sexta-feira, 23 de novembro de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXXXVI)


Site da semana:
 
 
 
 

 

 

Na semana em que

me enviaram um mail muito interessante que estabelece a relação entre os funcionários autárquicos de cada concelho e a respectiva população (ao Abrir o Site, passem com rato por cima do Mapa de Portugal e vejam os Trabalhadores por Habitante que tem cada Concelho)

Site da semana

 

na semana em que

vi as primeiras cegonhas deste Inverno que já vão adornando os campos do nosso Alentejo;

 

na semana em que

se publicita para o próximo dia 8 de Dezembro mais uma edição de Avis Melífera a acontecer no Salão da Junta de Freguesia de Avis;

 

na semana em que

parecia que esta "cesta" nunca mais deixava de estar em actualização,

eis que chega mais uma Cesta de Poesia.

 

JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, o nosso poeta de Santo António das Areias, fala-nos assim da palavra AMOR:

 

A PALAVRA AMOR

 

Com quatro letras somente

Se escreve a palavra amor;

Uma palavra dif’rente

Que encerra tanto valor!

 

Se o amor é mais que amizade

E leva até á loucura,

Toda e qualquer criatura

De amor tem necessidade;

Descobre em boa verdade

Tudo o que o coração sente,

Esta palavra tão quente

Que exprime todo o bem qu’rer

É tão fácil de escrever

Com quatro letras somente.

 

Há amor interesseiro

Mas há amor sem interesse

Que é aquele que aparece

Logo envolto no cueiro;

Esse é que é o verdadeiro,

Ardente, cheio de calor

Amor de mãe com primor

Faz jus ás quatro letrinhas

Com as quais muito juntinhas

Se escreve a palavra amor.

 

A palavra é pequenina

Simples de compreender

Mas nunca deixa de ser

Mais terna, meiga e mais fina;

A palavra amor, fascina,

Entra na alma da gente

E sempre que está presente

É tal a sua beleza

Que a faz ser com certeza

Uma palavra dif’rente.

 

Se o amor na sua essência

Fosse mais utilizado,

Daria o ódio acabado,

Sem haver mais violência;

Se estiver em evidência

É sempre consolador

Em vez de espinho, uma flor

Esbelta qual Primavera,

Esta palavra sincera

Que encerra tanto valor.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXXXV)


Na semana em que

 
no dia 12, no velório de sua mulher - segundo casamento -, Joaquina Rosa da Conceição Baldeiras (05.10.1923- 12.11.2012), o nosso poeta JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, escreveu assim:

A morte cruel roubou
Minha companheira qu'rida
Ao mesmo tempo levou
Pedaços da minha vida




Foi Deus quem assim o quiz,
É Deus que sabe o que faz;
Se algum dia foi infeliz
Que no Céu descanse em Paz

na semana em que

constatámos que na capela mortuária onde estes versos foram feitos existe uma quadra, igualmente feita por si, que diz:


Entra com todo o respeito
Quando não, fica na rua
Que esta pedra onde me deito
Amanhã pode ser tua

não vai haver Cesta de Poesia

 





ENTRA COM TODO O RESPEITO
QUANDO NÃO, FICA NA RUA,
QUE ESTA PEDRA ONDE ME DEITO
AMANHÃ PODE SER TUA...
ENTRA COM TODO O RESPEITO
QUANDO NÃO, FICA NA RUA,
QUE ESTA PEDRA ONDE ME DEITO

ENTRA COM TODO O RESPEITO
QUANDO NÃO, FICA NA RUA,
QUE ESTA PEDRA ONDE ME DEITO
AMANHÃ PODE SER TUA...
Que no Céu descanse em Paz

À entrada da Casa Mortuária de Santo António das Areias, consta a seguinte quadra da autoria de meu querido pai, JOSÉ DA SILVA MÁXIMO:

ENTRA COM TODO O RESPEITO
QUANDO NÃO, FICA NA RUA,
QUE ESTA PEDRA ONDE ME DEITO
AMANHÃ PODE SER TUA...

(Em sinal de luto, este facebook só será reactivado dia

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXXXIV)

 
FOTO DA SEMANA - 1
 
 
 
FOTO DA SEMANA - 2




Na semana em que

foi inaugurada ontem uma exposição de pintura da autoria de Clare Guerra e de Luiz Magalhães, na Oficina de Artes e Ofícios, sita na Praça Serpa Pinto, aqui em Avis e que “DO CASTELO” recomenda vivamente uma sua visita;
 

Foto da semana 1

 

na semana em que

a PAZ parece ter voltado às imediações da turbulenta Rotundo Célia Patinho, depois de ter sido resolvido, julga-se que a contento de todos, o problema do estacionamento naquele local causado pela existência de uma placa sinalizadora de paragem de transportes públicos, que causou amargos dissabores a alguns condutores mais distraídos;

 

Foto da semana 2

 

na semana em que
se perfila mais uma caminhada para o próximo Domingo, com concentração no Jardim Público, às 8,30h, desta vez comemorativa do dia da Diabetes;

 

na semana em que
a vila de Ervedal vai, no próximo sábado, ou seja já amanhã, servir de palco  para a  realização da 13ª edição do Corta-Mato de Ervedal;
 

 

na semana em que
“DO CASTELO” deixa um sentido abraço de pesar à família de Carlos Caldeira, avisense hoje falecido em Portalegre, após prolongado período de doença;

 

eis que chega mais uma Cesta de Poesia.

Numa altura em que o nosso poeta JOSÉ DA SILVA MÁXIMO atravessa um transe difícil da sua vida, achamos por bem deixar aqui umas décimas por si feitas à timidez e à necessidade que ele tem de viver em Paz:


A TIMIDEZ


Quando vejo muita gente

Fico um pouco atrapalhado;

Assusta-me o ambiente

E passo-lhe sempre ao lado

 

Eu detesto a multidão,

Gosto de viver em Paz;

Só o sossego me traz

Tranquilo meu coração.

Se p’ra alguma reunião

Me convidam docemente,

Recuso-me prontamente

A elas comparecer,

Fica-me o corpo a tremer

Quando vejo muita gente.

 

Nem que seja na Igreja

Se há muita gente junta,

Eu próprio faço a pergunta

Sem que a resposta se veja;

Pode acontecer que seja

Por ser um pouco acanhado,

Se o ambiente criado

Não me dá tranquilidade,

Para dizer a verdade

Fico um pouco atrapalhado.

 

Onde há muito movimento

Confesso: não me dou bem;

Complexos que a gente tem

Não são coisas do momento;

Se é grande o ajuntamento

Prefiro ficar ausente,

Porque esse mundo existente

Atormenta-me o sentido,

E se houver muito ruído

Assusta-me o ambiente.

 

A turba não me convida

A mudar o meu caminho;

Eu faço devagarinho

Uma viagem comprida;

Sempre fui na minha vida

De feitio recatado,

Se em meu caminho traçado

Eu vejo muito gentio,

Faço um pequeno desvio

E passo-lhe sempre ao lado.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

TU NUNCA ME ENGANASTE...



Quem é o Grande exemplo da tua vida?

São só 2 ou 3 continhas e será revelada uma grande surpresa, algo que
ainda não tinhas consciencializado !
Mas não faz mal... Mais vale tarde do que nunca...

1) Escolhe o teu número preferido de 1 a 9;
2) Multiplica-o por 3;
3) Soma 3 ao resultado;
4) Multiplica o resultado por 3;
5) Soma os dígitos do resultado.

Anda para baixo...

Vê o número que corresponde ao teu exemplo de vida :

1. Albert Einstein
2. Nelson Mandela
3. Ayrton Senna
4. Helen Keller
5. Bill Gates
6. Gandhi
7. George Clooney
8. Thomas Edison
9. Passos Coelho
10. Abraham Lincoln


P.S.: Pára de escolher outros números, este é o teu ídolo, ADMITE-O !!!!!!!!!
Dizes mal do homem, mas depois descobre-se que é o teu modelo de vida...
TU NUNCA ME ENGANASTE!...

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXXXIII)

 
FOTO DA SEMANA: A PALMEIRA SECOU...
 
Na semana em que
Nos despedimos do mês de Outubro e damos as boas-vindas ao mês de Novembro;
 
na semana em que
aparecem os primeiros cartazes a anunciar eventos de Novembro, como seja o Baile de S. Martinho que  se realizará no Salão da Junta de Freguesia de Avis, no dia 10, a partir das 21 horas com animação musical a cargo de Tó Vilas Boas;
 
na semana em que
se anuncia igualmente mais uma caminhada, esta a de S. Martinho, aprazada para o dia 11 de Novembro, com concentração às 8,30h no Jardim Público de Avis;
na semana em que
já se publicita a 7ª Mostra de Doces e Licores que o Rancho Folclórico de Avis irá levar a cabo nos dias 17 e 18 de Novembro, sendo de destacar no 1º dia uma exposição e venda daqueles produtos no Salão da Junta de Freguesia entre as 14 e as 18 horas, enquanto no segundo, dia 18, a partir das 16 horas haverá uma actuação daquele Rancho Folclórico no Auditório Municipal Ary dos Santos, aqui em Avis;
na semana em que
se publicita a Assembleia-geral ordinária da Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis, para o próximo dia 17, a partir das 15 horas na sala de formação da Junta de Freguesia de Avis;
na semana em que
reparámos que uma das palmeiras que alindam o Jardim do Mestre em Avis – a colocada mais  a norte – se encontra seca;
 
foto da semana
na semana em que,
 
acerca deste assunto ouvimos alguns dos “Homens Bons” que se reúnem pelos bancos daquele jardim, dizer que a palmeira se secou devido ao facto “das raízes não respirarem” já que “lhe puseram uns plásticos junto ao tronco, na base da árvore";
 
eis que chega mais uma Cesta de Poesia.
JOSÉ DA SILVA MÁXIMO evoca nestas DÉCIMAS a morte e os seus mistérios, vindo a propósito este seu trabalho, em dia de Finados.
Espero que gostem.
 
TÌTULO: PARA ALÉM DO PORTÃO GRANDE
Aqui se acabou a vida
Não há mais dor ou prazer
Se foi bem ou mal vivida
Não mais torna a acontecer
 
Cada qual como viveu
Vai ficar no esquecimento,
Porque chegou o momento
Em que o vigor se perdeu.
Se o pior aconteceu
Os amigos à partida,
Dizem em frase sentida
Com um desgosto profundo,
Já não é mais deste mundo
Aqui se acabou a vida!
 
Se foi mau o teu passado
Não te podes redimir;
Só Deus pode interferir
Quando a Ele se é chamado.
Se tiveres confessado
Como foi o teu viver,
Ainda poderá ser
Que Ele os erros te conserte,
Porque já és massa inerte
Não há mais dor ou prazer!
 
O pior sempre acontece
Quando se dorme este sono:
As coisas mudam de dono,
O dono desaparece.
Quem fica, logo se esquece
Da pessoa que foi qu’rida;
Ao fazer-lhe a despedida
Ainda vai comentar
Consoante aquilo que herdar
Se foi bem ou mal vivida!
 
Se eu tiver erro ou pecado
Como qualquer outro humano,
Se ofendi algum fulano
Peço seja desculpado.
Para ir bem descansado
Também perdões vou fazer,
Porque depois de morrer
Voltar ao Mundo em beleza,
Digo com toda a franqueza
Não mais torna a acontecer!
 
17 de Fevereiro de 1992

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXXXII)


 

Na semana em que

se suicidou o Joaquim Maria, também conhecido por Quim Preto, como ele próprio se intitulava;

na semana em que
 
 o Quim parecia andar psiquicamente controlado - quem sabe se não andasse teria feito o que fez – e se suicidou e porque para mim uma morte é sempre uma morte nem que seja de alguém a quem muitos repudiam,
nesta semana não haverá foto da semana em sinal de luto pelo Joaquim Maria;

na semana em que
a zona envolvente da Rotunda Célia Patinho, em Avis, entrou de novo em ebulição, agora por causa de um maldito sinal de paragem de transportes públicos, que impedem os carros de “acamparem” nas suas proximidades imediatas – a culpa é do código ou da colocação do sinal?;

na semana em que

se anuncia para o próximo dia 3 de Novembro mais uma noite de fados organizada pela casa do Benfica, em Avis;

ne semana em que

se vai realizar no próximo Domingo, com concentração na Sede da  Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural ( ACA), a partir das 08h45m, uma caminhada da iniciativa da Associação Gente, tendo a ACA como parceira;
na semana em que

terminou com assinalável êxito, mais uma Edição, a quarta, dos “Escritos & Escritores”, organizada pela ACA;
na semana em que

continuou aberta ao público a exposição de pintura intitulada “Nas cores do Sul” da autoria da pintora Mingó;
eis que chega mais uma Cesta de Poesia.

JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, poeta popular de Santo António das Areias, fez precisamente há dez anos umas Décimas dedicadas ao Alqueva. Agora que parece ter começado a chover para encher as Barragens, eis o que o “Mestre das Décimas” nos diz:

 
A BARRAGEM DO ALQUEVA
 
(2002)

Meu Alentejo vais ter,

Pois já não pode falhar,

Muita água p’ra beber

E p’ra teus campos regar


Terminou a construção

No leito do Guadiana

Na fronteira Alentejana

Do Alqueva o paredão;

Agora o grande pegão

Logo, logo vai encher,

Para mais tarde correr

Numa rede de canais

Que em teus solos de trigais

Meu Alentejo vais ter.

 
A linda aldeia da Luz

Foi assim sacrificada

Submersa e inundada

Porque assim foi sua cruz;

Também Cristo, o Jesus

Se deixou cruxificar

Vindo a ressuscitar

Como ela vai ressurgir

E vai voltar a sorrir

Pois já não pode falhar.


Gastaram-se nessa obra

Uns escudos aos milhões,

Muitos euros aos montões

Que nós não temos de sobra!

É o progresso quem cobra

Para depois devolver,

O que irá acontecer

Em breve será altura,

E vai haver com fartura

Muita água p’ra beber.


Parece que já estou vendo

Os teus campos verdejantes

Mais verdes do que eram antes

Quando não estava chovendo!

Já estou compreendendo

Que Alentejo vais ficar

Transformado num pomar

Do litoral à fronteira

Vais ter água na torneira

E p’ra teus campos regar.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

"ESCRITOS & ESCRITORES - AVIS 2012 - 4ª EDIÇÃO"


Desceu o pano sobre mais uma edição dos “Escritos & Escritores” Avis 2012 – 4ª Edição, da responsabilidade da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural (ACA).

Um evento desta dimensão, com a duração de três dias e a presença de muitos convidados, acarreta muito trabalho, muita organização, muito empenho. Se nos lembrarmos que tudo isto é feito por amadores e em regime de puro voluntariado, penso que ainda será mais de louvar esta iniciativa ou outras parecidas. Quem participou neste evento apercebeu-se perfeitamente de que a ACA tudo faz para que as coisas corram bem, apesar do tal amadorismo e voluntariado a que já me referi.

Infelizmente, outros há que, apesar de serem convidados e de à partida dizerem á organização que irão estar presentes, depois, por uma birrinha inexplicável e menosprezando não só o evento como inclusivamente o esforço de quem nele se empenha, com desrespeito até pelos outros convidados, pura e simplesmente não só não aparece como nem sequer se digna informar a Organização de que não vai estar presente, ficando indefinidamente em reflexão sobre se virá ou não. É de lamentar que haja quem assim proceda, acabando até por beneficiar – imerecidamente - de uma publicidade a nível de divulgação por parte da ACA, além do benefício monetário advindo da venda de alguns livros de sua autoria que, doutra forma, não teriam sido vendidos em Avis.

Não é certamente com estes autores que a ACA pode contar para insistir em levar os “Escritos & Escritores” a um patamar maior. É com os outros que, com a sua presença, duma forma simples e desprendida, dão ânimo para que tal aconteça.


 

Nota: este “post” é exclusivamente da inteira responsabilidade do seu autor, alguém que assistiu a todos os passos do evento acima referido e não é mais do que isso.

sábado, 20 de outubro de 2012

ESCRITOS & ESCRITORES - AVIS 2012 - 4ª EDIÇÃO - O PROGRAMA DE HOJE


Sábado, 20 de Outubro

09:30 H | ABERTURA | Vou ler o que escrevi!   - CAROLINA RATO | PAULO ROQUE

 

10:00 H | MESA 1 | Escrita em Baixo Relevo

PAULO PIMENTEL | GLÓRIA MARREIROS | ORLANDO DA FONSECA FERNANDES

Apresentação/Moderação: Fernando Máximo

 

11:15 H | MESA 2 | Diversidade na Escrita I

CATARINA GASPAR | PAULO PIMENTEL | ANA PAULA MABROUK | ANABELA FRANÇA PAIS

Apresentação/Moderação: José Ramiro Caldeira

              12:45 H | p.a.u.s.a

14:30 H | MESA 3 | “O Papel das Bibliotecas na era Digital”                                  

FÁTIMA DIAS | CARLOS PINHEIRO

Apresentação/Moderação: Marcelino Rodrigues

 

15:45 H | MESA 4 | Diversidade na Escrita II

ANTONIETA FÉLIX| JOANA BÉRTOLHO | ANTÓNIO MURTEIRA

Apresentação/Moderação: Anabela Pires

 

17:15 H | MESA 5 | Diversidade na Escrita III

JOÃO RICARDO PEDRO| LURDES FEIO| PEDRO MEXIA

Apresentação/Moderação: Fernandino Lopes

              18:45 H |p.a.u.s.a
 

21:00 H | AUDITÓRIO MUNICIPAL DE AVIS

CORAL POLIFÓNICO DE ALTER

 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

CESTAS DE POESIA ( CCXXXI)

 
 
 

                                                             Hoje vamos recordar ZECA AFONSO - Restaurante Clube Náutico - 22horas
 
 

 
"Escritos & Escritores - o Programa
 
 
Na semana em que
todos os caminhos culturais vão dar a Avis e mais concretamente aos “Escritos & Escritores – Avis 2012 – 4ª Edição” promovida pela Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural;
 
Panfletos promocionais acima
 
na semana e que
para hoje, sexta-feira os pontos altos são as presenças dos escritores JOÃO RICARDO PEDRO e JOANA BÉRTHOLO, a partir das 14horas em contacto directo com os alunos, respectivamente na Escola Mestre de Avis, em Avis,  e na Escola Profissional Abreu Calaldo, em Benavila;
 
 na semana em que
 interessa igualmente realçar, ainda integrado no programa de “Escritos & Escritores”, uma mais que justa homenagem ao grande  ZECA AFONSO, a ocorrer hoje a partir das 22 horas no Restaurante Clube Náutico, em Avis ( Não é preciso jantar – entradas livres);
eis que chega mais uma Cesta de Poesia.
 
JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, o nosso poeta popular, certamente que,  se pudesse vir assistir aos “Escritos & Escritores”, não viveria no stress que nos diz viver.
E fá-lo da seguinte maneira:
 
Passo os dias em „stress“
Não sei da minha alegria;
Já perdi todo o interesse
Que pela vida nutria
 
A cada dia que passa
Me sinto mais deprimido;
Nada me dá distraído
Por mais esforço que faça;
Eu vejo o Mundo sem graça,
Tudo o que foi bom me esquece,
Só o tédio prevalece
E nada posso fazer,
É tão triste o meu viver
Passo os dias em „stress“.
 
Sempre a pensar no futuro
Aonde é que eu irei parar?
Como é que irei acabar
Se só maus dias auguro!
Penso muito e nada apuro
Não sou aquilo que queria,
Só tenho por companhia
Comigo maus pensamentos,
Só desaires e tormentos
Não sei da minha alegria.
 
Em tempos que vão sumindo
Eu era um homem diferente,
Tocava a vida p´rá frente
Sempre cantando e sorrindo;
Hoje em dia ando carpindo
Situação que me entristece;
O Sol p’ra mim não aquece
Perdeu luminosidade,
Com o avançar da idade
Já perdi todo o interesse.
 
Até mesmo a escrever
Não tenho a mesma vontade,
Esta é a pura verdade
Que não recuso dizer;
Não sei o que hei-de fazer
Vou perdendo a energia,
Tudo o que então discutia
Hoje não tem discussão,
Foi-se embora a ambição,
Que pela vida nutria.
 
21 de Março de 2001