quarta-feira, 17 de agosto de 2011

FUI A SANTANA ( DE PORTEL)

Sábado. Dia 13 de Agosto de 2011.
Se gosta do Alentejo venha comigo. Se não quiser ou não possa vir, peça a alguém que lhe leia estas linhas e feche os olhos. Depois de ouvir, abra-os e veja se as fotos coincidem com a descrição que ouviu.
 Tomamos a estrada que de Évora nos conduz a Sul. Reguengos? S. Mansos? Monte de Trigo? Portel? Vidigueira? Beja? Ná! Nada disso. Cortamos à direita para a Torre de Coelheiros. Deixamo-nos perder a vista pelos campos sem fim e por uma estrada em recta que mais parece não ter final. Passamos por Torre de Coelheiros pela rama. Só de passagem, parece que as terras ainda são mais pequenas do que na realidade são. Mais uns quilómetros. Avançamos não sem antes travar para ver mais de perto uma bela novilhada “ desmamada e pronta para a cobrição” no dizer do meu colega de viagem. a paisagem é soberba para quem gosta do Alentejo. É o nosso caso.  À frente um toiro bravo mostra a sua altivez. Põe-se em pose. Fotogénico. Lá ficou e nós lá fomos. Proximidades de Oriola e da Barragem do Alvito. Aí cortamos à esquerda e depois á direita para Santana. De Portel. Santana de Portel. Ao chegarmos uma placa indica-nos Portel para a esquerda e a Junta de Freguesia e os Correios e o Cemitério para a direita. Desço. Não sei, talvez por causa do cemitério, vou para a esquerda. Sozinho. O meu companheiro de viagem foi trabalhar.
Ninguém sabe ou imagina sequer como me é agradável passear, sem tempo controlado pelo relógio, à descoberta destes pequenos povoados alentejanos. Pouco passa das cinco da tarde e o tempo está abafado. Custa a respirar. Pouca gente a mexer. Ainda é hora de sesta. Junto a um parque/café lá está a água, tão bem-vinda neste tempo de canícula. Mais à frente duas preciosidades: um lavadouro público com a indicação expressa de que “ Lavagem de mantas e cobertores só às terças e quartas feiras”. Um portento! Mais á frente uma enorme placa anunciando as saudades que deixaram as festas em honra de Santa Ana, realizadas em Julho de 2009…
A aldeia acaba ali para aquele lado. Mas há outro lado. Sempre tenho que ir em direcção ao cemitério. E vou. As ruas lá estão tipicamente alentejanas : casas térreas “debruadas” a amarelo, azul ou até verde…um mimo! Um ou outro idoso já se começa a aventurar a vir até algum banco à sombra. Não há jovens. Não se veem jovens. Cumprimento e pergunto para que lado é a Igreja. Indicam-me e sigo subindo a Rua da Estação. Chegado ao topo não vejo restos ou sinais de qualquer estação. Perscruto no horizonte e nada. Mas o nome está lá: Rua da Estação. Descubro a Igreja, imponente na sua traça. Está fechada e o relógio tem os ponteiros parados nas seis e trinta e cinco. Mas trabalha que o bater das seis datarde foi dado com grande sonoridade nos altifalantes colocados no cimo da ermida.
Por aqui, por Santana (de Portel) há quem deixe as suas impressões pessoais à porta: uma renda bonita numa porta antiga deixa antever umas mãos de fada (talvez também antigas); uma caixa de correio com a inscrição “BRIEFKASTEN”, deixa antever a existência de algum emigrante; uma bilha de barro lá bem no alto de um telhado, poderá ser sinal de promessa para que a água nunca falte neste Alentejo ressequido; uma placa não identificada cheira a que ali mora uma família cujo apelido está escondido com o rabo de fora…; uma caveira num quintal, poderá ser sinónimo de desesperança por parte de quem já muito lutou pela vida…e nã vê melhorias.
De novo a Rua da Estação. Ao fundo da subida. Dois idosos, meus colegas, tentam refrescar-se com uma leve brisa que começa a soprar. Saúdo.
- Boa tarde, amigos. Tá quentinho…
- Santas Tardes! Pois tá, mas ontem teve mais esbrasiado…hoje há um ventinho…
- Digam-me lá: esta é a Rua da Estação. Houve aqui alguma estação? …dos caminhos de ferro?
- Ná. Nã senhori. Aqui nunca houve acomboio..
- Mas tendo o nome de Rua da Estação…, insisto.
- Nã sê. Aqui desde que me conheço que chamam aqui a isto a estação e essa é a Rua da Estação. Vossemecê pergunta muito bem mas não sabe a quem, como se acostuma dizeri… diz o meu novo amigo, entre uma risada e uma cuspidela com restos de tabaco mastigado sem querer, sinal evidente dum cigarro mal feito.
-Boa tarde Zé. Então e o tu pai? Tá melhori?..
- Olhe lá está na horizontal…
- Tá melhori?
- Tá no Hospital de Beja. Tem uma pedra no rim e agora descobriram outra na bílis…se calhar era por isso que ele tinha aquelas avomitações…
Este, o filho do pai que está no Hospital de Beja, tem sotaque de emigra. Quem sabe será o dono da tal casa que tem a tal caixa de correio…
- Já hoje estive. Vim de lá há bocado. Fiz-lhe a barba que há lá um barbeiro mas eu que lha fiz…deixe-lhe um bigote…
O filho do pai que está no hospital de Beja afasta-se ao fim de algum tempo de conversa. . Um dos ficantes diz:
- Coitado” o pai deste também nasceu para sofrer…só para sofrer..
Responde o outro ficante:
- É assim, há quem passe uma vida e parece que tudo lhe core bem, outros…
E o primeiro ficante que falara, volta-se para mim e dispara à queima-roupa, como se receasse a presença deste intruso em terras de Santana:
- Vossemecê anda a tirar fotografias, é para alguma reportagem?
Expliquei-lhe o que tinha a explicar e disse-lhe que era de Avis, perguntando de imediato se ele, ficante, conhecia Avis.
- Conheci, sim senhor. Andei lá a trabalhar nuns fornos de carvão…
- No tempo da Cooperativa?, tento adivinhar…
- Nã senhori. Muito antes do 25 de Abril…
Agora que a conversa prometia, eis que chega o meu companheiro e minha boleia nesta investida por terras de Portel, por terras de Santana.
Quem sabe um dia não hei-de voltar…nem que seja para rever aos locais que deram lugar às fotos que abaixo vos deixo...



Foto 1: " Deixamo-nos perder a vista pelos campos sem fim ..."
Foto 2: "... uma bela novilhada “ desmamada e pronta para a cobrição”...

Foto 3: "À frente um toiro bravo mostra a sua altivez."


Foto 4: " Junto a um parque/café lá está a água,..."

Foto 5: "  Lavagem de mantas e cobertores só às terças e quartas feiras”.
Foto 6: " uma enorme placa anunciando as saudades que deixaram as festas em honra de Santa Ana..."


Foto7: " As ruas lá estão tipicamente alentejanas ..."
Foto 8: " Descubro a Igreja, imponente na sua traça."

Foto 9: "   uma renda bonita numa porta antiga ..."

Foto 10: "...uma caixa de correio com a inscrição “BRIEFKASTEN”,..."

Foto 11: "...uma bilha de barro lá bem no alto de um telhado..."

Foto 12: " uma família cujo apelido está escondido com o rabo de fora..."
Foto 13: "   uma caveira num quintal, poderá ser sinónimo de desesperança ..."

terça-feira, 16 de agosto de 2011

ALCÓRREGO EM FESTA!

Foto 1:  " São cerca de vinte elementos mas valem por duzentos!"



Foto Nº 2 :"  A bandeira exposta em local bem visível..."

Foto 3: " O público ora ouve em silêncio profundo..."

Foto 4: " De registar o acto simpático da Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural..."

o cerca de vinte elementos mas valem por duzentos! Ontem, dia 15 de Agosto, estiveram em palco (curiosamente) quinze! A bandeira exposta em local bem visível, deixa-nos facilmente antever de que estes são os elementos do GRUPO DE CANTARES DE ALCÓRREGO, que integram a Associação de Solidariedade de Reformados Pensionista e Idosos de Alcórrego (ASRPIA).
Tivemos o privilégio de ter assistido à apresentação pública oficial deste grupo. Já antes tinha havido duas presenças fugazes em público mas o dia 15 de Agosto marca efectivamente o dia do lançamento e o dia em que – no dizer do Sr. José Matono, presidente da ASRPIA, “Já podem começar a receber convites para actuarem em qualquer lugar”.
Alguns elementos denotavam algum nervosismo. Além dos ensaios não serem tantos quantos os desejáveis, por causa das despesas e sempre por causa das dificuldades económicas que as associações atravessam, acrescia a responsabilidade da apresentação ser feita em casa, perante o seu público mais fiel mas quiçá o mais crítico. Ao olharmos para o palco vemos, sentimos, como a partir do primeiro compasso aqueles homens e mulheres se soltam, se entregam de alma e coração, vivendo com entusiasmo o que estão a fazer. As vozes vibram. Tocam-nos a alma. Sublimes. O público ora ouve em silêncio profundo, embevecido, ora acompanha em coro as canções que melhor conhece. E bate palmas entusiásticas. Ritmadas. Gostosas.
Para a história fica este dia de lançamento de um grupo que canta entre outras canções e modas, a “Açorda Alentejana” com versos dessa poetisa tão querida que é a minha conhecida e amiga ROSA DIAS, de Campo Maior.
De registar o acto simpático da Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural, ter oferecido uma lembrança para ficar a perpetuar este dia de festa.
“DO CASTELO”, endereça os parabéns a todos que acarinham este projecto, certo que o mesmo terá, melhor, tem, pernas para andar.
Assim os Homens queiram.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Cestas de Poesia CLXXXII)

Na semana em que começou a disputar-se a Liga de Futebol, com o Benfica a oferecer dois pontos à concorrência; na semana em que esse mesmo Benfica jogou só com um português em 13 jogadores utilizados, enquanto na classificação geral da volta a Portugal em bicicleta, nos primeiros dez classificados da geral há 9 (nove) portugueses; na semana em que, repito, o contentor de recolha de vestuário junto à casa do Benfica, em Avis, já se encontra despejado de modo a poder recolher mais roupas e calçado; na semana em que a maioria, incluindo eu, pensava que o Ministro das Finanças vinha anunciar cortes na “gordura” do estado, eis que o mesmo ministro nos vem anunciar o aumento do IVA de 6 para 23% em matérias tão necessárias como o gás e a electricidade; na semana em que foi tornado público a realização do V Encontro de Poetas Populares no Concelho de Avis, a realizar em 10 de Setembro, em Alcórrego, eis que chega a nossa “Cesta de Poesia”.
JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, não gosta de noites escuras (quem sabe se pelo motivo de em noites escuras se ter de gastar mais gás e mais electricidade para nos alumiarmos…). Apesar de neste momento nos estarmos a aproximar da fase de Lua Cheia, aqui fica o “queixume” do poeta, para conferirmos lá mais para daqui a quinze dias, na Lua Nova…

Uma noite sem luar
É atroz e dá tristeza;
É medonha e faz pensar
Mistérios da natureza

A noite encobre as maldades
E em certas ocasiões
Até encobre os ladrões
Dá-lhes oportunidades;
Mesmo nas localidades
Onde há luzes a brilhar,
Há sempre horas de azar
Que enfrentá-las não desejo,
Entristeço quando vejo
Uma noite sem luar.

Noite sem ter claridade
É demasiado insegura
Para qualquer criatura
Seja no campo ou cidade;
Até provoca ansiedade
É tudo a vã incerteza
Não tem nenhuma beleza
Noite escura, enevoada,
Não convida mesmo nada
É atroz e dá tristeza.

Se depois do Sol partir
A Lua estiver brilhando
É tão bom de vez em quando
Ir ao campo e distrair!
O ar puro usufruir,
No silêncio a passear
Mas se a Lua não brilhar
Não há mais motivação,
Entristece o coração,
É medonho e faz pensar.

Noite escura me sufoca,
Me lembra a todo o momento
Que nesse escurecimento
Há lobos fora da toca!
Os medos que me provoca
São duma estranha rudeza,
Pois penso ver com firmeza
Os lobisomens uivando,
Ou as bruxas espalhando
Mistérios da Natureza.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

EM BOM PORTUGUÊS

O "Português" enquanto língua escrita e falada, vai estando cada vez mais mal tratado. Ora vejam aqui alguns "mitos" que convém desfazer.
Clique e delicie-se:

domingo, 7 de agosto de 2011

E você sabe o que é a OAOA?

A Praça Serpa Pinto revitalizou-se. Ali bem em frente do Posto de Turismo, uma simpática placa, diga-se que elaborada com muito requinte, indica-nos onde abriu a OFICINA de ARTES e OFÍCIOS de AVIS (OAOA). Por iniciativa da JUNTA DE FREGUESIA DE AVIS, e muito devido à dinâmica da sua Presidente e seus conselheiros mais directos, nasceu esta Oficina no seguimento da bienal Art’Avis – I Feira de Artesanato Urbano de Avis. Na novel Oficina podem os artesãos avisenses mostrar as suas obras, além de possuírem um espaço para trabalhar ao vivo. Por lá podem ser vistos trabalhos de cortiça, de cabedal, artesanato em papel de jornal, rendas, roupinhas bonitas e tudo o mais que os artesãos acharem por bem expor.
Por compromissos anteriormente assumidos (nunca vi uma desculpa assentar tão bem para justificarmos uma ausência que por vezes não tem nada ver com compromissos anteriormente assumidos, a não ser o compromisso de lá não ir…o que não foi o caso, diga-se de passagem...), por compromissos anteriormente assumidos, dizíamos, “DO CASTELO” não pôde fazer a reportagem, aquando da inauguração deste espaço, ocorrido no passado dia 28 de Julho, como seria sua intenção. No entanto já visitou o local e dá os parabéns, na pessoa da jovem Presidente Dr.ª Anabela Canela, a todo o elenco da Junta de Freguesia de Avis, pela ideia e mostra-vos abaixo algumas imagens do que poderão por lá encontrar:
ANIBAL FERNANDES, expõe uma pequena mostra dos quase 200 exemplares que constituem a sua riquíssima colecção de elefantes, não sem antes nos explicar o porquê desta iniciativa; os cestos que por lá há, mais parece serem de verga quando afinal são de papel (ver par crer); há rendas e bordados; a parede da frente está “forrada” de uma renda colocada pela amiga Rute Reimão (digna de se descobrir); António Bonito, poderia lá faltar nestas “andanças” do artesanato e trabalhos de mais uma boa meia dúzia de jovens artesãs cujas obras merecem toda a nossa atenção. Curiosamente escasseiam os jovens artesãos…
A oficina já está aberta todos os dias da semana, inclusive feriados e fins-de-semana, das 9h às 13h e das 14h às 17h.
Quando ali passarem, entrem, não finjam que não vêem que há ali algo de novo.

Informação: Registamos com agrado que o contentor receptáculo de vestuário e calçado junto às imediações da Casa do Benfica em Avis, já foi despejado.
Foto 1: "...uma simpática placa... indica-nos onde abriu a OFICINA de ARTES e OFÍCIOS de AVIS."


Foto 2: "ANIBAL FERNANDES, expõe uma pequena mostra dos quase 200 exemplares que constituem a sua riquíssima colecção de elefantes,..."

Foto 3: "... o porquê desta iniciativa"

FOTO 4: "... trabalhos de mais uma boa meia dúzia de jovens artesãs ..."

Foto 5: "... há rendas e bordados..."

Foto 6: "...António Bonito, poderia lá faltar nestas “andanças..."





Foto 7: "...os cestos que por lá há, mais parece serem de verga quando afinal são de papel..."


Foto 8: "...a parede da frente está “forrada” de uma renda colocada pela amiga Rute Reimão (digna de se descobrir)"


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

CESTAS DE POESIA (CLXXXI)

Na semana em que 14 mercenários (nenhum português jogou!!!!!) ao serviço do Benfica conseguiram passar a fase de Play-off de acesso à Taça dos campeões Europeus; na semana em que ainda hoje de manhã o contentor -receptáculo de roupas que se encontra nas imediações da Casa do Benfica, em Avis, continuava cheio, com roupa espalhada no chão; na semana em foi arrancada a figueira que há muitos anos tentava vingar no topo sul da Torre da Rainha; na semana em que foi inaugurada na Rua Joaquim de Figueiredo, nº 6, em Avis, uma exposição de fotografia, da autoria de Ana Velez, intitulada “Arquitectoutras”; na semana em que foi mostrado no Auditório Municipal de Avis, o exercício final dos Formandos do Percurso Formativo de Expressão Dramática desenvolvido na Fundação Maria da piedade Varela Dias, em Avis, eis que chega mais uma Cesta de Poesia. Ainda com o poeta popular, JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, de santo António das Areias.
Para que não sobrem dúvidas sobre o valor de um beijo, vejamos o que o “MESTRE” em Décimas, nos diz:

Lá por eu te dar um beijo
Apaixonado não estou!
Foi apenas um desejo
Mas depois tudo passou.

Não sei se sou pecador
Nem se beijar é pecado;
Talvez eu tivesse errado
Subestimando o valor;
Seja de que modo for
Repetir já não almejo,
Não alinhes no cortejo
Por estarmos abraçados
Não faças planos errados
Lá por eu te dar um beijo.

Loucuras da mocidade,
Verdes anos de ilusão!
Talvez a ocasião
Fizesse a oportunidade;
Direi que em boa verdade
Já tudo o vento levou,
Nem a saudade ficou
P’ra fazer que outro aconteça,
Por estranho que pareça
Apaixonado não estou!
Foi bom, não posso negar,
Mas nunca chegou a ser
Tão forte p’ra me prender
Nada p’ra me apaixonar!
Muito fácil de olvidar
Um compromisso não vejo,
Uma vez que tive ensejo
Sem nada te prometer,
Não foi amor, podes crer,
Foi apenas um desejo.

Num momento de euforia
Que nem posso perceber
Eu não me pude conter
E dei-te um beijo, Maria!
Não sei se era o que eu qu’eria
Jurar que sim eu não vou,
Mal o beijo se acabou
Não mais veio ao pensamento,
Foi bom aquele momento
Mas depois tudo passou.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

FEIRA FRANCA DE AVIS 2011 - FINAL

Foto Nº 1 - "o “pessoal” dos stands... encostou todo ao lado da sombra..."

Foto Nº 2 - "...os Amigos de Aviz lá iam vendendo os seus livros..."

Foto Nº 3 - "...a exposição colectiva de fotografia chamava a atenção de quem por lá ia passando."

Foto Nº 4 - "...houve quem não pudesse descansar convenientemente ..."

Foto Nº 5 - "...houve quem sem “prestasse” para a “objectiva..."

Foto Nº 6 - "...houve um padrinho que só duma assentada... juntou ali três afilhados..."

Foto Nº 7 - "...por lá passou ... o “Grupo de Cantares do Terreiro da Alegria” ...

Foto Nº 8 - "...e à noite se juntou um público a encher para aí “meia - casa”...

Foto Nº 9 - "...para aplaudir Miguel Gameiro."



Foto Nº 10 - "...toda a ajuda é bem-vinda para fechar convenientemente o Stand ..."




Porque a Feira Franca de Avis, na tarde de Domingo, estava quente o “pessoal” dos stands em que o sol entrava de chapa, encostou todo ao lado da sombra e porque a Feira é local de conversas, conversava-se com os vizinhos, deitavam-se palpites se o dia de Domingo iria ser melhor ou pior que os anteriores.

Porque a Feira é para vender, os Amigos de Aviz lá iam vendendo os seus livros.

Porque a Feira é exposição, a exposição colectiva de fotografia chamava a atenção de quem por lá ia passando. Parabéns aos mentores desta ideia que está a angariar, em cada ano que passa, mais seguidores e amantes da fotografia.

Porque a Feira é tempo de diversão, houve quem não pudesse descansar convenientemente devido aos “brincadeiras” de um a amigo.

Porque a Feira é tempo de recordações, houve quem sem “prestasse” para a “objectiva” com o “objectivo” de mostrar quem é mais fotogénico.

Porque a Feira também é ponto de encontro, houve um padrinho que só duma assentada e num ápice juntou ali três afilhados (ao que consta, se tivesse sido na sexta-feira, juntaria quatro…).

Porque a Feira também é música por lá passou no último dia o “Grupo de Cantares do Terreiro da Alegria” e à noite se juntou um público a encher para aí “meia - casa” para aplaudir Miguel Gameiro.

Porque a Feira também é segurança, toda a ajuda é bem-vinda para fechar convenientemente o Stand (o que ás vezes não é fácil), não vá o diabo tecê-las.

Porque a Feira pode sempre ser melhorada, ainda que em pequeninos pormenores, sugiro o seguinte: o Bairro do Serradão, nos dias de Feira é um amplo parque de estacionamento que quase lota. O acesso ao recinto da feira é feito por umas escadas que há anos se encontram em muito mau estado de conservação. Por ali transitam algumas centenas de pessoas que têm que fazer autênticos malabarismos para não caírem nelas. Apesar da crise, acho que seria fácil e não muito dispendioso, recuperar aquelas escadas de modo a evitar que ali surja algum acidente menos agradável. Fica a sugestão e um ano para as obras...

Porque tudo tem um fim, porque gostei de ouvir o Miguel Gameiro e porque foi com um abraço que Miguel Gameiro chegou e foi com um abraço que Miguel Gameiro se despediu, deixo-vos eu também o meu abraço: AQUI!

domingo, 31 de julho de 2011

FEIRA FRANCA - SÁBADO - SEGUNDO DIA

Foto 1: Os Gadés” da Figueira arrumaram o Ferreira e “O Bigodes” de Avis"

Foto 2: "Ontem ...houve mais público..."

Foto 3: "...tudo depende das mãozinhas que dominam a máquina..."

Foto 4: "...apesar da cerveja ser a rainha..."

Foto 5: "...Fundação Abreu Callado..."

Foto 6: "...João Rato..."

Foto 7:"...Rovisco Garcia..."

Foto 8: "Fontes Paredes..."

Foto 9: "...até havia a vender pássaros engaiolados…"

Foto 10: "...a olaria das Brotas, foi disso exemplo..."



Foto 11: "...Os trabalhinhos da Rita ..."

Foto 12: "...os produtos do Vale do Mestre, de Valongo..."

Foto 13: "...qual o acordo meio escondido que existirá entre o Passos e…"


Se quiser vir à Feira ainda tem o dia de hoje, Domingo. Depois…só já para o ano. Ontem, sábado, tal como se esperava (e ai da Feira se assim não fosse), houve mais público. Nada de enchentes como já vimos aqui há alguns anos, mas mais público.
Mas a “festa” começou bem cedo com o Jogo da Malha, sendo que desta vez “Os Gadés” da Figueira arrumaram o Ferreira e “O Bigodes” de Avis…para Benavila seguiu o 3º lugar do Pódio…
Um dos grandes problemas para estes eventos é, por vezes, arranjar local para estacionar. Mas tudo depende das mãozinhas que dominam a máquina. Há quem faça autênticos malabarismos…ó se há!
Instalado o carro, e apesar da cerveja ser a rainha da feira, não podemos deixar de realçar as provas de vinhos da nossa região: Fundação Abreu Callado; João Rato; Rovisco Garcia e Fonte Paredes. Uma nota de destaque pela positiva para a Fundação Abreu Callado, por ter exposto uma tabela com o preço de venda ao público dos seus vinhos.
Este ano além dos habituais e caros balões que se vendem à entrada, até havia a vender pássaros engaiolados…
O artesanato ao vivo é uma situação que sempre me desperta a atenção. E a olaria das Brotas, foi disso exemplo.
Os trabalhinhos da Rita são sempre simpáticos e os produtos do Vale do Mestre, de Valongo, são já uma referência no panorama dos licores e sabores da nossa terra.
Não deixa de me preocupar qual o acordo meio escondido que existirá entre o Passos e…quem será o e…? se souberem avisem-me, não venha aí novo imposto…

sábado, 30 de julho de 2011

JÁ AÍ ESTÁ A FEIRA FRANCA DE AVIS 2011

Foto 1: " O público não me pareceu ser muito,..."

Foto 2 : "...nos locais mais recônditos do corpo humano. "

Foto 3 : "Os Amigos de Aviz...Mas também encontram lá a célebre colectânea..."

Foto 4 :"...descubra quem é a MARIOLA ..."

Foto 5: "aproveitam para se sentarem no muro ..."

Foto 6 : "...o Alcórrego, está muito à frente em termos de novas tecnologias..."

Foto 7 : "...a nossa Junta de Avis e porque “somos nós”!

Foto 8 :"...Delicie-se com uns crepes de sonho ..."

Foto 9 : "...o stand do Grupo de Teatro “A FANTASIA...Dar-lhe-íamos de bom grado o prémio “Inovação Feira Franca Avis 2011”.



Foto 10: “La Frontera"...

Ela aí está! A Feira Franca de Avis está neste momento a cumprir o seu primeiro dia de calendário em novo agendamento.
O público não me pareceu ser muito, pese embora o facto da experiência nos dizer que o melhor dia de Feira é o sábado. Quanto a isto só há uma maneira de se inverter esta situação: é você caro(a) leitor(a), vir até Avis e, se possível for, trazer um ou dois amigos.
É bom rever as caras que há vários anos por ali se encontram, no que aos expositores diz respeito. É acima de tudo sinal de que tanto eles como nós, ainda estamos vivos.
Logo a abrir a Feira, do lado esquerdo de quem sobe, o Francisco Alexandre apresenta-nos a par do seu porquinho de estimação, alguns “modelos” mais ousados. As cabeças dos artistas são assim mesmo: um manancial de imaginação, que por vezes se alcança nos locais mais recônditos do corpo humano. Oh!Oh!... A seguir os Amigos de Aviz teimam em pôr-nos a ler e para isso têm livros a preços de saldo já depois das rebaixas de Verão: livros a 0,50€ são “mato”. Mas também encontram lá a célebre colectânea dos 40 poetas e poetisas do concelho de Avis.
Vá até á Feira e descubra quem é a MARIOLA que este ano por cá se instalou. Se estiver cansada, olhe, faça como certas gentes que aproveitam para se sentarem no muro e ir vendo quem passeia. Passe pelo stand das Juntas de Freguesias e veja como o Alcórrego, está muito à frente em termos de novas tecnologias: passe por lá e descubra você próprio o porquê desta afirmação. E já agora veja como está bem resumido o que pretende ser a nossa Junta de Avis e porque “somos nós”! Delicie-se com uns crepes de sonho e veja porque é que “DO CASTELO” elegeu o stand do Grupo de Teatro “A FANTASIA”, de Ervedal, como sendo aquele que melhor decoração apresenta. Dar-lhe-íamos de bom grado o prémio “Inovação Feira Franca Avis 2011”.
Quanto ao espectáculo de hoje, pouca gente a assistir. Soube-me a pouco, o público e o conjunto. Pensei que “La Frontera” me trouxesse (ou levasse) aqueles sons de conjuntos espanhóis que conheci e que preencheram vários serões do meu passado (quase longínquo…). Para recordar vou ouvir de seguida “LOS BRAVOS”,  (oiça comigo clicando no nome do conjunto...). Se pretender uma versão mais actualizada, clique agora aqui: LOS BRAVOS!.
Só graças à compreensão dos expositores é possível apresentar estas fotos principalmente a quem está longe e não pode vir até Avis este fim-de-semana. Pois bem, nem sempre assim acontece: um “feirante” que vende cata-ventos e artigos em ferro (fica na subida do lado esquerdo) não nos deixou tirar uma foto. Pelo seu (deles) mau feitio, não era mal feito que a feira lhe corresse mal. Digo eu…
Amanhã é novo dia, melhor, mais logo a partir das 16,30h. Espero poder velo(a) lá pela nossa Feira. Até lá!

P.S.: Oxalá não se cumpram os vaticínios que ouvi hoje numa rádio nacional de que para Domingo à tarde eram esperadas trovoadas e chuva no Norte e centro do País… 

sexta-feira, 29 de julho de 2011

CESTAS DE POESIA ( CLXXX)

Na semana em que estive ausente de Avis durante três dias úteis, por motivo de trabalho (árduo, diga-se de passagem); na semana em que vi de novo o Jorge Jesus a mascar pastilhas elásticas nos jogos do Benfica; na semana em que foi inaugurada o novo espaço OFICINA DE ARTES E OFICIOS DE AVIS; na semana em que continua por esvaziar o contentor receptáculo de roupas e calçado instalado nas imediações da casa do Benfica em Avis, eis que chega mais uma Cesta de Poesia.
JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, fala-nos de uma coisa interessante: o respeito e carinho que todos devemos ter pelo nosso pai e que, infelizmente, cada vez vai sendo menor, por parte de certos filhos.
Então é assim:

O que dum pai receberes
Enquanto és pequenino,
É para lhe devolveres
Quando já fores velhinho

‘Inda não tinhas nascido
Já teu pai muito cismava;
Noites e dias passava
A pensar noi filho q’uerido..
Dando voltas ao sentido
Durante os seus afazeres,
Consciente dos deveres
Para te dar, seu “tesosouro”,
Guarda p’ra ti como ouro
O que dum pai receberes.

Quantas canseiras e lida
Sofreu para te criar!
Sempre pronto p’ra te dar
O melhor da tua vida;
Ver-te d ecabeça erguida,
Enfrentar só, teu destino,
Não temer o sol a pino,
Ser destemido e audaz,
São projectos que ele faz
Enquanto és pequenino.

Cresceste, foste educado,
Já és de maior idade,
Já tens responsab’lidade
Sabes bem o que te é dado;
Ele vai ficar cansado,
Vai perdendo os seus poderes,
É altura de tu veres
Os caprichos do destino:
O que te deu em menino
É para lhe devolveres.

Faço esta observação
Somente p’ra tre informar
Que um dia virás a estar
Em igual situação;
Por isso, presta a tenção,
Segue por este caminho:
Não lhe negues teu carinho
Nunca o queiras desprezar,
Que muito vai precisar
Quando ele seja velhinho.

domingo, 24 de julho de 2011

O NEGÓCIO DO LIXO

Hoje, no Jornal da Noite da SIC, haverá uma grande reportagem sobre "O NEGÓCIO DO LIXO". Entre as várias empresas do mercado será dado destaque à VALNOR, que labora no concelho de Avis.
Entre o(a)s enrevistado(a)s há (pelo menos) gente de FIGUEIRA E BARROS.
A não perder!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

CESTAS DE POESIA ( CLXXIX)

Numa semana em que fiquei com a nítida sensação de que há pessoas que me falavam bem e começaram a falar-me “por cima da burra” (oxalá seja engano meu); numa semana em que se continuou arduamente a tentar localizar um crocodilo que vive algures nas águas da Barragem do Castelo do Bode; numa semana em que, durante a espera para uma consulta médica li 55 páginas do livro “O livro da avó Alice” de Alice Vieira; numa semana em que o contentor receptáculo de vestuário e sapatos, que se encontra junto à Informaticavisense (passe a publicidade) continua não só cheio há vários dias mas com várias peças de roupa e calçado, espalhadas no seu exterior (reconfirmado já hoje às oito horas da manhã); na semana em que se anuncia para o próximo dia 24, no Jornal da noite da SIC, uma reportagem sobre a VALNOR, empresa responsável pelo tratamento e valorização dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU’s) sediada no concelho de Avis; na semana em que já hoje, pelas 21,30h haverá um espectáculo na envolvente das muralhas; na semana em que no sábado, pelas 21,30h um grupo de teatro italiano apresenta (a+b)3 no Auditório Municipal de Avis, com entradas grátis; na semana em que continuo preocupado sem saber porque razão o Jorge Jesus deixou de mascar pastilhas elásticas durante os jogos do Benfica: na semana que antecede mais uma edição da Feira franca de Avis, eis que chega mais uma Cesta de Poesia.
As cestas de Poesia são sempre momentos de descompressão. Por vezes as poesias por aqui colocadas deixam-nos a pensar sozinhos. Ora vejam lá o que JOSÉ DA SILVA MÁXIMO – não sei quando esgotarei este stock de boas décimas…- escreveu sobre o modo como é/era criada uma criança.
Espero que gostem:

Em tempos que já lá vão
Como a gente era criado!
Nos tempos de agora então…
Como tudo está mudado!

Era chamado cueiro
A fralda que era usada,
Ora suja ora lavada
Por nossa mãe, no ribeiro;
O filho estava primeiro
Dentro do seu coração,
Sempre a mãe tinha o condão
De o filhinho vigiar,
Era seu desvelo ímpar
Em tempos que já lá vão.

A mãe o peito lhe dava
Com tanto amor e carinho,
Ela criava o filhinho
Que o leite puro mamava!
Depois no berço o deitava
A cantar era embalado,
Sempre mantendo o cuidado
De o guardar constantemente,
Ontem, hoje é tão diferente
Como a gente era criado!

Se ao campo ia trabalhar
Levava o filho com ela;
A mãe era sempre aquela
Com quem podia contar;
Até p’ra se deslocar
Em qualquer ocasião,
Era ao colo ou pela mão
Que a mãe o filho levava,
Nada dela o separava
Nos tempos de agora então…

Ainda nem sabe andar
No Infantário é metido,
Ali vai sendo instruído
Para à noite regressar;
Num carrinho o vão buscar
Sem ser ao colo pegado,
Um acto tão delicado
Tão difícil de igualar
E que me faz comentar
Como tudo está mudado!