quinta-feira, 11 de março de 2010

HÁ "BALHAÇÃO" EM AVIS!

O cartaz é bem explícito:


"AVIS 13 MAR.

21:00 ÀS 02:00

PAVILHÃO DA CASA DO BENFICA
(ZONA INDUSTRIAL)


ANIMAÇÃO MUSICAL:



VILAS BOAS


HAVERÁ SERVIÇO DE BAR


BAILE CONVÍVIO


“Dançar e conviver fazem bem ao físico e à mente”


Sob este lema, um grupo de amigos, após várias conversas informais, decide avançar com o projecto de promover a realização de bailes-convívio em Avis, com alguma regularidade.


O principal objectivo desta iniciativa é a criação de um bom ambiente de convívio e amizade.

As entradas serão livres colaborando, cada um, com aquilo que entender adequado.


Composição gráfica_Rui Rodrigues_Município de Avis"


Está cá tudo escrito, agora é só o pessoal aparecer para dar uma perninha de dança.
Nos meus tempos juvenis era muito “batido” em bailes. Primeiro em casas grandes, iluminadas por petromaxes, denominados de “salões” onde durante toda a santa noite um acordeonista se esfarrapava a tocar até mais não. Nessa altura, era muito afamado nas zonas de Portalegre um tocador que se chamava Bicho. E então era certo e sabido que toda a gente queria ir ao baile quando tocava o Bicho…
Mais tarde, na cidade adoptiva de Régio, havia bailes de Verão. Lembro-me que certa vez, no Bairro da Boavista, consegui com o meu par, uma moçoila de Freixo de Espada à Cinta – porque haverá pormenores tão sem interesse que não se esquecem nunca? – conseguimos dançar uma série seguida sem sair de cima de uma tampa dos serviços municipalizados que dizia na parte exterior Câmara Municipal de Portalegre e na parte inferior: Serviço de Águas. Vejam o minúsculo tamanho da tampa e o “equilíbrio” para não se sair dali…não havia gripes Ás nem Bs e sabia tão bem sentir o “bafo” do nosso par a dar-nos ali mesmo nas ventas…
Mas antes disso houve os bailes lá pela Espanha adentro. Faziam-se quilómetros e quilómetros a pé, de noite, por veredas que se perdiam nos pinhais e que só os mais velhos conheciam. A canalha, como eu o era ao princípio, ia atrás. Lá na Espanha (LA Codosera, Los Pinos, Las Huertas, Albuquerque), os costumes eram algo diferentes: os espanhóis iam para o baile quase como chegavam do trabalho e nós, portugueses, que até levávamos uma gravatinha daquelas de elástico agarrado ao pescoço, tínhamos sempre outra saída. E olhem que isto não é bazófia. Era mesmo assim.

Quantas e quantas recordações não me trazem os bailes… o melhor é ficarmos por aqui.

Depois há as situações que parecem quase anedóticas. Esta deve ter acontecido no Baixo Alentejo pois que quem me contou foi um amigo meu que é de Almodôvar:

Havia uma moçoila que tinha a fama de dançar muito bem. Todos queriam dançar com ela. Um certo rapaz, ao que consta um pouco atrasado, tentava a sua sorte mas nunca conseguia tê-la por par. Certa vez, a rapariga, talvez para se ver livre dele lá lhe serviu de par. Às tantas, no meio da dança e entre dentes diz o rapazola:

-Balhas bem, balhas bem, arrastas as patas como às outras…
Outra que me veio agora à ideia e que se deve ter passado num ambiente algo mais requintado do que num espaço dançante de Almodôvar:

Um rapaz, espertalhoco, chega-se ao pé de uma rapariga já espigada e “arrefinfa-lhe”:

- A menina dança, tem par ou descansa?

A miúda, vendo que o tipo ainda era muito imberbe, ripostou-lhe:

- Eu não danço com crianças

E ele, dando meia-volta:

- Desculpe, não sabia que estava grávida.

Podíamos estar aqui uma eternidade a contar histórias de bailes. Talvez que quando houver outro baile-convívio vos conte mais algumas coisas mais.

Para já resta dar os parabéns a esta gente que tenta pôr em prática um salutar costume que se tem perdido com o constante abanar de capacete pelos bares e discotecas afora.

Porque é sempre bom recordar velhos tempos, sigam o meu conselho:

Vamos ao baile, porra!

quarta-feira, 10 de março de 2010

AMANHÃ, QUINTA-FEIRA, HÁ CAFÉ COM LETRAS NA SEDE DA ACA

Recebemos e passamos a reproduzir o convite que nos foi endereçado pela Direcção da ACA, uma vez que o Café com Letras é aberto a toda a população:

CONVITE

Porque 2010 é o ANO EUROPEU DO COMBATE À POBREZA E À EXCLUSÃO SOCIAL, porque a realidade portuguesa confronta-nos com estes números: 2 milhões de portugueses (cerca de 20% da população), vive com menos de 380 € por mês!

Por outro lado, perto de 80 milhões de europeus (17% da população europeia) vive actualmente abaixo do limiar da pobreza.

É este o tema do “Café com Letras” no próximo dia 11 DE MARÇO DE 2010 (quinta-feira).

Temos, pois, o grato prazer de o(a) convidar a assistir a esta conferência que se realiza na sede da ACA-AC, sita na Praça Serpa Pinto, n.º 11 em Avis, pelas 18 horas e que terá como conferencista Sueli Leal, técnica da REAPN (Rede Europeia Anti-Pobreza/Portugal)

“Café com Letras” é uma iniciativa da


Avis, 8 de Março de 2010.

A Direcção da ACA-AC

segunda-feira, 8 de março de 2010

AVIS EM ALTA


“Livros e Leituras” é uma revista online recheadíssima de informação acerca de tudo que à cultura diz respeito e que é vista diariamente por bem mais de 1000 visitantes.



No passado dia 04 e assinada por Lurdes Breda, ilustre escritora de Montemor-o-Velho, foi feita uma bem estruturada referência acerca da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural.



Porque é sempre de louvar todos aqueles que conseguem elevar o nome de Avis, deixamos aqui os parabéns à ACA, a Lurdes Breda, também ela amiga de Avis e sócia desta instituição cultural avisense e deixamos ainda o sítio onde podem ler o que ali se escreveu sobre a ACA.



Ora clique aqui, e situe-se em 04 de Março, se faz favor: http://www.livroseleituras.com/index.php?option=com_content&view=frontpage&Itemid=1



Boas leituras e coloque este “sítio” nos seus favoritos.

domingo, 7 de março de 2010

JUNTA DE FREGUESIA DE ERVEDAL: UM EXEMPLO A SEGUIR

DO CASTELO” tem apoiado, como é público e sabido desde a primeira hora, o Projecto Limpar Portugal - http://limparportugal.ning.com/ - nomeadamente divulgando o que é o projecto e divulgando ainda as actividades e iniciativas do Grupo Concelhio de Avis (GCA) - http://limparportugal.ning.com/group/avis

Chegou ao conhecimento deste blogue que a Junta de Freguesia de Ervedal respondeu afirmativamente ao solicitado por aquele GCA, no sentido de se combinar uma data para que alguns elementos do referido Grupo se pudessem deslocar àquela freguesia para falar do projecto com algumas entidades previamente contactadas pela Junta. O dia escolhido foi ontem, sábado, e na Sala da Junta estiveram presentes, para além da Senhora Presidente da Junta de Ervedal, um elemento da Associação de Caçadores, uma representante do Grupo de Cantares de Ervedal, uma representante do Grupo de Teatro a Fantasia e o Sr. Secretário da Junta de Freguesia de Figueira e Barros bem assim como quatro elementos do GCA.

Da reunião que, ao que apurámos foi extremamente interessante, resultou que se cada uma destas identidades presentes conseguir arranjar 5 elementos para o Projecto, no próximo dia 20, serão suficientes para limpar a lixeira que se encontra na foz da Ribeira de Sousel sendo os outros elementos do Grupo encaminhados para a lixeira de Benavila.

A atitude da Junta de Freguesia de Ervedal é tanto mais de louvar quanto o facto de ter sido a única Junta que, até ao momento, se disponibilizou para tal, ressalvando o facto de que a Junta da Figueira, quando soube desta reunião, se tenha igualmente disponibilizado para estar presente, como efectivamente o fez. A proposta foi feita, nos mesmos moldes e na mesma data, a todas as Juntas de Freguesia do Concelho de Avis.

O GCA continua interessado em ir às restantes Freguesias se para tal for contactado. Se bem que o tempo já não seja muito, ainda há tempo!

Já faltam menos de quinze dias: Mãos à Obra!

sexta-feira, 5 de março de 2010

CESTAS DE POESIA (CX)

Foto: O Livro


“CASIMIRO NEVES DE ALMEIDA, nasceu em 25 de Agosto de 1869 na Freguesia de Ervedal e faleceu em 17 de Fevereiro de 1954 em Lisboa. …em criança, e como era natural na sua época, foi para ajuda de guardador de gado e não chegou a completar o 1º grau do ensino primário…ainda bastante jovem dedicou-se ao fabrico artesanal de telhas e tijolos na Herdade de Pêro Viegas (concelho de Avis), e porque era bom trabalhador conseguiu durante o Verão amealhar um pecúlio que lhe permitia viver razoavelmente até à próxima campanha…porque a saúde se tornou precária, teve que abandonar aquela actividade, dirigindo-se para a zona de Lisboa. Conseguiu arranjar trabalho na Carreira de Tiro de Alcochete onde permaneceu alguns anos. Daqui veio para Lisboa, pois a saúde piorava, e, uma vez na capital, ia subsistindo dedicando-se à venda de miudezas…mais tarde conseguiu colocação como Servente do Exército na Secção de Fardamento e Equipamento e ali trabalhou até á reforma. Começou muito cedo a escrever poesia o que lhe acarretou alguns dissabores dada a sua irreverência e frontalidade.”

Este é um excerto retirado do Livro COLECTÂNEA DE POESIAS, de Casimiro Neves de Almeida, na parte que diz respeito aos dados Biográficos, assinado por um seu parente, João António Correia, que um dia teve a amabilidade de me ofertar um exemplar deste livro.

Irá ser sobre este livro e este poeta que me irei debruçar nas próximas Cestas de Poesia.

Para começar, uma referência muito clara e muito querida ao seu Ervedal sendo que no livro se fazem as seguintes referências, relativamente a este poema: "A minha irmã mariana Neves d’Almeida – Despedida do meu querido Ervedal"



Adeus lindos olivais
Da minha terra Natal.
Adeus belos arvoredos.
Adeus meu querido Ervedal!

Adeus, vila encantada!
Num maciço de verdura.
Cheio de rosada frescura,
Em sossego mergulhada!
Pátria minha tão amada!
Berço dos meus primeiros ais…
Adeus amigos lais
Com quem brinquei na infância.
Adeus terras de abundância
Adeus lindos olivais!

Adeus azinhagas tortas
Dum antigo romanesco,
D’agradável pitoresco
De tão variadas portas.
Adeus, verdejantas hortas

Adeus flora sem igual,
Adeus frutos sem rival
De tão sublime fruteira,
Adeus gente hospitaleira
Da minha terra natal!

Adeus cantos da infância,
Brados da paz e do bem
Que se reflectem além
Com flagrante retumbância.
Os rouxinóis em constância
Cantam de amor os segredos,
Os melros gazis e ledos
Repicam ternas canções
Que dizem em saudações
Adeus lindos arvoredos!

Adeus irmão e sobrinhos,
Adultos e inocentes,
Adeus primos e parentes
Adeus amigos vizinhos,
Toda a gente com carinhos
Lastimava o seu mal.
Adeus todos em geral,
Querida gente que moureja,
Que o futuro te proteja
Adeus querido Ervedal





quinta-feira, 4 de março de 2010

HÁ UM LIVRO PARA LANÇAR

Foto: Há um livro para lançar

“DO CASTELO” teve conhecimento de que está para ser lançado mais um livro no nosso concelho.

O livro em questão é da autoria desse grande poeta popular Ervedalense, (quiçá o poeta popular que mais poesia escreve, pois sei que o faz diariamente) e que se chama JOÃO ANTÓNIO GUILHERME.

Com o sugestivo título de “AS DÉCIMAS DE JOÃO GUILHERME” ele corresponde a um anseio antigo do poeta que foi possível concretizar dada a amizade desinteressada de outra Senhora poetisa do Ervedal, a Professora Maria Albertina Dordio que se empenhou afincadamente para que o Sr. João pudesse ter ainda em vida o seu livro com quarenta e uma das várias dezenas de décimas que escreveu.

Ao que julgo saber o livro terá sido entregue pela gráfica ainda em 2009 à Junta de Freguesia de Ervedal, não se compreendendo o porquê de tanto tempo para o dar a conhecer a todos aqueles que estiverem interessados em fazê-lo. É que os livros empacotados, além de se encherem de bolor, não cumprem a sua missão: mostrarem a todos aquilo que os respectivos autores escreveram.

Para além do mais, ninguém tem a vida nas mãos e o Sr. João merece tanto estar presente no lançamento do seu livro...

terça-feira, 2 de março de 2010

PARABÉNS A RUTE REIMÃO

“Correntes d'Escrita” são por certo o maior evento nacional de escrita.

Veja o que Rute Reimão,  avisense adoptiva que teve o raro privilégio de estar presente como convidada especial, para o lançamento do livro "Histórias do Barco da Velha" escrito por Pedro Terixeira Neves e por si mesma ilustrado, diz no post de 26 de Fevereiro, sobre este evento, carregando aqui:http://reimao.blogspot.com/

Mas se quiser saber mais sobre as "Correntes" então passe por: http://www.cm-pvarzim.pt/go/correntesdescritas/

 

Cá por Avis, curiosamente, os Amigos de Aviz começaram por dar projecto aos “Escritos e Escritores”, realizaram o ano passado a 1ª Edição e querem que estes seus “Escritos e escritores” se tornem, a curto prazo, também de conhecimento, para já, nacional e depois, bem, depois logo se verá.

Fiquem atentos que este ano vai haver novidades…e fortes!

Para já ficam os parabéns de "DO CASTELO" a Rute Reimão!

segunda-feira, 1 de março de 2010

RECUSO ESMOLAS DESTAS...

Recuso determinantemente os três pontos que vários sportinguistas fizeram o “favor” de me quererem oferecer por mail, telefone, telemóvel e de viva voz, retirados ao Futebol Clube do Porto para que o Benfica possa ganhar o campeonato.
Nem me safei das pancadinhas nas costas e o safado:
-…vá lá, se não fosse a gente…se não fosse esta ajudinha…”
Irra! Fiquem com os pontos que lhes podem fazer muita falta.
E mais: não devolvo já os referidos três pontos a todos os que me “amolaram a porca” porque às vezes nunca se sabe se não virão ainda a fazer falta de verdade

NO FINAL DO CAMPEONATO VOLTAMOS A FALAR...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

CESTAS DE POESIA (CIX)

Termino hoje estes dois meses de poesias que dediquei a um dos grandes, senão o maior,
vultos da poesia popular repentista do nosso Alentejo: JAIME VELEZ, O MANTA BRANCA, natural que foi de Benavila.
Durante dois meses por aqui deixei à vossa consideração nove poemas em décimas que atestam bem da qualidade deste poeta ganhão. Se na semana passada o Jaime rendia uma homenagem ao pai como grande mestre da poesia, agora é o próprio Jaime que, porventura graças ás lições que recebeu do pai, se acha já em condições de ser ele a dar lições de poesia. Ora atentemos no seguinte:

De Almadafe e Malarranha
E do Vale de Freixo talvez,
Quem quiser lições que venha
Recebê-las do Velez

 
Para os alunos ensinar
Tenho aberta a minha escola
Todos com a mesma bitola
P’ra exame os quero levar
Quero mestres apresentar
A quem aprendizes tenha
Vou mostrar a quem desdenha
Sou dos mestres o primeiro
Venham todos quantos queiram
De Almadafe e Malarranha
 

Tenho honra em ser professor
Sou da aula o presidente
De ensinar sou competente
Mesmo algum que mestre for
Ensino qualquer senhor
Ensino a dois e a três
Ensino doutores de leis
A delegado de juiz
De Santo António de Avis
E do Vale de Freixo talvez

 
Com a bonita maneira
Tenho teorias bem dadas
Só emprego reguadas
Nalgum que aprender não queira
Quando digam asneira
Levam teoria tamanha
Vou mostrar minha façanha
Na cartilha fraternal
Da Freguesia e do Ervedal
Quem quiser lições que venha

 
Eu no Alentejo estudei
Só com as vinte e três letras
Faço explicações bem “fêtas”
A regra do A B C eu sei,
Já bastantes ensinei
Foi assim que o Camões fez
Um cantor português
Dá lições para instruir
De todo o lado podem vir
Recebê-las do Velez.
 
Para terminar mais uma vez referir o suporte informativo que recebi do livro “Poetas Populares, 3º volume” da autoria de Fernando Cardoso.







quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

GRUPO CONCELHIO DE AVIS DO PROJECTO LIMPAR PORTUGAL PROMOVEU VISITA À VALNOR

Foto 1 - Muitos anos - Sandra Pedrogram: "Este aterro atrás de mim, estará decomposto daqui a 200 anos..."
Foto 2 - Muitos plásticos
Foto 3 - Muitos vidros
FOTO 4 - Muitas gaivotas...
Foto 5 - Muitos carros embalados
Foto 6 - Muitos colchões
Foto 7 - Muitos materiais utilizáveis no imediato
Foto 8 - Muita satisfação pela visita


O Núcleo Concelhio de Avis do Projecto Limpar Portugal levou a efeito, com o patrocínio do Município de Avis, uma visita às instalações das Valnor, sitas no concelho de Avis, entre Figueira e Barros e Alter do Chão. Às 09,15m do dia 17 já várias pessoas estavam concentradas junto da Caixa Geral de Depósitos e às 09,30h vinte e cinco deslocaram-se no autocarro camarário em direcção à Valnor num percurso que demorou cerca de meia hora.

Chegados ao destino a maioria destes visitantes puderam pela primeira vez assistir às explicações que Sandra Pedrogram, demoradamente lhes deu.

Referiu Sandra Pedrogram que a Valnor se iniciou em 2001, actuando em sete concelhos e que actualmente engloba 14, sendo já alguns provenientes do Ribatejo e Beiras. A Valnor emprega 150 trabalhadores e durante a visita tivemos ensejo de ver duas operárias de Avis.

Começando as explicações em frente de um aterro sanitário, explicou o modo como os mesmos são preparados, afirmando que aquele que ali estava daqui a 200 anos estaria completamente transformado. As águas que o aterro produz, - águas lexiviadas - são transportadas para umas lagoas e após um ano de repouso e tratamento das duas umas: ou estão em condições de entrarem no circuito ambiental e entram, ou não o estão e voltam de novo para o aterro. Estes são tapados com terra para evitar as pragas de gaivotas, cegonhas e carraceiros que por ali teimam, apesar de tudo, em se juntar.

Informou que estão a ser distribuídos contentores para o óleo alimentar e que este, após recolha e adicionado com gasóleo produz o biodisel, combustível que já abastece toda a frota da Valnor.

Foi feita uma visita guiada a toda a zona de separação de lixos sendo de destacar as zonas do papelão, do plástico, dos vidros, dos resíduos orgânicos – de referir que para se ir para este pavilhão teve que se ir de autocarro, tal a extensão das instalações da Valnor -, do desmantelamento e “enfardamento” de automóveis.

Sandra Pedrogram afirmou ainda que os escritórios da Valnor se encontram situados em cima de um antigo aterro, onde existiu antigamente uma lixeira a céu aberto. Os contentores, por serem leves, servem de instalação para os referidos escritórios.

Após duas horas e meia de visita o grupo regressou a casa mais consciente da necessidade de separar os lixos em casa e de os acondicionar devidamente nos respectivos receptáculos.

Com esta visita, cumpriu-se mais uns dos objectivos do Grupo Concelhio de Avis do Projecto Limpar Portugal, que culminará no próximo dia 20 de Março com a limpeza das lixeiras de Benavila, (junto à ponte para Valongo) e a do Ervedal, na confluência da Ribeira de Sousel com a Albufeira do Maranhão. Antes já outro objectivo tinha sido concretizado: a visita às lixeiras do concelho, da qual resultou a elaboração de um relatório já enviado ao Município local.

Para terminar o apelo do costume: junte-se ao GRUPO DE AVIS do PROJECTO LIMPAR PORTUGAL, para que no dia 20 de Março possamos deixar o concelho um pouco mais limpo do que se encontra agora.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ - ASSOCIAÇÃO CULTURAL, ESTÁ DE PARABÉNS!


Faz hoje precisamente doze anos que catorze pessoas amigas de Avis, pelo menos à altura, se dirigiram à Conservatória do Concelho de Avis e perante o Sr. Simão Velez ali assinaram a constituição daquela que viria a ser a AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ – ASSOCIAÇÃO CULTURAL. Curiosamente, dos 14 fundadores apenas seis se mantêm como sócios. Uns faleceram, outros adoeceram, outros desapareceram para parte incerta, outros por qualquer motivo que desconheço, resolveram deixar de ser sócios.
Várias vezes “DO CASTELO” tem feito referência a actividades desta Associação. Assim continuará a ser sempre que lhe cheguem atempadamente eventos a levar a efeito pela ACA.
Aliás, como acontecerá com qualquer outra associação.
Para sabermos mais detalhadamente o que é e tem sido a ACA vamos transcrever o que Fernandino Lopes, fundador e ainda sócio diz sobre a mesma, em resposta a um pedido que lhe foi endereçado por “DO CASTELO”:

"A Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural foi fundada em 23 de Fevereiro de 1998 e, entre outros, inscreve nos seus objectivos a defesa do património cultural e natural do concelho de Avis.
A especial atenção que ao longo da sua ainda breve existência tem dedicado à escrita, aos autores e à promoção da leitura, designadamente, com a publicação trimestral da Folha Informativa Águia, que este ano comemora o 10º aniversário, a organização dos Jogos Florais de Avis, com a 8ª edição em curso e que em anteriores edições já recebeu mais de 3 500 trabalhos originais apresentados a concurso, a realização de encontros de poetas populares, consubstanciam uma perspectiva singular no meio onde se insere de contribuir para aquele seu objectivo, porque assim a entende como uma das formas de o prosseguir.
Mas, questionando-se permanentemente sobre maneiras de (re)criar abordagens de acção, de divulgação, de promoção, de preservação e de defesa do património cultural e natural do concelho de Avis, sem esquecer a atracção de novos públicos – ainda que consciente do contexto social e territorial envolventes -, a iniciativa Escritos e Escritores – Avis 2009 – 1ª Edição, que a Amigos de Concelho de Aviz organizou no passado mês de Outubro, conseguiu - a par de outras iniciativas como o ciclo de conferências “Aviz, Século XXI”, organizado entre 2005 e 2007 - ultrapassar a fronteira da indecisão, saltar o medo do fracasso, romper a incerteza da aceitação, superar os confins da inconcebível interioridade, para, excedendo todas expectativas, constituir-se num evento cultural que trouxe a Avis um considerável número de escritores - uns que desceram desde Coimbra, outros que lá debaixo do Algarve se fizeram à estrada e outros ainda que de Lisboa partiram em direcção ao interior alentejano -, onde foi constante a exaltação dos livros, o incentivo à leitura, o convite à escrita e o diálogo entre as partes – escritores e leitores, sem esquecer o vasto e rico património edificado de Avis que também pôde ser dado a conhecer e a desfrutar.
Rabiscam-se, já, as primeiras e novas ideias sobre o Escritos e Escritores – Avis 2010 – 2ª Edição, enquanto a procura incessante de fazer sempre mais e melhor continuam a ser a motivação permanente desta associação que também pelos livros e em tudo do muito que lhes está associado, vê um veiculo privilegiado de enriquecimento cultural.
Mas as actividades da ACA estendem-se a muitas outras áreas, como sejam os intercâmbios culturais que têm trazido a Avis gente que nunca por cá tinham passado e que vieram de locais tão distantes como Olhão, Cuba, Almada ou Beja, estando prevista para este ano a vinda de uma comitiva da Freguesia da Ameixoeira, de Lisboa. Os circuitos culturais em BTT, sempre com uma componente cultural e os passeios pedestres pelas margens da Albufeira do Maranhão também já ganharam um espaço próprio e insubstituível. As tertúlias do “Café com Letras” que ciclicamente se repetem entre Janeiro e Junho de cada ano, quinzenalmente, sempre às quintas-feiras, na Sede às dezoito horas e que já ultrapassaram as oitenta sessões; as parcerias diversas com outras associações ou colectividades; as cantigas à desgarrada com o intuito de recriar espaços outrora de primordial importância para convívio e distracção. A ocupação dos espaços livres como o foi a actuação da banda Filarmónica Alterense no Jardim Municipal, aquando das comemorações do 10º aniversário. Os “Pedaluar”, que mais não são do que passeios de BTT efectuados à noite pelos campos do nosso concelho, marcam também um ponto alto das actividades da ACA, sendo muito participados e servindo para revitalizar a Praça Serpa Pinto, local onde fica sedada a ACA. As provas de Orientação, levadas a cabo pelo Núcleo de Orientação da ACA são igualmente actividades que apraz registar nesta pequena resenha. A ACA tem sido embaixadora do nosso concelho com a montagem de stands de exposição de escultura de Francisco Alexandre, nomeadamente nas Feiras do Alentejo realizadas em Almada e promovidas pela Alma Alentejana daquela localidade.
De referir ainda a venda de livros a preços extremamente baixos com a inicitaiva "Há livros na Feira", onde durante a Feira Franca de Avis se têm vendido uma média de 200 livros por feira.
As actividades desenvolvidas têm levado a que várias pessoas se associem, sendo que neste momento o número de registos de sócios já ultrapassou o número 300.
Isto é, de modo muito sucinto aquilo que me apraz registar em resposta ao solicitado por “DO CASTELO”.
P`la ACA,
Fernandino Lopes"



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

ASSUMO: SOU GAY!

ASSUMO SOU GAY

Certamente que será um choque para todos os meus amigos esta confissão pública de que assumo a minha tendência homossexual. Esta é daquelas coisas que quando tornadas públicas tomam as proporções de uma bomba, pelo inesperado da situação, pelo impacto que tem em todas as pessoas. Você é um dos primeiros a saber disto. Passo a alguns pormenores. Desde muito novo que comecei a sentir atracção por homens mas envergonhei-me sempre de o assumir. Agora, o Primeiro-ministro de Portugal, esse grande homem, esse defensor das minorias que um dia se tornarão maiorias, deu-me a oportunidade de publicamente e sem falsos medos ou pudores dizer a todos aquilo que comigo se passa. Estou ansioso por finalmente poder contrair matrimónio com o homem dos meus sonhos que desde sempre tem enchido o meu coração... Espero em breve podermos mostrar à sociedade todo o nosso amor e poder passear-me com ele de braço dado pelas ruas da minha terra que em breve passará a ser “nossa terra”, minha e dele... Mais tarde havemos de adoptar uma criancinha e educá-la nos sãos princípios do homossexualismo. Já ando a pensar num nome para a criança mas ainda não falei com o meu amor para ver se ele está de acordo. Tenho a certeza de que seremos muito felizes os dois, eu e ele. Depois estou ansioso por nos amarmos a sós mas sem receios no escurinho do nosso quarto: e o amor entre gays é deveras emocionante. Desculpem-me os heterossexuais mas connosco há sempre uma segunda volta…ai!ai! Estão a perceber, não é?: ora é um o receptor ora é o outro…Até estou a corar…
Outro sonho nosso é podermos casar em Lisboa, nesse grande evento que são os “Casamentos de Santo António”. O santinho, que será por Decreto de lei igualmente o santinho dos gays casamenteiros, há-de ajudar-nos e havemos de fazer o par de noivo(a)s mais bonito da cerimónia.
Agora que já desabafei, que já soltei este aperto de tantos anos que já quase nem me deixava respirar, estou melhor. Mais liberto. Mais disponível para o amor.
Quando for visitar os meus amigos, saberão o nome do meu noivo, pois que ele é um moço muito reservado e ainda não se quer dar a conhecer.
Esta carta/comunicação é igual para todos aqueles que considero meus amigos, você incluído.
Obrigado por me compreenderem.
Vosso amigo, Jean-Joanne.
Lyon, aos 18 de Fevereiro de 2010.

Ao acabar de ler esta carta do meu amigo Jean-Joanne, fiquei sem palavras. O Jean-Joanne foi meu colega de estudos e à parte sempre me ter tratado por “você” e ter um modo diferente de se expressar com as mãos, tivera um comportamento em tudo dito “normal”, chegando mesmo uma vez a ir comigo às meninas, lá para os lados do Técnico, em Lisboa. Agora resulta num pan, perdão num gay? Mas que raio lhe deu? Estou deveras perplexo e não vou fazer mais comentários. Afinal, dele agora apenas lhe reconheço o raciocínio um pouco enviesado na maneira como continua a escrever
Cada um de vós que o faça o seu próprio juízo e se for possível, ajudem-me a escrever uma carta para enviar de volta ao Jean-Joanne.
Fico muito agradecido.

P:S: Para aqueles que chegaram a pensar que isto era uma declaração subscrita por mim, devo confessar que fiquei muito “chocado” convosco. Apesar da proximidade do Carnaval, não vos vou desculpar.
Mas não conto nada a ninguém!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

CESTAS DE POESIA (CVIII)

De novo com a poesia de JAIME VELEZ, O MANTA BRANCA.
 Vou dar a conhecer mais umas décimas publicadas em “Poetas Populares” – 3º volume, da autoria de Fernando Cardoso.

Pelo teor das mesmas, depreende-se que o poeta-ganhão dedicou estas décimas a seu pai que fora seu professor na arte de fazer poesia.


Então, é assim:

Na aula aonde eu estudei
Já os estudos deram fim
Já não há quem lições dê
Só chegaram para mim

Saí logo oficial
Nem cheguei a ser sargento,
Tomei conta do regimento
Dos cantores de Portugal.
Até podia ser marechal
Na carreira que tomei
Não pode outro nem por lei
Ter exame igual ao meu
Já se fechou o liceu
Na aula aonde eu estudei.


Só eu as podia dar
E já não eram naturais,
O meu mestre sabia mais
Eu não me posso comparar.
Deixou-me no seu lugar
não por ser igual a mim
Eu tenho-me por mais ruim
E é menos o meu valor,
Morreu o meu professor
Já os estudos deram fim.


Da mesma sanguinidade
A todos deixou herança
Com o dote resta a esperança
Desde que haja habilidade.
Ensinou-me de vontade
Eu de vontade “escutê”
Inda hoje por aí se vê
Escritas que ele deixou
Já o meu mestre findou
Já não há quem lições dê


Tinham melhores condições
Esses antigos liceus
Como a escrita de João de Deus
E os Lusíadas de Camões.
Esses modernos padrões
Caem sem dar motim
Mas até o “pelourim”
Da maior altura cai
As teorias de meu pai
Só chegaram para mim.



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

CHOCALHARAM-SE AS COMADRES

Foto 1 - "FRANCISQUINHA" a estrela da companhia...
Foto 2 - MESTRE ORLANDO, "pai da chocalhada" e ANTÓNIO HENRIQUES "pai" da Francisquinha 
Foto 3 - Pela Rua do Convento


Foto 3 - O Repasto e o anfitrião

Tal como o meu colega “DESABAFOS” atempadamente noticiou, no passado dia 10, quarta-feira, chocalharam-se as comadres cá pela vila de Avis.
Comecemos pelo princípio.
Tudo começou com uma conversa de cadeira de barbearia quando o Mestre Orlando escanhoava a barba ao Mário:
- Ò Mário, era interessante chocalharmos as comadres como fazíamos antigamente…
- Ó Mestre, eu arranjo os chocalhos...
Estava armado o balho!
O Sr. António Henriques terá sido dos primeiros a ser contactado e disponibilizou-se de imediato para fazer a boneca: a Francisquinha. Foram feitos mais contactos através do Mestre Orlando e arranjou-se uma lista para inscrições que ficou exposta na barbearia: ao todo arranjaram-se 18 foliões.
Embora o dia das Comadres fosse só na quinta-feira, parece que a tradição de chocalhar as comadres, cá em Avis, era na quarta-feira imediatamente anterior. E foi o que aconteceu este ano: às sete da tarde, hora aprazada para a concentração, apenas duas pessoas na barbearia: o Mestre Orlando e o Sr. António Henriques. Melhor, três, pois que a radiosa Francisquinha também já lá estava.
- Sabe uma coisa? A última boneca que eu tinha feito ainda era solteiro, diz o Sr. António Henriques, radiante pela obra conseguida.
Riposto-lhe:
- Pelos vistos, isto de fazer bonecas é como andar de bicicleta, aprende-se uma vez na vida e nunca mais se esquece…
Às oito horas deu-se a partida. Os chocalhos já tinham sido atados, sendo também essa missão pertencido ao Ti Tonho Henriques.
O itinerário pré-estabelecido previa a passagem pelas ruas mais habitadas mas em breve se constatou a quantidade de casas devolutas que há por essa vila, nomeadamente na zona histórica. Aos poucos foram-se introduzindo as alterações que se acharam convenientes.
Na Rua do Convento os actores desta brincadeira, sentiram o calor dos flashes: duma das janelas alguém quis registar este momento único de há muitos anos a esta parte: uma fotografia para recordação. Não cheguei a saber era se tinha sido um Compadre bem-disposto ou uma Comadre incomodada.
Na Rua de S. Roque alguém vindo lá dos lados de Cascais e levada pela curiosidade, quis testemunhar o que se passava. Na Rua dos Muros houve quem espreitasse das águas-furtadas e na Rua das Cisternas duas idosas sorriram ao passar a “chocalhada”, talvez recordando outros tempos, outras histórias. Na parte poente da Rua António José de Almeida era bom de ver as moradoras do Cemitério Velho a espreitarem cá para baixo. A irreverência desta gente levou-os a interromperem uma aula de Inglês que decorria nas instalações da Junta de freguesia. Estupefactos uns, prevenidas outras, a aula terminou pouco depois não sem que antes a Maria Joana Moreno se vingasse da afronta despejando umas mãos cheias de farinha em alguns dos intrusos. Dali o cortejo seguiu tendo percorrido a Avenida da Liberdade, o Bairro Catarina Eufémia e o Ferragial das Amendoeiras, onde a Margarida Passadinhas defendeu a honra das Comadres enfarinhando mais um ou dois compadres. Seguiu-se a Combatentes do Ultramar. Nesta, uma pequena incursão para o Largo de S. Sebastião onde uma Comadre de nome Manuela Caçador, apareceu à janela e disse convicta:
- Se eu não estivesse doente como estou essa boneca já não estava aí não…
Fica a dúvida se estaria ou não.
Já na Rua António Alberto Ferreira Franco, na parte nascente da mesma, uma senhora comentava assomando-se à sua varanda:
- Eu disse para o meu Manel : vem aí um rebanho de ovelhas, e ele disse-me: não vês que não são ovelhas, são vacas…
E lá seguimos pensando como o Manel daquela senhora ia acertando nas vacas…só lhe faltou um bocadinho assim…
A Casa do Benfica estava atenta ao desenrolar do futebol quando aquela maralha irrompe por ali adentro. Alguns mostram cara de chateados pelo incómodo e inesperado da situação, enquanto outros sorriem, não sei se por gostarem da chocalhada se pelo facto de, à altura, o Porto ainda estar empatado…
Na casa do Mestre Orlando havia uma paragem obrigatória – tínhamos que beber ali um copo e um bolinho em festa organizada pela sua esposa. Entretanto já a Enfermeira Nídia, que esperava a caravana na sua casa com mesa posta e, em virtude do percurso ter sido alterado, trouxera a farinheira do marido (salvo seja!!!!) já frita, mais uns bocaditos de queijo e pão que a D. Alexandrina, vinda lá dos Luxemburgos, quisera adicionar ao lanche e à festa. Ali, na casa do mestre Orlando juntaram-se muitas comadres e a Francisquinha ficou bem guardada, a um canto da casa, pois que a todo o momento era previsto um ataque à mesma. Tal aconteceu já na rua, quando a comadre Deolinda fez uma incursão, Rua Machado dos Santos acima, correndo desalmadamente atrás do carro da dita Francisquinha. De imediato foi rodeada pelos capangas de serviço à guarda da Francisquinha, e depois de devidamente chocalhada, a comadre Deolinda regressou a casa com juras de que pró ano as coisas iriam ser diferentes.
Dali até à barbearia do Mestre Orlando não houve nada mais digno de registo, a não ser a cara de satisfação por dever cumprido dos cerca de 25 elementos que acabaram esta divertida forma de repor uma tradição que fazia parte dos Carnavais de antanho.
De registar o fair-play da comadre ANA que acompanhou todo o percurso, testemunhando fotograficamente a totalidade do “espectáculo”.
Esperamos sinceramente que as Comadres não esqueçam este “enxovalho” e que para o ano saiam elas à rua a chocalhar os compadres.
Se a vingança se deve servir fria, daqui até ao próximo Carnaval tem muito tempo de arrefecer. Não acham?

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

NUMA CRÓNICA DE CARNAVAL NADA SE LEVA A MAL!

Foto 1 - Odaliscas de Alcórrego e Maranhão
Foto 2 - Tiroleses da Aldeia
Foto 3 - Chinesas de Valongo
Foto 4 - Os Cowboys eram de Avis
Foto 5 - Os faraós foram da Casa do Benfica
Foto 6 - Projecto Limpar Portugal - Um projecto á sua espera!
Foto 7- Lar da Santa Casa: Recordar os anos 60 mesmo aos 70...
Foto 8 - O Infantário da Santa Casa trouxe os seus pintainhos...
Foto 9 - Benavila teve Sevilhanas...
Foto 10 - Ervedal trouxe as mexidas camponesas...
Foto 11- A Figueira encerrou o desfile com os seus Piratas

…e ao terceiro dia acabou o Carnaval. Por causa do mau tempo, tudo recolheu ao Pavilhão da Escola de Avis. E foi bonito de se ver…

1 - O Alcórrego e Maranhão apresentaram-nos as suas odaliscas e macacos me mordam se não havia por lá já umas autênticas …odalascas...

2 - Aldeia Velha entrou com os Tiroleses e com alguns malteses à mistura e muitas mal tezas…

3 - Os de Valongo azucrinaram-me a cabeça com os Chineses. Se soubessem a fartadela que eu tenho de chineses e de lojas dos ditos, tinham-me poupado a esta prova de esforço suplementar…

4 - A Ludoteca de Avis trouxe-nos os seus Cowboys e as suas Cowgirls…confesso que até tive vontade de ser cavalo, mesmo sem sela…

5 - A Casa do Benfica disfarçou-se de Faraó talvez para ver se descobre o segredo que fazia deles (faraós) campeões, mas à séria…

6 - O Grupo Limpar Portugal marcou presença para chamar a atenção que é preciso limpar Portugal dia 20 de Março e em todos os outros dias do ano!

7 - O Lar da Santa Casa da Misericórdia de Avis trouxe até nós os anos 60 e, meu Deus quanto reumático acumulado! É certo que me fizeram pegar numa vassoura e fazer dela uma guitarra eléctrica e isso foi bom demais! O pior foi o torcicolo que apanhei com um passe de twist mal dado…

8 - O Infantário da Santa Casa veio para o desfile com os seus pintainhos. Muito devem ter suado certas galinhas de crista arrebitada que por lá andavam...

9 - Benavila trouxe as Sevilhanas, esguias, esbeltas (algumas) e confesso que nunca tinha ouvido umas sevilhanas com sotaque tão acentuadamente alentejano…

10 - Gostei sobremaneira das Camponesas de Ervedal. Agradável à vista, muito mexidas, embora demasiado vestidas para o evento…e não me venham com essa cantiga de que antigamente era assim…

11 - Fechou a Figueira e Barros, com os seus Piratas. Confesso que sabia que havia piratas na Figueira, mas assim tantos não sabia não…

Para finalizar, registo com agrado duas mensagens: a do Lar da Santa Casa da Misericórdia de Avis que nos disse que nunca se é velho para viver e a do Grupo Limpar Portugal que foi o único que nos trouxe mensagens demasiado importantes, escritas em cartazes: é essencial a defesa do ambiente e o esforço de todos para que no dia 20 de Março nos empenhemos em deixar Portugal e nomeadamente o concelho de Avis mais limpo.
 Agora que acabou o Carnaval, junte-se ao Grupo de Avis do Projecto Limpar Portugal e vamos tratar a sério de um caso muito sério.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

NÚCLEO CONCELHIO DE AVIS DO PROJECTO LIMPAR PORTUGAL PROMOVE VISITA À VALNOR

Solicitou-me o Coordenador Concelhio de Avis do Projecto Limpar Portugal, que avisasse os possíveis interessados de que na próxima quarta-feira, dia 17, haverá uma deslocação às instalações da Valnor, com partida prevista para as 09h15m junto das instalações da Caixa Geral de Depósitos em Avis e com o intuito de sensibilizar para a necessidade da reciclagem dos lixos, sendo que ainda há alguns lugares vagos para total preenchimento dos 33 lugares do autocarro solicitado ao Município de Avis.
Mais nos solicitou ainda que informasse que quem quiser, poderá reservar o seu lugar pelo telemóvel Nº 969 015 106.
Fica o recado dado.