Palavras à Lua: Marta Alexandre recriando a lenda da Moura do Poço da Fradina...ou seria a do Lobisomem Benjamim, residente que foi em Avis ainda não há muitas décadas?...
Na semana em que
voltou hoje mesmo ao Jardim Público de Avis,
com a presença de Marta Alexandre, o único elemento dos três convidados que
estiveram presentes, - João Moreira e Francisca Almeida não compareceram - mais
uma sessão de “Palavras à Lua”, uma iniciativa do Município de Avis que
organizou um serão diferente ouvindo contos ao luar;
FOTO DA SEMANA
na semana em que
Não me causou mossa nenhuma o facto de ter
sido interceptado pela mega-operação Stop que a GNR hoje montou em Avis, aplaudindo estas iniciativas com a mesma sinceridade com repudio as máquinas de caçar multas por excessos de velocidades - por ser à traição...;
na semana em que
a água consumida nas freguesias de Avis,
Benavila e Alcórrego passou a ser da captada no nosso concelho, devido ao facto
da fornecida pela Águas do Norte Alentejano não garantir a necessária
qualidade;
na semana em que
se despede mais um Verão, já que amanhã mesmo
se iniciará o Outono que, segundo se prevê, irá trazer alguma precipitação já
no próximo Domingo;
Eis que chega mais uma Cesta de Poesia:
Dado que, como se disse amanhã mesmo irá
iniciar-se o Outono, então nada melhor do que deixar-vos hoje umas Décimas que
falam precisamente de Outono, ainda da Autoria desse grande poeta popular que
se chama JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, natural de Ponte Velha, Marvão e residente em
Santo António das Areias:
OUTONO
Cai
a folha da figueira
Num
bailado estranho e lindo
Também
eu em que não queira
Pouco
a puco vou caindo
Quando
o Outono aparece
Com
uma capa de bom,
Os
campos mudam de tom
O
que é verde amarelece;
É
sempre assim que acontece
Nem
será de outra maneira,
Com
o Inverno à sua beira
Dá-se
a mudança de clima
O
frio vem lá de cima
Cai
a folha da figueira.
Basta
uma simples aragem
Embalar
o ramo esguio
Horas
e dias a fio
Para
deslocar a folhagem;
É
de tristeza a imagem
A
que vamos assistindo,
Vendo
as folhas ir caindo
Uma
a uma, lentamente,
Ir
p’ró chão suavemente
Num
bailado estranho e lindo.
É
no Reino vegetal
Que
o fenómeno é repetido,
Todo
o vigor é perdido
E
recuperado afinal;
É
benesse sem igual
Ano
a ano, a vida inteira
Mas
na hora derradeira
Já
não será bem assim,
Tudo
o que nasce tem fim
Também
eu em que não queria!
É
o chão que tudo cria
O
chão onde tudo cai;
É
p’ro chão que tudo vai
Se
a vida acabar um dia;
Em
contraste e ironia
Do
chão se vai subsistindo,
Vamos
aos poucos subindo
Até
o cume atingir,
Eu,
sem poder mais subir
Pouco
a pouco vou caindo!

