Foto da semana: Estrela na Torre da Rainha: aplaude-se a redução na iluminação de Natal
Na semana em que um amigo de caminhadas solitárias foi atacado por dois cães na Horta do Chão, tendo-lhe valido o facto de levar um pequeno bastão com que se defendeu das "feras"; na semana em que a Antiga E.N. 243 foi devidamente varrida, como qualquer outra artéria da vila de Avis; na semana em que se concluiu que não era necessária uma grande iluminação de Natal para o celebrar condignamente bastando apenas uma simples estrela colocada no cimo da Torre da Rainha, como a foto da semana atesta; na semana em que soube que o Cabaz de Natal da Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis premiou o número 362 pertencente ao Sr. Eurico Barradas, de Benavila; na semana em que se prepara mais uma corrida de S. Silvestre em Avis, a realizar amanhã, dia 31; na semana em que nos vamos despedir do maldito 2011 com dois "raveillons", em Avis; na semana em que consta que os dois "reveillons" se encontram esgotados (afinal onde está a crise?); na semana em que vamos receber o mal fadado 2012, eis que chega mais uma Cesta de Poesia.
É usual nas zonas raianas, dizer-se com certo picante, que se vai a Espanha buscar uma espanhola desmontada e que depois se monta cá. Falando de bonecas, obviamente. Pois o nosso poeta JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, tentou a sua sorte e teve algum trabalho para montar a dita (boneca) espanhola, como se pode antever, lendo as seguintes décimas, de sua autoria.
Fui uma espanhola buscar
Das que vêm desmontadas;
Não fui capaz de a montar
Deixei-lhe as pernas trocadas!
Foi um trabalho exaustivo
Por estranho que pareça,
P’ra colocar a cabeça
Meu principal objectivo!
Foi moroso e cansativo
Fartei-me de trabalhar,
Foi uma noite sem par
Aquela que então passei,
Pois como já vos contei
Fui uma espanhola buscar.
Por ter ouvido dizer
Que elas são excepcionais
Não são às outras iguais
E causam maior prazer!
Por isso é que eu quis saber
Se eram bem apetrechadas,
Dizem que são enfeitadas,
Para saber se era assim
Fui e trouxe uma p’ra mim
Das que vêm desmontadas.
Montei a parte do peito
Tudo correu menos mal,
Fui montando o animal
Peça a peça com preceito;
Despido de preconceito
Montei até me fartar,
Depois de muito tentar
É que percebi então
Tinha a matéria à mão
Não fui capaz de a montar!
Chego à parte mais soez
E ao meter os parafusos,
Vi que tinha havido abusos
Pois já lhe faltavam três!
Tentei de novo outra vez
Pôr-lhe as pernas ajeitadas,
Mesmo assim mal apertadas
Eu queria era montá-las,
Enganei-me ao apertá-las
Deixei-lhe as pernas trocadas!
12-10-2006





















