quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

E JÁ LÁ VÃO DEZ ANOS!!!!


Faz hoje precisamente dez anos que gozei o meu primeiro dia de Reformado. Lembro-me bem que, imbuído da “parvoíce” que sempre me caracterizou ainda fui ajudar os meus colegas que ficaram, a fazer o fecho do fim de ano. Quem burro nasce…
Queria ter saído do meu emprego de outro modo. Saí de cara erguida e mãos limpas, pela porta principal, com a consciência de quem tudo fez para bem duma Instituição que me pagava o ordenado ao fim do mês. A honestidade foi coisa que me acompanhou durante todos os anos em que trabalhei. Ninguém pode, de boa fé, dizer o contrário. Isso é certo, mas ainda poderia ter dado muito a uma profissão que abracei com gosto e deixei com algum pesar. Não me canso de dizer que o que perdi em dinheiro, o ganhei em saúde: eu já não podia ir para o emprego sem ser a “toque” de comprimidos. Mas porquê? dirão vocês. E eu respondo: pelo mau ambiente que lá se vivia à altura, um misto de inquisição e ditadura onde as pessoas eram espezinhadas sem que se pudesse reagir. Não saí só eu nessa altura: fomos três de uma assentada, o que pode ser, e certamente é, bastante sintomático do mau ambiente de trabalho que reinava.
Curioso este desfazer de contas do meu rosário: os meus superiores hierárquicos directos diziam – as palavras são textuais e são deles - que era preciso “injectar sangue novo”. Atendendo à quantidade de porcaria que fizeram depois da nossa saída, (porcaria é um termo muito leve para o que se passou) das duas uma: ou o sangue injectado não era de qualidade, quiçá fosse daquele que a então ministra da Saúde Leonor Beleza tinha importado já contaminado, ou o sangue velho que ficou conspurcou o bom sangue novo recebido.
Não deixa de ser também curioso certo analogias com o que se passa por cá actualmente em instituições onde o mau ambiente de trabalho leva a uma debandada de elementos ainda muito válidos para defenderem as profissões que escolheram e continuarem a desempenhar com denodo as suas funções. Cuidado com o sangue novo…
Não tem nada a ver com o assunto, mas soube ontem que a D. Ana Rosa, a partir de amanhã se encontra desligada dos Serviços do Centro de Saúde de Avis. Para ela os meus parabéns e votos de que possa desfrutar a Reforma com muita saúde.
E para quase todos vós, reformados ou não, que 2009 seja um Bom Ano e que vos traga muita Saúde e aquilo que mais ambicionarem!
Para o ano a gente fala!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

HÁ COISAS COM QUE EU "ENGALINHO"

Foto: Quando eu "engalinho" é quando... dou de caras com a proibição de ocupar três locais de estacionamento, há várias semanas...



O estacionamento no Largo Sérgio de Castro está por norma preenchido. Vindo do lado da Câmara Municipal, lá vou indo eu devagarinho para ver se descubro um lugar para “me meter”. Nada. Está tudo preenchido o que aceito pacificamente. Quando eu “engalinho” é quando chego ao fundo do referido Largo e dou de caras com a proibição de ocupar três locais de estacionamento, há várias semanas (meses???), conforme a foto acima documenta. Por coincidência – só pode ser por coincidência – nunca vi ali ninguém a trabalhar naquele local. Das duas uma: ou andamos desfasados, o que é mais que certo, ou o serviço é ali feito esporadicamente, não se justificando a permanente proibição de lá se estacionar.
Qualquer dia ainda o Fiat Panda que ali encontrou abrigo, recebe ordem de despejo.
Na esperança de encontrar um lugar na Praça Serpa Pinto, lá continuo devagar, olho para a esquerda vejo tudo cheio e olho para a direita e vejo duas coisas: uma boa e outra péssima. Vou começar pela boa: a escassos vinte metros, há muitos lugares de estacionamento junto da Igreja Matriz. A péssima: um sinal de trânsito proibitivo, autêntica aberração – e não é por estar colocado do lado esquerdo da via…- impede-me que para lá vá em linha recta.
Que não se descesse a Rua de S. Roque ainda vá que não vá, mas cortar o acesso à Igreja Matriz num troço de rua com visibilidade mais que suficiente, dá azo a que eu “engalinhe” de novo.
Você tem razão amigo(a): para a próxima vou a pé, pois se calhar até foi esse o espírito do legislador...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

CESTAS DE POESIA ( XLVIII)

Com a última sexta-feira do ano de 2008 termina o "reinado" do poeta JOÃO MOREIRA que de há três meses a esta parte tem preenchido este espaço dedicado à poesia popular.
As décimas que hoje aqui vos deixo, reproduzem bem o estado de alma de quem as escreveu. A vida por vezes é muito dura para nós e leva-nos antecipadamente pessoas de que muito gostamos. A forma de demonstramos a nosssa dor, a nossa tristeza, pode passar perfeitamente pela feitura de umas décimas.
A obra de JOÃO MOREIRA não fica esgotada, simplesmente queremos é dar voz a outros poetas "esquecidos" do nosso concelho.
Eis pois as décimas a que me referi:
Mote:
ESTÁ FRIO MEU CORAÇÃO
PARA AMAR ELE MORREU
AO AMOR JÁ DIZ QUE NÃO
ESTÁ FAZENDO COMO EU


I
JÁ É UMA CIRCUNSTÂNCIA
JÁ SE ENCONTRA SOZINHO
JÁ NÃO ACEITA CARINHO
JÁ NÃO LIGA IMPORTÂNCIA
JÁ VIVE NA IGNORÂNCIA
JÁ ESQUECEU A AMBIÇÃO
JÁ A MIM ME PEDE PERDÃO
JÁ POR MIM FOI PERDOADO
JÁ O SINTO MUI CANSADO
ESTÁ FRIO MEU CORAÇÃO

II
FOI SEMPRE UM BOM LUTADOR
FOI TRANSIGENTE NA VIDA
FOI DE RELAÇÃO UNIDA
FOI SOLIDÁRIO NO AMOR
FOI UM IMPUNE CUMPRIDOR
FOI ESPERANÇA QUE CEDEU
FOI A OFERTA QUE ME DEU
FOI DOÇURA RECEBIDA
FOI RÁPIDA DESPEDIDA
PARA AMAR ELE MORREU

III
É LÓGICO O SENTIDO
É GRAVE O SEU ESTADO
É POR JÁ NÃO SER AMADO
É AGORA ESQUECIDO
É ASSIM DESILUDIDO
É POR ESTA SITUAÇÃO
É QUE FICA SEM RAZÃO
É ESTA REALIDADE
É AUSÊNCIA DE VONTADE
AO AMOR JÁ DIZ QUE NÃO

IV
SE FOI PELA NATUREZA
SE O QUE DE BOM ABALOU
SE TUDO JÁ SE ACABOU
SE É QUE HÁ A CERTEZA
SE ACEITA A TRISTEZA
SE NADA MAIS TEM DE SEU
SE DE TUDO QUE ERA MEU
SE NÃO TEM ALGO PARA DAR
SE É BOM NÃO MAIS ACORDAR
ESTÁ FAZENDO COMO EU

AUTOR: JOÃO MOREIRA DOS SANTOS/AVIS (2000)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

O MEU ÚLTIMO PRESENTE DESTE NATAL

Pensara não deixar por aqui mais nenhuma mensagem, já que o essencial eram os votos de boas festas. Mas, a pensar naqueles que acham que o Pai Natal nunca mais chega e como um modo de passarem melhor e mais depressa o tempo, deixo-vos aqui, como prenda de Natal, este jogo deveras interessante.
É só ir tentado acertar e controlando o tempo. Ora vamos lá, toca a "clicar", primeiro no site abaixo indicado e depois no sapato do jornalista. E...boa pontaria:
http://bushbash.flashgressive.de/

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

OS DESEJOS "DO CASTELO"

A minha certeza.

Se o Natal traz esperança
Num mundo com igualdade,
O Natal é da criança
Sem ter limite de idade!

Os meus desejos:


Paz, amor, fraternidade
É mesmo assim que eu o vejo:
Meus amigos de verdade,
Bom Natal eu vos desejo!


A minha oferta:


http://www.youtube.com/watch?v=NF7IOlIjgBY

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

CESTAS DE POESIA ( XLVII)

JOÃO MOREIRA tem dias em que se sente mais deprimido. Por vezes pressente até coisas que não são assim tão evidentes, como aconteceu em 2006.
Ora leiam por favor:

Mote:
A FINAL ESTÁ CHEGANDO
SEM A TER RERQUESITADO
POR ELA ESTOU ESPERANDO
MAS NÃO É DO MEU AGRADO


I
UMA VIAGEM SEM MARCAÇÃO
QUALQUER DIA DÁ CHEGADA
NÃO SERÁ ANUNCIADA
VEM EM QUALQUER OCASIÃO
NUMA ENORME COMPAIXÃO
FICAM OS NOSSOS CHORANDO
ETERNAMENTE REZANDO
POR ALMA DE QUEM VAI PARTIR
QUEM PARTE NÃO VOLTA A VIR
A FINAL ESTÁ CHEGANDO!

II
QUANDO A VIDA DÁ O FIM
MESMO SEM SER DESEJADO
É UM ACTO CONSUMADO
DOLOROSO, MAS É ASSIM
TANTO FAZ SER BOM OU RUIM
SEJA BEM OU MAL FORMADO
QUANDO É JÁ UM FINADO
VAI PARA DEBAIXO DO CHÃO
A MORADA É SOLIDÃO
SEM A TER REQUESITADO

III
NUMA TRISTE EVIDÊNCIA
A MALDITA APARECE
DE NINGUÉM ELA ESQUECE
ATACA COM VIOLÊNCIA,
EMBORA COM ASSISTÊNCIA
QUE A GENTE VÁ LUTANDO
ELA SEMPRE SAI GANHANDO
LEVA-NOS SEM PASSAPORTE
ESSA HORROROSA MORTE
POR ELA ESTOU ESPERANDO

IV
NINGUÉM DEVE AFIANÇAR
QUE A VIDA É SEGURA
QUANTO TEMPO ELA DURA
DE QUE MODO VAI TERMINAR
A MUITA GENTE VAI CALHAR
O RUMO AO MESMO LADO
SE NATURAL OU FORÇADO
TODOS VIVENTES TÊM UM FIM
O MESMO SERÁ PARA MIM
MAS NÃO É DO MEU AGRADO!

AUTOR: JOÃO MOREIRA DOS SANTOS/AVIS (2006)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

TIREM-ME DESTE FILME!

Já o ano passado por aqui deixei expresso o quanto me aborrece esta época de Natal, feito de tanto fingimento e de tanto consumismo. O meu Natal é/foi outro em que as pessoas e os sentimentos eram muito mais puros, em que o Natal não se resumia a uma época de compra de prendas. Confesso que às vezes até me “doem” os ouvidos ao ouvir dizer a pessoas que sei não “entrarem muito na minha carruagem” : Tenha um Feliz Natal e um Bom Ano Novo...
Mas em relação ao consumismo passo a transcrever-vos uma pequena brincadeira que fiz com o Comércio Local. Se me esqueci de mencionar algum lugar onde se possam fazer compras natalícias, das duas uma: ou foi porque me esqueci, ou foi por desconhecimento, ou foi porque…já não aguentei mais!
TIREM-ME DESTE FILME!

Estas compras de Natal,
Este enorme frenesim,
Ainda me acabam mal
Pois vão dar cabo de mim

Detesto esta correria
Deste tempo de Natal,
Vejam que fiz num só dia
Cá no COMÉRCIO LOCAL

Comecei na LOJA GI
Por comprar uns rebuçados
Na FARMÁCIA, logo ali,
Remédio p’ra constipados

Época de consumismo
Redobra-nos o trabalho
Na LOJA DE NATURISMO
Comprei as pílulas de alho

Digo mal à minha vida
E entro em louca correria
Aproveito e vou à GUIDA
E ainda à SAPATARIA

INFORMATICAVISENSE
Um GPS vou comprar:
Não quero que alguém pense
Que os quero discriminar…

O que é que mais aqui fica?
Tento-me eu orientar
Corro à CASA DO BENFICA:
Um cachecol lá fui buscar

Já exausto, que aflição,
Sentindo-me todo roto
Na BITA compro um fogão
Depois meto o TOTOLOTO

Espirro milhões de vezes
Protesto e digo: Irra!
Vou à LOJA DOS CHINESES
E depois entro na BIRRA

Por ficar ali à mão
E ter pouco que esperar,
Lá na LOJA DO JOÃO
Uma bóia vou comprar

Quem é que a mim me diria
Que p’los meus próprios meios
Iria à OURIVESARIA
Logo depois aos CORREIOS?

Não tenho coração que preste
O que eu sou e o que fui:
Fui á loja da CELESTE
E depois à do SENHOR RUI!


Já não anda nem desanda
Este meu corpo mortiço,
Vou à LOJA DA FERNANDA
Mas eu já nem dou por isso!

Ao entrar na Serpa Pinto
Ponho-me a olhar e sismo:
Hei-de fazer o que sinto:
Vou ao POSTO DE TURISMO

Pareço desfalecer
P’ra arranjar algum fulgor,
Bebo uma bica a correr
No CAFÉ DA LEONOR

Agora é só prosseguir
…Descida vertiginosa:
MAR DE IDEIAS a seguir
Depois… MARIA VAIDOSA

Na TERESA DA NOÉMIA
Compro e saio de fugida,
Se não ando na boémia…
SABORES DE AVIS de seguida!

Tenho tanto que fazer
Que nem por sonhos preguiço;
Entro e saio a correr
Na loja da MARI’RIÇO

Sempre a correr pois então
Um maluco eu pareço:
Depois de ir à AVISPÃO
Corro para o MINI-PREÇO!


MINI MERCADO TRAQUINAS
Tenho já que lá passar
Compro prendas p’rás meninas
E depois toca a andar

Já na Zona Industrial
A boca a saber-me a fel,
Maldizendo este Natal
Vou à LOJA DO CHAMBEL

Pareço uma menina,
Até me tremem os dentes,
Na LOJA DA MARCELINA
Compro um limpador de lentes

Foi lá no JORGE TRAQUINAS
Que comprei neste Natal,
Umas das prendas mais finas:
A moldura digital!

Coxeando já dum pé
Vou abalando de vez
Passo na loja que é
Da BÁRBARA GARCEZ

Agora dói-me um joelho,
Que não faz nada o meu jeito,
Na ANABELA COELHO
Comprei um blusão perfeito

Volto p’ra vila enfim
Pensando ir descansar,
Na loja do ZÉ JOAQUIM
Acabo por me sentar

Embora seja demais
Quero cumprir meu fadário:
Na LOJA DOS ANIMAIS
Hei-de comprar um canário!

Vem-me à ideia e …zás!
Abalo de novo a fugir:
SAPATARIA LILÁS
É onde eu tenho que ir

Para fazer mais comprinhas
Já me estava esquecendo
Da dona ANA GARRINHAS
É p’ra lá que vou correndo

Não sendo aquilo que quis,
Pois meu sonho era bombeiro,
Vou à EXTINTOR AVIS
E compro um fato porreiro

Mesmo ao virar da esquina
Compro azevias quentinhas
Na LOJA DA JOAQUINA
Onde são muito tenrinhas

Sinto-me pior da gripe
Mas agora tanto faz
Vou à do PEDRO FILIPE
P’ra comprar um camping gaz

- Rapaz, tu és um dos duros!
Profiro assim, pois então:
Ali na Rua dos Muros
Vou à MARIA JOÃO

Depois cheira-me tão bem
Que procuro com ardor,
E vou onde o cheiro vem:
À Loja da AVIS FLÔR

Mas os presentes são tantos
Que a coisa já não encaixa:
Falta-me visitar os BANCOS
A que também chamam CAIXA

Com frio nos “interiores”
Fui a correr à SAUDADE
Comprar um ramo de flores
Para morrer á vontade

- Agora me lembro, c’o a breca!
Esqueci-me d’ir a um lado:
Faltou-me a BIBLIOTECA
Vou fugir mais um bocado!

Entrando na “desportiva”
P’ra que coma e aproveite,
Entrei na COOPERATIVA
Levei uns litros de azeite

E sempre, sempre a correr
Chego a casa tão cansado
Ansioso por fazer
Um repouso descansado!

Minha mulher não sabendo
Destes meus preparativos
“Malandreca”, vai dizendo:
- Trouxeste os preservativos?

Se correr mais não aguento
Quanto mais ir copular…
- Mulher, dá-me o mantimento
E deixa-me ir já deitar!

Mas ela por não saber
Como eu detesto o Natal
Acaba por me dizer
Mais uma ordem final:

- Vens com cara de fuinha
Para baixares o cabelo,
Vai-te meter na carrinha
Para irmos ao MODELO…


*********************************
Devo de ter desmaiado
E enquanto isto não mude,
Quero ficar internado
Lá no
CENTRO DE SAÚDE!

domingo, 14 de dezembro de 2008

AMIGOS DE AVIZ ORGANIZAM JANTAR DE NATAL

Realiza-se no próximo Sábado, dia 20 de Dezembro, o Jantar de Natal da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, no Salão da Junta de Freguesia de Ervedal, a partir das 20 horas. Os interessados ainda estão a tempo de se inscreverem junto de qualquer responsável da ACA ou através do mail: acavis@sapo.pt, segundo informação que foi facultada a “DO CASTELO”
Não deixa de ser interessante como é que uma Associação de cariz cultural, consegue juntar num são convívio, alguns dos seus associados e respectivos familiares directos – consta-se que já há mais de 60 inscrições - num jantar de Natal, a pagar, quando há cá na terra Instituições em que os “trabalhadores/colegas”, sendo poucos e a cumprimentarem-se (?) diariamente, não conseguem transpor o espírito natalício para actos concretos como seja um jantar de Natal.
Às vezes até parece que quanto mais se bate com a mão no peito a fazer o sinal da cruz ou o “mea culpa” do Acto de Contrição, mais perto se está do demónio, e mais se consegue “infernizar” a vida dos outros.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Concurso de Fotografia: "BARRAGEM DO MARANHÃO - UMA PAISAGEM, UM POVO"

Foto 1 - "PASTOREANDO" - 1º PRÉMIO
Foto 2 - PAINEL DAS FOTOS DISTINGUIDAS



Realizou-se ontem, cerca das 18 horas, no Museu Municipal de Avis, com a presença do Sr. Presidente da Câmara, do Sr. Vereador do Pelouro da Cultura e alguns dos participantes, a divulgação das fotografias concorrentes ao concurso respeitante aos 50 anos da Barragem do Maranhão cujo tema era: “BARRAGEM DO MARANHÃO – UMA PAISAGEM, UM POVO”, iniciativa do Município local. Os dezoito concorrentes participantes (amadores e profissionais) conseguiram obter uma quantidade de fotografias impressionantes de belezas e oportunidades. Não deve ter sido tarefa fácil para o júri escolher entre tanta qualidade, aquelas que consideraram merecedoras de distinção.
Para que conste fica a lista do nome dos premiados:

PRÉMIOS:

1º - FERNANDO MÁXIMO
2º - ANA MARTINS
3º - DINIS MUACHO

MENÇÕES HONROSAS:

ANA GRILO
ANTÓNIO CALHAU
LUÍS TEIXEIRA
FERNANDO BATISTA
FRANCISCO MARTINS
SÉRGIO PEREIRA


Se gosta de fotografia passe pelo museu e aprecie as belezas da nossa Barragem vistas por objectivas diferentes da sua.
Como referi deve ter sido difícil escolher qual a melhor foto. Por mim, acho que havia fotos muito mais agradáveis à vista do que a vencedora. Mas, é bom não esquecer que havia um tema base para este concurso e passo a chamar a atenção para pormenores da foto vencedora (à qual tive acesso) que decerto influenciaram a decisão do júri.
Reparemos:
Desde logo um Povo (Pastor) que retira algum proveito da Barragem, pois é ali nas margens da Barragem do Maranhão que à altura havia pastagens para a suas ovelhas. Lá ao fundo o que foi a Fábrica do Tomate – SULEI – que laborava 24 horas por dia, em épocas de campanha, na transformação do tomate plantado, crescido e regado nas margens da Barragem e com água desta, dando trabalho a muito “povo” do nosso concelho. Mais perto o que resta do Restaurante o Retiro da Ponte – por ali passaram milhares de visitantes para satisfazerem os estômagos, depois de se terem extasiado com as belezas da nossa Barragem, deixando aqui alguma riqueza. A ponte: paisagem alterada por força da existência das águas da Barragem. À direita (vê-se por baixo da ponte) a casa do Sr. Borges, com vista privilegiada sobre a vila, local paradisíaco sobranceiro à Barragem, que pesou certamente na sua construção naquele local. Aqui mais perto a existência de uma bomba de água que retira ainda o precioso líquido para regar o olival que não se vendo na foto, existe e por certo ali foi plantado por força da existência da Barragem e da sua água que está tão perto. Por fim, tudo “misturado” traduz-nos aquilo o que é a “BARRAGEM DO MARANHÃO – UMA PAISAGEM, UM POVO”.
Estas são as razões que me levam a pensar que o Júri optou por esta e não por qualquer das outras magníficas fotos submetidas a concurso.
“DO CASTELO” dirige parabéns a todos os concorrentes e à Edilidade, por esta iniciativa.


sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

CESTAS DE POESIA (XLVI)

De convicções políticas bem definidas, JOÃO MOREIRA escreveu em 2005 as décimas que hoje preenchem esta "Cesta de Poesia".



Mote:
VASCO GONÇALVES MORREU
E TAMBÉM ÁLVARO CUNHAL
ESSE DUO QUE MUITO DEU
PARA LIBERTAR PORTUGAL


I
PARTIRAM NA MESMA ALTURA
LEVARAM CONSIGO A GLÓRIA
DEIXARAM CÁ UMA VITÓRIA
A DERROTA DA DITADURA
ACABARAM COM A CENSURA
MUITO DE BOM ACONTECEU
FOI ABRIL QUE NOS OFERECEU
MERECIDA DEMOCRACIA
MAS AGORA CHEGOU O DIA
VASCO GONÇALVES MORREU

II
CUNHAL GRANDE ESTADISTA
EM CAXIAS PRISIONEIRO
SEM ARMAS FOI GUERREIRO
UM GRANDE ATI-FACHISTA
NA PINTURA FOI ARTISTA
FOI ESCRITOR MONUMENTAL
UM GRANDE INTELECTUAL
COMO ELE MUITOS FICARAM
MAS ALGUNS JÁ NOS DEIXARAM
E TAMBÉM ÁLVARO CUNHAL

III
SOARES REFERENCIADO
TAMBÉM ELE GRANDE LUTADOR
NO ESTRANGEIRO PROFESSOR
EM CONDIÇÃO DE EXILADO
LUTOU CONTRA O NOVO ESTADO
ESSA LUTA TAMBÉM VENCEU
A ESPERANÇA APARECEU
QUE SE VEIO A CONCRETIZAR
É NOSSO DEVER ELOGIAR
ESSE DUO QUE MUITO DEU

IV
GENERAL HUMBERTO DELGADO
EM ESPANHA O MATARAM
OS PIDES O ASSASSINARAM
FOI HOMICIDIO CONSUMADO
NÃO FICOU ASSIM TERMINADO
O REPRESSOR ERA ESTATAL
MAS FOI REPRIMIDO AFINAL
COM A AJUDA DOS CAPITÃES
IMPUSERAM DETERMINAÕES
PARA LIBERTAR PORTUGAL

AUTOR: JOÃO MOREIRA DOS SANTOS/AVIS (2005)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

AVIS EM ALTA!

O Alentejo Popular é um jornal on-line que pode ler aqui: http://www.alentejopopular.pt/
Na sua página de “Vozes” aparece um cartoon subscrito por alguém que se intitula de “AvizRara”. Não sei quem é mas não é muito difícil depreender pelo nome com que se subscreve que se trata de alguém ligado a Avis moderno ou a Aviz antigo.
Seja quem for, para ele(a) os parabéns "DO CASTELO" pela imaginação e sentido crítico demonstrado e creia que continuarei a apreciá-lo(a) em: http://www.alentejopopular.pt/vozes.asp

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A BIBLIOTECA MUNICIPAL DE AVIS TEM...

Foto: "...a Biblioteca Municipal de Avis tem...a prenda ideal para oferecer neste Natal - um LIVRO..."




É isso mesmo: a Biblioteca Municipal de Avis tem aquilo que você tanto tem procurado: a prenda ideal para oferecer neste Natal – um LIVRO ao seu gosto e a preços de feira. Alguns têm descontos de 10% em relação ao preço de capa. Poderá ser pura técnica de venda, mas as senhoras da Biblioteca asseguram-me que os preços são iguais ou inferiores aos do Modelo. A mim convenceram-me!
Numa iniciativa que irá decorrer até dia 29 do corrente mês de Dezembro, ali poderá encontrar autores com estilos de escrita tão diferentes como os conhecidos José Saramago, Agustina Bessa Luís, José Luís Peixoto ou menos conhecidos como Catarina Pereira Araújo e temas tão diversos como a vida de Tony Carreira ou de Fidel Castro, romances variados, muitos livros infantis, etc. etc. etc. (Acho que o que você procura se insere nestes do etc. etc. etc….)
“DO CASTELO” regista com agrado este acontecimento e endereça parabéns à D. Helena, à D. Dulcínia e à D. Vitória Maria
(boas melhoras para si, D. Vitória) pelo apego que estão a dedicar a esta iniciativa, como é aliás apanágio em todas as actividades que à “sua/nossa” biblioteca digam respeito.

domingo, 7 de dezembro de 2008

O JARDIM DO MESTRE: POIS É!

Foto: "Na passada sexta-feira, as obras ficaram como a foto documenta."

Pois é: continuo convencido que o nosso Jardim do Mestre vai ficar muito a ganhar com as obras de remodelação.
Na passada sexta-feira, as obras ficaram como a foto documenta.

sábado, 6 de dezembro de 2008

AVIS EM ALTA!


Estas coisas acontecem.
Recebi um mail vindo da Bélgica que me falava nesta exposição de Orlando Junça. Nós (pelo menos eu) por cá, desconhecíamo-la. Mas quem é Orlando Junça? Pois Orlando Junca é nem mais nem menos que o Presidente da Assembleia-geral da Amigos do Concelho de Avis – Associação Cultural.
Possuiu até há pouco tempo uma casa de habitação na parte histórica de Avis, mais precisamente na Rua dos Calados e é Comendador da Ordem Militar de Avis.
Dado que não consegui colocar o anúncio/convite da exposição com possibilidade de se ampliar e se poder ler, passo a transcrevê-lo:
“ Convite do Director do Espaço Restelo, para a inauguração da exposição de aguarelas DE ONTEM E DE HOJE… de Orlando Junca, nas suas instalações na Rua Dom Francisco de Almeida, Nº 8, ao Restelo, que terá lugar no próximo dia 4 de Dezembro de 2008, quinta-feira, entre as 18 e as 19,30horas.
Esta exposição pode ser visitada até dia 31 de Janeiro de 2009, nos dias úteis, das 10.00 ás 18.00 horas.”
Para o amigo Orlando Junca, “DO CASTELO” endereça sinceros parabéns por mais esta exposição e a si, se tiver oportunidade, peço-lhe que faça o favor de a visitar.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

CESTAS DE POESIA (XLV)

O convidado das "Cestas de Poesia" do mês de Dezembro vai ser ainda o nosso amigo JOÃO MOREIRA. A sua obra é imensa e por isso merece que lhe dediquemos mais um mês.
Um poeta canta amores e desamores, pois então o amigo João diz-nos o seguinte numas décimas que fez - imagine-se! - em ... 1952:
Mote
PARABÉNS E SENTIMENTOS
TUDO JUNTO TE VOU DAR
PARABÉNS EM TEUS LAMENTOS
E SENTIMENTOS DE CASAR

I
ESQUECESTE O PASSADO
COM CERTA INGRATIDÃO
MUDASTE DE OPINIÃO
JÁ TENS OUTRO A TEU LADO
QUERES MUDAR DE ESTADO
DERAM-ME CONHECIMENTOS
OS TEUS FRACOS PENSAMENTOS
SERÃO CONHECIDOS NO FIM
E SÃO ENVIADOS POR MIM
PARABÉNS E SENTIMENTOS

II
DE CERTO ESTÁS LEMBRADA
DESSES TEMPOS QUE JÁ LÁ VÃO
EM TODA A OCASIÃO
POR MIM ESRAS DESEJADA
COMO SENDOS UMA FADA
QUE PRETENDIA ADORAR
HOJE RESTA-ME O PENSAR
NO QUE FORAM ESPERANÇAS
FELIZ SORTE E LEMBRANÇAS
TUDO JUNTO TE VOU DAR

III
POR LONGE ESTAR VIVENDO
NÃO QUERIA CAREDITAR
NO QUE SE ESTÁ A PASSAR
MAS DE MAL NADA PRETENDO
ESTOU DAQUI ESCREVENDO
SEM TER ARREPENDIMENTOS
ESSE TÃO DOCES MOMENTOS
EM QUE SENTIMOS CALORES
NÃO TE QUERO DAR LOUVORES
PARABÉNS DE TEUS LAMENTOS

IV
POR TI SEREI ESQUECIDO
MAS SE FORES MULHER LEAL
DEVES TU CONTAR AFINAL
O PASSADO AO MARIDO
COM TODO O BOM SENTIDO
E EM CERTO PARTICULAR
QUAL O PRIMEIRO A CHEGAR
ONDE TU SABES E EU SEI
É POR ISSO QUE TE DIREI
E SENTIMENTOS DE CASAR

AUTOR: JOÃO MOREIRA DOS SANTOS/AVIS (1 952)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

AVIS EM ALTA!


O Jornal “Correio da Manhã” já o tinha publicitado na página 11 da sua secção de anúncios na edição de domingo, dia 23 de Novembro: nos 19ºs Jogos Florais da Freguesia da Ameixoeira, em Lisboa, um avisense foi distinguido com uma Menção Honrosa na modalidade de Conto, sendo que não foi atribuído o 1º Prémio que, a acontecer, teria “atirado” o nosso conterrâneo para o pódio. O tema proposto pela organização dos Jogos Florais foi: “O OUTONO" e a distribuição de prémios ocorreu no passado sábado, tendo mais uma vez sido dito alto e bom som o nome de Avis.
“DO CASTELO” teve acesso ao conto e deixa-o aqui reproduzido, para o partilhar com quem goste de ler.
Façam favor de se servir.

TITULO: OUTONO

O Dr. Gonçalves observa Amélia em princípios de Outubro e a conversa do médico é sempre a mesma coisa:

- Temos que ter cuidado com o Outono. É uma altura terrível…as defesas estão mais frágeis…ficamos todos mais vulneráveis…
Amélia já sabe esta conversa de cor. Também já sabe que tem de reforçar a dose de Cipralex, ou não vivesse ela com esta depressão desde a morte de seu pai.
Atrás das janelas do monte, Amélia desvia com cuidado a cortina rendada feita por sua avó. Espreita para o exterior e vê como as folhas já estão amarelecidas nos enormes plátanos que ladeiam o caminho de terra batida que se estende lá desde o fundo, junto à estrada de alcatrão, até ao monte. Este tinha um nome de que gostava particularmente: “O meu sonho”. Foi-lhe posto pelo avô. Ali naquele rincão de terra quase extrema entre um Alentejo que se estende por enormes pradarias e a Beira que já por ali deixa antever as suas enormes serranias, o avô Tomás construíra o seu sonho, que agora Amélia desfrutava, relembrando, da janela do seu quarto. Via lá ao fundo do lado esquerdo a mancha de castanheiros frondosos que estendendo-se encosta acima, abasteciam de castanhas não só a sua casa como dava para oferecer uns magustos àqueles que lhes pedissem. Na zona mais baixa do terreno, ficava a horta onde se criava de tudo um pouco: couves, abóboras e mogangos que agora já estavam colocadas em cima das paredes para apanharem o sol fugidio do dia e o frio das noites para “encascarem”, como lhe ensinaram. A horta dava milheirais enormes, que nesta altura do ano deviam de serem colhidos antes que as mengengras debicassem as maçarocas para comerem os bagos com os seus fortes bicos pontiagudos. A horta, regada pelo Ribeiro Galego que corria ao cimo, era um paraíso.
Amélia estava triste, já não gostava de nada e não gostava particularmente do Outono. Já vimos porquê: por causa das depressões que teimosamente a torturavam e que se tornavam mais penosas de suportar à medida que relembrava, uma e outra vez o passado. Parecia masoquismo. Aquela era mais uma tarde de tortura e sofrimento. Poderia pensar-se que gostava de se martirizar, mas era da própria doença. Olhando os campos ressequidos por uma seca que este ano teimava em prolongar-se, Amélia via como a terra estava gretada pelo vento frio. Mais gretada que a sua pele, mais que a sua alma. Antigamente não era assim: começava a chover por alturas do S. Mateus e a bendita água só deixava de cair lá para os princípios de Fevereiro. Sempre a chover, sempre! Mas tudo mudou. Dizem que foi por culpa do Homem. Não por culpa dela, Amélia, que nada fizera para que isto acontecesse. Sorri vagamente ao recordar que quando vinham as primeiras águas, o irmão mais novo, o José, ia logo à horta ver de bichinhos que retirava do interior das canas dos milhos para armar as esparrelas onde os piscos, por fome ou curiosidade, acabavam por ficar presos. Quando já não havia bichos, então recorria a azeitonas pretas, como isco. Até tordos apanhava. Ela não gostava que o mano fizesse mal aos pássaros, mas enfim, ele era rapaz e ela desculpava-o. Um dia haveria de mudar. E efectivamente mudou. Pois se tudo muda…Lembra-se de repente, num assalto de recordações mais ou menos tumultuosas, que também era pelo Outono que, depois de caírem as primeiras chuvadas, quando as terras ficavam prenhes de água e sempre que a seguir aparecia um solinho quente, as formigas de asa saíam dos seus buraquinhos e se punham a voar. Cansadas, muitas delas acabavam por ir cair nos ribeiros e nessas alturas era certo e sabido que o pai, com uma cana da Índia onde atara um fio de coco com um anzol e um isco, apanhava peixe com fartura ali no Ribeiro Galego, que nessa época ainda levava alguma água e estava cheio de pegos fundos. Depois a Mãe, que Deus a tenha lá em descanso, fazia uma sopa de peixe deliciosa, com muito poejo, que ela nunca mais comeu depois que essa santa desapareceu. Não compreendia porque é que as formigas de asa depois do primeiro voo, cortavam as asas com as suas próprias mandíbulas. Matavam-se a elas próprias. Seria por ser Outono? Não tinha resposta para essa dúvida.
Amélia repara agora nas enormes romãzeiras que ficam ali mesmo junto à casa. Estão carregadas. Também já são muito velhas. Se calhar tão velhas como ela. Mesmo assim cumprem perfeitamente a sua função: dão grandes e sumarentas romãs, tal como os marmeleiros que rodeiam a horta dão enormes marmelos. As folhas destes já lhe caíram, mas os marmelos, amarelinhos lá estão à espera que alguém os colha e faça umas taças de marmelada ou simplesmente os cozam e comam com um pouco de açúcar. Igualmente sem folhas mas carregadinhos, estão os dois diospireiros que, não desfazendo, davam os melhores diospiros que havia nas redondezas: não travavam nada a boca. Logo à tarde iria pedir ao marido que lhe colhesse umas romãs e uns marmelos para ela provar. Se tivesse vontade haveria até de comer um diospiro…
Amélia sente sono. Efeitos dos antidepressivos. Mas hoje, não sabe porquê, não quer adormecer. Hoje vai ser mais forte que os comprimidos. Quer mais que nunca reviver uma vida que foi sua mas que o tempo tão rapidamente gastou. Fixa a mancha amarela-
-encarniçada dos castanheiros e prossegue na sua saga de recordações e de martírio…
….No Outono as castanhas caíam dos castanheiros, mas muitas delas não saíam dos ouriços. Para as apanhar, havia que arranjar um pequeno pau em forma de martelo para com ele bater nos ouriços e assim as castanhas saírem e depois serem juntas dentro das cestas de vime que o Ti Zé da Lola fazia e vendia. Uma vez cheias, as cestas eram despejadas para sacas, que depois de atadas eram transportadas pelos dois burros que o pai tinha. Por cima da albarda, uma saca de cada lado, atadas com duas cordas cruzadas e ainda mais uma saca em cima. E os burritos lá seguiam carregados, por um carreiro mau de andar, a caminho de casa. Ali, as castanhas eram descarregadas e colocadas a secar numa dependência própria da casa, denominada de “secadeiro”. Amélia abre a boca num bocejo sonolento mas reage e não dorme, não pode dormir: lembra-se tão bem…por baixo das telhas do secadeiro, havia um segundo tecto formado por ripas, separadas entre si por uma distância suficientemente curta para que as castanhas não caíssem de ali abaixo, pois era para lá que o seu avô, o seu pai e sabe lá já a Amélia mais quem, as transportavam de seguida carregadas às costas e subindo uma escada de acesso bastante aprumada. No chão era feito um lume que ficava a arder todo o dia e que de noite se mantinha aceso até se acabar a lenha. O lume mudava de local no lajeado, correndo os quatro cantos da casa e o meio, sendo que todos os dias as castanhas eram mexidas lá em cima com uma grande pá de madeira. Assim, a pouco e pouco, elas iam secando lentamente e transformavam-se nas deliciosas castanhas secas ou piladas. Mas uma vez secas, havia que as descascar. Amélia sabe como era. Amélia sabe e recorda com emoção esses momentos. É por isso que não pode dormir…quer viver. Relembra que, por ser muito arrapazada em gaiata, ainda pisou castanhas – uma só vez. Para descascar as castanhas, a coisa passava-se assim: um pau grosso era colocado horizontalmente em cima de dois apoios que mais não eram que dois troncos colocados em forma de xis. O pau horizontal situava-se a uma altura um pouco superior à altura da cintura. Era aí que se iriam apoiar como garras, as mãos calejadas de outras lides agora viradas para a descasca da castanha. Estas, vindas do secadeiro já devidamente secas, eram colocadas dentro de uns cestos feitos de vergas de cana em que, a uma boca larga se seguia uma zona mais bojuda, arredondada. Os homens entravam então para dentro dos cestos e com as botas cardadas, iam saltando em cima das castanhas, servindo-se, para se impulsionar, do apoio que faziam com as mãos no tal barrote colocado horizontalmente à altura da cintura. Pisavam e repisavam sentindo que a cada salto, debaixo das suas botas, havia castanhas que iam perdendo a casca. De tanto pisada, a casca transformava-se em “moinha”. Havia que separá-la das castanhas. Então era pegar nos cestos pelas asas e abaná-los em semicírculos, ora para a esquerda ora para a direita, de modo que a “moinha” fosse caindo para o chão pelas frestas das vergas da cana, ficando algumas castanhas já completamente descascadas. Mas não todas. Por isso repetia-se a operação uma e outra vez, tantas até as castanhas ficarem todas limpas. Manel Galapito, que Deus tenha, fora um dos melhores e mais rijos pisadores de castanhas. Tinha força até mais não. Certa vez a gaiata Amélia-Maria-Rapaz quis experimentar e ele fez-lhe a vontade. As pernas delgadinhas dentro de umas botas de borracha demasiado largas para elas, foram largadas para dentro de um cesto. Amélia lembra-se bem: mal chegava ao pau de apoio, pulou duas ou três vezes, cansou-se e depois disse para o Manuel Galapito: - Ó ti Manel, isto é um trabalho muito duro…
Manuel Galapito que era mais de trabalho do que de falas, apesar de tudo sorriu, segurou-a por baixo dos braços, tirou-a de dentro do cesto e respondeu-lhe enquanto a colocava no chão:
- É para que saibas…
Ti Manel Galapito suicidou-se no Outono do ano seguinte a este episódio. Vá lá saber-se porquê…talvez por ser Outono e por nesta altura as pessoas dizerem que a queda da folha é uma época difícil de atravessar. Ti Manel não a conseguiu atravessar.
O fraco sol outonal, entretanto rodara mais um pouco e a sala ficou mais aquecida. Amélia sentiu uma sonolência mais forte e ia começar a dormir quando a sua filha Joana, que morava ali perto a veio despertar desse adormecimento.
- Mãe, trago-lhe aqui uma coisa de que gosta muito…
- Já não gosto de nada, filha. É Outono e parece que nesta altura ainda me sinto pior, mais agarrada a um passado que sei não poder voltar a viver, mas que teimosamente me massacra. Estou doente minha filha. O Outono só tem coisas más…
- Calma mãe. Não é assim. Não é que eu não goste de a ouvir contar as suas experiências do campo vividas por esta altura do ano, mas a mãe já mas contou tantas vezes que hoje quero ser eu a falar consigo. Está bem?
- Mas o que é que aí me trazes?
-Calma mãe, vamos falar um pouco. Melhor, vai-me escutar um pouco, está bem?
-Fala,
disse Amélia um pouco incomodada mas simultaneamente curiosa por saber o que a filha lhe ia dizer.
- A mãe martiriza-se com as suas recordações, os seus medos, os seus fantasmas que cada Outono lhe traz. Vou-lhe dar dois ou três exemplos de situações de que se a mãe se lembrasse, veria que o Outono não é assim tão cinzento como a mãe o pinta. Então diga-me lá uma coisa: a mãe sabe quando é que nasceu o seu primeiro neto? Foi no Outono, a 25 de Novembro. E se bem me lembro, a mãe disse-me certa vez que o nascimento do seu primeiro neto lhe tinha dado quase tanta alegria como o meu próprio nascimento. Lembra-se? Sim, então porque o esquece? E os magustos do S. Martinho? A casa a abarrotar de gente, o enorme magusto que ainda hoje fazemos no antigo secadeiro com todos os empregados do monte, porque é que a mãe se refugia aqui e é preciso eu vir buscá-la à força para descer até junto de nós? Depois de lá estar já gosta. Mas depois esquece… E o dia de Santos, com toda essa “canalha” pequena a vir pedir os Santinhos? Há lá festa mais bonita do que recebermos na nossa casa toda essa criançada que ainda agora nos vai aparecendo a querer umas castanhas, umas romãs ou uns caramelos que a mãe tanto gosta de ofertar. Mas depois esquece. E …
- Olha filha: se calhar tens razão e se me desses mais atenção eu viveria melhor. Mas…já agora passa-me aí a caixa do Cipralex e um copo de água…

Pseudónimo: Amélia

"DO CASTELO" endereça parabéns ao autor que pediu anonimato






segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A VINGANÇA SERVE-SE FRIA!

Foto: Bandeira Nacional Portuguesa (adulterada) - Oiça aqui o Hino da Restauração pelos nossos "compadres" de Elvas: http://www.youtube.com/watch?v=CX2roSxua3k





Em 1 de Dezembro de 1640 foi reconquistada a independência Portuguesa, colocando-se assim fim à dinastia dos “Filipes” e tomando conta das rédeas do Reino de Portugal a Casa de Bragança com a ascensão de D. João IV a Rei de Portugal. Estivemos debaixo do jugo espanhol durante 60 anos.
Não deixa de ser curioso que foram as “ Alterações de Évora” ocorridas em Agosto de 1637 que deram azo à revolta de 1640. Não menos curioso o facto de localidades como Crato e Sousel terem de imediato aderido ao desrespeito pelos fidalgos espanhóis e ao arcebispo.
Mas a vingança serve-se fria. Passados todos estes anos, eis que os espanhóis, assim como quem não quer a coisa vão a pouco e pouco tomando conta do nosso Portugal. Os médicos e os enfermeiros invadem os nossos Centros de Saúde. As melhores terras do Alentejo são já pertença dos espanhóis, os porcos que por aí engordam nas grandes herdades portuguesas são dos espanhóis, os grandes olivais que por aí se avistam são pertença dos espanhóis. E a verdade é que para eles, espanhóis, de pouco lhe interessa que o olival tenha uma média de vida de doze anos, que depois durante mais “x” vezes esse olival seja arrancado e replantado até à exaustão dos solos que por falta de descanso (poisio) acabarão por já nem oliveiras suportarem. Para eles isso é…tinto! Os contratos de arrendamento são quase sempre na ordem dos 30 anos...
Por Avis esta regra confirma-se: há terrenos da Fundação Abreu Calado alugados para implantação de aliviais, onde trabalham/trabalharam muitos espanhóis, a Herdade do Painho está igualmente a ser “invadido” e aqui bem perto das nossas muralhas, o caso mais curioso: em 1640 acabou-se o “negócio” dos Filipes espanhóis e agora, os espanhóis chegam cá e fazem negócio com os “Filipes” portugueses de Avis, e ainda por cima, pasme-se meus senhores, nas Terras do Rei plantaram um olival …espanhol!

Nota : relembre aqui factos sobre a "Restauração da Independência"


domingo, 30 de novembro de 2008

HERÓI POR UMA TARDE!


Tive a felicidade de fazer parte das vinte mil pessoas que, voluntária e gratuitamente, contribuiram para a recolha de produtos para o Banco Alimentar contra a Fome. Coube-me “trabalhar” no sábado da parte da tarde e nem a chuva nem o frio arrefeceram o entusiasmo que eu e a minha colega de turno depositámos neste serviço humanitário.
Devo dizer que apenas umas quatro pessoas se recusaram a contribuir. Umas porque também elas necessitadas, outras nem tanto, talvez pensando que este Banco nunca lhe irá fazer falta, o que, nos dias que correm, me parece demasiado optimista.
Não posso deixar de aqui registar o modo como um avisense (?) reagiu ao pedido feito pela minha colega: “NÃO!” proferiu o tal “burgesso” mais parecendo aquele “não” o ladrar de um cão raivoso. Como se aquele modo agressivo contra quem apenas ali estava em missão de ajuda, não bastasse, ainda acrescentou: “O que tenho a dizer digo logo, não tenho papas na língua”. Eu que estava na altura um pouco mais distante ainda lhe respondi que “podia ficar com as papas que o Banco Alimentar não recebia papas”. Penso que o que eu disse não foi por ele ouvido o que poderá ter sido bom para ambos.
Ainda não sei quantas e quantas toneladas de alimentos foram recebidas. Como estes alimentos são recolhidos nós sabemos. Pelo menos eu agora já sei. Quanto à sua distribuição, aí a coisa já chia mais fino. Nem é preciso sairmos de Avis para nos questionarmos sobre o modo como as coisas são feitas. Mas se calhar o mal não é de quem distribui, mas sim de quem as recebe. Há pessoas em Avis que vão diariamente tomar o pequeno-almoço ao café, há outras pessoas em Avis que se passeiam diariamente de automóvel pelas nossas ruas quando o podiam fazer a pé, há pessoas em Avis que se vêm constantemente agarradas ao telemóvel ou ao cigarro e que, apesar de todos esses “desperdícios” de dinheiro, se socorrem da ajuda alimentar que lhe é distribuída aqui em Avis. Isto não é nenhuma novidade, é do domínio público, mas este sistema está instalado e é assim que funciona.
Se não forem as próprias pessoas a consciencializarem-se de que assim não pode ser, que não está correcto, que é imoral, às instituições é difícil discernir os que realmente têm necessidades daqueles que usurpam o que a outros faz falta.
Apesar de tudo, para o ano, se necessitarem de mim e eu estiver no pleno gozo das minhas faculdades físicas e psíquicas, podem contar comigo!

ÚLTIMA HORA: o total de alimentos recolhidos para esta causa em Avis foi de 760 Kg.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

CESTAS DE POESIA (XLIV)

JOÃO MOREIRA tem fortes convicções políticas mas está descontente com os políticos. Ora vejam se não é verdade:
Mote:
JÁ PERDI A ESPERANÇA
NO PENSAMENTO HUMANO
PROFESSANDO CONFIANÇA
IMPRIME MAIS UM ENGANO


I
EU ESCUTEI COM ATENÇÃO
MAIS UM OUTRO ENGANOSO
DIZ UM FUTURO DITOSO
TRAS ESTA NOSSA LIGAÇÃO
CREIO SER MAIS UMA ILUSÃO
ESSA NOVA ALIANÇA
QUE AFIRMA COM PUJANÇA
SER BOA PARA O POVO
MAS NÃO TRAZ NADA DE NOVO
JÁ PERDI A ESPERANÇA

II
AS PROMESSAS SÃO MAIS DE MIL
PARA MELHORAR A VIDA
MAS NENHUMA É CUMPRIDA
SÃO SIM ADVERSAS A ABRIL
SÃO ESTUDADAS NO COVIL
ASSINADAS POR TIRANO
SÁ PARA NOS CAUSAR DANO
PELO QUE FICA ESCRITO
JÁ NEM SEQUER ACREDITO
NO PENSAMENTO HUMANO

III
NÓS VIVEMOS ILUDIDOS
SOMOS POBRES MAS HONRADOS
QUEREMOS SER RESPEITADOS
SEMPRE FOMOS IMPEDIDOS
E NUNCA FOMOS OUVIDOS
É O RICO QUEM ALCANÇA
COM TODA A SEGURANÇA
O QUE O GOVERNO LHE DÁ
E POR ISSO ELE ESTÁ
PROFESSANDO CONFIANÇA

IV
A SITUAÇÃO QUE TEMOS
É PURA DESIGUALDADE
O QUE VEMOS NA VERDADE
NÃO É ISTO QUE QUEREMOS
E POR ISSO NÓS DIZEMOS
APAREÇA OUTRO PLANO
ESTE É MUITO INSANO
SÓ GARANTE PIORIA
COM TODA A FANTASIA
IMPRIME MAIS UM ENGANO

AUTOR: JOÃO MOREIRA DOS SANTOS/AVIS (2002)

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

AVIS EM ALTA

Foto 1: "...folheto...em bilingue(Português e Inglês)
Foto 2: "...circulo de amizades e familiares do Francisco Alexandre"


O artesanato de luxo avisense está patente desde hoje, dia 27, até dia 16 de Dezembro no Hotel D. Fernando em Évora, através de uma exposição do escultor FRANCISCO ALEXANDRE, intitulada “ÁFRICA/ALENTEJO: A ALMA REPARTIDA”.
Composta por 20 peças, esta exposição realizada num cenário excelente, reúne todas as condições para, sendo um êxito, ser igualmente mais uma forma de elevar o nome de Avis através das obras daqueles que de cá são oriundos ou por cá residem, fazendo assim que Avis esteja em alta.
Registamos um pequeno (grande) senão: o grupo Fernando Barata não agiu da melhor maneira para com o seu convidado. Desde logo não endereçando os convites que constavam de uma lista de nomes entregue pelo expositor à organização. Dado que os convites para Avis não chegaram ao seu destino, presume-se que os mesmos não tenham seguido para ninguém, daí a total ausência de pessoas na inauguração da exposição, alheias ao círculo de amizades e familiares do Francisco Alexandre. Lamenta-se este facto enquanto nos congratulamos com o folheto explicativo das peças da exposição e do historial do escultor feito em bilingue (Português e Inglês).
Porque por vezes o que começa mal acaba bem, “DO CASTELO” deseja as maiores felicidades traduzidas em vendas a este excepcional artista que escolheu Avis como sua terra de eleição e que tanto a tem honrado.
(A propósito de começar mal: dado que não pude ver mais que os primeiros 3 minutos do jogo do Benfica, alguém me poderá informar como acabou? Agradecido.)

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

FIXE ESTE NÚMERO : 808 250 143


Recolhi junto da farmácia de Avis um folheto que, pela sua importância, passo a transcrever na sua maioria. Como a transcrição não é total, aconselho a que o obtenham – é grátis – e o leiam com muita atenção.

HISTÓRIAS DE ACORDAR

“O Principezinho e o Xarope”

Intoxicações em crianças

Todos os dias, dezenas de crianças intoxicam-se com comprimidos para dormir esquecidos mas mesas-de-cabeceira ou com xaropes que, por serem doces, são uma tentação. As crianças são muito ágeis e fazem muito mais do que imaginamos; chegar até à bancada da cozinha ou abrir um armário, é um pequeno passo. Bastam apenas alguns segundos para subir para uma cadeira, abrir uma gaveta, retirar uma tampa, cheirar e provar.

Temos que estar preparados

Por mais vigilantes que sejamos, as crianças podem escapar por segundos á atenção de qualquer adulto. É preciso preparar a casa para reduzir o risco de terem acesso a produtos potencialmente tóxicos. Se tal acontecer, e em caso de intoxicação, antes de fazer seja o que for à criança, deve ligar de imediato para o Centro de Informação Antivenenos (CIAV). Em muitos casos, provocar o vómito e dar leite ou água, pode ser prejudicial e agravar as consequências.

Como evitar intoxicações com medicamentos

. Guarde os medicamentos logo após a sua utilização, nas suas embalagens originais, bem fechadas com o folheto informativo.
. não tome nem dê medicamentos sem indicação médica.

. Evite tomar medicamentos em frente das crianças porque elas gostam de imitar os adultos. As crianças mais novas confundem medicamentos com rebuçados, gomas e outros doces.

. Ao dar xarope ou outro medicamento á criança, não a incentive a tomar com o argumento de ser bom e doce. A criança, quando estiver sozinha poderá não perceber a diferença entre um medicamento e uma bebida.

. Certifique-se de que mantém todos os medicamentos e produtos tóxicos bem fechados e sem verter.

. Tenha o número do Centro de Informação Antivenenos (CIAV) perto do telefone em casa e grave-o no seu telemóvel

O que fazer em caso de intoxicação

. Mantenha a calma. Não se precipite, mas não perca tempo. Se puder pegue na embalagem do produto suspeito para ter informação à mão.

. Não faça nada! Vale mais nada fazer à criança do que fazer errado. Provocar o vómito ou dar água ou leite, pode ser prejudicial.

. Ligue de imediato para o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) – 8º8 250 143 – e responda a todas as perguntas do médico, com calma e objectividade.

. Se não conseguir ligar para o Centro de Informação Antivenenos,(CIAV) ligue 112 ou dirija-se ao hospital mais próximo.

Sabia que?

. Em 2007, o CIAV registou 10.673 casos de intoxicação de crianças.

. Mais de 65% dos casos referem-se a crianças entre os 1 e os 4 anos de iddae?

. Os medicamentos estiveram na origem de cerca de 54% das intoxicações, registadas dos 1 aos 4 anos.

. A maioria das intoxicações em crianças ocorre em casa!

O CONTO:

Num mundo longe do nosso
Onde a imaginação é o tecto
Vivia um pequeno menino
Que nunca parava quieto

Que encontrou, enquanto brincava
Um frasco que parecia brilhar
Cheio de formas e cores
- Era só pegar e levar.

Altura em que este mundo
Nos vai deixar de encantar
Porque o menino encontrou um xarope
E infelizmente, decidiu provar

Às vezes é preciso ouvir uma história de acordar. As intoxicações podem matar. Não deixe produtos tóxicos ou medicamentos ao alcance das crianças.

Visite: http://www.apsi.org.pt

E: http://www.inem.pt


segunda-feira, 24 de novembro de 2008

AVIS EM ALTA!

No passado sábado, dois avisenses foram distinguidos na cerimónia de distribuição de prémios dos XVI Jogos Florais de Outono, no vizinho concelho de Monforte.
MARIA ALBERTINA DORDIO MARTINS, de Ervedal, foi galardoada com uma Menção Honrosa na modalidade de poesia obrigada a mote, com o seguinte trabalho:

Mote:
É um povo de sossego
Deixa muito a desejar
Todo o mundo quer emprego
Mas ninguém quer trabalhar

(Autor do mote: José Duro/Monforte)

I
Já foi herói arrojado!:
- Afonso, o Conquistador,
Um Gama – descobridor
De terras, mar ignorado,
Deixando o nome gravado
Em padrões, cujo despego
Era mostrar, com alego
Portugal que ali reinava…
Hoje, essa raça tão brava,
É um povo de sossego.

Sendo assim acomodado,
Às condições do momento,
Que terá no pensamento,
Que o faz tão desgraçado?
Nem lembrará o passado?
Onde se pode ocultar
Essa coragem, sem par,
Do português de antanho?
Hoje, de pouco tamanho,
Deixa muito a desejar!

A culpa talvez não seja
Sua, mas da conjuntura,
Que não ajuda e tortura
A alma que lhe fraqueja…
Já a vida o não bafeja!
Depressivo, anda cego
À procura de um apego
Que o incite a lutar…
E, para não soçobrar
Todo o mundo quer emprego.

Nesta tal baralhação
Da actual sociedade,
Vive-se em calamidade,
Perde-se o gosto, a razão,
Que os valores de um povo são
Muito difíceis de honrar…
E, ao jeito de imitar,
Os “mandantes”…do lazer,
Quer o povo emprego ter,
Mas ninguém quer trabalhar!

Pseudónimo : Zé Povinho



Foi ainda distinguido um outro patrício nosso que apesar de não querer aqui ser identificado, me facultou os trabalhos que passo a reproduzir:

Menção Honrosa na modalidade de Poesia Alegórica a Monforte:


Querendo mudar a sorte
Vim viver para Monforte
E sinto-me aqui tão bem…
Tenho tudo o que preciso,
Descobri o paraíso,
Sou feliz como ninguém!

Pseudónimo: Sortudo

3º PRÉMIO na modalidade de QUADRA:


Quem tiver felicidade
A cantar no coração,
Por favor, tenha a bondade
De espalhar essa canção

Pseudónimo: Feliz

Quatro menções honrosas, nesta mesma categoria, a saber:


Quando um aperto de mão
Tinha a força dum contrato,
Podia-se crer então
Até num simples gaiato!

Pseudónimo: Honesto


Sempre que em sonhos destapo
Os meus brinquedos de infância
É à boneca de trapo
Que dou maior importância!

Pseudónimo: Sonhador


Aquele que nunca intruja
Vive de pequenos nadas;
Pode ter a cara suja
Mas as mãos sempre lavadas!

Pseudónimo: Pobrezinho


Neste mundo sem vergonha
Já vai sendo raridade,
Encontrar quem não se oponha
A uma pura amizade!

Pseudónimo: É mesmo verdade

Aos premiados, "DO CASTELO" apresenta parabéns e agradecimentos, por autorizarem a que aqui sejam publicados os seus trabalhos distinguidos.

sábado, 22 de novembro de 2008

FORTUNATA MARIA CARVALHO - FALECEU

Realizou-se esta manhã o funeral da minha amiga FORTUNATA MARIA CARVALHO, de 89 anos de idade. Deixa viúvo o meu amigo JOÃO JOAQUIM CARRILHO, de 94 anos, com quem foi casada durante 64 e anos.
No seu pranto, o Sr. João Carrilho afirmou repetidamente que “passaram muito depressa estes 64 anos.”
A toda a família “DO CASTELO” endereça sentidas condolências.


À parte:
A D. Fortunata morava no início da Rua do Convento, na parte mais chegada à Praça Serpa Pinto e como sabemos a cerca de 100 metros da Igreja Matriz, onde seria rezada missa de corpo presente. Dada a nova sinalização imposta, para o corpo ir no carro funerário teria que seguir em direcção ao Largo do Convento, descer o Arco e virar à esquerda indo pela Cerca do Convento, Rua do Postigo e depois subir a R. de S. Roque até à Igreja ou então ao descer o arco, cortar à direita em direcção à António José de Almeida, subir a Rua dos Arrabaldes e depois a de S. Roque até à Igreja o que certamente em qualquer das hipóteses sempre perfaz mais de mil metros, à vontade. O problema resolveu-se com a ajuda de pessoas que transportaram a urna em braços os escassos 100 metros que distam da Igreja. Compreendo e concordo que o responsável pelo funeral não tenha querido infringir a normas de circulação. Eu faria o mesmo.
Deixo ainda aqui outra chamada de atenção: o féretro seguiu depois a caminho do cemitério, mas acontece que já em plena E.N. 243, após a rotunda, das duas uma: ou se optava por cortar à esquerda pisando o risco contínuo que ali existe ou se ia dar a volta junto à entrada do recinto das feiras e mercados. Muito bem, e penso que como se faz habitualmente, virou-se à esquerda pisando o risco contínuo e infringindo a lei que bem podia ser alterada, transformando o traço continuo situado em frente à entrada nascente do cemitério em traço descontinuo. Também aqui se fosse eu o responsável pela funerária teria procedido de igual modo.
Fica o reparo à atenção de quem puder ou quiser resolver esta situação.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

CESTAS DE POESIA ( XLIII)

Foto: JOÃO MOREIRA escrevendo em décimas as suas recordações...
Decorriam os primeiros anos da segunda metade do século passado. Aí por volta de 1950/51 o amigo JOÃO MOREIRA era taxista em Avis. Era hábito à altura juntar-se com o Sr. Plínio e outros amigos na taberna do Sr, Jacinto Leal que ficava em frente de onde se situa a loja do Sr. Rui Ramos. Na altura estava-se a construir o edifício dos Correios. Num desses petiscos apareceu um reformado, cujo nome não vamos mencionar para não ferir susceptibilidades, que era muito passareiro, ou seja gostava muito de andar a apanhar pássaros. O Sr. Plínio, que possuía uma courela perto de Benavila, disse nessa tarde que lhe andavam a lavrar a courela e que havia lá pardais a dar com um pau. O tal reformado, pensou logo que a melhor maneira de os apanhar era com trigo roxo não sabendo a forma de adquirir esse trigo roxo. O Sr. João Moreira disse-lhe que o trazia pois que ia a Fronteira fazer um serviço no táxi. Malandro, e por pirraça em vez de ir a Fronteira, achou que o melhor era pedir um pouco de trigo normal, molhá-lo e depois de seco e alterado visualmente dá-lo ao amigo reformado. A camioneta que ia buscar as pedras para o edifício dos Correios era conduzida pelo Sr. Martinho Piolho e eis que o “passareiro” lhe pede boleia e às seis da manhã aí vai ele a caminho de Benavila espalhar o trigo, supostamente envenenado.
À tarde, desiludido e sem saber o que se estava a passar, regressa de novo na última viagem da camioneta das obras. Desgostoso conta aos amigos que a caçada não resultou. Então o amigo JOÃO MOREIRA, fez-lhe as décimas que hoje aqui reproduzimos:
Mote:
OUVI FALAR NOS JORNAIS
DUMA OBRA ENGRAÇADA,
UM VELHO FOI AOS PARDAIS
MAS POR FIM NÃO CAÇOU NADA!

I
O HOMEM QUERIA SER PROFETA
E PARA MOSTRAR O SEU BRIO
LIMITOU-SE A IR AO FRIO
EM CIMA DA CAMIONETA.
TEM IMPRESSÕES DE ATLETA
E DE OUTRAS COISAS MAIS,
GASTOU OS SEUS CAPITAIS
NO VENENO E NO TRIGO,
TRANSGREDIU O ARTIGO
OUVI FALAR NOS JORNAIS.

II
DOZE HORAS DE PLANTÃO,
REGO ACIMA, REGO ABAIXO,
PENSANDO NO VINHO DO CARTAXO
QUE ERA A SUA PERDIÇÃO.
À NOITE, EM “PROCISSÃO”,
FAZIA-SE A PATUSCADA,
MAS A COISA SAIU FALHADA
CALHOU ASSIM A SAIR
E EU FARTEI-ME DE RIR,
DUMA OBRA ENGRAÇADA.

III
FOI UM GRANDE GARROTE
ACREDITEM, PODEM CRER,
ANTES DO AMANHECER
PARECIA UM HOMEM FORTE.
SEM MANTA NEM CAPOTE
A CAMINHO DOS AZINHAIS
COM OS PENSAMENTOS FATAIS,
DE PÁSSAROS, UM “LENÇOL”,
MAS CAGARAM NO ANZOL,
UM VELHO QUE FOI AOS PARDAIS

IV
NOUTRA NÃO TORNA A CAIR,
DESSA ME CONVENÇO EU,
SÓ O QUE O VELHO SOFREU
EU O SEI DISCUTIR!
ELE NEM SE DIXA RIR,
PENSANDO NA BARRETADA,
FOI UMA LOUSA BEM ARMADA
FEITA DE CASO PENSADO,
O TRIGO NÃO ESTAVA ENVENADO
E POR FIM NÃO CAÇOU NADA!

AUTOR: JOÃO MOREIRA DOS SANTOS/AVIS

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

JÁ NADA É COMO ERA ANTES!

Foto: "...uma flor que era suposto florir lá para meados de Abril, princípios de Maio,..."


Já nada é como era antes. Anda tudo baralhado. E nem sequer estou a falar da selecção de futebol luso-brasileira que perdeu só por 6 a 2 contra o Brasil.
Estou a falar das mudanças climatéricas e suas consequências. Na foto acima reproduzo uma imagem captada hoje no meu quintal em que uma flor que era suposto florir lá para meados de Abril princípios de Maio, apresenta o aspecto que podem ver. Mais: devido à ausência de chuva e às temperaturas amenas, os pardais chilreiam e têm comportamentos iguais aos que têm na Primavera aquando do acasalamento. Até chego a ter pena de não ter nascido pardal...
Que mais nos irá acontecer?

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Literalmente: "DO CASTELO" dá-lhe música!!!

As 100 mais ouvidas na Net: (serão mesmo???)

001- James Blunt - Same Mistake - Clique aqui! Para assistir. / Letra
002- D'Black - Sem ar - Clique aqui! Para assistir. / Letra
003- Babado Novo - Pensando em você - Clique aqui! Para assistir. / Letra
004- Racionais Mc's - Vida loka parte 1 - Clique aqui! Para assistir. / Letra
005- Jota Quest - Carta de amor - Clique aqui! Para assistir. / Letra
006- Aline Barros - Recomeçar - Clique aqui! Para assistir. / Letra
007- Chris Brown - Kiss Kiss - Clique aqui! Para assistir. / Letra
008- Chris Brown - With you - Clique aqui! Para assistir. / Letra
009- Rihanna - Don't stop the music - Clique aqui! Para assistir. / Letra
010- Exaltasamba - Livre para voar - Clique aqui! Para assistir. / Letra
011- Wanessa Camargo - Me abrace - Clique aqui! Para assistir. / Letra
012- Victor e Léo - Fotos - Clique aqui! Para assistir. / Letra
013- Bob Marley - Three little birds - Clique aqui! Para assistir. / Letra
014- Bob Marley - Don't worry, be happy - Clique aqui! Para assistir. / Letra
015- Racionais Mc's - Vida loka parte 2 - Clique aqui! Para assistir. / Letra
016- Sorriso maroto - Não tem perdão - Clique aqui! Para assistir. / Letra
017- Ivete Sangalo - Não precisa mudar - Clique aqui! Para assistir. / Letra
018- Kelly key - você é o cara - Clique aqui! Para assistir. / Letra
019- Pitty - Na sua estante - Clique aqui! Para assistir. / Letra
020- Charlie Brown Jr. - Uma criança com seu olhar - Clique aqui! Para assistir. / Letra
021- Jordin Sparks - No air (com Chris Brown) - Clique aqui! Para assistir. / Letra
022- Racionais mc's - Jesus Chorou - Clique aqui! Para assistir. / Letra
023- Danni Carlos - Coisas que eu sei - Clique aqui! Para assistir. / Letra
024- Alicia Keys - No one - Clique aqui! Para assistir. / Letra
025- NX Zero - Cedo ou tarde - Clique aqui! Para assistir. / Letra
026- Shania Twain - From this moment - Clique aqui! Para assistir. / Letra
027- Racionais Mc's - A vida é um desafio - Clique aqui! Para assistir. / Letra
028- Britney Spears - Piece of me - Clique aqui! Para assistir. / Letra
029- Racionais mc's - Nego drama - Clique aqui! Para assistir. / Letra
030- Padre Marcelo Rossi - Noites traiçoeiras - Clique aqui! Para assistir. / Letra
031- NX zero - Razões e emoções - Clique aqui! Para assistir. / Letra
032- Mariah Carey - Without you - Clique aqui! Para assistir. / Letra
033- Racionais Mc's - Eu sou 157 - Clique aqui! Para assistir. / Letra
034- Aline Barros - Sonda-me, Usa-me - Clique aqui! Para assistir. / Letra
035- Pedro Bial - Filtro Solar - Clique aqui! Para assistir. / Letra
036- Vanessa da mata - Amado - Clique aqui! Para assistir. / Letra
037- Victor e Léo - Tem que ser você - Clique aqui! Para assistir. / Letra
038- Pixote - Insegurança - Clique aqui! Para assistir. / Letra
039- Rihanna - Umbrella - Clique aqui! Para assistir. / Letra
040- Racionais Mc's - Vida loka parte III(final) - Clique aqui! Para assistir. / Letra
041- Sorriso Maroto - Amar você - Clique aqui! Para assistir. / Letra
042- Babado Novo - Amor perfeito - Clique aqui! Para assistir. / Letra
043- Linkin Park - Numb - Clique aqui! Para assistir. / Letra
044- Timbaland - Apologize - Clique aqui! Para assistir. / Letra
045- Aline Barros - Diante da Cruz - Clique aqui! Para assistir. / Letra
046- Eyshila - Até tocar o céu - Clique aqui! Para assistir. / Letra
047- Mariah Carey - Endless love - Clique aqui! Para assistir. / Letra
048- Sorriso Maroto - Fica combinado assim - Clique aqui! Para assistir. / Letra
049- Victor e Léo - Meu eu em você - Clique aqui! Para assistir. / Letra
050- Aline Barros - Tudo é teu - Clique aqui! Para assistir. / Letra
051- Chiclete com banana - A fila andou - Clique aqui! Para assistir. / Letra
052- Bob Marley - Redemption Song - Clique aqui! Para assistir. / Letra
053- Racionais Mc's - Diário de um detento - Clique aqui! Para assistir. / Letra
054- Aline Barros - Caminho de Milagres - Clique aqui! Para assistir. / Letra
055- Racionais Mc's - Da ponte pra cá - Clique aqui! Para assistir. / Letra
056- Charlie Brown Jr. - Ela vai voltar - Clique aqui! Para assistir. / Letra
057- Armandinho - Desenho de Deus - Clique aqui! Para assistir. / Letra
058- Banda Calcinha de preta - Porque tocou meu coração - Clique aqui! Para assistir. / Letra
059- Bruno e Marrone - Não faz isso comigo - Clique aqui! Para assistir. / Letra
060- Jonas Brothers - When you look me in the eyes - Clique aqui! Para assistir. / Letra
061- Strike - Paraíso proibido - Clique aqui! Para assistir. / Letra
062- Ivete Sangalo - Quando a chuva passar - Clique aqui! Para assistir. / Letra
063- Ivete Sangalo - Deixo - Clique aqui! Para assistir. / Letra
064- Chimarruts - Saber voar - Clique aqui! Para assistir. / Letra
065- Sixpence None The Richer - Kiss Me - Clique aqui! Para assistir. / Letra
066- Guns N' Roses - November Rain - Clique aqui! Para assistir. / Letra
067- Maná - Bendita tu luz - Clique aqui! Para assistir. / Letra
068- Saia rodada - Beber, cair e levantar - Clique aqui! Para assistir. / Letra
069- Maná - Labios compartidos - Clique aqui! Para assistir. / Letra
070- Jota Quest - Só hoje - Clique aqui! Para assistir. / Letra
071- Titãs - Família - Clique aqui! Para assistir. / Letra
072- Racionais Mc's - Capitulo 4 Versiculo 3 - Clique aqui! Para assistir. / Letra
073- Sorriso maroto - Faz assim - Clique aqui! Para assistir. / Letra
074- Kelly Clarkson - because of you - Clique aqui! Para assistir. / Letra
075- Banda Eva - Anjo - Clique aqui! Para assistir. / Letra
076- Colbie Caillat - Bubbly - Clique aqui! Para assistir. / Letra
077- U2 - One - Clique aqui! Para assistir. / Letra
078- Linkin Park - Leave Out All The Rest - Clique aqui! Para assistir. / Letra
079- Aerosmith - I Don't Want To Miss A Thing - Clique aqui! Para assistir. / Letra
080- Vanessa da Mata - Boa Sorte / Good Luck - Clique aqui! Para assistir. / Letra
081- Maná - Vivir Sin Aire - Clique aqui! Para assistir. / Letra
082- Red Hot Chili Peppers - Other Side - Clique aqui! Para assistir. / Letra
083- Juanes - Para Tu Amor - Clique aqui! Para assistir. / Letra
084- Sorriso Maroto - A Primeira Namorada - Clique aqui! Para assistir. / Letra
085- Racionais Mc's - O Homem Na Estrada - Clique aqui! Para assistir. / Letra
086- Madonna - 4 Minutes - Clique aqui! Para assistir. / Letra
087- Kelly Key - Super Poderosa - Clique aqui! Para assistir. / Letra
088- Racionais Mc's - Formula Magica da Paz - Clique aqui! Para assistir. / Letra
089- Shania Twain - You're Still The One - Clique aqui! Para assistir. / Letra
090- Sorriso Maroto - Amanhã - Clique aqui! Para assistir. / Letra
091- Nickelback - Far Away - Clique aqui! Para assistir. / Letra0
92- Bob Marley - Is This Love - Clique aqui! Para assistir. / Letra
093- Sorriso Maroto - Futuro Prometido - Clique aqui! Para assistir. / Letra
094- Armandinho - Semente - Clique aqui! Para assistir. / Letra
095- The Calling - Wherever You Will Go - Clique aqui! Para assistir. / Letra
096- Roberto Carlos - Como É Grande Meu Amor Por Você - Clique aqui! Para assistir. / Letra
097- Sandy e Junior - Inesquecível - Clique aqui! Para assistir. / Letra
098- Exaltasamba - Eu Chorei - Clique aqui! Para assistir. / Letra
099- James Blunt - You're Beautiful - Clique aqui! Para assistir. / Letra
100- Backstreet Boys - Inconsolable - Clique aqui! Para assistir. / Letra

terça-feira, 18 de novembro de 2008

AVIS EM ALTA

O nome de Avis foi dito duas vezes no passado sábado, dia 15, num Jantar comemorativo do 75º Aniversário do Sindicato doa Bancários do Sul e Ilhas, ocorrido em Castelo de Vide. A Secção Regional de Portalegre daquele Sindicato, organizadora do jantar, distinguiu dois avisenses pelas acções desenvolvidas em prol daquela Secção Regional.
Assim, na modalidade de desporto e na categoria de Futebol foi “medalhado” o Sr. VITOR BALÃO, de Benavila e a trabalhar no Santander Totta de Avis.
Foi ainda distinguido um outro bancário reformado, pela prestação desenvolvida em prol da cultura através da organização dos Jogos Florais daquela Secção Regional e cujo nome é…desculpem-me, mas tive uma branca. Só sei que o indivíduo trabalhou para outra Instituição de Crédito, no mesmo local onde está agora o Santander Totta em Avis, mas varreu-se-me o nome.
É a P.D.I. (Porra Da Idade) a deixar as suas marcas…As minhas desculpas!