quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

"AMOR E AMIZADE" NO CENTRO DE CONVÍVIO E APOIO SOCIAL ENGº JOÃO ANTUNES TROPA, EM BENAVILA

Foto 1 : "...poesia dita ou ouvida por cerca de trinta utentes do Centro de Convívio e Apoio Social Engº João Antunes Tropa..."

Foto 2 : "...o romântico José Coutinho Calhau, ofereceu rosas..."

Foto 3 : "...a Dr.ª Paula que foi rabiscar coisas de um seu diário já quase esquecido..."

Foto 4: "...o cante a despique entre a Francisca Moedas e o José Coutinho..."

O amor e a amizade foram os temas escolhidos pela Dra. Paula Rasquete para serem analisados em poesia dita ou ouvida por cerca de trinta utentes do Centro de Convívio e Apoio Social Engº João Antunes Tropa, em, Benavila, aproveitando a proximidade do celebrado dia dos namorados. É um regalo ouvir quadras dos tempos em que a Net não existia e que em cartas mal escritas, por pouca instrução dos seus escrevedores, se “desenhavam” com amor: Da minha janela à tua/Vai o salto de uma cobra/Quem me dera chamar já/ À tua mãe minha sogra.

O amor esteve sempre presente e foi delicioso ver como o romântico José Coutinho Calhau, ofereceu rosas, acompanhadas de uma canção dedicada a sua esposa. E aqueloutro que com medo de se emocionar não quis ler e pediu que lhe lesseM umas quadras que fez e que retratavam a sua vida de pequeno em que tivera falta de amor; ou aquela idosa de oitenta e dois anos que sempre faz questão de salientar que em nova fez teatro, foi actriz e que dá pelo nome de Felizarda garcia. E porque não referir a Dr.ª Paula que foi rabiscar coisas de um seu diário já quase esquecido? E porque não referir o cante a despique entre a Francisca Moedas e o José Coutinho?

Para todos que intervieram neste interessante evento, “DO CASTELO” endereça os parabéns “embrulhados” num grande abraço de amizade.

Até á próxima  com muiito amor...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A CONVERSAR É QUE A GENTE SE ENTENDE...

Há dias, antes de terem chegado (ou voltado) estes dias chatos, cinzentões e fartos de água, fui dar uma voltita pela nossa terra. Não longe da minha casa vi um senhor junto de um Oleão e bendisse mentalmente o facto de aqueles receptáculos existirem.
 Fui-me aproximando – por ficar em caminho e não por cusquice – e reparei que o referido senhor entornava o óleo para dentro do Óleão, vertendo-o de dentro de uns depósitos de plástico em que o transportava, indo depois, e muito bem, deitar os referidos depósitos no contentor do plástico. Ciente que qualquer coisa não me estava a soar bem naquela operação de transbordo, aproximei-me e, assim como quem não quer a coisa, cumprimentei-o e li de soslaio o que está escrito na tampa do Óleão. Então, já consciente disse-lhe apontando para a inscrição:
- Ó amigo! Olhe que eles dizem aqui para deixar cá os óleos mas acondicionados dentro de garrafas e não a granel…
- Áh!, é? Não sabia…respondeu-me ao mesmo tempo que me fazia um movimento de encolhimento de ombros.
Mais para manter conversação do que por outra razão qualquer, até porque tinha toda a manhã para passear, disse-lhe:
- Isto foi uma coisa boa que eles inventaram. Até aqui, a gente nem sabia para onde deitar os óleos usados…
Respondeu-me o meu interlocutor:
- Lá isso é verdade… o meu rapaz costuma mudar sempre o óleo do carro na garagem e agora já lá tinha uma porrada de embalagens com óleo velho…
Tremi de dúvidas, outra vez. Antes de dizer qualquer coisa, deitei de novo o olho para a tampa do Óleão e lá estavam escarrapachadas as palavras “óleos alimentares”…de novo sem dúvidas e com muitas certezas corrigi-o:
- Mas olhe que diz aqui que isto é só para os óleos alimentares. São aqueles óleos que por exemplo serviram para fritar batatas e agora já não prestam…
- Ah sim? Não sabia. Deixe, agora também já lá não tenho mais óleo do carro…
E cada um seguiu o seu caminho…

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

19ª JORNADA

OLHANENSE 2 – SPORTING 2
(Primeira volta 0-0)


Casa onde não há pão
Todos ralham sem razão,
Temos o caldo entornado!
Paulo Sérgio afirmou
Que desta vez não ganhou
Por “ver” o campo inclinado…


BENFICA 3 – GUIMARÃES 0
(Primeira volta 2-1)


Analisando a estatística
Dou vinte em nota artística
E o Benfica não pressiona?
Em abono da verdade
Eis a pura realidade:
Este Benfica... IMPRESSIONA!!!!!!!!


BRAGA 0 – PORTO 2
(Primeira volta 3-2)

Com defesas a marcar
O Porto insiste em ganhar
Em cada jornada que passa;
E eu vou estando convencido
Que mesmo que seja vencido
Já ninguém o ultrapassa…

domingo, 13 de fevereiro de 2011

"PONTOS DE VISTA" FOTOGRAFIAS DE RICARDO CALHAU EM EXPOSIÇÃO

 PUBLICIDADE NÃO ENGANOSA


Nunca o provérbio popular de que “Filho de peixe sabe nadar” se aplicou tão bem como neste caso. RICARDO CALHAU é filho de António Calhau, conhecido amante da arte da fotografia e diversas vezes premiado em concursos. Pois bem, o filho, RICARDO, seguiu as pegadas do pai e aos inúmeros prémios que já ganhou, juntou-lhe uma exposição que depois de ter passado por terras como Portalegre, Évora, Beja e Ervedal, se encontra patente ao público no Auditório Municipal Ary dos Santos, em Avis, até dia 6 de Março e que pode ser visitada todos os dias úteis no horário das 9,30h/12,30h e das 14h/17,30h, bem como nos serões em que haja cinema.

Distribuídas por diversos painéis, a exposição é composta por 26 fotos a preto e branco de uma qualidade superior.

“DO CASTELO” recomenda uma visita à espectacular exposição deste jovem fotógrafo Benavilense.


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

CESTAS DE POESIA ( CLVIII)

No dia em que após 18 dias de protestos, com centenas de milhares de egípcios nas ruas, o presidente Hosni Mubarak abandonou o poder; na semana em que Costinha com carradas de razão acabou por falar quando deveria ter ficado calado; no dia em que a maldita antena da Rua Infante D. Henrique já cá mora outra vez, acontece a Cesta de Poesia.
Porque não temos razão para mudar de poeta, deliciemo-nos com mais um trabalho de JOSÉ DA SILVA MÁXIMO que lá por Santo António das Areias vai compondo os seus lindos trabalhos poéticos em Décimas, que como já aqui referimos, são uma das mais difíceis modalidades poéticas.
Hoje fala-nos da sua vida nos seguintes termos:

Sou filho de gente pobre
Não tenho onde cair morto;
Por mais que reme e manobre
Sou um navio sem porto!

Da sorte desprotegido,
Da fortuna desprezado,
Sou um triste abandonado
E sempre assim tenho sido!
Vivo num mundo perdido
Onde a miséria me cobre,
Não tenho nada que sobre,
Não faço mais que poupar,
Ninguém me pode ajudar
Sou filho de gente pobre.

Sou um escravo na vida
Porque a vida me escraviza;
Se mostra sempre indecisa
E não se dá decidida;
É tristonha e mal vivida,
Desprovida de conforto,
Labutar é meu desporto,
Foi sina que Deus me deu,
Não tenho nada de meu,
Não tenho onde cair morto.

Passo a vida a trabalhar
Para dar aos filhos pão,
Não tenho outra solução
Que o trabalho abraçar;
Terei de continuar
Porque sei que não sou nobre,
Só a pobreza me encobre
Mesmo a trabalhar no duro,
Não tenho porto seguro
Por mais que reme e manobre.

Mas ainda tenho esp’rança
De viver melhor um dia,
De sentir mais alegria,
Na vida ter confiança;
Se que tem Fé sempre alcança
E o meu caminho é tão torto,
Em meu pensamento absorto
À espera que venha o Bem,
Mas enquanto este não vem
Sou um navio sem porto

9 de Julho de 2010

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

CHEGOU A ÁGUIA Nº 37

ÁGUIA Nº 37 - tema de capa : AZEITE

Chegou hoje, à hora do Café com Letras. Os sócios que a ele assistiram já a puderam levar para casa. Amanhã já chegará à grande maioria dos sócios residentes em Avis. Aos outros chegará para a semana, via CTT.

Procure arranjar uma (vendem-se, por exemplo, no Posto de Turismo de Avis) e saiba qual a diferença da “dita” para a Marta Alexandre e para o Manuel Machadinha; saiba quem tinha uma oliveira no Monte dos Covões ou quem arrancou 3 000 pés de vinha para plantar olival; saiba quem se lembra das “tibornas”; teste os seus conhecimentos de “galego” lendo o texto assinado pela galega Asun Estevez (com direito a foto e tudo) e saiba muitas outras coisas neste número 37 da Folha informativa Águia da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural.

Compre antes que esgote.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

AMANHÃ HÁ CAFÉ COM LETRAS


Amanhã, dia 10 de Fevereiro, às 18 horas e na Sede da Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural terá lugar mais uma tertúlia de Café com Letras.

Vai-se falar de fotografia e a convidada é MARIA VITÓRIA CARRILHO que durante tantos e tantos anos nos tirou o"retrato". Daí o sugestivo título para esta sessão : "MEMÓRIA FOTOGRÁFICA".

As entradas são livres e há sempre um cafézinho ou um chá com bolos para amenizar a conversa.

Vamos lá?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

SETUBAL 0 - BENFICA 2 ( EM IMAGENS )

O MUITO ANTES:

Foto 1 - Um lauto repasto
Foto 2 - "Os bilhetes já cá cantam", diz o mais velho do grupo

O  ANTES:
Foto 3 - Pernas para que vos quero...

O IMEDIATAMENTE ANTES:

Foto 4 -  Todos amigos
Foto 5 - Vamos a isto!

DURANTE A 1ª PARTE

Foto Nº 6 -  Refrescando os ânimos...
Foto Nº 7 - Mais uma tentativa de ataque dos "Encarnados"
Foto Nº8 - Com jogo a "descair" momentaneamente para o lado esquerdo
Foto Nº 9 - Foi golo do BENFICA!

AO INTERVALO

Foto Nº 10 - Jesus "segura" Luisão...
Foto Nº 11 - Uma factura de jantar difícil de digerir...
Foto Nº 12 - A chegada dos "reforços de Inverno"...

2º PARTE

Foto Nº 13 - Rapaziada : vamos ver do segundo golo!
Foto Nº 14 - Uma das três ambulâncias que tiveram que socorrer adeptos sadinos...

Foto Nº 15 - "Porrada" mesmo à minha beira...(até a fotografia abana!)
Foto Nº16 - O preciso momento em que ROBERTO nega o empate ao Vitória de Setúbal
Foto Nº 17 - O golo invalidado

Foto Nº 17 - A caminho do segundo...

O DEPOIS

Foto Nº 18 - Um descanso no regresso ao carro...
Foto Nº 19 - No final apenas o Encarnado brilhou...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

18ª JORNADA

SPORTING 3 – NAVAL 3
(1ª volta: 1-3)

Foi a conta que Deus fez:
Marcaram três … paparam três
E assim muito de mansinho
Vaiaram o treinador
Abafando a sua dor
No adeus ao Levezinho…

PORTO 1 – RIO AVE 0
(Primeira volta : 0-2)

A equipa dos tripeiros
Lá continuam primeiros
Depois de muito sofrer;
Vai perdendo o seu fulgor
E esta equipa inferior
Vai acabar por perder

SETUBAL 0 – BENFICA 2
(Primeira volta : 3-0)

Na terra do “carrapau”
Foi um jogo nada mau
Que ali se desenrolou;
Puxando dos seus galões
Como veros campeões
O Benfica bem ganhou!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

CESTAS DE POESIA (CLVII)

Passadas que são pouco mais de quarenta e oito horas sobre o jogo em que a “Águia” deu duas saborosas picadas no “Dragão”; numa semana em que Hosni Mubarak teima em não abandonar o país e o poder; no dia em que se perfazem cinquenta anos sobre o início da horrrivel gerra do Ultramar; no dia em que o Levezinho salvou pela última vez o Sporting de mais uma derrota neste campeonato, eis que a Cesta de Poesia Nº 157 chega até nós.
Hoje JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, vem falar-nos de uma estranha maneira de viver em liberdade. Eis pois:

Maneira livre de viver a vida


Sou maltês de pau e manta
Não tenho ordens a cumprir;
Quando é que o sol se levanta
Fico na cama a dormir!


Vivo a vida independente
Sem preconceitos nem peias,
Se algumas tive, quebrei-as,
Vivo feliz e contente;
Dou-me bem com toda a gente,
Uma regra que me encanta,
Nem sei quando o galo canta,
Sou livre do meu pensar,
Não tenho contas a dar,
Sou maltês de pau e manta!


Sei que sou pobre, é verdade,
Não tenho qualquer riqueza;
Sou filho da Natureza
Mas gozo de Liberdade;
Pode não ter qualidade
A vida não me sorrir,
Mas a sina vou cumprir
Com o mau ou bom que tem,
Não sou servo de ninguém,
Não tenho ordens a cumprir.


Vou vivendo como posso
Não quero o que não é meu,
Só quero o que Deus me deu,
Se algo me comer, eu coço;
O que é amargo eu adoço
Quando o humor se agiganta,
Sinto tanta força, tanta,
Por ver que ninguém me chama,
Dou uma volta na cama
Quando é que o sol se levanta!


Eu faço o indispensável
Pr’à minha sobrevivência
Com alguma inteligência
Sem conduta reprovável;
Num ambiente agradável
Não me assusta o sol subir,
Sem pensar no que há-de vir
Com calma e serenidade,
Num mar de tranquilidade
Fico na cama a dormir!

RODRIGO LEÃO, ANTES DAS CESTAS DE POESIA

 RODRIGO LEÃO, que já tem uma costela Avisense (digo eu) dará amanhã um Concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, a partir das 21h30m.
Porque Rodrigo Leão é mesmo muito bom, deixo-vos este rebuçadinho e até já!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

JÁ LÁ NÃO ESTÁ!

Foto - ...o Renault 5 que “acampou” por vários meses na Praça Serpa Pinto...já “zarpou"...

Como se pode observar na foto acima, obtida há três horas atrás, o Renault 5 que “acampou” por vários meses na Praça Serpa Pinto, ocupando permanentemente um lugar naquele reduzido parque de estacionamento, já “zarpou”, permitindo assim que o espaço por si ocupado possa agora ser partilhado por outros.

Receamos no entanto, que tenha deixado descendência, já que um pouco mais acima, num parque próximo, se encontra outro carro  há alguns dias, sinistrado e…com um pneu furado.

Vamos ver…

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

COISAS DO ASSOCIATIVISMO

Foto 1 - ...o campo...passou a ser um local onde...a erva cresce...
Foto 2 - ...o campo...passou a ser um local onde... os bancos de suplentes apodrecem...
Foto 3 - ...o campo...passou a ser um local onde... as balizas permanecem abandonadas...
Foto 4 -o campo...passou a ser um local onde... as torres de iluminação nos fazem lembrar que só ali foi investido um “balúrdio”
Foto 5 -o campo...passou a ser um local onde ... teimosamente, o símbolo do clube vai resistindo às intempéries mas cada vez mais debotado

O jornal aponte, dobrado sobre a secretária lembra-me: “Dirigentes de “Os Avisenses” assumem dívida de 52 mil euros”.

Torno a pegar no jornal e torno a ler a reportagem. Tal como da primeira vez, fico com a sensação que existem por ali meias verdades a que obviamente correspondem outras tantas meias mentiras. Uma coisa parece ser certa: a dívida existe e alguém está a pagar por isso. O Associativismo também tem disto. Estar no Associativismo requer uma entrega tal que por vezes nos leva a tomar atitudes menos ponderadas, no pressuposto da defesa da associação que representamos e de que tudo irá correr bem. No entanto, acontece amiudadas vezes que não é bem assim e depois surgem as consequências, demasiado gravosas, como aconteceu a estes dirigentes de um clube que chegou a ser um embaixador da nossa vila por esse Portugal fora e motivo de orgulho de todos os Avisenses. Hoje, por certo que apenas aqueles que estão “entalados” com a dívida se lembram diariamente dele.

Estar no Associativismo também cansa. Tenho dois amigos que me dizem que de associativismo, de “andar a trabalhar para os outros, já chega!”. Um deles esteve dez anos dedicado à causa cultural em Avis e outro esteve penso que ligado ao Desporto em casa Branca, lá para os lados de Sousel. Ao que me consta não lhe aconteceu nada parecido com esta situação de “Os Avisenses”.

Recordo, com saudade, os vários jogos que fui ver ao Estádio Municipal de Avis. Nem sempre se juntava muita gente mas era interessante ver não só os jogos em si como assistir aos comentários dos treinadores de bancada, aos “insultos” que eram dirigidos aos árbitros por certas mulheres da nossa terra, sempre “assanhadas” na defesa das nossas cores; aos despiques mais acalorados com equipas geograficamente mais perto de nós; às dificuldades que certos árbitros por vezes tinham em abandonar o campo em segurança. Lembro o “Chino” primeiro com um balde e um pincel a marcar o campo e mais tarde já com um carrinho. Em tempo de chuva tinha que ser remarcado ao intervalo. A venda de bilhetes. Recordo muita coisa.

Tenho umas fotos de uns jogos aqui realizados mas não sei onde as tenho arquivadas. Nessa altura ainda não havia (pelo menos para mim) o digital e por isso sei que as tenho mas não sei onde. Se as achar ainda aqui as reproduzirei.

Levado por essa “nostalgia” ontem mesmo fui ver como estava o Campo Municipal de Avis. Senti tristeza; o campo, por abandonado, passou a ser um local onde quando em vez alguém vai fazer uns peões com o carro, onde a erva cresce, os bancos de suplentes apodrecem, as balizas permanecem abandonadas, as torres de iluminação nos fazem lembrar que só ali foi investido um “balúrdio” e, teimosamente, o símbolo do clube vai resistindo às intempéries mas cada vez mais debotado.

Coisas do Associativismo…

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

CESTAS DE POESIA ( CLVI)

Tenho tanto frio, mas tanto frio – devo estar a “chocar” alguma constipação - que hoje deixo-vos apenas com as décimas de JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, sem fazer aquelas considerações habituais aos factos mais relevantes do dia.
Leiam e apreciem: o que é

O pensamento

Levo os dias a pensar
No quanto tenho penado;
Se o pensamento falhar
Foi um pensamento errado!

Eu penso constantemente
Com insistência e rigor
Na fraqueza e no vigor,
No passado e no presente,
Se o coração for carente,
Pedir para o ajudar,
Eu penso logo em lhe dar
Aquilo que me pedir
Mas como o irei conseguir
Levo os dias a pensar.

Será apenas bom senso
Este meu procedimento,
Insistir no cumprimento
De tudo aquilo que penso;
Com alegria compenso
Um pensamento gorado,
E não fico obcecado
Por pensar a toda a hora
Naquilo que penso agora
No quanto tenho pensado.

A pensar no que pensei
Eu gasto o meu pensamento
Pensando a cada momento
Que pensamento terei;
O que é que então farei
Se penso que vou errar,
Nada terei a ganhar
E compreenderei então
Que é apenas ilusão
Se o pensamento falhar.

Um dia pensei que tinha
Minha vida orientada
Então não pensei mais nada
Do que ao pensamento me vinha;
Só desilusões continha
Um dia mal inspirado,
Como um sonho dourado
Pensei que rico seria,
Mas o pensar desse dia
Foi um pensamento errado.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

AMANHÃ, QUINTA-FEIRA, HÁ CAFÉ COM LETRAS

Realiza-se amanhã, quinta-feira, a segunda sessão do presente ano do Café com Letras, tertúlia que a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural promove pelo sexto ano consecutivo. Para nos falar “DO LAGAR TRADICIONAL À PRODUÇÃO CONTÍNUA” estará o especialista na matéria, FRANCISCO ANTÓNIO CORREIA, que virá de Figueira e Barros.

Com início aprazado para as 18 horas na Sede da ACA, espera-se que esta sessão tenha o mesmo impacto que teve a primeira, realizada há quinze dias, em que quarenta pessoas se reuniram para ouvir e falar sobre o “AZEITE” numa conversa conduzida pelo Engenheiro MACHADINHA.

As entradas são livres e abertas a toda a população.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

NA PRAÇA SERPA PINTO, EM AVIS

Foto1 : A Praça Serpa Pinto está actualmente restringida a oito lugares de estacionamento

Foto 2 : A viatura matrícula JL-84-81 encontra-se ali abandonada há vários meses...

Como sabemos a Praça Serpa Pinto, com as últimas alterações efectuadas, restringiu o estacionamento automóvel a oito lugares que devido a esse reduzido número se encontra quase permanentemente lotado. Nos dias úteis preferencialmente por pessoal dos serviços camarários e até aos Sábados e Domingos se encontra totalmente preenchido como o demonstra a foto 1, obtida este Domingo de eleições. Não raras vezes se vêem até carros estacionados em cima dos passeios dada a exiguidade dos lugares marcados.

No entanto, há vários meses que ali permanece um carro abandonado, da Marca Renault, modelo 5 GTL, matrícula JL-84-81, como se pode verificar na foto 2.

Aquele carro, que até já tem um pneu furado, ocupa em permanência um lugar que poderia ser ocupado por várias pessoas que dele necessitassem temporariamente.

Não sabemos por quanto mais tempo aquele carro ali permanecerá, por isso daqui lançamos um alerta não sabemos a quem (ao Sr. Vereador da Câmara responsável pelo trânsito local? Ao Sr. Comandante da GNR de Avis? Ao dono da viatura em causa?) no sentido de que aquele lugar seja libertado de modo a poder ser usufruído por mais que um automobilista.

Fica o alerta.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

17ª JORNADA

BEIRA-MAR 0 – F. C. PORTO 1
(1ªvolta: 3-0)

Metendo os rivais no saco
Villas Boas joga à Cavaco:
Com medo da reviravolta
Vai a jogo confiante
E este “miúdo” brilhante
Ganha à primeira volta…

BENFICA 4 – NACIONAL 2
(1ª volta: 2-1)

Se bateu no Luís Alberto
O Jesus é pouco esperto
E não sou eu que o gabo:
Pois com essa atitude
É um Jesus sem virtude
É um Jesus …do Diabo!

MARITIMO 0 – SPORTING 3
(1ª volta: 1-0)

O Betencurt a sair
E o Patrício a ressair;
O Zapater a marcar
E o Paulo Sérgio a crer;
O grupo a corresponder
E o árbitro a ajudar…

EXPLIQUEM-ME LÁ, POR FAVOR

Benfiquista confuso pergunta: mas haveria necessidade disto?

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

CESTAS DE POESIA ( CLV)

Nesta sexta-feira que é por coincidência o último dia de campanha eleitoral para a Presidência da República; no dia em que chega ao fim uma campanha amorfa, sem chama ou interesse, sem soluções, que levou cinco candidatos a atacar um candidato e em que esse candidato se esforçou mais por dizer o que fez do que aquilo que fará se for reeleito; numa sexta-feira em que estou muito mais convencido do que há oito dias atrás de que vamos ter mesmo Presidente da República eleito à primeira volta; numa sexta-feira em que me parece que o dinheiro que se vai poupar numa segunda volta nestas eleições se irá gastar ainda este ano em eleições para a Assembleia da República, eis-nos chegados a mais uma Cesta de Poesia. Aqui mantemos a coerência: continuamos a apresentar boa poesia em décimas.
Por vezes acomodamo-nos, não queremos ir ou ver mais além. O Campeão das Décimas, JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, não se conforma, quer ir sempre mais além e foi o que fez desta vez, continuando assim a oferecer-nos coisas muito bonitas. Acompanhemo-lo pois…

…Subindo ao topo do monte

Subi ao cimo do monte
Para ver do outro lado;
Lá do alto, o horizonte,
Me deixou maravilhado!

Há muito que em minha mente
Germinava esse pensar
De poder avaliar
Aquilo que estava ausente;
Bem disposto a ir em frente
Passei o vale e a ponte,
Matei a sede na fonte,
Ganhei mais agilidade,
Cheio de curiosidade
Subi ao cimo do monte.

Encosta acima subindo,
Aos esses, serpenteando,
Fui pouco a pouco avançando
Ora firme, ora caindo;
O sonho era demais lindo
Para ser abandonado,
Por fim me vi compensado
Logo que ao cimo cheguei,
Olhos ao longe deitei
Para ver do outro lado.

Outras serras descobri
Ao longe na vastidão
E logo o meu coração
A bater forte, senti;
De imediato descobri
Sem nada que me amedronte
Erguendo o corpo e a fronte
Ir ver o que há mais além
E redescobrir também
Lá do alto, o horizonte.

Foi um feito quase incrível,
Memorável de verdade,
Já com tão provecta idade
Eu fiz quase o impossível;
Mas achei que era credível
Sacrificar-me um bocado
Senti-me realizado
Quando no topo me vi
E tudo o que descobri
Me deixou maravilhado!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

VOTO EM BRANCO EM SINAL DE PROTESTO É INÚTIL NAS PRESIDENCIAIS

Para que não restem dúvidas sobre o valor do voto em branco nas Presidenciais passo a transcrever, com a devida vénia, um artigo publicado no Jornal "Público".

"Lei eleitoral

Voto em branco em sinal de protesto é inútil nas presidenciais

Jornal «Público» - 11.12.2005

O voto em branco em sinal de protesto é inútil nas eleições presidenciais uma vez que não conta para o apuramento final dos resultados, ao contrário das outras eleições, em que entra para a percentagem final.
Nas últimas legislativas, o voto em branco foi a sexta maior expressão eleitoral, num total de 103.555 boletins, representando 1,81 por cento, mais do que a percentagem obtida por vários partidos políticos concorrentes, como o PCTP/MRPP (0,84) ou a Nova Democracia (0,7).
A defesa do voto em branco foi assumida na campanha para as legislativas de Fevereiro deste ano por um movimento anónimo auto- intitulado "Um Rumo para Portugal", que chegou a colocar cartazes nas ruas para demonstrar o descontentamento com a classe política.
No caso das presidenciais, o voto em branco é irrelevante para o apuramento final dos resultados, já que a Lei Eleitoral do Presidente da República estipula que "será eleito o candidato que obtiver mais de metade dos votos validamente expressos, não se considerando como tal os votos em branco".
A diferença é que em todos os outros tipos de eleição o voto em branco, tal como o nulo, apesar de não contar para a distribuição de mandatos, constitui uma percentagem no total dos votos apurados.
Na eleição presidencial, os votos em branco e nulos são excluídos do apuramento final dos resultados, chegando-se aos 100 por cento apenas com os votos expressos em cada um dos candidatos.
Além desta diferença, há outras particularidades da Lei Eleitoral do Presidente da República, como o facto de os candidatos terem que ser propostos por um mínimo de 7500 cidadãos eleitores, que apenas podem apoiar uma candidatura.
"A exigência constitucional e legal de serem cidadãos eleitores a propor candidaturas exprime o desejo de o Presidente da República ser uma figura não partidária, muito embora não se exclua o apoio expresso dos partidos políticos", salientam os juristas Jorge Miguéis, sub-director do Secretariado Técnico para os Assuntos do Processo Eleitoral (STAPE), e Fátima Abrantes Mendes, técnica da Comissão Nacional de Eleições (CNE), na edição anotada da Lei Eleitoral do Presidente da República.
O limite mínimo de 7500 assinaturas tem o objectivo de "dar credibilidade ao acto eleitoral, exigindo uma base de apoio mínima ao candidato, que de outro modo poderia ser tentado a utilizar um processo eleitoral para mera autopromoção".
A existência de um limite máximo de assinaturas - 15.000 - é muito importante para "impedir leituras antecipadas dos resultados da eleição caso se admitisse um número ilimitado de proponentes", assinalam ainda Jorge Miguéis e Fátima Abrantes Mendes.
Poderia até funcionar como uma espécie de campeonato para ver qual dos candidatos apresentava mais assinaturas, o que suscitaria a possibilidade de "condicionar o voto dos eleitores através da criação de mecanismos psicológicos evidentes".
O Presidente da República é eleito em "lista uninominal", o que significa que "não são admitidos candidatos suplentes, evitando-se assim o aparecimento de candidatos 'fantasmas' que possam induzir a uma escolha errada por parte dos eleitores", assinalam os juristas.
É o eleitor que indica directamente, através do voto, o candidato no qual se reconhece, numa escolha em que contam factores como o perfil, a história política e os apoios políticos, além do rumo que defende para o país enquanto representante máximo da nação.
A eleição do Presidente da República, um cargo unipessoal, é a única em que o processo eleitoral terá que ser reaberto em caso de morte ou qualquer outro facto que incapacite o candidato para o exercício da função presidencial.
Caso isso acontecesse, o Presidente da República teria que marcar nova data para as eleições, haveria nova apresentação dos candidatos, num processo que poderia demorar cerca de dois meses.
Subentende-se que esta disposição legal se aplica do mesmo modo em caso de segunda volta nas eleições, assinalam Jorge Miguéis e Fátima Abrantes Mendes na Lei Eleitoral.
Em declarações à Lusa, Jorge Miguéis justificou a necessidade de reabrir todo o processo com o facto de o candidato ser proposto "por um importante número de eleitores"."Se o candidato falece, essas pessoas têm o direito de apresentar, se o desejarem, um outro candidato", afirmou.