Foto "DO CASTELO" - "...o exacto momento em que o cortejo fúnebre...se iniciava"Que descanse em paz, não sem que por aqui ainda seja feita, logo que possível, uma análise global da mesma.
Foto "DO CASTELO" - "...o exacto momento em que o cortejo fúnebre...se iniciava"
Foto: "Com a chuva de sexta-feira à noite, os resíduos sólidos caninos ficaram reduzidos a metade..."
O título deste postal poderia levar-nos a pensar que iria aqui ser reproduzida uma parábola, uma história inventada, ou coisa semelhante. Mas não, o que aqui se vai tratar é de um assunto de hoje que já dura mais de três semanas. A vila de Avis já teve fama, entre outras, de ser uma vila limpa. Neste momento certamente que terá descido muitos pontos no raking nacional da limpeza, o que é sempre de lamentar. A foto acima reproduz uma situação que se mantém há três semanas bem à vontade e pode ser facilmente reconhecida por quem visite assiduamente o cemitério, fazendo o percurso a pé e pelo interior da nossa vila, desde que more antes do cruzamento para o Centro de Saúde, no sentido centro da vila - cemitério. Os donos desta moradia estão ausentes no estrangeiro pois caso contrário certamente que já eles próprios teriam limpo aquela mer…., perdão, aquela porcaria da entrada da sua porta.
Há dias, vinha eu em sentido oposto ao do cemitério, cruzei-me a cerca de vinte metros do local referido, com o varredor responsável pela limpeza daquela zona. Pensei para comigo: é hoje que aquilo dali sai. Qual não é o meu espanto, quando uns metros mais à frente, voltei o olhar para trás e verifico que à aproximação daquela porcaria, o “nosso” varredor passou-se para o outro lado da rua. Fiquei a pensar que das duas três, como se costuma dizer:
- Ou o homem é alérgico a cheiro de cocó de cão, ou é meio cego e não vê bem, ou vê de mais e foge a tempo ou...é incompetente naquilo que faz.
Com a chuva de sexta-feira à noite os resíduos sólidos caninos ficaram reduzidos a metade, por força da decomposição provocada pelas águas. Perante o que vi e aqui deixo relatado, resta-me fazer votos para que chova muito até à Feira Franca a fim de que toda aquela porcaria desapareça, porque vai causar muito desconforto a quem por ali passe a caminho da nossa feira: é que se não tiverem muito cuidado em ver onde põem os pés, arriscam-se a chegar ao destino com dois pares de solas mal cheirosas nos sapatos…
Os poetas têm destas coisas. Soube que o MANEL GAIATO tinha material para ser considerado durante mais um mês o poeta das Cestas de Poesia. Contactei-o há dias para fazer a recolha de mais umas décimas mas disse-me que não estava com disposição. Finalmente ontem ( dia 9) lá o apanhei com a disposição que lhe faltava e, apesar de ainda não ter bebido um copito, segundo as suas palavras, disse-me de cór ( não esquecer que não sabe ler nem escrever), cinco décimas de sua autoria e ainda mais uma que sabia de outro autor do nosso concelho.
Já aqui referi que o nosso amigo MANEL foi convidado a integrar um grupo de poetas que em 14 de Janeiro de 2006, declamou em Évora, e a convite da Fundação Alentejo Terra Mãe. Para esse evento, preparou o seguinte trabalho de 40 pontos que aqui vos deixo:
Mote:
SOU DO CONCELHO DE AVIS
O NOME LHE FICA BEM,
SINTO-ME MUITO FELIZ
ALENTEJO TERRA MÃE!
I
COMECEI DE PEQUENINO
LOGO PENSEI EM VERSAR
ASSIM VOU CONTINUAR
PARA SEGUIR O MEU DESTINO;
NÃO ME ENGANEI NO CAMINHO
MINHA SORTE ASSIM O QUIS
NASCE UMA ALMA DE RAIZ
E A DEUS QUERO AGRADECER
EU FAÇO GOSTO EM DIZER
SOU DO CONCELHO DE AVIS!
II
PASSO A VIDA A TRABALHAR
TODA A VIDA TRABALHEI
AQUILO QUE EU JÁ PASSEI
POUCO MAIS POSSO PASSAR;
É CASO PARA EU PENSAR
AQUILO QUE ME CONVÉM
SE EU OUVIR DIZER ALGUÉM
QUE EU SOU UM HOMEM RUIM,
MAS O CONCELHO ONDE EU NASCI
O NOME LHE FICA BEM!
III
DÁ-ME PENA A MOCIDADE
PORQUE A MINHA JÁ PASSOU
AO SER AQUILO QUE SOU
SINTO UMA GRANDE VAIDADE;
ATÉ PENSO QUE É VERDADE
QUE IREI CHEGANDO AO FIM
ALGUÉM QUE REZA POR MIM
SERÁ ESSA A MINHA SORTE
ENQUANTO EU ME LIVRAR DA MORTE
SINTO-ME MUITO FELIZ!
IV
SE EU SOUBESSE QUANDO MORRIA
CONVIDAVA OS MEUS AMIGOS
PARA IREM COMIGO
ATÉ AO ÚLTIMO DIA;
ERA O MELHOR QUE EU FAZIA
SEJA AQUI OU SEJA ALÉM
QUEM ESTA IDEIA TEM
SENTIA GRANDE PRAZER
MAS FAÇO GOSTO EM DIZER
ALENTEJO TERRA MÃE!
AUTOR: MANUEL DOMINGOS RODRIGUES (GAIATO/AVIS)
Foto: "Por este andar qualquer dia tentam umas grafites..."
Foto 2: "Deduzo que algum elemento da reacção...se indignou com a proibição expressa de se poder vo(l)tar à direita."
1 – A PASSADEIRA VERMELHA
A passadeira vermelha é o nome carinhoso dado à ciclopista que se estende desde as imediações da Rotunda do Cemitério e a Rotunda Francisco Alexandre, lá no cruzamento para o Clube Náutico. Ora bem, está cada vez mais entranhado entre as nossas gentes esse hábito altamente saudável de passear a pé, principalmente depois de jantar, aproveitando as temperaturas amenas destas noites de Verão. Igualmente saudável o hábito de andar de bicicleta e a melhor maneira de “desmoer” o jantar é dar umas boas pedaladas. Até aqui tudo bem. Mas as coisas complicam-se quando os ciclistas pretendem utilizar a “sua” ciclopista e esta se encontra cheia de passeantes a pé. Ainda ontem assisti a esta situação caricata: iam dois ciclistas no sentido descendente da ciclopista e vinha um casal a subir a mesma, mas a pé. Ora bem, um dos ciclistas teve que sair da pista e do passeio, indo pisar a estrada e depois retomando à pista; o outro, achou por bem não sair da pista e foi travando devagar, ficando ali bem junto dos caminhantes que finalmente lá se desviaram, embora “remordendo” qualquer coisa que não percebi. Mas coisa boa não deveria ser.
Ora vamos lá a ver uma coisa: embora a ciclopista não esteja sinalizada como tal, penso que ninguém tem dúvidas de que a passadeira vermelha é mesmo para os ciclistas e os passeios que a ladeiam para os peões. Ninguém impede que os peões a utilizem igualmente mas à aproximação de ciclistas nada mais têm que fazer que desviarem-se para os passeios até eles passarem. Nada mais, porque é a sua obrigação.
Mas fica uma pergunta: e no dia que se der ali um acidente, para quem vai sobrar a “batata quente”: para o ciclista que é o legítimo utilizador daquele espaço ou para o passeante que se julga com direito a ele?
2 – AS FORÇAS DA REACÇÃO
Este conceito muito em voga durante o célebre PREC parece que ainda se mantém cá pela nossa vila. Eu passo a explicar. Ao cimo da Rua dos Mercadores existe uma placa que indica que é proibido voltar à direita. Ora bem, essa placa, no Domingo de manhã, apresentava o aspecto que a foto indica: partida e deitada abaixo. Deduzo que foi algum elemento da reacção a fazer aquele serviço porque sabendo que cá por Avis vo(l)tar é só para a esquerda, se indignou com a proibição expressa de se poder por ali vo(l)tar à direita.
Hoje já lá estava uma placa nova o que levou a que fosse proferido um comentário de alguém que não concorda, entre outras alterações que por aí pululam, com aquela nova sinalética da nossa vila:
- Se calhar quem estudou estas novas medidas do trânsito, deve ter alguma fábrica de fazer placas…
Esta não lembraria nem ao diabo!
Foto 1: "O Sr. MANUEL ALMEIDA LOPES ...nunca se esquece...de levar um saco de plástico para apanhar....as fezes da sua Fofinha."
Foto 2: "Há sempre o perigo de pisar algo igual ou parecida..."Hoje em dia é chique ter um animalzinho de estimação, nomeadamente um cão que nem necessita de ser um Pit-bull. Por vezes as casas não têm condições para que os animaizinhos de estimação estejam no quintal e têm necessáriamente que irem com os donos darem uma volta por mor de fazerem as necessidades fora de casa. O que acontece é que a maioria dos donos pouco se importam com o local onde os seus animaizinhos de estimação defecam e depois, quando vamos na rua ou com as nossas crianças brincar para os jardins públicos há sempre o “perigo” de pisar algo igual ou parecida com a porcaria apresentado na Foto 2, obtida precisamente num espaço verde da nossa vila.
Felizmente que nem todos assim procedem. O Sr. MANUEL ALMEIDA LOPES, de 69 anos de idade, todos os dias, por volta das nove horas da manhã vai dar uma voltinha com a sua cadelinha, a FOFINHA pelas imediações do Largo do Convento, depósito da água, por aí assim. Mas há uma coisa que o Sr. Manuel nunca se esquece: além da trela, é o de levar um saco de plástico para apanhar e depois deitar no contentor do lixo, as fezes da sua Fofinha. E diz mais o Sr. Manuel:
- Pena é não poder apanhar também o xi-xi…
Sei que o Sr. Manuel não é caso único, mas também sei – aliás todos sabemos e estamos fartos de ver – que a maioria não faz isto. Por isso “DO CASTELO” homenageia, na pessoa do Sr. Manuel Almeida Lopes, toda essa minoria que, possuindo os tais animaizinhos de estimação procedem de modo exemplar para que esses mesmos animaizinhos não se tornem animaizinhos de ódio para as outras pessoas.
Bem hajam pelo vosso civismo!
MANUEL GAIATO é um homem do palco. A dizer poesia ou a cantar o fado com um certo ar de gingão, é ali que se sente bem. É preciso é que façam pouco barulho e que o oiçam com atenção. Já aqui deixei expressa a grande paixão e o carinho que sente pelo fado. A foto acima é disso revelador e as décimas abaixo descritas confirma-no.
Mote:
SER FADISTA FOI MEU SONHO
ACHO QUE NÃO SOU CULPADO;
SINTO UM DESGOSTO TAMANHO
DE NÃO SABER CANTAR O FADO!
I
QUANDO A ALGUM LADO CHEGO
ALGUÉM QUE TOCA GUITARRA
EU FICO LOGO NA FARRA
SEJA TARDE OU SEJA CEDO;
NADA ME METE MEDO
NEM CAMINHO MEDONHO
EU LOGO ALERTA ME PONHO
PARA VER SE POSSO CANTAR
MAS PODEM ACREDITAR
SER FADISTA FOI MEU SONHO!
IV
NINGUÉM ME PODE ENSINAR
O QUE EU NÃO POSSO APRENDER
DEUS SABE O QUE HÁ-DE FAZER
O QUE ME HÁ-DE DESTINAR;
NÃO VALE A PENA PENSAR
NEM ANDAR PREOCUPADO
O QUE FOR ESTÁ DESTINADO
NA MAIOR AFLIÇÃO
TENHO PENAS POIS ENTÃO
DE NÃO SABER CANTAR O FADO!
AUTOR: MANUEL DOMINGOS RODRIGUES (GAIATO/AVIS)
Foto 1 : "Trata-se de uma peça única..."
Foto 2 - "Quaisquer associações a simbolismos fálicos serão fruto da imaginação e da responsabilidade de quem assim o entender."
As fotos acima reproduzem na íntegra uma batata por mim arrancada hoje. É uma batata e nada mais que isso. Trata-se de uma peça única e não é nenhuma montagem como aliás se pode verificar na foto 1.
Quaisquer associações a simbolismos fálicos serão fruto da imaginação e da responsabilidade de quem assim o entender.
“DO CASTELO” não se responsabiliza por tais desvios transversais, embora também não os condene e até certo ponto os compreenda, dado tratar-se de um tubérculo fenomenal.
Foto:"...a vila de Avis foi fundada por D. Fernando Eanes...em 15 de Agosto de 1214."

Foto: CARTAZ DE PESCA DESPORTIVA: DIA 15 DE AGOSTO - CLUBE DE FUTEBOL OS AVISENSES
O Clube de Futebol Os Avisenses, como quase tudo em Portugal, atravessa uma grave crise. O cartaz acima informa que se comemora o 63º Aniversário da sua constituição, embora o site do Belenenses nos indique que a o mesmo foi fundado há setenta e nove anos, mais precisamente em 15 de Setembro de 1 929. É a filial nº 12 (dum total de 57) do Clube de Futebol Os Belenenses, segundo ainda o site do Belenenses, embora me tenham informado localmente que a filial era a nº 13. O site de Os Avisenses – http//:avisense.no.sapo.pt/ - diz-nos que não é actualizado desde 01-08-2003, daí não possuirmos dados actuais sobre este Clube, (embora confirme a data de constituição em 15/08/1945 e ser a filial Nº 13) Poderia ter aprofundado melhor qual é a realidade, o que seria extremamente fácil, mas deixo essa investigação a seu cargo...
A par do Futebol, desenvolveu importante actividade na formação de atletas nas áreas do Atletismo, do Voleibol e da Pesca Desportiva. Em futebol conseguiu guindar-se à Terceira Divisão Nacional, sendo que a partir daí foi a derrocada acabando mesmo por neste momento já não ter jogadores seniores. Como diz o ditado, por vezes quanto maior é a subida, maior é a queda. Numa altura de vacas magras, economicamente a situação é muito complicada, constando-se mesmo que haverá elementos dos corpos sociais que avalizaram empréstimos em nome individual e agora estão a passar por momentos muito difíceis.
Mas a razão desta minha escrita tem a ver mais com a Secção de Pesca, pois que até esta tem estado em franco decréscimo. Daqui, do Clube de Futebol Os Avisenses, saíram campeões de alto gabarito como o Rafael, o João Pechincha, o Domingos Cortes, o José Bicha, e outros cujo nome não me ocorre de momento. Alguns deles “transferiram-se” para outros clubes, deixando o da sua terra, por os outros lhes darem melhores condições. No sentido de tentarem dar umas remadas contra a maré, o João Cortes e o António Pulguinhas deram uma pedrada no charco do marasmo da secção de pesca e resolveram organizar um convívio de Pesca Desportiva, com o intuito de revitalizar a actividade dentro do clube. De salientar que o António Pulguinhas também ele é um campeão:
Como não posso, por motivos financeiros facilmente calculáveis, contribuir de outro modo para o êxito deste evento, aqui deixo o repto para que se inscrevam e no próximo dia 15 de Agosto ajudem esta gente a manter vivo um sonho que não é assim tão difícil manter. Como diz o João Cortes:
- Então nós é que temos aqui a água e os peixes e os outros é que para cá vêm pescar?
(Clique no cartaz e tire os elementos necessários para se inscrever e quem sabe não precisará de um barco igual ao do cartaz para transportar todo o peixe por si capturado!)
O ESTENDAL DA DISCÓRDIA está acima reproduzido em foto. A história conta-se em poucas palavras: a criatividade aliada a uma certa rebeldia, levou o pessoal do RAPID ( Regeneration Artist Partnership Intercultural Dialogue), constituído por portugueses, finlandeses e ingleses (só?) a fazer este enorme estendal mesmo em frente da porta da Igreja do Convento, em Avis. Foi uma questão de uns quantos mais buracos no património público (coitado, já tão esburacado) e depois prender as cordas de roupa. Trabalhou a criatividade e resultou. Confesso que colocando-me na pele de um RAPID gostava do que tinha feito e achá-lo-ia muito giro.
Depois, no Domingo de manhã, o Sr. Padre passou pelo Largo do Convento, não achou graça nenhuma àquilo, ali mesmo na sua Igreja. E vai daí, proibiu que fosse entregue a chave da Igreja do Convento para que a mesma pudesse mostrar a sua já conhecida exposição permanente “O Sagrado e o Profano”. Digamos que em termos de exposição, no Domingo passado, só ficou visível “O Profano” enquanto “O Sagrado” ficou a coberto destas manifestações de criatividades pagãs.
Confesso que colocando-me na pele do Sr. Padre também não gostava que aquilo fosse feito na "minha" Igreja.
E você, que opina?
Foto: "...na foto a sua actuação em Évora durante um convívio de poetas organizado pela Fundação Alentejo Terra Mãe."Tinha-vos dito há oito dias que o poeta MANEL GAIATO foi taxista e que não sabe escrever. Esquisito, não é? A explicação foi-me dada pelo próprio:
- Sabe, eu fiz a quarta classe de adulto. Éramos dezoito e só chumbou um porque era mesmo muito burro… Como aprendi o código? Andava a trabalhar no campo e no intervalo para as refeições a minha mulher lia-me as regras em voz alta e eu fixava-as. Depois vi-a os desenhos, ela explicava-me e eu decorava. Fiz exame de condução de profissionais e fiquei bem logo à primeira. Quando era para passar facturas pedia às pessoas que as passassem que eu assinava, que era praticamente só o que sabia fazer.”
Só uma capacidade destas de fixar ideias, justifica o facto do Manel Gaiato arquitectar décimas e de as decorar.
À custa da poesia e de um certo amigo, tem percorrido várias terras para dizer a sua poesia. Na foto acima reproduz-se a sua actuação em Évora durante um convívio de poetas organizado pela Fundação Alentejo Terra Mãe.
Além de declamar as suas poesias, outra das suas facetas é a de cantador de fado e de cantar de improviso. Adora cantar à desgarrada. Para a semana falar-vos-ei sobre esta faceta, deixando-vos para aguçar o apetite as seguintes décimas da autoria do amigo Manel Gaiato:
Mote:
CANTAR O FADO É CONDÃO
NÃO PODE SER ENSINADO,
JÁ ME DIZ O CORAÇÃO
SÃO RELÍQUIAS DO PASSADO!
I
MEU AVÔ ERA VELHINHO
MAS AINDA O FADO CANTAVA
ERA O QUE ELE MAIS GOSTAVA
DIZIA AO SEU NETINHO,
ME TRATAVA COM CARINHO
DEU-ME A BOA EDUCAÇÃO
POR VEZES ME DAVA A MÃO
ERA O MELHOR QUE SERIA
MAS JÁ ASSIM ME DIZIA
CANTAR O FADO É CONDÃO!
II
O MEU PAI TAMBÉM CANTAVA
TINHA ESSA DEVOÇÃO
CANTAVA DE MÃO A MÃO
QUE ERA ASSIM QUE EU MAIS GOSTAVA,
ELE ATÉ ME ACONSELHAVA
PARA QUE EU FOSSE EDUCADO
PASSASSE POR TODO O LADO
SERIA O QUE DEUS QUISER
CANTA O FADO COMO SOUBER
QUE NÃO PODE SER ENSINADO!
III
MINHA MÃE TAMBÉM CANTAVA
TINHA UMA VOZ FAGUEIRINHA
ENSINAVA-ME CANTIGUINHAS
QUE EU HOJE CANTO PARA ALGUÉM,
ISSO ATÉ ME CONVÉM
TER ESSA RECORDAÇÃO
SÃO HORAS DE AFLIÇÃO
QUE AINDA PODEM APARECER
VOU CANTAR ATÉ MORRER
JÁ ME DIZ O CORAÇÃO!
IV
SÓ EU É QUE NÃO SEI CANTAR
SÓ EU É QUE NÃO SOU FADISTA
MAS GOSTO DA VIDA DE ARTISTA
E ASSIM VOU CONTINUAR,
NÃO VALE A PENA PENSAR
NEM ANDAR PREOCUPADO
SEI BEM QUE SOU CENSURADO
POR EU CANTAR COMO CANTO
MAS DO FADO GOSTAR TANTO
SÃO RELÍQUIAS DO PASSADO!
AUTOR: MANUEL DOMINGOS RODRIGUES (GAIATO)/AVIS
Foto 1 - "O TODO..."
Foto 2 - "A PARTE..."
Foto 3 - "À PARTE..."
Foto 1- "Em ritmo certo, o Herdade da Cortesia Hotel...vai tomando forma."
Foto 2 - "...das formas computorizadas vai passando a ter existência física."
Foto 1 - "A capa..."
Foto 2 -" ...e a contracapa..."
Foto: Na Rua Conselheiro José de Alpoim é possível cortar à esquerda, à direita ou seguir em frente. Certo?