FOTO DA SEMANA: A PALMEIRA SECOU...
Na semana em
que
Nos despedimos
do mês de Outubro e damos as boas-vindas ao mês de Novembro;
na semana em
que
aparecem os primeiros
cartazes a anunciar eventos de Novembro, como seja o Baile de S. Martinho
que se realizará no Salão da Junta de
Freguesia de Avis, no dia 10, a partir das 21 horas com animação musical a
cargo de Tó Vilas Boas;
na semana em
que
se anuncia
igualmente mais uma caminhada, esta a de S. Martinho, aprazada para o dia 11 de
Novembro, com concentração às 8,30h no Jardim Público de Avis;
na semana em
que
já se
publicita a 7ª Mostra de Doces e Licores que o Rancho Folclórico de Avis irá
levar a cabo nos dias 17 e 18 de Novembro, sendo de destacar no 1º dia uma
exposição e venda daqueles produtos no Salão da Junta de Freguesia entre as 14
e as 18 horas, enquanto no segundo, dia 18, a partir das 16 horas haverá uma
actuação daquele Rancho Folclórico no Auditório Municipal Ary dos Santos, aqui
em Avis;
na semana em
que
se publicita a
Assembleia-geral ordinária da Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do
Concelho de Avis, para o próximo dia 17, a partir das 15 horas na sala de
formação da Junta de Freguesia de Avis;
na semana em
que
reparámos que
uma das palmeiras que alindam o Jardim do Mestre em Avis – a colocada mais a norte – se encontra seca;
foto da semana
na semana em que,
acerca deste
assunto ouvimos alguns dos “Homens Bons” que se reúnem pelos bancos daquele
jardim, dizer que a palmeira se secou devido ao facto “das raízes não
respirarem” já que “lhe puseram uns plásticos junto ao tronco, na base da árvore";
eis que chega
mais uma Cesta de Poesia.
JOSÉ DA SILVA MÁXIMO evoca nestas DÉCIMAS a morte e os seus mistérios, vindo a propósito este seu trabalho, em dia de Finados.
Espero que gostem.
TÌTULO: PARA
ALÉM DO PORTÃO GRANDE
Aqui se acabou
a vida
Não há mais
dor ou prazer
Se foi bem ou
mal vivida
Não mais torna
a acontecer
Cada
qual como viveu
Vai
ficar no esquecimento,
Porque
chegou o momento
Em
que o vigor se perdeu.
Se
o pior aconteceu
Os
amigos à partida,
Dizem
em frase sentida
Com
um desgosto profundo,
Já
não é mais deste mundo
Aqui
se acabou a vida!
Se
foi mau o teu passado
Não
te podes redimir;
Só
Deus pode interferir
Quando
a Ele se é chamado.
Se
tiveres confessado
Como
foi o teu viver,
Ainda
poderá ser
Que
Ele os erros te conserte,
Porque
já és massa inerte
Não
há mais dor ou prazer!
O
pior sempre acontece
Quando
se dorme este sono:
As
coisas mudam de dono,
O
dono desaparece.
Quem
fica, logo se esquece
Da
pessoa que foi qu’rida;
Ao
fazer-lhe a despedida
Ainda
vai comentar
Consoante
aquilo que herdar
Se
foi bem ou mal vivida!
Se
eu tiver erro ou pecado
Como
qualquer outro humano,
Se
ofendi algum fulano
Peço
seja desculpado.
Para
ir bem descansado
Também
perdões vou fazer,
Porque
depois de morrer
Voltar
ao Mundo em beleza,
Digo
com toda a franqueza
Não
mais torna a acontecer!
17
de Fevereiro de 1992