Na semana em que a SICASAL recomeçou a laborar depois do incêndio que destrui uma fracção das suas instalações afectando a parte onde trabalhavam cerca de 150 trabalhadores; na semana em que se soube que foi graças ao labor desses trabalhadores que a fábrica conseguiu manter os 150 posto de trabalho; na semana em que começa hoje e se prolonga pelo dia de amanhã o peditório para o BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME, aqui em Avis, proponho que quem quiser ajudar aquele BANCO que o faça oferecendo produtos da fábrica SICASAL, como forma de ajudar aqueles trabalhadores; na semana em que começaram (finalmente) as obras que levarão à construção da tão badalada rotunda nas imediações do Supermercado Salvaterra; na semana em que se registou mais uma greve geral em Portugal e em que pudemos testemunhar uma vez mais o “monte” de mentirosos que nos dirigem, com os Sindicatos a empolarem por excesso os números de adesão à greve e o Governo a empolar por defeito esses mesmos números; na semana em que alguém comprovou mais uma vez como é inseguro viver em Avis por causa dos roubos que se vão verificando, chega essa coisa boa que são as nossas Cestas de Poesia.
Trazemos hoje à luz do dia, umas Décimas de JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, que, como sois dizer-se, ainda estão quentes. Foram feitas o mês passado e transformaram-se na seguinte brincadeira:
O OUTRO MUNDO (MISTÉRIO)
Preciso ir ao outro mundo
P’ra ver como aquilo é lá;
Para saber bem no fundo
Se é melhor lá do que é cá!
Diz o padre no Altar
Que a morte não finda a vida
Mas que ela vai transf’rida
P’ra viver noutro lugar!
Que lá só vai encontrar
Sossego e amor profundo,
Se essa notícia difundo
É necessário ter Fé,
Para saber como é
Preciso ir ao outro mundo.
Se o que ele diz for verdade,
Da morte não tenho medo;
De posse do seu segredo
Posso morrer à vontade!
Se for p’rá eternidade
Quero saber e é já;
Não importa como vá
Nem que tenha de morrer,
Para ficar a saber,
P’ra ver como aquilo é lá.
Se descobrir o mistério
Que me traz preocupado,
Após o ter desvendado
Já não temo o cemitério,
Com este assunto tão sério
Eu às vezes me confundo,
Mas se um de lá oriundo
Me quisesse esclarecer
Evitava de lá ir ver
Para saber bem no fundo.
Intriga-me esta questão
Tanta vez apregoada,
Que eu não acredito nada
No padre nem no sermão!
Mas desperta-me atenção
E por tudo quanto há,
Pouco trabalho me dá
Morrer, ir lá confirmar,
Para poder comparar
Se é melhor lá do que é cá.
13 de Setembro de 2011









































