Na semana em que começaram em Avis as obras para a construção da futura Biblioteca Municipal orçamentada em mais de 1,2 milhões de euros, segundo afirmações do Sr. Presidente da Câmara ( http://noticias.sapo.pt/infolocal/artigo/1204179); na semana em penso que se se tivesse recuado um bocadinho no espaço do estaleiro das referidas obras evitar-se-ia que as pessoas tenham que andar a pé na via reservada aos automobilistas; na semana em que o amigo do alheio continua ser meu amigo, tendo me furtado na passada quarta-feira, a antena da minha viatura que esteve estacionada entre as 21 e as 22,30h na Praça Serpa Pinto, aqui em Avis; na semana em que as obras da envolvente à próxima rotunda em Avis, apresentava o aspecto da foto acima; na semana em que o Benfica continua a mostrar a sua acentuada quebra de forma, perdendo com o Marítimo e jogando mal que se farta; na semana em que se vai realizar, já amanhã, sábado, no salão da Junta de Freguesia de Avis a "Avis melífera 2011", eis que chega mais uma Cesta de Poesia.
Para quem julga que as Décimas de JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, são parte de um espólio muito antigo, trago-vos hoje umas Décimas premiadas com o 5º lugar no Concurso de Poesia Popular de Borba, cuja distribuição de prémios ocorreu no passado mês de Novembro aquando da Feira da Vinha e do Vinho e por consequência feitas há muito pouco tempo.
Como sempre nestes casos o mote é fornecido pela organização.
Vejam se gostam:
Com esse teu ar castiço
Que te dá a cal branca
Borba tu tens tal feitiço
Que nos eduz e encanta
(José António Miranda)
Borba, sou tão teu amigo
Que não te posso olvidar!
Se és sempre o meu pensar,
Adorar-te é meu “castigo”;
Do teu olhar sou mendigo,
Um admirador submisso,
Linda Borba és meu enguiço,
Tão formosa e atraente
Que cativas toda a gente
Com esse teu ar castiço
Vejo-te seguir em frente
Em ritmo não comparado;
Dia a dia superado
Pelo q’rer da tua gente;
Um trabalho inteligente
Que avançando não espanca
De forma tão firme e franca
Orgulhas todo o concelho,
Tens a limpidez do espelho
Que te dá a cal branca.
Desnudada de vaidades
No bem do povo pensando,
Passo firme vais andando
Suprindo necessidades;
Olham as outras cidades
O teu honroso serviço,
Como sendo um aranhiço,
Nas tuas “teias” me enleio
E digo sem ter receio:
Borba, tu tens tal feitiço.
Já me dei a conhecer
Já te disse o que é que penso,
Dir-te-ei que me conveço
A ser teu até morrer!
Não me canso de dizer
Que a tua beleza é tanta,
Ante as outras se agiganta
Tão asseada e tão pura,
É a tua formosura
Que nos seduz e encanta.



































