segunda-feira, 24 de outubro de 2011

COMECEMOS AGORA PELO PRINCÍPIO

Comecemos então agora pelo princípio. Tudo começou na sexta-feira. Melhor, tudo começou há cerca de seis meses quando a rapaziada da ACA iniciou os primeiros contactos, quando começou a tentar cativar escritores para a causa do Escritos e Escritores – Avis 2011 – 3ª Edição (E&E). Depois foi uma enorme maratona de mails, de telefonemas, de recados, no dizer de um dos directores da ACA. De toda essa azáfama chegou-se então à passada sexta-feira, primeiro dia do evento. Levar o escritor e os seus escritos às escolas, foi um dos objectivos do E&E. Por isso mesmo, Sara Rodi ficou-se por Avis com o Director Fernandino Lopes enquanto Miguel Horta foi de abalada até à Escola Profissional Abreu Callado, onde José Ramiro, outro director da ACA e professor naquele estabelecimento de ensino, o esperava. Ao que consta as presenças destes escritores caíram bem no agrado dos alunos que apreenderam as mensagens que lhe foram transmitidas.

Para a história ficam algumas fotos de momentos vividos nas duas escolas do nosso concelho.



Foto 1 - Fernandino Lopes, da ACA e Sara Rodi, escritora

Foto 2 - Uma plateia atenta no Agrupamento Vertical de Escolas do Concelho de Avis

 
Fot 3 - O tirar de dúvidas...

Foto 4 - Uma "piquena" distracção do Manel...

 
Foto 5 - "Os minhaus" foram os heróis da tarde...


Foto 6 -  Momento dos autógrafos...

Foto 1 - Alunos da Esc. Profissional Abreu Callado, de olhos postos no escritor

Foto 2 - Idem aspas...aspas...

Foto 3 - Miguel Horta...um espectáculo de comunicador


Foto 4 - Ouvindo o "Mestre"...

Foto 5 - Miguel Horta conta a história dos três Porquinhos em criolo...

Foto 6 - Miguel Horta lendo um poema de António Gedeão

domingo, 23 de outubro de 2011

COMECEMOS PELO FIM

É isso: comecemos pelo fim. Realizou-se ontem à noite, no Auditório Municipal Ary dos Santos, em Avis, um espectáculo musical integrado no Escritos e Escritores Avis 2011 – 3ª Edição, iniciativa da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural (ACA).

Da incógnita chegou-se à certeza. Ninguém sabia muito bem o que era isso dos “ROUGE” que na manhã de sexta-feira apareceu publicitado por várias dezenas de pára-brisas de carros. Ouvi mesmo um director da ACA dizer “que tal, …que não sabia bem o que era,… que parece que era música ligeira encenada, … teatralizada…” e acabava com umas palavras muito fortes como modo de vender o seu “produto” e acabar por ali o embaraço por não saber bem o que eram os “ROUGE”: A Filipa Portela faz parte desse grupo… e as pessoas aí ficavam de orelhas fitas…

Outros directores, mais abalizados – informaticamente falando – iam dizendo : "vão à Net que eles estão por lá”….

Por curiosidade, por acreditarem que o facto do nome da Filipa Portela estar ligada ao projecto era só por si garantia de êxito assegurado, ou por os eventos promovidos pela ACA serem também já por si uma referência credível, a verdade é que o Auditório apresentou uma moldura humana muito apreciável e todos ficaram estupefactos perante o “profissionalismo” apresentado por estes amadores do ROUGE. Algo de diferente veio a Avis. Uma lufada de ar fresco, de cor, de juventude em terras maioritariamente de idosos. As pessoas ficaram satisfeitas por terem ido ao espectáculo, os músicos ficaram contentes por sentirem o calor das palmas da plateia e a ACA, ao que me consta, ficou orgulhosa ao ouvir alguém habitualmente ligado àquela panóplia de cabos, aparelhos, microfones e afins, dizer que “este e o espectáculo das Harmónicas de Ponte de Sôr, no encerramento dos IX Jogos Florias, foram os dois espectáculos mais bem conseguidos este ano em Avis, quer em espectáculo propriamente dito, quer em número de assistentes.”

A “DO CASTELO” resta duas coisas: dar os parabéns à ACA e aos “carolas” que continuam a lutar pela defesa da cultura na nossa terra e dar um enorme abraço de parabéns, à FILIPA, à CATARINA, ao JOÃO FINO e a todos aqueles que tornam possível este projecto fantástico que dá pelo nome de ROUGE! Bem-hajam todos.

P.S.: E já agora um pedido às nossas autarquias: continuem a ajudar, como o têm feito até aqui e dentro das vossas (limitadas) possibilidades associações que apesar de todas as dificuldades continuam a remar, por vezes contra marés fortes e em botes extremamente frágeis e feitos de muita carolice, no sentido de cumprirem com o preceituado nos seus estatutos.

É óbvio que no caso presente me refiro à ACA, mas não é caso único.

Ponto final e agra vejam algumas fotos de muito má qualidade de um espectáculo de muito boa qualidade.
Ah! E sem legendas...cada qual imagine a sua...



























sexta-feira, 21 de outubro de 2011

CESTAS DE POESIA (CXCII)

Numa semana em que se agudizaram os protesto contra a redução dos horários de atendimento aos utentes do Centro de Saúde de Avis; numa semana em que se sente revolta pelo encerramento das extensões do referido Centro de Saúde em Valongo, Maranhão e Alcórrego; numa semana em que as populações avisenses se estão a mobilizar para de uma forma ordeira darem conta do seu desagrado por estas medidas restritivas do acesso aos cuidados de saúde; na semana em que começa já hoje o “Escritos & Escritores – Avis 2011 – 3ª Edição”, eis que chega a nossa Cesta de Poesia.



Nem a propósito: tendo presente que a população mais afectada com os cortes nos horários de atendimento dos Centros de Saúde são os mais idosos, JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, apresenta-nos hoje, precisamente, umas décimas dedicadas aos idosos. Vejam com subtileza são ditas algumas verdades:


Não te rias do velhinho
Querer e já não poder:
Se não ficares p’lo caminho
Também tu, velho hás-de ser.


Se encontrares um idoso
Em situação aflita,
Faz com a sua desdita
Não seja p’ra ti um gozo;
Sê p’ra ele caridoso,
Dá-lhe todo o teu carinho,
Ajuda-o, coitadinho
Se ajuda necessitar,
Respeita-o quando passar
Não te rias do velhinho.


Um velho não é capaz
Mesmo cheio de vontade,
Quando lhe pesa a idade
Fazer o que o jovem faz!
Se o vigor não volta atrás
E nada pode fazer,
Resta-lhe apenas sofrer
Mantendo a alma serena,
Mas causa-lhe imensa pena
Querer e já não poder.


A vida corre ligeira
Levando o nosso vigor;
Nem nos pede por favor
Passa de qualquer maneira!
Quer se queira ou se não queira
Duma rosa faz um espinho,
Põe o cabelo branquinho,
Leva o bom que a gente tem,
Tu lá chegarás também
Se não ficares pelo caminho!


Foi um jovem com vigor
Esse velho que estás vendo!
Aos poucos o foi perdendo
Mas é grande o seu valor!
Ele é um grande senhor,
Tu tens de compreender
Que é um poço de saber
A quem falta a energia,
E te diz com alegria:
Também tu, velho hás-de ser!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

ESCRITOS & ESCRITORES - AVIS 2011 - 3ª EDIÇÃO

Aproxima-se a passos largos o início do Escritos e Escritores Avis 2011 – 3ª Edição, uma iniciativa da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural. O programa anda por aí disseminado mas “DO CASTELO” relembra-lho aqui, para que não tenha desculpa para não assistir ao evento.

 

Sexta-feira, dia 21 de Outubro:

14:00h (Agrupamento de Escolas) SARA RODI

14:00h (Escola Profissional Abreu Callado) MIGUEL HORTA

22:00h (Tertúlia literária na Taberna da Muralha) MARIA TERESA HORTA

Sábado, dia 22 de Outubro:

 

10:00 h – Sessão de abertura – Sede da ACA


10:15h – Escrita em baixo-relevo

CATARINA GASPAR PULGUINHAS

JOAQUIM BARÃO RATO

MARIA JOÃO FORTE

RAUL CORDEIRO

12:00h – Inauguração de exposição de fotografia de ANA GRILO

15:00h – Diversidade na Escrita:

MARIA TERESA HORTA

LEANDRO VALE

PEDRO VIEIRA

16:30h – Diversidade na Escrita II

AFONSO CRUZ

SARA RODI

JOÃO MIGUEL TAVARES

21:30h – Auditório Municipal Ary dos Santos

ROUGE – Espectáculo musical

 

23 de Outubro – AVIS INSPIRA ( Visita guiada ao Centro Histórico de Avis)

 

Agora que já está devidamente inteirado(a) do programa do Escritos e Escritores deste ano, tome nota e não se esqueça de aparecer na parte do evento que mais lhe palpitar.

Por certo que será bem recebido por parte da ACA e suas gentes…

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

CESTAS DE POESIA (CXCI)

Numa semana em que a palavra do primeiro ministro de Portugal se ouviu por nossas terras como algo que se esperava, como quem nos arranca os bofes a sangue frio – ou não… ; numa semana em que em que ficámos a saber que o Centro de Saúde de Avis passa a ter um horário de “mercearia” como alguém muito bem caracterizou; numa semana em que nos restará desejar que nessa “mercearia” e no horário de atendimento ao público haja de tudo o que faz falta aos utentes, desde humanização a aparelhos de medir a tensão arterial; numa semana em que me constou que alguns(mas) do público assistente das gravações do programa Peso Pesado realizado no “nosso” Clube Náutico não se souberam comportar à altura obrigando a Organização do Programa a alterar o guião recolhendo os concorrentes para o Hotel muito antes do que estava previsto; na semana em que se ficou a saber que cada jogador da selecção nacional de futebol arrecadará a bonita quantia de 112 mil euros se se apurarem para o Europeu da modalidade – tadinhos…; numa semana em começa a ser alarmante a falta de chuva que teima em se manter ausente dos nossos campos e o calor abrasador, provocando graves prejuízos na agricultura e pecuária – uma desgraça nunca vem só; numa semana em que continuaram os rastreios nas freguesias do concelho, realizados pela Associação de Diabéticos de Avis – só já falta VALONGO na próxima segunda-feira – eis que chega mais uma Cesta de Poesia.
De quem fala muito, de quem fala pouco, de quem não fala nada, nos fala hoje o nosso poeta JOSÉ DA SILVA MÁXIMO. Saibam como lendo o seguinte:


Fala pouco e acertado
Mesmo que te julguem mudo
Ganhas ficando calado
Que o calado vence tudo

A fala é um dom humano,
Um meio de entendimento,
Usado a cada momento
Por vezes com algum dano;
Eu digo a todo o fulano:
Se queres ser escutado,
Teu discurso apreciado
E ouvido com prazer,
Mede quanto vais dizer!
Fala pouco e acertado.

Há quem fale em demasia
Mais do que uma “grafonola”!
Por vezes salta-lhe a mola
E diz o que não devia!
Fazendo má companhia
Vive assim, o linguarudo,
Sempre falando de tudo
Sem que seja desejado,
Não lhe sejas comparado
Mesmo que te julguem mudo.

Há línguas tão mal dizentes,
Tão sujas que afinal,
Delas próprias dizem mal
Se não têm “pacientes”!
Falam até dos parentes
Sem nada ser acertado.
Tu, se és solicitado,
Não te agradando a parada,
Amua, não digas nada
Ganhas ficando calado.

É certo que não devemos
Ser nós o bombo da festa!
Mas se a conversa não presta,
Nós logo compreendemos!
É então quando fazemos
Nosso juízo a miúdo,
Se e preciso ser sisudo
É bom que saibamos ser,
Porque sempre ouvi dizer:
O calado vence tudo.

domingo, 9 de outubro de 2011

NÓS POR CÁ

A fazer fé no que por aqui foi noticiado na passada sexta-feira, ontem, sábado, visitaram Avis os concorrentes do Peso Pesado, programa da SIC que pretende demonstrar que é possível perder peso e viver muito mais saudavelmente.
Ora bem: faz hoje quatro semanas que numa feliz iniciativa da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural em parceria com a Associação de Solidariedade de Reformados Pensionistas e Idosos de Alcórrego, se realizou em Alcórrego um encontro de poetas intitulado de “V Encontro de Poetas Populares no Concelho de Avis”.
Ouvimos alguns directores de ambas as associações dizerem que “foi um espectáculo de peso”. “DO CASTELO”, procurou saber a razão de tal afirmação e concluiu que…não, não vos damos a conclusão, concluam vós próprios, vendo as fotos que abaixo reproduzimos, referentes àquele espectáculo dito “de peso” …tendo especial atenção às proeminências abdominais…

Foto 1- João Vilela, de Benavila

Foto 2 - Luis Duarte, de Aldeia Velha

Foto 3 - António Valério, de Urra (Portalegre)

Foto 4 - Joaquim Lobato, de Aldeia Velha

Foto 5 - Manuel Carvalhal, de Évora

Foto 6 - João Venâncio, de Benavila

Foto 7 - Renato Valadeiro, De Arcos (Estremoz)


Nota final: como se pode constatar o nosso cocncelho esteve muito bem representado e, ao que consta, o autor destas fotografias também é dotado de uma "invejável baselga"...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

CESTAS DE POESIA ( CXC)

Na semana em que tem continuado a polémica instalada acerca da construção de uma rotunda na confluência da Antiga Estrada nacional 243 e a Rua 1º de Maio, aqui em Avis, constando que já por aí andam ums décimas a circular acerca deste assunto; na semana em que a Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis, começou os seus rastreios pelas freguesias do concelho – ver post anterior -; na semana em que se anuncia já para amanhã, sábado, entre as 14h00 e as 19,30h a presença dos concorrentes do Peso Pesado no complexo do Clube Náutico, em Avis, programa da SIC numa sessão de treino para emagrecimento dos participantes daquele programa; na semana em que as mulheres todas e em geral foram distinguidas, com a atribuição do prémio Nobel da Paz a três delas; na semana em que me constou de que em Avis poderão aparecer mais duas associações, sendo que uma será virada para o desporto na variante de atletismo e a outra será uma associação de jovens vocacionada para temas diversos, eis que chega a nossa Cesta de Poesia.
JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, é uma fonte (quase) inesgotável de talento. Mesmo assim, por vezes, põe em causa a s suas reais capacidades poéticas, como nas Décimas que passo a transcrever hoje:

Sempre que estou escrevendo
Eu julgo versos fazer;
Às vezes nem compreendo
Porque teimo em escrever!

Não sei se tenho hab’lidade
Gostava que me dissessem
Que ao que escrevo fizessem
Um exame de verdade;
Se há alguma qualidade
Naquilo que vou fazendo,
Se algum valor fosse tendo
Tudo aquilo que já fiz,
Quanto seria feliz
Sempre que estou escrevendo!

Há quem chame poesia
À minha imaginação;
Se há quem diga que não
Lá se vai minha alegria!
Ó meu Deus quanto queria
Toda a verdade saber
Para compreender
Com absoluta franqueza
Porque sem ter a certeza
Eu julgo versos fazer.

Espontânea vocação
Que um dia em mim despertou!
Poeta, sei que não sou,
Inculto, sem instrução;
Porque é que escrevo então
Se erros vou cometendo?
Porque me vou escondendo
Da dura realidade?
Será a grande vontade?
Às vezes nem compreendo…

Chego quase a acreditar
Que um ou outro se aproveita;
Depois de escolha bem feita
Sempre algum há-de ficar!
Servia p’ra me incitar
E a vontade não perder,
Bastava p’ra não sofrer
A grande desilusão,
Que é afinal a razão
Porque teimo em escrever.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

ASSOCIAÇÃO DE DIABÉTICOS FAZ RASTREIOS NAS FREGUESIAS

A Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis, vai realizar, pela segunda vez este ano, rastreios aos valores de tensão arterial, glicemia, colesterol e triglicéridos a acontecer nas freguesias, exceptuando a da sede. Porque os rastreios são extremamente importantes no despiste de situações anómalas e porque estes rastreios são abertos a toda a população – sócios e não sócios da Associação de Diabéticosé do maior interesse divulgar esta actividade, pelo que lhe solicito que avise o maior número de pessoas da sua freguesia, sendo que os rastreios irão acontecer de acordo com os seguintes horários, havendo  panfletos publicitando o evento, os horários e os locais onde se realizarão  os rastreios

DIA 6 DE OUTUBRO – Quinta-feira – ALDEIA VELHA – das 09,30 às 12,30h

DIA 7 DE OUTUBRO – Sexta-feira – ERVEDAL – das 09,30 às 12,30h

DIA 10 DE OUTUBRO – Segunda-feira – MARANHÃO - das 09,30 às 12,30h

DIA 10 DE OUTUBRO – Segunda-feira – FIGUEIRA - das 14,30 às 17,30h

DIA 12 DE OUTUBRO – Quarta-feira – BENAVILA - das 09,30 às 12,30h

DIA 13 DE OUTUBRO – Quinta-feira – ALCÓRREGO - das 09,30 às 12,30h

DIA 17 D EOUTUBRO – Segunda-feira – VALONGO - das 09,30 às 12,30h

Na freguesia de Avis, as medições são feitas todos os dias úteis, na Sede da Associação.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

CESTAS DE POESIA ( CLXXXIX)

Na semana em que chegamos ao último dia do mês de Setembro; na semana em que os ânimos andam quentinhos cá por Avis por mor da construção de uma rotunda nas imediações do Mini Mercado Pires e Salvaterra; na semana em que a Câmara deu público conhecimento daquilo que há muito era de esperar: a água que abastecia a vila, vinda lá da Barragem de Póvoa e Meadas não tem qualidade, chegando mesmo barrenta às nossas torneiras; na semana em que se realiza (já amanhã) um grande espectáculo de dança no casão da Casa do Benfica em Avis, na Zona Industrial desta vila; na semana em que uma juíza teve a “infeliz” ideia de mandar cumprir uma pena de prisão ao Transmontano Isaltino Morais, que a deve; na semana em que segundo li hoje na Net/Sapo, Isaltino poderia continuar à frente dos destinos da Câmara de Oeiras, apesar de preso – mas que país é este?; na semana em que a estas horas também já soltaram o cidadão Isaltino Morais, eis que chega a nossa Cesta de Poesia.
Ainda JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, que hoje nos oferece umas Décimas que “rezam” assim:

Foi Deus que criou o Mundo
É Deus que a vida desfaz;
Vai-se a vida num segundo
Deixando a saudade atrás.

O nascer e o morrer
Nunca depende de nós;
Tanto os pais como os avós
Nada nos podem fazer;
Temos de compreender
Que um simples “vagabundo”,
Não faz mais que ir ao fundo
Nas ambições que ele encerra,
Não é dele o Céu e a Terra!
Foi Deus que criou o Mundo.

Se a nossa sorte é madrasta
Não nos dá felicidade,
Seja no campo ou na cidade
O tempo tudo desgasta;
Somos “ministros” sem pasta
Enganos que a vida traz,
Nem sequer somos capaz
De saber quando acabamos,
Pois quando menos pensamos
É Deus que a vida desfaz.

Tudo o que há no Universo
Se fez por obra de Deus:
Feito por caprichos seus
Tão romântico como um verso!
Tudo perfeito e diverso
Da Providência oriundo,
Extasiado me confundo
E obrigo-me a comentar:
Custamos tanto a criar
Vai-se a vida num segundo.

Leva-se a vida a fazer
Preces pelo nosso bem,
Pedindo àquele que tem
Sobre nós o seu Poder;
Ele vai sem nos dizer
Dando aquilo que é capaz,
Horas boas, horas más,
Com muita esp’rança iludida,
E um dia acaba-se a vida
Deixando a saudade atrás.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

DARDICO: um exemplo de sucesso no sector agro-alimentar nacional

Com a devida vénia reproduzimos do AgroNotícias, de hoje o seguinte texto:

DARDICO: um exemplo de sucesso no sector agro-alimentar nacional

A DARDICO, S.A. é uma agro-indústria que tem como actividade o processamento, conservação e acondicionamento de produtos alimentares congelados, tendo por base a produção horto-industrial nacional. A DARDICO, S.A. trabalha com pimento, brócolos, courgette, tomate e ervilha.
A DARDICO, S.A. está localizada no parque industrial de Avis. no distrito de Portalegre, sendo a maior empregadora privada do concelho de Avis, com 110 postos de trabalho directos permanentes, que chegam aos 300 em período de pico de campanha.
A empresa faz contratos de exclusividade com os agricultores, garantindo assim o escoamento total das suas produções com um preço garantido. A empresa garante o necessário apoio técnico de acompanhamento das culturas e, em muitos casos, financia alguns custos de instalação da cultura (ex: plantas, plásticos, fundo de maneio) aos agricultores.
O volume de negócios da empresa foi, em 2010, de 20 Milhões de Euros, sendo a totalidade da produção destinada à exportação. Em 2010 foram laborados 25.000 ton de horto-industriais nacionais, produzidas em mais de 1.850 ha por mais de 170 agricultores, dando emprego indirecto a mais de 1200 trabalhadores agrícolas.
Nos últimos anos, a empresa realizou investimentos muito significativos com vista a reforçar a sua posição no mercado e a intensidade da parceira estabelecida com os produtores nacionais. Desses investimentos salientam-se: 1) a instalação de uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de última geração - num investimento total próximo de 1 milhão de euros - que permite aumentar a racionalização do gasto de água e 2) a criação de uma sala de embalamento de vegetais que permite responder às exigências dos clientes, e que representou um investimento superior a 5 milhões de euros.
Nesta fase, e fruto do crescimento do negócio e do aumento previsto do processamento de matéria-prima, a DARDICO, S.A. está a investir mais de 7 milhões de euros no aumento da capacidade de congelação e na construção de uma nova câmara de congelados. Com estes investimentos, a empresa poderá processar cerca de mais 50% de produto e ficará dotada de uma área de armazenagem de aproximadamente 10.000 m2. Prevê-se que este investimento seja financiado pelo PRODER, apesar de ainda não estar aprovado.
Todo este dinamismo demonstrado por uma empresa no meio do Alentejo demonstra que se a produção agrícola e a agro-indústria estiverem de mãos dadas é possível melhorar, de forma rápida e duradoura, a criação de valor de produtos nacionais.
É com exemplos como o da DARDICO que se demonstra inequivocamente que a Agricultura nacional tem bons exemplos e que tem futuro!

Fonte: Dardico
 

domingo, 25 de setembro de 2011

AVIS EM ALTA

Num concurso organizado por Alentejanos no Facebook, foi distinguido com um prémio (3º?), na modalidade de pintura,  a "Avisense" NÍDIA MÁXIMO.
Então, cliquem abaixo para verem como é que Avis ficou em alta...

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1996977525566&set=a.1089693484032.2014593.1277332411&type=1&theater

sábado, 24 de setembro de 2011

CESTAS DE POESIA ( CLXXXVIII)

Na semana em que a vila de Avis continuou insegura; na semana em que tive conhecimento que a casa do Sr. Ambrósio Rosado foi assaltada tendo-lhe sido furtada uma televisão e uma terrina Limoges, caindo as suspeitas sobre a “suspeita” do costume; na semana em foi assaltada a antiga Espingardaria Manata de onde, a fazer fé na comunicação social terão sido roubadas, “ouro, moedas e armas antigas”; na semana em que se vai realizar em Avis, no Domingo o BTT do Norte Alentejano; na semana em que vai ser inaugurado no próximo sábado o Centro de Arqueologia de Avis; na semana em que os Motards D’Aviz celebram o seu 10º aniversário; na semana em que pela primeira vez na sua história, as Cestas de Poesia são publicadas a um sábado (serão efeitos da crise?) eis que chega então atrasada a nossa Cesta de Poesia.
Hoje trazemos ao conhecimento de quem nos lê mais umas Décimas interessantes de JOSÉ DA SILVA MÁXIMO.
Ora leia e digam se gostam e tenham um muito bom fim-de-semana:

Dizer adeus a alguém
Nunca me deu alegria
Mesmo sem saber a quem
Prefiro dizer Bom Dia!

A saudação a quem passa
É prova de educação,
Não terá bom coração
Quem a saudação não faça;
Até tem a sua graça
É bonito e fica bem.
O despedir é também
Forma de cumprimentar,
Mas é sempre um separar
Dizer adeus a alguém.

Salve-o Deus! Nós dizemos
Ou: Bom Dia! Como está?
Quando alguém se vai p’ra lá
Adeus, Adeus! Nós fazemos.
Ficamos sós, não podemos
Ir em sua companhia;
Direi que antes queria
Não assistir à partida,
Que p’ra mim a despedida
Nunca me deu alegria.

Seja um lenço a acenar,
Seja um adeus com a mão,
Faz-me sempre compaixão
Ver a pessoa abalar!
E se ao longe se voltar
E nos acenar também,
Fico pior que ninguém,
Por isso posso afirmar:
Gosto mais de saudar
Mesmo sem saber a quem!

É tão triste a despedida!
Deixa tanta saudade
Que a partida de verdade
Faz marcas na nossa vida;
Uma alegria sentida
Quanto depois se esvazia!
Eis porque sempre diria:
P’ra ver alguém afastar,
Quero antes vê-la chegar!
Prefiro dizer Bom Dia!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

ESPECTACULAR!

É demais!...


BANDA MILITAR DA NORUEGA ...IMPERDÍVEL......ESPETACULAR!

Vejam lá o que é que o frio pode fazer! SIMPLESMENTE SENSACIONAL !!!

Nunca foi visto nada assim, nem em super produções de Hollywood, nem em nada que tenha sido visto!
Olhem a apresentação da Guarda Real Norueguesa! É de uma precisão indescritível! Imperdível!
Apresentação, do meio em diante, da magistral música de Enio Morricone "The Good, the Bad and the Ugly" (filme de farwest estreado por Clint Eastwood, Lee van Cliff, nos anos 60).

Vale a pena ver em ecrâ inteiro.

Cliquem no link abaixo e assistam :









sexta-feira, 16 de setembro de 2011

CESTAS DE POESIA (CLXXXVII)

Na semana em que finalmente alguém disse que “O Rei da Madeira, Alberto João, vai nú!; na semana em que se começa a dar mais projecção ao Projecto "Vamos à Horta", promovido pela Associação para o Desenvolvimento Rural e Produtos Tradicionais do Concelho de Avis (ADERAVIS); na semana em que se realiza (hoje a partir das 21 horas) no Jardim Público de Avis, a partir das 21 horas o serão será de “Lua com Palavras”, uma iniciativa da Biblioteca local; na semana em que no sábado, a partir das 15 horas a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural se reúne na sua sede com outras associações do concelho para trocarem impressões acerca do futuro do associativismo na nossa terra; na semana em que mais uma vez se notou uma certa letargia por parte dos editores deste blogue, eis que chega mais uma Cesta de Poesia.
JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, será o nosso convidado ainda por mais algumas semanas. Pelo menos enquanto tivermos Décimas com a superior categoria das que hoje vos apresentamos:

Plantei a árvore do Bem
Reguei-a, vi-a crescer;
Estou à espera que alguém
Venha seus frutos colher

Um dia na minha mente
Surgiu a feliz ideia
De trazer á minha aldeia
Algo que fosse dif’rente;
Vivia-se um ambiente
De aversão e desdém
Não se entendia ninguém
Um pandemónio infernal!
Para combater o Mal
Plantei a árvore do Bem.

Foi difícil descobrir
A planta tão desejada;
Era por mim cobiçada
Queria vê-la florir!
Acabei por conseguir
Após esforços fazer
A bela planta trazer;
Plantei-a perto de mim,
Durante dias sem fim
Reguei-a, vi-a crescer.

O meu quintal pobrezinho
Aumentou o seu valor
Logo que a primeira flor
Desabrochou de mansinho!
Eu lhe dou o meu carinho
Por ter o que outro não tem,
Agora, são mais de cem
Os frutos belos que ostenta,
Vir comê-los ninguém tenta
Estou á espera de alguém.

Este fruto tão gostoso
Que com o tempo amadura,
É p’ra quem tem a alma pura
E um coração bondoso!
Por ser tão delicioso
Todos deviam comer,
Não a seu belo prazer
Por isso não lhe ser dado,
Mas se for predestinado
Venha seus frutos colher.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

CESTAS DE POESIA ( CLXXXVI)

Na semana em que o Sr. António Henriques, (um Souselense que há muitos anos adoptara Avis como sua terra) resolveu pôr termo à sua vida por enforcamento; na semana em que hoje começa O Forum Permanente de Teatro de Avis que vai decorrer até dia 11; na semana em que se anuncia para o próximo dia 16 mais uma edição do “Lua com Palavras” a acontecer no Jardim Público de Avis; na semana em que já amanhã vai decorrer o V Encontro de Poetas Populares no Concelho de Avis (a partir das 14 horas no Salão da Junta de Freguesia de Alcórrego, com entradas livres), eis que chega mais uma Cesta de Poesia.

ANTÓNIO HENRIQUES foi o poeta eleito das Cestas de Poesia durante os meses de Junho e Julho do ano de 2008. No dia da sua morte, pela amizade sincera que lhe devotava e que sei ele me devotava, e em sentida homenagem, passo a transcrever umas décimas que recolhi junto dele em Fevereiro de 2004. De autor desconhecido. Rezam assim (algo de sinistro, de fantasmagórico…):

Com mais poder e mais forte
Eu queria que houvesse alguém,
Que ordenasse morte à morte
P’rá morte morrer também!

Não é possível haver
Em todo o mundo rigor
Uma força superior
Que a faça surpreender
Tudo nasce para morrer
Tenha bom ou ruim porte
Nem há cutelo que corte
Uma força que se não vê
Nem se pode impor uma lei
Com mais poder e mais forte!

É tão triste a escuridão
Quando a morte nos condena
Silenciosa e serena
Mata mesmo sem razão
Deixa desgosto e paixão
Entra onde lhe convém
Goza da força que tem
Sem ninguém a impedir
Para a morte destruir
Eu queria que houvesse alguém!

Tristeza desgosto e pranto
Produz a morte discreta
É como arma secreta
Que a todos tira o encanto
Mesmo Cristo com o seu manto
Também teve a mesma sorte
Com medo do mesmo golpe
Diz o juiz na tribuna
Nunca houve lei nenhuma
Que ordenasse morte à morte!

A morte tão liberal
Que gira por todo o mundo
Até no lugar mais fundo
Ela vai fazer o mal
Mata tudo em geral
E não respeita ninguém
Pelo destino que tem
Ela não se deixa ver
E não há nada a fazer
P’rá morte morrer também!

P.S.: Paz à sua alma!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

V ENCONTRO DE POETAS POPULARES NO CONCELHO DE AVIS

É já no próximo sábado, dia 10, que Alcórrego vai receber o V ENCONTRO DE POETAS POPULARES NO CONCELHO DE AVIS. Estes eventos são uma iniciativa da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural e conta este ano com uma parceria realizada com a Associação de Solidariedade de Reformados Pensionistas e Idosos de Alcórrego. Apoiam esta jornada poética, o Município de Avis e a Junta de Freguesia de Alcórrego.
Nesta festa da poesia irão estar presentes mais de duas dezenas e meia de poetas e poetisas vindos de lugares tão diversos como Évora, Alter do Chão, Campo Maior, Galveias, Castelo de Vide além de várias freguesias do nosso Concelho.
O evento terá lugar no Salão da Junta de Freguesia de Alcórrego, a partir das 14 horas, com entradas livres.
Estão criadas as condições para que, quem aprecia a poesia popular nas suas diversas modalidades (décimas, quadras, sextilhas…) possa ter aqui uma tarde de pura diversão.
Compareça. Defenda a cultura popular portuguesa! Venha descobrir porque é que o "ALCÓRREGO TEM MAGIA!"