quinta-feira, 30 de setembro de 2010

AO QUE NÓS HAVÍAMOS DE CHEGAR.....

Enquanto o fim-de-semana não chega, vamos lá ver e ouvir o que o Ministro das Finanças Suiço diz acerca do nosso país.
Carreguemos pois abaixo e vejamos com atenção:

terça-feira, 28 de setembro de 2010

SEXTA, SÁBADO, DOMINGO, SEGUNDA...UF!!! É DEMAIS...

Para um Alentejano nato foi difícil acompanhar estes últimos dias em Avis. Ora vejamos:

1 – Sexta-feira, 24:

No Jardim Público houve “Lua com palavras”, numa iniciativa da Biblioteca Municipal de Avis. A assistência foi razoável para ouvirem as contadoras de contos Professora Maria Antónia Oliveira, a doutora Paula Rasquete e o “novato” (nestas andanças, não na idade) Fernando Máximo. Os risos que se fizeram ouvir na plateia são sinal de que as pessoas gostaram e ficaram satisfeitas, pelo que ouviram de novo ou pelo que relembraram dos seus tempos de crianças.
Uma experiência a repetir.

           Foto 1 - "Os Contadores"

Foto 2 - Parte da assistência


2 - Sábado, 25

Na Fundação Paes Teles, em Ervedal, Maria Antónia Pires de Almeida lançou o seu Livro “Memórias alentejanas do Século XX”, numa iniciativa daquela Fundação e da Junta de Freguesia de Ervedal. A apresentação foi feita pelo Professor José Ramiro e, embora já tenhamos visto mais gente em eventos desta natureza ( o povo Ervedalense é muito bairrista), a sala encontrava-se, ainda assim, bem composta de público.



Foto 1 - A mesa: (José Ramiro, Margarida Luzia, Maria Antónia Pires de Almeida) e a assistência



2-A – Sábado 25

– Patente na Fundação Paes Teles encontra-se a decorrer até amanhã uma exposição fotográfica denominada “Pontos de Vista” do jovem mas credenciado fotógrafo Benavilense Ricardo Calhau que, em visita guiada e por palavras simples, explicou o significado daquela exposição que “DO CASTELO” aconselha vivamente a ser visitada. Parabéns ao Ricardo pela sua sensibilidade e saber em captar pormenores que passam despercebidos ao ser comum.




Foto 2 - Ricardo Calhau explica...

3 – Domingo, 26



Com início no Jardim Público comemorou-se o Dia Mundial do Coração com um programa deveras completo:



a) Medição dos níveis de glicemia pela Enfermeira Nídia, Presidente da Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis



b) Ginástica/dança aeróbica numa sessão dirigida por Dália Rasquete, exímia praticante desta modalidade, que serviu acima de tudo para “desenferrujar” os ossos…e se havia por lá “ferrugem”, Santo Deus…



c) Caminhada até ao Clube Náutico



d) Prelecção sobre a máquina que se chama “Coração”, pelo Professor Feliz, do Município de Avis. A reter das suas palavras: “Amar faz bem ao coração”. Posto isto, mãos à obra (isto já sou eu que digo e não o Prof Feliz…). No local, Clube Náutico, foi desenhado um coração ( algo doente…) por parte daqueles que integraram esta caminhada.



e) Regressados ao Jardim Público, foi feito outro coração humano – diga-se em abono da verdade muito mais bem conseguido do que o do Clube Náutico – e, depois da distribuição de informação escrita acerca do coração, cada um tomou o seu rumo, mais desempenado e mais conhecedor do que deve fazer para manter a “máquina” em pleno.

Foto 1 - ...quase tudo certinho...

Foto 2 - ...há sempre quem vá em sentido contrário...

Foto 3 - ...falando acerca do coração...
Foto 4 - ...o regresso...
Foto 5 - ...finalmente: um coração mais saudável...



4 - Segunda-feira, 27

Numa iniciativa da Biblioteca Municipal de Avis, realizou-se naquele espaço uma Sessão de Educação para a Saúde, sobre a temática da Diabetes, tendo sido oradora a Enfermeira Nídia, da Associação de Diabéticos de Avis, que ainda fez apresentação de alguns vídeos sobre este tema. Todos quanto assistiram ficaram devidamente elucidados sobre a doença e tiraram todas e quaisquer dúvidas que pudessem ter em dialogo directo com a prelectora.

Foto 1 - Assistindo á projecção de um vídeo sobre "O Pé Diabético".


Ora digam-me cá se isto não é “trabalho” demasiado.
Pena é que presentemente não seja tempo de eleições para nós vermos nestas iniciativas alguns dos ilustres políticos da nossa terra – muitos dos ilustres políticos da nossa terra, arriscar-me-ia a dizer…



segunda-feira, 27 de setembro de 2010

6ª JoRNADA

Marítimo 0 – Benfica 1


COENTRÃO não dá barraca
Bem defende e bem ataca
Com ele a bola desliza:
Num destes dias quaisquer
E se o “mister” o quiser
‘Inda o vemos na baliza…

Porto 2 – Olhanense 0


O Porto vence o Olhão
E pelo sim pelo não
Lá meteu o OTAMENDI:
No primeiro dia a jogar
Acaba já a marcar
…Isso é ca genti nã “entêndi”…!!!!!!

Sporting - 1 Nacional 1


Assobios em Alvalade
Mostra a ruim qualidade
Dum a equipa por inteiro:
P’ra que não volte a suceder
Corre o “ mister”a dizer:
Eu tenho um grande SALEIRO!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

CESTAS DE POESIA - (CXXXVIII)

Hoje, no dia em que às 21 hora no Jardim Público de Avis irá haver uma sessão de contos aberto a todo o público, em que chegamos à última sexta-feira de Setembro e à primeira sexta-feira do Outono, chegamos igualmente à última poesia do poeta JOSÉ JOAQUIM CONTENTE que durante várias semanas por aqui nos acompanhou.

É assim o último poema em décimas deste amigo que foi residente em Figueira e Barros mas que já nos deixou:


Pois esses cantores antigos
Hoje têm que me dar a vez
Eu vou-os pôr em perigo
Uma, duas até três


Desde que eu pensei no cante
Quero seguir sempre sem medo
Quero fazer o gosto ao dedo
Quero levar a minha avante
Noto os pontos num instante
Sem preciso dar volta aos livros
Acreditem meus amigos
Carapinha o cantor se chama
Já em tempos tiveram fama
Pois esses cantores antigos


A bandeira e o pendão
Que eu tinha antigamente
Hoje vive dos cantores ausente
Trago-a eu na minha mão
Dou-lhe toda a estimação
Estimado por um Português
Esse dito cantor Velez
Já morreu, não me atamanca
E a minha vontade é tanta
Hoje têm que me dar a vez


Acreditem, possam crer
Meu sentido não se muda
Hoje já não peço ajuda
Que eu já me sei defender
Passo a minha carta a ler
A esses que são aos fados queridos
Deixo-lhes os caminhos seguidos
P’ra se saberem colocar
Hoje têm que me desculpar
Eu vou-os pôr em perigo


Sou amante do fadinho
Dou-lhe toda a animação
Algum que tenha a impressão
Fica bêbado sem beber vinho
Tenho vedado o meu caminho
Multado já conto seis
Por mim que sou camponês
Minha multa não é singela
E queiram tomar cautela
Uma, duas até três

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

DE VOLTA?

Com o pedido de publicação, passamos a transcrever um comunicado que recebemos do ex-coordenador do ex-Grupo Concelhio de Avis do Projecto Limpar Portugal:

 Eco-amigos e Eco-amigas:
"Faz hoje precisamente seis meses que culminámos a nossa epopeia de limpar duas lixeiras em Avis. O êxito alcançado e o bem-estar com a nossa consciência foram razões mais que suficientes para rotularmos essa iniciativa de ESPECTACULAR! Ficou, desse tempo, a ideia de que este projecto não deveria sucumbir por aí, mas antes darmos-lhe novo ânimo com a realização, em 2011, de uma nova jornada de limpeza que englobasse agora outra ou outras freguesias. Porque penso que presentemente já temos muitas “portas abertas” tudo será mais fácil de concretizar. No entanto, a experiência diz-nos que tudo leva o seu tempo…dá as suas voltas.
Posto isto, e para não maçar mais, proponho que, como forma de assinalarmos o primeiro semestre após o “Dia L”, relancemos o nosso propósito de limpar mais um pouco do nosso concelho. Para isso talvez que seja bom o meu/minha amigo/a expressar a sua adesão a esta ideia no nosso sítio da Internet, (http://limparportugal.ning.com/group/avis?unfollow=1&xg_source=msg_com_group) para darmos o pontapé de saída.
Vamos a isto?
ECO-SAUDAÇÕES"
Fernando Máximo

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

5ª JORNADA

Benfica 2 Sporting 0

Diga o Benfica o que diga,
Cá no meu fraco entender,
Não vai à Taça da Liga
Com medo de lá perder…


Com as faixas de campeões
Benfica volta a brilhar,
Dando de novo lições
Na arte de bem jogar!


E os lagartos, coitadinhos
Que será deles agora,
C’o a cabeça nos buraquinhos
E os rabiosques de fora????....

Tremendo quais varas verdes
Com “cagufo” do Cardoso
Vão escrever nas paredes
“PERDER ASSIM É PENOSO…”



Nacional 0 – Porto 2


Este Porto que se vê
Tem força até mais não:
Ainda empurra o TGV
Só pára no Poceirão…


Tanto que o “Vilas” se gaba
Sem conseguir engolir:
O homem até já se baba
O homem nem sabe cuspir!

FEIRA FRANCA DE AVIS - COMO EU VI ...

Foto 1 -  ...o último sopro...
Foto 2 - ...o último golo de imperial...

Foto 3 - ...o último que foi à tropa e safou-se...

Foto 4 -...o último foguete...

domingo, 19 de setembro de 2010

ONTEM, NA FEIRA FRANCA HOUVE...

Foto 1 - Muita SUPER BOCK
Foto 2 - Alguma GEOLOGIA
Foto 3 -  PORCOS a mais ( foto obtida às 17h00)
Foto 4 -  Muito...GROOVE
Foto 5 - Muita e boa JUVENTUDE
Foto 6 - Muitos SANTOS e alguns PECADORES
Foto 7 - MAIS GENTE no concerto
Foto 8 - Muito REDEBULL...

sábado, 18 de setembro de 2010

Até reabrir a Feira...

Enquanto não recomeça a nossa Feira Franca, descontraia dando umas boas gargalhadas. Sabe como? Clicando em baixo:


Gostou?

ONTEM, NA FEIRA FRANCA, GOSTEI DISTO PORQUE...

Foto 1 -...tinha um ambiente calmo e acolhedor...

Foto 2 - ...este artesão de Valongo estava a trabalhar...ao vivo e a cores...
 
Foto 3 -...consegui captar um Sportinguista com olhos vermelhos...

Foto 4 - ...havia Cristos para todos os gostos e feitios...
Foto 5 -...a criancinha matou a curiosidade...
Foto 6 -...o "Chinês" de Estremoz não me queria deixar tirar a foto e acabou por ficar meu amigo...
Foto 7 -...a olaria é bonita...
Foto Nº 8 - ...porque o vinho da Fundaçãoé muit'a bom...
Foto Nº 9- ...o vinho Fonte d'Avis, da Figueira e Barros, é muit'a bom também...
Foto Nº 10 -... os Amigos de Aviz tinham, além de livros muito baratos, uns quadros muito giros...
Foto Nº 11- ...prevenir é importantíssimo
Foto Nº 12 - ...há sempre quem queira chegar mais alto

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

CESTAS DE POESIA - (CXXXVII)

No dia em que começa mais uma edição da Feira Franca de Avis, em que faz oito dias em que este escriba/adivinho assegurou aqui que no fim-de-semana passado começava a recuperação futebolística do Benfica – meu Deus como o gajo se enganou…- , em que Portugal  se endivida a um ritmo de 2,5 milhões de euros à hora (é obra!), temos então mais uma Cesta de Poesia, ainda por mais algum tempo com JOSÉ JOAQUIM CONTENTE, que residiu em Figueira e Barros.

Hoje trago-vos as seguintes décimas:

Nada serve o teu saber
Hoje neste lugar aqui
Estás-me tu a fazer ver
O que eu te faço ver a ti



Estás doente e estás perdido
Não faças mais clamor
Ao pé do teu superior
Canta e põe-te em sentido
Nunca sejas atrevido
Comigo te vires meter
Hás-de comigo aprender
A puxar obras que eu puxo
Eu, praça velha e tu galucho
Nada serve o teu saber

Eu digo e sempre direi
Nas cantorias do fado
Não ateimes que é escusado
Que nunca sabes o que eu sei
No estudo aonde eu estudei
Coisa igual ainda não vi
Já da tua boca ouvi
O fraco entender que mostras
Hás-de me pedir de mãos postas
Hoje neste lugar aqui

Tua ideia não conheceu
A ciência do meu dote
Eu dou-te o ponto do mote
Faz lá obras como eu
Ainda não me esqueceu
Nem me esquece até morrer
Tenho uma pasta em meu poder
Ninguém pode andar melhor
O que eu sabia de cor
Estás-me tu a fazer ver

O que me vem à recordação
Eu aqui te estou passando
P’ra te ficares de mim lembrando
Recebe esta lição
Cá na minha situação
Ainda nunca perdi
Ainda não descobri
Na volta do cantar
Está-me tu a ensinar
O que eu te faço ver a ti

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

PREPARATIVOS PARA A FEIRA FRANCA DE AVIS - ESTA MANHÃ

Foto 1 - Por aqui ficarão os "AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ - ASSOCIAÇÃO CULTURAL" - à entrada, p'ró lado esquerdo...

                                                     Foto 2 - Esta estrutura já está no ar...

                                                                    Foto 3 - Outro ângulo...

                                                         Foto 4 - Quase tudo a postos...

                                                   Foto 5 - Há quem trabalhe lá por cima...

          Foto 6 - ... e cá por baixo ...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A SENHORA MINISTRA DA SAÚDE

Hoje, a minha ida ao Hospital de S. João de Deus, em Montemor-o-Novo, nada mais seria que apenas mais uma viagem para consulta médica, se a Srª Ministra da Saúde não se encontrasse por lá de visita. À chegada, a minha entrada foi “barrada” por um simpático e delicado funcionário do Hospital que me disse que não poderia estacionar lá dentro mas que “podia ir deixar as senhoras e depois sair”. Assim fiz, entrei, atravessei o parque de estacionamento e saí para ir estacionar numa rua próxima. Até aqui não sabia o que se passava. Ao entrar a pé questionei o tal simpático funcionário da razão daquela restrição de estacionamento, pois se até havia, contrariamente ao que é habitual, vários espaços livres… Foi-me dito:

- Está cá a Ministra da Saúde em visita

Não sabia que era a Ministra mas que tinha de ser alguém “importante” já eu adivinhara dado os vários engravatados que se encontravam à entrada principal do Hospital, acompanhados de algumas damas cujos cabelos tinham passado há muito pouco tempo por mãos de cabeleireiras experientes.

Passada cerca de meia hora lá começou a sair aquele “pessoal” todo, mais os seus condutores, as sua máquinas acelerativas de últimos modelos e alguns sorrisos. Mas, curiosamente, aí um quarto de hora antes, uma senhora elegantíssima, estilo Barbie, saiu em cima de uns generosos saltos altos abanicando as suas excelsas glândulas mamárias ao compasso do seu bamboleante andar: troque…troque…troque.Fiquei na dúvida se o soutien não seria da "Molaflex"... Saiu, como dizia, e entrou só no carro a que o motorista, entretanto, tinha aberto a porta traseira direita. E lá foi, só e contente. (supõe-se). Um carro - uma viajante, maneira de poupar no erário público. Não cheguei a saber qual era o seu papel no meio daquilo tudo.

Mas voltemos aos “outros” que agora já estavam na rua. Depois de alguns beijinhos e abraços a caravana lá se desfez, sendo que a Senhora Ministra até abriu o vidro da sua viatura e fez um adeus com o braço, qual Rainha de Inglaterra (não confundir com o Pinto Monteiro). Nesta altura é que foram elas! Pois bem se se diz que “A voz do povo é a voz de Deus” oiçam uma pequeníssima súmula daquilo que estes meus macerados ouvidos escutaram antes, durante e depois  da passagem da Senhora Ministra, não necessariamente por esta ordem:

- Os carros destes gajos são iguais aos dos ciganos: tudo carros grandes!

- E eles não são ciganos? Alguns são ainda piores…

- Olha, lá andam eles com os nossos carros. Sim que nós é que pagamos os impostos para eles passearem à nossa custa!

- Ela devia era ter vindo visitar a parte velha do Hospital, A nova está em boas condições. Devia vir aqui a esta parte, ver as casas de banho…e o resto...

- Olha para isto, se fosse um de nós não podia aqui estacionar que impedia a entrada dos doentes. Estes gajos fazem tudo…

- Estes gajos fazem tudo o que querem e ainda lhes sobra muito tempo…

- E nós a pagar para isto tudo…

- Vocês sabem o que é que a Ministra cá veio fazer? Olhem:  veio “inaugurar” uma Unidade de Cuidados Continuados que já está a trabalhar há um ano…

- Nenhum desses gajos e gajas está a ganhar menos de 200 contos por mês…

- Aquele da gravata encarnada, calhando, está dando uma entrevista para algum jornal…

- O Salazar morreu na miséria e deixou os cofres da nação cheios de dinheiro, estes gajos estão lá quatro anos e saem de lá cheios e deixam os cofres cada vez mais vazios…

- Olha a Ministra a fazer adeus e a gente a rir-se para ela. Até parece que vivemos todos muito felizes…

Meus amigos isto foi o que eu ouvi e aquilo que consegui tirar apontamentos. Assim mesmo, sem tirar nem pôr. Mais comentários houve mas como compreenderão não os consegui passar para o papel e já se me varreram.

Para terminar só uma coisa: Ó Srª Ministra da Saúde, se souber que dizem estas coisas de si e dos seus muitos acompanhantes, não leve a mal. São coisas do povo. Sabe que mais? Se fosse eu o Ministro da Saúde em vez da Senhora, era precisamente a mesma coisa…

Valha-nos Deus com estas gentes!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

JÁ CHEIRA À "FÊRA"

Livro 1 - A 10,00€ durante a Feira Franca, no stand dos Amigos de Aviz

Livro 2 - A 15,00€ no mesmo local - (20,00€ o conjunto)

É verdade que começa a “cheirar” a Feira que se realiza no próximo fim-de-semana.. No recinto da dita já se vislumbram algumas movimentações, a “praça de touros” junto à rotunda da fonte já está em pé. Sinais evidentes que a nossa Fêra Franca se aproxima.

Ao que consta, a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural irá ter, de novo, o seu já habitual espaço “Há Livros na Feira” com algumas dezenas de livros a preços que vão desde os 0,20€ (leu bem, 0,20€ - vinte cêntimos).

De destacar a venda, naquele espaço, de dois livros da autoria de Maria Antónia Pires de Almeida. Esta doutorada em História Moderna e Contemporânea pelo ISCTE, embora nascida em Lisboa tem fortes laços que a ligam a Avis. Estudou profundamente a temática relacionada com a Reforma Agrária no Alentejo dando especial atenção ao que se passou no concelho de Avis.

Sobre este assunto lançou em 2006 o livro “A Revolução no Alentejo - Memória e Trauma da Reforma Agrária em Avis” onde “analisa as motivações dos autores do movimento da Reforma Agrária” e está a lançar neste preciso momento “Memórias Alentejanas do Sec. XX” onde “reúne uma série de entrevistas realizadas com o objectivo de estudar o processo da Reforma Agrária que se iniciou no Sul de Portugal no final de 1 974, nalguns casos, por duas décadas.”

Se no primeiro existem nomes explícitos que muitos de nós conhecemos, já no segundo os nomes não são apresentados mas, os mais “velhotes” facilmente identificam cenas ou pessoas que protagonizaram determinadas cenas, que me escuso de aqui referir porque lendo o livro tudo se torna muito mais claro.

Ao que “DO CASTELO” conseguiu apurar estes dois livros estarão à venda respectivamente por 10€ (Livro 1) e 15€ (Livro 2), sendo que quem comprar os dois os poderá levar pelo preço único de 20€ o conjunto.

Posto isto só há que esperar pela sexta-feira e dirigirem-se ao pavilhão dos Amigos de Aviz para verem e comprarem estes livros novos e outros um pouco já menos novos mas que não é por esse motivo que deixam de ser livros.

Boa Feira e bons negócios para todos.

sábado, 11 de setembro de 2010

4ª JORNADA

GUIMARÃES 2 – BENFICA 1


Um árbitro mal formado
Que se fartou de roubar,
Deixou o Benfica entalado
Não o deixando ganhar


Uma grande roubalheira
Foi aquilo que se viu
Árbitros desta craveira
Vão p’rá puta que os pariu…

Sporting 0 – Olhanense 0


O Leão está bem calado
Pois o árbitro André Gralha
“Viu” o Patrício empurrado
Apitando, assim, ao calha…

Porto 3 – Braga 2

Ganhou quem eu não queria
- Futebol Clube do Porto -
Um clube donde eu não seria
Nem mesmo depois de morto….

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

CESTAS DE POESIA (CXXXVI)

Um dia passado sobre a muito tardia demissão de Carlos Queirós de seleccionador nacional; no dia em que o Benfica enceta a recuperação gloriosa que o levará a consagrar-se, pelo segundo ano consecutivo, campeão nacional; a faltar um dia para a comemoração de mais um 11 de Setembro de triste memória, eis que é de novo sexta-feira e como tal dia de “Cestas de Poesia”.

JOSÉ JOAQUIM CONTENTE , que residiu e faleceu em Figueira e Barros, continua a dar a sua prestação a esta rubrica por mais alguns tempos. Hoje reza assim a sua poesia fazendo alusão a um período menos bom do seu patrão, que mal dava de comer ao gado. Ora leiam com atenção esta acirrada crítica:

O gado do meu patrão
O gado do meu patrão
O gado do meu patrão
O gado do meu patrão

Já tirei um a experiência
Trazem uma fraqueza enorme
Anda tudo a cair com fome
Até é uma consciência
É preciso muita paciência
P’ra levar isto na direcção
Caem as parelhas para o chão
Ficam com a pele magoada
Trazem a boca vedada
O gado do meu patrão

Ovelhas e carneiros
Anda tudo a cair
Andam os porcos a grunhir
Atrás dos ganadeiros
Não tem nada nos celeiros
P’ra lhe dar de comer à mão
Todos se queixam com razão
Ele nenhum quer acreditar
Dá ao mundo que falar
O gado do meu patrão

Andam os bois cansados
Até os ganhões têm medo
Andam a cair no rego
Mas ele não lhe dá cuidados
Não quer saber dos gados
Isso é uma feia acção
Todos fazem mangação
De andar tudo a passar mal
Deixa fama em Portugal
O gado do meu patrão

Comem uma ração forte
Farelos com alfarrobas
A comer parecem lobas
P’ra ver se salvam a morte
Juro pela minha boa sorte
Faço uma relação
Sou português de nação
Digo e falo a verdade
Dá choque e piedade
O gado do meu patrão

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

REFLEXÕES CRÓNICAS

3 – A P.D.I.



Olho-me ao espelho e não gosto do que vejo. Retiro uma fotografia da carteira e observo-a. Depois, perplexo, olho de novo para o espelho. Penso não ser a mesma pessoa mas é. Sou eu. Não pode ser! Não sou! …mas sou. A foto exibe um moço imberbe onde a barba rala despontava com fraca intensidade. Esguio, de formas quase rectilíneas, ali estava eu então com vinte anos aquando da minha chegada a Avis. As laranjeiras da Machado Santos eram da minha altura e algumas mais baixas. As laranjeiras cresceram e eu decresci. Da foto e da imagem reflectida no espelho apenas reconheço a barba: continua rala embora branqueada. A exagerada proeminência abdominal faz-me fechar os olhos e retirar-lhe (à proeminência e ao meu todo) quarenta anos. De olhos fechados reconheço-me na foto como me reconheço de olhos abertos. No espelho não me reconheço. Sou eu mas não quero ser. Estou em crer que se os excessos gordurosos dos homens e das mulheres em vez de se concentrarem respectivamente na barriga e nas nádegas (ou ancas, se preferirem) se concentrassem nas pálpebras haveria mais cuidado para não se chegar a estes casos quase mórbidos de gordura. Não acham que tenho razão? Ora imaginem só.
Mas deixemos isso e voltemos ao espelho: as rugas não estavam no retrato. Não, não estavam. Mau!, se calhar já lá estavam mas eu não as via. Aos poucos, foram vincando a sua existência, de mansinho como se não fosse nada com elas. E agora aí estão a desfigurar umas feições que, ao tempo da fotografia até não eram nada de deitar fora, no dizer de certas meninas da e à época. Já há minutos que estou nesta luta entre o que fui e o que sou. Dói-me uma perna. A do lado direito. Ao tempo da foto, conseguiria estar uma hora em sentido, no tempo da tropa. Agora é tudo uma porcaria. Desgostoso tento descobrir algo que ainda me permita gostar de mim. O cabelo. É isso. Ainda tenho bastante cabelo, apesar da idade. Olho a foto: eram pretos. Olho o espelho: são brancos e menos. Mas são! Ah! Outra diferença: a marrafinha que era do lado esquerdo ao tempo da foto é agora do lado direito, ao tempo do espelho. Mudou de sítio por causa de um maldito “remoinho” que havia do lado esquerdo. Diziam que era por eu ser ruim. A mudança resultou: o remoinho desapareceu e eu fiquei melhor. Não sei. Se calhar fiquei. E o relógio também mudou para o braço direito. Mas isso é uma mariquice como outra qualquer. Coisas de velhos…


Não sei porque me assaltam todas estas dúvidas. Àh! Já sei: lembrei-me agora. Há dias passou uma “modelito” na rua e, mais em estilo de brincadeira do que qualquer outra coisa, atirei-lhe um piropo daqueles que se “atiravam” quando não havia Net em MSM. O meu colega de ocasião, olhou-me de soslaio e disse apenas:


- Ó pá, tu já estás mas é apanhado de todo. Isso deve ser da PDI


-É de quê?, indago sem perceber patavina


- Da PDI pá, da Porra Da Idade


E o pior é que o meu amigo tinha razão. Era mesmo da PDI.


A P.D.I. apenas tem uma vantagem: quem nos lê e acredita em nós diz que somos sábios, que sabemos muito. Quem nos lê e não gosta do que escrevemos, diz que somos parvos e que isto já é da idade…

Enfim, são simpáticos connosco...com a terceira idade...

08 de setembro de 2010

domingo, 5 de setembro de 2010

VAMOS À PESCA




A pesca é um desporto relaxante e anti-stressante, até quando a linha se enrola formando um novelo dificílimo de desenlear ou o anzol prende onde não deve: quando estas situações se resolvem, só quem as não viveu não sabe o  alívio que se sente após a sua resolução... A contemplação das águas da Barragem do Maranhão, à espera que um peixe pique, é uma das sensações mais calmas que se podem ter. Pelo menos é essa sensação que eu guardo dos tempos em que fui pescador. Não grande pescador, mas fui. A carpa maior que consegui “sacar” tinha cinco quilos, possuo registos dela e garanto-vos que não sou mentiroso.

Um povo à beira-água plantado, como o é o povo de Avis, tem amiudadas vezes oportunidade de organizar concursos de pesca que mais não são que convívios de sã camaradagem. Cabe mais uma vez a iniciativa dum evento desta natureza ao Clube de Futebol “OS AVISENSES”, que levam a efeito no próximo dia 19 de Setembro o seu “3º Convívio Piscatório”, integrado no programa da Feira Franca de Avis e cujas condições de participação bem como os respectivos horários podem ser conferidos no cartaz acima (clique na imagem para aumentar).

Acerca da pesca, permitam-me que vos dê a conhecer uns versos da autoria de JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, grande poeta popular residente em Santo António das Areias (Marvão) e inserido no seu livro “Os versos que eu fiz”, editado em 1 988. Também ele foi pescador, aqui no Maranhão e noutros tempos nas águas do Guadiana, apanhando barbos grandes e à mão entre as raízes dos salgueiros na zona de Juromenha.


AO PESCADOR

Em cima duma tripeça
Horas a fio sentado
À espera que apareça
Algum peixinho esfaimado!...

Gosto de pescar à cana
Sem que isso me aborreça
Ao menos ao fim-de-semana
Anseio que tal aconteça!...
Com calminha, sem ter pressa,
Dá para me divertir,
Passo o tempo sem sentir,
Em cima duma tripeça!...

Primeiro, preparo o engodo,
Previamente comprado,
Não lho posso deitar todo,
Para se não dar acabado!...
Lanço a cana com cuidado,
Fica a bóia a flutuar.
E sou capaz de aguentar,
Horas a fio sentado!...

Quando o peixe dá o toque,
Faz com que a bóia estremeça.
Logo com um esticão forte,
O anzol lhe prega a peça!...
Sempre que me aconteça,
De ver a bóia abalar,
Começo o fio a enrolar,
À espera que apareça!...

Sempre o carreto enrolando
E o fio bem esticado,
Se o peixe está puxando,
Eu fico todo esperançado!...
Se ele estiver bem ferrado,
E o anzol aguentando,
É natural que vá tirando
Algum peixinho esfaimado!...

José da Silva Máximo

Depois desta "pescaria poética", resta-me convidá-los a inscreverem-se no 3º Convívio Piscatório do Clube de Futebol “Os Avisenses” e, quem sabe, depois de uma boa jornada de pesca, também você, caro(a) leitor(a), tenha uns versos para me entregar…
Quem sabe….

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

CESTAS DE POESIA (CXXXV)

Hoje, dia 3 de Setembro em que:

a) - Começou a 34ª Festa do Avante

b) – Portugal foi afastado do Campeonato da Europa em Futebol, categoria de sub-21

c) – Em que a selecção “A” empatou mal e porcamente com o Chipre no 1º jogo de apuramento para o campeonato europeu de 2012

d) – No dia em que fiquei agradavelmente surpreendido com a Justiça Portuguesa por ter considerado CULPADOS 6 dos 7 arguidos no Caso Casa Pia,

Chega até nós mais uma Cesta de Poesia, ainda com obra de JOSÉ JOAQUIM CONTENTE, o ZÉ CARAPINHA, de Figueira e Barros. O que reservei para vós é o seguinte (para descontrair):

O dez tem a mania
O vinte a impressão
O trinta não ouvia
O quarenta a dar lição

Número um canta comigo
Convida o dois também
O três não lhe convém
Quatro não está resolvido
O cinco muito atrevido
Diz p’ró seis que não sabia
O sete quer ser rufia
O oito está desgostoso
E o nove está teimoso
O dez tem a mania

Número onze não consente
O doze a cantar o fado
O treze já está zangado
E o catorze não está contente
O quinze fala lindamente
Para o dezasseis com atenção
O dezassete faz mangação
Do dezoito que está a cantar
E o dezanove quer ganhar
O vinte tem a impressão

O vinte e um quer vencer
O vinte e dois no combate
Vinte e três quer ter arte
E vinte e quatro não quer perder
Vinte e cinco se veio meter
Vinte e seis teve alegria
Vinte e sete com valentia
Do vinte e oito faz pouco
Vinte e nove chama parvo e mouco
Ao trinta que não ouvia

Trinta e um estava cantando
Trinta e dois toca guitarra
Trinta e três quer ser barra
Trinta e quatro estava escutando
Trinta e cinco detrás falando
Trinta e seis segue a direcção
Trinta e sete arma em revolução
Trinta e oito o mesmo diz
O trinta e nove aprendiz
O quarenta a dar lição