sexta-feira, 25 de novembro de 2011

CESTAS DE POESIA (CXCVII)

Na semana em que a SICASAL recomeçou a laborar depois do incêndio que destrui uma fracção das suas instalações afectando a parte onde trabalhavam cerca de 150 trabalhadores; na semana em que se soube que foi graças ao labor desses trabalhadores que a fábrica conseguiu manter os 150 posto de trabalho; na semana em que começa hoje e se prolonga pelo dia de amanhã o peditório para o BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME, aqui em Avis, proponho que quem quiser ajudar aquele BANCO que o faça oferecendo produtos da fábrica SICASAL, como forma de ajudar aqueles trabalhadores; na semana em que começaram (finalmente) as obras que levarão à construção da tão badalada rotunda nas imediações do Supermercado Salvaterra; na semana em que se registou mais uma greve geral em Portugal e em que pudemos testemunhar uma vez mais o “monte” de mentirosos que nos dirigem, com os Sindicatos a empolarem por excesso os números de adesão à greve e o Governo a empolar por defeito esses mesmos números; na semana em que alguém comprovou mais uma vez como é inseguro viver em Avis por causa dos roubos que se vão verificando, chega essa coisa boa que são as nossas Cestas de Poesia.
Trazemos hoje à luz do dia, umas Décimas de JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, que, como sois dizer-se, ainda estão quentes. Foram feitas o mês passado e transformaram-se na seguinte brincadeira:

O OUTRO MUNDO (MISTÉRIO)

Preciso ir ao outro mundo
P’ra ver como aquilo é lá;
Para saber bem no fundo
Se é melhor lá do que é cá!

Diz o padre no Altar
Que a morte não finda a vida
Mas que ela vai transf’rida
P’ra viver noutro lugar!
Que lá só vai encontrar
Sossego e amor profundo,
Se essa notícia difundo
É necessário ter Fé,
Para saber como é
Preciso ir ao outro mundo.

Se o que ele diz for verdade,
Da morte não tenho medo;
De posse do seu segredo
Posso morrer à vontade!
Se for p’rá eternidade
Quero saber e é já;
Não importa como vá
Nem que tenha de morrer,
Para ficar a saber,
P’ra ver como aquilo é lá.

Se descobrir o mistério
Que me traz preocupado,
Após o ter desvendado
Já não temo o cemitério,
Com este assunto tão sério
Eu às vezes me confundo,
Mas se um de lá oriundo
Me quisesse esclarecer
Evitava de lá ir ver
Para saber bem no fundo.

Intriga-me esta questão
Tanta vez apregoada,
Que eu não acredito nada
No padre nem no sermão!
Mas desperta-me atenção
E por tudo quanto há,
Pouco trabalho me dá
Morrer, ir lá confirmar,
Para poder comparar
Se é melhor lá do que é cá.

13 de Setembro de 2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

CESTAS DE POESIA (CXCVI)

Na semana em que começou a funcionar em Avis a USA (Universidade Sénior de Avis); na semana em que na referida USA se verificaram taxas de absentismo de 100% por parte de alguns alunos que se fartam de dizer aos filhos/netos para não faltarem às aulas; na semana em que o Café com Letras da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, dedicada ao voluntariado contou com a presença de mais de trinta voluntários, e entre eles do Presidente do Conselho de Administração da Fundação Maria da Piedade Varela Dias; na semana em que por essa Europa fora e por esse mundo vão caindo alguns ditadores; na semana em que em Avis nos congratulamos por estarmos na Europa e no mundo; na semana em que consta que o caos a nível de saúde continua uma bagunça do caraças; na semana em que o Centro de Saúde de Avis continuou a fechar pelo novo horário instituído pela ULSNA; na semana em que a população de Avis continua longe de poder resolver a crise com um golpe de sorte, dado que continua sem Agência de Apostas Mútuas dos Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, eis que chega mais uma cesta de Poesia.
Hoje o poeta JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, traz-nos uma pincelada de passado, quando a vida era ainda mais dura do que hoje. Mas onde havia mais amor. Por certo que sim!

Titulo: Como era, como éEm tempos que já lá vão
À noite, depois da ceia,
A mãe fazia serão
À luz morta da candeia


Nesses tempos recuados,
A miséria campeava;
O progresso não chegava
Aos locais mais isolados;
Os nossos antepassados
Vivendo os tempos de então,
Mal ganhavam para o pão,
P’ra sustentar sua gente,
Vivendo tão pobremente
Em tempos que já lá vão.


Eu me lembro do passado
Quando era ainda criança
E retenho na lembrança
O quanto era bem tratado;
Da minha mãe o cuidado
Os carinhos de mão cheia,
Qual aranha em sua teia
Todo o dia mourejando,
Continuava trabalhando
À noite, depois da ceia.


Minha mãe com seu carinho,
A bendita criatura,
Punha um remendo em costura
Nas calças do seu filhinho;
Cosia as meias de linho
Ou de fio de algodão,
Fazia por sua mão
Tudo quanto precisava
E se o dia não chegava
A mãe fazia serão.


Ela era tão pobrezinha
Com seis filhos para criar,
Tão farta de trabalhar
Para arrumar a casinha;
Mas como era ajeitadinha
Cumpria sua tareia,
Ainda fazia meia
Quando o dia terminava,
Cosia e remendava
À luz morta da candeia.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

DIA MUNDIAL DA DIABETES FOI COMEMORADO EM AVIS

A Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis (AHADCA) comemorou no passado sábado e depois no domingo o Dia Mundial da Diabetes.
No sábado e no Auditório Municipal Ary dos Santos realizou-se um colóquio que teve como oradores convidados o Dr. Eduardo Correia e a nutricionista Vera Carrilho.
Na mesa de abertura estiveram presentes Luís Pereiro, Presidente da Assembleia-geral, António Madeira, em represenrtacão do Conselho Fiscal, Nídia Máximo, Presidente da Direcção, Leonor Xavier, em representação do Município de Avis e Anabela Canela, Presidente da Junta de Freguesia de Avis.
Feitos os discursos habituais e de circunstância entrou-se no colóquio propriamente dito.
Eduardo Correia deu uma explicação exaustiva sobre o que é a Diabetes e quais as consequências nefastas da mesma. Terminada a sua intervenção estabeleceu-se um diálogo entre a assistência e o orador. Realçamos o seguinte diálogo, por estas ou outras palavras:
- Sr. Dr. Eu sou diabético. O meu médico de família diz-me que devo medir os valores da glicemia apenas duas vezes na semana. Acha que devo continuar a fazer isto?
- Não. Acho que deve medir a glicemia antes e depois das refeições todos os dias…
- Mas se o meu médico me diz para medir só duas vezes por semana, que devo eu fazer?
- Olhe amigo, o que deve fazer? Sugiro que mude de médico…
Este diálogo terminou com um forte aplauso por parte da assistência.
Outros intervenientes, outras dúvidas tiradas pelo Dr. Eduardo. Após uma explanação de um assistente que acabou por se queixar deste governo e parafraseando o Dr. Eduardo, a presidente da AHADCA respondeu-lhe em forma de remate:
- Olhe, como disse o Dr. Em relação ao outro médico, olhe, mude o senhor também de governo…
Depois foi a vez da nutricionista Vera Carrilho ter dado uma “lição” sobre a forma de bem comer. Talvez por a lição ser dada tão exemplarmente ou porque o colóquio já se estava a tornar um pouco alongado, não houve dúvidas ou perguntas dos assistentes.
Foi então a vez da actuação de um conjunto musical constituído por Cabo-verdianos a residir em Portugal e de seu nome “Grupo Sem vaidade”. As mais de cem pessoas que assistiram a esta festa puderam diliciar-se com as bonitas canções de Cabo-Verde. Abriram com “Sodade” de Cesária Évora e passaram por Roberto Carlos, etc.etc.
O Poeta Silvais, de Évora, "filho da Escola" tal como o seu amigo Dr. Eduardo, fez uns versos que dedicou ào grupo.
No final do espectáculo uma forte salva de palmas premiou a actuação deste grupo.
Depois foi a vez de retemperar o corpo com um lanche oferecido a todos os presentes no salão da Junta de freguesia de Avis. Aqui, o convívio foi a palavra de ordem.
No Domingo e para fecho das comemorações do Dia da Diabetes que haveria de ser comemorado mundialmente na segunda-feira, dia 14, houve uma caminhada com partida efectuada junto do Jardim Público e ida até ao Clube Náutico.
Achamos que as celebrações do Dia Mundial da Diabetes foram dignas da efeméride.
“DO CASTELO” apresenta os seus parabéns a todos os elementos da AHADCA, na pessoa da sua Presidente de Direcção, Srª Enfermeira Nídia.




 
Foto 1- A mesa de abertura

Foto 2 - Vera Carrilho, Eduardo Correia e Nídia Máximo

Foto 3 - Dúvidas...

Foto 4 - Dúvidas...

Foto 5 - Mais dúvidas...

Foto 6 - E mais dúvidas ainda...

Foto 7 - O "Gupo sem Vaidade"

Foto 8 - Poeta Silvais um "filho da Escola"


Foto 9 - Uma assistência atenta...

Foto 10 - Aplausos, de pé, para o "Grupo sem Vaidade"...

Foto 11- O lanche-convívio...

Foto 12- O aquecimento antes da partida para a caminhada...
Foto 13 - ...quase quentinho(a)s...

Foto 14 - ...Finalmente a partida

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

CAFÉ COM LETRAS ESPECIAL

Em parceria com a Associação Gente e o apoio do Município de Avis, realizar-se-á um Café com Letras Especial, na próxima quinta-feira, na sede da ACA e a partir das 18 horas
Tendo como convidado o Dr. Abel Ribeiro, da Fundação Maria da Piedade Varela Dias. Para comemorar o ano Europeu do Voluntariado o tema será: Um desafio: A criação de um banco de voluntariado em Avis.
Esperamos por si.
Lá, na sede da ACA.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

CESTAS DE POESIA (CXCV)

Na semana em que o Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco aceitou a providência cautelar contra o novo horário que queriam impor ao Centro de Saúde de Avis; na semana em que se comemora em Avis, amanhã e domingo (como já aqui referimos) o Dia Mundial da Diabetes; na semana em que a Corticeira Amorim distingue a gestão sustentada Herdade do Conqueiro, aqui em Avis,  atribuindo-lhe o primeiro prémio no valor de cinco mil euros pelas boas práticas de gestão; na semana em que descobri que em Avis já há quem aplique a taxa de 23% no IVA da Restauração; na semana em que Portugal empatou a zero com a Bósnia, eis que chega mais uma Cesta de Poesia.
Enquanto JOSÉ DA SILVA MÁXIMO nos continuar a dar trabalhos na modalidade de DÈCIMAS com a qualidade das que hoje aqui reproduzimos, não temos coragem de lhe negar mais versos.
Então mas isto não é a nossa realidade retratada em verso?
Ora leiam lá por favor e depois digam de sua justiça:

PORTUGAL EM RECESSÃO

Meu país está doente
À beira da sepultura;
Vai pedindo a toda a gente
Remédio p’rá sua cura

Pequeno grande país,
Meu Portugal, meu amado!
Com glorioso passado
Nunca dobrou a cerviz!
Passeou-se como quis
Levou seu bom nome em frente.
Eu, que vivia contente
Ando a chorar de arrelia
Porque em tamanha agonia
Meu país está doente.

O país não é culpado…
Culpado é quem o comanda,
Culpado é todo o que manda,
Não aquele que é mandado!
Esse, apenas tem andado
Dando apertos na cintura,
Essa pobre criatura
Que sofre por estar vendo
Que o país está morrendo
À beira da sepultura.

Não é o Povo em geral
Não são os trabalhadores,
Mas sim os grandes senhores
Que aumentam o capital!
A riqueza nacional
Lá foi desaparecendo,
E assim foi aparecendo
O país mais empenhado,
Que tão triste e envergonhado
Vai pedindo a toda a gente.

Parece que vai chegar
Uma ajuda milagrosa!
Uma ajuda perigosa
Que mais nos vai castigar…
O Povo é quem vai pagar
E duma forma bem dura,
É mais uma noite escura
Mais uma noite sem fim,
E o meu País tenta assim
Remédio p’rá sua cura

12.04.2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

VALEU A PENA!

Realmente valeu a pena.

O Hélder Traquinas Pires foi ontem internado num centro de acolhimento em Arronches. O Hélder foi notícia aqui por este blogue ( em 13-07-2011), bem como pelos jornais aponte e Fonte Nova, e também na Rádio Portalegre. As condições desumanas em que vivia levaram a esta onda de solidariedade para que a situação fosse alterada. E finalmente foi-o ao fim de mais ou menos quatro meses.

Valeu a pena, apesar de pequenos mal entendidos que não passaram disso mesmo. De mal entendidos – e ainda bem – pois que todos afinal desejávamos o mesmo: o melhor para o Hélder.

Encontrei hoje a mãe do Hélder que me confirmou que ele tinha ido ontem para Arronches. Não sabe o nome do local onde o filho está.

 - É qualquer coisa de S. António...

Mas sabe uma coisa:

- Ele gosta de lá estar.

Isso é que é importante!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

ASSOCIAÇÃO DE DIABÉTICOS PROMOVE DEBATE

A Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis (AHADCA) vai comemorar condignamente o Dia Mundial da Diabetes, que se comemora no dia 14 do presente mês. Por aquela data ser segunda-feira, resolveu aquela associação fazer a celebração nos dia 12 e 13, ou seja na próxima sexta-feira e sábado.

Assim, na sexta-feira, no Auditório Municipal Ary dos Santos, haverá um colóquio acerca da temática da Diabetes e das suas consequências nefastas. Este colóquio terá como convidados o Dr. Eduardo Correia e a nutricionista Vera Carrilho.
De seguida, e ainda no Auditório Municipal, haverá a actuação do Conjunto “Sem Vaidade”, composto por cabo-verdianos a residir em Portugal.
Seguir-se-á um lanche-convívio a acontecer nas instalações do Salão da Junta de Freguesia de Avis.

No Domingo, e com a concentração aprazada para as nove horas da manhã no Jardim Publico, junto à Escola, haverá uma caminhada com passagem pelo Clube Náutico e terminus no referido jardim.

A AHADCA tem desenvolvido um papel deveras importante junto da comunidade avisense. Com porta aberta todos os dias úteis da semana ali podem ser controlados valores relacionados com colesterol, glicemia, triglicéridos e glicemia. Ao organizar este colóquio também quer aquela associação chamar a atenção, por parte de quem sabe da matéria, para os perigos inerentes a esta doença.
Daí a importância que achamos esta jornada ter para todos nós e daí o facto de “DO CASTELO” o(a) sensibilizar para estar presente e aprender os melhores comportamentos que deve tomar para evitar a diabetes.
As entradas são livres e a AHADCA espera por si.
Para bem da sua saúde!


domingo, 6 de novembro de 2011

UNIVERSIDADE SÉNIOR DE AVIS, UM SONHO TORNADO REALIDADE!

Ontem, sábado, pelas 15:45h, no Auditório Municipal Ary dos Santos, teve lugar a abertura do ano lectivo da Universidade Sénior de Avis. A mesa de honra foi composta por Manuel Coelho, Presidente da Câmara de Avis e por Abel Ribeiro, adjunto do Conselho de Administração da Fundação Maria da Piedade Varela Dias. Abel Ribeiro começou por dar as boas-vindas em nome da Fundação e referiu que “esta Universidade é uma parceria estabelecida entre a Fundação e o Município e Freguesias do concelho de Avis”. Por sua vez o Presidente do Município reconheceu o trabalho da jovem Fundação, e afirmou que “esta parceria foi um casamento feliz que certamente irá vingar pois que com tantas inscrições, as mesmas dão garantias de que o projecto vá para a frente”. Referiu ainda que “estas Academias são uma ferramenta para combater a exclusão. Ninguém é burro ou velho para aprender. O projecto mais cimenta a ideia de que se deve “Aprender, aprender, aprender sempre…”

Seguidamente a mesa foi remodelada tendo tomado assento na mesma, três senhoras que foram as mentoras deste projecto. As três foram alunas de cursos organizados pela Fundação: Ricardina, Eulália Silva e Luísa Alves.

Abel Ribeiro referiu que “estas três voluntárias têm desenvolvido um trabalho deveras importante na captação de inscrições para a nova Universidade.” Por sua vez, todas elas testemunharam como foi importante o terem frequentado as aulas da Fundação, tendo Luísa Alves afirmado que “a ideia da formação da Universidade surgiu no decorrer de uma aula”. Eulália Silva afirmou que “o convívio é de extrema importância pois que até nos esquecemos dos nossos problemas. Ir às aulas tem sido muito bom para mim. Bom, com B grande”. Ricardina por sua vez contou que tendo ido apresentar a Eulália a uma outra formação que não a sua, acabou por se inscrever também naquela que seria supostamente para a Eulália frequentar. Mais adiante Abel Ribeiro afirmou que “ a Fundação é de cariz cristão e este projecto é fruto do ambiente fraterno que se gerou entre os professores e os formandos. Uma Universidade Sénior não é um Centro de Dia melhorado, nem um Centro de Dia é uma Universidade melhorada. São coisas diferentes. Na Universidade somos todos VOLUNTÁRIOS: formadores e formandos. No país existem cerca de duas centenas de Universidades Seniores e são todas compostas por voluntariado.”

Explicada a mecânica de funcionamento desta novel Universidade, foi informada a vasta assistência de que se encontravam inscritos 118 candidatos mas que haviam chegado ultimamente mais fichas de inscrição e que certamente se iriam atingir os 150 inscritos. Abel Ribeiro mostrou-se verdadeiramente agradado com esta tão grande adesão, já que sabe de Universidades que abriram com 30 inscrições e que ao fim de um mês tinham apenas 20 participantes.

Com um horário de funcionamento semelhante ao do ensino oficial, no que aos períodos de férias diz respeito, esta Universidade vai abrir já no próximo dia 14 com 5 turmas de Informática, 2 de Saúde ambiental e 2 de Cultura geral. À medida que forem sendo contornados pequenos problemas pontuais, irão sendo abertas novas turmas de novos temas, sendo que não poderá haver turmas com menos de seis alunos nem com mais de 20. As turmas de Informática terão um máximo de dez alunos. Não haverá pagamento de qualquer importância por parte de quem frequentar a Universidade. Cada turma de uma determinada disciplina só tem uma aula por semana de duração aproximada a uma hora, sendo que o espaço físico onde as aulas decorrerão, não se confina somente à sede da Fundação: haverá igualmente aulas em Alcórrego, Ervedal e Figueira e em qualquer outra freguesia, desde que o número de inscritos assim o justificar.

Fez igualmente parte desta mesa, em representação do Município, Ana Balão que afirmou ser função do Município desenvolver projectos que vão de encontro aos anseios das populações do seu território. Fez votos para que no final do ano, aquando da distribuição de diplomas não estejam só os 118 até agora inscritos mas muitos mais que se venham ainda a inscrever.

Seguiu-se por fim um período para serem tiradas todas as dúvidas daqueles que quiserem estar presentes nesta abertura do ano lectivo da Universidade Sénior de Avis.

“DO CASTELO” saúda esta nobre iniciativa e regozija-se pelo facto de que toda ela funciona na base do voluntariado, pese embora a tristeza daqueles que se dirigiram àquela Fundação no pressuposto de poder arranjar ali mais um “gancho” para obter uns cobres e saiu lá de orelhas murchas. Acontece.

Ser voluntário é pertencer a uma causa muito nobre! É por isso que nem todos conseguem ser voluntários…

Para a posteridade hão-de constar as seguintes fotografias.



Foto 1- Na mesa de abertura: Manuel Coelho e Abel Ribeiro


Foto 2 - Na mesa de trabalho: RICARDINA, LUISA E EULÁLIA as três voluntárias responsáveis pelo nascimento deste projecto
Foto 3 - ANA BALÃO, em representação do Município de Avis
Foto 4 - Parte da assistência, constituida por futuros formadores e formandos da Universidade Sénior de Avis

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

CESTAS DE POESIA (CXCIV)

Numa semana em que a palavra de ordem no concelho de Avis tem sido a defesa do horário de funcionamento do Centro de Saúde em Avis, com vigílias diárias no interior do Centro, entre a nova hora de fecho e as 20 horas de cada dia – a repetir amanhã e depois e depois e…- também há Cestas de Poesia.
JOSÉ DA SILVA MÁXIMO diz-nos o seguinte cuja apreciação deixo à vossa consideração:

Trabalhando com ardor
A terra bruta mexendo
Vou trocando o meu suor
P’las sopas que vou comendo

A terra é quem alimenta
A quantos no mundo andamos;
É da terra que tiramos
O fruto que nos sustenta.
Muito o braço humano aguenta!
Como é grande o seu vigor!
Quase insensível à dor
Que me vai diminuindo,
Os dias vou consumindo
Trabalhando com ardor.

Com família a sustentar
E sem ter nada de meu,
Co’a força que Deus me deu
Tenho uma casa e um lar;
P’ra se não desmoronar
Aquilo que estou erguendo,
Muito esforço vou fazendo
Consumindo as energias,
No duro todos os dias
A terra bruta mexendo.

Passo a vida trabalhando
Nada mais eu aprendi!
Tentei, mas não consegui
Ser rico, viver gozando!
Ainda de quando em quando
Me assalta esse calor,
Um avivar minha dor
Cada dia mais sentida,
Pelos prazeres da vida
Vou trocando o meu suor.

Só peço a Deus que me ajude
Me dê trabalho a fartar
P’ra me poder governar
Já que safar-me não pude!
Se me for dando saúde
Eu lhe vou agradecendo,
Cá me vou entretenendo
Trabalhando como louco,
Dando o corpo pouco a pouco
P’las sopas que vou comendo.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

PORQUE TOCA A TODOS...

De forma pacífica e ordeira, as instalações do Centro de Saúde de Avis tem sido “ocupadas” , desde o passado dia 31 de Outubro, entre a hora actual de fecho e as 20 horas. Sem burburinhos, sem insubordinações, sem violência. Várias dezenas de pessoas ali se têm concentrado para demonstrarem o seu repúdio pelo novo horário imposto e pelo fecho das extensões de Alcórrego, Maranhão e Valongo. Para hoje está marcada nova presença a partir das 17,30h.

Porque o direito à saúde é um direito que não se pode negociar, é de toda a justiça que se lute por algo que nos querem usurpar.

domingo, 30 de outubro de 2011

PORQUE TOCA A TODOS NÓS!

O encerramento das extensões de saúde de Alcórrego, Maranhão e Valongo  são prejudiciais aos habitantes daquelas três freguesias do nosso concelho.

A redução do horário de funcionamento do Centro de Saúde de Avis é má para todos os Avisenses.

Daí parecer-nos que todos devemos apoiar e participar nas manifestações de repúdio por tais medidas, concentrando-nos amanhã, dia 31 a partir das 18 horas e na terça-feira, dia 1, a partir das 11 horas, junto ao Centro de Saúde de Avis.



Foto 1 : Pelo direito à Saúde...

Foto 2: Náo à redução de serviços...

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

CESTAS DE POESIA (CXCIII)

Na semana em que acabaram os Escritos & Escritores, por aqui tão badalados; na semana em que se preparam os novos e péssimos horários de atendimento aos utentes no Centro de Saúde de Avis a implementar já a partir de terça-feira; na semana em que se anuncia igualmente para terça-feira o malfadado encerramento das extensões do referido Centro de Saúde, em Valongo, Maranhão e Alcórrego; na semana em que se verificou, ontem, uma manifestação de mais de duas centenas de avisenses em frente ao Hospital de Portalegre mostrando o seu desagrado pelas medidas tomadas em relação à saúde no nosso concelho; na semana em que se anunciam dois momentos de protesto da população avisense junto ao Centro de Saúde de Avis, previstas para os dias 31 de Outubro a partir das 18 horas e dia 1 de Novembro a partir das 11 hortas da manhã; na semana em que se anuncia a já habitual mudança de hora em que os ponteiros terão que ser atrasados uma hora a partir da meia-noite de Domingo; na semana em que no próximo Domingo se realiza uma caminhada pela Igualdade numa parceria entre a Associação Gente e os Amigos de Aviz , com partida prevista para as 08,45h da sede desta última Associação, eis que chega então mais uma Cesta de Poesia.
JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, “dá-se mal” com a ideia e com a vivência da velhice. É isso que mais uma vez nos demonstra nas décimas que se seguem:

É triste e dá que pensar,
É medonho e faz tremer,
Ver a velhice chegar
Sem a podermos deter.

A vida é bela e risonha
No seio da mocidade;
A partir de certa idade
É monótona e tristonha;
Chega até a ser vergonha
A gente no mundo andar.
Sem ninguém nos ajudar
E a sabermos que está quase
A vida em última fase
É triste e dá que pensar.

Passam os anos voando
Horas, minutos e dias;
Não sei mais das alegrias
Que hoje me estão faltando;
Nunca se sabe até quando
Deus nos permite viver,
Mas que vai acontecer
Eu tenho a certeza, sim,
E estar correndo p’ró fim
É medonho e faz tremer.

Em jovem nunca pensei
Que era tão triste a velhice;
O meu pai nunca me disse
E eu nunca lhe procurei;
Só agora reparei
Talvez para meu azar,
E depois de observar
Não acho nenhuma graça
A cada dia que passa
Ver a velhice avançar.

Que seja o que Deus mandar
Eu todo a Ele me entrego,
A partir eu não me nego
Mesmo sem o desejar!
Oxalá vá demorar
E eu me possa defender,
Daquela que a desprazer
Levou meus pais e avós
E já avança p’ra nós
Sem a podermos deter.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

ESCRITOS & ESCRITORES : SÁBADO DE TARDE

O João Milheiras, proprietário do Restaurante Clube Náutico, em Avis, não brinca em serviço. Daí ter servido um lauto almoço para retemperar as forças de todos quantos tinham sido convidados para o Escritos & Escritores deste ano. Uma sopinha de peixe que cai sempre bem. Umas migas de coentros com plumas grelhadas de porco preto, vinho Alcorregvs, doce, águas, sumos eu sei lá mais o que…

Por volta das 15 horas voltou-se ao trabalho. Na mesa previamente anunciada duas baixas por doença: Maria Teresa Horta e Leandro Vale não puderam estar presentes. Ficou assim esta segunda mesa reduzida a dois escritores: Pedro Vieira e Luís de Matos. A condução dos trabalhos ficou a cargo da incansável professora Teresa Cerqueira, sempre disponível para dar uma ajudinha. Pedro Vieira foi o primeiro interveniente que relatou o seu contacto privilegiado com os subúrbios de Lisboa por fazer vários anos o trajecto Sintra – Lisboa de comboio. Daí o aparecimento de “A última Paragem em Massamá”. O facto de referir Massamá é irrelevante, o livro teria era que ter sempre o nome de um subúrbio de Lisboa...

Luís de Matos, que veio de Évora, trazia dois livros de sua autoria: um para crianças e outro acerca da Guerra colonial na Guiné e “escrita na primeira pessoa” como fez questão de referir. Do diálogo travado com a assistência afirmou que apenas uma vez se tinha perdido na Guiné por trilhos menos aconselháveis, não chegando no entanto a concretizar como e quando. Referiu curiosamente que um dia, queimou, em pleno Rossio de S. Brás, em Évora, todas as cartas de amor que tinha escrito à sua mulher. Hoje, confessa, está arrependido. O diálogo foi alternado e a assistência foi bastante participativa inquirindo quer um quer outro escritor.

A mesa número três foi moderada por Fernandino Lopes, director da ACA. Depois de pedir autorização a João Miguel Tavares, membro do “Governo sombra” da TSF, para que fose dada a palavra á senhora presente, e deste “ministro” lha ter dado, a primeira figura a falar foi a escritora Sara Rodi, que referiu o facto do seu passado estar ligado a Avis, pois que aqui passou algumas férias em jovem. Falou do seu agrado em ter sido convidada para estar presente e da grande felicidade que sentiu ao participar no encontro com os alunos das Escolas de Avis. Aconselhou a ler o seu livro "Frio", já que a trama era bastante interessante desvendando alguns aspectos do enredo do livro.  João Miguel Tavares falou do seu livro “Os homens precisam de mimo” que tendo sido publicado este ano, já vai na terceira edição. Falou da sua participação no Governo Sombra ao lado de Ricardo Araújo Pereira e daquilo que o motiva a escrever. Saliente-se que este ano foi João Tavares o campeão de vendas já que o seu livro esgotou neste certame cultural.
Afonso Cruz, nosso vizinho com casa em Almadafe, Sousel, debruçou-se sobre os vários aspectos focados no seu livro “ Um pintor debaixo do lava loiças” demorando-se detalhadamente em pormenores, respondendo sempre que interpelado por algum elemento da assistência. De diálogo fácil foi interessante falar com este participante, aliás como todos os convidados desta edição dos escritos e Escritores.

Aquando da distribuição das últimas lembranças em forma de placas, para assinalar a passagem dos convidados por esta iniciativa da ACA, o Presidente daquela Associação fez questão de salientar o papel preponderante de Fernandino Lopes, seu colega de Direcção, na organização deste evento. Afirmou mesmo que “ embora a ACA funcione como uma equipa e tal como no Real Madrid em que todo o jogo tem que passar pelo Cristiano Ronaldo ou no Barcelona tem que passar pelo Messi, aqui, nos Escritos e Escritores, “tudo” passa pelo Fernandino Lopes." Este, emocionado mas feliz pelo êxito alcançado por mais esta Edição dos Escritos & Escritores, agradeceu a placa que lhe foi entregue, por Helena Rosado, membro do Conselho Fiscal da ACA.

Depois, bem, depois já vocês sabem o que aconteceu, já que estas crónicas acerca dos Escritos & Escritores – Avis 2011- 3ª Edição” começaram pelo…FIM!

Eis algumas fotos que marcaram a tarde...



Foto 1 - Retembrando forças no "Restaurante Clube Náutico" sob a atenção do amigo João Mlheiras

MESA 2:
Foto 2 - Teresa Cerqueira moderou (superiormente) as intervenções de Luis de Matos e de Pedro Lima

Foto 3 - Pedro Vieira: "O titulo refere Massamá porque tinha que referir os suburbios..."

Foto 4 - Luis de Matos, autor do "Cágado Gaspar" ...


Foto 5 - Assistência atenta...


Foto 6 - As lembranças foram entregues por elementos dos Corpos Sociais da ACA: na imagem o Presidente do Conselho Fiscal presenteia Luis de Matos

MESA 3:

Foto 1 - Fernandino Lopes, da ACA (moderador), Sara Rodi, Afonso Cruz e João Miguel Tavares, escritores convidados

Foto 2 - Sara Rodi gostou (muito) de ter ido à Escola de Avis...

Foto 3 - João Miguel Tavares, acha que para se manter um casamento é imprescindível um bom relacionamento com a sogra...


Foto 4 - Afoso Cruz explicou o porquê de "Um pintor debaixo do lava-loiças"...

Foto 5 - O público e a comunicação social seguiu atento o desenrolar da mesa...

Foto 6 - Livros vendidos...livros autografados...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

ESCRITOS & ESCRITORES - SÁBADO DE MANHÃ

Às dez da manhã de sábado notava-se um certo nervosismo em alguns dos directores da ACA. Os primeiros convidados já tinham chegado, é certo, mas este evento tem uma envergadura e um “peso” tal que por vezes é difícil disfarçar os nervos daqueles que têm a responsabilidade e a vontade de que tudo corra bem. Não vamos aqui apontar ninguém, mas que havia por ali muito nervo á mistura, havia.

Com os habituais 30 minutos de atraso que os portugueses tanto gostam, iniciou-se a abertura solene dos Escritos & Escritores, Avis 2011 – 3ª Edição. Na mesa, o Presidente da ACA ladeado pela sempre gentil Anabela Canela, Presidente da Junta de Freguesia de Avis e por Nuno Silva, Vereador da Cultura no Município de Avis, deu início á sessão. Do discurso do presidente nada a realçar que não tenham sido palavras de circunstância, próprias destas andanças. Ah! Uma coisa sobressaiu: “este evento é muito oneroso para a ACA e não sabemos se o mesmo se manterá neste moldes e com esta regularidade”, por estas ou outras palavras, claro. O Senhor Vereador mostrou a sua satisfação por estar ali presente e deu os parabéns à ACA. Anabela Canela desejou boa estadia a todos e formulou votos para que aqueles que aqui se deslocaram hoje, possam cá voltar um dia. Depois das palmas habituais formou-se a primeira mesa, que haveria de ser a única da parte da manhã. Moderada pelo Presidente da ACA, estiveram como amantes da escrita convidados, Raul Cordeiro, jovem poeta de Benavila. Estiveram ainda Maria João Forte uma Beiroa que veio de Lisboa, Catarina Gaspar, de Galveias mas residente em Arruda dos Vinhos, e Joaquim Rato, um Mourense residente em Beja, vencedores do 1º Prémio na modalidade de conto nos Jogos Florais de Avis, respectivamente nos anos de 2011, 2008 e 2010.

A ACA, com o apoio da Alémtudo e do Município local editou um pequeno livro com os contos premiados. Foi por aí, lendo pequenos trechos dos diversos textos, que o moderador de serviço fez a apresentação da mesa. Excepção feita ao Raul Cordeiro, já que, nunca tendo concorrido aos Jogos Florais, a sua obra não fazia parte do livro. Como alternativa foi lida uma poesia do blogue daquele Benavilense.

Houve conversação entre os autores e a assistência que enchia a Sede da ACA. Sentiu-se que, apesar da brochura de contos se intitular de “Escrita em baixo relevo” foi alto o nível cultural alcançado já que o diálogo travado entre os autores e a assistência deixou perceber um perfeito entrosamento.

Por volta do meio-dia e meia hora, Ana Grilo, explicou a razão de ser da sua exposição fotográfica patente naquele espaço e ouviu palavras elogiosas e de apreço, de muitos dos presentes que assistiram a esta parte do Escritos e Escritores.

 Se foi esse o seu caso, reveja agora algumas fotos desses momentos, se não foi, veja como foi para poder contar.


Foto 1 - A mesa que presidiu á sessão de abertura

Foto 2 - O Presidente da ACA ladeado à sua esquerda por Maria João Forte e Raul Cordeiro, e á direita por Catarina Gaspar e Joaquim Rato

Foto 3 - Raul Cordeiro para escrever precisa da mancha do écran...

Foto 4 - Catarina Gaspar gosta da caneta...

Foto 5 - Joaquim Rato escreve em computador...

Foto 6 - Maria João Forte emocionou-se por estar nos Escritos...

Foto 7 - A assistência seguiu atenta o desenrolar deste primeiro painel de convidados


Foto 8 - A sempre bonita Anabela lê um poema de Raul Cordeiro

Foto 9 - Uma boa gargalhada vale mais que mil fotos...

Foto 10 - Ana Grilo explica o porquê da sua exposição fotográfica