quinta-feira, 18 de outubro de 2012

ESCRITOS E ESCRITORES - AVIS 2012 - 4ª EDIÇÃO - OS LIVROS (ALGUNS...)

 
 
 
 
Foto 1 - Na PAPELAVIS, em Avis, pode comprar os livros dos autores que irão estar presentes este fim-de-semana em Avis

 
Foto 2 - Se pretender ver autografados os livros que comprar, então vá, durante o sábado, à Sede da Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural, que os seus autores preferidos vão estar por lá




quarta-feira, 17 de outubro de 2012

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

ESCRITOS & ESCRITORES - AVIS 2012 - 4º EDIÇÃO - - O PROGRAMA


                                       PROGRAMA
                             

Sexta-Feira, 19 de Outubro

14:00 H Escola Mestre de Avis: Escritor convidado JOÃO RICARDO PEDRO

                Escola Profissional Abreu Callado: Escritora convidada JOANA BÉRTHOLO

22:00 H Tertúlia Musical - DINIS CORTES

               Local: Restaurante do Clube Náutico - Avis

Sábado, 20 de Outubro

09:30 H | ABERTURA | Vou ler o que escrevi!   - CAROLINA RATO | PAULO ROQUE

 

10:00 H | MESA 1 | Escrita em Baixo Relevo

PAULO PIMENTEL | GLÓRIA MARREIROS | ORLANDO DA FONSECA FERNANDES

Apresentação/Moderação: Fernando Máximo

 

11:15 H | MESA 2 | Diversidade na Escrita I

CATARINA GASPAR | PAULO PIMENTEL | ANA PAULA MABROUK | ANABELA FRANÇA PAIS

Apresentação/Moderação: José Ramiro Caldeira

              12:45 H | p.a.u.s.a

14:30 H | MESA 3 | “O Papel das Bibliotecas na era Digital”                                  

FÁTIMA DIAS | CARLOS PINHEIRO

Apresentação/Moderação: Marcelino Rodrigues

 

15:45 H | MESA 4 | Diversidade na Escrita II

ANTONIETA FÉLIX| JOANA BÉRTOLHO | ANTÓNIO MURTEIRA

Apresentação/Moderação: Anabela Canela

 

17:15 H | MESA 5 | Diversidade na Escrita III

JOÃO RICARDO PEDRO| LURDES FEIO| PEDRO MEXIA

Apresentação/Moderação: Fernandino Lopes

              18:45 H |p.a.u.s.a

21:00 H | AUDITÓRIO MUNICIPAL DE AVIS

CORAL POLIFÓNICO DE ALTER

 

 

 

Domingo, 21 de Outubro                                                                                        

10:30 H |                          Avis Inspira

Sede de uma das mais importantes Ordens Militares Religiosas portuguesas que tomou o nome da vila para onde no século XII se mudou, Avis teve ainda a particularidade de dar o nome à mais emblemática dinastia portuguesa. De facto, no ano de 1364, com apenas 7 anos de idade, D. João, o filho bastardo de D. Fernando e de Teresa Lourenço foi por seu pai armado cavaleiro e feito Mestre da Ordem Militar de Avis. Teve a partir de então a seu lado D. Fernão Rodrigues Sequeira, com quem aprendeu as artes de cavalaria e a quem compensaria com o mestrado da ordem após a sua subida ao trono, legitimada nas Cortes de Coimbra (1 de Abril de 1385) e sustentada pela eficácia militar de D. Nuno Alvares Pereira e pelo apoio decisivo de Inglaterra, na luta contra Castela.

Para além da notoriedade, Avis possui um valioso conjunto patrimonial, o castelo medieval de que resta parte da muralha e três das seis torres originais, os paços do concelho medievais, a cisterna medieval, os edifícios conventuais (igreja, sala do capítulo, refeitório e claustro), todos manuelinos, o pelourinho (séc. XVI), o conjunto da Misericórdia – capela, balcão e enfermaria (séc. XVIII), entre outros.

(José Ramiro Caldeira)

 

Avis Inspira é um convite a uma visita guiada pelo Centro Histórico de Avis na manhã do dia 21 de Outubro no âmbito do ESCRITOS & ESCRITORES – AVIS 2012 - 4ª EDIÇÃO, podendo esta, quem sabe, ser uma fonte de inspiração para mais um conto, uma crónica ou até um romance.

Aceite o nosso convite e Inspire-se em Avis!

                                                      

19> 21 de Outubro de 2012

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

CESTAS DE POESIA ( CCXXX)



Vídeo da semana - ESCRITOS E ESCRITORES EM AVIS!

Na semana em que

se realiza já amanhã o almoço de confraternização dos antigos alunos do Colégio Mestre Avis apresentamos parabéns ao Carlos Jorge pelo empenho na sua organização;


na semana e que

continuam as inscrições no programa “AVIS +”, uma iniciativa do Município de Avis;


 na semana em que

se realiza amanhã mais um baile organizado pelo Grupo de Baile de Avis, endereçamos igualmente os nossos parabéns a estes amantes da dança que mensalmente vão organizando estes eventos de “dar à perna”;
 

na semana em que
o Município de Avis continuou a receber propostas para o aluguer do quiosque do jardim Público, situado nas imediações da sede do Agrupamento Vertical das escolas de Avis;


na semana em que
 continuaram os preparativos, por parte do pessoal da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural para o evento denominado “Escritos & Escritores”, a ocorrer de 19 a 21 deste mês, com a publicação de um vídeo promocional que pode ser visto no Yu Tube;

VÍDEO DA SEMANA

na semana em que

Louvamos a iniciativa da Polícia de avisar publicamente o local e as horas onde vão estar instalados determinados radares controladores de velocidade – sempre acreditámos que a pedagogia é muito mais importante do que a simples ( e odiosa) caça à multa;


na semana em que

se publicita para o próximo Domingo a última prova do 18º Circuito de BTT do Norte Alentejano, com partida aprazada para as 09h00, junto do Centro de Saúde de Avis;

na semana em que

se ficou a saber que os agricultores e criadores de animais, incluindo coelhos, aves, caracóis, abelhas e bichos-da-seda, que até agora estavam isentos de IVA, passam a estar sujeitos à taxa mínima de 6%, segundo a versão preliminar do Orçamento do Estado para 2013,

 

eis que chega mais uma Cesta de Poesia.

JOSÉ DA SILVA MÁXIMO olha para o Mundo como sendo um “Mundo em convulsão”...

Vejam porque é que isto acontecia em Março de 1993:

 

 

VEJO O MUNDO EM CONVULSÃO

 

Oh! Mundo, lago profundo

Onde vivo em oração;

Em tuas águas me afundo

Rezando p’la salvação.

 

Há neste Mundo de Deus

Tamanha devastação,

Que até corta o coração

O que vai com os filhos seus!

Morrem crentes e ateus

Por vezes em campo imundo,

Tanta gente a „ir ao fundo“

Sem comer, em qualquer parte,

Por isso ouso chamar-te:

Oh! Mundo, lago profundo.

 

Há tanta falta de Amor

Por entre a Humanidade,

Que eu digo em boa verdade

Que ele é um Mundo de Dor!

Vá a gente aonde fôr

É tamanha a confusão

Que até sinto em mim paixão

Em fazer parte de ti,

Neste meu cantinho aqui

Onde vivo em oração.

 

Lancei um (S.O.S.) esse-o-esse

À Humanidade em geral

P’r’acudir a todo o mal

Que por esse Mundo houvesse;

Como é que o homem se esquece

Que tal como o vagabundo,

Andou Jesus pelo Mundo

Prégando o Bem e o Amor,

Eu, sem ter esse valor

Em tuas águas me afundo!

 

Me diga alguém porque é

Tanta guerra em vez de Paz?

Porque é que o homem a faz

Sem ter Amor nem ter Fé?

Eu posso dizer até

Que há irmão contra irmão,

Uma desconsolação

Ver o Mundo em agonia,

Por isso estou dia a dia

Rezando p’la salvação.

 

Março de 1993


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

CESTAS DE POESIA ( CCXXIX)


 
 

VÍDEO DA SEMANA:





Na semana em que

se comemora o 50º aniversário do lançamento de “LOVE ME DO” dos “BEATLES”
 – saudades…_
 

VIDEO DA SEMANA EM CIMA

 

na semana em que
 
já amanhã, AVIS vai estar representado ao mais alto nível no Festival Internacional de Acordeão do Cartaxo, pelo exímio acordeonista avisense CARLOS POEIRAS;

na semana em que

continuam nos Serviços Socio-Culturais da Câmara Municipal, as inscrições para o projecto Avis +, o Programa de ocupação de Jovens Munícipes do Concelho de Avis à procura do primeiro emprego, desempregados, integrados em famílias monoparentais, ou portadores de deficiência;

na semana em que

 se anuncia para amanhã o 3º Festival Dance Time, a decorrer no Casão da Casa do Benfica, em Avis, a partir das 21,30h;

na semana e que

se comemorou com um feriado, pela última vez ou pelo menos nos tempos mais próximos a implantação da República;

 na semana em que

as comemorações da implantação da República o foram em recinto fechado, levando-me a crer que possivelmente para o ano as comemorações do 25 de Abril possam ser efectuadas no Campo Pequeno como um afamado revolucionário do PREC anteviu – ou não…;
na semana em que

apareceu a público o Nº 43 da Folha Informativa Águia da Amigos do Concelho de Avis – Associação Cultural;

eis que chega mais
 
uma Cesta de Poesia.
 
JOSÉ DA SILVA MÁXIMO comemorou no passado dia 2, a bonita idade de 87 (OITENTA E SETE) anos. Deixo-vos hoje uma poesia que ele escreveu no dia em fez oito dezenas e meio…de anos…



A VIDA, OS ANOS QUE VÃO PASSANDO POR NÓS

 

Quando avisa o calendário 

E este mês de Outubro aponta,

Às contas do meu rosário

Eu junto mais uma conta!

 

É no princípio do mês

Que este evento tem lugar

E me incita a festejar

Os anos mais uma vez!

Do festejo sou freguês

Cumpro assim o meu fadário,

Aponto no meu diário

Como os anos vão passando,

Os quais vou comemorando

Quando avisa o calendário.

 

São dezenas – oito e meia

Que Deus me quis conceder,

Me foi deixando fazer

Com mais ou menos “peleia”;

Já vou sendo cá na aldeia

O que mais atrás remonta!

A idade não me afronta

Nem cai no esquecimento

Que a data do nascimento

E este mês de Outubro aponta

 

Fiz uma vida exemplar:

Em pequeno fui estudante

De carpinteiro ajudante

Até a tropa enfrentar;

Dois anos lá fui passar

Guarda-fiscal foi cenário

Que garantiu meu salário.

Concorri, fui promovido,

Nunca neguei o sentido

Às contas do meu rosário.

 

Reformado fui um dia

Já cinquenta e seis contava,

Aos sessenta começava

A escrever poesia;

Muitos versos eu fazia

E sempre de rima pronta!

Em Jogos Florais “à tonta”

Entrei, consegui vencer,

E às contas do meu saber

Eu junto mais uma conta.
 
2 de Outubro de 2010

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

SOBRE AS FUNDAÇÕES PÚBLICAS

 

Um texto de Paulo Morais, vice-presidente da "Transparência e Integridade, Associação Cívica":

As fundações públicas devem ser extintas. As fundações privadas sem recursos têm de mudar de nome. E aquelas que, embora dispondo de meios, não perseguem um fim social visível, devem perder o seu estatuto de utilidade pública. Esta verdadeira limpeza levará à eliminação de centenas destas entidades. No final, restarão apenas cinco ou seis genuínas fundações.

Uma verdadeira fundação é uma entidade
cujo instituidor, dispondo de meios avultados, de um fundo, decide disponibilizá-lo à comunidade para perseguir um dado desígnio social, um qualquer benefício colectivo.
Nesta perspectiva, as fundações públicas nem sequer são fundações. São departamentos públicos travestidos, cujo estatuto lhes permite viverem de forma clandestina. Os seus directores não estão sujeitos a regras da administração pública. Podem contratar negócios sem qualquer controlo, permitem-se ainda recrutar pessoal sem concurso. Utilizam os recursos públicos em função dos seus interesses e dos seus negócios privados.
Já quanto às actuais fundações privadas, podemos dividi-las em três grupos. Temos as que pretendem alcançar um fim social útil, mas vivem maioritariamente de recursos públicos. Assim, se não dispõem de fundos próprios, serão instituições de solidariedade, associações, mas jamais fundações. Devem mudar de regime.
Há um outro grupo cujos instituidores são pessoas de muitas posses que registam os seus bens em nome de fundações particulares, mas que nada dão à sociedade. Com este esquema, ficam isentos de pagar IRC na sua actividade, os seus terrenos e prédios não pagam impostos, como o IMT e o IMI. Até alguns dos seus carros ficam isentos de pagar imposto de circulação e imposto automóvel. Estes cavalheiros conseguem assim um paraíso fiscal próprio, verdadeiras "off--shores" em território nacional. Retirem-lhes pois o estatuto de utilidade pública.
Feito este expurgo, restará um restrito grupo de entidades criadas por aqueles milionários que decidiram legar parte da sua riqueza em benefício da sociedade que os ajudou enriquecer. São os casos de Gulbenkian, Champalimaud e poucos mais. Para honrar a sua memória, há que impedir que as suas organizações sejam confundidas com pseudofundações, casas de má fama geridas por oportunistas.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXXVIII)

 
 
 
Foto da semana 1 - O tanque das lavadeiras antes da intervenção de limpeza do António Calhau e do Ricardo Calhau ( foto António Calhau)
 
 
 Foto da semana 2 - O tanque das lavadeiras durante a intervenção de limpeza do António Calhau e do Ricardo Calhau ( foto António Calhau)
 
 
 
 Foto da semana 3 -  O tanque das lavadeiras depois da intervenção de limpeza do António Calhau e do Ricardo Calhau ( foto António Calhau)
 
 

 

Na semana em que,

a fazer fé na última edição do Jornal Ecos do Sôr, a vila de Avis ficou altamente prestigiada nos Jogos Literários de Montargil 2012 pelo facto de, na modalidade de conto, ter obtido cinco dos onze prémios distribuídos, a saber:
1º lugar – MARIA ALBERTINA DORDIO, de ERVEDAL
2º lugar – FERNANDO MÁXIMO, de AVIS
7º lugar – FERNANDINO LOPES, de AVIS
8ª lugar – FERNANDO MÁXIMO, de AVIS
1º do Alentejo – MARIA ALBERTINA DORDIO, de ERVEDAL


na semana em que,

exercendo o seu direito de cidadania, dois Benavilenses meteram mãos à obra e limparam o antigo tanque das lavadeiras, em Benavila, que habitualmente submerso pelas águas da albufeira do Maranhão, agora se encontra a descoberto, merecendo por isso o nosso aplauso e divulgação dos seus nomes: ANTÓNIO CALHAU e RICARDO CALHAU;

Foto(s) da semana

 
na semana em que

se anuncia para dia 30, Domingo, um convívio piscatória organizado pelo Associação de Columbófilos de Avis;

 
na semana em que

a nível nacional se organiza mais uma manifestação de protesto contra as medidas de austeridade, a ocorrer amanhã, em Lisboa:

 

na semana em que,

será inaugurado no próximo Domingo o Pavilhão Multiusos de Benavila com um programa que se inicia às 9 horas da manhã e que irá durar até para lá do sol-posto;

 

na semana em que

foi tornada pública uma lista de vinhos com a chancela ABREU CALLADO que foram premiados recentemente em certames internacionais: nada mais nada menos que TRÊS MEDALHAS D EOURO e QUATRO MEDALHAS DE PRATA, o que só reforça a categoria destes vinhos do nosso concelho;

na semana em que,

parece ter começado a chover a sério – “Chuvas verdadeiras, pelo S. Mateus as primeiras”, diziam os mais antigos do que eu…:


eis que chega mais uma Cesta de Poesia.


JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, é um poeta multifacetado. Porque gosta de apresentar apenas e tão somente aquilo que escreve, tem certa dificuldade em aceitar que haja quem apresente coisas feitas por outros e que as rotule como sendo suas, que as plagie.

Daí ter escrito as seguintes Décimas:

O PLAGIADOR

 

Eu dou muito mais valor
A uma quadra imperfeita
Do que a quem se diz autor
Da quadra por outro feita

 

Tenho lido quadras belas

Feitas com arte e saber

Mas loge de mim eu qu’rer

Ir tirar proveito delas;

Quadras perfeitas aquelas

Que são feitas com amor,

Mesmo que seja um pastor

Quem sua autoria encobre,

A esse poeta pobre

Eu dou muito mais valor.

 

A quem escreve e não copia

Mostrando aquilo que sabe

Responsabilidade cabe

Tenha ou não maestria;

Exprime aquilo que cria

Outros trabalhos não espreita,

Sua poesia enfeita

Com sua imaginação,

Eu até dou atenção

A uma quadra imperfeita.

 

Digo que não compreendo

Como é que certos sujeitos

A fazer versos já feitos

Gastam um tempo tremendo!

Mais valia ir escrevendo

Mesmo sem ter professor,

Dando aos versos sua cor

Com princípio, meio e fim,

Pois tem mais valor p’ra mim

Do que quem se diz autor.

 

Gosto de colher seara

Na terra que eu próprio amanho

Ovelha de outro rebanho

Não ter a minha piara;

Custa-me os olhos da cara

Ver seguir essa receita,

Meu critério nãoi aceita

Por ser feio e sem sentido

Um qualquer tirar partido

Da quadra por outro feita.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXXVII)


Palavras à Lua: Marta Alexandre recriando a lenda da Moura do Poço da Fradina...ou seria a do Lobisomem Benjamim, residente que foi em Avis ainda não há muitas décadas?...



Na semana em que

voltou hoje mesmo ao Jardim Público de Avis, com a presença de Marta Alexandre, o único elemento dos três convidados que estiveram presentes, - João Moreira e Francisca Almeida não compareceram - mais uma sessão de “Palavras à Lua”, uma iniciativa do Município de Avis que organizou um serão diferente ouvindo contos ao luar;

FOTO DA SEMANA

na semana em que

Não me causou mossa nenhuma o facto de ter sido interceptado pela mega-operação Stop que a GNR hoje montou em Avis, aplaudindo estas iniciativas com a mesma sinceridade com repudio as máquinas de caçar multas por excessos de velocidades - por ser à traição...;

na semana em que

a água consumida nas freguesias de Avis, Benavila e Alcórrego passou a ser da captada no nosso concelho, devido ao facto da fornecida pela Águas do Norte Alentejano não garantir a necessária qualidade;

na semana em que

se despede mais um Verão, já que amanhã mesmo se iniciará o Outono que, segundo se prevê, irá trazer alguma precipitação já no próximo Domingo;

Eis que chega mais uma Cesta de Poesia:

Dado que, como se disse amanhã mesmo irá iniciar-se o Outono, então nada melhor do que deixar-vos hoje umas Décimas que falam precisamente de Outono, ainda da Autoria desse grande poeta popular que se chama JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, natural de Ponte Velha, Marvão e residente em Santo António das Areias:

 

OUTONO


Cai a folha da figueira

Num bailado estranho e lindo

Também eu em que não queira

Pouco a puco vou caindo

 

Quando o Outono aparece

Com uma capa de bom,

Os campos mudam de tom

O que é verde amarelece;

É sempre assim que acontece

Nem será de outra maneira,

Com o Inverno à sua beira

Dá-se a mudança de clima

O frio vem lá de cima

Cai a folha da figueira.

 

Basta uma simples aragem

Embalar o ramo esguio

Horas e dias a fio

Para deslocar a folhagem;

É de tristeza a imagem

A que vamos assistindo,

Vendo as folhas ir caindo

Uma a uma, lentamente,

Ir p’ró chão suavemente

Num bailado estranho e lindo.

 

É no Reino vegetal

Que o fenómeno é repetido,

Todo o vigor é perdido

E recuperado afinal;

É benesse sem igual

Ano a ano, a vida inteira

Mas na hora derradeira

Já não será bem assim,

Tudo o que nasce tem fim

Também eu em que não queria!

 

É o chão que tudo cria

O chão onde tudo cai;

É p’ro chão que tudo vai

Se a vida acabar um dia;

Em contraste e ironia

Do chão se vai subsistindo,

Vamos aos poucos subindo

Até o cume atingir,

Eu, sem poder mais subir

Pouco a pouco vou caindo!