amigo era extremamente correcta: enquanto “eles” andavam de casaco e gravata “ela” usava um "top" de alças, bem mais consentâneo com as temperaturas que se faziam sentir.
Não faria sentido desejar que os homens usassem camisolas de alças, mas que há uma enorme disparidade de “uniformes” entre cavalheiros e senhoras na classe bancária, lá isso há...pelo menos por cá.
Será discriminação masculina?

quinta-feira, 20 de julho de 2006

GENTE (BOA) DA NOSSA TERRA

Mais um avisense que levou pela positiva o nome de Avis a terras distantes. No passado sábado, dia 15, na Sala do Piano do Convento dos Capuchos em Almada, foi a distribuição de prémios do “Concurso de Quadras Populares 2006”, organizado pela Câmara de Almada e pela Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada.
Porque um avisense ganhou uma menção honrosa o seu nome e o de Avis foi ouvido naquele local de cultura. O premiado não nos autorizou a divulgar o seu nome, o que respeitamos, mas “DO CASTELO” sabe que o regulamento tinha como temática o São João e a obrigatoriedade de incluir as palavras Almada e Futuro. O autor facultou-nos a quadra premiada que reproduzimos, com os nossos agradecimentos:

DISSE UM DIA À MINHA AMADA:
PORQUE TE AMO EU TE JURO,
DESTE S. JOÃO DE ALMADA
VAI NASCER NOSSO FUTURO!

sábado, 15 de julho de 2006

O ALCÓRREGO ESTÁ DE LUTO!

O Alcórrego vestiu-se de negro na passada terça – feira quando o fogo se dirigiu a alta velocidade para aquela localidade. Assisti ao fenómeno de destruição que o fogo proporcionou. Passei por lá na quinta – feira à tarde e ainda havia restos de árvores a arder. Foi mau de mais para ser realidade. De bom nada nestas situações. Ouviam-se queixumes daqueles que apavoradamente tentavam salvar os seus pertences. Parece que o fogo “veio” lá dos lados de Pero de Alter, segundo se dizia e sem se saber como ou porquê. O vento forte depressa o espalhou por todo aquele pasto enorme e seco. Apontavam-se nomes e responsáveis pela não limpeza dos terrenos: uns fugiram para “os Brasis”, outros estão por cá... ninguém quer saber de nada – desabafava-se. Atrás das casas vi autênticas lixeiras com pneus velhos abandonados e, imagine-se, vários capacetes de plástico de protecção usados nas obras. Alguns arderam.
Disse que de bom, nada nestas situações mas é de referir o sentido de solidariedade que estas tragédias trazem ao de cima. Vi gente a tentar minimizar os estragos com mangueiras de jardim que pouco ou quase nenhuma água deitavam. Vi o Pedro Filipe com o seu tractor a fazer aceiros numa prova idesmentível da tal solidariedade. A dona da casa próxima dizia: vi este homem com o tractor pedi-lhe e ele anda ali a passar aquele bocado de pasto. Não o conhecia.
Isto é solidariedade!
De regresso a Avis fi-lo pela Samarra e as valetas estão cheias de pasto seco. Muito pasto, alto, seco, autêntico barril de pólvora à beira da explosão. Não se limpam as valetas, como no tempo dos cantoneiros. Mas há falta de emprego ( não de trabalho)! Este mal não é concelhio, é nacional. Porque não pôr os desempregados a fazer este serviço com o correspondente salário, obviamente. E porque não pôr “alguns” presos a fazer este serviço, com um correspondente salário, pois minimizaria os encargos que acarretam enquanto enclausurados e sem qualquer rendimento laboral. E porque não pôr essa rapaziada do rendimento mínimo (os que já nascem com direito a ele e mais os outros) a fazer esse serviço com o correspondente salário, obviamente.
Enquanto isso não se fizer continuaremos a ter localidades de luto, onde tudo o que a vista alcança é negro e cinza.
Hoje o Alcórrego, amanhã quem sabe as nossas casas...