Avis, 20 de Outubro de 2009
Querido amigo, espero que ao receberes esta te encontres de feliz e boa saúde na companhia de quem mais desejares que eu encontro-me bem graças a Deus.
Escrevo-te para te dizer que começou hoje a chover aqui pelas nossas terras de Avis, ao mesmo tempo que refrescou muito. Apesar dos alertas da Protecção Civil que previam grande temporal durante a noite, a verdade é que só começou a chover por volta das oito da manhã. Primeiro uma ou outra pinga depois um pouco mais a sério. Os agricultores andavam desesperados por uma seca tão prolongada. Em condições normais já para aí há um mês que devia ter começado a chover. Lembras-te que antigamente começava a chover por alturas do S. Miguel? Agora até a chuva mudou de hábitos.
Tal como os agricultores também eu estava ansioso que chovesse. E a minha avidez pela chuva era tanta que me meti no meu carrinho e fiz-me à estrada: Fonte Ferreira, Pisão, Alcórrego, Montinho, Covões, Cruzamento para a Barragem, de novo Alcórrego, Samarra, Monte do Carreiras, Adega de Fonte Paredes, Quinta de Santana, Largo da Feira, Avis. E quanta coisa eu vi e ouvi. Vou contar-te alguns pormenores pois sei que tens muitas saudades da nossa santa terrinha.
É curioso que as primeiras ervas que começam a verdejar são as que nascem nas bermas das valetas. Não sei se já reparaste. E é que não tenho grande explicação para isso, já que tanto chove nas bermas das valetas como um pouco mais para dentro dos campos. Mas acontece. Nas imediações da Fonte Ferreira a chuva “afracou” um pouco e eu saí do carro. Ainda cheirava a terra molhada. Gosto desse cheiro a terra molhada e lavada. Enche-me os pulmões de energia. Mas, curiosamente, lembro-me sempre nessas alturas do meu amigo Francisco Alexandre, sabes quem é? Aquele que faz esculturas muito bonitas? É isso, esse mesmo. Dizia eu que o meu amigo Francisco não gosta do cheiro da terra molhada porque lhe traz recordações de África quando o cheiro da terra molhada era proveniente do sangue derramado na guerra da Guiné. Mas eu, como tive a felicidade de não ter ido à guerra de África, gosto.
No Pisão, sete patos seguiam em fila indiana, atravessando vagarosa e cadenciadamente a estrada e obrigaram-me a parar. Deixei-os passar e fiquei extremamente feliz pelo modo como abriam e fechavam as asas enquanto caminhavam ou davam pequeníssimas corridas, como se de crianças felizes se tratassem e estivessem a desenvolver um qualquer jogo de agradecimento ao deus das águas.
Nas imediações dos Covões, parei de novo. Não saí do carro mas baixei um pouco o vidro do meu lado. Deitei os olhos aos céus para ver se, ali por entre o denso sobreiral, já se vislumbrava algum pombo bravo, pois que é natural estarem por aí a aparecer, para gáudio dos caçadores. Abri o outro vidro e apercebi-me de um diálogo curioso passado ali mesmo junto de mim num local onde as formigas tinham feito um enorme monte de sementes:
- Mãe, tenho frio…
- Cala-te, sementinha, e bebe esta água milagrosa que nos está a chegar. Ainda há meia dúzia de dias estavas cheia de calor e de sede. Agora tens frio. Irra, que não te dás temperado! Bebe mas é está água, para inchares, deitares raízes e te transformares, lá mais para a Primavera, numa flor, como o foram as tuas irmãs o ano passado.
- Mãe, mas eu tenho frio…
- Bolas, cala-te e bebe, já te disse!
Nas sementes, como nos humanos, nem sempre os pais têm a devida paciência para compreender os filhos. Fiquei triste com aquela discussão e segui caminho até porque a chuva se intensificara de novo e tive que fechar os vidros do carro.
Na quinta de Santa Ana verifiquei outro “milagre da natureza”. Os caracóis que se encontraram a estivar durante vários meses já se moviam lentamente. Talvez mais lentamente que os caracóis ditos normais, pois que têm essa particularidade acrescida de que, além de serem lentos por natureza, ainda por cima são alentejanos…
Desculpa esta piada de mau gosto mas saiu-me. Se calhar até não teve muita graça. Digo eu. Estou quase a chegar a casa. Continua a chover. Paro o carro no quintal, vou entrar em casa e oiço a minha mulher quase a gritar-me:
- Limpa bem os pés aí no tapete. Não venhas já sujar o chão para não ficar tudo numa lagariça! Maldita chuva que nunca mais pára!
Vá lá a gente perceber as pessoas….
Pronto amigo, vou terminar que esta carta já vai longa. Recebe um forte abraço deste teu amigo que apesar de estar longe sempre está perto de ti em pensamento e espero que não demores a dar-me notícias tuas.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Avis, 20 de Outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
VENDE-SE VESPA EM BOM ESTADO DE CONSERVAÇÃO
Foto 1 : Vende-se VESPA Px125 T5
Foto 2 : Ano de 1990
Foto 3 : Marca PIAGGIOO GRUPO DE AVIS JÁ TEM 14 ELEMENTOS e você ainda não se inscreveu? Faça-o em: http://limparportugal.ning.com/group/avis
É isso:
Marca: PIAGGIO
Ano: 1990
Quilómetros: 10 000
Cilindrada: 125 cm3
Peço: A COMBINAR À VISTA
Contactar: Sr. SIMÃO ALHO (Rua Combatentes do Ultramar/Avis)
Telefone: 242 412 439
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
CESTAS DE POESIA (XC)
Vamos limpar Portugal. Veja como em http://limparportugal.ning.com/
O GRUPO DE AVIS já tem 12 elementos. Seja você o 13º para mostrar que não é supersticioso, inscrevendo-se em: http://limparportugal.ning.com/group/avis
Sendo Outubro o mês dedicado ao Idoso, nada melhor que publicar estas décimas de autoria de JOÃO MARTINS VILELA, o poeta de Benavila que já teve honras de ser referenciado no Jornal aponte do presente mês:
Reformado venha comigo
Para a nossa restauração
Nove anos de castigo
Foi uma grande lição
Eu venho-o convidar
E dar-lhe a minha opinião
Estamos mesmo na ocasião
Da gente aproveitar
Eu estou farto com penar
Com o meu coração lhe digo
Eu sou muito seu amigo
E serei sempre fiel
Vamos para o nosso quartel
Reformado venha comigo
Quando formos para o nosso lar
Já não nos faz diferença
Essa sua consciência
Tem que mudar
Tem que aprender a amar
A nossa velha geração
Mas não me digam que não
O meu povo tão querido
Faço-lhes este pedido
Vamos para a nossa restauração
A assistência social
Eu fui procurar
Já estava a dar
Um lanche afinal
Isto agora é tudo igual
E sou eu que lhe o digo
Pode ficar convencido
Que eu tenho a certeza
Porque foi uma grande tristeza
Nove anos de castigo
Quando o convívio foi feito
E que foi inaugurado
Havia de ter sido explicado
Já tinha outro jeito
Mas ninguém é perfeito
Eu dou-lhe a razão
Repare e tome atenção
Venha dar o seu nome
Porque se não for assim não come
Foi uma grande lição
AUTOR: JOÃO MARTINS VILELA/BENAVILA ( Feito em 2001)
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
ESCRITOS E ESCRITORES - AVIS 2009 - 1ª EDIÇÃO
ESCRITOS E SCRITORES – AVIS 2009 – 1ª EDIÇÃO é uma iniciativa da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, como apoio do Município de Avis e da Junta de Freguesia de Avis.
À noite, a partir das 21 horas do dia 24, haverá um espectáculo no Auditório Ary dos Santos com a presença do Grupo de Concertinas de Montargil e haverá igualmente poesia dita ao ritmo das violas pelo Grupo Alterense de Cultura.
Na semana de 17 a 24 haverá vários livros de escritores que estarão entre nós, à venda nas Papelarias PAPELAVIS e A. DUARTE ROSADO que poderão ser autografados pelos respectivos autores dia 24 a partir das 17,30 na Sede da ACA.
Espera-se que esta iniciativa, com o carimbo da ACA, tenha o mesmo sucesso de tantas outras já realizadas.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
POR MIGUEL ESTEVES CARDOSO
O GRUPO DE AVIS continua com 11 elementos. Seja você o 12º inscrevendo-se em: http://limparportugal.ning.com/group/avis
Achei piada a esta “Croniqueta” do Miguel Esteves Cardoso, tanto mais que faz referência a um nome de Avis.
Por isso, com a devida vénia aí vai:
Diz-me onde moras... (por Miguel Esteves Cardoso)
"Um dos grandes problemas da nossa sociedade é o trauma da morada. Por exemplo, há uns anos, um grande amigo meu, que morava em Sete Rios, comprou um andar em Carnaxide.
Fica pertíssimo de Lisboa, é agradável, tem árvores e cafés. Só tinha um problema. Era em Carnaxide.
Nunca mais ninguém o viu.
Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a Mauritânia!
Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e Moscavide. Rimam com Tide e com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide.
Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em Cascais. É a injustiça do endereço.
Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos. O tamanho e a arquitectura da casa não interessam. Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, Brandoa, Cumeada, Agualva-Cacém, Abuxarda, Alformelos, Murtosa, Angeja. ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola.
Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, no Fogueteiro e na Cruz de Pau. (...)
Ao ler os nomes de alguns sítios - Penedo, Magoito, Porrais, Venda das Raparigas, compreende-se porque é que Portugal não está preparado para entrar na Europa.
De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa o Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai querer integrar?
Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses.
Imagine-se o impacto de dizer "Eu sou da Margalha" (Gavião) no meio de um jantar.
Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente "E a menina de onde é?", e a menina diz: "Eu sou da Fonte da Rata" (Espinho).
E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando "E onde mora, presentemente?", Só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).
É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro?
Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do Garganta Funda.
Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso? Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de uma Vergadelas?
É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da "terra".
Ninguém é do Porto ou de Lisboa.
Toda a gente é de outra terra qualquer. Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir.
Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de
Naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do Bairro).
É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros ("I am from the Fountain of Drink and Go Away...").
Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de Filha Boa.
Verá que não é bem atendido. (...) Não há limites. Há até um lugar
Chamado Cabrão, no concelho de Ponte de Lima!!!
Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros.
Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes giraços, tipo: Não Sei, A Mousse é Caseira, Vai Mais um Rissol. (...)
Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um
Percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo Corte Pão e Água (Mértola), sem passar por Poriço (Vila Verde), e acabando a comprar rebuçados em Bombom do Bogadouro (Amarante), depois de ter parado para fazer um chichi em Alçaperna (Lousã)."
(Miguel Esteves Cardoso)
terça-feira, 13 de outubro de 2009
A CDU SUBESTIMOU
Não consigo perceber porque é que a CDU do concelho de Avis subestimou o aviso que a população de Benavila lhe enviou. Como se pode ver na foto acima, o alerta era mais que evidente: por baixo de um cartaz colocado naquela localidade e que exibia a foto do candidato do PS à autarquia local, lá estava escarrapachado: CUIDADO. Esse cuidado não foi tomado em consideração pela CDU, e embora saiba que vou contrariar o meu querido colega “O MARANHÃO”, a verdade é que o PS, muito por mor desse descuido, subiu. É claro que subiu. Então se tinha um vereador e passou a ter dois, subiu ou não subiu? Mais: em número de vereadores eleitos o PS subiu 100%, o que é obra, e muito por culpa da tal distracção da CDU em não ter dado a devida atenção ao recado das gentes de Bena.
Pergunto: Será que o recado ainda continuará a fazer sentido?
A mais pequena distracção pode ser (é) a morte do artista!
PS: O meu agradecimento ao amigo AC que me facultou esta foto ainda durante a campanha eleitoral. Achei por bem não a publicar nesse período para agora também não ser conotado com algum resultado definitivo de uma qualquer das listas concorrentes.
São feitios cá meus.
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segunda-feira, 12 de outubro de 2009
ORA VEJA AQUI!
http://autarquicas.sapo.pt/2009/resultados_2009/
sábado, 10 de outubro de 2009
ABÓBORAS!
Foto: "... não exibirão um sorriso tão rasgado como João Narciso ostenta na foto acima (João Narciso, à esquerda) no exacto momento em que confirma..., o peso da sua abóbora: 55 quilos."Quem bem semeia, bem colhe.
Parabéns a este hortelão.
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Visitem os "DESABAFOS"
Por isso "DO CASTELO" destaca e convida-o(a) a visitar hoje mesmo os "DESABAFOS" em :
http://poolman.blogspot.com/
CESTAS DE POESIA (LXXXIX)
JOÃO MARTINS VILELA, o poeta de Benavila, não foge a essa regra.
Eis o que tenho para vos mostrar hoje:
Mote:
Adeus filho da minha alma
Nunca de ti me hei-de eu esquecer
Abre essa tua campa e fala
Que ainda te quero tornar a ver
Jaz aqui no cemitério
Na rua dos “carporais”
Onde há filhos e outros pais
Neste lugar triste e sério
Eu venho aqui a este império
Porque a amizade nunca abala
E nesta santa cruz de palma
Contra Deus ninguém resiste
E para eu viver tão triste
Adeus filho da minha alma
Vestiu-se o mundo de luto
E toda a gente por ti chorou
Foi a morte que te matou
Fez de ti um “gesimundo”
Da terra foste p´ró fundo
Desgostos eu não devia ter
Para eu mais o teu pai te ver
Nesta casa sepultado
Adeus querido desaventurado
Nunca de ti me hei-de eu esquecer
Os rapazes da tua idade
Vêm ao teu acompanhamento
Que lhe deste o fim do teu tormento
Te amavam todos com lealdade
Mas mata-me cá a saudade
Que dentro de mim resvala
Ela nunca se me cala
Aqui neste sossego
Diz-me lá onde está o segredo
Abre a tua campa e fala
Tem de mim piedade
Que eu criei-te com carinho
Deixa-te dar mais um beijinho
E faz-me lá essa vontade
Venho com a minha curiosidade
À causa do meu sofrer
Deus te me fez perder
E perdi a minha calma
Esta paixão não me acalma
Que ainda te quero tornar a ver
AUTOR: JOÃO MARTINS VILELA/BENAVILA
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009
A ALMA E A GENTE - AVIS NA RTP2
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terça-feira, 6 de outubro de 2009
AS AUTÁRQUICAS OU O CAMPEONATO REGIONAL
Em Avis concorrem três equipas: a equipa da CDU, a equipa do PS e a equipa do PSD. A quantidade de jogadores inscritos na respectiva “Liga” por cada equipa é em número correspondente às disponibilidades de pessoal que possuem. A CDU dá-se ao luxo de apresentar uma equipa de 162 “jogadores”, talvez devido ao facto de já ela ser uma selecção de jogadores do PCP e do PEV (a propósito, não encontrei nenhum jogador inscrito na CDU que fosse jogador do PEV. Será que estão disfarçados e pintados com o nome de “Independentes” em vez de pintados de “Verdes”? O PS inscreveu 118 jogadores e o PSD 103, a fazer fé em que não me enganei a contá-los e em que o jornal aponte do passado mês de Setembro também não se enganou. Mas mais um ou menos um andará por aí. Penso que não dará a conta estar a contar tudo de novo outra vez.
Por vezes é difícil gerir estes plantéis. Se repararmos com atenção, todas as equipas inscritas no campeonato de Avis, utilizam jogadores em mais que um lugar: há jogadores de ataque em lugares de defesa e vice-versa. Os que têm mais jogadores inscritos, a CDU, se calhar têm alguns que são tão bons, mas tão bons, que se dão ao luxo de jogarem simultaneamente, por exemplo, nas primeiras da Câmara e da Assembleia Municipal ou nos suplentes da Câmara e nas primeiras da Assembleia de Freguesia de Avis. Quem tem menos recursos, como o PS, talvez que recorra a este estratagema não pela quantidade excessiva de jogadores inscritos mas por uma questão de gerir esse mesmo plantel fazendo autênticos malabarismos com a utilização dos seus jogadores. Assim, tem quem jogue nas primeiras da Câmara Municipal e nas primeiras da Assembleia de Freguesia de Alcórrego. No entanto, o campeão nesta matéria de tirar o maior rendimento dos seus jogadores é o PSD. Ele tem jogadores que jogam simultaneamente nas primeiras da Câmara e no banco de suplentes da Assembleia de Benavila; tem suplentes na equipa da Câmara a jogarem nas primeiras da Assembleia de Alcórrego, e jogadores das primeiras da Assembleia Municipal a jogarem nas primeiras da Assembleia de Aldeia Velha., etc., etc., etc. aqui como noutros campeonatos, o treinador é que lá sabe, mas nota-se que há por aqui autênticas adaptações de lugares, por falta de quantidade, não de qualidade.
De registar que, talvez para baralharem os adversários, algumas equipas dão à comunicação social nomes diferentes/incompletos para os mesmos jogadores.
Para todos quantos deram o nome e a cara pelas equipas que representam neste campeonato da caça ao voto chamado de Eleições Autárquicas, vai a minha admiração, sendo que ela é muito maior para as equipas que, por falta de recursos humanos, mais dificuldades têm em arranjar equipas completas e mesmo assim nunca desistem.
Só pelo facto de exercerem um direito de cidadania (coisa que outros não querem reservando-se apenas a criticarem) já merecem o meu apreço.
Para todos envio os votos de bom jogo no dia 11 do corrente mês. Lá estarei para lhes dar o meu aplauso e a uma das equipas o melhor que lhes posso dar: o meu voto.
P. S. : Podem deixar de colocar propaganda na minha caixa de correio que eu para as Autárquicas, ao contrário do que aconteceu para as legislativas, já sei onde votar.
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009
COMEÇOU ONTEM A CAÇA!
Foto: "Hoje em dia, um caçador que apanhe a caça que a foto nos mostra ...por certo que poderá cantar vitória."Eu que apesar de ter espingarda me considero muito mais membro de uma qualquer organização defensora dos animais, também tenho as minhas histórias de caça que por motivos óbvios (mentiroso, eu?) não vou aqui trazer a público. Mas relembro com saudade os anos em que, por volta das cinco e meia da madrugada já estava no Vale da Telha, ali no Ervedal, para ir caçar. Mas era tão cedo que, eu e os meus companheiros, jogávamos às cartas, bebíamos café da “escolateira” e às vezes fazíamos a “poda” a ^dois ou três pombos mansos do Luís Dordio, que Deus haja, e cujo pombal estava mesmo ali à mão. A verdade é que nunca mais se fazia de dia.
Havia muita caça nesses idos anos de mil e novecentos e setenta e qualquer coisa. Hoje em dia, um caçador que apanhe a caça que a foto nos mostra e que foi morta por um amigo meu em terras de Beja, por certo que poderá cantar vitória. E quem a não vir dirá que está a mentir.
Lembro-me que uma vez, nesse anos de oiro de caça, num só dia, matei sete lebres….( se calhar já me descuidei na minha veia de caçador e mentiroso…é melhor ficarmos por aqui.)
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domingo, 4 de outubro de 2009
AVIS EM ALTA (x+3)
É com prazer que divulgamos o facto da nossa conterrânea, a exímia e reconhecida poetisa MARIA ALBERTINA DORDIO, de Ervedal, ter alcançado o primeiro lugar com a seguinte quadra:
É PORTALEGRE A VIBRAR
DE MAGIA E TRADIÇÃO,
NUM ARRAIAL POPULAR
COM MANJERICO E BALÃO!
À amiga Maria Albertina, “DO CASTELO” endereça muitos parabéns.
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009
CESTAS DE POESIA LXXXVIII
Foto : "JOÃO MARTINS VILELA, na qualidade de anfitrião ..." Reproduzimos hoje mais um dos seus trabalhos este dedicado ao seu amigo e igualmente poeta popular, JOSÉ PITEIRA, de Avis.
Amigo José Piteira
És um poeta afamado,
Vou-te oferecer uma bandeira
Por cantares muito bem o fado
A vila de Avis
Nunca de ti me hei-de esquecer
O meu nome fui escrever
Na tua igreja matriz
Foi assim por que eu quis
Um dia por brincadeira
Mas de qualquer maneira
Ficas sempre gravado
És por todos estimado
Amigo José Piteira
Quando eu te conheci
Eras ainda rapaz novo
Agora és homem do povo
Nunca de ti me esqueci
Eu já te referi
Porque já foste condecorado
Agora vais ser convidado
Para dizeres as tuas poesias
Nas nossas freguesias
És um poeta afamado
Estou-me a lembrar
Quando foste manajeiro
És um bom companheiro
E temos que te estimar
Tinhas muito que pensar
De segunda a sexta-feira
Mas com a tua maneira
E por cantares muito bem
Ou aqui ou mais além
Vou-te oferecer uma bandeira
Já vais a estar velhote
Vais a ter que parar
Estou-me agora a lembrar
Quando pegas no mote
Mas ainda te sentes forte
Eu já tenho reparado
No meu livro fica arquivado
O nome de todos os cantores
Podes ir para onde fores
Porque cantas muito bem o fado
AUTOR: JOÃO MARTINS VILELA/BENAVILA
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009
O MEU PRIMO SERAFIM TEM UM GPS
- Ora, primo, diz-me cá como se chama a tua rua para ver qual é o caminho mais perto para chegarmos daqui a minha casa. Este aparelho só lhe falta falar…
- Mas não fala? perguntei eu
- Pois,… fala sim. Mas diz cá o nome da rua…
Disse-lho, ele tentou programar o GPS mas com grande admiração sua, o aparelho não recebia a indicação do nome da minha rua. informando “Rua inexistente”. Marcou de novo e remarcou, mas nada. Desesperado, pensava já em ir reclamar à FNAC quando eu me lembrei que a minha Rua não tem placa toponímica. Por isso não podia o GPS indicá-la. O meu primo compreendeu as razões do GPS, não compreendendo no entanto porque é que tantas das Ruas de Avis não têm placa de identificação. Bairro do Serradão (ou será Bairro 1º de Maio?), Ferragial das Amendoeiras, Ferragial do Bico Forte, Antiga Estrada Nacional 243, Rua(s) Projectada(s)… são apenas alguns exemplos que ilustram o que atrás fica dito. Prometi-lhe que iria fazer um pedido nesta campanha pré-eleitoral para que as referidas ruas, mais todas as outras que não estão nem aqui referidas nem devidamente identificadas o passem a ser.
Por isso peço aos candidatos à Presidência da Junta de Freguesia de Avis (Anabela Calhau, Rui Miguel Nunes e Ana Margarida Grilo) para que, aquele que sair vencedor tenha uma parte activa na resolução deste problema depois de tomar posse do seu novo cargo. Eu sei que há coisas bem mais importantes a resolver, mas…
Não é tanto pelo meu primo nem pelo seu GPS mas é porque há por aí bastante gente que muito tem dado a Avis ( a começar pela Ínclita Geração) e que bem merecia ser recordado em placa toponímica. Penso que não será pedir de mais, pois não?
Mas com placa mesmo, não com nome de “dizem que se chama…”!
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009
BENAVILA É UM POEMA
Foto: "...a foto de família..."http://videos.sapo.pt/3LLoLmc3Rqtj5ZL3im6z
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terça-feira, 29 de setembro de 2009
VAMOS LIMPAR O NOSSO CONCELHO!!!
É isso mesmo: vamos limpar o concelho de Avis. O dia escolhido foi 20 de Março de 2010. Quanto maior for o grupo disposto a limpar o nosso concelho, tanto mais limpo ficará.
O Grupo de Avis tem neste momento 4 elementos (Henrique Cerqueira Portela - fundador, Teresa Cerqueira, Fernando Máximo e Ângelo Rosado) mas temos a certeza que, ciente de que o ambiente é da responsabilidade de todos, não quererá o(a) meu (minha) caro(a) leitor(a) ficar de fora desta iniciativa.
Tudo o que tem que fazer é inscrever-se no nosso grupo em: http://limparportugal.ning.com/group/avis
Mas se desconfiar de alguma marosca, e pretender saber como surgiu esta ideia então sugiro-lhe que comece pelo princípio indagando em: http://limparportugal.ning.com/
Irei por aqui dando notícia de como vai evoluindo o GRUPO DE AVIS.
Contamos convosco!
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
O RESTAURANTE DO CLUBE NÁUTICO "JÁ TEM DONO"
domingo, 27 de setembro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
CESTAS DE POESIA (LXXXVII)
O nosso amigo Joaquim Pessinhas
É um bom hortelão
Vai plantar as couvinhas
Para as comer no Verão
Quando a horta vai cavar
É com grande opinião
Diz que é terra para melão
Mas depois vai-se enfadar
Porque tem que arrancar
As ervas daninhas
Eu digo-lhe uma das minhas
Porque é muito bom rapaz
Ele sabe o que faz
O nosso amigo Joaquim Pessinhas
Quando semeia a batata
Põe sempre muito esterco
É um trabalho “perfêto”
Por isso depois enche a saca
Quer comprar uma maca
Quando tiver ocasião
E também um enxadão
Para depois as arrancar
Não me enfado de o gabar
Porque é um bom hortelão
Quando planta o tomate
Arrima-lhe sempre muito adubo
Ele é que sabe tudo
Porque é filho da arte
Marca em toda a parte
Com algumas palavrinhas
Lá na Quinta das Eirinhas
Já foi campeão
E se as tem na mão
Vai plantar as couvinhas
Quando é de manhãzinha
Que vai logo a regar
Diz que é para acabar
No mesmo dia à tardinha
Parece que adivinha
Tem uma grande orientação
Quando esgotar o Poceirão
Tem o trabalho terminado
Porque está quase tudo criado
Para as comer de Verão
AUTOR: JOÃO MARTINS VILELA/BENAVILA
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
IV ENCONTRO DE POETAS POPULARES NO CONCELHO DE AVIS - "BENAVILA É UM POEMA"
Neste encontro e sob o título de “BENAVILA É UM POEMA”, ao que “DO CASTELO” conseguiu apurar, irão estar presentes mais de trinta e cinco poetas populares vindos de todo o Alentejo, desde Porto Covo e Ervidel, até Évora, Portalegre ou Sousel entre outras localidades.
“Bena” irá estar representado por três poetas, a saber: JOÃO MARTINS VILELA, JOSÉ COUTINHO CALHAU E JOÃO CARVALHO.
Este Encontro é aberto ao público em geral, tem entradas livres e terá lugar a partir das 14 horas de Sábado, 26, no Pavilhão Multiusos de Benavila.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
FORAM OS TERCEIROS!!!
É verdade, os PSDs foram os terceiros a chegarem à minha caixa de correio. Chegaram ainda antes do Equinócio de Setembro. Chegaram na passada sexta-feira mas com tanta coisa para debitar por mor da feira, o anúncio da sua chegada ficou adiada.
São uns valentes estes PSDs! Chegaram sozinhos a minha casa. Como se devem lembrar, o PS chegou-me com Miranda Calha acompanhado do “sobrinho” José Sócrates, a CDU chegou acompanhada do "tio" Jerónimo de Sousa e o PSD veio só.
Perguntei ao Cristóvão Crespo a razão deste abandono por parte das cúpulas, ao que ele me respondeu:
- Sabes uma coisa, companheiro?, a nossa “avó” Manela deu-nos um pouco de liberdade e nós aproveitámo-la, antes que ela se lembre de suspender as liberdades da democracia…
Não era isto que eu queria ouvir e desliguei a minha prótese auditiva como aliás faço sempre que as conversas não me agradam. Ainda o vi mexer os lábios em explicações gesticuladas que já não ouvi pelas razões atrás expostas.
Fico a aguardar mais dois dias, e quem sabe se a avó Manuela Ferreira Leite aparecer pela minha caixa de correio e eu ainda não tiver encontrado o meu sentido de voto, me possa levar a votar nela…
P.S.: a atestar pela bandeira que encima uma porta, parece que esta rapaziada do PSD/Avis tem desta vez a Sede de campanha ali nas proximidades da confluência da Rua António José de Almeida com a Rua 1º de Maio.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
AINDA A NOSSA FEIRA FRANCA
Foto 1 - ASSADORES
Foto 2 - CAROLICE
Foto 3 - CRIATIVIDADE
Foto 4 - PROFISSIONALISMO
Foto 5 - ESPECTÁCULOsegunda-feira, 21 de setembro de 2009
FEIRA FRANCA - O FIM
domingo, 20 de setembro de 2009
ASSIM... EU VI... A FORÇA DO TONY! ASSIM... EU VI... A FORÇA DO TONY!!
Foto 2 - Vindas de Aveiro chegaram de madrugada, brigaram-se, mas foram as primeiras a chegar!
Foto 2 - São de Avis e foram as segundas a chegar!
Foto 3 - A fila para a casa de banho das senhoras era enorme...havia que aviar pois que mais tarde já não haveria tempo para aliviar a bexiga
Foto 5 - Mais forte que o Tony Carreira só mesmo o sono...
Foto 6- Felizes, dançando embalados pelo som da voz melodiosa do "Astro-Rei" da noite...
Foto 7 - "As vendas estão más. As pessoas querem mas não podem. Depois vieram esses gajos do estrangeiro para acabarem com o resto..."sábado, 19 de setembro de 2009
A FEIRA FRANCA VISTA POR MIM (EM 18 DE SETEMBRO)
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
CESTAS DE POESIA ( LXXXVI)
Apreciem:
Tu é que és o Rodrigo
O tal que cantava o fado
Eu gosto de falar contigo
Porque nunca te vejo atrapalhado
És um homem analfabeto
Mas muito inteligente
Tu conquistas toda a gente
Com esse teu caminho certo
Poucos te conhecem de perto
Isto fica para comigo
Nas horas várias do perigo
Tu é que vences as batalhas
Ganhas sempre muitas medalhas
Porque tu é que és o Rodrigo
Eras muito rapaz novo
Quando te meteste na poesia
Com essa tua simpatia
Acarinhas o nosso povo
Agora neste mundo novo
Fica o teu nome gravado
És por todos estimado
Com esse teu grande talento
Faz obras de afundamento
O tal que cantava o fado
Dos poetas tem saudade
Essa tua vida inteira
Eles deixam-te uma bandeira
À tua curiosidade
Nessa velha mocidade
O Jaime foi teu amigo
E agora por bem te digo
E também o Antão
Quando calha a ocasião
Eu gosto de falar contigo
Já vais a estar velhote
Está-se-te o tempo a passar
Estou-me agora a alembrar
Quando pegavas no mote
Davas sempre “bigote”
E nunca foste mal tratado
No teu livro fica arquivado
O nome de todos os cantores
E és para isso que fores
Porque nunca te vejo atrapalhado
AUTOR: JOÃO MARTINS VILELA/BENAVILA (Feito em 2001)
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
FORAM OS SEGUNDOS!!!
É verdade: chegaram os segundos.
Ontem “poisaram” na minha caixa de correio os panfletos da CDU. Avis está bem representado já que dos cinco elementos que representam o distrito na candidatura da CDU ao círculo eleitoral de Portalegre, três têm laços profundos com Avis, quer por naturalidade quer por razões de emprego: António José Faria de Paula Campos (mandatário), Joaquim Manuel Nunes Lopes e António José Lopes Carreiras.
Assim à primeira vista parece-me que há aqui um piscar de olho da CDU ao PS, um querer dar uma ajudinha… Vejamos, a CDU diz agora nestas eleições para a Assembleia da República, numa altura em que quem está no poder é o PS:
"Ruptura e mudança Sim, é possível uma vida melhor!"
Então não será que para as autárquicas em Avis o PS local possa pegar neste slogan e aplicá-lo aqui em Avis numa altura em que quem por cá está no poder é a CDU?
O Camarada Jerónimo parece-me mal de gravata. Confesso que não gosto de o ver assim: traz um acessório que não lhe fica bem, um símbolo do capitalismo desenfreado e opressor. Gosto mais de o ver de mangas arregaçadas, em ar de trabalho. Em conversa privada, na minha sala disse-lho e ele retorquiu-me:
- Sabes camarada? A gravata representa a opressão do capitalismo sobre o povo trabalhador, o modo como o capital asfixia os mais necessitados, os mais pobres, os que dia a dia lutam pela sobrevivência. Quando a tiro sinto um alívio tal, uma sensação de liberdade tão grande, que me permite redobrar as forças, arregaçar então as mangas para continuar a luta a favor dos mais pobres, dos trabalhadores do meu país, dos mais necessitados, dos excluidos da sociedade. ´Tás a compreender, camarada?
Entretanto na minha música de fundo acabara de cantar o “Avante Camarada!” que por uma questão de cortesia pusera a tocar e que é tão do agrado do meu visitante.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
ALELUIA!!!!!!!!!! O MARANHÃO RESSUSCITOU!!!!!
O MARANHÃO RESSUSCITOU AO TERCEIRO MÊS!!!!!!!!!!!!!!!!!!
É SÓ CLICAREM ACIMA PARA VEREM QUE NÃO OS ESTOU A ENGANAR!!!!!!
terça-feira, 15 de setembro de 2009
A ANGÚSTIA DO "NINHO ABANDONADO"
A adolescência é uma fase difícil da vida. Para os próprios adolescentes, que se sentem confusos no seu novo papel e tendem a desafiar a autoridade paterna. E para os pais, muitas vezes incapazes de aceitar que os filhos se estão a tornar adultos. É quanto basta para se instalar na família o chamado conflito de gerações. Comunicação é a palavra-chave para vencer a crise.
As respostas tortas são o primeiro sinal de que os adolescentes estão a crescer, à procura do seu próprio caminho. Desafiar a autoridade paterna, quanto mais não seja contrariando verbalmente as decisões de pai e mãe, é a forma que os adolescentes encontram de se tentarem afirmar como indivíduos. É uma forma natural, apesar de perturbar o ambiente familiar e de deixar pai e mãe à beira de um ataque de nervos.
…nesses confrontos há uma frase repetida à exaustão pelos adolescentes: “Já não tenho idade para…”…e quando confrontados com as consequências, também têm uma resposta invariável: “ O problema é meu”…
Penso que isto retrata o padrão de um(a) adolescente. Haverá quem pense ou queira pensar que consigo nada disto se passa ou passou, mas se calhar é porque não querem ver bem as coisas…
Um dia - há sempre um dia destes para quem vive longe dos grandes centros civilizacionais - os(as) adolescentes têm que abandonar a casa paterna e rumar a novos destinos. À primeira vista poderia pensar-se que era uma solução de resolver o problema. No entanto não o é. Mas estou em crer que o vazio que se sente é bem maior para quem fica do que para quem parte. Para esses é o libertar de uma corrente correctora, é um afirmar de um mundo a sós, sem "cotas" a chatear. Mas quem fica, fica em permanente angústia: a comida enrola-se na boca, não vai para baixo. O estômago parece que tem um enorme buraco, ou será um novelo? Os dias custam a passar…nunca mais é sexta-feira! O quarto está vazio e cria-se uma estranha sensação que auto-denominei de “ninho abandonado”. Ficamos tristes, amargurados e o chorar poderá aliviar mas não resolve o problema. Chegamos a ter imensas saudades das tais respostas tortas…
Amiga R., o meu ninho já ficou vazio.
Ficou-o no passado dia 7 deste mês. Só eu sei como tenho passado!
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
FORAM OS PRIMEIROS!
Dali (da caixa de correio) transitaram para a minha sala de estar e mantive com eles uma viva conversa. Se do Sr. Engenheiro não tinha saudades nenhumas porque ele todos os dias me entra pela casa dentro através da televisão e me dá “contas” do que vai e não vai fazendo, já do Dr. Calha as coisas eram diferentes. Confesso que tinha saudades dele. Este como que se eclipsa. Apareceu-me agora e tinha-o visto nas últimas eleições quando o Sr. Engenheiro proclamava o seu discurso de vitória na varanda dum hotel e, curiosamente, posicionado bem perto dele. Ah!, minto: veio-me agora à ideia que o vi aquando da reabertura do Mosteiro de Flor da Rosa, este Verão. Na Assembleia da República não me lembro de alguma vez o ter visto discursar. Referi-lhe isso e ele contrapôs-me:
-Sabes, rapaz? O meu papel não é mediático. O meu papel é mais na sombra em defesa das populações do nosso distrito que depositaram em mim a árdua missão de os representar. Só em defesa da Barragem do Pisão, nem tu sabes quantos meses, quantas noites eu tenho perdido…
Tocaram-me à campainha da porta, saí e esqueci-me de acabar a conversa com este “camarada”. Quando regressei já era tarde. Mas ele de certeza que ainda me vai aparecer de novo cá por casa este mês…nem que seja para me catrapiscar o olho! Nessa altura acabarei a conversa com ele e, quem sabe, se ainda não tiver definido o meu sentido de voto, quem sabe me convença...
domingo, 13 de setembro de 2009
AVIS EM ALTA (x+2)
Foto: "O GAIATO declamando uma das suas poesias"Na imagem, “O Gaiato” declamando uma das suas poesias.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
CESTAS DE POESIA (LXXXV)
Mote:
Eu não sei o que sou
E não sei o que venho a ser
Porque o fado é nosso avô
Não o consigo compreender
Quando era pequenino
Fui um dia de madrugada
O encontro de uma estrada
Onde estava o meu destino
Do que vi eu imagino
O fascismo massacrou
Ele nunca perdoou
A pobreza afinal
Mas digo-me onde está o mal
Eu não sei o que sou
Tinha seis anos de idade
Quando fui ajudar o gado
Mal podia com o cajado
E que não me ficou de saudade
Mas com a minha curiosidade
Passo a vida a sofrer
Eu nunca aprendi a ler
Porque não pude ir à escola
Para gente da minha bitola
Eu não sei o que vem a ser
Se a esquerda se unir
Somos capaz de vencer
Não haver mais sofrer
Nunca mais se repetir
E que já não venhamos a sentir
O tempo que já passou
O pobre sempre gostou
De viver na solidão
Acabar com a escravidão
Porque o fado é nosso avô
Ficou na história gravado
O vinte e cinco de Abril
Ele não sabe repetil
O que lhe foi conquistado
Deixou o povo desorientado
As contas querem fazer
Alguns não entenderem
E diz que nunca as farão
Eu sendo da mesma geração
Não consigo compreender
AUTOR: JOÃO MARTINS VILELA/BENAVILA ( Feito em 2001)
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
CESTAS DE POESIA ( LXXXIV )
Não me lembro de ao longo destas já longas "Cestas de Poesia", por aqui ter trazido algum poeta popular de Benavila. Pois os meses de Setembro e Outubro vão ser preenchidos com décimas do amigo JOÃO MARTINS VILELA, residente e nascido em Benavila a 23 de Outubro de 1930.
João Martins Vilela é um homem simples que sente orgulho nas “obras” que faz. Brilham-lhe os olhos de entusiasmo quando fala dos seus trabalhos poéticos. E diz-me:
- Olhe que nunca faço poesia para “descadeirar” em ninguém. Só para dizer bem, para engrandecer. Só uma vez é que tive que “descadeirar” num, porque ele me fez umas quadras ofensivas e eu tive que me defender.
Vamos ver que efectivamente assim o é, à medida que for sendo publicado aquilo que consegui recolher junto deste poeta amigo.
Passemos então ao primeiro trabalho de quarenta pontos que foi dedicado ao Sr. Manuel Dionísio:
Mote:
Ó Manuel Dionísio
És um bom caçador
Tens tudo quanto é preciso
Eu dou-te muito valor
Quando vais caçar
É com uma grande opinião
Levas sempre o teu cão
Para a caça te levantar
Começas a “pinsar”
E com muito juízo
Nesse grande paraíso
Já se levantou um “librão”
Mas não digas não
Ó Manuel Dionísio
Foste caçar aos patos
Um dia de madrugada
Mas nunca mataste nada
Que eram muito fracos
Eles pareciam “ajactos”
Que até mudavam de cor
E se possível for
Continuam a voar
Eras capaz de os matar
Porque és um bom caçador
Quando vais aos pombos
Levas sempre a negaça
Chegas lá, não encontras caça
Ficas a olhar para os combros
No fim de tantos tombos
Ainda tens o teu sorriso
Pensas logo num “deslizo”
Vais caminho da Calatrava
Porque lá é que te dava
Porque tens tudo o que é preciso
Quando foste para França
Já não vieste aos cogumelos
E eles que são tão belos
Mas tiveste que fazer a mudança
Quem trabalha sempre alcança
Ouve, és um bom professor
Tratas tudo com amor
A nível nacional
Eu não te levo a mal
Eu dou-te muito valor.
AUTOR: JOÃO MARTINS VILELA/BENAVILA
terça-feira, 1 de setembro de 2009
SAUDANDO SETEMBRO
Tenho boas razões para não gostar pois que foi precisamente em 17 de Setembro de 1977 que faleceu minha mãe que, á data do óbito, tinha 54 anos. Daí não ter uma razão plausível que justifique esta minha obsessão por Setembro. Talvez a proximidade do Outono com os seus tons fortes de castanhos e amarelos emaranhados sejam a razão desta paixão.
Há vários anos que busco uma canção de Madalena Iglésias que fala precisamente de Setembro. Todos os anos por estas alturas – e só por estas alturas - tenho buscado incessantemente a canção e… nada. Andava por caminhos errados. Mas hoje eis que a descubro. E apresso-me a saudar Setembro na voz de Madalena Iglésias.
Os “cotas” como eu lembrar-se-ão por certo desta canção. Os outros terão oportunidade de a ouvir agora. Ora oiçam clicando abaixo:
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
CESTAS DE POESIA ( LXXXIII)
Ó primavera brilhante
Que a todos dás alegria,
Canta todo o passarinho
Ó que linda harmonia!
É gosto a gente ver
Os campos a verdejar
As flores branquejar
Tudo a resplandecer,
Ali começa a aparecer
A abelhinha contente
Com seu cheiro diferente
Do delicioso alecrim
Tudo isto é um jardim
Ó primavera brilhante!
O gado anda pastando
E no grandioso prado
O pastor anda animado
Satisfeito anda cantando,
A borboleta voando
Ali próximo ao meio-dia
Também canta a cotovia
A chamar pelos filhinhos
Ó que tempo tão bonito
Que a todos dás alegria!
Logo ao nascer do sol
As aves a chilrear
Começa tudo a cantar
Também canta o rouxinol,
Pintassilgo no girassol
Roubando o seu baguinho
Para levar ao filhinho
Que está ainda no casal
Canta tudo em geral
Canta todo o passarinho!
Flores de tanta raça
Tão bonitas e branquinhas
Papoilas encarnadinhas
Tudo aquilo é uma graça,
Melro pousado nas balsas
Ali canta e assobia
No mais formoso dia
Mira o homem que vai passando
Canta andorinha voando
Ó que linda alegria!
Autor: Desconhecido
Recolha efectuada junto do Sr. Manuel Narciso Sebastião/Avis
terça-feira, 25 de agosto de 2009
GENTE ( MUITO BOA) DA NOSSA TERRA
Foto: "JOÃO JOAQUIM CARRILHO fez 95 anos...todos os dias este ancião se entretem com o hobby a que se dedica...já lá vão uns trinta e cinco anos..."JOÃO JOAQUIM CARRILHO fez 95 anos no passado dia 11 deste mês.
Se estiver interessado em conhecer e apreciar o seu trabalho – e porque não, ficar com uma recordação - visite-o ali naquela casa do lado esquerdo que fica mesmo junto às últimas bombas da gasolina quando se sai de Avis no sentido de Ponte de Sôr.
Garanto-lhe que para além de ficar espantado com a obra deste artesão, ainda ficará a saber mais uma anedota ou quiçá ouvirá uma poesia ou história engraçada doutros tempos.
Sr. João Carrilho, para si, pela sua jovialidade, sabedoria e exemplo de vida, vai o meu abraço de amizade.
domingo, 23 de agosto de 2009
"DO CASTELO" meteu água, pede desculpas e rectifica
“DO CASTELO” meteu água no post publicado em 17 de Agosto do corrente ano, no que à identificação e profissão do Ervedalense ali referenciado diz respeito.
Com o pedido de desculpas ao Tiago José, passo a reproduzir um mail que do mesmo recebi, a título de esclarecimento:
“Boa tarde,
Fui referenciado num post em cujo blog o senhor é editor/administrador. Pelo que permita-me corrigir dois dados de facto:
1. Chamo-me Tiago José e não José Tiago.
2. Não sou jornalista, porque essa é uma actividade que para ser exercida requer um título profissional específico, em todos os casos atestado pela respectiva Comissão da Carteira Profissional. O regime de incompatibilidades, legalmente consagrado, não me permitiria desempenhar estas funções (na Inatel) se fosse "Jornalista".
São questões objectivas e inelutáveis que gostaria de esclarecer para que o meu caro amigo as corrigisse a contento.
Nota: Não tenho pejo algum em facultar-lhe, via mail, o meu CV, para que o meu amigo o possa apreciar, se achar por bem. Não veja aqui qualquer tom jocoso. A Inatel é uma pessoa colectiva de direito privado mas com estatuto de utilidade pública, pelo que as habilitações dos seus dirigentes devem ser conhecidas.
Aceite os meus melhores cumprimentos,
Tiago José (assim é que é) Damião Antunes, 26 anos”
Agradeço os esclarecimentos prestados.
Quem sou eu para poder avaliar o CV de alguém? No entanto mantenho a ideia de que se o Tiago Antunes fosse militante ou simpatizante de um partido que não o do Governo actual (PSD, CDU, BLOCO…) neste momento e possuindo até o melhor CV de Portugal não entraria, agora, para a INATEL.
Posso estar enganado mas é a minha opinião.
Aliás, não aconteceu o mesmo com o antecessor no cargo em relação ao governo no poder à data da sua nomeação, que era o PSD?
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
CESTAS DE POESIA ( LXXXII)
Passo a reproduzir essas décimas que são conhecidas na região, pelas pessoas de mais idade:
Mote:
As saudades que me mandaste
Pelo António Cambalhota:
Não foi de mim que lembraste
Mas talvez fosse da nota!
Hoje que te venho visitar
E como bom visitante
Trago dinheiro bastante
P’ra minha dívida pagar;
Se tens assente podes riscar
Se por acaso assentaste
Eu pensei e tu pensaste
Por a aguardente ser p’ra mim
Aqui José Joaquim
As saudades que me mandaste!
Já minha dívida te paguei
E com muito prazer
Cumpri com o meu dever
Pela face da lei;
Em favor te fiquei
Mas isso já não importa
Eu cá dou a minha volta
Lembranças que de mim tinhas
Lá recebi as saudadinhas
Pelo António Cambalhota!
Com o teu ar de graça
Lá te lembras dos demais
Assim recebes os capitais
Às vezes por chalaça;
Eu não fiquei de má raça
E não me escandalizaste
Mas logo te me atiraste
Mas eu a isso não ligo
Mas hei-de dizer e digo
Não foi de mim que lembraste!
Vamos ver daqui em diante
As regras dos problemas
Se ainda de mim te lembras
Como atrasadamente;
Já te paguei felizmente
Não me persigas mais a porta
Para os outros serve de risota
Por seres tão compadecido
Mas não me passa do sentido
…Mas talvez fosse da nota!
Autor : Roberto Soeiro/Maranhão (Avis)
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
MAIS UM TIAGO!
Ao Tiago Carreiras e a seu tio, Manuel José Lopes Correia, “DO CASTELO” endereça os mais sinceros parabéns.
Votos que a carreira do Tiago prossiga sempre alicerçada em actuações como aquelas que ultimamente nos habituou.
E porque não há duas sem três, neste caso dois sem três, de referir que no passado dia 25 de Julho se falou de mais um Tiago, só que este é santo. S. Tiago é comemorado a 25 de Julho e diz o nosso povo que “Pelo São Tiago pinta o bago”.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
AVIS EM ALTA ( x+1)
Embora seja uma nomeação política e naturalmente afecta ao actual Governo (por mim confesso que gosto mais de nomeações resultantes de avaliações curriculares e, se possível, isentas) não deixa de ser interessante o facto de Avis ter um filho seu em lugar de destaque numa Fundação com o prestígio da Fundação Inatel.
“DO CASTELO” endereça os parabéns ao José Tiago.
Nota: numerar os posts que vou escrevendo e aos quais dou o mesmo nome é uma mania como outra qualquer. Dado que já não sei quantos “Avis em Alta” por aqui escrevi e porque sou preguiçoso q.b. para ir aos arquivos saber qual o número que corresponde ao presente, irei doravante numerá-los com x (correspondente aos “Avis em Alta” passados) + o número sequencial a partir de agora.
























