quarta-feira, 26 de outubro de 2011

ESCRITOS & ESCRITORES - SÁBADO DE MANHÃ

Às dez da manhã de sábado notava-se um certo nervosismo em alguns dos directores da ACA. Os primeiros convidados já tinham chegado, é certo, mas este evento tem uma envergadura e um “peso” tal que por vezes é difícil disfarçar os nervos daqueles que têm a responsabilidade e a vontade de que tudo corra bem. Não vamos aqui apontar ninguém, mas que havia por ali muito nervo á mistura, havia.

Com os habituais 30 minutos de atraso que os portugueses tanto gostam, iniciou-se a abertura solene dos Escritos & Escritores, Avis 2011 – 3ª Edição. Na mesa, o Presidente da ACA ladeado pela sempre gentil Anabela Canela, Presidente da Junta de Freguesia de Avis e por Nuno Silva, Vereador da Cultura no Município de Avis, deu início á sessão. Do discurso do presidente nada a realçar que não tenham sido palavras de circunstância, próprias destas andanças. Ah! Uma coisa sobressaiu: “este evento é muito oneroso para a ACA e não sabemos se o mesmo se manterá neste moldes e com esta regularidade”, por estas ou outras palavras, claro. O Senhor Vereador mostrou a sua satisfação por estar ali presente e deu os parabéns à ACA. Anabela Canela desejou boa estadia a todos e formulou votos para que aqueles que aqui se deslocaram hoje, possam cá voltar um dia. Depois das palmas habituais formou-se a primeira mesa, que haveria de ser a única da parte da manhã. Moderada pelo Presidente da ACA, estiveram como amantes da escrita convidados, Raul Cordeiro, jovem poeta de Benavila. Estiveram ainda Maria João Forte uma Beiroa que veio de Lisboa, Catarina Gaspar, de Galveias mas residente em Arruda dos Vinhos, e Joaquim Rato, um Mourense residente em Beja, vencedores do 1º Prémio na modalidade de conto nos Jogos Florais de Avis, respectivamente nos anos de 2011, 2008 e 2010.

A ACA, com o apoio da Alémtudo e do Município local editou um pequeno livro com os contos premiados. Foi por aí, lendo pequenos trechos dos diversos textos, que o moderador de serviço fez a apresentação da mesa. Excepção feita ao Raul Cordeiro, já que, nunca tendo concorrido aos Jogos Florais, a sua obra não fazia parte do livro. Como alternativa foi lida uma poesia do blogue daquele Benavilense.

Houve conversação entre os autores e a assistência que enchia a Sede da ACA. Sentiu-se que, apesar da brochura de contos se intitular de “Escrita em baixo relevo” foi alto o nível cultural alcançado já que o diálogo travado entre os autores e a assistência deixou perceber um perfeito entrosamento.

Por volta do meio-dia e meia hora, Ana Grilo, explicou a razão de ser da sua exposição fotográfica patente naquele espaço e ouviu palavras elogiosas e de apreço, de muitos dos presentes que assistiram a esta parte do Escritos e Escritores.

 Se foi esse o seu caso, reveja agora algumas fotos desses momentos, se não foi, veja como foi para poder contar.


Foto 1 - A mesa que presidiu á sessão de abertura

Foto 2 - O Presidente da ACA ladeado à sua esquerda por Maria João Forte e Raul Cordeiro, e á direita por Catarina Gaspar e Joaquim Rato

Foto 3 - Raul Cordeiro para escrever precisa da mancha do écran...

Foto 4 - Catarina Gaspar gosta da caneta...

Foto 5 - Joaquim Rato escreve em computador...

Foto 6 - Maria João Forte emocionou-se por estar nos Escritos...

Foto 7 - A assistência seguiu atenta o desenrolar deste primeiro painel de convidados


Foto 8 - A sempre bonita Anabela lê um poema de Raul Cordeiro

Foto 9 - Uma boa gargalhada vale mais que mil fotos...

Foto 10 - Ana Grilo explica o porquê da sua exposição fotográfica

terça-feira, 25 de outubro de 2011

ESCRITOS & ESCRITORES: SEXTA À NOITE

O programa dos Escritos e Escritores – Avis 2011- 2ª Edição anunciavam a realização de uma tertúlia Literária na Taberna da Muralha, em Avis, na sexta-feira e a partir das 22 horas, com leitura de poesia de Maria Teresa Horta que para o efeito se deslocaria a Avis. Infelizmente e por motivos de saúde, a escritora não pôde estar presente. Fez as honras da casa seu irmão Miguel Horta.

A noite até estava agradável e daí alguns dos presentes se terem deslocado a pé desde a Sede da ACA até à Taberna. Um programa variado esperava todos aqueles que ali se dirigiram no sentido de viverem momentos de poesia, de música, de diálogo, numa palavra: de convívio. E realmente convívio foi o que não faltou.

Após a introdução feita pelo “speeker” Fernandino Lopes, da ACA, ouviu-se muita poesia declamada por Cristina Fidalgo, por Filipa Portela, pelo professor José Luís, pelo Paulo Roque, pelo Joaquim Rato, que veio de Beja, pela Catarina Gaspar que veio de Arruda dos Vinhos…. Ouviu-se muito boa música tocada e cantada pelo duo Aníbal Fernandes e Carlos Poeiras e ainda pela Catarina Miranda, uma das vocalistas dos ROUGE.

Miguel Horta falou da sua vivência com a irmã Maria Teresa, lamentando o facto da mesma não poder estar presente. Agradeceu e prometeu transmitir-lhe todo o carinho que ali lhe foi dedicado.

Já a noite ia alta quando os “tertulianos” e as “tertulianas” abandonaram a Taberna da Muralha, conscientes que tinham passado um bom serão e com a firme convicção que seria uma experiência a repetir.

Vamos aguardar para ver…

Entretanto vejam algumas fotos do evento.



Foto 1 - Expectativa em relação ao que se iria passar...

Foto 2 - Concentração...(Joaquim Rato ao fundo)

Foto 3 - Fernandino Lopes, o Maestro; Anibal Fernandes e Carlos Poeiras os executantes...

Foto 4 - Cristina Fidalgo lê poemas de Teresa Horta

Foto 5 - O Professor Zé Luis, fecha os olhos, enche o peito de ar e aventura-se a declamar poesia de Maria Teresa Horta

Foto 6- Catarina Miranda: "Anibal, assim é que se acaba uma música"...

Foto 7 - Catarina Gaspar veio de Arruda dos Vinhos ler Maria Teresa Horta...

Foto 8 Professora Teresa: quem ri assim, só pode estar feliz...

Foto 9- Miguel Horta emocionou-se ao falar da mana Maria perante o olhar atento de Filipa Portela...

Foto 10 Por fim...o último autógrafio da noite

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

COMECEMOS AGORA PELO PRINCÍPIO

Comecemos então agora pelo princípio. Tudo começou na sexta-feira. Melhor, tudo começou há cerca de seis meses quando a rapaziada da ACA iniciou os primeiros contactos, quando começou a tentar cativar escritores para a causa do Escritos e Escritores – Avis 2011 – 3ª Edição (E&E). Depois foi uma enorme maratona de mails, de telefonemas, de recados, no dizer de um dos directores da ACA. De toda essa azáfama chegou-se então à passada sexta-feira, primeiro dia do evento. Levar o escritor e os seus escritos às escolas, foi um dos objectivos do E&E. Por isso mesmo, Sara Rodi ficou-se por Avis com o Director Fernandino Lopes enquanto Miguel Horta foi de abalada até à Escola Profissional Abreu Callado, onde José Ramiro, outro director da ACA e professor naquele estabelecimento de ensino, o esperava. Ao que consta as presenças destes escritores caíram bem no agrado dos alunos que apreenderam as mensagens que lhe foram transmitidas.

Para a história ficam algumas fotos de momentos vividos nas duas escolas do nosso concelho.



Foto 1 - Fernandino Lopes, da ACA e Sara Rodi, escritora

Foto 2 - Uma plateia atenta no Agrupamento Vertical de Escolas do Concelho de Avis

 
Fot 3 - O tirar de dúvidas...

Foto 4 - Uma "piquena" distracção do Manel...

 
Foto 5 - "Os minhaus" foram os heróis da tarde...


Foto 6 -  Momento dos autógrafos...

Foto 1 - Alunos da Esc. Profissional Abreu Callado, de olhos postos no escritor

Foto 2 - Idem aspas...aspas...

Foto 3 - Miguel Horta...um espectáculo de comunicador


Foto 4 - Ouvindo o "Mestre"...

Foto 5 - Miguel Horta conta a história dos três Porquinhos em criolo...

Foto 6 - Miguel Horta lendo um poema de António Gedeão

domingo, 23 de outubro de 2011

COMECEMOS PELO FIM

É isso: comecemos pelo fim. Realizou-se ontem à noite, no Auditório Municipal Ary dos Santos, em Avis, um espectáculo musical integrado no Escritos e Escritores Avis 2011 – 3ª Edição, iniciativa da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural (ACA).

Da incógnita chegou-se à certeza. Ninguém sabia muito bem o que era isso dos “ROUGE” que na manhã de sexta-feira apareceu publicitado por várias dezenas de pára-brisas de carros. Ouvi mesmo um director da ACA dizer “que tal, …que não sabia bem o que era,… que parece que era música ligeira encenada, … teatralizada…” e acabava com umas palavras muito fortes como modo de vender o seu “produto” e acabar por ali o embaraço por não saber bem o que eram os “ROUGE”: A Filipa Portela faz parte desse grupo… e as pessoas aí ficavam de orelhas fitas…

Outros directores, mais abalizados – informaticamente falando – iam dizendo : "vão à Net que eles estão por lá”….

Por curiosidade, por acreditarem que o facto do nome da Filipa Portela estar ligada ao projecto era só por si garantia de êxito assegurado, ou por os eventos promovidos pela ACA serem também já por si uma referência credível, a verdade é que o Auditório apresentou uma moldura humana muito apreciável e todos ficaram estupefactos perante o “profissionalismo” apresentado por estes amadores do ROUGE. Algo de diferente veio a Avis. Uma lufada de ar fresco, de cor, de juventude em terras maioritariamente de idosos. As pessoas ficaram satisfeitas por terem ido ao espectáculo, os músicos ficaram contentes por sentirem o calor das palmas da plateia e a ACA, ao que me consta, ficou orgulhosa ao ouvir alguém habitualmente ligado àquela panóplia de cabos, aparelhos, microfones e afins, dizer que “este e o espectáculo das Harmónicas de Ponte de Sôr, no encerramento dos IX Jogos Florias, foram os dois espectáculos mais bem conseguidos este ano em Avis, quer em espectáculo propriamente dito, quer em número de assistentes.”

A “DO CASTELO” resta duas coisas: dar os parabéns à ACA e aos “carolas” que continuam a lutar pela defesa da cultura na nossa terra e dar um enorme abraço de parabéns, à FILIPA, à CATARINA, ao JOÃO FINO e a todos aqueles que tornam possível este projecto fantástico que dá pelo nome de ROUGE! Bem-hajam todos.

P.S.: E já agora um pedido às nossas autarquias: continuem a ajudar, como o têm feito até aqui e dentro das vossas (limitadas) possibilidades associações que apesar de todas as dificuldades continuam a remar, por vezes contra marés fortes e em botes extremamente frágeis e feitos de muita carolice, no sentido de cumprirem com o preceituado nos seus estatutos.

É óbvio que no caso presente me refiro à ACA, mas não é caso único.

Ponto final e agra vejam algumas fotos de muito má qualidade de um espectáculo de muito boa qualidade.
Ah! E sem legendas...cada qual imagine a sua...



























sexta-feira, 21 de outubro de 2011

CESTAS DE POESIA (CXCII)

Numa semana em que se agudizaram os protesto contra a redução dos horários de atendimento aos utentes do Centro de Saúde de Avis; numa semana em que se sente revolta pelo encerramento das extensões do referido Centro de Saúde em Valongo, Maranhão e Alcórrego; numa semana em que as populações avisenses se estão a mobilizar para de uma forma ordeira darem conta do seu desagrado por estas medidas restritivas do acesso aos cuidados de saúde; na semana em que começa já hoje o “Escritos & Escritores – Avis 2011 – 3ª Edição”, eis que chega a nossa Cesta de Poesia.



Nem a propósito: tendo presente que a população mais afectada com os cortes nos horários de atendimento dos Centros de Saúde são os mais idosos, JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, apresenta-nos hoje, precisamente, umas décimas dedicadas aos idosos. Vejam com subtileza são ditas algumas verdades:


Não te rias do velhinho
Querer e já não poder:
Se não ficares p’lo caminho
Também tu, velho hás-de ser.


Se encontrares um idoso
Em situação aflita,
Faz com a sua desdita
Não seja p’ra ti um gozo;
Sê p’ra ele caridoso,
Dá-lhe todo o teu carinho,
Ajuda-o, coitadinho
Se ajuda necessitar,
Respeita-o quando passar
Não te rias do velhinho.


Um velho não é capaz
Mesmo cheio de vontade,
Quando lhe pesa a idade
Fazer o que o jovem faz!
Se o vigor não volta atrás
E nada pode fazer,
Resta-lhe apenas sofrer
Mantendo a alma serena,
Mas causa-lhe imensa pena
Querer e já não poder.


A vida corre ligeira
Levando o nosso vigor;
Nem nos pede por favor
Passa de qualquer maneira!
Quer se queira ou se não queira
Duma rosa faz um espinho,
Põe o cabelo branquinho,
Leva o bom que a gente tem,
Tu lá chegarás também
Se não ficares pelo caminho!


Foi um jovem com vigor
Esse velho que estás vendo!
Aos poucos o foi perdendo
Mas é grande o seu valor!
Ele é um grande senhor,
Tu tens de compreender
Que é um poço de saber
A quem falta a energia,
E te diz com alegria:
Também tu, velho hás-de ser!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

ESCRITOS & ESCRITORES - AVIS 2011 - 3ª EDIÇÃO

Aproxima-se a passos largos o início do Escritos e Escritores Avis 2011 – 3ª Edição, uma iniciativa da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural. O programa anda por aí disseminado mas “DO CASTELO” relembra-lho aqui, para que não tenha desculpa para não assistir ao evento.

 

Sexta-feira, dia 21 de Outubro:

14:00h (Agrupamento de Escolas) SARA RODI

14:00h (Escola Profissional Abreu Callado) MIGUEL HORTA

22:00h (Tertúlia literária na Taberna da Muralha) MARIA TERESA HORTA

Sábado, dia 22 de Outubro:

 

10:00 h – Sessão de abertura – Sede da ACA


10:15h – Escrita em baixo-relevo

CATARINA GASPAR PULGUINHAS

JOAQUIM BARÃO RATO

MARIA JOÃO FORTE

RAUL CORDEIRO

12:00h – Inauguração de exposição de fotografia de ANA GRILO

15:00h – Diversidade na Escrita:

MARIA TERESA HORTA

LEANDRO VALE

PEDRO VIEIRA

16:30h – Diversidade na Escrita II

AFONSO CRUZ

SARA RODI

JOÃO MIGUEL TAVARES

21:30h – Auditório Municipal Ary dos Santos

ROUGE – Espectáculo musical

 

23 de Outubro – AVIS INSPIRA ( Visita guiada ao Centro Histórico de Avis)

 

Agora que já está devidamente inteirado(a) do programa do Escritos e Escritores deste ano, tome nota e não se esqueça de aparecer na parte do evento que mais lhe palpitar.

Por certo que será bem recebido por parte da ACA e suas gentes…

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

CESTAS DE POESIA (CXCI)

Numa semana em que a palavra do primeiro ministro de Portugal se ouviu por nossas terras como algo que se esperava, como quem nos arranca os bofes a sangue frio – ou não… ; numa semana em que em que ficámos a saber que o Centro de Saúde de Avis passa a ter um horário de “mercearia” como alguém muito bem caracterizou; numa semana em que nos restará desejar que nessa “mercearia” e no horário de atendimento ao público haja de tudo o que faz falta aos utentes, desde humanização a aparelhos de medir a tensão arterial; numa semana em que me constou que alguns(mas) do público assistente das gravações do programa Peso Pesado realizado no “nosso” Clube Náutico não se souberam comportar à altura obrigando a Organização do Programa a alterar o guião recolhendo os concorrentes para o Hotel muito antes do que estava previsto; na semana em que se ficou a saber que cada jogador da selecção nacional de futebol arrecadará a bonita quantia de 112 mil euros se se apurarem para o Europeu da modalidade – tadinhos…; numa semana em começa a ser alarmante a falta de chuva que teima em se manter ausente dos nossos campos e o calor abrasador, provocando graves prejuízos na agricultura e pecuária – uma desgraça nunca vem só; numa semana em que continuaram os rastreios nas freguesias do concelho, realizados pela Associação de Diabéticos de Avis – só já falta VALONGO na próxima segunda-feira – eis que chega mais uma Cesta de Poesia.
De quem fala muito, de quem fala pouco, de quem não fala nada, nos fala hoje o nosso poeta JOSÉ DA SILVA MÁXIMO. Saibam como lendo o seguinte:


Fala pouco e acertado
Mesmo que te julguem mudo
Ganhas ficando calado
Que o calado vence tudo

A fala é um dom humano,
Um meio de entendimento,
Usado a cada momento
Por vezes com algum dano;
Eu digo a todo o fulano:
Se queres ser escutado,
Teu discurso apreciado
E ouvido com prazer,
Mede quanto vais dizer!
Fala pouco e acertado.

Há quem fale em demasia
Mais do que uma “grafonola”!
Por vezes salta-lhe a mola
E diz o que não devia!
Fazendo má companhia
Vive assim, o linguarudo,
Sempre falando de tudo
Sem que seja desejado,
Não lhe sejas comparado
Mesmo que te julguem mudo.

Há línguas tão mal dizentes,
Tão sujas que afinal,
Delas próprias dizem mal
Se não têm “pacientes”!
Falam até dos parentes
Sem nada ser acertado.
Tu, se és solicitado,
Não te agradando a parada,
Amua, não digas nada
Ganhas ficando calado.

É certo que não devemos
Ser nós o bombo da festa!
Mas se a conversa não presta,
Nós logo compreendemos!
É então quando fazemos
Nosso juízo a miúdo,
Se e preciso ser sisudo
É bom que saibamos ser,
Porque sempre ouvi dizer:
O calado vence tudo.

domingo, 9 de outubro de 2011

NÓS POR CÁ

A fazer fé no que por aqui foi noticiado na passada sexta-feira, ontem, sábado, visitaram Avis os concorrentes do Peso Pesado, programa da SIC que pretende demonstrar que é possível perder peso e viver muito mais saudavelmente.
Ora bem: faz hoje quatro semanas que numa feliz iniciativa da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural em parceria com a Associação de Solidariedade de Reformados Pensionistas e Idosos de Alcórrego, se realizou em Alcórrego um encontro de poetas intitulado de “V Encontro de Poetas Populares no Concelho de Avis”.
Ouvimos alguns directores de ambas as associações dizerem que “foi um espectáculo de peso”. “DO CASTELO”, procurou saber a razão de tal afirmação e concluiu que…não, não vos damos a conclusão, concluam vós próprios, vendo as fotos que abaixo reproduzimos, referentes àquele espectáculo dito “de peso” …tendo especial atenção às proeminências abdominais…

Foto 1- João Vilela, de Benavila

Foto 2 - Luis Duarte, de Aldeia Velha

Foto 3 - António Valério, de Urra (Portalegre)

Foto 4 - Joaquim Lobato, de Aldeia Velha

Foto 5 - Manuel Carvalhal, de Évora

Foto 6 - João Venâncio, de Benavila

Foto 7 - Renato Valadeiro, De Arcos (Estremoz)


Nota final: como se pode constatar o nosso cocncelho esteve muito bem representado e, ao que consta, o autor destas fotografias também é dotado de uma "invejável baselga"...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

CESTAS DE POESIA ( CXC)

Na semana em que tem continuado a polémica instalada acerca da construção de uma rotunda na confluência da Antiga Estrada nacional 243 e a Rua 1º de Maio, aqui em Avis, constando que já por aí andam ums décimas a circular acerca deste assunto; na semana em que a Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis, começou os seus rastreios pelas freguesias do concelho – ver post anterior -; na semana em que se anuncia já para amanhã, sábado, entre as 14h00 e as 19,30h a presença dos concorrentes do Peso Pesado no complexo do Clube Náutico, em Avis, programa da SIC numa sessão de treino para emagrecimento dos participantes daquele programa; na semana em que as mulheres todas e em geral foram distinguidas, com a atribuição do prémio Nobel da Paz a três delas; na semana em que me constou de que em Avis poderão aparecer mais duas associações, sendo que uma será virada para o desporto na variante de atletismo e a outra será uma associação de jovens vocacionada para temas diversos, eis que chega a nossa Cesta de Poesia.
JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, é uma fonte (quase) inesgotável de talento. Mesmo assim, por vezes, põe em causa a s suas reais capacidades poéticas, como nas Décimas que passo a transcrever hoje:

Sempre que estou escrevendo
Eu julgo versos fazer;
Às vezes nem compreendo
Porque teimo em escrever!

Não sei se tenho hab’lidade
Gostava que me dissessem
Que ao que escrevo fizessem
Um exame de verdade;
Se há alguma qualidade
Naquilo que vou fazendo,
Se algum valor fosse tendo
Tudo aquilo que já fiz,
Quanto seria feliz
Sempre que estou escrevendo!

Há quem chame poesia
À minha imaginação;
Se há quem diga que não
Lá se vai minha alegria!
Ó meu Deus quanto queria
Toda a verdade saber
Para compreender
Com absoluta franqueza
Porque sem ter a certeza
Eu julgo versos fazer.

Espontânea vocação
Que um dia em mim despertou!
Poeta, sei que não sou,
Inculto, sem instrução;
Porque é que escrevo então
Se erros vou cometendo?
Porque me vou escondendo
Da dura realidade?
Será a grande vontade?
Às vezes nem compreendo…

Chego quase a acreditar
Que um ou outro se aproveita;
Depois de escolha bem feita
Sempre algum há-de ficar!
Servia p’ra me incitar
E a vontade não perder,
Bastava p’ra não sofrer
A grande desilusão,
Que é afinal a razão
Porque teimo em escrever.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

ASSOCIAÇÃO DE DIABÉTICOS FAZ RASTREIOS NAS FREGUESIAS

A Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis, vai realizar, pela segunda vez este ano, rastreios aos valores de tensão arterial, glicemia, colesterol e triglicéridos a acontecer nas freguesias, exceptuando a da sede. Porque os rastreios são extremamente importantes no despiste de situações anómalas e porque estes rastreios são abertos a toda a população – sócios e não sócios da Associação de Diabéticosé do maior interesse divulgar esta actividade, pelo que lhe solicito que avise o maior número de pessoas da sua freguesia, sendo que os rastreios irão acontecer de acordo com os seguintes horários, havendo  panfletos publicitando o evento, os horários e os locais onde se realizarão  os rastreios

DIA 6 DE OUTUBRO – Quinta-feira – ALDEIA VELHA – das 09,30 às 12,30h

DIA 7 DE OUTUBRO – Sexta-feira – ERVEDAL – das 09,30 às 12,30h

DIA 10 DE OUTUBRO – Segunda-feira – MARANHÃO - das 09,30 às 12,30h

DIA 10 DE OUTUBRO – Segunda-feira – FIGUEIRA - das 14,30 às 17,30h

DIA 12 DE OUTUBRO – Quarta-feira – BENAVILA - das 09,30 às 12,30h

DIA 13 DE OUTUBRO – Quinta-feira – ALCÓRREGO - das 09,30 às 12,30h

DIA 17 D EOUTUBRO – Segunda-feira – VALONGO - das 09,30 às 12,30h

Na freguesia de Avis, as medições são feitas todos os dias úteis, na Sede da Associação.