Foto da semana
Numa semana em que
começaram (ver foto da semana) e acabaram os preparativos para mais uma Feira Medieval em Avis que começa mais daqui a bocado;
numa semana em que
convido todos os meus amigos e todas as minhas amigas a visitarem Avis durante este certame medievo;
numa semana em que
se esgotaram em todos os pontos de venda de Avis a Revista TV 7 dias;
numa semana em que
para descobrir a razão desse "esgotamento" tenho andado absorto e passaram-me ao lado outras coisas mais importantes da semana, eis que chega mais uma Cesta de Poesia.
Homenagear os poetas, nomeadamente os poetas populares é sempre uma atitude de louvar. JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, fá-lo de uma maneira singular. Ora atentem:
Há tanto poeta oculto
Cujo nome é ignorado,
Sem ser poeta de vulto
Tem um trabalho avultado!
Fazer versos é um „Dom“
Que nasce c’oa criatura,
Desponta em qualquer altura
Fazer rimar, dar o „tom“;
Ter esta arte é tão bom,
Seja erudito ou inculto,
Bem merece ter indulto
Se não souber escrever,
Possuindo este saber
Há tanto poeta oculto.
Por não ter quem o promova
E o traga pr´á ribalta“,
Não tem o que lhe faz falta
Não sai da escura alcova!
Se tiver quem lhos devolva
Já em livro transformado,
Será então compensado
Do porfiado labor,
Um poeta com valor,
Cujo nome é ignorado.
A viver numa cabana,
Um poeta disfarçado
Passa a vida a guardar gado
Todo o mês, toda a semana;
Ele a todos nós engana
Sem causar dano ao mais culto
Sem motim e sem insulto
No meio rural escondido,
Passando despercebido
Sem ser poeta de vulto.
O poeta cavador
Ou o poeta ganhão,
Dos versos não tira o pão
Mas fê-los com muito amor;
O poeta que é pastor
Faz versos atrás do gado,
Faz versos atrás do gado,
Já muitos tem empilhado
No armário da cozinha,
E na gaveta velhinha
Tem um trabalho avultado.
17-07-2011

















































