sexta-feira, 10 de agosto de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXXI)


Foto da semana: uns bancos no mínimo esquisitos...


Na semana em que

Se soube que foi mais uma vez assaltado o “Monte do Charuto” – não me deram outro nome – tendo sido feita "limpeza” total, chegando ao cúmulo  de levarem todas as taças que um familiar pescador ali guardava mas não sem antes se terem livrado das partes de madeira das mesmas, só levando a “lata;

na semana em que

é já no Domingo  que a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural leva a efeito o seu I Convívio Piscatório a acontecer na zona da Carapeta da Albufeira do Maranhão;

na semana em que


no próximo sábado, ou seja já amanhã, o Grupo de Teatro “A Fantasia” de Ervedal leva à cena no Tanque Público da Fonte Nova, no Ervedal, um espectáculo e Teatro intitulado “Teatro ao Luar”;

na semana em que

 fiquei vários minutos a olhar para os bancos que alindam as imediações da Rotunda Célia Patinho, para ver se entendia a sua estética;

 Foto da semana

Eis que chega mais uma Cesta de Poesia

JOSÉ DA SILVA MÁXIMO diz-nos hoje o que gosta de fazer aos versos que vai escrevendo. E pensamos que faz muito bem se fizer como diz:



DESALENTO

Fazer veros e ofertá-los

Para quem os queira ler,

É melhor do que guardá-los

Na gaveta a apodrecer!



Se a escrever me satisfaço

Todos os dias escrevo

Porque são o meu enlevo

Os simples versos que faço!

Em todos ponho um pedaço

Do meu amor, ao criá-los,

Sei que depois ao deixá-los

Vai esse amor p’ra alguém,

Por conseguinte acho bem

Fazer versos e ofertá-los.



Quem gosta de poesia

E não tem habilidade,

Aceita bem de vontade

Os versos que outro cria;

Se é motivo de alegria

Os poemas receber,

Também a quem escrever

Lhe ocorre a ideia certa,

Dar seus versos por oferta

Para quem os queira ler.



Cada vez que o lápis pego

Com alguma inspiração,

Encontro rimas à mão

Logo as combino e emprego;

De contente as mãos esfrego

Fazer versos e rimá-los,

Escrever não me faz calos

Mas para não os „arrumar“,

Se tiver a quem os dar

É melhor do que guardá-los!



Tenho versos às centenas

Para não dizer milhares,

Como tantos similares

Esperando algum Mecenas!

Minhas posses são pequenas

P’ra mandar livros fazer,

Por isso escrevo a sofrer

Dia a dia constatando

Que os meus versos vão ficando

Na gaveta a apodrecer!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

VEM AÍ O I CONVÍVIO DE PESCA DESPORTIVO DA ACA-AC




É já no próximo Domingo que a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural(ACA) vai realizar o seu I Convívio de Pesca Desportiva. As inscrições poderão ser efectuadas junto da SOPESCA de João Cortes ( o João da Birra), junto de Marcelino Rodrigues (o Sr. Marcelino da Caixa Geral de Depósitos) ou de Luís Rodrigues ( o Luís da Caixa Agrícola).

Com esta iniciativa pretende a ACA estreitar os laços de amizade entre os amantes desta actividade desportiva tentando assim dinamizar a nossa Albufeira do Maranhão. Todos se lembrarão certamente da quantidade de concursos e convívios piscatórios que por aqui havia ainda não faz muitos anos. Por razões que desconhecemos os mesmos foram sendo cada vez mais raros.

Ao que os prospectos anunciam haverá um abastecimento sólido e líquido durante a prova e no final haverá “um esmerado serviço de bar” - esta é invenção nossa. Haverá, isso sim, um almoço.

Se gosta de pesca e de convívio – ou só duma destas vertentes – venha daí, inscreva-se e venha passar um Domingo diferente

domingo, 5 de agosto de 2012

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXX)


FOTO DA SEMANA:
O QUIOSQUE DO JARDIM QUE CONTINUA FECHADO...


Na semana em que
fiquei deveras comovido com o carinho que as autoridades de saúde têm connosco, afixando na entrada principal do nosso Centro de Saúde em Avis uma informação detalhada acerca dos procedimentos a tomar por causa da vaga de frio -( é bom não esquecer que o tempo já não é o que era...);
na semana em que
mais uma vez a PT falhou, pois que há quinze dias prometeu colocar um retransmissor na antena da GNR, no sentido de corrigir as anomalias de transmissão televisiva que se verificam no Alcórrego e até agora nada…
na semana em que
verifiquei mais uma vez que apenas as árvores cumpriram a sua missão, crescendo e fazendo sombra às imediações do Quiosque do Jardim que, apesar da sua excelente localização, continua fechado – até quando? -;
Foto da semana
na semana em que

se ultimam os preparativos para o VI PEDALUAR que a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural leva a efeito já amanhã;
na semana em que
a mesma Associação prepara para o próximo dia 12 o seu I Convívio de Pesca,
na semana em que

se realizam as festas em honra de Santa Margarida, em Aldeia Velha;
na semana em que

se realiza mais um convívio de pesca promovido pelo Clube de Futebol Estrela Alcorreguense,
Eis que chega mais uma Cesta de Poesia

Para que não se julgue que os trabalhos aqui reproduzidos já foram escritos há muito tempo, trago-vos hoje um trabalho em Décimas feito por JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, de 86 anos de idade, escrito no passado dia 28 de Junho.
Ora então lá vai:

Meu vizinho João Casado
Nunca foi namoradeiro...
Puseram-lhe o nome errado:
É Casado e é solteiro!

É assim o meu vizinho
Às cachopas não se encosta...
Mesmo àquelas de quem gosta
Nunca pediu um beijinho!
Casado e vive sozinho
Tristemente abandonado,
Vai vivendo em resultado
Do que a solidão lhe traz,
É solteiro e bom rapaz
Meu vizinho João Casado.

É muito trabalhador
Mas, das mulheres tem medo...
Nem lhes toca com um dedo,
Não é esse o seu pendor!
Se alguma lhe of’rece amor
Por ele ser tão brejeiro,
Vai ter de pensar primeiro
Com receio de aceitar,
Jamais ele há-de casar
Nunca foi namoradeiro...

Para ir à discoteca
A custo compra o bilhete...
Lá abana o capacete
Mas mal descobre a careca!
Vai bebendo uma caneca
Para ficar mais ousado,
Mas por ser tão reservado
Nas raparigas não toca;
A questão que se coloca:
Puseram-lhe o nome errado!

Não sei se o nome é culpado
Da sua situação
Mas eu bem creio que não,
É ele que é acanhado!
O tempo dá-se passado
Janeiro atrás de Janeiro,
E o bom do cavalheiro
Não resolve o problema,
Vai vivendo o seu dilema
É Casado e é solteiro!
28/06/2012

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

VEM AÍ O VI PEDALUAR DA ACA


É este o luar e é esta a terra de partida e chegada do VI PEDALUAR DA ACA




Aproveitando as sinergias que nos proporciona o luar de Agosto –o tal que lhe dá no rosto – a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural organiza no próximo sábado o seu VI PEDALUAR que mais não é que um BTT nocturno cujo percurso se estende pelas margens paradisíacas da Albufeira do Maranhão. Com partida aprazada para as 21 horas, os amantes desta modalidade desportiva sairão da Praça Serpa Pinto, em Avis, e poderão calcorrear quilómetros de intenso prazer.

Ainda está a tempo de se inscrever junto de qualquer elemento da Direcção, na AVISOURO – passe a publicidade – e depois das bicicletas delicie-se com a ceia que lhe será servida na rua, em plena Praça Serpa Pinto, ali bem no coração da zona histórica de Avis.
Pela sua saúde, faça desporto vindo PEDALUAR connosco!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

ACABOU-SE A NOSSA FÊRA

Eis as últimas imagens da nosssa Fêra Franca de 2012:


Aqui está uma verdadeira ...sombra partilhada...


Com tanto calor apetecia mesmo era ser uma garrafa de vinho...


Qual calor qual caraças...

O Mestre na arte de lançar o pião...

...e o bom aprendiz...


A alegria da menina...


Ele, quem?

Ó Sr. Manel, mas afinal o "CANIBAL" não é do SPORTING????

Música: TERREIRO DA ALEGRIA


Música: RANCHO FOLCLÓRICO DE AVIS



Música: TERRAKOTA


"Artelharia pesada" com alvos bem definidos...


"DO CASTELO" faz votos para que a próxima feira seja SUPER!!!!

domingo, 29 de julho de 2012

E ONTEM A NOSSA "FÊRA" FOI ASSIM...

Deixo-vos mais alguns registos fotográficos do dia de ontem na Feira Franca de Avis. Venha daí que hoje ainda é dia...

Meio escondido, lá está o sinal de "Proibido fotografar". Mas felizmente que há sempre quem prevarique...

Garraiada: o"Herói" agradece aos céus a sua sorte!

Quando os "Presidentes" trabalham...envergando a camisola do Benfica...


...e as crianças se divertem...


Dança adulta...


...e dança miuda...


Uma boa entrada de bilheteira, constratando com a de ontem...


...e uma boa clientela nos Amigos de Aviz...


Benavila apresentou uma equipa de sonho capitaneada por uma avisense...

THE GIFTH foram alaudidos ...

...por muita juventude e alguns cotas...

sábado, 28 de julho de 2012

A NOSSA "FÊRA" ONTEM FOI ASSIM...

O sábado é por tradição o melhor dia da nossa Feira Franca. Por isso ainda está muito a tempo de dar por cá uma voltita. No entanto, e para lhe abrir o apetite, deixo-vos algumas fotos de como foi ontem:

Nos bastidores da febra assada...

Um "penoso" comido na Feira sabe sempre bem...

A mascote da Junta de freguesia de Avis, marcou presença

As artesãs têm local de destaque por parta da Fregueisa de Avis...e os homens "quédeles'"
Artesanato genuinamente alentejano...

Em nosso entender um dos stands mais bonitos da "Fêra"...parabéns!


Novata nestas andanças, a Patricia faz e comercializa velas...




Os AMIGOS DE AVIZ lá vão facturando e pondo as pessoas a lerem...por 0,50€

Um profissional do audio-visual é sempre um bom profissional...


E um profissional da fotografia...também...


Na "Fêra" os mais endinheirados..."fêram..."


O TIM cantou para meia-dúzia de gatos pingados


Às portas da fêra a noite é movimentada

sexta-feira, 27 de julho de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXIX)

Foto da semana I

Foto da semana II


Na semana em que
hoje, amanhã e Domingo todos os caminhos vão dar à Feira Franca de Avis;
Foto da semana I
Na semana em que
 na Feira Franca de Avis todos os caminhos vão dar ao Stand da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural,
Foto da semana II
Eis que chega mais uma Cesta de Poesia.
JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, fala-nos duma coisa tão simples como é o dar os bons dias a toda a gente. Como sempre fá-lo duma maneira superior.
Então é  assim:

Levei minha vida a dar
Bons dias a toda a gente
Mas acabei por ficar
Só com maus dias p’la frente!

Quem nasce num meio rural
Onde a humildade aparece,
É certo que bem conhece
Seus vizinhos em geral;
Nasci lá e sou igual
A todos que vi criar;
Eu, para não variar
E meus deveres cumprir,
P’ra não andar a pedir
Levei minha vida a dar!
Saudar quem por nós passa
Ou quando se encontra alguém,
É bonito e fica bem
Tem até a sua graça!
Seja na rua ou na praça,
Saudar alegremente,
É a meta pertinente
Que sempre me tem guiado,
E fez com tenha dado
Bons Dias a toda a gente!
Já me aconteceu na vida
De não ser correspondido,
Não chegar ao meu ouvido
A saudação devolvida;
Foi experiência vivida
Difícil de suportar
Pensei até abalar
Procurar terra melhor,
P’ra evitar o pior
Mas acabei por ficar.
A posição não se altera
No meu modo de actuar,
Talvez porque saudar
É tal como a Primavera!
Vindo espontânea e sincera
Dá azo a ficar contente,
Sem terem conta corrente
Os bons dias que já dei,
Talvez por isso fiquei
Só com maus dias p’la frente!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

CESTAS DE POEISA (CCXVIII)


FOTO DA SEMANA: para onde foram os paralelepípedos?


Na semana em que

chegou até mim um exemplar de “A TORRE” , uma edição da Escola Profissional AbreuCallado, com periodicidade bimestral, nova série – Nº 2 – Maio-Junho 2012 que li com atenção e que considero de muito interesse;

na semana em que

vi um cartaz publicitando as festas a haver em Valongo neste fim-de-semana e que espelham bem a crise que atravessamos e que efectivamente estamos a voltar aos tempos de antigamente: cartaz simples, com programa simples: comes e bebes, quermesse, bailes e peditório com colcha foi o que me ficou na memória, além é claro das “entradas grátis”;

na semana em que

constatei com os meus próprios olhos de que alguém se anda a “amanhar” com os paralelepípedos que cobrem os passeios da zona industrial de Avis, sacando-os para benefício próprio, ficando os referidos passeios a parecerem praias do deserto, isto é areias sem águas…,

Foto das semana

na semana em que
os amantes do contacto com a natureza têm mais um oportunidade de com ela conviver, participando em mais uma caminhada do projecto “Um concelho a caminhar”, com a realização de uma caminhada em Valongo, no Domingo, dia 22;



na sema em que

verificámos que o Hangar do Clube Náutico de Avis está marcado a Graffiti, da autoria de André Casaca, aluno da Escola Profissional Abreu callado; 
eis que chega mais uma Cesta de Poesia

JOSÉ DA SILVA MÁXIMO dá hoje azo a que muitos de nós relembremos tempos passados…quer dizer…ou não…

Eis porquê:


Dei um beijo à minha amada

Às escondidas dos pais

Ela mostrou-se zangada

Mas depois pediu-me mais!



O amor a quanto obriga

Quando ele é puro e sincero!

Do amor eu tudo espero

Tudo oxalá que o consiga;

Amei uma rapariga

Que foi minha apaixonada

E em tarde apropriada

Aproveitando o ensejo

Juntei ao gesto o desejo

Dei um beijo à minha amada.



Eu nunca tinha sentido

O gosto que o beijo tem

Por não ter dado a alguém

Esse beijo apetecido;

O meu amor proibido

Em momentos cruciais,

Não eram aos outros iguais

Foi sempre um amor a medo,

Porque era feito em segredo

Às escondidas dos pais.



Depois do beijo primeiro

Senti-me um tanto culpado

Porque esse beijo roubado

Foi p’ra ela traiçoeiro;

-Foste atrevido e matreiro

Ela me disse assustada;

E eu sem temer a nada

Pedi-lhe p’ra me beijar

Mas talvez por não esperar

Ela mostrou-se zangada.



Quando o beijo aconteceu

Num momento de euforia,

Ela era tudo o que eu qu’ria

Com quanto desejo meu!

Perdemo-nos ela e eu

Como sempre em casos tais,

Ela sentindo de mais

O calor da minha parte,

Tentou fugir ao encarte

Mas depois pediu-me mais!

domingo, 15 de julho de 2012

ELE HÁ COISAS...

Ele há coisas que nunca perdem a actualidade.
Ora atentem no seguinte soneto escrito em 1969...




      Soneto quase inédito


Surge Janeiro frio e pardacento,

Descem da serra os lobos ao povoado;

Assentam-se os fantoches em São Bento

E o Decreto da fome é publicado.



Edita-se a novela do Orçamento;

Cresce a miséria ao povo amordaçado;

Mas os biltres do novo parlamento

Usufruem seis contos de ordenado.


E enquanto à fome o povo se estiola,

Certo santo pupilo de Loyola,

Mistura de judeu e de vilão,



Também faz o pequeno "sacrifício"

De trinta contos - só! - por seu ofício

Receber, a bem dele... e da nação. 

 JOSÉ RÉGIO Soneto escrito em 1969.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXVII)



Foto da semana (nocturna)



Na semana em que

se anuncia a realização de um Convívio Piscatório a acontecer dia 29 de Julho, durante a Feira Franca de Avis;

na semana em que
a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural prepara para o próximo dia 4 de Agosto mais uma edição do seu PEDALUAR - BTT NOCTURNO;
na semana em que

a Associação Gente fez um apelo no sentido de todos juntarmos papel que já não precisemos e o entreguemos na sede daquela Associação para que o mesmo possa ser convertido em bens essenciais a entregar ao Banco Alimentar contra a Fome;
na semana em que

a Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis continua a receber inscrições para consultas de nutricionismo e alimentação saudável a serem ministrados pela nutricionista doutora  Marta Carrilho;

na semana em que

o novo parque de estacionamento dos autotanques de recolha de leite junto à rotunda da estrada que vem de Pavia já se encontra bem recheado dos ditos autotanques,
foto (nocturna) da semana;

na semana em que

continua a haver quem diga que aquele parque é bastante inestético – realmente há traseiras (e traseiros!) bem mais agradáveis à vista – mas que por outro lado pode levar a quem vá de passagem e não conheça a terra a levar a ideia de que Avis tem um forte parque industrial ( a avaliar pela quantidade de autotanques…)
eis que chega mais uma

 Cesta de Poesia.

JOSÉ DA SILVA MÁXIMO fala-nos hoje daquilo que deve ser efectivamente uma grande alegria. Sem mais demoras vamos ler:




Não há nada com certeza

Que dê mais satisfação

Que sentar filhos à mesa

E tê-la cheia de pão!



É tão bom viver em Paz

Ter uma casa e um lar

Sem ter tempo p’ra pensar

No que a miséria é capaz;

Os enganos que ela faz

Tirando à vida a beleza,

Se cairmos na pobreza

A vida fica mais séria,

Porque pior que a miséria

Não há nada com certeza!



O respeito e amizade,

Os direitos e deveres,

Os desgostos, os prazeres

Vividos em igualdade;

Sem atender à idade

Tudo em Paz e união,

Fazendo por sua mão

Um amor santo e profundo,

Não haverá no Mundo

Que dê mais satisfação.



A família reunida

Os filhos ao seu redor

Os pais sentem-se melhor

E mais seguros da vida;

Nesses momentos sem lida

Com desprezo p‘la riqueza,

Eu lhe digo com franqueza

Que num casal bem-amado,

Nada há mais adorado

Que sentar filhos à mesa!



Num lar pobre e ajeitadinho

Mesmo sem grandes farturas,

Seis ou sete criaturas

Fazendo dele o seu ninho;

Se houver amor e carinho

Dentro do seu coração,

Um pai tem consolação

Ver a família expandir-se,

Junto à mesa reunir-se

E tê-la cheia de pão!