segunda-feira, 2 de maio de 2011

COMO O FMI CHEGOU A MINHA CASA

A temperatura baixou significativamente nos últimos dias. A chuva, aborrecida, teima em estragar esta Páscoa que vai passando. Já amanhã é segunda -feira…
Mas retrocedamos um pouco. Cheguemos ao sábado passado, ontem portanto. Como não tenho condições financeiras para abandonar a nossa vila e ir a caminho dos Algarves ou outros quejandos, quedei-me por cá, pelas Terras do Mestre com vistas largas para o Maranhão. Mas por ser Sábado de Aleluia, resolvi fazer um repasto melhorado para o jantar. Ao fim e ao cabo é Páscoa. Ao fim e ao cabo joga o Benfica.
Sopa de hortaliças variadas, pão fatiado do Cano, queijo da Monforqueijo, borrego assado no forno e costeletas do mesmo animal grelhadas no carvão, pudim Flan que faz parte do meu imaginário, duas gelatinas, e uns camarões de Moçambique (supõe-se) grelhados. Vinho. Uma garrafa D. Cosme, que mão amiga me ofereceu pelo Natal. Sim que a minha bolsa não chega para comprar estas extravagâncias. Café da Delta Cafés, uísque e uma boa aguardente velha de que muito gosto e de nome Antíqua. Ao fim e ao cabo sempre me sairia mais barato do que ir jantar fora e quiçá com menos qualidade. Os dotes culinários da minha mulher já os conheço bem e por isso quando me sentei na mesa senti-me um “lorde” que estivesse convidado para a boda do príncipe Williams…
Na mesa uma linda toalha de linho que fora da avó da minha mulher, talheres de prata, oferta que tivera no meu casamento, pratos de sopa, segundo e doce. Guardanapos de papel especial para a época. Nada, pensava eu, poderia estragar este belo jantar de sábado de Aleluia. Nem mesmo um mau resultado do Benfica. Abanquei pois com vontade de dar ao dente.

….////….

Batem à porta. Um bater suave, como se quem o estivesse a fazer desejasse tudo menos que não lhe abrissem a porta. Por estar do lado de fora da mesa, fui eu que me levantei e fui abrir a porta. Deparei-me com um homem alto, de óculos escuros, fato completo com gravata, cabelo grisalho penteado para trás. Embora me parecesse ser conhecido, não queria acreditar. Perante mim, à minha porta e a querer entrar, estava precisamente Poul Thomsen, o homem forte do FMI em Portugal.
Cumprimentei-o, num aperto de mão franco como só os Alentejanos sabem fazer quando cumprimentam desconhecidos.
- Faça favor de entrar. Maria: põe aí mais uns pratos que temos visitas….gritei para a minha esposa
E que visitas!...
Por causa da chuva a que já me referi, e porque a minha mulher é muito “comichosa” com o sujar do chão, à minha porta temos dois tapetes para limpar os sapatos/botas. Poul, olhou para o chão e depois para mim, de sobrolho carregado,disse-me:
- Não acha um desperdício dois tapetes? Um não faria o mesmo serviço? O quê? Ainda mais um aqui dentro? Como é que vocês, não hão-de estar como estão? Três tapetes, quando só têm dois pés? Desperdício de dinheiro é o que eu começo já a ver…
Encolhi-me, e dirigi-me à sala de jantar enquanto Mr. Poul me seguia. A mesa já tinha sido reforçada com mais uns pratos e talheres completos. A cadeira da visita também já estava colocada em sítio estratégico, bem virado para a Televisão, para que nada faltasse a tão distinto quanto inesperado hóspede.
Antes de se sentar, Mr. Poul deu um relance pelas paredes da casa, depois “sobrevoou” a mesa e tudo quanto nela estava, de cima dos seus quase dois metros de altura. Sentou-se e quase gritou:
- O quê? De braseira eléctrica ligada, em Abril? Mas que desperdício é este? Mas que povo é este? Meus amigos, vocês ainda não ouviram falar em crise? Desculpe, desligue imediatamente a braseira e se for caso disso, enrolem uns trapos aos pés e às pernas. Gastar electricidade por causa do frio isso é que nunca…
Comecei a sentir um certo desconforto. Então a gente está na nossa casa e vem um gajo qualquer de fora administrar o que é nosso? Vem lançar postas de pescada para o nosso lar?
- Portugueses gastadores. Este queijo é de onde?
- É de Monforte Mr.Poul…
- De Monforte? Então não há queijo aqui de mais perto e mais barato? Não se deve comprar nada que diste mais que um concelho do nosso. Se não tem queijo fabricado em Avis podem comprar no Cano que há lá muito…
- Pois Mr. Poul nós tínhamos a Fábrica do Leite que fazia queijos mas já não temos, fechou…
- Fechou, está fechada. Que quer fazer? Ir atrás dela? Já sabe, comprar só no concelho…ou no mais próximo possível.
Cada vez mais acabrunhado, tentei meter uma cunha em minha defesa:
- Pois, olhe…o vinho é cá do Concelho. É da Fundação Abreu Callado, de Benavila…
- D. Cosme? Mas você tem uma família com ministros ou quê? D. Cosme? Mas isso é um vinho caríssimo. Como pode você ter dinheiro para fazer face á crise a beber D. Cosme?
- Sabe, Mr. Poul, uma pessoa amiga deu-me essa garrafa pelo Natal…
- Corrupto! Você é mais um dos corruptos que enxameiam este Portugal. Esse seu amigo deu-lhe a garrafa a troco de quê? De que favores? O que é que lhe facilitou?
Senti-me tremer por dentro e por fora. Uma baga de suor frio desceu-me da testa. Mas tive medo de reagir. Calei-me mais uma vez, como fizera em tantas vezes da minha vida em que deveria ter falado, ter dado um murro na mesa, ter dito basta! Aquele era o novo dono de Portugal…
- Espere aí…estarei a ver bem? Então vocês têm três pratos na mesa para cada um? E dois tipos de doces? Mas que desperdício é este? Não podem comer a sopa, o segundo e o doce no mesmo prato? Já viram a quantidade de detergente que vão gastar para lavar tanta loiça? Mesmo que seja Fary! A crise “exige” que se coma só num prato. E não esquecer, a partir de agora não há doces para ninguém. Bebam água que é mais barata e ao fim e ao cabo faz o mesmo efeito.
- Mas nós costumamos…
- Costumamos, não. Costumavam! A partir de agora é só um prato. E que isto fique bem entendido porque agora quem manda sou eu. Não se esqueçam que sou o Presidente do FMI em Portugal e eu é que manado aqui! E para que isto fique bem claro, esses talheres de prata que vocês aí têm, vou levá-los e entregar ao Sr Sócrates para ele poder permutar aquando das negociações com o Fundo. Percebido?
- Sim Senhor Poul…quere que eu mude de canal, quer ver a CNN?
- Não! Quero é que desligue a Televisão. E de todo, não quero ver o sinal encarnado ligado que está sempre a gastar energia. Era o que faltava estar-se a jantar e a ver televisão. Outra coisa que tem de acabar, é estas bebidas caras.
Uísques e Antíguas? É isto que levou Portugal para onde está. Viver acima das posses é no que dá sempre! Eu nem acredito, então uns pelintras como vocês dão-se ao luxo de comer camarão de Moçambique? Que seja a última vez. Minhocas, minhocas é que vocês devem passar a comer. Entenderam?
Nisto a minha mulher tenta pôr água na fervura:
- Olhe senhor… hoje também temos uma mesa mais farta porque já vivemos o espírito do 25 de Abril que é já na segunda feira…daí o borreguinho em dose dupla…
- Qual 25 de Abril qual quê? Por causa do 25 de Abril é que vocês estão neste estado. Mal governados. Mal governados e desorientados é que os Portugueses são.
A minha Maria, defensora acérrima do 25 de Abril e todas as suas conquistas, começou a mudar de côr. O bem disfarçado buço, começou a crescer, vi os olhos a querem sair das órbitas, vi como as unhas se transformavam em garras afiadíssimas, vi ali mesmo num ápice transformar-se numa espécie de Gigante Adamastor e vi como ela, feita monstro, se lançou, qual abutre sedento de sangue e vingança, sobre o pescoço do Sr. FMI. Este jazia agora no chão, prostrado, morto e bem morto.
Apressado, agarrei na garrafa de vinho D. Cosme e corri para o escritório do advogado mais famoso da terra, no sentido de lhe oferecer aquela garrafa do melhor vinho da Fundação Abreu Callado. Iria tentar comprá-lo, corrompe-lo, em troca duma defesa acérrima da inocência da minha mulher.
Não cheguei a saber como as coisas acabaram, porque no preciso momento em coloquei o dedo em cima da campainha da porta do Dr. Defesas, o que ouvi não foi a campainha a tocar mas foi o despertador do meu quarto que resolveu cumprir a sua missão: despertar-me. Estava suado.

Sinceramente não sei onde é que a gente vai arranjar sonhos destes…mas que existem, existem até em noites de Domingo de Páscoa


sexta-feira, 29 de abril de 2011

CESTAS DE POESIA (CLXVII)

No dia em que a nova princesa beijou o príncipe por duas vezes, em público, quebrando o protocolo e mesmo assim este não se transformou em sapo (só Deus e eu sabe o quanto isso foi importante para mim, para a minha família e até para os elementos do FMI que estão em Portugal…); na véspera desse dia memorável que vai ser o do almoço de Sportinguistas no Clube Náutico (só eu sei porque fico em casa…); em vésperas de mais uma actuação no Auditório Municipal Ary dos Santos, com apresentação em estreia de nova peça de teatro pelo GRUPO FAZIGUAL (que "DO CASTELO" recomenda vivamente) ; numa altura em que já há  pessoal “formado” e devidamente habilitado na área da liquidação herbácea nas nossas ruas, por via líquida, pois aí está mais uma dose de Cestas de Poesia.

JOSÉ DA SILVA MÁXIMO nutre um carinho muito especial pela sua terra Natal, pelo seu concelho. Daí ter feito estas décimas dedicadas à "sua" Marvão.

É lindo à noite, Marvão,
Quando está iluminado!
Ao longe chama a atenção,
Ao Céu parece ligado!

As luzes a cintilar,
Como adoro à noite, vê-las!
Se são luzes ou estrelas
Quase custa a destrinçar!
Não deixo de apreciar
Se é que tenho ocasião,
Alegra-me o coração
Esse espectáculo tão belo,
Iluminando o Castelo
É lindo à noite, Marvão!

Marvão é ditoso encanto,
Preciosa maravilha!
Beleza que se partilha
E que se adora tanto!
Até de Inverno o seu manto
De nuvens, todo tapado,
O nevoeiro cerrado
Dá um não sei quê proibido,
Com o Céu é confundido
Quando está iluminado.

Quem se vem aproximando
De Marvão, em noite calma,
Algo lhe invade a alma
E que o vai fascinando!
Aos poucos vai reparando
Que esta vila é excepção,
E assim, do pé p’rá mão
‘inda não vê as casinhas
Já vai contando as luzinhas
Ao longe chama atenção.

Sentinela da Nação
Foi durante muitos anos
Cobiça dos Castelhanos
Naqueles tempos de então;
Resistindo qual dragão
Nunca se deu derrotado,
Marvão tão bem situado,
Suas casas tão seguras,
As luzes lá nas alturas
Ao Céu parece ligado

15.09.2009














sexta-feira, 22 de abril de 2011

CESTAS DE POESIA ( CLXVII )

Nesta sexta-feira e numa altura em que se ultimam os preparativos para mais um Rally-paper da Casa do Glorioso, perdão, da Casa do Benfica em Avis; numa altura em que se tenta arranjar meia dúzia de Sportinguistas para “encherem” o hangar do Clube Náutico para, num lauto almoço, comemorarem não se sabe bem o quê ( será o 4º lugar no Campeonato?....); numa altura em que o FMI vai traçando o caminho para nos lixar um pouco mais; numa altura em que vivemos uma Páscoa super-molhada, lá chega mais uma Cesta de Poesia.

Páscoa, molhada ou não, é tempo de Borreguinhos no forno, borreguinhos assados, borreguinhos fritos, borreguinhos grelhados. E quem trata dos nossos borreguinhos? Isso mesmo: o pastor. Pois bem JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, poeta de Santo António das Areias, traz-nos hoje uma poesia dedicada precisamente aos pastores e à sua vida.

Vamos a isto:

A VIDA SOLITÁRIA DO PASTOR

Não conhece os feriados
Tão pouco um fim-de-semana;
Conhece os cheiros dos gados
Tão certo que não se engana!

Ao romper da madrugada,
Ao alvor da nobre aurora,
Salta da cama p’ra fora
Cama à qual chama malhada!
Já deixa preparada
Com os lençóis desdobrados
Porque a vida e seus cuidados
No seu dever se empolga,
Não tem um dia de folga
Não conhece os feriados!

Solta o gado do curral
Com todo o empenhamento,
É seu entretenimento
Sua profissão real;
Profissão nobre, afinal
De que um bom pastor se ufana
Com seu rebanho se irmana
Meses, anos sem parar,
Não sabe o que é descansar
Tão pouco um fim-de-semana.

Do leite faz a ordenha
Para o queijo saboroso,
Precisa de ser jeitoso
P’ra que o leite à mão lhe venha!
A sua perícia empenha
Em seus dedos amestrados,
Do jogo conhece os dados
E sabe da sua arte,
É mestre em qualquer parte
Conhece os cheiros dos gados.

Quando nasce um cordeirinho
Que ainda não sabe andar,
Ele lhe vai dispensar
Muito cuidado e carinho;
Como se fosse um filhinho
Que ainda está na cabana,
Com quanta vontade e gana
O leva à mãe p’ra mamar,
Sem receio de o trocar
Tão certo que não se engana.

17 de Março de 2009

quarta-feira, 20 de abril de 2011

AMANHÃ HÁ CAFÉ COM LETRAS E HOJE HOUVE SORTEIO...

Amanhã é dia de Café com Letras. Mais um. O Nº 101! Como convidado vai estar entre nós um Açoriano residente no Parque Natural de S. Mamede e que por isso mesmo se chama de “Alençoriano”, ou seja o produto de uma mistura entre Açores e Alentejo. DANIEL CASADO é o seu nome.

Irá falar-nos de turismo e das suas experiências desde as Furnas até á Serra de S. Mamede (Portalegre). Apaixonado pela fotografia, certamente que irá ilustrar as suas ideias com belas imagens captadas por este país fora.

A não perder, amanhã a partir das 18 horas na Sede da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural.

Última hora: realizou-se há pouco mais de uma hora, em cerimónia pública na Sede, a extracção do boletim premiado com um cabaz de Páscoa, levado a efeito pela Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis. O feliz premiado foi o Sr. José Miguel, do Pego (Abrantes).

Na foto abaixo reproduz-se o preciso momento em que a D. Maria Nobre Farinha procedia á extracção do  talão premiado, perante a presença da Sra Enfermeira Nídia, Presidente da Associação bem como do Sr. Carmo, Vice-Presidente da referida Associação de Diabéticos de Avis.

Foto: Maria Nobre Farinha procede à extracção do talão premiado

segunda-feira, 18 de abril de 2011

CONVERSAS DE CAFÉ

Não sou muito dado a andar em cafés. Acho que a vida pode e deve ser repartida por actividades que exijam mais movimento, mais acção. Daí que quando há dias entrei num café da nossa vila quase me tivessem feito uma festa. Por lá, os rostos do costume.
- É pá, finalmente apareceste, pensava que já tinhas morrido. Senta-te aqui ao pé de nós, disse o Manel, enquanto me ajeitava uma cadeira para eu me sentar.
- O que é que queres beber? Uma cervejola ou uma "survia", como dizem em Bena?
- Não, quero antes um descafeinado… disse e sentei-me.
Sem mais demoras, o João dispara quase á queima-roupa:
- Então o que me dizes á novidade que corre aí pela vila?
Desconhecedor de qualquer “novidade” digna de nota, mostrei o meu desconhecimento em matéria de novidades sonantes, e como normalmente as conversas de café andam quase sempre pelos mesmos temas, atirei quase a querer adivinhar:
-…temos “putices”, Maria Alice…
- Estás enganado pá! A gente a coisas dessas já nem liga…Então ainda não ouviste dizer que se está a preparar uma “invasão” à nossa vila, de ciganos, vindos lá dos lados de Almada…
Porque efectivamente não sabia nada, fiquei até um pouco perplexo e lá disse:
- Não, por acaso não tinha ouvido dizer nada. Mas olha que não me parece que seja assim. E para que é que nós haveríamos de querer mais ciganos no nosso concelho? Só se fosse para que a estação dos Correios não fechasse, dado o grande movimento que lhe dão no dia de receberem os subsídios…
- Brinca, brinca…disse o João, enquanto o Manel retomou a palavra:
- Tu não acreditas mas olha que a coisa parece que é à séria. Disseram-me que até já tinham pedido a inscrição dos gaiatos cá na Escola e que não tinham já aceite a inscrição para que acabem o ano lá em Almada e depois comecem de novo no próximo ano lectivo, já aqui em Avis...
- Não me levem a mal, mas continuo a não acreditar. Se fosse gente produtiva, gente que quisesse investir com trabalho no nosso concelho acreditava, agora assim…deixarem vir para cá ainda mais ciganos dos que já cá há….ponho as minhas reservas…
- Ainda te digo mais: parece que o Tonho é o responsável pela comunidade cigana de Avis na Escola, e ele já disse que se vierem para cá os “outros” que já não quer mais ser responsável por eles…concluiu agora o João, enquanto “emborcava” mais uma mini.
 - É assim. Se vocês o dizem e porque não há fogo sem fumo, se calhar alguma coisa se passa. As notícias não caem assim do céu…No entanto eu continuo a creditar no bom senso dos nossos dirigentes locais. Não me parece que recebam assim de mão beijada comunidades que os outros não querem.
Depois de beber o tal descafeinado e porque já me sentia ali a mais, despedi-me e saí enquanto o “venenoso” do Manel me disse em ares de despedimento:
- È verdade, então ainda és do Benfica?
Encolhi os ombros, respondi-lhe: “Que hei-de fazer? Não há melhor” e saí caminhando a cismar no que ouvira. Por certo aquilo não era mais que uma das muitas conversas de café. Percorridos alguns metros pela Rua Machado dos Santos acima, cruzo-me com a Maria que me diz:
- Então você já sabe da grande novidade?
- Não me diga que me vem falar dos ciganos que vêm de Almada?
- Não, por acaso era dos que vêm do Crato…
Retrocedi caminho e fui meter-me em casa, não sem antes ter reparado como as ervas e as folhas secas das laranjeiras continuam a amontoar-se nas nossas ruas, prenúncio talvez de falta de umas boas vassouradas e de umas boas regas...
Prevê-se chuva para esta semana.
Oxalá!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

CESTAS D EPOESIA (CLXVI)

Numa semana em que “DO CASTELO” entrou numa letargia acentuada ( vá lá saber-se porquê) para desespero dos seus leitores; numa semana em que Clara Guerra inaugurou uma exposição de pintura na Fundação Pais Teles, em Ervedal, que convido vivamente a que vá visitar; numa semana em que a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, vai realizar no próximo Domingo o seu “5º Passeio Pedestre - Pelas Margens do Maranhão”; numa semana em que no próximo dia 17 se vai realizar em Avis, a tradicional Procissão do Senhor dos Passos; numa semana em que três equipais Portuguesas se qualificaram para as meias-finais de uma competição europeia; numa semana em que consta que vão ser necessárias mais de duas mesas das pequenas para albergar os Sportinguistas Avisenses que no dia 30 de Abril se vão reunir em almoço de confraternização e de carpir de mágoas no Clube Náutico em Avis, eis que chega mais uma Cesta de Poesia.

E como não há duas sem três, o poeta JOSE DA SILVA MÁXIMO, de Santo António das Areias mas com grandes e fortes raízes em Avis, brinda-nos com mais uma poesia dedicada à cama. Ora vamos lá ler o que temos hoje:

A CAMA

A cama onde dormimos
Mais pobre ou mais opulenta
Quando forças não sentimos
É ela que nos aguenta!

Em casa ou maternidade
É na cama que nascemos,
É onde primeiro vemos
O dia, luz, claridade;
Depois mesmo c’oa idade
Ao descanso não fugimos;
Jamais nós prescindimos
Nem podemos dispensar,
Um lugar p’ra descansar:
A cama onde dormimos.

Os indigentes sem pão
Fazem a cama na rua
Mesmo assim chamam-lhe sua
Umas caixas e cartão!
A cama estendem no chão
Mesmo que haja tormenta,
Se o corpo se não aguenta
E o seu descanso reclama,
É necessário uma cama
Mais pobre ou mais opulenta.

Quando o corpo está deitado
Assim na horizontal,
Há um relaxe total
Sem que este seja obrigado;
Se é por estar fatigado
O descanso a Deus pedimos,
Mas se doentes caímos
E a saúde for perdida,
Logo a cama nos convida
Quando forças não sentimos.

É na cama que morremos
Quando a morte é natural;
No Lar ou no Hospital
À cama nos acolhemos;
É ma cama que nós vemos
Como a “negra” se apresenta;
Ali a morte se enfrenta
Sem forças p’ra resistir,
Se não podemos fugir,
É ela que nos aguenta!

Agosto de 2002

segunda-feira, 11 de abril de 2011

domingo, 10 de abril de 2011

26ª JORNADA

SPORTING 2 – ACADÉMICA 1

(Primeira volta 1-2)

O Djaló lá resolveu
Mas o leão não convenceu.
Por ser mui ruim de bola,
Senão aprendem a jogar
Arriscam, se bem calhar,
Que o Godinho lhe dê na tola…


PORTIMONENSE 2 – PORTO 3

(Primeira volta 2 -0)

Este Porto campeão
Jogando assim de rompão
Com vontade de vencer,
Tem um sonho que alimenta
Numa vontade sedenta
De terminar sem perder

NAVAL 2 – BENFICA -1

(Primeira volta 4 -0)

Quem é que jogou mais mal,
O Benfica ou a Naval?
Se a Naval é que ganhou
É muito fácil de ver
Que o Benfica ao perder
Foi ele que mais se afundou…

sexta-feira, 8 de abril de 2011

CESTAS D EPOESIA (CLXV )

Na semana em que o 1º Ministro mais teimoso de Portugal dos últimos 100 anos (pelo menos…) se resolveu a pedir ajuda externa; em vésperas da Casa de Cultura de Avis organizar mais uma mini maratona digital de fotografia; em vésperas da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural receber, através dos seus Intercâmbios Culturais, a Universidade Sénior de Faro, eis que nos chega mais uma Cesta de Poesia.

Se bem se lembram, na última Cesta, JOSÉ DA SILVA MÁXIMO fazia referência à sua cama e como era gostoso dormir nela belas sestas. Pois bem, talvez insatisfeito com o “trabalho” final, fez nova quadra que lhe serviu de mote para desenvolver em Décimas do modo que agora aqui vos deixo à vossa superior consideração:

A MINHA CAMA E EU

Tenho uma cama macia
Que raramente abandono;
Durmo três sestas por dia
E levo as noites dum sono!

Não me chamem dorminhoco
Por eu três sestas dormir,
É só por me distrair
Porque eu até durmo pouco!
Se às vezes acordo rouco
É porque a cama se esfria
Nela o corpo alivia
P’ra minha comodidade,
E para estar à vontade
Tenho uma cama macia

Deitado ou a escrever
O meu tempo é preenchido,
Tão somente interrompido
Para comer ou beber!
Nada me faz demover
Nem o buraco do ozono,
Desde o Inverno ao Outono
Num ritmo cadenciado,
Eu sigo um rumo traçado
Que raramente abandono.

Durmo a seta da manhã,
Se me descuido um bocado,
Vejo que fiquei pegado
À outra que é sua irmã!
A cama é meu talismã,
Meu objecto de magia,
Dela nada me alivia
Por nela sentir conforto,
Se dormir é meu desporto
Durmo três sestas por dia!

Não me custa adormecer
No quentinho do lençol,
Vou p’rà cama ao pôr-do-sol
E o sono vai aparecer;
Na cama me fui meter
Porque dela sou o dono,
Às vezes até ressono
Mas se me deitar de lado,
Durmo como um condenado
E levo as noites de um sono!

14 de Junho de 2009

quarta-feira, 6 de abril de 2011

AMANHÃ HÁ CAFÉ COM LETRAS: 18 HORAS NA SEDE DA CA

A Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural dedicou a temática das duas sessões do Café com Letras do mês de Abril ao Turismo. E para abrir, já amanhã, vai estar entre nós um “peso pesado” com vasta experiência e conhecimentos nessa área: Trata-se do radialista RUI DIAS JOSÉ, que, além de ser Jornalista, foi realizador da Antena 1 (1984 a Novembro de 2010), integrou a equipa do “Passeio das Virtudes”, realizou o “Chão da Festa” e durante mais de 10 anos o programa “Feira Franca” Poderá visita-lo em http://www.cafeportugal.pt/


Para terem noção da projecção que este primeiro Café com Letras de Abril, subordinado ao tema: “A oportunidade do Turismo no desenvolvimento local” está a ter, por favor cliquem abaixo:

http://www.cafeportugal.net/pages/noticias_artigo.aspx?id=3350

Posto isto, pouco mais nos resta do que desejar que a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, consiga ter em público presente aquilo que tem em boa vontade,  ambição cultural e desejo de divulgação do nosso concelho.

terça-feira, 5 de abril de 2011

25ª JORNADA

GUIMARÃES 1 – SPORTING 1
(Primeira volta 2-3)

Só conseguindo empatar
O “terceiro” foi ao ar
Por fazer tão mau joguinho.
P’ró ano como vai ser?
Pergunte para saber
Ao Presidente Godinho…

BENFICA 1PORTO 2
(Primeira volta: 5-0)

De mil faixas desfraldadas
(Menos azuis que encarnadas),
Compôs-se o Estádio Luz,
E numa gritante maldade
Julgaram que a electricidade
Foi extinta por Jesus…

Mais uma vez foi vencida
E a Águia acabou comida
P’lo imbatível Dragão;
O terror de toda a gente
Pode dizer finalmente
Que ele é que é o campeão!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

AVIS VIRA VILA VERDE

Foto 1 - "Ainda é mais notório o crescimento das ervas por baixo dos carros que estão muito tempo sem sairem do mesmo local..."

Foto2 - "As ruas vestem-se diária e apressadamente de verde proveniente das imensas ervas de Primavera,"

Foto 3 - "Há que afirme que também já por aí apareceu um leporídeo ou outro ..."


Foto 4 - "Já se vêem papoilas nas nossas ruas..."

É verdade, Avis vira verde mas nada tem a ver com cores clubistas. Então acham que hoje estou em condições de ouvir sequer falar em clubes? Também não se trata de mudança de nome da nossa santa terrinha.

Retomemos o assunto. Por entre o branco do casario da nossa vila as ruas vestem-se diária e apressadamente de verde proveniente das imensas ervas de Primavera que infestam as ditas ruas. Poucas são as que escapam a esta situação. As fotos acima foram tiradas ao acaso. Mostram estas ruas como poderiam mostar outras quaisquer. Nos outros anos por esta altura já a “cura” lhe tem sido aplicada pelo que não se tem chegado a este ponto. Ainda é mais notório o crescimento das ervas por baixo dos carros que estão muito tempo sem sairem do mesmo local, como acontece no Largo Sérgio de Castro ou em diversos pontos da Rua António José de Almeida, por exemplo.

Já se vêem papoilas nas nossas ruas. Há que afirme que também já por aí apareceu um leporídeo ou outro, mas eu lá nisso não acredito. Só vendo.

É claro que quando lhe for aplicado um BASTAS, um RONAGRO, um TOUCHDOWN ou outro qualquer produto semelhante, elas, as ervas, depressa entregam a alma ao Criador.

E palpita-me que não vai demorar muito.
Vai uma aposta?

sábado, 2 de abril de 2011

POIS É...

Foto 1 - ..."a montante..."

Foto 2 - "....a jusante..."

Ontem foi dia 1 de Abril, o tal dia em que é permitido mentir a “DO CASTELO”. Já por aqui deixei escrito que, salvo nos dias 1º de Abril, tudo o que se for por cá escrevendo é verdade, à excepção é claro, de artigos de opinião, que representam tão-somente a opinião de quem os escreve e nada mais do que isso.

Felizmente que a nossa querida Albufeira do Maranhão não tem desastres ecológicos e que a notícia de ontem não era mais do que a mentira que "DO CASTELO" escolheu para o dia 1 de Abril. Quem lá longe está sempre à espera de notícia das sua terra, que me desculpe por ter pensado ser verdade.

Minha querida amiga A.C., acredite que mentiras aqui só lá para daqui a um ano. Certo?

Ora vejam como à hora a que se reportava aquela “maldita” notícia a nossa Barragem estava bonita e despoluída tanto a montante como a jusante do ponto fatal….

sexta-feira, 1 de abril de 2011

MÃO CRIMINOSA PROVOCA GRAVE DESASTRE ECOLÓGICO NA ALBUFEIRA DO MARANHÃO!

Quando nada o fazia prever, eis que uma catástrofe ecológica se abateu esta madrugada sobre a Barragem do Maranhão. Junto à ponte, nas imediações do local onde em tempos idos funcionou a Fábrica do Leite, apareceram esta manhã milhares e milhares de peixes mortos a boiar à superfície das águas.

Muitos de nós temos ainda presente o impacte que provocou há alguns anos, a reparação de umas válvulas de segurança junto ao paredão da Barragem e que foi responsável igualmente pela morte de muitas toneladas de peixe. Mas se nessa altura a acção foi consertada, já agora a situação é de todo inesperada já que não há fábricas a laborar a montante da área sinistrada e nem sequer a jusante.

No local encontram-se já as autoridades civis e militares, nomeadamente elementos da protecção civil, elementos das forças de segurança e elementos da autarquia local. Há cerca de meia hora “DO CASTELO” visitou o local e, dado que a notícia depressa se espalhou por todo o concelho, verificou que já são muitos os “mirones” que ali se encontram, notando-se inclusivamente a presença até de gente das freguesias a jusante da área afectada, nomeadamente de Alcórrego e Maranhão, com receio de que, dada a ainda forte corrente existente, a tragédia se estenda para as águas daquelas freguesias.

Vistas de cima da ponte, as águas apresentam uma cor amarelo/azulada que noutras zonas parece mais azul/amarelada e os peixes, nomeadamente carpas e barbos – alguns de grande porte – apresentam o abdómen demasiado inchado e os olhos vermelhos e como que a querem sair das órbitas. Por enquanto ainda não cheira mal.

“DO CASTELO” tentou entrar em contacto e falar com Nuno Sequeira, o novel Presidente da QUERCUS, mas na impossibilidade de o fazer, chegou à fala com Francisco Ferreira, daquela organização. Informou que assim que teve conhecimento do sucedido se meteu no seu carro e se encontra a caminho de Avis, encontrando-se à altura da nossa conversa, precisamente a atravessar a Ponte Vasco da Gama em direcção a sul.

Por sua vez, o Sr. Presidente da Câmara local, lamentando o sucedido, exige que “a verdade seja averiguada e que os infractores sejam exemplarmente punido, se for caso disso” e informou ainda que estavam a ser “repescados” antigos pescadores, como o Anselminho e o Parafuso de Avis, ou o Valério Martins de Figueira e Barros, para se virem juntar ao Tonhico de Benavila na apanha do peixe morto que depois será transportado em camiões da autarquia e enterrado numa enorme vala, sob a superior direcção do SPNA da GNR. Lamentou igualmente os graves prejuízos económicos que esta situação acarreta à Autarquia, numa altura em que são cada vez mais reduzidas as verbas que os Governos Centrais para cá nos canalizam.

Também por ali se encontrava, àquela hora, e demonstrando grande consternação e abatimento pelo sucedido, um dos directores do Herdade da Cortesia Hotel que disse a “DO CASTELO” sentir uma enorme mágoa pelo sucedido, numa altura em que tanta publicidade tem feito quanto às capacidades de navegabilidade e bem-estar ambiental que a Albufeira do Maranhão oferece para a prática do remo e numa altura em que a sua unidade hoteleira regista uma muito significativa taxa de ocupação. Não podemos garantir, mas pareceu-nos ver uma lágrima de raiva a bailar nos olhos deste industrial da hotelaria avisense.

Há hora em que abandonámos o local para vir fazer esta crónica e dar-vos a conhecer o que de tão grave se passa no nosso concelho, corria a hipótese, não confirmada, de que este desastre ecológico poderia ter sido provocado por uma descarga de “cura” das oliveiras provocado por alguém que lhe tenha sobrado produto e se tenha criminosamente aliviado dele na Albufeira ou por lavagem de tanques de produto nas águas do Maranhão. Curiosamente, ninguém atribuía as culpas aos espanhóis, donos da maior área de olival da nossa terra.

É natural que a curiosidade o leve a si a ir até à ponte da Fábrica do Leite, mas se o fizer, cumpra rigorosamente as instruções que as autoridades militares lhe transmitirem, e, se possível, retire a carro da estrada para descongestionar o trânsito evitando assim ainda males maiores.

“DO CASTELO” vai estar atento à evolução desta situação trágica que se abateu sobre a nossa barragem, um dos mais belos espelhos de água de Portugal que se vê assim, da noite para o dia, poluída e alvo das atenções por uma razão menos desejável, e sempre que se justificar voltará aqui para dar notícias mais actualizadas do evoluir desta situação anómala que tanto nos preocupa.

Nota: por motivo deste gravíssimo desastre ecológico, e para podermos dar uma informação mais detalhada e actualizada, hoje não serão publicadas as “Cestas de Poesia”. Aos habituais leitores desta rubrica as nossas desculpas embora pensemos que entenderão perfeitamente as razões desta nossa opção, por demais pertinente e oportuna.

quinta-feira, 31 de março de 2011

AVIS EM ALTA ( este ano é um vê se te avias....)

Quem o anuncia é aqui o "Campeão das provícias"  . "DO CASTELO" limita-se a "copiar e a colar"...


Varela Pècurto expõe na galeria de arte d'A Previdência Portuguesa


A galeria de arte e Centro de Mutualismo d'A Previdência Portuguesa, em Coimbra, tem patente ao público, de 04 a 29 de Abril, uma exposição de fotografias da autoria de Varela Pècurto, fotógrafo e artista de grande projecção internacional.


Natural de Ervedal do Alto Alentejo (concelho de Avis), Eduardo Francisco Varela Pècurto é, além de fotógrafo, jornalista, investigador de temas históricos e presidente da Assembleia Geral do Clube de Comunicação Social de Coimbra.


Apaixonado pela fotografia desde jovem, Pècurto iniciou a sua apresentação em salões internacionais dedicados a esta arte em 1949, expondo, nesse ano, em Lisboa e Insbruk (Áustria).


Espanha, França, Bélgica, Inglaterra, Dinamarca, Suécia, Alemanha, Jugoslávia, Chile, Argentina, Uruguai, Brasil, Cuba, União Indiana, Austrália, Hong Kong, Marrocos, África do Sul, Rodésia, Malawi e Rússia são outros países onde este artista já expôs.


Esta mostra, em Coimbra, é inaugurada na galeria de arte d'A Previdência Portuguesa no dia 04 de Abril, pelas 18h00.

quarta-feira, 30 de março de 2011

AVIS EM ALTA (outra vez!)

Foto: Pormenor do Monumento que em Avis  evoca o 25 de Abril, da autoria de Francisco Alexandre

A notícia chegou em primeira mão à Redacção “DO CASTELO” pela voz do escultor/autor. Agora é o Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sôr que no-lo confirma: FRANCISCO ALEXANDRE EXPÔE EM PONTE DE SÔR.
São por demais conhecidas as obras de escultura deste autodidacta que um dia – há muitos anos já – por motivos de emprego, trocou a sua terra, Ponte de Sôr, por Avis. Aqui foi funcionário público na Repartição de Finanças e mais tarde empregado bancário no já extinto Crédito Predial Português de tão boas recordações para alguns. De sua autoria, para quem não se lembre ou não saiba, refira-se o monumento evocativo do 30º aniversário da Revolução de Abril de 1974, que se encontra implantado na primeira rotunda de acesso a Avis, para quem nos visita vindo dos lados de Aldeia Velha ou de Benavila. Refira-se ainda as várias exposições que já fez, nomeadamente em Avis e em Almada.
Agora é a vez de a sua terra natal, (finalmente, dizemos nós) prestar uma justa homenagem a este ilustre artesão da pedra. Parafraseando outro artesão da nossa terra, o Sr. João Guilherme de Ervedal, diremos que o artesanato de Francisco Alexandre, “é um artesanato de luxo”.
A exposição será inaugurada no próximo dia 1 de Abril, sexta-feira, pelas 17 horas no Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sôr, situado na Av. da Liberdade 64-f naquela cidade vizinha, ali permanecendo à vossa curiosidade até dia 4 de Junho.
Denominada “ALENTEJO MEU ÁFRICA MINHA” o título só por si revela duas das paixões do artista: o seu Alentejo onde nasceu e reside e a África onde um dia teve que “ir parar” no cumprimento do serviço militar obrigatório.
A “DO Castelo” resta saudar mais uma vez este ilustre filho adoptivo de Avis, endereçando-lhe os parabéns por esta exposição, e a si, caro(a) leitor(a) dizer-lhe que realmente é uma pena se puder e não for visitar esta exposição.
Garantimos-lhe que não se vai arrepender.

domingo, 27 de março de 2011

AVIS EM ALTA

NUNO SEQUEIRA, que tem uma casa no Concelho de Avis, mais precisamente na Freguesia de Figueira e Barros, foi eleito Presidente da QUERCUS - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA.

A notícia que é vinculada pelo Semanário SOL, pode ser lida aqui:

DO CASTELO, apresenta parabéns e as maiores felicidades ao novo presidente de tão importante órgão defensor dA natureza  (e não só) em Portugal.

sexta-feira, 25 de março de 2011

CESTAS DE POESIA ( CLXIV)

Na semana em que o óbvio se concretizou com o pedido de demissão do 1º Ministro do Governo da República Portuguesa; no dia em que fiz um novo amigo chamado Carlos; em vésperas do Psicólogo e Psicanalista, Dr. Eduardo Sá, estar presente à conversa com pais, pelas 17 horas no Auditório Municipal Ary dos Santos, em Avis, cá está mais uma Cesta de Poesia.


Com o aproximar dos dias maiores e as temperaturas mais amenas, chega o tempo das sestas. Que o digam “Os amigos da Sesta” ou que o diga o nosso convidado e grande poeta JOSÉ DA SILVA MÁXIMO que dedicou estas décimas à sua cama e ás sestas que nela passa.


Para ler e meditar:


Tenho uma cama modesta
E de muita serventia!
É nela que durmo a sesta
Três, quatro vezes ao dia!


Como já sou reformado,
Sem horários a cumprir,
Mesmo sem ser p’ra dormir
Volta e meia estou deitado!
Até sem estar cansado
A vida a isso se presta,
O ócio se manifesta
Por não ter ocupação,
À minha disposição
Tenho uma cama modesta.


Não tem os lençóis bordados
É uma cama vulgar
Mas é p’ra mim o lugar
Onde passo os meus bocados;
São momentos sossegados
Ali penso a poesia,
Dou largas à fantasia
Naquela pobre caminha
Não é rica mas é minha
E de muita serventia.


Não sei se sou mandrião
Se é já do corpo o costume,
A posição que ele assume
Em qualquer ocasião!
Porque está ali à mão
Não tenho outra como esta
É conforto que me resta
Mas como nunca me canso
É na cama que descanso
É nela que durmo a sesta.


Cada vez que me apetece
Relaxar um bocadinho,
Vou ao pequeno quartinho
Logo a caminha se of’rece!
A cama já me conhece,
Dá-me tudo, em mim confia,
Sempre fofinha e macia
Como ela está sempre a jeito,
Eu nesta cama me deito
Três, quatro vezes ao dia!

25-09-2008

quarta-feira, 23 de março de 2011

AMANHÃ: COMO CONVIVER COM ANIMAIS SAUDÁVEIS, (NA SEDE DA ACA

Amanhã há Café com Letras na Sede da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, a partir das 18 horas. Como habitualmente as entradas são livres e as estas tertúlias podem assistir sócios e não sócios da ACA.
Eu sou do tempo em que os gatos comiam ratos e nas portas havia um buraco junto ao chão por onde eles entravam e saiam das casas, que se chamavam “gateiras”. Dormiam nos palheiros. Eu sou do tempo em que certo ano em casa de meus pais havia um corvo chamado Vicente que comia restos de comida (gostava particularmente de grão com massa). Sou do tempo em que os cães eram alimentados com pedaços de pão duro e restos de comida caseira.
Hoje tudo mudou: os animais, chamados domésticos, só comem comida preparada propositadamente para eles, coabitam em boas instalações e têm assistência médica garantida: são vacinados, desparasitados, esterilizados, anestesiados, internados. Têm uma assistência médica melhor que muitas pessoas, digo eu.
Por todas estas alterações conseguiu-se diminuir significativamente o número de doenças transmitidas daqueles para os humanos. Ainda não há muitos anos era frequente ouvir-se dizer que fulano tinha apanhado brucelose, coisa que agora felizmente, acontece com mais raridade. Eu próprio apanhei brucelose, uma vez.
De tudo isto e muito mais nos irá falar amanhã a Doutora Veterinária CRISTETA MARTINHO, convidada do Café com Letras.
Vamos todos, aqueles que quiserem estar presentes, aprender muito e tirar certas dúvidas. Por exemplo: será verdade ou será mito que as criancinhas vêm de França, enroladss numa fraldinha e transportadas no bico de um animal chamado Cegonha?
Até amanhã.
Lá!

terça-feira, 22 de março de 2011

24 JORNADA

SPORTING – 0 UNIÃO LEIRIA 0


Mas que fera será esta
Que foi o rei da floresta
E não assusta ninguém?
Com as próximas eleições
E com euros aos milhões
Esperem o que aí vem…


PAÇOS DE FERREIRA 1 – BENFICA 5


(Primeira volta 2-0)


É perfeita patetice
Chamarem Maria Alice
Ao homem da bandoletta;
Jogando dez minutinhos
Marca logo dois golinhos:
O Nuno é um grande atleta!


PORTO 3 – ACADÉMICA1


(Primeira volta 0-1)


C’a lição bem estudada
Porto não perdoa nada:
Com o título mais perto
Lá aplicou outra vez
A célebre chapa três!
Num resultado que é certo …

domingo, 20 de março de 2011

FOI PRECISAMENTE HÁ UM ANO!!!!!!!!!!!!!!!!!

Foto: Esta lixeira na Aldeia Velha ficou ....como estava....


Faz hoje precisamente um ano que um punhado de amigos do ambiente, levaram a cabo uma acção de limpeza em algumas das inúmeras lixeiras do concelho de Avis. Lembram-se? Talvez que alguns se lembrem de ter ouvido falar, outros se lembrem por terem entrado directamente no Projecto Limpar Portugal.

Confesso que à altura me cheguei a convencer que era um projecto com pernas para andar, com pernas para mais tarde voltar a actuar noutros locais do nosso concelho. Falando com muitas pessoas – tirando os “Velhos do Restelo” - ficava-se com a sensação de que um dia menos pensado e a não muito curto prazo haveria um “Limpar Avis”.

Puro engano. Passou um ano e, a esse nível, nada mais se fez cá por Avis. A culpa será certamente de todos – incluindo o autor destas linhas - que deixaram arrefecer aquele espírito positivo que a todos nos imbuía para conseguirmos um concelho mais limpo.

“DO CATELO” contactou o Coordenador Concelhio de Avis do Projecto Limpar Portugal no sentido de saber porque teria este projecto morrido tão cedo. O mesmo informou que em 20 de Setembro de 2010, na passagem dos primeiros seis meses do evento, tinha enviado uma mensagem a todos os membros do Grupo que se encontravam inscritos na Net e que, de todos os elementos inscritos, apenas DOIS (o Henrique Portela e a Ana Martins) tinham respondido afirmativamente à hipótese de se avançar para “outra limpeza”…

Conclusão: "DO CASTELO" acha que o Coordenador não fez tudo o que estava ao seu alcance: deveria ter insistido e não o fez…

(...e já agora que ninguém nos ouve: VOCÊ está de consciência tranquila?)

Para que possam recordar essa jornada magnífica de cidadania activa,  passem  aqui por favor: