sexta-feira, 29 de junho de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXV)

Foto da semana

Na semana em que
 se ficou a saber que a par da brilhante exibição da Selecção Nacional de futebol vamos ter Pedro Proença a apitar a final do campeonato europeu de futebol ( os árbitros só cá é que não prestam, principalmente para as equipas que perdem…);
 na semana em que
se realiza amanhã à noite, em frente à Casa do Benfica, em Avis, um arraial popular que esperamos não seja um arraial de…porrada;
na semana em que
abriu um mega-espaço oriental em Avis, no novo centro nevrálgico da vila, nas imediações da Rotunda Célia Patinho, em Avis;
na semana em que
constatei a enormidade do espaço, que por isso mesmo dilui o cheiro nauseabundo que muitos destes espaços comerciais orientais costumam exalar;
na semana em que
constatei igualmente de que o “sistema de vigilância pessoal” continua a ser tipo policial com um “funcionário” atrás de cada cliente, tipo marcação homem a homem, o que me desgosta, levando-me a dizer que as moscas, perdão, as melgas continuam a ser as mesmas, o que me obriga a continuar a preferir o que é português;
na semana em que
deparei com um “ninho de fios” em pleno entroncamento da Rua Machado dos Santos com a Rua Luís de Camões, aqui em Avis, dando um aspecto esquisito como o caraças àquele poste – Foto da semana -;
na semana em que
mais uma vez se provou que certos serviços de saúde não cumprem cabalmente com as suas obrigações dando alta a doentes que saem, se não mais doentes, pelo menos iguais aquando do seu internamento hospitalar,
eis que chega mais uma

Cesta de Poesia.
JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, o poeta popular de Santo António das Areias, de que tanto gostamos, vem-nos hoje falar de um seu amor. Penso que vale a pena ler:

Eu não troco o meu amor
Nem que me deem bolinhos;
Enquanto eu tiver vigor
São p’ra ele os meus carinhos!

O amor que eu encontrei
É um amor de verdade
Merece a minha amizade
Que nunca lhe negarei;
Muito mais rico fiquei
Porque é grande o seu valor,
Eu direi seja onde for
Que me sinto agradecido
Por estar tão bem servido
Eu não troco o meu amor!
 Um amor como o que eu tenho
Não é fácil de encontrar;
Por isso, para o estimar,
Fazendo os possíveis venho;
A tratá-lo bem, me empenho
Sempre que estamos juntinhos,
Anseio p’los seus beijinhos
Quando dele estou ausente,
Nunca me sinto contente
Nem que me deem bolinhos!

O amor que ele me dá
Não é um amor qualquer;
É o amor duma mulher
Do mais puro amor que há!
Eu até digo, p’ra já
Que dou Graças ao Senhor
Por ter sempre ao meu dispor
Um amor que sabe amar
O qual irei ajudar
Enquanto eu tiver vigor.

 Eu sou um homem feliz
Por ter um amor tão puro!
Para tê-lo, quase eu juro
Que bem pouco ou nada fiz!
Foi deus que assim o quis
Ao pôr-me nesses caminhos;
Somos como dois pombinhos
Que um ao outro se merece
E porque assim acontece
São p’ra ele os meus carinhos.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXIV)



Foto da semana: O programa

Foto da semana: Os livros

Foto da semana: mais livros



Na semana em que
 prossegue hoje mesmo a edição de 2012 da Feira do Livro em Avis, rebaptizada de Festa do Livro e da Leitura com a invasão pacífica de centenas de livros pelas bancadas do Mercado Município (fotos da semana);



 na semana em que 
se publicita para amanhã mais uma colheita de sangue a ocorrer no quartel dos Bombeiros Voluntários Avisenses;

na semana em que
se tornou público o cartaz da próxima Feira Franca de Avis a ocorrer entre 27 e 29 de Julho com a presença de TIM (dia 27), THE GIFT (dia 28) e TERRAKOTA (dia 29);

 na semana em que
 a Selecção Nacional, contrariamente ao que aqui vaticinámos, continuou a espalhar o seu perfume futebolístico, com a passagem às meias-finais do campeonato da Europa,
 eis que
chega mais uma Cesta de Poesia.  
JOSÉ DA SILVA MÁXIMO vem falar-nos de uma coisa que gosta sobremaneira: a sua casinha. Oram leiam, por favor, o modo carinhoso como o faz:



 Minha casinha singela
Viver nela não me farto;
Quando á noite abro a janela
Tenho o luar no meu quarto!

 É um Bem que é desejado
E todos deviam ter:
Uma casa onde viver,
Um cantinho abençoado;
Eu me sinto acomodado
Como Santo na Capela,
Por isso digo à cautela
Tenho uma casa, um abrigo,
A toda a hora bendigo
Minha casinha singela.

Mesmo sendo pobrezinha
É para mim um tesouro;
Julgo até que ela tem ouro
No armário da cozinha!
Gosto dela por ser minha
P’ra outro lado não parto,
Se às vezes dela me aparto
Logo a saudade me vem,
Só aqui me sinto bem
Viver nela não me farto!

 A casinha onde eu moro
É mesmo da rua ao fundo,
É tudo p’ra mim no mundo
É menina que eu adoro!
É só ela que eu namoro
Tal qual uma novela!
Até a Lua tão bela
Que a ilumina docemente,
Entra-me em casa contente
Quando à noite abro a janela.


Sem ter qualquer vedação
Não se esconde de ninguém,
Dá sempre entrada a quem vem
Em qualquer ocasião;
Não tem piscina ou brazão
Tem alcatifas de esparto,
É tudo quanto reparto
Com redobrada alegria,
E se abala a luz do dia
Tenho o luar no meu quarto!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXIII)



 FOTO DA SEMANA

Na semana em que
 as ervas continuam a crescer a um ritmo alucinante na ainda não acabada Rotunda Célia Patinho, em Avis 
(FOTO DA SEMANA);
 na semana em que
 me pareceu que esta situação é assim a modos como que de alguém que deseja muito um filho e depois dele nascer o abandona aos bichos – que raio de comparação tão esquisita…;
 na semana em que
 se anunciou que a Piscina do Complexo do Clube Náutico se encontra aberta a partir de hoje, no horário das 10,00h às 20,00h, com encerramento às segundas-feiras;
 na semana em que
 se anuncia em cartaz tipo XXL as festas em Figueira e Barros, a acontecerem nos dias 30 de Junho e 01 de Julho com a presença de uma Boysband e de uma Girlsband, por mor das coisas;
 na semana em que
 se anuncia para o próximo dia 30 o convívio piscatório do Centro Comunitário de Santa Margarida de Aldeia Velha;
 na semana em que
 os cartazes anunciam o início da Feira do Livro em Avis no espaço que medeia entre os dias 15 e 24 deste mês e com o nome mais abrangente de “Festa do Livro e da Leitura”;
 na semana em que
 se tem feito o “aquecimento” para o desfile das marchas que se vai realizar  no Largo do Convento, aqui em Avis; 
na semana em que
 haverá, Domingo, dia 17, mais uma caminhada integrada em “Um concelho a caminhar” com partida aprazada para a ponte do Ervedal e chegada para a Horta das Rosas;
 na semana em que
 se anuncia uma excursão ao Centro Interpretativo do Mundo rural, em Vimieiro; 
na semana em que
 se publicita para o próximo dia 21 mais um Café com Letras - o nº 115 - na sede da ACA, com a presença de Joaquim Manuel Barata Dias, “O Sarrafaça”, que irá falar acerca da agricultura tradicional;
 na semana em que
 grande parte das laranjeiras da nossa vila foram valentemente “tosquiadas”;
 na semana em que
 se anuncia a presença do Circo Atlas, no largo da feira em Avis, nos próximos dias 16 (21,45h) e dia 17 (16,30h) com apresentação de cabrinhas anãs, dromedários, camelos e alguns asnos;
 na semana em que
 hoje mesmo o Ministério da justiça aplicou mais um golpe a Avis anunciando o encerramento do Tribunal “por falta de condições das instalações;
na semana em que
foi divulgado o nome do novo Director do jornal  aponte, o jornalista João Ruivo, a quem endereçamos os parabéns e desejamos as maiores felicidades, ficando na expectativa das alterações que irá fazer àquele mensário,

 eis que chega mais uma Cesta de Poesia.
 JOSÉ DA SILVA MÁXIMO é uma certeza maior do que o ouro que se anuncia para o Alentejo. Parece não ter fim a sua veia poética. Hoje deixo à vossa apreciação o seguinte trabalho ainda em Décimas:

Ninguém diga que está bem
Por hoje ter alegria;
Nunca se sabe o que vem
Ter connosco ao outro dia.

A fortuna ou a desgraça
Aparece a qualquer hora;
Não se perde pela demora
Se com Deus não está em Graça!
Rapidamente se passa
Duma amizade ao desdém,
Porque o bem-estar de alguém
Pode acabar de repente,
Por ser feliz no presente
Ninguém diga que está bem!

Quantas vezes nós fazemos
Projectos cheios de beleza
Sem que tenhamos certeza
De que os concluiremos!
Só depois, se não podemos
Ultrapassar a “fasquia”,
Sentimos com arrelia
Como é triste fracassar;
Logo, não se vá cantar
Por hoje ter alegria.

Quando se julga bem estar
É quando o mal aparece
E quase sempre acontece
Vir o mal sem avisar!
Entra sem nos perguntar
Se sim ou não nos convém,
Mas nós sabemos, porém,
Porque a exp’riência nos diz
Atrás dum dia feliz
Nunca se sabe o que vem!

Não há mal que sempre dure
É ditado popular;
Também se diz por azar
Não há bem que muito ature!
Meu Deus do Céu nos segure
Que ás vezes por ironia
Pode haver muita alegria
Levar-se a vida a sorrir,
Logo a pouca sorte vir
Ter connosco ao outro dia!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

CESTAS DE POESIA ( CCXII)

Foto da semana: no Bairro Catarina Eufémia, em Avis, 23 fios num poste só...

Foto da semana : outra perspectiva...


Na semana em que
 se anuncia já para amanhã e para depois de amanhã o VI Troféu de Remo “Mestre de Avis” a ocorrer no Clube Náutico;
na semana em que
se anuncia para o próximo dia 12 a partir das 09h00, no Auditório Municipal Ary dos Santos a realização do I Encontro IDEA para a Evolução na Aprendizagem;
na semana em que
 houve mais umas “escaramuças” à volta da Rotunda Célia Patinho, com colocação de placas de autorização de estacionamento só para cargas e descargas e posterior retirada das mesmas (não sei porquê faz-me lembrar o tempo da conquistas das terras aos mouros por parte dos cristãos, que ora avançavam, ora recuavam…);
 na semana em que
um estúpido acidente ocorrido às portas de Avis – estúpido como todos os acidentes – roubou a vida a um jovem avisense de 38 anos de idade;
na semana em que
 indo passear pelo Bairro Catarina Eufémia, em Avis deparei com um poste de tal modo “enfeitado” de fios que mais parecia um mastro para os arraiais dos Santos Populares;
 na semana em que
 verifiquei que afinal aquele poste é uma autêntica obra de superior engenharia com, pelo menos, vinte e três fios a irem acabar (ou começar) no mesmo sítiofoto da semana;
na semana em que
os amigos do alheio resolveram atacar as hortas lá para as imediações da antiga Fábrica do Martins e Rebello”;
na semana em que
começa mais um desastroso Campeonato da Europa de futebol para as cores nacionais,
 eis que chega mais uma Cesta de Poesia.



JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, sempre demonstra um grande carinho por sua mãe. De novo o faz nas seguintes Décimas:


Um beijo dado p’la mãe
Seja em que idade for,
Sabe-nos sempre tão bem
Mais do que beijo é amor!


Se em pequeno me beijava,
Eu então desconhecia
O carinho que trazia
O beijo que ela me dava;
Como minha mãe me amava
Nunca me amou ninguém!
Feliz seria também
No dia-a-dia esperando
Receber de vez em quando
Um beijo dado p’la mãe!


Não são os beijos na boca
Que têm maior paixão;
São apenas ilusão
De uma amizade louca;
Em breve se torna oca
Despida, sem ter valor.
Beijo de mãe tem calor
Por ser do peito nascido,
É sempre bem recebido
Seja em que idade for!


Quem me dera sempre ter
Aqueles lábios tão finos
Que ao beijar seus meninos
Sentia tanto prazer;
Ela em vez de me bater
Se não me portava bem,
Me dava como ninguém
Esse beijo delicado
Que espontaneamente dado
Sabe-nos sempre tão bem!


Mesmo quando já velhinha
Com sua face enrugada,
A boca quase cerrada
Mesmo assim, beijar-me vinha!
Minha querida mãezinha
Que num Altar hei-de por,
Direi sempre sem favor
Que o beijo dessa mulher
Não é um beijo qualquer
Mais do que beijo, é AMOR!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

CESTAS DE POESIA (CCXI)

Foto da semana


Na semana em que
se anuncia já para amanhã, sábado, a realização de mais um festival de folclore – o 28º - promovido pelo Rancho Folclórico de Avis;
 na semana em que
foi tornado público o Programa “Jovens em Movimento - Avis 2012”, que irá decorrer entre 15 de Junho e 9 de Setembro, numa iniciativa do Município de Avis;
na semana em que
 o Agrupamento Vertical de Escolas de Avis anuncia para o próximo dia 6 de Junho a 5ª edição da Feira da Saúde a decorrer na sua sede;
na semana em que
o índice demográfico da vila de Avis tornou a descer com o registo de 3 óbitos e apenas um nascimento;
na semana em que
 constatei que, tal como as pessoas, há quem esteja no local errado à hora errada (e às vezes por muito tempo) ao “topar” um poste – um grande poste – “plantado” não só no meio da via pública como em cima de uma passadeira de peões, lá para as bandas do Cemitério Velho, em Avis,
 – foto da semana –

eis que chega mais uma Cesta de Poesia.


JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, sempre dedicou muita atenção ao seu concelho - Marvão. Eis o que ele descobriu por terras das suas origens “pondo-se um dia a percorrer…”


Pus-me um dia a percorrer
O concelho de Marvão
Queria ficar a saber
Seus encantos onde estão!

Um motivo de alegria
A cada passo aparece!
Muita gente desconhece
Eu também desconhecia
Que o concelho onde vivia
Era digno de se ver!
Um oásis de prazer
Com belezas de encantar!
Para o poder afirmar
Pus-me um dia a percorrer.

As Termas da Fadagosa,
As Megalíticas Antas,
No concelho há mais de quantas
Em imagem saudosa!
Lembrança maravilhosa
Dos tempos que já lá vão;
As fontes, puras que são
Das hortas seu bebedouro,
É um encanto, um tesouro
O concelho de Marvão!


O Castelo Medieval
Com o seu vasto horizonte,
Na Portagem uma ponte
Romana que é afinal!
A piscina natural,
O rio Sever a correr,
A barragem a crescer,
As ruinas de Aramenha,
Onde a vista mais se empenha
Queria ficar a saber.

As Igrejas majestosas,
A verdura das vertentes,
São belezas, são presentes
Destas terras tão formosas!
Até as rochas dão rosas
Neste abençoado chão!
A giesta em floração,
O rosmaninho ali perto,
Dizem-me ter descoberto
Seus encantos onde estão!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

CESTAS DE POESIA ( CCX)

Foto da semana


Na semana em que
se aproxima a passos largos (é já no Domingo) o 10º BTT Cultural da Amigos do Concelho de Aviz- Associação Cultural;
 na semana em que
 se realiza no concelho de Avis, hoje e amanhã, mais uma recolha de bens para o Banco Alimentar Contra a Fome :
 dar não dói! DÊ!;
na semana em que
 me disseram que alguém, para ampliar a sua casa de habitação anda a escavar nas “entranhas” das paredes da Igreja do Convento ( foto da semana);
 na semana em que
 me parece isso ser um perfeito disparate dado o facto de todas as autoridades intervenientes na defesa do património monumental passarem pelo largo do Convento e se aperceberem do que se está a passar e como tal se fosse verdade o mal já teria sido “morto” pela raiz;
na semana em que
depois de terem subido exponencialmente, as temperaturas voltaram a descer em Avis,
 eis que chega mais uma Cesta de Poesia.

JOSÉ DA SILVA MÁXIMO é há dez anos a esta parte, júri dos Jogos Florais de Avis, tantos quantos os jogos já têm. Foi-lhe lançado o desafio de fazer umas décimas sobre o tema dos Jogos – a Crise – tendo como base a quadra de João Velez Venâncio, de Benavila, que serviu de mote aos Jogos Florais. Eis aqui o resultado:

Quem a crise provocou
Está fora e sabe bem,
Que muito opobre pagou
Na conta dele também
(João Velez Venâncio-Benavila-Avis)

Está em crise o país
Chega a crise a todo o lado...
Nosso povo é obrigado
A ir dobrando a cervis!
Em verdade ninguém diz
Onde o dinheiro ficou,
Quem foi que tudo levou
Criando esta situação,
Sem ser chamado à razão
Quem a crise provocou.

Cortaram as regalias
Subsídios não vão dar,
Os impostos a pagar
Aumentam todos os dias...
Só tristezas e arrelias
É que o nosso povo tem
Trabalho não há também
Só desemprego é que há
O culpado não está cá
Está fora e sabe bem.

Os bancos estão falidos,
Pobres, desacreditados,
Com os cofres despejados
Credores desiludidos;
Os pés-de-meia perdidos,
O numerário voou
Alguém o arrecadou
Aproveitando a maré,
Mesmo conhecendo até
Que muito o pobre pagou.

Sobe o IVA por magia,
Que nós temos de pagar
E faz o preço aumentar
Em toda a mercadoria;
Era bom chegar o dia
Em que aparecesse alguém
A dizer alto, porém,
Que por direito e razão
Todos nós temos quinhão
Na conta dele também

18 de Maio de 2012 – JOSÉ DA SILVA MÁXIMO

sexta-feira, 18 de maio de 2012

CESTAS DE POESIA (CCIX)

Foto da semana

Numa semana em que
se realiza já amanhã, a partir das 14,30h no Auditório Municipal Ary dos Santos, em Avis, um dos mais importantes eventos culturais do nosso concelho;
numa semana em que
 todos já sabemos que esse evento é a sessão de encerramento dos X Jogos Florais de Avis, com declamação de poesia premiada, a actuação do Grupo de Dança “Dance Time” e com um lanche convívio no salão da Junta de Freguesia;
numa semana em que
todos sabemos que a entrada para esta festa da poesia é de graça;
 numa semana em que
concluí que durante a Feira Medieval ocorrida cá na semana passada foi servida comida (ou bebida?) em excesso, a ver pela quantidade de ruas adjacentes à feira, onde alguém (muitos) vomitou (aram);
numa semana em que
me vi aflito pois que tendo necessidade de urinar e encontrando-me perto das casas de banho do Jardim Publico junto ao quiosque, verifiquei que as mesmas se encontravam fechadas (foto da semana);
numa semana em que
resisti e não fiz como a maioria tem feito que urina pelo lado de fora das referidas casas de banho, contra as portas
...eis que chega mais uma cesta de Poesia.

Hoje JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, fala-nos do que sente um poeta ao escrever. E, penso eu, fala muito bem. É assim:


O poeta sonha, sonha...


O poeta é um sonhador
Que sonha todos os dias;
Escreve com muito amor
As rimas, as poesias!


O Poeta cria, cria
Às vezes mais do que deve;
Vive daquilo que escreve
Vê na trisreza alegria!
É a escrever que alivia
Quantas vezes sua dor,
Porque não lhe dão valor
Ao que ele sabe fazer,
Até já se ouviu dizer
O Poeta é um sonhador!


O Poeta ao escrever
Aquilo que imagina,
Vai vivendio a sua sina
Que Deus lhe deu ao nascer;
Faz o que lhe dá prazer,
Deixa p’ra trás arrelias,
Dá largas às fantasias,
Escreve fica tranquilo
Vive na esperança daquilo
Que sonha todos os dias!


Quando está embevecido
Não se lembra de mais nada,
Vê a rima apropiada
Passa o tempo entretenido;
Nunca se dá por vencido,
Leva horas a compor,
Seja de que modo fôr
Depois que muito emendou,
O poema que criou
Escreve com muito amor!


Depois da „obra“ acabada
Vai ler para confirmar,
Não vá alguém encontrar
Alguma rima trocada;
Obra por ele criada
Da qual espera alegrias
Ele não pede honrarias
Nenhuma c‘roa de louros
Mas são para si tesouros
As rimas, as poesias!


20-12-1994


domingo, 13 de maio de 2012

A FÊRA MEDIEVAL DE AVIS "BY NIGHT"

Fotos de hoje...sem legendas.
Arranje você umas legendas e amanhã venha até Avis para ver se acertou

Foto 1 - ....

Foto 2 - ...


Foto 3 - ...


Foto 4 - ...


Foto 5 - ...


Foto 6 - ...


Foto 7 - ...


sexta-feira, 11 de maio de 2012

CESTAS DE POESIA (CCVIII)

Foto da semana


Numa semana em que
 começaram (ver foto da semana) e acabaram os preparativos para mais uma Feira Medieval em Avis que começa mais daqui a bocado;
numa semana em que
convido todos os meus amigos e todas as minhas amigas a visitarem Avis durante este certame medievo;
numa semana em que
se esgotaram em todos os pontos de venda de Avis a Revista TV 7 dias;
 numa semana em que
 para descobrir a razão desse "esgotamento" tenho andado absorto e passaram-me ao lado outras coisas mais importantes da semana, eis que chega mais uma Cesta de Poesia.

Homenagear os poetas, nomeadamente os poetas populares é sempre uma atitude de louvar. JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, fá-lo de uma maneira singular. Ora atentem:

Há tanto poeta oculto
Cujo nome é ignorado,
Sem ser poeta de vulto
Tem um trabalho avultado!

Fazer versos é um „Dom“
Que nasce c’oa criatura,
Desponta em qualquer altura
Fazer rimar, dar o „tom“;
Ter esta arte é tão bom,
Seja erudito ou inculto,
Bem merece ter indulto
Se não souber escrever,
Possuindo este saber
Há tanto poeta oculto.

Por não ter quem o promova
E o traga pr´á ribalta“,
Não tem o que lhe faz falta
Não sai da escura alcova!
Se tiver quem lhos devolva
Já em livro transformado,
Será então compensado
Do porfiado labor,
Um poeta com valor,
Cujo nome é ignorado.

A viver numa cabana,
Um poeta disfarçado
Passa a vida a guardar gado
Todo o mês, toda a semana;
Ele a todos nós engana
Sem causar dano ao mais culto
Sem motim e sem insulto
No meio rural escondido,
Passando despercebido
Sem ser poeta de vulto.

O poeta cavador
Ou o poeta ganhão,
Dos versos não tira o pão
Mas fê-los com muito amor;
O poeta que é pastor
Faz versos atrás do gado,
Já muitos tem empilhado
No armário da cozinha,
E na gaveta velhinha
Tem um trabalho avultado.

17-07-2011

domingo, 6 de maio de 2012

MÃE

Sempre te amei muito.
Ainda te amo muito.
Sempre te amarei muito.
Cada dia que passa é menos um dia que falta para nos reencontrarmos.
Não te canses de esperar por mim, MÃE.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

CESTAS DE POESIA (CCVII)

Foto da semana


Na semana em que

 perdi para sempre mais uns amigos, como foi o caso do Senhor Norberto, da Tesouraria e o grande tocador de concertina Bernardo Póvoa, de Benavila e como já tinha sido a senhora Alexandrina Matias da Rua das Videiras;

na semana em que

 fiquei deveras agradado com a notícia de que nas festas da Bemposta, em Abrantes, este ano vai estar presente esse grande vulto da canção nacional que dá pelo nome de Zé Cabra;

na semana em que

 a Casa de Cultura prepara mais uma mini-maratona de fotografia digital para amanhã, sábado;
na semana em que

 o Grupo de Teatro a Fantasia, de Ervedal, vai apresentar, também amanhã e na sua casa a peça “VERSEJANDO”;
 na semana em que

amanhã haverá mais um salsifré organizado pelo denominado Grupo de Baile de Avis;
na semana em que

se mantém a expectativa na actuação e carreira do Avisense Tiago Garrinhas no programa Ídolos;
na semana em que

 vi como vão andando as obras no muro entre o Bairro do Serradão e o Largo da Feira – foto da semana - (calhando ainda acaba primeiro que os “restos” da Rotunda Célia Patinho -,

eis que chega mais uma Cesta de Poesia.

Escolhemos de propósito para esta Cesta umas décimas que JOSÉ DA SILVA MÁXIMO dedicou a sua mãe, baseada numa quadra de todos conhecida. Já o desenvolvimento das décimas tem, como facilmente se depreende, o saber do grande poeta de Marvanense.


Com três letrinhas apenas
Se escreve a palavra mãe;
É das palavras pequenas
A maior que o Mundo tem!

Que palavra tão ditosa!
Aquele que a inventou
Ao fazê-la não pensou
Que seria tão formosa!
Mais bela do que uma rosa
Ou um ramo de açucenas!
Temos letras às dezenas
Mas eu não vou descobrindo
Quem fez um nome tão lindo
Com três letrinhas apenas.

Esta palavra padrão,
A primeira que se aprende,
Quando não se compreende
Seu valor, sua razão!
Por não ter comparação
Se pronuncia tão bem,
Não há no Mundo ninguém
Que a não saiba dizer;
Meu Deus! Com quanto prazer
Se escreve a palavra mãe!

Não sei se será mais doce
Pronunciá-la, se ouvi-la!
Escutá-la e repeti-la
Talvez isso melhor fosse!
A palavra dedicou-se
À mulher em várias cenas
Três letras simples, serenas,
Que tocam no coração,
De onde vem mais afeição
É das palavras pequenas

Seja criança ou adulto
É tão bom poder dizê-la!
Ouvir alguém recebê-la
Com o sentimento culto!
Esta palavra de vulto
Dirigida para alguém,
Tão grande porque contem
Em si, carinho e amor
Só por isso é sem favor
A maior que o mundo tem!