sexta-feira, 31 de agosto de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXXIV)

 
 
Foto da semana
 
 

Na semana em que

verifiquei que bem se poderia poupar mais, por exemplo nos gastos com a energia, já que às sete e trinta e dois da manhã, já com o sol  a inundar a Albufeira do Maranhão em Benavila, ontem mesmo, as luzes eléctricas da estrada que serve aquela localidade ainda se encontravam acesas;

na semana em que

“zarparam” para parte incerta as baterias dos barcos que se encontravam ancorados no cais do Clube Náutico em Avis;

na semana em que

uma equipa multifuncional trabalhou afincadamente, dando mais um passo para que as antigas instalações do Café Leal fiquem com novo visual mais de acordo com o espaço privilegiado onde se encontram situadas,
Foto da semana
na semana em que

mais uma vez se prova que não há fome que não dê em fartura com a realização de dois passeios de autocarro aprazados para o próximo Domingo: uma dos Amigos do Concelho de Aviz - associação Cultural, a Monsanto (Idanha a Nova) e outro da Associação de Reformados, às festas das vindimas em Palmela;

na semana em que

se vai realizar mais uma descida em canoa pela Ribeira de Seda que conta com cerca de 20 participações sendo apenas quatro  canoístas avisenses ( da Figueira e Barros);
na semana em que

vai decorrer hoje e amanhã, em Ervedal um acampamento para jovens no recinto dos tanques de aprendizagem de natação;
na semana em que

Avis acolhe a exposição - “Buenos Aires - El viento que sopla más allá de La Chiriza”, no Auditório Municipal Ary dos santos e que pode ser vista até dia 30 de Setembro;
eis que chega mais uma Cesta de Poesia.

 
Hoje JOSÉ DA SILVA MÁXIMO fala-nos um pouco em desespero de causa, como se uma fatalidade se abatesse sobre os nossos idosos.
Felizmente que há excepções, mas…

 

QUASE NO FIM

O homem vira empecilho

Velho e atacado p’lo mal;

Tenha ou não algum filho

Vai morrer ao Hospital

 

Meu Deus como o homem fica

Quando a vida está no fim!

É a fase mais ruim

Que o nosso destino indica;

De forte passa a medrica,

Já nem conhece o seu trilho,

É p’rá família um peguilho

Volta aos tempos de criança,

Conforme a idade avança

O homem vira empecilho.

 

Sempre a velhice foi dura

Feia, triste até mais não;

É digna de compaixão

A realidade mais pura.

Se a força nos não atura

Torna-se a vida banal,

O homem fica afinal

Em situação comovente,

Logo que um dia se sente

Velho e atacado p’lo mal.

 

Em tempos que já lá vão

Não metia tanto medo,

A mulher não tinha emprego

A não ser de ocasião;

Sentia satisfação

Em tratar os pais com brilho;

Agora é um espartilho

Não poder ser como era

O velho sabe o que o espera

Tenha ou não algum filho.

 

Hoje os filhos não podiam

A seus pais se dedicar;

Mesmo que quisessem dar

O amor que eles queriam.

Só p’ra herdar serviriam

Haver filhos do casal,

A vida não é igual,

O velho fica a saber

Se lhe faltar o poder

Vai morrer ao Hospital.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXXIII)



Oiça aqui a "CANÇÃO DA SEMANA": http://www.youtube.com/watch?v=bch1_Ep5M1s )



Na semana em que

tive conhecimento do falecimento  de Scott Mckensie, divulgador de uma das mais carismáticas canções que ouvi alguma vez cantar – S. Francisco;
Canção da semana
na semana em que
se anuncia para dia 1 de Setembro mais uma bailação organizada pelo Grupo de Baile de Avis, a acontecer no Pavilhão da Casa do Benfica em Avis, e já que “Dançar e conviver fazem bem ao físico e à mente” pois então…dancemos
na semana em que

se realizará no Domingo a habitual romaria a Nossa Senhora MÃE DOS HOMENS com partidas a pé ou de automóvel;

na semana em que

com distúrbios distribuídos pelo Bar do Manel, pelo Clube Náutico, pelo Parque de Campismo, pela Dardico, etc., etc., Avis se candidata a ser em breve uma “City do Farwest”, parecendo mesmo que se espera a vinda de mais cowboys a muito curto prazo;

na semana em que

se realiza no próximo dia 25, no Ervedal, no Campo da Feira, um novo Torneio de malha

eis que chega mias uma Cesta de Poesia.

JOSÉ DA SILVA MÁXIMO traz-nos hoje um tema muito querido de todos: A JUSTIÇA, que nem sempre nos parece ser muito bem aplicada. E não tem nada a ver com o que se vai passando pela nossa (ex-)pacata de Avis. Juro!

É assim:

 

JUSTIÇA


Eu peço encarecidamente

Aos homens de boa vontade

Uma Justiça temente

Em prol da Humanidade

 

Que seja feita Justiça

Sem haver contemplações;

Não perdoar aos ladrões

A quem o alheio cobiça;

Assassino sem preguiça

Que mata sadicamente,

É tido como demente!

P’ra esses, pelo seu porte

A condenação á morte

Eu peço encarecidamente.

 

Quem anda a incendiar

Por prazer ou por dinheiro,

Ser atado a um pinheiro

Sem se poder desatar!

Ouvir o fogo a estalar

Na sua proximidade,

Ou não mais ter liberdade

Nem ver mais a luz do dia,

É o que p’ra eles pedia

Aos homens de boa vontade.

 

Os crimes que dia a dia

Nos vão sendo transmitidos

Deviam ser bem punidos

Com penas, dor, agonia;

Raptos e pedofilia

Que surgem constantemente

Não devia ser clemente

Quem Leis p’ra eles fizesse,

P’ra esses, qu’ria que houvesse

Uma Justiça temente.

 

Façam Leis p’ra aplicar

Quem á margem da Lei anda

E p’ra descobrir quem manda

Os crimes executar;

Não os deixem sossegar

E deem à autoridade

Mais força, mais liberdade

Mais meios p’ra castigar

E para poder actuar

Em prol da Humanidade.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXXII)


Foto da semana - antes da Rotunda Célia Patinho


Na semana em que
a Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis, por falta de verbas, já entrou em ruptura de stocks de alguns materiais estritamente necessários e destinados a fazer a avaliação dos vários níveis de gorduras do sangue que diariamente faz(ia);
na semana em que
tive conhecimento que mais uma carteira “voou” da casa de um habitante de Avis, sendo dado realce à suspeita do costume;
na semana em que
Se publicita para o próximo dia 16 de Setembro o 1º Encontro de Grupos de Cantares, a ocorrer em Alcórrego e organizado pela Associação de Reformados daquela freguesia, contando com as seguintes participações:
 - Grupo de Cantares de Alcórrego
- Grupo Coral Instrumental “Moinho da Maré”
- Grupo de Cantares de Vendas Novas
Grupo de Cantares Alentejanos de Brotas
na semana em que

começa a 1ª Liga de Futebol em Portugal sem que o Zé Povinho tenha acesso a ver um joguito por semana em canal aberto ( até faz lembra os tempos do Ti Tonho - lagarto, lagarto, lagarto...;


na semana em que

uma amiga me confessava já não se lembrar exactamente como era o cruzamento antes da conclusão da Rotunda Célia Patinho
Foto da semana
Eis que chega mais uma
Cesta de Poesia
JOSÉ DA SILVA MÁXIMO deixa, em jeito de recado, uma mensagem à Juventude de agora. E fá-lo do seguinte modo:

A DIFERENÇA
À juventude de agora
Para sua informação
Lhes digo como era outrora
Toda a nossa criação.

Nesse tempo de pobreza
Era normal os casais
Terem seis filhos ou mais
Essa era a sua riqueza!
Todos sentados à mesa
Se de comer era hora,
A mãe trazia de fora
A sopa num alguidar,
Que não é familiar
À juventude de agora.

Com as calças remendadas
Por uma mãe pobrezinha,
Que às vezes nem linhas tinha
P’ra lhes coser as cuadas!
Botas, eram ignoradas;
Pés nús, pisavam o chão!
Vestia a roupa do irmão
Outro irmão mais pequenino,
Isto relato e assino
Para sua informação.

Alguns, nem à escola iam.
Outros não a terminavam;
Se à quarta classe chegavam
Grande esforço os pais faziam!
Depois da escola, partiam
Mal ‘inda rompia a aurora,
Guardar gado, serra fora
Pelas sopas que iam comer
Para lhes dar isto a saber
Lhes digo como era outrora.

Mas no meio desta miséria
Havia muito pudor!
Hoje isso não tem valor
Ignora-se essa matéria!
P’r‘alguns pode ser pilhéria
Dos avós esta lição,
Não lhes dareis atenção
Mas foi assim que eu cresci
E hoje p’ra vós descrevi
Toda a nossa criação.

Maio de 2010





segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O I CONVÍVIO PISCATÓRIO DA ACA FOI ONTEM!



A ideia já andava a ser amadurecida há muito tempo. A Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural (ACA), segundo o dizer dos seus dirigentes, tenta apostar sempre no campo da inovação, com actividades que não sejam repetitivas, que não sejam feitas amiúde por outras associações locais. E, contrariamente ao que acontecia há uns anos atrás, não muitos, fazer um concurso de pesca aqui no Maranhão é quase inovar. lembramo-nos de ver centenas de pescadores em cada fim de semana, que aqui passavam muitas horas de prazer e deixavam algum lucro ao comércio local: havia sempre quem almoçasse, quem bebesse “umas fresquinhas”, ou até quem se lhe acabasse o engodo e recorresse ao comércio local para suprir essa falta. Por razões que não conseguimos explicar as coisas foram-se modificando e parece que agora o centro da pesca se mudou lá para os lados de Cabeção e de Coruche. E, a pouco e pouco, a nossa barragem foi caindo no esquecimento. Mas deixemo-nos de devaneios mais ou menos poéticos e regressemos ao I Convívio Piscatório da ACA.

A concentração estava aprazada para as sete da manhã à portada SOPESCA, do amigo João Cortes. Foi a essa hora que lá chegámos mas até parece que íamos atrasados: já lá estava mais de 90% dos inscritos. A verdade porém é que tão pontual é o que chega a horas como aquele que chega adiantado. Pescador que é pescador é assim: nem dorme…a D. Manuela – esposa do João Cortes - tivera a feliz ideia de fazer uma boleima e ofertá-la juntamente com umas garrafas de bebida. E ali mesmo se matou o bicho, se sortearam os pesqueiros e se fizeram as primeiras conjunturas:

- Ó pá, ficaste no bico. Tens pesqueiro para ganhares

- E tu, não te esqueças de pagar! Olha que estes gajos da associação estão sem massas…

E, antes mesmo de todos as “bocas” terem sido atiradas para o ar, ala que se faz tarde. São pouco mais das sete e um quarto da manhã e todos partem, em corrida, para saberem o que o destino lhes reservou. Antes ainda há quem diga:

- Já disse ao Luís que isto hoje é a brincar e por isso não há desforras para ninguém.

Estavam inscritos 29 mas quatro não compareceram: vieram 5 sócios da ACA e 19 não sócios. Foram feitas as cobranças devidas pela participação na brincadeira e no almoço. Assim atrasámo-nos e tivemos que ir sozinhos, pese embora o facto de não sabermos muito bem o caminho. Lá nos explicam o que não sabíamos como se tivéssemos obrigação de saber o que parecia óbvio.

- Ai! Querem ver que não sabe o caminho?

- Saber sei, mas…Quando chegar ao Monte da Carapeta voto à esquerda…

- Volta à esquerda e vai sempre ao longo dos arames. Encontra um primeiro grupo de carros que são de gajos que estão lá acampados. Segue em frente que é logo um bocado mais adiante…

E lá fomos quase à aventura, em busca do caminho que não sabíamos mas que, ao que parece, devíamos saber.

Depois de alguns quilómetros de estrada de alcatrão, sai-se e entra-se num trilho de terra batida. O rodado recente leva-me a concluir que vamos bem. À esquerda um enorme milheiral amena a paisagem quase desértica de uma terra torrada por força do calor deste sol abrasador de verão alentejano.

O caminho leva alguns minutos a percorrer. Vamos nas calmas. Caramba, se são agora 07,20h da manhã e a pesca só pode começar às nove horas para quê pressas? E vamos pensando…

Qualquer evento é difícil de concretizar. Há toda uma azáfama que foge àqueles que se inscrevem, pagam e depois querem ser servidos. Esta pescaria não fugiu ao trivial. Dificuldade em encontrar uma data compatível, dificuldades acrescidas em encontrar um local para o almoço, com duas associações a pedirem o mesmo espaço e a ACA – por atrasada – a ficar de fora do referido espaço. Depois o pensar noutro e a boa vontade da Casa do Benfica em Avis a deixar-nos lá fazer o repasto. Depois os prémios, que custam dinheiro. A quem os oferece e à ACA. Do lado, da ACA um repetir, quase até à exaustão, de que não há dinheiro. Do outro lado uma afirmação, de quem sabe:

 - Se não houver uns prémios, não há participantes. Não havendo participantes não há inscrições, não havendo inscrições não entre dinheiro fresco na ACA.

E o tal gajo da ACA que não queria retirar nada das inscrições lá acaba por ceder. A corda parte sempre do mesmo lado: o mais fraco... Ao que consta, o tal que não quer gastar dinheiro à ACA nem tesoureiro é. Feitios…

Continuamos pelo tal arame farpado e já vislumbramos a água. Sentimos uma alegria quase tão parecida como sentimos ontem quando o Francisco Alexandre, ele que já foi Presidente da Direcção da ACA, nos informou que tinha dois troféus para nos ofertar. Com esta notícia estava garantido o êxito do evento, pelo menos em termos de prémios. O semítico da ACA descansou mais um pouco e no final, com mais ofertas daqui mais ofertas dali, arranjaram-se prémios para todos…

E aqui está o Maranhão com toda a sua plenitude, a nossos pés. As primeiras tendas de campismo estão ali mesmo numa curva para a esquerda. São demasiado pequenas. Sentir-nos-íamos lá mal, pelo menos se dormissemos sozinhos… (devaneios de velhos….).

Mais uma curva e ali está a rapaziada. Estojos desarmados e peças a pouco e pouco sendo encaixadas no sítio certo. Mas os pesqueiros estão divididos em duas zonas. A nossa é mais à frente. Tanto melhor. Mais uns metros para nos deliciarmos com a generosidade deste mar de água salobra. Nem nos passava pela cabeça a quantidade de gente que aqui vem passar os fins-de-semana em contacto com algo tão natural como é a natureza.

 - Lá está… aquele é o Rasquete e ali está o Senhor Marcelino, então nós devemos ficar por perto.
E ficámos.

A categoria de um pescador conhece-se logo pelo equipamento que tem, pelo modo como sabe montar esse próprio equipamento e depois pela destreza que demonstra ao pescar. Quem tem duas canas, apregoa aos quatro ventos e demonstra por "a+b" que há dezassete anos que não pesca, não pode ser um bom pescador. Mas gosta de pescar. Lá isso gosta. Imagine-se que o tal que não pescava há dezassete anos levava ainda um engodo duma marca que dava pelo nome de “SORRAIA” que já deve ter desaparecido do mercado há muitos anos e batatas cozidas e pão amassado para pôr no anzol. Assim foi a sorte que teve…

Ainda bem que não eramos nós que estávamos nessa situação, era o gajo do pesqueiro nº15...

Arrumados os estojos, fazem-se os engodos e enquanto uns os peneiram

- É para que não fique mal amassado, meu caro amigo…

Outros não se dão a esse trabalho e vão controlando o tempo que falta: dez minutos antes das nove pode engodar-se.

Como não faltam dez para as nove mas sim são oito e meia há que cumprir uma parte do programa: fazer o reabastecimento sólido e líquido. Começa-se na nossa zona: Uma garrafa de Amarguinha e uma boleima da padaria. Quando chegam ao pé de nós a amarguinha está quase “vindimada”. Como não chega para todos do outro sector, opta-se por levar agora ainda boleima mas vinho em vez da aguardente. E lá vamos nós, não sem que o nosso companheiro de distribuição dê umas fatias de bolo a duas criancinhas enquanto olha disfarçadamente para as mães das ditas. Vamos de carro. O tempo urge. Se nos descuidamos não voltamos antes das 10 prás 9.

 - Domingos, Francisco, Luís, vamos a isto. Um Abreu Callado cai sempre bem a esta hora.

E houve quem bebesse e houve quem dissesse que se bebesse um “penalty” daqueles ficava já arrumado para o resto do dia. Voltámos com muito vinho e pouca boleima. O nosso companheiro de distribuição de sólidos e líquidos foi dar uns bocadinhos de boleima às mães das tais crianças – é claro que tinha de ser, era irrecusável…-  mas desta vez não olhou para as petizes….

E chegaram as dez para as nove e como que numa vingança que se quisesse ali afogar naquelas águas agitadas pelo vento, cada qual arremessou mãos cheias de engodo feito em bolas. E se calhar, naquele momento alguns até rezaram para que a pescaria lhe corresse de feição.

Entretanto já há algum tempo que chegara o Xico Alexandre que, por não estar inscrito, começara desde logo a pescar e…a apanhar.

 - Um bom pescador nem precisa de engodo. Quem sabe, sabe, dizia, este mesmo Xico Alexandre que mais tarde haveria de ir buscar o neto para lhe dar “uma lição de bem pescar em toda a barragem do Maranhão”. E então não é que o “puto” se convenceu que o avô sabia pescar? Ainda há crianças muito inocentes.

Passemos adiante, mais depressa que as longas quatro horas passaram. Pelo menos para nós. Com a mania de que o barulho do vento a passar no elástico esticado é música sagrada para os nossos ouvidos, dedicámo-nos à pesca das carpas, quando tudo se dedicava à pesca das tai “abletas” ou lá o que são aqueles peixinhos mixurucas…

Ao nosso lado, alguém se ia amanhando entremeando muitas “abletas” com algumas carpas. Nós ficámo-nos muito contentes com a música que três capríneos nos deram. Foi pouco, mas foi o que foi.

O vento moderado a forte, soprando de frente/lado esquerdo faz quanta força pode para nos contrariar. Um amigo ainda nos aventa:

 - Você leve aqui uma cana das minhas senão apanha aí uma sova de braços que nem se pode lamber…

Teimosos, podíamos não nos lambermos mas também não desistíamos. A muito custo chegou a uma da tarde. Pelo decorrer destas quatro horas lembrámo-nos da outra equipa que estava de serviço lá no Casão do Benfica. Um trio de luxo, dificilmente igualável: o Zé Luís no grelhador, o Fernandino nos pratos e o Zé Ramiro nos tomates. E que rica salada que eles fizeram! Cada qual tem a sua especialidade e a nós hoje calhou-nos “sofrer” a ver uma boia resistir heroicamente à força de um qualquer peixe que a quisesse afogar, afundando-a.

E veio a pesagem e sempre aquele perguntar de alguém mais esperançado:

 - Como é que estão as coisas para aquele lado. Há muito peixe? E o meu pai quanto é que apanhou?

 - O seu pai? Quem é o seu pai?

- O Vinagre..

 - A gente já vê.

 Ainda bem que se apanhavam peixes e não moscas…

As instruções eram claras: só se começaria a comer depois de chegar o último pescador. E assim foi.

Há quem diga que o almoço é o melhor de qualquer pescaria ou caçada. Não sei se o foi para todos mas efectivamente aqui a grande maioria dos presentes gostou de ter vindo.

Depois dum lauto almoço em que sobrou de tudo menos fome, procedeu-se à distribuição de lembranças. As tais que sendo poucas ao principio, acabaram ser em quantidade tal que ainda deu para sortear um prémio entre todos aqueles que participaram neste convívio. O feliz contemplado tinha o pesqueiro nº 10 e não fomos nós.

Para fim de festa as palavras elogiosas para a organização e a promessa de que quem veio a este I Convívio Piscatório da ACA quererá voltar para o 2º. Da parte da Organização a promessa de que para o não tudo fará para manter este nível e, se possível, demover da ideia de se ausentar quem queira partir lá para longe da nossa terra, para outros convívios de pesca.

Isso é que é importante!

 Como nota de rodapé, e antes de vos deixarmos algumas fotos deste evento da ACA, aqui ficam os nomes  daqueles que ofertaram os prémios:



ACA

AVISOURO

BIRRA

CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS

FERNANDINO LOPES – a)

FERNANDO MÁXIMO –a)

FRANCISCO ALEXANDRE

JOSÉ RAMIRO –a)

MARCELINO RODRIGUES –a)

SOPESCA


a)    – Directores da ACA



E aqui está o Maranhão com toda a sua plenitude

A categoria de um pescador conhece-se logo...


...um engodo duma marca que dava pelo nome de “SORRAIA”...


...batatas cozidas e pão amassado...


 - Domingos, Francisco, Luís, vamos a isto...

António Nunes - a concentração em pessoa...

João Venâncio - o representante de Benavila


 Raimundo, um dos representantes de Alcórrego que viria a ser o 2º classificado


 ...alguém se ia amanhando entremeando muitas “abletas” com algumas carpas.

...este mesmo Xico Alexandre que mais tarde haveria de ir buscar o neto para lhe dar “uma lição de bem pescar em toda a Barragem do Maranhão”.


Há quem diga que o almoço é o melhor de qualquer pescaria ou caçada...

...sobrou de tudo menos fome...

Agora segue-se uma galeria de fotografias sem legenda relativas aos pescadores do nosso concelho e segundo a ordem de classificação do mais bem classificado ao último...


















E FINALMENTE A HABITUAL FOTO DE FAMÍLIA COM QUASE TODOS OS INTERVENIENTES:
















sexta-feira, 10 de agosto de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXXI)


Foto da semana: uns bancos no mínimo esquisitos...


Na semana em que

Se soube que foi mais uma vez assaltado o “Monte do Charuto” – não me deram outro nome – tendo sido feita "limpeza” total, chegando ao cúmulo  de levarem todas as taças que um familiar pescador ali guardava mas não sem antes se terem livrado das partes de madeira das mesmas, só levando a “lata;

na semana em que

é já no Domingo  que a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural leva a efeito o seu I Convívio Piscatório a acontecer na zona da Carapeta da Albufeira do Maranhão;

na semana em que


no próximo sábado, ou seja já amanhã, o Grupo de Teatro “A Fantasia” de Ervedal leva à cena no Tanque Público da Fonte Nova, no Ervedal, um espectáculo e Teatro intitulado “Teatro ao Luar”;

na semana em que

 fiquei vários minutos a olhar para os bancos que alindam as imediações da Rotunda Célia Patinho, para ver se entendia a sua estética;

 Foto da semana

Eis que chega mais uma Cesta de Poesia

JOSÉ DA SILVA MÁXIMO diz-nos hoje o que gosta de fazer aos versos que vai escrevendo. E pensamos que faz muito bem se fizer como diz:



DESALENTO

Fazer veros e ofertá-los

Para quem os queira ler,

É melhor do que guardá-los

Na gaveta a apodrecer!



Se a escrever me satisfaço

Todos os dias escrevo

Porque são o meu enlevo

Os simples versos que faço!

Em todos ponho um pedaço

Do meu amor, ao criá-los,

Sei que depois ao deixá-los

Vai esse amor p’ra alguém,

Por conseguinte acho bem

Fazer versos e ofertá-los.



Quem gosta de poesia

E não tem habilidade,

Aceita bem de vontade

Os versos que outro cria;

Se é motivo de alegria

Os poemas receber,

Também a quem escrever

Lhe ocorre a ideia certa,

Dar seus versos por oferta

Para quem os queira ler.



Cada vez que o lápis pego

Com alguma inspiração,

Encontro rimas à mão

Logo as combino e emprego;

De contente as mãos esfrego

Fazer versos e rimá-los,

Escrever não me faz calos

Mas para não os „arrumar“,

Se tiver a quem os dar

É melhor do que guardá-los!



Tenho versos às centenas

Para não dizer milhares,

Como tantos similares

Esperando algum Mecenas!

Minhas posses são pequenas

P’ra mandar livros fazer,

Por isso escrevo a sofrer

Dia a dia constatando

Que os meus versos vão ficando

Na gaveta a apodrecer!