terça-feira, 12 de julho de 2011

ASSOCIAÇÃO DE SOLIDARIEDADE DE REFORMADOS PENSIONISTAS E IDOSOS DE ALCÓRREGO, COMEMOROU O 3º ANIVERSÁRIO

Foto Nº 1 - O Presidente da ASRPI de Alcórrego, era um homem feliz...



Foto Nº 2 - Cerca de 120 sócios e convidados...
Foto Nº 3 - O Presidente do MURPI, Dr. Casimiro Menezes, esteve presente...
 

Foto Nº 4 - Muita animação pelo Grupo de cantares Terras de Guidintesta, de Belver



Foto Nº 5 - O Bolo...
Foto Nº 6 - Quem não tem par...dança sem par...

A Associação de Solidariedade de Reformados Pensionistas e Idosos de Alcórrego completou três anos de existência. Como modo de assinalar esta data promoveu no passado Domingo, um almoço convívio no salão da Junta de Freguesia de Alcórrego onde reuniu cerca de 120 pessoas, entre sócios e convidados. De destacar, além de alguns autarcas e representantes de Associações concelhias, a presença do Dr. Casimiro Meneses, Presidente do MURPI.

O almoço, sempre muito animado foi abrilhantado pela actuação do acordeonista Rato e pelo Grupo de cantares Terras de Guidintesta que se fez deslocar de Belver, tendo como maestro um professor que já o foi na sede do Agrupamento de Escolas Vertical de Avis e que se deslocou a esta festa a título gracioso.

A finalizar houve baile e alegria a rodos.

“DO CASTELO” endereça os parabéns ao Sr Matono e toda a sua equipa de Direcção que tanto tem feito por esta Associação.

As fotos acima ilustram aquilo que aqui deixamos transcrito.

Outro assunto - dê uma espreitadela aqui:
http://www.radioportalegre.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=4198&Itemid=54

segunda-feira, 11 de julho de 2011

MAIS VALE PREVENIR! (SEMPRE...)



Realiza-se entre 12 e 20 de Julho do corrente ano, um rastreio do cancro da mama, junto ao Centro de Saúde de Avis (916 999 896/ 245 330 989), promovido pela Liga Portuguesa Contra o Cancro.
Porque “PREVENIR É CURAR”, passe esta mensagem a todas as mulheres suas conhecidas cujas idades estejam compreendidas entre os 49 e os 69 anos.
Como o próprio cartaz acima indica, “ o exame é simples e gratuito”.
Olhe pela sua saúde e pela saúde das que lhe são queridas.
Divulgue esta iniciativa.
Eu estou a fazê-lo…

sábado, 9 de julho de 2011

"A VOZ DO SÔR" JUNTA POETAS EM AVIS

Foto1 - Na mesa: Anabela Canela, Ribeirinho Leal, Américo Duarte e Plínio Neves

Foto 2 - O almoço convívio...

Foto 3 - A Junta de Freguesia de Avis promotora do evento...

Foto 4 - O "savoir faire" do João Milheiras...

Foto 5 - Os irmãos "Martinho" ou uma questão de dentaduras...

Foto 6 - O "selo" de um poeta...

Foto 7 - Américo Duarte ladeado por Plínio Neves e José Nabo, directores da Rádio Portalegre...


Como pretexto para celebrar o 10º aniversário do programa “A voz do Sôr”, incluído na programação da Rádio Portalegre, o seu responsável, Américo Duarte, promoveu um encontro de poetas em Avis.

Apoiado pelo Município de Avis e pela Junta de freguesia local, o evento decorreu no Auditório Municipal de Avis, tendo participado cerca de duas dúzias de poetas e poetisas, vindos de localidades tão díspares como Aldeia Velha, Alter do Chão, Avis, Campo Maior, Entroncamento, Ervedal, Évora, Galveias, Portalegre, Sousel, Urra e Vila Viçosa.
A Direcção da Rádio Portalegre quis estar presente como prova de apoio a este programa que tanta simpatia tem granjeado junto dos ouvintes daquela estação emissora.
Depois foi oferecido um lauto almoço nas instalações do Restaurante Clube Náutico, em Avis, almoço com a “assinatura” da cozinheira Sílvia Laires e com o “savoir faire” do gerente João Milheiras.
“DO CASTELO” apresenta os parabéns à Rádio Portalegre e em especial À “Voz do Sôr” e ao Américo Duarte”.
Para a posteridade, deixo-vos com a poesia apresentada pelo nosso amigo Fernando Máximo ( em baixo), e com algumas fotografias deste acontecimento cultural. (em cima).


UM CONSELHO DE AMIGO: OIÇA AMÉRICO DUARTE
I
Se o dia lhe correu mal
Se ao de ontem foi igual
Mande o azar àquela parte
Duma forma destemida
Dê a volta à sua vida
Oiça Américo Duarte!
II
Se a semana que o espera
É custosa, é severa,
Pois permita-me um àparte:
Mande lixar o trabalho
Não se sinta num frangalho
Oiça Américo Duarte!
III
Se se zanga co’a mulher
Sem saber o que ela quer
Você disso não se farte:
Como um cão que não tem dono
Se for p’rá cama sem sono
Oiça Américo Duarte!
IV
Se a crise lhe traz má sorte
Você com tal não se importe:
Mais vale isso que um enfarte
Escute a telefonia
E lá para o fim do dia
Oiça Américo Duarte!
V
Se o reumático atacar
De nada vale se queixar,
Desfrute até que se farte:
Ponha papas de linhaça
E para ver se isso passa
Oiça Américo Duarte!
VI
Pois se o seu clube perdeu
E isso muito o entristeceu
Por falta de engenho ou arte,
Beba já uma sangria
E p’ra perder essa azia
Oiça Américo Duarte!
VII
Jogou no euromilhões
E acha que são aldrabões
Não indo no seu encarte?
Não ‘tá só nessa ilusão
Dê-me cá a sua mão
Oiça Américo Duarte!
VIII
Se o seu desporto é pescar
E só sabe festejar
Quando pesca um espadarte
Não desista e prossiga
Que a vida é uma cantiga:
Oiça Américo Duarte!
IX
Se o trabalho está tremido
Por mudança do partido
E arranjou um bacamarte
Ó homem tenha lá calma!
…Dê mais paz à sua alma
Oiça Américo Duarte!
X
Apesar de não ser velho
Vou-lhe dar mais um conselho:
Faça da PAZ estandarte
Deite fora esse rancor
Oiça sempre a Voz do Sôr
Oiça Américo Duarte!


Autor: Fernando Máximo/Avis
09-07-2011

sexta-feira, 8 de julho de 2011

CESTAS DE POESIA ( CLXXVII)

Na semana em que amanhã, Sábado, a partir das 10 horas da manhã, no Auditório Municipal Ary dos Santos em Avis, a Rádio Portalegre promove, com entradas livres, um encontro de poetas populares para festejar o 10º aniversário do seu programa “A Voz do Sôr” da responsabilidade de Américo Duarte; na semana em que morreu mais uma pessoa da minha geração (mais ano, menos ano), a Drª Maria José Nogueira Pinto, verificando assim que a “malvada” cada vez se encontra também mais perto de mim; na semana em que um “cérebro” mal iluminado, que dá pelo nome de Moody’s declarou a economia de Portugal de “lixo”; na semana em que vai ser “galardoada” com uma placa a árvore mais velha de Portugal, uma oliveira com dois mil oitocentos e cinquenta anos, situada em Santa Maria de Azóia, chega mais uma cesta de poesia. Conhecedor da terra que pisa, JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, de Marvão, dedicou um poema ao rio que nasce na Serra de S. Mamede: o Sever.
Leiam com atenção e sigam, em pensamento, o leito deste rio.


Na serra de S. Mamede
Entre estevas e rosmaninho
Nasce e logo se despede
Um pequeno regatinho

Quase no cimo da serra
Poucos metros mais abaixo,
Nasce um pequeno riacho
Que muita beleza encerra;
Vem das entranhas da terra
Por entre o mato se perde,
Um caudal que se não mede
Mas que tem o seu valor,
Descendo pelo pendor
Na serra de S. Mamede.

Não distante da nascente,
No sítio da Apartadura,
Se armazena a água apura
Na barragem imponente;
Já cheia, vai ela em frente
Descobrindo o seu caminho,
Torneando com carinho,
O que p’la frente apareceu,
Esquecendo que nasceu
Entre esteva e rosmaninho.

Até servir de fronteira
Teve do Povo o carinho;
Depois, se virou sozinho
Correndo à sua maneira;
Por entre rochas se esgueira,
Que o facilitem não pede,
Avança, não retrocede,
Não esbate o seu valor.
Como o fumo ou o vapor
Nasce e logo se despede.

Um vale fertilizou
Movendo azenhas, regando,
Pouco a pouco o foi deixando
E outra paisagem tomou;
Pelas rochas se coçou,
Pulou como um cavalinho,
As águas em torvelinho
É já um rio a valer,
No Tejo deixa de ser
Um pequeno regatinho!

0/06/1996

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A "ÁGUIA" JÁ CHEGOU!

Foto: Capa da Águia Nº 39, um trabalho de excelência, bem conseguido por Anibal Fernandes

Apraz-nos registar que a “Águia”, folha informativa da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, habitualmente atrasada na sua chegada aos leitores, já se encontra por aí circulando. Neste número, (o trinta e nove), dá-se especial desenvolvimento à cortiça e a toda a sua envolvência, desde o descortiçamento até à sua manufactura. Se for sócio da ACA, aguarde  mais um dia ou dois e já a terá em seu poder. Se não for sócio poderá sempre adquirir uma, por exemplo junto de qualquer dos Directores da ACA ou no Posto de Turismo de Avis.

Saiba como eram as “creches” dos filhos de “tiradores” de cortiça de outras épocas; saiba como se faz um descortiçamento bem feito; saiba o que é “O fabricador de silêncio”.

Mas nem só de cortiça trata este número da Águia. Também nele poderá ter acesso aos trabalhos classificados em primeiro lugar nos IX Jogos Florais de Avis e saber quem foram os seus autores. Saiba igualmente as principais características que unem e dividem os Açores e o Alentejo.

Saiba ainda os cursos que a Escola Profissional Abreu Callado lhe disponibiliza para o ano lectivo 2011/2012.

Bisbilhote as actividades e as representações da ACA durante o 1º trimestre de 2011.

Boas leituras

terça-feira, 5 de julho de 2011

LUÍS JORDÃO LANÇOU LIVRO EM AVIS

Uma dúzia de pessoas assistiu no passado sábado, no salão da Junta de Freguesia de Avis, ao lançamento do livro de poesia “Poemas da minha Terra e da minha Gente”, da autoria do Montargilense,  Luís Jordão. Os assuntos que à cultura dizem respeito, juntam cada vez menos pessoas, cada vez se dá menos importância à "coisa" da cultura. Veja-se o exemplo do actual governo que despromoveu a Cultura, outorgando-lhe uma Secretaria de Estado em vez de um Ministério.
Anabela Canela, a simpática Presidente da Junta de Freguesia de Avis, foi a anfitriã. Dum discurso simples e conciso retiramos:
 -   Apesar de vivermos num período de crise, felizmente não estamos em crise de ideias.
O autor, além de nos descrever sucintamente o seu percurso académico (é formado em Engenharia) profissional e político (actualmente é vereador na Câmara Municipal de Ponte de Sôr, e radialista na Rádio Álamo de Alter do Chão), presenteou-nos com alguns poemas do seu mais recente livro, destacando-se a título de exemplo, “O Alacrau” da página 49, onde se refere que a melhor maneira para superar as dores provocadas pela picada daquele réptil será ingerir um garrafão de bebida alcoólica…”Meus Pais” em homenagem aos seus progenitores, da página 9, entre vários outros.
Intitulando-se um “homem do palco que gosta de se ver rodado de muita gente fez ainda referência ao facto de só lhe “faltar chamar-se Jesus” já que é filho de um José e de uma Maria. A sempre interventiva Rosária Pulguinhas deu uma achega:
- Deixe lá, não é Jesus mas é Jordão, que é o nome do rio…
O Autor fez ainda referência ao facto de ser um bom comunicador e “vendedor" dos seus livros, pois que até  é capaz de vender livros a pessoas que não sabem ler…
Seguiu-se um pequeno beberete com convívio q.b.

 
Foto 1 - Luis Jordão em sessão de autógrafos

Foto 2 - Anabela Canela: "...felizmente que não estamos em crise de ideias..."

Foto 3 - A assistência

Foto 4 - Um beberete guloso...

domingo, 3 de julho de 2011

ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DE APOIO AOS DIABÉTICOS DO CONCELHO DE AVIS, ENTREGA CADEIRA DE RODAS ELÉCTRICA

O dia até amanheceu fresco. Nídia Máximo, ontem chegou à “sua” Associação por volta das dez e meia da manhã. Era sábado, mas havia uma razão para tal: às onze horas iria ser ofertada a segunda cadeira de rodas proveniente da troca de tampas de plástico entregues na VALNOR ( a priemira fôra para Vitor Ourives). O beneficiário, Rogério Neves, que fará 52 anos no próximo dia 7 do corrente mês, estaria presente. E esteve. Rogério Neves vinha "tão-somente" para conhecer a Enfermeira Nídia que desde o primeiro momento se empenhou nesta campanha. Esta a “história” que todos os familiares e a própria Enfermeira fizeram crer ao Rogério. Quando este chegou, acompanhado da família (irmã e cunhado, duas sobrinhas, uma prima e o marido) foi colocado estrategicamente, na velha cadeira de treze anos que trazia, de modo a que não visse o enorme “embrulho” com um grande laço verde - Rogério é do Sporting - que cobria algo em forma de cadeira.
Demonstrando alguma ansiedade pela chegada da nova cadeira mas demonstrando igualmente compreensão pela demora na obtenção da mesma, e perguntado para quando desejava a cadeira, limitou-se a dizer:
- Para ontem…
Após a chegada de Sandra Pedrogam em representação da VALNOR  e depois da chegada de Anabela Canela, Presidente da Junta de Freguesia de Avis, foi altura de "desfazer o laço" a toda aquela tramóia.
Colocado virado para o “embrulho”, foi pedido ao Rogério que, com uma tesoura, cortasse o laço e desembrulhasse o presente. Na impossibilidade física de o fazer, foi uma das suas sobrinhas que o fez. Emocionado pelo inesperado tão feliz, e com as lágrimas a escorrerem-lhe pelo rosto – felizmente que também se chora de alegria – Rogério Neves apenas repetia:
- Não tenho palavras…
Confessou que somente desconfiou do que se estava a passar quando lhe foi mostrada a tesoura e que "este foi o melhor presente de anos que recebi em toda a minha vida".
Depois de lhe ter sido explicado detalhadamente o funcionamento da cadeira, que lhe vem trazer uma autonomia de movimentos até agora nunca tida, seguiu-se um pequeno beberete que serviu de pretexto para melhor se conhecerem todos aqueles que estiveram directamente envolvidos neste projecto.
Apesar da VALNOR já não colaborar actualmente no recebimento de tampas de plástico para estes fins, no entanto colabora no transporte das mesmas para outra empresa que ainda mantém estes projectos.
Neste momento encontra-se a decorrer uma campanha para arranjar uma cadeira de rodas para o Valentim, estando essa tarefa a cargo da Junta de Freguesia de Ribeira de Nisa, Portalegre. A Associação de Diabéticos de Avis disponibilizou-se para ser o “depósito” das tampas recolhidas no nosso concelho, que depois serão canalizadas para a VALNOR e que esta empresa se encarregará de fazer chegar ao seu destino.
Porque um simples gesto de não atirar fora as rolhas de plástico pode levar a felicidade a uma pessoa que precisa da nossa ajuda, vamos todos guardá-las e depois fazê-las chegar à associação de Diabéticos de Avis.
Lembre-se que um dia poderá haver uma campanha para si.
Colabore! 
Foto 1 - A Enfremeira Nídia, Presidente da Direcção da AHADCA, dá as boas vindas a Rogério Neves e familiares

Foto 2 - Rogério Neves no momento em que se preparava para deixar a sua velha cadeira de 13 anos pela nova cadeira electrica

Foto 3 - "Podem-se ir embora que eu vou ter a casa ...", brincou Rogério experimentando a sua nova cadeira...

Foto 4 - Alguns dos presentes na cerimónia

Foto 5 - As grandes obreiras deste projecto: Nídia Máximo, Sandra Pedrogam, Anabela Canela, e Rosária Santos, com Rogério Neves

sexta-feira, 1 de julho de 2011

CESTAS D EPOESIA (CLXXVI)

Na semana em que a Amigos do Concelho de Avis realizou o último Café com Letras de 2011, dedicado à profissão de alfaiate (você que não foi, não aprendeu que a cava do braço direito do casaco era diferente da do esquerdo por causa da dança ou que o feitio das calças dos homens, entre pernas, era moldado de acordo com o lado para o qual o “pirilau” permanecia mais tempo em repouso…); na semana em que amanhã, Luís Jordão, poeta, autarca e radialista vem lançar às 17 horas na Junta de Freguesia de Avis o seu livro “Poemas da minha terra e da minha gente”;na semana em que amanhã, sábado, a partir da 11 na sua Sede, a Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis, vai entregar mais uma cadeira de rodas eléctrica; na semana em ficámos a saber que 50% do nosso subsídio de Natal vai ser retirado para pagar uma crise para a qual a maioria de nós não contribuiu ( porque será que não se lembraram de mim quando chegaram milhões e milhões de euros a Portugal?); na semana em que dei comigo a pensar como é que um ex-primeiro-ministro tão badalado pelas piores razões há pouco tempo, de repente se hipnotiza e ninguém mais fala nele, como se não tivesse sido responsável pelo estado caótico deste país; na semana em que vários serviços da nossa Câmara Municipal mudaram de “poisos”; na semana em que fui acossado por uma pregucite aguda que não me deixou ir actualizando o blogue eis que chega então a nossa esperada Cesta de Poesia.
JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, de MARVÂO, surpreende-nos hoje com umas Décimas estilo”recado”.

Então esta semana é assim:

Se me olhas de atravesso
Triste ideia te assaltou:
Vês aquilo que eu pareço,
Não vês aquilo que sou!

Olhas p’ra mim de soslaio
Como que desconfiado,
Sem motivos te ter dado
Para o teu olhar lacaio;
Eu não sei bem porque raio
É que desdém te mereço,
Até porque nem conheço
O porquê do teu cuidado,
Que não te deixa informado
Se me olhas d eatravesso

Abre os olhos p’ra me ver
Enfrenta a minha figura!
Concluirás que ela é pura
Sem nada p’ra esconder;
Eu só quero percorrer
O bom caminho em que vou,
Porque a cara sempre dou
Nada receies de mim,
Se optaste em vir assim,
Triste ideia te assaltou!

Porque é que tu não descobres
Perante mim, cara a cara,
Essa atitude tão rara
Com que te ocultas e encobres?
A não ser que tu manobres
Tramóia que desconheço!
Não sou figura de gesso,
Nunca fui manipulado,
Ao espreitares de lado
Vês aquilo que eu pareço.

Transparência é qualidade
Digna de pessoa honrada;
Disfarce, não leva a nada
Que nos mostre a qualidade!
Para saberes de verdade
O que foi que te intrigou,
Vem ter comigo onde estou
Olha p’ra mim frontalmente,
Que se não me olhares de frente
Não vês aquilo que eu sou!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

CESTAS DE POESIA (CLXXV)

Na semana em que pela primeira vez na história da democracia em Portugal uma mulher, Assunção Esteves, é nomeada para o cargo de Presidente da Assembleia da República ( a primeira mulher portuguesa a exigir votar foi Carolina Beatriz Ângelo, em 1911, para o Parlamento Republicano Constitucional); na semana em que arrancou a nova época do Benfica “só” com 42 jogadores embora as novas contratações continuem(Jesus vai fazer o milagre de que joguem 22 jogadores por jogo e em simultâneo, já que tem o “poder” de fazer pensar que onze dos jogadores serão tão somente as sombras dos outros onze…esperto!); na semana em morreram duas pessoas que eu admirava: o Sr. Betencurt em Sousel e o actor Peter Falk, que encarnou a personagem do detective Columbo ; na semana em que Avis recebe, Sábado e Domingo na Zona do Clube Náutico, o V Troféu de Remo Mestre de Avis, que irá contar com a participação de cerca de 300 remadores de 20 equipas de todo o país e em que o 1º prémio é um artístico trabalho do nosso querido escultor Francisco Alexandre; na semana em que o Verão apareceu a sério esperamdo-se já temperaturas a rondar os 40 graus para este fim-de-semana; na semana em que vou ser padrinho de mais uma linda menina ( as meninas mais bonitas do concelho de Avis são todas minhas afilhadas!) passando a contar nada mais nada menos que com NOVE afilhado(a)s de baptizo; ;na semana em que a máquina fotográfica da redacção “DO CASTELO” recobrou as suas totais faculdades “objectivas” eis que chega mais uma Cesta de Poesia.
Denotando uma extraordinária admiração pelo seu Alentejo, JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, de Marvão, delicia-nos hoje com este lindo poema:

Eu nasci no Alentejo
À sombra de uma azinheira
Sou o produto dum beijo
Dum pastor e uma ceifeira!

Cada qual onde nasceu
A sua terra lhe chama
E com mais carinho a ama
Se nessa terra cresceu!
Foi o que me aconteceu
Neste Alentejo que eu vejo
E digo se tenho ensejo
Com certo orgulho e vaidade,
Não sou homem da cidade
Eu nasci no Alentejo.

Alentejano que sou,
É com prazer que o digo,
Renegá-lo não consigo
Nem na mente me passou;
De certeza que não vou
Proceder dessa maneira,
Nem me dá susto a torreira
Se nasci em pleno V’rão,
Neste Alentejo do pão
À sombra duma azinheira!

Sou filho duma amizade
Nascido em meio da pobreza
Criado p’la Natureza
Algures em plena herdade;
Mas digo em boa verdade
Que outra terra não invejo
E gritar é meu desejo
Desde manhã ao sol-pôr:
Eu sou filho do amor!
Sou o produto dum beijo!

Vivo na terra barrenta
Do Alentejo dourado,
Neste chão abençoado
Que muito povo alimenta!
Eu sou aquele que enfrenta
A miséria traiçoeira,
Durante uma vida inteira
Sem da vida dizer mal,
Porque sou filho afinal
Dum pastor e uma ceifeira!


10-05-1995

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A FESTA DA SAÚDE


A FESTA DA SAÚDE e a FEIRA DOS PRODUTOS, a meu ver, são duas das iniciativas mais bem conseguidas pelo Agrupamento Vertical de Escolas de Avis. Se a segunda se realiza no início da Primavera já a Festa da Saúde se realizou precisamente ontem, dia do solstício de Junho.
A entrada da escola esperava-nos um bem conseguido painel como que a dar-nos as boas vindas. Entrar neste espaço é sempre retrocedermos no tempo e lembrarmos os nossos tempos de crianças. Que o digam os elementos do Grupo Coral de Reformados de Alcórrego que se quiseram juntar a esta Festa entoando algumas das muitas cantigas que fazem parte do seu reportório.

Avaliar o índice de massa corporal, é essencial para detectar situações de obesidade. E isso, por ser importante para a saúde, foi feito.
Numa parceria infelizmente raramente vista nesta vila, o Centro de Saúde e a Associação de Diabéticos local avaliaram os valores de Tensão Arterial, Colesterol, Triglicéridos e Glicemia a todos que o desejaram fazer. A terceira idade respondeu em peso a esta iniciativa, esperando calma e ordeiramente a sua vez de serem atendidos. Porque a leitura também é saúde, a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, fez-se representar com uma “banca” de livros e alguns exemplares da sua Folha Informativa Águia.
“DO CASTELO” endereça PARABÉNS a todos aqueles que se envolveram neste projecto, fazendo votos para que, se eventualmente algum dos actuais dinamizadores para o ano não possa estar presente (lagarto, lagarto, lagarto…) haja quem com ânimo e vontade de vencer, prossiga com muitas mais FESTAS DA SAÚDE.
Para já …que venha a próxima!

(Espreitar: http://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=229083953786533&id=100000547913753#!/profile.php?id=100000539314925


Foto 1 : A entrada da escola esperava-nos um bem conseguido painel


Foto 2: Que o digam os elementos do Grupo Coral de Reformados de Alcórrego


Foto 3 : Avaliar o índice de massa corporal, é essencial


Foto 4:  o Centro de Saúde e a Associação de Diabéticos


Foto 5: A terceira idade respondeu em peso a esta iniciativa


Foto 6 : a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, fez-se representar com uma “banca” de livros


segunda-feira, 20 de junho de 2011

UM FIM-DE-SEMANA QUASE CULTURALMENTE PERFEITO

1 – Encerrou mais uma Feira do Livro de Avis. Chegou a altura dos responsáveis analisarem os prós e os contras que a mudança de local para a realização da referida feira ocasionou. No sábado à noite, apesar de uma retirada de palco mal anunciada, o Grupo Coral de Ervedal deu mais um óptimo espectáculo. O frio da noite foi combatido com o entusiástico bater das palmas da assistência. Ontem foi a vez do FAZIGUAL, grupo de teatro do Agrupamento Vertical das Escolas de Avis, prestar uma bem merecida homenagem a José Saramago, coincidindo com o assinalar do 1º aniversário da sua morte.

2 - ANIVERSÁRIO - No passado sábado, o Terreiro d’Alegria – Associação de Idosos, sem fins lucrativos, reuniu no Salão da Junta de Freguesia de Avis, cerca de sessenta associados num almoço comemorativo do 1º aniversário daquela Associação. Fez apresentação pública e animou o almoço, o Grupo de Cantares do Terreiro d’Alegria, que mostrou muito do trabalho desenvolvido, cantando várias canções do seu bem ensaiado reportório.
“DO CASTELO” apresenta parabéns não só aos Órgãos Sociais, na pessoa do Presidente da Direcção, Sr. Luís Borges, como a todos os associados que mantêm activa esta Associação. Bem hajam!

3 – A Fundação Paes Teles, de Ervedal, inaugurou uma exposição fotográfica de Varela Pècurto e assinalou em sessão solene, com vários palestrantes, mais um aniversário do nascimento de Mário Saa.
A Fundação mantém-se viva e com muitas actividades o que, sendo louvável, é sempre agradável de assinalar.

4 – ANTÓNIO CALHAU, de Benavila, foi premiado com uma menção honrosa nos sempre difíceis Jogos Florais da Freguesia da Ameixoeira, em Lisboa, na categoria de Fotografia. A notícia vinculada pelo Correio da Manhã do passado sábado, enche de orgulho todos avisenses, amantes da fotografia.
Ao António Calhau, “DO CASTELO” apresenta os seus parabéns.

Perante isso, porque é que o fim-de-semana foi “só” quase perfeito e não perfeito?, perguntará você. A razão é simples como simples é a resposta: avariou-se a máquina de serviço a “DO CASTELO” e os repórteres não puderam fazer a cobertura fotográfica dos diversos acontecimentos culturais, como era desejo da redacção do blogue.
Azares.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

AÍ ESTÁ A FEIRA DO LIVRO DE AVIS!


Aí está a nossa Feira do Livro. De hoje até domingo. Mudou de sítio, possivelmente menos visível mas muito mais acolhedora, mais maneirinha. Mudou-se para o Mercado Municipal. Quem entra e está habituado a ver por ali queijos mal cheirosos (sem desprimor para os queijos), estranha. Mas gosta. Nós gostámos. Vamos entrando e mais se acentua essa estranha sensação de que qualquer coisa está mal. Mas não está. Está tudo bem. A Alemtudo- Design e Comunicação, Lda, resolveu meter mãos à obra e vai daí tem lá o seu espaço. Aníbal Fernandes, um dos sócios, folheia um exemplar de “Versejando”, da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural à procura das Décimas do Jaime Velez, o Manta-Branca, para mostrar ao seu amigo, António Mota.

- Olha aqui : Eu não vejo senão canalha/De banquete para banquete…

António Mota é um dos autores que hoje fazem apresentação de livros na Feira. António Mota é um homem do Norte e do Futebol Clube do Porto (ninguém é perfeito…). Mas como uma “desgraça” nunca vem só, logo à noite, a partir das 21 horas, teremos outro homem do norte e curiosamente, ou não, do Futebol Clube do Porto…Júlio Magalhães, sobejamente conhecido do grande público.

A Feira respira Rute Reimão: umas dezenas de miúdos saem com as mãos sujas de tintas de um atelier por si orientado. Nas paredes um enorme desenho, nem precisa de assinatura: está lá escarrapachado sem letras: RUTE REIMÃO!

Deparamos com um aviso que nos surpreende. Amanhã, de manhã, há aqui praça. O que quer dizer que hoje à meia-noite toca a recolher todos estes livros para amanhã os tornar a colocar nos mesmos sítios. Que “trabalhêra”! Para quem está por fora, como nós, parecia que seria mais fácil “ajeitar” no espaço ao lado, que também é coberto, umas bancas para os vendedores comerciarem, do que estar a desmanchar tudo e a refazer depois. Mas isto somos nós, repito, que estamos por fora…e não haverá livros a cheirar a queijos dos tais? E a peixe? Não? De certeza?...

No espaço contíguo à feira, fez-se o lançamento do tal livro do primeiro homem do Norte: António Mota que nos trouxe “Os segredos dos Dragões” (que raio de nome…) livro esse ilustrado por quem? Adivinhem. Isso, por Rute Reimão. Esta era fácil, pois se nós já tínhamos dito que a Rute estava em todo o espaço da Feira…

Esta Feira do Livro de Avis deverá ser a passagem de testemunho entre o passado e o futuro.

Para que possa ter conhecimento mais detalhado de todo o programa consulte, clicando aqui :

Foto 1 : Mudou-se para o Mercado Municipal
Foto 2 : Quem entra e está habituado a ver por ali queijos...estranha

Foto 3 : Está tudo bem

Foto 4: Aníbal Fernandes...folheia um exemplar de “Versejando”...

Foto 5: ...está lá escarrapachado sem letras: RUTE REIMÃO!

Foto 7: Deparamos com um aviso que nos surpreende

Foto 8 : António Mota que nos trouxe “Os segredos dos Dragões”...ilustrado por Rute Reimão
Foto 9: Esta Feira do Livro de Avis deverá ser a passagem de testemunho entre o passado e o futuro.




CESTAS DE POESIA CLXXIV)

Na semana em que me esqueci de ver o eclipse da lua; na semana em que PASME-SE! – futuros juízes deste país copiaram descaradamente os exames a que se estavam a submeter; na semana em que arranca, já hoje, mais uma Feira do Livro, em Avis; na semana em que parece já haver governo quase completo para governar não se sabem por quanto tempo...; na semana em que o Terreiro d’Alegria – Associação de Reformados completa o seu primeiro aniversário, eis que chega mais uma Cesta de Poesia.

Em equipa que ganha não se mexe. Não mexamos então na equipa chefiada por JOSÉ DA SILVA MÁXIMO e os seus versos. Ora vejam lá se gostam disto assim:

Meus versos saem do peito
Não são versos de alta gama;
São “materiais” com defeito
Não são poemas de fama!

Sem grandes aspirações
Faço versos com amor
E mostro, seja a quem for,
Minhas pobres criações;
Nunca recebi lições
À crítica me sujeito,
Só porque tenho algum jeito
Vou teimando em escrever
E quase sem saber ler
Meus versos saem do peito.

Por gostar da poesia
A ela sou dedicado;
Uns anos tenho passado
A rimar de noite e dia!
Escrever dá-me alegria
Versejar é meu programa,
Às vezes até na cama
Eu faço versos a fio,
Mas sei que os versos que crio
Não são versos de alta gama.

As rimas vou procurando
Com apego e persistência,
Com vontade e paciência
A custo as vou encontrando;
Aqui e ali tropeçando
Num caminho tão estreito,
São “materiais” que eu ajeito
E uso para compor,
Que sendo de um amador
São “materiais” com defeito.

Com afinco eu persisti
E digo em boa verdade
Que a força e a vontade
Em nenhum caso a perdi;
Foi teimando que venci
Sem nunca cair na lama,
Não se pagou minha chama
Mesmo a saber de antemão
Que versos sem instrução
Não são poemas de fama.

Setembro de 2010

quarta-feira, 15 de junho de 2011

ASSUSTADORAMENTE ACTUAL...

Uma passagem da história....

Assustadoramente actual!

Diálogo entre Colbert e Mazarin durante o reinado de Luís XIV:

Colbert:

- Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço?

Mazarin:

- Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado? o Estado, esse, é diferente!!!
Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se? Todos os Estados o fazem!

Colbert:

- Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?

Mazarin:

- Criam-se outros.

Colbert:

- Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarin:

- Sim, é impossível.

Colbert:

- E então os ricos?

Mazarin:

- Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert:

- Então como havemos de fazer?

Mazarin:

- Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente!
Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: são os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres.
É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais!
Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável
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in "Le Diable Rouge", de Antoine Rault

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Jean-Baptiste Colbert (Reims, 29 de agosto de 1619 - Paris, 6 de Setembro de 1683) foi um político francês que ficou conhecido como ministro de Estado e da economia do rei Luís XIV. Instalou o Colbertismo na França, onde teve uma grande importância no desenvolvimento do mercantilismo ou da teoria mercantilista, bem como das práticas de intervenção estatal na economia, que o mercantilismo advogava.


Jules Mazarin, nascido Giulio Raimondo Mazzarino e conhecido como Cardeal Mazarin, (Pescina, 14 de julho de 1602 - 9 de março de 1661) foi um completo estadista italiano radicado em França,primeiro-ministro deste país de 1642 até à sua morte. Era um notável coleccionador de arte e jóias, particularmente diamantes, que deixou por herança (os "diamantes Mazarin") a Luís XIV em 1661, alguns dos quais permanecem na colecção do museu do Louvre em Paris.