sexta-feira, 13 de julho de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXVII)



Foto da semana (nocturna)



Na semana em que

se anuncia a realização de um Convívio Piscatório a acontecer dia 29 de Julho, durante a Feira Franca de Avis;

na semana em que
a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural prepara para o próximo dia 4 de Agosto mais uma edição do seu PEDALUAR - BTT NOCTURNO;
na semana em que

a Associação Gente fez um apelo no sentido de todos juntarmos papel que já não precisemos e o entreguemos na sede daquela Associação para que o mesmo possa ser convertido em bens essenciais a entregar ao Banco Alimentar contra a Fome;
na semana em que

a Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis continua a receber inscrições para consultas de nutricionismo e alimentação saudável a serem ministrados pela nutricionista doutora  Marta Carrilho;

na semana em que

o novo parque de estacionamento dos autotanques de recolha de leite junto à rotunda da estrada que vem de Pavia já se encontra bem recheado dos ditos autotanques,
foto (nocturna) da semana;

na semana em que

continua a haver quem diga que aquele parque é bastante inestético – realmente há traseiras (e traseiros!) bem mais agradáveis à vista – mas que por outro lado pode levar a quem vá de passagem e não conheça a terra a levar a ideia de que Avis tem um forte parque industrial ( a avaliar pela quantidade de autotanques…)
eis que chega mais uma

 Cesta de Poesia.

JOSÉ DA SILVA MÁXIMO fala-nos hoje daquilo que deve ser efectivamente uma grande alegria. Sem mais demoras vamos ler:




Não há nada com certeza

Que dê mais satisfação

Que sentar filhos à mesa

E tê-la cheia de pão!



É tão bom viver em Paz

Ter uma casa e um lar

Sem ter tempo p’ra pensar

No que a miséria é capaz;

Os enganos que ela faz

Tirando à vida a beleza,

Se cairmos na pobreza

A vida fica mais séria,

Porque pior que a miséria

Não há nada com certeza!



O respeito e amizade,

Os direitos e deveres,

Os desgostos, os prazeres

Vividos em igualdade;

Sem atender à idade

Tudo em Paz e união,

Fazendo por sua mão

Um amor santo e profundo,

Não haverá no Mundo

Que dê mais satisfação.



A família reunida

Os filhos ao seu redor

Os pais sentem-se melhor

E mais seguros da vida;

Nesses momentos sem lida

Com desprezo p‘la riqueza,

Eu lhe digo com franqueza

Que num casal bem-amado,

Nada há mais adorado

Que sentar filhos à mesa!



Num lar pobre e ajeitadinho

Mesmo sem grandes farturas,

Seis ou sete criaturas

Fazendo dele o seu ninho;

Se houver amor e carinho

Dentro do seu coração,

Um pai tem consolação

Ver a família expandir-se,

Junto à mesa reunir-se

E tê-la cheia de pão!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

MORREU A "NOSSA" FÁTINHA!

Há pessoas que parece terem nascido apenas para sofrer. Não. Também para trabalhar: trabalhar e sofrer.
Maria de Fátima Quaresma de Almeida, mais conhecida por “Fátinha”, foi uma dessas pessoas. Após prolongada e dolorosa doença foi hoje a enterrar no cemitério de Avis, tendo falecido no Hospital Distrital de Portalegre.
A morte da Fátinha, aos 51 anos de idade, não vai aparecer na primeira página de nenhum jornal nem vai ser notícia de um qualquer telejornal ou noticiário radiofónico. A Fátinha era uma pessoa simples, séria, pacata, amiga, boa. Se fosse um qualquer político, mesmo que corrupto e mal formado, pois que a comunicação social saberia desempenhar o seu papel de fantasia mediática. A Fátinha viveu no anonimato daqueles que são simples. O seu funeral foi uma grande manifestação de pesar tendo juntado muitas e muitas pessoas suas amigas. Pessoas que estavam ali por imperativo de consciência, por amizade pura. Fôra a Fátinha um dos tais políticos corruptos e mal formados e poderia até ter mais gente no funeral. Mas seria por obrigação, por bem parecer, por submissão. As várias dezenas de pessoas que hoje se despediram para sempre da Fátinha não comungavam desses princípios de subserviência. Eram verdadeiros amigos e amigas, colegas de trabalho – muitos! – , vizinhos, pessoas que a estimavam, que quiseram estar presentes e que choraram a morte de uma amiga. As flores que inundaram a Igreja da Misericórdia são bem prova disso. Sendo muitas, mesmo assim foram menos que as lágrimas que se viram hoje no funeral e ontem no velório.
Fátinha, onde estiveres acredita que foste estimada pela população de Avis. Obrigado por teres sido minha amiga.
Descansa em paz!


terça-feira, 10 de julho de 2012

ALÓRREGO EM FESTA



A Associação de Solidariedade de Reformados Pensionistas e Idosos de Alcórrego assinalou a passagem do seu 4º aniversário com um almoço convívio entre os seus associados e alguns convidados. O almoço decorreu no Salão da Junta de Freguesia daquela localidade e depois dos discursos se terem centrado na malfadada crise, esta foi esquecida por algumas horas.
"DO CASTELO" endereça os parabéns a toda a equipa, na pessoa do seu Presidente, Sr. Matono, pelo trabalho desenvolvido em prol de uma Associação tão necesária para as gentes de Alcórrego.
Para a posteridade ficam fotografias como as que se seguem.
Sem legendas, colocadas de maneira aleatória e datadas de 08 de Julho de 2012.

Desfrutem!













sexta-feira, 6 de julho de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXVI)



Foto da semana: ruinas do antigo Café Leal finalmente com os dias contados...


Na semana em que

 Verifiquei como estão bonitas, depois de pintadas, as pontes que na freguesia de Avis fazem a ligação entre as margens do Maranhão, contrastando com as da freguesia de Benavila que não foram pintadas;

na semana em que

finalmente alguém se preocupou em acabar com o mamarracho chamado de “Café Leal”, que, plantado em plena zona histórica de Avis dá um péssimo aspecto à nossa vila que todos desejamos mais bonita;

(foto da semana)

Na semana em que

O referido Café ainda vai demorar algum atempo a mudar de cara mas pelo menos já oferece  garantias de segurança aos transeuntes que por ali passsem;

na semana em que

também finalmente apareceu por aí a vaguear a “ÀGUIA” Nº 42 da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural
 (ver http://www.facebook.com/aca.aviz)

na semana em que
igualmente, deu à estampa mais uma edição do Jornal aponte;

na semana em que

se anuncia mais um concurso de sueca agora promovido pela novel Associação Desportiva e Recreativa "Amigos do Atletismo" de Avis;

na semana em que

se propagandeia por aí mais um acampamento pela Paz a realizar em Avis;

na sema em que

se anunciam aulas de natação para adultos nas piscinas municipais;
na semana em que

se iniciou uma mostra de produtos locais, no Posto de Turismo de Avis, que decorrerá até dia 27 de Outubro;

na sema em que
estou a actualizar este blogue e estou mais a dormir do que acordado,



eis que chega mais uma

Cesta de Poesia.


JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, o poeta popular de Santo António das Areias, está convencido que “nasceu de pé”. É no mínimo curioso. Vejamos então porque é que ele pensa isso:

 Julgo que nasci de pé
Ao invés da outra gente
Porque a minha vida é
Das outras vidas dif'rente




No nascer e no morrer

Dizem que somos iguais,

Ouvi dizer a meus pais

Que são quem pode saber;

Eu não sei compreender

Ouso duvidar até,

E apesar da boa-fé,

Porque a nascer não me vi,

Eu não sei como nasci,

Julgo que nasci de pé!



Todo o que rico nasceu

Opulento se criou;

Dias maus nunca passou

Miséria não conheceu;

Cheio de abastança cresceu,

Sem escolhos pela frente,

Não soube o que um pobre sente,

Tão farto, nunca se apura,

Eu não sei o que é fartura

Ao invés da outra gente.



Há vidas que são vividas

Em permanente agonia,

Mil canseiras dia a dia

Tudo esperanças iludidas;

São por Deus desprotegidas

Crentes que não vão à Sé,

Vão ao sabor da maré

E julgo que todas são

Vividas na ilusão

Porque a minha vida é.



Minha vida é um Calvário

Cuja Cruz vou arrastando;

Pouco a puco a vou levando

Já que é esse o meu fadário;

Vivo do imaginário

Falhado insistentemente,

Assim permanentemente

A Fé e a Esperança iludida

Faz que seja a minha vida

Das outras vidas dif‘rente

quarta-feira, 4 de julho de 2012

"ÁGORA AVIS"

Para conhecimento geral, passamos a divulgar o mail que hoje mesmo foi enviado à redacção "DO CASTELO"

Exm@ Senhor@

Vimos, por este meio, apresentar-vos "ÁGORA AVIS" : CENTRO DE APOIO AO CONHECIMENTO, APRENDIZAGEM E QUALIFICAÇÃO.
Trata-se de uma iniciativa que busca inspiração no conceito, da Grécia Clássica, de ``Agora" : na Grécia Antiga, a Ágora era a praça pública onde os cidadãos se juntavam para debater ideias, os filósofos ensinavam, os mestres ministravam as suas lições, onde, enfim, se construía a cidadania. Escolhemos este nome, para  esta nova iniciativa, porque queremos que ela contribua para, que, a partir de Avis,  a Cidadania cresça.

Assumimos como VISÃO ESTRATÉGICA a convicção que a aprendizagem, a aquisição de capacidades e qualificações, o acesso livre ao conhecimento, são a "pedra de toque" de um verdadeiro exercício da cidadania e do acesso e usufruto dos direitos que temos. Só criando espaços diversificados, para tal, isso será possível.
Assumimos como MISSÃO, intervir junto de crianças, adolescentes, jovens e famílias, assim como de cidadãos em geral, através de vários tipos de atividades (ver folheto anexo), disponibilizando, sempre centrados na nossa visão estratégica, serviços como coaching (Aprendendo a Aprender), "Explicações", Apoio a alunos do Ensino Superior, Formação Profissional, Apoio Pisco-social, Consultadoria em acesso a fontes de financiamento nacional e comunitário.
Assumimos, como VOCAÇÃO, precisamente, a construção de uma cidadania participativa, no interior do País, num tempo onde ela está em risco, facilitando a resignação, o comodismo, o desvalorizar das capacidades e conhecimentos.

Iniciamos este trabalho em Avis, por opção pessoal (talvez mais baseada no "coração" que na "razão"...) de quem vai dirigir o Centro. No espaço de um ano, dentro da filosofia de "franchising", estudaremos a hipótese de estendermos a atividade a outros Concelhos do interior.

Abriremos portas a 1 de Setembro, em Avis, na Rua 1º de Maio, nº 72.
Até lá, podemos prestar, a partir de hoje,  esclarecimentos e informações, através dos telefones e mail abaixo indicados.

Com os melhores cumprimentos

Abel Maria Simões Ribeiro
Diretor Pedagógico

Telefone:
966499330/242412248

Mail :avisagora@gmail.com




Telefone:

242412248 / 966499330

Mail :

avisagora@gmail.com

sexta-feira, 29 de junho de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXV)

Foto da semana

Na semana em que
 se ficou a saber que a par da brilhante exibição da Selecção Nacional de futebol vamos ter Pedro Proença a apitar a final do campeonato europeu de futebol ( os árbitros só cá é que não prestam, principalmente para as equipas que perdem…);
 na semana em que
se realiza amanhã à noite, em frente à Casa do Benfica, em Avis, um arraial popular que esperamos não seja um arraial de…porrada;
na semana em que
abriu um mega-espaço oriental em Avis, no novo centro nevrálgico da vila, nas imediações da Rotunda Célia Patinho, em Avis;
na semana em que
constatei a enormidade do espaço, que por isso mesmo dilui o cheiro nauseabundo que muitos destes espaços comerciais orientais costumam exalar;
na semana em que
constatei igualmente de que o “sistema de vigilância pessoal” continua a ser tipo policial com um “funcionário” atrás de cada cliente, tipo marcação homem a homem, o que me desgosta, levando-me a dizer que as moscas, perdão, as melgas continuam a ser as mesmas, o que me obriga a continuar a preferir o que é português;
na semana em que
deparei com um “ninho de fios” em pleno entroncamento da Rua Machado dos Santos com a Rua Luís de Camões, aqui em Avis, dando um aspecto esquisito como o caraças àquele poste – Foto da semana -;
na semana em que
mais uma vez se provou que certos serviços de saúde não cumprem cabalmente com as suas obrigações dando alta a doentes que saem, se não mais doentes, pelo menos iguais aquando do seu internamento hospitalar,
eis que chega mais uma

Cesta de Poesia.
JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, o poeta popular de Santo António das Areias, de que tanto gostamos, vem-nos hoje falar de um seu amor. Penso que vale a pena ler:

Eu não troco o meu amor
Nem que me deem bolinhos;
Enquanto eu tiver vigor
São p’ra ele os meus carinhos!

O amor que eu encontrei
É um amor de verdade
Merece a minha amizade
Que nunca lhe negarei;
Muito mais rico fiquei
Porque é grande o seu valor,
Eu direi seja onde for
Que me sinto agradecido
Por estar tão bem servido
Eu não troco o meu amor!
 Um amor como o que eu tenho
Não é fácil de encontrar;
Por isso, para o estimar,
Fazendo os possíveis venho;
A tratá-lo bem, me empenho
Sempre que estamos juntinhos,
Anseio p’los seus beijinhos
Quando dele estou ausente,
Nunca me sinto contente
Nem que me deem bolinhos!

O amor que ele me dá
Não é um amor qualquer;
É o amor duma mulher
Do mais puro amor que há!
Eu até digo, p’ra já
Que dou Graças ao Senhor
Por ter sempre ao meu dispor
Um amor que sabe amar
O qual irei ajudar
Enquanto eu tiver vigor.

 Eu sou um homem feliz
Por ter um amor tão puro!
Para tê-lo, quase eu juro
Que bem pouco ou nada fiz!
Foi deus que assim o quis
Ao pôr-me nesses caminhos;
Somos como dois pombinhos
Que um ao outro se merece
E porque assim acontece
São p’ra ele os meus carinhos.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXIV)



Foto da semana: O programa

Foto da semana: Os livros

Foto da semana: mais livros



Na semana em que
 prossegue hoje mesmo a edição de 2012 da Feira do Livro em Avis, rebaptizada de Festa do Livro e da Leitura com a invasão pacífica de centenas de livros pelas bancadas do Mercado Município (fotos da semana);



 na semana em que 
se publicita para amanhã mais uma colheita de sangue a ocorrer no quartel dos Bombeiros Voluntários Avisenses;

na semana em que
se tornou público o cartaz da próxima Feira Franca de Avis a ocorrer entre 27 e 29 de Julho com a presença de TIM (dia 27), THE GIFT (dia 28) e TERRAKOTA (dia 29);

 na semana em que
 a Selecção Nacional, contrariamente ao que aqui vaticinámos, continuou a espalhar o seu perfume futebolístico, com a passagem às meias-finais do campeonato da Europa,
 eis que
chega mais uma Cesta de Poesia.  
JOSÉ DA SILVA MÁXIMO vem falar-nos de uma coisa que gosta sobremaneira: a sua casinha. Oram leiam, por favor, o modo carinhoso como o faz:



 Minha casinha singela
Viver nela não me farto;
Quando á noite abro a janela
Tenho o luar no meu quarto!

 É um Bem que é desejado
E todos deviam ter:
Uma casa onde viver,
Um cantinho abençoado;
Eu me sinto acomodado
Como Santo na Capela,
Por isso digo à cautela
Tenho uma casa, um abrigo,
A toda a hora bendigo
Minha casinha singela.

Mesmo sendo pobrezinha
É para mim um tesouro;
Julgo até que ela tem ouro
No armário da cozinha!
Gosto dela por ser minha
P’ra outro lado não parto,
Se às vezes dela me aparto
Logo a saudade me vem,
Só aqui me sinto bem
Viver nela não me farto!

 A casinha onde eu moro
É mesmo da rua ao fundo,
É tudo p’ra mim no mundo
É menina que eu adoro!
É só ela que eu namoro
Tal qual uma novela!
Até a Lua tão bela
Que a ilumina docemente,
Entra-me em casa contente
Quando à noite abro a janela.


Sem ter qualquer vedação
Não se esconde de ninguém,
Dá sempre entrada a quem vem
Em qualquer ocasião;
Não tem piscina ou brazão
Tem alcatifas de esparto,
É tudo quanto reparto
Com redobrada alegria,
E se abala a luz do dia
Tenho o luar no meu quarto!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXIII)



 FOTO DA SEMANA

Na semana em que
 as ervas continuam a crescer a um ritmo alucinante na ainda não acabada Rotunda Célia Patinho, em Avis 
(FOTO DA SEMANA);
 na semana em que
 me pareceu que esta situação é assim a modos como que de alguém que deseja muito um filho e depois dele nascer o abandona aos bichos – que raio de comparação tão esquisita…;
 na semana em que
 se anunciou que a Piscina do Complexo do Clube Náutico se encontra aberta a partir de hoje, no horário das 10,00h às 20,00h, com encerramento às segundas-feiras;
 na semana em que
 se anuncia em cartaz tipo XXL as festas em Figueira e Barros, a acontecerem nos dias 30 de Junho e 01 de Julho com a presença de uma Boysband e de uma Girlsband, por mor das coisas;
 na semana em que
 se anuncia para o próximo dia 30 o convívio piscatório do Centro Comunitário de Santa Margarida de Aldeia Velha;
 na semana em que
 os cartazes anunciam o início da Feira do Livro em Avis no espaço que medeia entre os dias 15 e 24 deste mês e com o nome mais abrangente de “Festa do Livro e da Leitura”;
 na semana em que
 se tem feito o “aquecimento” para o desfile das marchas que se vai realizar  no Largo do Convento, aqui em Avis; 
na semana em que
 haverá, Domingo, dia 17, mais uma caminhada integrada em “Um concelho a caminhar” com partida aprazada para a ponte do Ervedal e chegada para a Horta das Rosas;
 na semana em que
 se anuncia uma excursão ao Centro Interpretativo do Mundo rural, em Vimieiro; 
na semana em que
 se publicita para o próximo dia 21 mais um Café com Letras - o nº 115 - na sede da ACA, com a presença de Joaquim Manuel Barata Dias, “O Sarrafaça”, que irá falar acerca da agricultura tradicional;
 na semana em que
 grande parte das laranjeiras da nossa vila foram valentemente “tosquiadas”;
 na semana em que
 se anuncia a presença do Circo Atlas, no largo da feira em Avis, nos próximos dias 16 (21,45h) e dia 17 (16,30h) com apresentação de cabrinhas anãs, dromedários, camelos e alguns asnos;
 na semana em que
 hoje mesmo o Ministério da justiça aplicou mais um golpe a Avis anunciando o encerramento do Tribunal “por falta de condições das instalações;
na semana em que
foi divulgado o nome do novo Director do jornal  aponte, o jornalista João Ruivo, a quem endereçamos os parabéns e desejamos as maiores felicidades, ficando na expectativa das alterações que irá fazer àquele mensário,

 eis que chega mais uma Cesta de Poesia.
 JOSÉ DA SILVA MÁXIMO é uma certeza maior do que o ouro que se anuncia para o Alentejo. Parece não ter fim a sua veia poética. Hoje deixo à vossa apreciação o seguinte trabalho ainda em Décimas:

Ninguém diga que está bem
Por hoje ter alegria;
Nunca se sabe o que vem
Ter connosco ao outro dia.

A fortuna ou a desgraça
Aparece a qualquer hora;
Não se perde pela demora
Se com Deus não está em Graça!
Rapidamente se passa
Duma amizade ao desdém,
Porque o bem-estar de alguém
Pode acabar de repente,
Por ser feliz no presente
Ninguém diga que está bem!

Quantas vezes nós fazemos
Projectos cheios de beleza
Sem que tenhamos certeza
De que os concluiremos!
Só depois, se não podemos
Ultrapassar a “fasquia”,
Sentimos com arrelia
Como é triste fracassar;
Logo, não se vá cantar
Por hoje ter alegria.

Quando se julga bem estar
É quando o mal aparece
E quase sempre acontece
Vir o mal sem avisar!
Entra sem nos perguntar
Se sim ou não nos convém,
Mas nós sabemos, porém,
Porque a exp’riência nos diz
Atrás dum dia feliz
Nunca se sabe o que vem!

Não há mal que sempre dure
É ditado popular;
Também se diz por azar
Não há bem que muito ature!
Meu Deus do Céu nos segure
Que ás vezes por ironia
Pode haver muita alegria
Levar-se a vida a sorrir,
Logo a pouca sorte vir
Ter connosco ao outro dia!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

CESTAS DE POESIA ( CCXII)

Foto da semana: no Bairro Catarina Eufémia, em Avis, 23 fios num poste só...

Foto da semana : outra perspectiva...


Na semana em que
 se anuncia já para amanhã e para depois de amanhã o VI Troféu de Remo “Mestre de Avis” a ocorrer no Clube Náutico;
na semana em que
se anuncia para o próximo dia 12 a partir das 09h00, no Auditório Municipal Ary dos Santos a realização do I Encontro IDEA para a Evolução na Aprendizagem;
na semana em que
 houve mais umas “escaramuças” à volta da Rotunda Célia Patinho, com colocação de placas de autorização de estacionamento só para cargas e descargas e posterior retirada das mesmas (não sei porquê faz-me lembrar o tempo da conquistas das terras aos mouros por parte dos cristãos, que ora avançavam, ora recuavam…);
 na semana em que
um estúpido acidente ocorrido às portas de Avis – estúpido como todos os acidentes – roubou a vida a um jovem avisense de 38 anos de idade;
na semana em que
 indo passear pelo Bairro Catarina Eufémia, em Avis deparei com um poste de tal modo “enfeitado” de fios que mais parecia um mastro para os arraiais dos Santos Populares;
 na semana em que
 verifiquei que afinal aquele poste é uma autêntica obra de superior engenharia com, pelo menos, vinte e três fios a irem acabar (ou começar) no mesmo sítiofoto da semana;
na semana em que
os amigos do alheio resolveram atacar as hortas lá para as imediações da antiga Fábrica do Martins e Rebello”;
na semana em que
começa mais um desastroso Campeonato da Europa de futebol para as cores nacionais,
 eis que chega mais uma Cesta de Poesia.



JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, sempre demonstra um grande carinho por sua mãe. De novo o faz nas seguintes Décimas:


Um beijo dado p’la mãe
Seja em que idade for,
Sabe-nos sempre tão bem
Mais do que beijo é amor!


Se em pequeno me beijava,
Eu então desconhecia
O carinho que trazia
O beijo que ela me dava;
Como minha mãe me amava
Nunca me amou ninguém!
Feliz seria também
No dia-a-dia esperando
Receber de vez em quando
Um beijo dado p’la mãe!


Não são os beijos na boca
Que têm maior paixão;
São apenas ilusão
De uma amizade louca;
Em breve se torna oca
Despida, sem ter valor.
Beijo de mãe tem calor
Por ser do peito nascido,
É sempre bem recebido
Seja em que idade for!


Quem me dera sempre ter
Aqueles lábios tão finos
Que ao beijar seus meninos
Sentia tanto prazer;
Ela em vez de me bater
Se não me portava bem,
Me dava como ninguém
Esse beijo delicado
Que espontaneamente dado
Sabe-nos sempre tão bem!


Mesmo quando já velhinha
Com sua face enrugada,
A boca quase cerrada
Mesmo assim, beijar-me vinha!
Minha querida mãezinha
Que num Altar hei-de por,
Direi sempre sem favor
Que o beijo dessa mulher
Não é um beijo qualquer
Mais do que beijo, é AMOR!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXI)

Foto da semana


Na semana em que
se anuncia já para amanhã, sábado, a realização de mais um festival de folclore – o 28º - promovido pelo Rancho Folclórico de Avis;
 na semana em que
foi tornado público o Programa “Jovens em Movimento - Avis 2012”, que irá decorrer entre 15 de Junho e 9 de Setembro, numa iniciativa do Município de Avis;
na semana em que
 o Agrupamento Vertical de Escolas de Avis anuncia para o próximo dia 6 de Junho a 5ª edição da Feira da Saúde a decorrer na sua sede;
na semana em que
o índice demográfico da vila de Avis tornou a descer com o registo de 3 óbitos e apenas um nascimento;
na semana em que
 constatei que, tal como as pessoas, há quem esteja no local errado à hora errada (e às vezes por muito tempo) ao “topar” um poste – um grande poste – “plantado” não só no meio da via pública como em cima de uma passadeira de peões, lá para as bandas do Cemitério Velho, em Avis,
 – foto da semana –

eis que chega mais uma Cesta de Poesia.


JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, sempre dedicou muita atenção ao seu concelho - Marvão. Eis o que ele descobriu por terras das suas origens “pondo-se um dia a percorrer…”


Pus-me um dia a percorrer
O concelho de Marvão
Queria ficar a saber
Seus encantos onde estão!

Um motivo de alegria
A cada passo aparece!
Muita gente desconhece
Eu também desconhecia
Que o concelho onde vivia
Era digno de se ver!
Um oásis de prazer
Com belezas de encantar!
Para o poder afirmar
Pus-me um dia a percorrer.

As Termas da Fadagosa,
As Megalíticas Antas,
No concelho há mais de quantas
Em imagem saudosa!
Lembrança maravilhosa
Dos tempos que já lá vão;
As fontes, puras que são
Das hortas seu bebedouro,
É um encanto, um tesouro
O concelho de Marvão!


O Castelo Medieval
Com o seu vasto horizonte,
Na Portagem uma ponte
Romana que é afinal!
A piscina natural,
O rio Sever a correr,
A barragem a crescer,
As ruinas de Aramenha,
Onde a vista mais se empenha
Queria ficar a saber.

As Igrejas majestosas,
A verdura das vertentes,
São belezas, são presentes
Destas terras tão formosas!
Até as rochas dão rosas
Neste abençoado chão!
A giesta em floração,
O rosmaninho ali perto,
Dizem-me ter descoberto
Seus encantos onde estão!