Foto1 - Na mesa: Anabela Canela, Ribeirinho Leal, Américo Duarte e Plínio Neves
Foto 2 - O almoço convívio...
Foto 3 - A Junta de Freguesia de Avis promotora do evento...
Foto 4 - O "savoir faire" do João Milheiras...
Foto 5 - Os irmãos "Martinho" ou uma questão de dentaduras...
Foto 6 - O "selo" de um poeta...
Foto 7 - Américo Duarte ladeado por Plínio Neves e José Nabo, directores da Rádio Portalegre...
Apoiado pelo Município de Avis e pela Junta de freguesia local, o evento decorreu no Auditório Municipal de Avis, tendo participado cerca de duas dúzias de poetas e poetisas, vindos de localidades tão díspares como Aldeia Velha, Alter do Chão, Avis, Campo Maior, Entroncamento, Ervedal, Évora, Galveias, Portalegre, Sousel, Urra e Vila Viçosa.
A Direcção da Rádio Portalegre quis estar presente como prova de apoio a este programa que tanta simpatia tem granjeado junto dos ouvintes daquela estação emissora.
Depois foi oferecido um lauto almoço nas instalações do Restaurante Clube Náutico, em Avis, almoço com a “assinatura” da cozinheira Sílvia Laires e com o “savoir faire” do gerente João Milheiras.
“DO CASTELO” apresenta os parabéns à Rádio Portalegre e em especial À “Voz do Sôr” e ao Américo Duarte”.
Para a posteridade, deixo-vos com a poesia apresentada pelo nosso amigo Fernando Máximo ( em baixo), e com algumas fotografias deste acontecimento cultural. (em cima).
UM CONSELHO DE AMIGO: OIÇA AMÉRICO DUARTE
I
Se o dia lhe correu mal
Se ao de ontem foi igual
Mande o azar àquela parte
Duma forma destemida
Dê a volta à sua vida
Oiça Américo Duarte!
II
Se a semana que o espera
É custosa, é severa,
Pois permita-me um àparte:
Mande lixar o trabalho
Não se sinta num frangalho
Oiça Américo Duarte!
III
Se se zanga co’a mulher
Sem saber o que ela quer
Você disso não se farte:
Como um cão que não tem dono
Se for p’rá cama sem sono
Oiça Américo Duarte!
IV
Se a crise lhe traz má sorte
Você com tal não se importe:
Mais vale isso que um enfarte
Escute a telefonia
E lá para o fim do dia
Oiça Américo Duarte!
V
Se o reumático atacar
De nada vale se queixar,
Desfrute até que se farte:
Ponha papas de linhaça
E para ver se isso passa
Oiça Américo Duarte!
VI
Pois se o seu clube perdeu
E isso muito o entristeceu
Por falta de engenho ou arte,
Beba já uma sangria
E p’ra perder essa azia
Oiça Américo Duarte!
VII
Jogou no euromilhões
E acha que são aldrabões
Não indo no seu encarte?
Não ‘tá só nessa ilusão
Dê-me cá a sua mão
Oiça Américo Duarte!
VIII
Se o seu desporto é pescar
E só sabe festejar
Quando pesca um espadarte
Não desista e prossiga
Que a vida é uma cantiga:
Oiça Américo Duarte!
IX
Se o trabalho está tremido
Por mudança do partido
E arranjou um bacamarte
Ó homem tenha lá calma!
…Dê mais paz à sua alma
Oiça Américo Duarte!
X
Apesar de não ser velho
Vou-lhe dar mais um conselho:
Faça da PAZ estandarte
Deite fora esse rancor
Oiça sempre a Voz do Sôr
Oiça Américo Duarte!
Autor: Fernando Máximo/Avis
09-07-2011