sábado, 19 de setembro de 2009

A FEIRA FRANCA VISTA POR MIM (EM 18 DE SETEMBRO)

Foto 1 - Matando "a malvada"
Foto 2 - Qual é a tua, ó MEO?

Foto 3 - Um Benfiquista com alma nova

Foto 4 - Bonecos e bonecas

Foto 5 - Não parece mas é um bolo...de Benavila!

Foto 6- Fantasias infantis

Foto 7 - O Stand mais fotogénico!

Foto 8 - Do outro lado da bilheteira

Foto 9 - o "nosso" Alferes...meditando

Foto 10 - João Guilherme - Um artesão "dinossauro"


Foto 11 - Gente muito gira...com frio

Foto 12 - João Carrilho - Outro artesão (dinossauro) por entre a sua obra












sexta-feira, 18 de setembro de 2009

CESTAS DE POESIA ( LXXXVI)

Nesta sexta-feira em que começa mais uma edição da Feira Franca de Avis; nesta sexta-feira em que já choveu para fazer jus ao que se diz de que a Feira Franca de Avis é muito amiga de água; nesta sexta-feira em que a Associação de Diabéticos de Avis organiza mais um colóquio no Auditório Ary dos Santos, é nesta sexta-feira com tons outonais que vos trago às Cestas de Poesia mais um trabalho da autoria de JOÃO MARTINS VILELA, de Benavila.
Apreciem:


Tu é que és o Rodrigo
O tal que cantava o fado
Eu gosto de falar contigo
Porque nunca te vejo atrapalhado


És um homem analfabeto
Mas muito inteligente
Tu conquistas toda a gente
Com esse teu caminho certo
Poucos te conhecem de perto
Isto fica para comigo
Nas horas várias do perigo
Tu é que vences as batalhas
Ganhas sempre muitas medalhas
Porque tu é que és o Rodrigo

Eras muito rapaz novo
Quando te meteste na poesia
Com essa tua simpatia
Acarinhas o nosso povo
Agora neste mundo novo
Fica o teu nome gravado
És por todos estimado
Com esse teu grande talento
Faz obras de afundamento
O tal que cantava o fado

Dos poetas tem saudade
Essa tua vida inteira
Eles deixam-te uma bandeira
À tua curiosidade
Nessa velha mocidade
O Jaime foi teu amigo
E agora por bem te digo
E também o Antão
Quando calha a ocasião
Eu gosto de falar contigo

Já vais a estar velhote
Está-se-te o tempo a passar
Estou-me agora a alembrar
Quando pegavas no mote
Davas sempre “bigote”
E nunca foste mal tratado
No teu livro fica arquivado
O nome de todos os cantores
E és para isso que fores
Porque nunca te vejo atrapalhado

AUTOR: JOÃO MARTINS VILELA/BENAVILA (Feito em 2001)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

FORAM OS SEGUNDOS!!!


É verdade: chegaram os segundos.
Ontem “poisaram” na minha caixa de correio os panfletos da CDU. Avis está bem representado já que dos cinco elementos que representam o distrito na candidatura da CDU ao círculo eleitoral de Portalegre, três têm laços profundos com Avis, quer por naturalidade quer por razões de emprego: António José Faria de Paula Campos (mandatário), Joaquim Manuel Nunes Lopes e António José Lopes Carreiras.
Assim à primeira vista parece-me que há aqui um piscar de olho da CDU ao PS, um querer dar uma ajudinha… Vejamos, a CDU diz agora nestas eleições para a Assembleia da República, numa altura em que quem está no poder é o PS:
"Ruptura e mudança Sim, é possível uma vida melhor!"
Então não será que para as autárquicas em Avis o PS local possa pegar neste slogan e aplicá-lo aqui em Avis numa altura em que quem por cá está no poder é a CDU?
O Camarada Jerónimo parece-me mal de gravata. Confesso que não gosto de o ver assim: traz um acessório que não lhe fica bem, um símbolo do capitalismo desenfreado e opressor. Gosto mais de o ver de mangas arregaçadas, em ar de trabalho. Em conversa privada, na minha sala disse-lho e ele retorquiu-me:
- Sabes camarada? A gravata representa a opressão do capitalismo sobre o povo trabalhador, o modo como o capital asfixia os mais necessitados, os mais pobres, os que dia a dia lutam pela sobrevivência. Quando a tiro sinto um alívio tal, uma sensação de liberdade tão grande, que me permite redobrar as forças, arregaçar então as mangas para continuar a luta a favor dos mais pobres, dos trabalhadores do meu país, dos mais necessitados, dos excluidos da sociedade. ´Tás a compreender, camarada?
Entretanto na minha música de fundo acabara de cantar o “Avante Camarada!” que por uma questão de cortesia pusera a tocar e que é tão do agrado do meu visitante.
Mudei a cassete e para já fico a aguardar pela próxima visita do Jóminho (é assim que o trato em privado) para esclarecermos aquela situação dos slogans e, quem sabe, se eu ainda não tiver encontrado o meu sentido de voto, me convencer a votar nele…

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A ANGÚSTIA DO "NINHO ABANDONADO"

Há adolescências difíceis e há adolescências muito difíceis. Para tentar ultrapassar o chamado “conflito de gerações” há quem (eu, por exemplo) se tente defender, lendo tudo que à dita idade diz respeito para ver se encontra maneira eficiente de tratar as divergências que são explícitas. E há quem lhe aconteça (como a mim) assim a modos como quando a gente lê as bulas dos medicamentos e todos os efeitos secundários se aplicam ao nosso caso. É tenebroso! Passo a descrever parte de um dos tais textos de que por vezes me socorro, publicado nas páginas 22 e 23 da Revista Farmácia/Saúde Nº 65, de Fevereiro de 2002. Apesar do tempo decorrido continua bastante actual:
A adolescência é uma fase difícil da vida. Para os próprios adolescentes, que se sentem confusos no seu novo papel e tendem a desafiar a autoridade paterna. E para os pais, muitas vezes incapazes de aceitar que os filhos se estão a tornar adultos. É quanto basta para se instalar na família o chamado conflito de gerações. Comunicação é a palavra-chave para vencer a crise.
As respostas tortas são o primeiro sinal de que os adolescentes estão a crescer, à procura do seu próprio caminho. Desafiar a autoridade paterna, quanto mais não seja contrariando verbalmente as decisões de pai e mãe, é a forma que os adolescentes encontram de se tentarem afirmar como indivíduos. É uma forma natural, apesar de perturbar o ambiente familiar e de deixar pai e mãe à beira de um ataque de nervos.
…nesses confrontos há uma frase repetida à exaustão pelos adolescentes: “Já não tenho idade para…”…e quando confrontados com as consequências, também têm uma resposta invariável: “ O problema é meu”…

Penso que isto retrata o padrão de um(a) adolescente. Haverá quem pense ou queira pensar que consigo nada disto se passa ou passou, mas se calhar é porque não querem ver bem as coisas…
Um dia - há sempre um dia destes para quem vive longe dos grandes centros civilizacionais - os(as) adolescentes têm que abandonar a casa paterna e rumar a novos destinos. À primeira vista poderia pensar-se que era uma solução de resolver o problema. No entanto não o é. Mas estou em crer que o vazio que se sente é bem maior para quem fica do que para quem parte. Para esses é o libertar de uma corrente correctora, é um afirmar de um mundo a sós, sem "cotas" a chatear. Mas quem fica, fica em permanente angústia: a comida enrola-se na boca, não vai para baixo. O estômago parece que tem um enorme buraco, ou será um novelo? Os dias custam a passar…nunca mais é sexta-feira! O quarto está vazio e cria-se uma estranha sensação que auto-denominei de “ninho abandonado”. Ficamos tristes, amargurados e o chorar poderá aliviar mas não resolve o problema. Chegamos a ter imensas saudades das tais respostas tortas…
Amiga R., o meu ninho já ficou vazio.
Ficou-o no passado dia 7 deste mês. Só eu sei como tenho passado!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

FORAM OS PRIMEIROS!

José Sócrates e Miranda Calha foram os primeiros a chegarem à minha caixa de correio. Foram os primeiros de uma longa série de gente que sempre por alturas de eleições me visita. Podem não saber que eu existo durante anos inteiros, mas nestas alturas sempre se lembram de mim. Eles e os outros que sei devem estar por aí a chegar, nunca se esquecem de mim nestas alturas. Mas eu valho tão pouco…um voto, é o que eu valho. Para quê tanto incómodo? Mas, repito, efectivamente estes foram os primeiros.
Dali (da caixa de correio) transitaram para a minha sala de estar e mantive com eles uma viva conversa. Se do Sr. Engenheiro não tinha saudades nenhumas porque ele todos os dias me entra pela casa dentro através da televisão e me dá “contas” do que vai e não vai fazendo, já do Dr. Calha as coisas eram diferentes. Confesso que tinha saudades dele. Este como que se eclipsa. Apareceu-me agora e tinha-o visto nas últimas eleições quando o Sr. Engenheiro proclamava o seu discurso de vitória na varanda dum hotel e, curiosamente, posicionado bem perto dele. Ah!, minto: veio-me agora à ideia que o vi aquando da reabertura do Mosteiro de Flor da Rosa, este Verão. Na Assembleia da República não me lembro de alguma vez o ter visto discursar. Referi-lhe isso e ele contrapôs-me:
-Sabes, rapaz? O meu papel não é mediático. O meu papel é mais na sombra em defesa das populações do nosso distrito que depositaram em mim a árdua missão de os representar. Só em defesa da Barragem do Pisão, nem tu sabes quantos meses, quantas noites eu tenho perdido…
Tocaram-me à campainha da porta, saí e esqueci-me de acabar a conversa com este “camarada”. Quando regressei já era tarde. Mas ele de certeza que ainda me vai aparecer de novo cá por casa este mês…nem que seja para me catrapiscar o olho! Nessa altura acabarei a conversa com ele e, quem sabe, se ainda não tiver definido o meu sentido de voto, quem sabe me convença...

domingo, 13 de setembro de 2009

AVIS EM ALTA (x+2)

Foto: "O GAIATO declamando uma das suas poesias"
MANUEL DOMINGOS RODRIGUES, “O GAIATO”, foi um dos dois representantes do concelho de Avis presentes no IV Encontro de Poetas Populares realizado ontem em Évora, na Sede da Sociedade Recreativa e Dramática Eborense (antiga Mocidade), integrado nas celebrações do 112º aniversário daquela colectividade.
Na imagem, “O Gaiato” declamando uma das suas poesias.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

CESTAS DE POESIA (LXXXV)

Damos hoje a conhecer mais um trabalho do nosso amigo Benavilense JOÃO MARTINS VILELA.
É este o trabalho escolhido para esta sexta-feira, dia de Cestas de Poesia:


Mote:
Eu não sei o que sou
E não sei o que venho a ser
Porque o fado é nosso avô
Não o consigo compreender

Quando era pequenino
Fui um dia de madrugada
O encontro de uma estrada
Onde estava o meu destino
Do que vi eu imagino
O fascismo massacrou
Ele nunca perdoou
A pobreza afinal
Mas digo-me onde está o mal
Eu não sei o que sou

Tinha seis anos de idade
Quando fui ajudar o gado
Mal podia com o cajado
E que não me ficou de saudade
Mas com a minha curiosidade
Passo a vida a sofrer
Eu nunca aprendi a ler
Porque não pude ir à escola
Para gente da minha bitola
Eu não sei o que vem a ser

Se a esquerda se unir
Somos capaz de vencer
Não haver mais sofrer
Nunca mais se repetir
E que já não venhamos a sentir
O tempo que já passou
O pobre sempre gostou
De viver na solidão
Acabar com a escravidão
Porque o fado é nosso avô

Ficou na história gravado
O vinte e cinco de Abril
Ele não sabe repetil
O que lhe foi conquistado
Deixou o povo desorientado
As contas querem fazer
Alguns não entenderem
E diz que nunca as farão
Eu sendo da mesma geração
Não consigo compreender

AUTOR: JOÃO MARTINS VILELA/BENAVILA ( Feito em 2001)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

CESTAS DE POESIA ( LXXXIV )

Foto: João Martins Vilela é um homem simples que sente orgulho nas “obras” que faz.

Não me lembro de ao longo destas já longas "Cestas de Poesia", por aqui ter trazido algum poeta popular de Benavila. Pois os meses de Setembro e Outubro vão ser preenchidos com décimas do amigo JOÃO MARTINS VILELA, residente e nascido em Benavila a 23 de Outubro de 1930.
João Martins Vilela é um homem simples que sente orgulho nas “obras” que faz. Brilham-lhe os olhos de entusiasmo quando fala dos seus trabalhos poéticos. E diz-me:

- Olhe que nunca faço poesia para “descadeirar” em ninguém. Só para dizer bem, para engrandecer. Só uma vez é que tive que “descadeirar” num, porque ele me fez umas quadras ofensivas e eu tive que me defender.
Vamos ver que efectivamente assim o é, à medida que for sendo publicado aquilo que consegui recolher junto deste poeta amigo.
Passemos então ao primeiro trabalho de quarenta pontos que foi dedicado ao Sr. Manuel Dionísio:

Mote:

Ó Manuel Dionísio
És um bom caçador
Tens tudo quanto é preciso
Eu dou-te muito valor

Quando vais caçar
É com uma grande opinião
Levas sempre o teu cão
Para a caça te levantar
Começas a “pinsar”
E com muito juízo
Nesse grande paraíso
Já se levantou um “librão”
Mas não digas não
Ó Manuel Dionísio

Foste caçar aos patos
Um dia de madrugada
Mas nunca mataste nada
Que eram muito fracos
Eles pareciam “ajactos”
Que até mudavam de cor
E se possível for
Continuam a voar
Eras capaz de os matar
Porque és um bom caçador

Quando vais aos pombos
Levas sempre a negaça
Chegas lá, não encontras caça
Ficas a olhar para os combros
No fim de tantos tombos
Ainda tens o teu sorriso
Pensas logo num “deslizo”
Vais caminho da Calatrava
Porque lá é que te dava
Porque tens tudo o que é preciso

Quando foste para França
Já não vieste aos cogumelos
E eles que são tão belos
Mas tiveste que fazer a mudança
Quem trabalha sempre alcança
Ouve, és um bom professor
Tratas tudo com amor
A nível nacional
Eu não te levo a mal
Eu dou-te muito valor.

AUTOR: JOÃO MARTINS VILELA/BENAVILA

terça-feira, 1 de setembro de 2009

SAUDANDO SETEMBRO

Bem-vindo, Setembro! Gosto de Setembro.
Tenho boas razões para não gostar pois que foi precisamente em 17 de Setembro de 1977 que faleceu minha mãe que, á data do óbito, tinha 54 anos. Daí não ter uma razão plausível que justifique esta minha obsessão por Setembro. Talvez a proximidade do Outono com os seus tons fortes de castanhos e amarelos emaranhados sejam a razão desta paixão.
Há vários anos que busco uma canção de Madalena Iglésias que fala precisamente de Setembro. Todos os anos por estas alturas – e só por estas alturas - tenho buscado incessantemente a canção e… nada. Andava por caminhos errados. Mas hoje eis que a descubro. E apresso-me a saudar Setembro na voz de Madalena Iglésias.
Os “cotas” como eu lembrar-se-ão por certo desta canção. Os outros terão oportunidade de a ouvir agora. Ora oiçam clicando abaixo:
Para todos vós um óptimo Setembro!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

CESTAS DE POESIA ( LXXXIII)

MANUEL NARCISO SEBASTIÃO, reside em Avis, ali na Rua Machado dos Santos e tem actualmente oitenta e quatro anos. Sabe muitas décimas de cor e também tenta fazer algumas da sua própria imaginação, mas confessa que já tem alguma dificuldade. Decorria o ano de 2004 quando, em Abril, me recitou as décimas que passo a descrever e de cujo autor desconhece o nome:

Mote:
Ó primavera brilhante
Que a todos dás alegria,
Canta todo o passarinho
Ó que linda harmonia!



É gosto a gente ver
Os campos a verdejar
As flores branquejar
Tudo a resplandecer,
Ali começa a aparecer
A abelhinha contente
Com seu cheiro diferente
Do delicioso alecrim
Tudo isto é um jardim
Ó primavera brilhante!

O gado anda pastando
E no grandioso prado
O pastor anda animado
Satisfeito anda cantando,
A borboleta voando
Ali próximo ao meio-dia
Também canta a cotovia
A chamar pelos filhinhos
Ó que tempo tão bonito
Que a todos dás alegria!

Logo ao nascer do sol
As aves a chilrear
Começa tudo a cantar
Também canta o rouxinol,
Pintassilgo no girassol
Roubando o seu baguinho
Para levar ao filhinho
Que está ainda no casal
Canta tudo em geral
Canta todo o passarinho!


Flores de tanta raça
Tão bonitas e branquinhas
Papoilas encarnadinhas
Tudo aquilo é uma graça,
Melro pousado nas balsas
Ali canta e assobia
No mais formoso dia
Mira o homem que vai passando
Canta andorinha voando
Ó que linda alegria!

Autor: Desconhecido
Recolha efectuada junto do Sr. Manuel Narciso Sebastião/Avis

terça-feira, 25 de agosto de 2009

GENTE ( MUITO BOA) DA NOSSA TERRA

Foto: "JOÃO JOAQUIM CARRILHO fez 95 anos...todos os dias este ancião se entretem com o hobby a que se dedica...já lá vão uns trinta e cinco anos..."


JOÃO JOAQUIM CARRILHO fez 95 anos no passado dia 11 deste mês.
Com uma mente brilhante de fazer inveja aos muito mais novos, todos os dias este ancião se entretem com o hobby a que se dedica desde que se reformou e já lá vão uns trinta e cinco anos: o embelezamento de frascos e frasquinhos, garrafas e garrafões com a colagem de fósforos. Pela sua faca afiada já passaram milhares e milhares de fósforos que corta milimetricamente para depois colar no sítio certo. Nem sabe já quantas centenas de trabalhos fez. Mas sabe que gosta do que faz, sente-se bem ao fazê-lo, tem orgulho nos seus trabalhos e gostaria que mais pessoas pudessem apreciar as verdadeiras obras de arte que diariamente vai construindo.
Se estiver interessado em conhecer e apreciar o seu trabalho – e porque não, ficar com uma recordação - visite-o ali naquela casa do lado esquerdo que fica mesmo junto às últimas bombas da gasolina quando se sai de Avis no sentido de Ponte de Sôr.
Garanto-lhe que para além de ficar espantado com a obra deste artesão, ainda ficará a saber mais uma anedota ou quiçá ouvirá uma poesia ou história engraçada doutros tempos.
Sr. João Carrilho, para si, pela sua jovialidade, sabedoria e exemplo de vida, vai o meu abraço de amizade.

domingo, 23 de agosto de 2009

"DO CASTELO" meteu água, pede desculpas e rectifica


“DO CASTELO” meteu água no post publicado em 17 de Agosto do corrente ano, no que à identificação e profissão do Ervedalense ali referenciado diz respeito.
Com o pedido de desculpas ao Tiago José, passo a reproduzir um mail que do mesmo recebi, a título de esclarecimento:

“Boa tarde,

Fui referenciado num post em cujo blog o senhor é editor/administrador. Pelo que permita-me corrigir dois dados de facto:

1. Chamo-me Tiago José e não José Tiago.

2. Não sou jornalista, porque essa é uma actividade que para ser exercida requer um título profissional específico, em todos os casos atestado pela respectiva Comissão da Carteira Profissional. O regime de incompatibilidades, legalmente consagrado, não me permitiria desempenhar estas funções (na Inatel) se fosse "Jornalista".

São questões objectivas e inelutáveis que gostaria de esclarecer para que o meu caro amigo as corrigisse a contento.

Nota: Não tenho pejo algum em facultar-lhe, via mail, o meu CV, para que o meu amigo o possa apreciar, se achar por bem. Não veja aqui qualquer tom jocoso. A Inatel é uma pessoa colectiva de direito privado mas com estatuto de utilidade pública, pelo que as habilitações dos seus dirigentes devem ser conhecidas.

Aceite os meus melhores cumprimentos,

Tiago José (assim é que é) Damião Antunes, 26 anos”

Agradeço os esclarecimentos prestados.
Quem sou eu para poder avaliar o CV de alguém? No entanto mantenho a ideia de que se o Tiago Antunes fosse militante ou simpatizante de um partido que não o do Governo actual (PSD, CDU, BLOCO…) neste momento e possuindo até o melhor CV de Portugal não entraria, agora, para a INATEL.
Posso estar enganado mas é a minha opinião.
Aliás, não aconteceu o mesmo com o antecessor no cargo em relação ao governo no poder à data da sua nomeação, que era o PSD?

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

CESTAS DE POESIA ( LXXXII)

ROBERTO SOEIRO, nascido no Maranhão, tinha uma dívida na venda do Ti José Joaquim Pexirra, ali no Alcórrego. No sentido de lho lembrar, o Sr. Pexirra mandou “saudades” ao Roberto pelo António Cambalhota, certo dia em que este foi à loja do Ti Pexirra buscar uma garrafa de aguardente precisamente para o Roberto. A mensagem foi percebida pelo Roberto que em resposta e no dia em que foi liquidar a sua dívida, lhe disse as seguintes décimas, cuja recolha efectuei junto do próprio Roberto em 2001, tinha este, à altura, 81 anos.
Passo a reproduzir essas décimas que são conhecidas na região, pelas pessoas de mais idade:

Mote:
As saudades que me mandaste
Pelo António Cambalhota:
Não foi de mim que lembraste
Mas talvez fosse da nota!

Hoje que te venho visitar
E como bom visitante
Trago dinheiro bastante
P’ra minha dívida pagar;
Se tens assente podes riscar
Se por acaso assentaste
Eu pensei e tu pensaste
Por a aguardente ser p’ra mim
Aqui José Joaquim
As saudades que me mandaste!

Já minha dívida te paguei
E com muito prazer
Cumpri com o meu dever
Pela face da lei;
Em favor te fiquei
Mas isso já não importa
Eu cá dou a minha volta
Lembranças que de mim tinhas
Lá recebi as saudadinhas
Pelo António Cambalhota!

Com o teu ar de graça
Lá te lembras dos demais
Assim recebes os capitais
Às vezes por chalaça;
Eu não fiquei de má raça
E não me escandalizaste
Mas logo te me atiraste
Mas eu a isso não ligo
Mas hei-de dizer e digo
Não foi de mim que lembraste!


Vamos ver daqui em diante
As regras dos problemas
Se ainda de mim te lembras
Como atrasadamente;
Já te paguei felizmente
Não me persigas mais a porta
Para os outros serve de risota
Por seres tão compadecido
Mas não me passa do sentido
…Mas talvez fosse da nota!

Autor : Roberto Soeiro/Maranhão (Avis)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

MAIS UM TIAGO!

É verdade: mais um Tiago em alta. Desta vez trata-se do nosso “vizinho” TIAGO CARREIRAS. Residente em Casa Branca, Sousel, este cavaleiro tauromáquico ainda praticante, delicia todos aqueles que o vêem tourear. Apesar da sua pouca idade, não se inibe perante os grandes vultos da nossa tauromaquia e ainda ontem em Albufeira conseguiu tão-somente ser o melhor cavaleiro dos seis em praça, arrebatando assim o troféu para a melhor faena.
Ao Tiago Carreiras e a seu tio, Manuel José Lopes Correia, “DO CASTELO” endereça os mais sinceros parabéns.
Votos que a carreira do Tiago prossiga sempre alicerçada em actuações como aquelas que ultimamente nos habituou.
E porque não há duas sem três, neste caso dois sem três, de referir que no passado dia 25 de Julho se falou de mais um Tiago, só que este é santo. S. Tiago é comemorado a 25 de Julho e diz o nosso povo que “Pelo São Tiago pinta o bago”.
E pinta mesmo...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

AVIS EM ALTA ( x+1)

Segundo informação recolhida por "DO CASTELO" junto de fonte credível, tomou posse no passado dia 10 de Agosto como responsável pela delegação do Inatel em Portalegre o nosso conterrâneo JOSÉ TIAGO DAMIÃO ANTUNES. Este jovem jornalista de 26 (?) anos é natural de Ervedal.
Embora seja uma nomeação política e naturalmente afecta ao actual Governo (por mim confesso que gosto mais de nomeações resultantes de avaliações curriculares e, se possível, isentas) não deixa de ser interessante o facto de Avis ter um filho seu em lugar de destaque numa Fundação com o prestígio da Fundação Inatel.
“DO CASTELO” endereça os parabéns ao José Tiago.

Nota: numerar os posts que vou escrevendo e aos quais dou o mesmo nome é uma mania como outra qualquer. Dado que já não sei quantos “Avis em Alta” por aqui escrevi e porque sou preguiçoso q.b. para ir aos arquivos saber qual o número que corresponde ao presente, irei doravante numerá-los com x (correspondente aos “Avis em Alta” passados) + o número sequencial a partir de agora.

domingo, 16 de agosto de 2009

SERÁ DESTA?

Foto: "O Clube Náutico...até em noites de calamaria...dá a estranha sensação de lá chover copiosamente."

Encontra-se a decorrer o prazo de entrega de propostas para arrendamento do espaço do Restaurante do Clube Náutico. Ao que “DO CASTELO” julga saber há nesta corrida profissionais da Restauração de Avis, com provas sobeja e positivamente dadas. Esperemos que comecem a estar reunidas todas as condições para devolver à vila, no mais curto espaço de tempo, um lugar que pode, deve e certamente voltará a ser um chamariz turístico. É triste ir ao Clube Náutico, ver aquele imóvel desactivado e continuar a ver sempre que lá se vai, pessoas a dirigirem-se ao restaurante e, desgostosas, baterem com o nariz na porta e voltarem as costas incrédulos com esta situação anómala.
O Clube Náutico é de tal modo paradisíaco que até em noites de calmaria, como foi a da passada sexta-feira por volta das 23,30h, a rega automática ali existente nos dá a estranha sensação de lá estar a chover copiosamente. A propósito não seria possível programar a dita rega de modo que toda a área verdejante fosse regada? É que uma grande fatia da relva está a secar por falta de água…e já há bastante tempo.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

CESTAS DE POESIA (LXXXI)

ANTÓNIO FRANCISCO BONITO, primeiro que tudo um abraço de amizade.
Esta semana deixo-vos com mais um trabalho em décimas que recolhi junto deste amigo, artesão e poeta que retrata um pouco da sua vida num destino que diz, estar marcado.
À vossa apreciação:

Mote:
Do que sei nada aprendi
Por ninguém fui ensinado,
Desde a hora em que nasci
Tinha o destino marcado


Aos sete anos fui p’ra a escola
Logo fui maltratado
Abalei fui guardar gado
Fazer colheres com argolas
As botas não tinham solas
Porque eram mesmo assim
Mas tanto que eu sofri
Para hoje ser artesão
Foi a minha vocação
Do que sei nada aprendi!

A vida é uma maldição
Digam lá o que quiserem
E foi por causa das mulheres
Que eu fui parar à prisão
Para mim é uma escuridão
Meus velhos tempos passados
E digo em todos os lados
E em toda a minha vida o direi
Mas tudo aquilo que eu sei
Por ninguém fui ensinado!

Eu segui a minha carreira
Ali tomei outra arte
Encontrei-me com o Zé Piteira
A “escraficar” o tomate
Hei-de dizer em toda a parte
Tudo aquilo que eu vi
Então ali conheci
Uma vez eu mais direi
Pois aquilo que eu sei
Desde a hora em que nasci!

A minha vida foi feia
E quem este caminho trilha
Estar preso na cadeia
A pensar nas minhas filhas
E até na minha família
Estava sempre apaixonado
Mas tive amigos a meu lado
Mas a mim ninguém me domina
E vou cumprir a minha sina
Tinha o destino marcado!

Autor: António Francisco Bonito/Avis

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

ASSIM, SIM ! ( III )

Foto 1: "...o amigo João conseguiu na horta da Coutada o exemplar de abóbora que a foto 1 nos mostra."
Foto 2: "...repetiu a “gracinha” com uma não mais pequena, semeada e criada no seu quintal..."


Cá pela nossa terra ainda há quem cultive o espírito comunitário.
Uma parte da Coutada, ali de trás da ex-fábrica da Lactogal e confinando com a Barragem do Maranhão, é partilhada por seis hortelões que nuns escassos palmos de terra dali tiram produtos que se por um lado os ajudam monetariamente, evitando gastos na sua aquisição, por outro lado lhe dão a garantia da qualidade daquilo que comem. Desde o feijão ao tomate, passando pelas batatas, couves, pimentões e curgetes, tudo esta boa gente ali semeia, planta e colhe.
Um desses hortelões é o Sr. João Narciso, homem que sempre teve hortas e sabe bem como as mesmas se preparam e rentabilizam. Pois para demonstrar que sabe do ofício, o amigo João conseguiu na sua horta da Coutada o exemplar de abóbora que a foto 1 nos mostra. Para provar que não foi por acaso, repetiu a “gracinha” com uma não mais pequena, semeada e criada no seu quintal ali paredes-meias com a muralha de Avis.
Para que não restem dúvidas, reveja as fotos ampliando-as. Se à altura da colheita souber o peso das “ditas” deixá-lo-ei aqui registado.
É obra!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

AVIS (DUPLAMENTE) EM ALTA!


Em cerimónia pública realizada em meados de Julho no Convento dos Capuchos em Almada, o nome de Avis foi por duas vezes distinguido na distribuição de prémios do concurso de quadras populares alusivas aos festejos de S. João naquela cidade. Numa iniciativa da Câmara Municipal de Almada e da Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, as quadras a concurso tinham que incluir obrigatoriamente as palavras “ALMADA” e “TEJO”.
Maria Albertina Dordio, de Ervedal e Fernando Máximo, de Avis,
foram distinguidos, cada qual, com uma menção honrosa.
Passamos a dar a conhecer as quadras premiadas:

Cheiras a cravo e a rosa,
Sorris papoilas vermelhas,
Revês-te, ALMADA vaidosa,
No TEJO em que te espelhas

(Autora: Maria Albertina Dordio/Ervedal)


Foi um TEJO marinheiro
Que com seu ar de gingão,
D’ALMADA foi companheiro
Na noite de S. João


(Autor: Fernando Máximo/Avis)