sexta-feira, 17 de junho de 2011

AÍ ESTÁ A FEIRA DO LIVRO DE AVIS!


Aí está a nossa Feira do Livro. De hoje até domingo. Mudou de sítio, possivelmente menos visível mas muito mais acolhedora, mais maneirinha. Mudou-se para o Mercado Municipal. Quem entra e está habituado a ver por ali queijos mal cheirosos (sem desprimor para os queijos), estranha. Mas gosta. Nós gostámos. Vamos entrando e mais se acentua essa estranha sensação de que qualquer coisa está mal. Mas não está. Está tudo bem. A Alemtudo- Design e Comunicação, Lda, resolveu meter mãos à obra e vai daí tem lá o seu espaço. Aníbal Fernandes, um dos sócios, folheia um exemplar de “Versejando”, da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural à procura das Décimas do Jaime Velez, o Manta-Branca, para mostrar ao seu amigo, António Mota.

- Olha aqui : Eu não vejo senão canalha/De banquete para banquete…

António Mota é um dos autores que hoje fazem apresentação de livros na Feira. António Mota é um homem do Norte e do Futebol Clube do Porto (ninguém é perfeito…). Mas como uma “desgraça” nunca vem só, logo à noite, a partir das 21 horas, teremos outro homem do norte e curiosamente, ou não, do Futebol Clube do Porto…Júlio Magalhães, sobejamente conhecido do grande público.

A Feira respira Rute Reimão: umas dezenas de miúdos saem com as mãos sujas de tintas de um atelier por si orientado. Nas paredes um enorme desenho, nem precisa de assinatura: está lá escarrapachado sem letras: RUTE REIMÃO!

Deparamos com um aviso que nos surpreende. Amanhã, de manhã, há aqui praça. O que quer dizer que hoje à meia-noite toca a recolher todos estes livros para amanhã os tornar a colocar nos mesmos sítios. Que “trabalhêra”! Para quem está por fora, como nós, parecia que seria mais fácil “ajeitar” no espaço ao lado, que também é coberto, umas bancas para os vendedores comerciarem, do que estar a desmanchar tudo e a refazer depois. Mas isto somos nós, repito, que estamos por fora…e não haverá livros a cheirar a queijos dos tais? E a peixe? Não? De certeza?...

No espaço contíguo à feira, fez-se o lançamento do tal livro do primeiro homem do Norte: António Mota que nos trouxe “Os segredos dos Dragões” (que raio de nome…) livro esse ilustrado por quem? Adivinhem. Isso, por Rute Reimão. Esta era fácil, pois se nós já tínhamos dito que a Rute estava em todo o espaço da Feira…

Esta Feira do Livro de Avis deverá ser a passagem de testemunho entre o passado e o futuro.

Para que possa ter conhecimento mais detalhado de todo o programa consulte, clicando aqui :

Foto 1 : Mudou-se para o Mercado Municipal
Foto 2 : Quem entra e está habituado a ver por ali queijos...estranha

Foto 3 : Está tudo bem

Foto 4: Aníbal Fernandes...folheia um exemplar de “Versejando”...

Foto 5: ...está lá escarrapachado sem letras: RUTE REIMÃO!

Foto 7: Deparamos com um aviso que nos surpreende

Foto 8 : António Mota que nos trouxe “Os segredos dos Dragões”...ilustrado por Rute Reimão
Foto 9: Esta Feira do Livro de Avis deverá ser a passagem de testemunho entre o passado e o futuro.




CESTAS DE POESIA CLXXIV)

Na semana em que me esqueci de ver o eclipse da lua; na semana em que PASME-SE! – futuros juízes deste país copiaram descaradamente os exames a que se estavam a submeter; na semana em que arranca, já hoje, mais uma Feira do Livro, em Avis; na semana em que parece já haver governo quase completo para governar não se sabem por quanto tempo...; na semana em que o Terreiro d’Alegria – Associação de Reformados completa o seu primeiro aniversário, eis que chega mais uma Cesta de Poesia.

Em equipa que ganha não se mexe. Não mexamos então na equipa chefiada por JOSÉ DA SILVA MÁXIMO e os seus versos. Ora vejam lá se gostam disto assim:

Meus versos saem do peito
Não são versos de alta gama;
São “materiais” com defeito
Não são poemas de fama!

Sem grandes aspirações
Faço versos com amor
E mostro, seja a quem for,
Minhas pobres criações;
Nunca recebi lições
À crítica me sujeito,
Só porque tenho algum jeito
Vou teimando em escrever
E quase sem saber ler
Meus versos saem do peito.

Por gostar da poesia
A ela sou dedicado;
Uns anos tenho passado
A rimar de noite e dia!
Escrever dá-me alegria
Versejar é meu programa,
Às vezes até na cama
Eu faço versos a fio,
Mas sei que os versos que crio
Não são versos de alta gama.

As rimas vou procurando
Com apego e persistência,
Com vontade e paciência
A custo as vou encontrando;
Aqui e ali tropeçando
Num caminho tão estreito,
São “materiais” que eu ajeito
E uso para compor,
Que sendo de um amador
São “materiais” com defeito.

Com afinco eu persisti
E digo em boa verdade
Que a força e a vontade
Em nenhum caso a perdi;
Foi teimando que venci
Sem nunca cair na lama,
Não se pagou minha chama
Mesmo a saber de antemão
Que versos sem instrução
Não são poemas de fama.

Setembro de 2010

quarta-feira, 15 de junho de 2011

ASSUSTADORAMENTE ACTUAL...

Uma passagem da história....

Assustadoramente actual!

Diálogo entre Colbert e Mazarin durante o reinado de Luís XIV:

Colbert:

- Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço?

Mazarin:

- Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado? o Estado, esse, é diferente!!!
Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se? Todos os Estados o fazem!

Colbert:

- Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?

Mazarin:

- Criam-se outros.

Colbert:

- Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarin:

- Sim, é impossível.

Colbert:

- E então os ricos?

Mazarin:

- Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert:

- Então como havemos de fazer?

Mazarin:

- Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente!
Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: são os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres.
É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais!
Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável
.

 
in "Le Diable Rouge", de Antoine Rault

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Jean-Baptiste Colbert (Reims, 29 de agosto de 1619 - Paris, 6 de Setembro de 1683) foi um político francês que ficou conhecido como ministro de Estado e da economia do rei Luís XIV. Instalou o Colbertismo na França, onde teve uma grande importância no desenvolvimento do mercantilismo ou da teoria mercantilista, bem como das práticas de intervenção estatal na economia, que o mercantilismo advogava.


Jules Mazarin, nascido Giulio Raimondo Mazzarino e conhecido como Cardeal Mazarin, (Pescina, 14 de julho de 1602 - 9 de março de 1661) foi um completo estadista italiano radicado em França,primeiro-ministro deste país de 1642 até à sua morte. Era um notável coleccionador de arte e jóias, particularmente diamantes, que deixou por herança (os "diamantes Mazarin") a Luís XIV em 1661, alguns dos quais permanecem na colecção do museu do Louvre em Paris.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

CESTAS DE POESIA (CLXXIII)

Na semana em que concluí que efectivamente as pessoas não estão preparadas para o que aí vem de mau, pela mão do FMI (que, coitados, não têm culpa de cá terem sido chamados), dado que vi no Continente/Modelo de Ponte de Sôr um casal avisense, de parcos recursos económicos, que se deslocou àquela superfície comercial, imagine-se, detáxi; na semana em que Paulo Portas fez jus ao ditado de que “ trabalho é trabalho e conhaque é conhaque” contratando o advogado Garcia Pereira para tentar fazer a “cama” à Eurodeputada Ana Gomes; na semana em que se anuncia para os próximos dias 17, 18 e 19 de Junho a Feira do Livro de Avis, este ano no Mercado Municipal, eis que chega mais uma Cesta de Poesia.
JOSÉ DA SILVA MÁXIMO é um poço inesgotável de bem saber fazer décimas. Qualquer tema lhe serve. O que hoje aqui vos deixo é disso um exemplo:

Em qualquer canto perdido
Do Alentejo dourado
Há um poeta escondido
Vivendo sem ser notado

Ser poeta é ser alguém
Que passa a vida escrevendo,
Às vezes desconhecendo
O valor que o verso tem;
Vai rimando mal ou bem
O que lhe vem ao sentido,
Quantas vezes ele é tido
Como um Bem ignorado,
Podendo ser encontrado
Em qualquer canto perdido.

Quantas vezes acontece
O poeta ao escrever,
Empenhar o seu saber
Que depois de graça of’rece;
No final quando aparece
O trabalho terminado,
Muitas vezes inspirado
No rebanho ou no pastor,
E no sol tão criador
Do Alentejo dourado.

Há poetas que malmente
Sabem seu nome fazer!
Mas sabem compreender
O que um bom verso consente;
Se houver dúvidas na mente
Do homem culto, instruído,
Que entre despercebido
Numa cabana singela,
Porque às vezes dentro dela
Há um poeta escondido.

O poeta popular
Não extravasa cultura!
É humilde criatura
Que se esfalfa a trabalhar;
Nessa canseira sem par
Com a terra misturado,
Apascentando o gado
Hora a hora, dia a dia,
Vai fazendo poesia
Vivendo sem ser notado.

terça-feira, 7 de junho de 2011

AINDA A TEMPO...

Como acontece há muitos anos, o Município de Avis promove na altura própria, um concurso de quadras populares alusivas ao aniversário do 25 de Abril e à sua envolvência. Este ano não foi excepção.
“DO CASTELO” saúda esse facto e regozija-se por a escolha dos melhores trabalhos se fazer agora sobre anonimato. Saúda ainda os distinguidos neste ano de 2011, cujos nomes, trabalhos e classificações reproduz em baixo, com o seu mais sincero pedido de desculpas por só agora o fazer.
Vale mais tarde do que nunca.

Num avante Abril de anais da história
Floriu a Liberdade, flor do craveiro
Filha da luta não rendida à vil escória
P’ra ser raiz d’igualdade dum povo inteiro

DINIS REIS SUTIL MUACHO – 1º CLASSIFICADO

Gente de força e determinação
Feita de suor, lágrimas mil
Libertou-se da opressão
E conquistou os valores de Abril

LÍGIA MARIA NOBRE PARREIRA – 2º CLASSIFICADO

Era noite e fez-se dia
Cada um valeu por mil
Do medo fez-se alegria
No “vinte e cinco” de Abril

ANIBAL JOSÉ SILVA FERNANDES – 3º CLASSIFICADO

segunda-feira, 6 de junho de 2011

ACABOU O CIRCO!

Acabou o circo. Desmanchou-se a tenda das ilusões e os actores tiraram as máscaras de palhaços ricos com que durante a campanha eleitoral nos atazanaram as mentes e colocaram as máscaras de palhaços pobres, que afinal nunca deixaram de o ser.
Como que por magia, lembraram-se do “papão” chamado FMI. Haviam-no olvidado propositadamente durante a campanha. Não dava jeito falar nele. Agora ele aí está de novo, qual Adamastor com espada afiada sobre as nossas cabeças.
Mas o “circo” das nossas vidas tem que prosseguir: apressem-se a tomar conta das novas “cadeiras” do espectáculo, aqueles que pretendem substituir as plateias do clientelismo, pois que é chegada altura de novas mudanças na assistência do circo da vida. Mudanças só de cadeiras, obviamente, porque de resto, já sabemos o que infelizmente nos espera. Sempre foi assim.
O circo vai continuar: troquem-se os falsos palhaços por autênticos “faquires”, números de setas, e muitas caraças de horrores e pesadelos.
Quanto a nós, Zé Povinho, faremos números de contorcionistas e teremos que nos tentar equilibrar em cima do arame que cada vez se torna mais escorregadio, estreito e com tendência a cair no abismo onde as cobras e os leões nos esperam para nos devorar.
Do bom espectáculo de circo, do tempo das vacas gordas que só alguns comeram, vamos regressar a muito breve prazo para os antigos “títeres” da miséria, e estes “títeres” integrarão os que não comeram das tais vacas gordas…também sempre foi assim.
Uma coisa é certa: ninguém pode fazer milagres.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

CESTAS DE POESIA (CLXXII)

Na semana em que o Partido Socialista começa a pensar seriamente em encontrar um novo Secretário-Geral; na semana em que Avis foi mais uma vez varrida por uma onda de assaltos; na semana em que a violência gratuita se passeou por um dos cafés da nossa vila; na semana em que uma pessoa muito querida se apoderou do meu computador, por motivos de trabalho, impedindo-me de fazer o habitual uso dele – dois galos para um só poleiro, é sempre problemático…- eis que chega então mais uma Cesta de Poesia.
Nem a propósito: o tema dos IX Jogos Florais de Avis foi “O saber” e JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, que até é um dos elementos do Júri, fez já há alguns anos umas décimas intituladas precisamente de:

O SABER

Gosto muito de aprender
Gosto muito de estudar
Mais vale a gente saber
Do que ter que perguntar

Desde que na escola andei
Adquiri gosto p’lo estudo;
Como ninguém sabe tudo
Eu também, tudo não sei!
Ao estudo dediquei
Minhas horas de lazer,
Passo minha vida a ler
Livros, revistas, jornais,
Meu desejo é saber mais,
Gosto muito de aprender!

Se alguém vier ter comigo
Porque está embaraçado,
Precisa ser informado
Vem escutar o que eu digo;
Se informá-lo não consigo
Muito me vai magoar!
Fico sem jeito a pensar:
Afinal p’ra que é que eu vivo?
Talvez por esse motivo
Gosto muito de estudar!

Quem a ler não aprendeu
Muita coisa desconhece;
Sabe só o que acontece
Na terra onde nasceu;
Por não ter escola ou liceu
Não se deixa de viver!
Mas continuo a dizer
Que em qualquer circunstância
P’ra viver na ignorância
Mais vale a gente a saber!

Certo que a sabedoria
Traz mais responsab’lidade;
Quem desconhece a verdade
Não sabe, não se arrelia!
Sinto em mim uma alegria
Difícil de igualar
Sempre que posso informar
Em vez de ser informado!
Prefiro ser procurado
Do que ter de perguntar!

sábado, 28 de maio de 2011

CESTAS DE POESIA ( CLXXI )

NOTA: por motivos que não consigo explicar, o sistema informático não me deixou ontem, sexta-feira, aceder ao Blogue. Àqueles que habitualmente seguem as “Cestas de Poesia” as minhas desculpas.


Na semana em que a ASSOCIAÇÃO DE APOIO AOS DIABÉTICOS DO CONCELHO DE AVIS inaugurou na sua sede um BANCO DE AJUDAS TÉCNICAS; no dia em que começa em Avis mais uma recolha de géneros alimentícios para o Banco Alimentar Contra a Fome, este ano da responsabilidade da Associação de Reformados de Avis (ASRPICA); na semana em que se começou a perceber a razão pela qual o “loirinho” Jesus, treinador do Benfica, tinha uma obsessão doentia que o obrigava a colocar o frangueiro guarda-redes Roberto a jogar sempre nas balizas do glorioso (…e o César Peixoto?); numa semana em que fomos de novo intoxicados com promessas políticas de tal modo enganosas que me obrigaram a ter a Televisão permanentemente no Canal Panda e a ver desenhos animados do Pinóquio; na semana em que a ASSOCIAÇÃO HUNMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS AVISENSES cumpre mais um aniversário, eis que chega mais uma Cesta de Poesia.
Continuamos por aqui a dar voz a JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, que hoje nos traz uma poesia dedicada ao seu e nosso Alentejo, de agora e de antanho.
Eu gosto.

No Alentejo de agora
Já nada parece igual
Ao Alentejo de outrora
Celeiro de Portugal!

Quando eu em tempos passava
Pelo Alentejo do pão,
Via com satisfação
Que o Povo o pão semeava!
O Alentejo tudo dava
Com muito trabalho, embora,
Muito suor hora a hora
O alentejano escorria,
O que não vejo hoje em dia
No Alentejo de agora.

Foram trigais jóia rara
Onde a miude se via
Um ninho de cotovia
Oculto em meio da seara!
Custa-me os olhos da cara
Esta pobreza total
Que para o Povo é fatal
Os campos abandonados,
São só ervas e silvados
Já nada parece igual.

Parece que ‘inda estou vendo
A força do lavrador!
Fosse arado ou tractor
A terra dura mexendo!
A seara ia fazendo
E logo ao romper da aurora,
Lá seguia campos fora
A cantar alegremente,
Tudo isso era inerente
Ao Alentejo de outrora.

Que saudades ao lembrar
O meu Alentejo antigo,
Quando as searas de trigo
Ondeavam como o mar!
Não me posso conformar
Com a mudança geral
Pois já não vejo o trigal
Verdinho na Primavera,
Quando o Alentejo era
Celeiro de Portugal


05.06.2007

quarta-feira, 25 de maio de 2011

AVIS RESPIROU CULTURA!

 O fim-de-semana passado foi um fim-de-semana culturalmente cheio e rico em Avis.

No sábado, o Auditório Municipal Ary dos Santos recebeu mais de 170 pessoas para assistirem à sessão de encerramento dos IX Jogos Florais de Avis e aplaudir não só os concorrentes distinguidos como para aplaudir a superior actuação da Orquestra de Harmónicas de Ponte de Sôr.
A Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, organizadora deste evento, está mais uma vez de parabéns.



Foto 1 - "...o Auditório Municipal Ary dos Santos recebeu mais de 170 pessoas para assistirem à sessão de encerramento dos IX Jogos Florais de Avis e ..."



Foto 2 - "...para aplaudir a superior actuação da Orquestra de harmónicas de Ponte de Sôr."



Por sua vez no Domingo, a jovem poetisa SILVIA CERICO, lançou mais dois livros, desta vez na Fundação Pais Teles, em Ervedal.
Perante uma sala bem emoldurada de público amigo e admirador, Sílvia Cerico, apesar das lágrimas emocionais do momento, era uma pessoa feliz.
“DO CASTELO” apresenta os parabéns à escritora com votos de muitos êxitos na sua carreira de poetisa.




Foto 1 - "...Sílvia Cerico, apesar das lágrimas emocionais do momento..."
Foto 2 - "...era uma pessoa feliz."

sexta-feira, 20 de maio de 2011

CESTAS DE POESIA (CLXX)

Em véspera da sessão de encerramento dos IX Jogos Florais de Avis, a ocorrer amanhã, sábado dia 21 de Maio, a partir das 14,30h no Auditório Municipal Ary dos Santos, em Avis, com a presença da ORQUESTRA DE HARMÓNICAS DE PONTE DE SÔR; na semana em que o Futebol Clube do Porto ganhou mais uma taça internacional e se prepara para ganhar mais uma taça de Portugal em futebol; numa semana em que como já se viu o mau tempo fez graves estragos no concelho de Avis; na semana em que a Fundação Maria da Piedade Varela Dias, tornou pública a sua vontade de “Conceber, organizar e desenvolver uma Universidade Sénior” em Avis eis que chega mais uma Cesta de Poesia.
Vejamos a facilidade com que o poeta JOSÉ DA SILVA MÁXIMO brinca com as palavras para fazer autênticas obras de arte em Décimas, apenas atingível por muito poucos:

Quis um dia ser poeta
Fazer versos e rimá-los;
Era por fim minha meta
Depois de feitos, juntá-los

Sem saber o que fazia
Fiz uns versos sem saber
Tão só para me entreter
Dar largas à fantasia!
Pensei de noite e de dia
Numa azáfama completa,
Corri que nem um atleta
Na minha imaginação
E assim do pé p’rá mão
Quis um dia ser poeta.

Uma ideia genial
Que me passou p’la cabeça,
Por estranho que pareça
Eu nunca tive outra igual!
Fui rimando bem ou mal,
Fiz erros a intervalos,
Mas fui tentando emendá-los
Com mais ou menos canseira
Porque é uma trabalheira
Fazer versos e rimá-los.

Eu queria a todo o custo
Fazer uns versos bonitos
E depois de os ter escritos
Dar por terminado o susto!
Que o seu valor fosse justo
Numa avaliação concreta,
Ser a forma mais correcta
Em harmonia perfeita,
Ter uma quadra bem feita
Era por fim minha meta.

Ao fim de um trabalho intenso
Fui ver o que tinha feito
Com mais ou com menos jeito
Escrever é o que eu penso!
Já sinto um prazer imenso
Vão meus dedos dando estalos,
Vou ler bem e agrupá-los
Que eram esses meus cuidados,
Fazer uns versos rimados
Depois de feitos, juntá-los.

Maio de 2008
















quinta-feira, 19 de maio de 2011

O TEMPORAL ASSOLOU O CONCELHO DE AVIS

Os fortes ventos e chuvadas de trovoada que nos últimos dias assolaram o concelho de Avis, deixaram marcas em vários sítios.
Em Avis, uma cerejeira de porte considerável foi derrubada pela força do vento num quintal adjacente às Ruas Antiga E. N. 243 e R. Dr. Francisco Salgado Zenha, tendo sido arrancada pela raiz.
No entanto foi em Alcórrego que mais se fizeram sentir os efeitos das águas descontroladas. Ao que apurámos a água inundou umas três casas sendo que a se situa na R. 1º de Maio foi a mais afectada. Aqui a água chegou aos 60cm de altura. marcados na porta do lado do quintal, sendo que do lado oposto, do lado da entrada principal, não deveria ter andado muito longe dessa altura e pior seria se não tivesse rebentado um muro que esvaziou o "lago" artificial, levando pedras e água em cadadupa. Armários, camas, electrodomésticos, tudo ficou inundado. Um carro que se encontrava estacionado nas imediações foi deslocado pelas águas, bem aí uns dez metros.
Os donos da moradia inundada receiam por situações semelhantes e  reclamam por medidas que evitem a repetição destes cataclismos, medidas essas que em seu entender, dizem existirem.


Foto 1 : "Em Avis, uma cerejeira de porte considerável foi derrubada pela força do vento..."
Foto 2 : "No entanto foi em Alcórrego que mais se fizeram sentir os efeitos das águas...armários...tudo ficou inundado..."

Foto 3: " Um carro que se encontrava estacionado nas imediações foi deslocado pelas águas, bem aí uns dez metros."

Foto 4: "... e pior seria se não tivesse rebentado um muro que esvaziou o "lago" artificial..."

Foto 5: "...levando pedras e água em cadadupa..."
Foto 6: "... a água chegou aos 60cm de altura. marcados na porta do lado do quintal..."

quarta-feira, 18 de maio de 2011

AMANHÃ, QUINTA-FEIRA, HÁ CAFÉ COM LETRAS

Amanhã realizar-se-á o antepenúltimo Café com Letras de 2011, segundo informação recolhida junto da Direcção da ACA, promotora destas tertúlias.
Como convidado e para nos falar sobre “ A VINHA E O VINHO”, estará presente o Engenheiro JOÃO RATO, há vários anos ligado a estas temáticas.
Porque o tema mete vinho, nunca se sabe se não haverá por lá uma prova, tanto mais que o Engenheiro João Rato acaba de lançar no mercado mais uma marca com a sua chancela: o “RAMOS RATO”.
“ALCORREGVS” já tem presença assídua em muitos dos lares portugueses e o “RAMOS RATO” para lá caminha…
Pelo sim pelo não apareça amanhã, pelas 18 horas na sede da ACA. Não se via arrepender.

domingo, 15 de maio de 2011

HOJE AINDA PODE (E DEVE) VIR À FEIRA MEDIEVAL DE AVIS

Se não pôde vir ontem, ainda o poderá fazer hoje. Venha à Feira Medieval de Avis.
Não se esqueça que até ao "Auto de encerramento da Feira e lavagem dos cestos e almotolias" haverá Feira e isso só irá acontecer lá para as 21 horas.
Ontem, por exemplo, foi assim...e muito mais:

Foto 1 : Animação q.b.

Foto 2 : Muita Gente gira


Foto 3: Gente muito Gira...


Foto 4: Ambiente medievalesco


Foto 5 : Autênticos "mestres" dos seus mesteres...

Foto 6 : Muita azáfama na zona dos trabalhos, aviando "feijoada de bacorinho"...

Foto 7: "DO CASTELO" registou o exacto momento em que um bem disfarçado mouro sarraceno dos tempos modernos, tentou assassinar o velho Conde de "MONTANELAS", em pleno palco da Feira e com a própria espada do Senhor Conde de "MONTANELAS"...

sábado, 14 de maio de 2011

VENHA À FEIRA MEDIEVAL

Se você consegue imaginar como serão os espaços abaixo retratados, cheios de gente trajados á moda medieval, é feliz por isso. Mas se você vier até Avis (hoje ou amanhã) e vir, efectivamente com os seus próprios olhos, estes espaços cheios de vida medieval, então aí você não será feliz, mas sim MUITO FELIZ!

Venha à Feira e visite a exposição de fotografia na Casa de Cultura de Avis. Vai gostar!


FOTO: PATOS À MODA ANTIGA

FOTO: FOLIAS

FOTO : ALEGRIAS

FOTO: COMERES

   FOTO: MERCADORES

sexta-feira, 13 de maio de 2011

CESTAS DE POESIA (CLXIX)

Na semana em queOs Homens da Luta” obtiveram a esperada eliminação do mundo das canções eurofestivaleiras (só o Benfica 2010/2011 poderia fazer pior…); no dia em que os treinadores, actuais ou futuros, do Sporting e Porto esfregam as mãos de contentes pelo facto do loirinho Jesus afirmar que continua a contar com o guarda-redes Roberto nas balizas do Benfica para a próxima época; no dia em que começou mais uma Feira Medieval em Avis; no dia em que apareceram os cartazes que anunciam a realização da sessão de encerramento dos IX Jogos Florais de Avis, organizados pelos Amigos de Aviz, com a presença de premiados e da Orquestra de Harmónicas de Ponte de Sôr, chega a nova cesta de Poesia.
Numa altura em continua a aumentar o úmero de pobres em Portugal, JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, matutou sobre o assunto e escreveu esta coisinha bonita. Leiam com olhos de ler:

Ao rico tudo lhe basta,
Ao pobre nada sobeja;
O rico nunca se arrasta,
O pobre tanto rasteja!

Neste mundo em que vivemos
Houve sempre e há-de haver
Várias formas de viver
Que a custo compreendemos;
Consoante aquilo que temos
Ninguém do rumo se afasta,
Enquanto o pobre se agasta
Sem saber o que é fartura,
Ao rico tudo perdura,
Ao rico tudo lhe basta

Quem nasceu para ser pobre
Não tem outra alternativa;
Por muitos anos que viva
Não vai juntar nem um cobre!
Sempre a miséria descobre
Por mais poupado que seja!
No trabalho a mão caleja
E vê-se sempre empenhado,
Ao invés do abastado
Ao pobre nada sobeja.

A quem tem muito de seu
Nunca a miséria assaltou!
Trabalhar não precisou
Porque já rico nasceu!
Tudo de bom Deus lhe deu
A sorte não foi madrasta,
Ele nem sabe o que gasta
Porque tem sempre de sobra,
Enquanto o pobre se dobra
O rico nunca se arrasta.

A desejada igualdade
Será de todo impossível,
Embora pareça crível
Não vejo possibilidade!
Há dif’renças de vontade,
Quem queira ver e não veja,
Que enquanto o pobre peleja
Sem saber se ávida é boa,
O rico tão alto voa,
O pobre tanto rasteja

Nota: não sei como, "sumuiu-se" o posto que ontem coloquei e que anunciava a Feira Medieval em Avis.
 Mistérios...

quinta-feira, 12 de maio de 2011

EM AVIS JÁ "CHEIRA" A FEIRA MEDIEVAL

Hoje a vila acordou calma como sempre. O silêncio do novo amanhecer apenas era cortado pelo uivar de algum cão mais inquieto.
São sete horas da manhã e já se respira a Feira Medieval. Pelas frestas das tasquinhas já se vislumbra uma tenda, nas janelas já se vêem bandeiras dos tempos de antanho. A Feira Medieval é não só um chamariz que traz até nós muita gente de outras terras como faz regressar às origens, por uns dias, muita da diáspora avisense.
Em baixo fica um pouco do amanhecer que eu encontrei neste dia de 12 de Maio, em Avis.
Passei há coisa de um quarto de hora pelos mesmos sítios desta manhã e agora está tudo bem mais adiantado, diferente.
Quer um conselho de amigo? Passe por Avis este fim-de-semana e venha ver como era nos temos de antigamente. Não se vai arrepender.
Curioso seria fazer um dia, além da já tradicional recriação das feiras antigas, a projecção de uma feira, por exemplo, daqui a cem anos.
Se calhar, com tanta crise em cima de crise, as coisas nessa altura já não se diferenciação muito das feiras medievais.
Digo eu…

Foto 1 - "São sete horas da manhã e já se respira a Feira Medieval."

Foto 2 -" Pelas frestas das tasquinhas já se vislumbra uma tenda,..."
Foto 3 - "...nas janelas já se vêem bandeiras dos tempos de antanho."

Foto 4 - "Quer um conselho de amigo? Passe por Avis este fim-de-semana..."