Através do Centro de Estudos de Filosofia da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, foi prestada homenagem a Mário Saa, sob a forma de colóquio denominado “ Mário Saa: Poeta e Pensador da Razão Matemática”. Os dias escolhidos foram 20 e 21 do corrente mês sendo que no dia 20, na Universidade Católica foram oradores (por ordem de intervenção) Nuno Júdice, João Rui de Sousa, André Carneiro, Elisabete Pereira e Filipe Themudo Barata, Joaquim Domingues, Américo Enes Monteiro, José Carlos Pereira, Pinharanda Gomes, António Braz Teixeira, Renato Epifânio e Manuel Cândido Pimentel.
No segundo dia o Colóquio descentralizou-se e trouxe até ao Ervedal, à Fundação Arquivo Paes Teles três experts em Mário Saa.
Joaquim João Lajeira, em representação do Conselho de Administração da Fundação, deu as boas vindas aos presentes e moderou o debate. Interveio primeiramente Manuel Cândido Pimentel, da Universidade Católica e grande responsável por este colóquio, que afirmou entre outras coisas:
-“ …a iniciativa estaria incompleta se não se viesse completar na casa de Mário Saa…”
- “…no primeiro dia arrancámos Mário Saa ao esquecimento…”
-“….fiz descobertas extraordinárias em relação a Mário Saa: ele tem uma estatura de gigante…”
- “…este homem, património desta freguesia e deste concelho, ultrapassou em muito os termos desta freguesia e deste concelho…”
Por sua vez, o Montargilense Manuel Patrício começou por endereçar um cumprimento especial ao seu amigo Ramiro Lopes, dos Amigos de Aviz, ali presente, pois que há muito se conhecem, desde os tempos do Liceu de Évora.
Manuel Patrício trazia o seu discurso esquematizado em diversas linhas força para poder comparar o pensamento de Mário Saa e de Nietzschhe. No entanto mais de metade do seu discurso ficou no papel por manifesta falta de tempo para se ler tudo.
Por fim, Filipe Themudo Barata fez uma abordagem de Mário Saa na óptica de um historiador, confessando que não conhecia muito bem a obra de Mário Saa, embora a partir de agora o ficasse a conhecer melhor. Afirmou ainda que “ é importante que homens como este não desapareçam do nosso Universo” e que “era aqui nesta sala a biblioteca de Mário Saa. Havia aqui estantes e estantes de livros e era interessante o modo como Mário Saa arrumava os seus livros.”
Seguiu-se um debate de perguntas e resposta tendo a determinada altura, Manuel Cândido Pimentel dito para o Professor Manuel Patrício:
- Somos capazes de ter visto dois Mários Saas diferentes…
Acabado o debate de ideias seguiu-se um pequeno lanche para retemperar forças.
Parece-nos que são de grande interesse estes debates, estes colóquios. Pena é que as pessoas se alheiem deles. Disseram-nos que o Colóquio em Lisboa teve como assistência os conferencistas convidados e no Ervedal pouco mais que isso. Aqui, tiremos-lhe os cinco elementos dos corpos sociais da Amigos do Concelho de Aviz - associação Cultural e ficava-se na mesma situação: conferencistas a falar para conferencistas ou membros ligados à organização.
Ainda não há muito tempo, eventos culturais no Ervedal eram sinónimos de “casa cheia”. Que é feito do bairrismo dos Ervedalenses? Será que morreu?
Para terminar uma palavra de apreço ao trabalho desenvolvido pela Elisabete Pereira e suas colaboradoras, na Fundação Arquivo Paes Teles. Continuem! Força! Bem-hajam!
Deixamos á vossa consideração alguns momentos do colóquio
Foto 1 - Joaquim João Lageira foi o anfitrião
Foto 2 - Manuel Cândido Pimentel da Universidade Católica introduziu o tema...
Foto 3 - Manuel Patrício, de Montagil, leu 1/10 do que trazia preparado...
Foto 4 - Filipe Themudo Barata, um homem da casa
Foto 5 - A assistência: tirem-lhe os elementos da ACA e vejam quem e quantos ficam...