sexta-feira, 29 de julho de 2011

CESTAS DE POESIA ( CLXXX)

Na semana em que estive ausente de Avis durante três dias úteis, por motivo de trabalho (árduo, diga-se de passagem); na semana em que vi de novo o Jorge Jesus a mascar pastilhas elásticas nos jogos do Benfica; na semana em que foi inaugurada o novo espaço OFICINA DE ARTES E OFICIOS DE AVIS; na semana em que continua por esvaziar o contentor receptáculo de roupas e calçado instalado nas imediações da casa do Benfica em Avis, eis que chega mais uma Cesta de Poesia.
JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, fala-nos de uma coisa interessante: o respeito e carinho que todos devemos ter pelo nosso pai e que, infelizmente, cada vez vai sendo menor, por parte de certos filhos.
Então é assim:

O que dum pai receberes
Enquanto és pequenino,
É para lhe devolveres
Quando já fores velhinho

‘Inda não tinhas nascido
Já teu pai muito cismava;
Noites e dias passava
A pensar noi filho q’uerido..
Dando voltas ao sentido
Durante os seus afazeres,
Consciente dos deveres
Para te dar, seu “tesosouro”,
Guarda p’ra ti como ouro
O que dum pai receberes.

Quantas canseiras e lida
Sofreu para te criar!
Sempre pronto p’ra te dar
O melhor da tua vida;
Ver-te d ecabeça erguida,
Enfrentar só, teu destino,
Não temer o sol a pino,
Ser destemido e audaz,
São projectos que ele faz
Enquanto és pequenino.

Cresceste, foste educado,
Já és de maior idade,
Já tens responsab’lidade
Sabes bem o que te é dado;
Ele vai ficar cansado,
Vai perdendo os seus poderes,
É altura de tu veres
Os caprichos do destino:
O que te deu em menino
É para lhe devolveres.

Faço esta observação
Somente p’ra tre informar
Que um dia virás a estar
Em igual situação;
Por isso, presta a tenção,
Segue por este caminho:
Não lhe negues teu carinho
Nunca o queiras desprezar,
Que muito vai precisar
Quando ele seja velhinho.

domingo, 24 de julho de 2011

O NEGÓCIO DO LIXO

Hoje, no Jornal da Noite da SIC, haverá uma grande reportagem sobre "O NEGÓCIO DO LIXO". Entre as várias empresas do mercado será dado destaque à VALNOR, que labora no concelho de Avis.
Entre o(a)s enrevistado(a)s há (pelo menos) gente de FIGUEIRA E BARROS.
A não perder!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

CESTAS DE POESIA ( CLXXIX)

Numa semana em que fiquei com a nítida sensação de que há pessoas que me falavam bem e começaram a falar-me “por cima da burra” (oxalá seja engano meu); numa semana em que se continuou arduamente a tentar localizar um crocodilo que vive algures nas águas da Barragem do Castelo do Bode; numa semana em que, durante a espera para uma consulta médica li 55 páginas do livro “O livro da avó Alice” de Alice Vieira; numa semana em que o contentor receptáculo de vestuário e sapatos, que se encontra junto à Informaticavisense (passe a publicidade) continua não só cheio há vários dias mas com várias peças de roupa e calçado, espalhadas no seu exterior (reconfirmado já hoje às oito horas da manhã); na semana em que se anuncia para o próximo dia 24, no Jornal da noite da SIC, uma reportagem sobre a VALNOR, empresa responsável pelo tratamento e valorização dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU’s) sediada no concelho de Avis; na semana em que já hoje, pelas 21,30h haverá um espectáculo na envolvente das muralhas; na semana em que no sábado, pelas 21,30h um grupo de teatro italiano apresenta (a+b)3 no Auditório Municipal de Avis, com entradas grátis; na semana em que continuo preocupado sem saber porque razão o Jorge Jesus deixou de mascar pastilhas elásticas durante os jogos do Benfica: na semana que antecede mais uma edição da Feira franca de Avis, eis que chega mais uma Cesta de Poesia.
As cestas de Poesia são sempre momentos de descompressão. Por vezes as poesias por aqui colocadas deixam-nos a pensar sozinhos. Ora vejam lá o que JOSÉ DA SILVA MÁXIMO – não sei quando esgotarei este stock de boas décimas…- escreveu sobre o modo como é/era criada uma criança.
Espero que gostem:

Em tempos que já lá vão
Como a gente era criado!
Nos tempos de agora então…
Como tudo está mudado!

Era chamado cueiro
A fralda que era usada,
Ora suja ora lavada
Por nossa mãe, no ribeiro;
O filho estava primeiro
Dentro do seu coração,
Sempre a mãe tinha o condão
De o filhinho vigiar,
Era seu desvelo ímpar
Em tempos que já lá vão.

A mãe o peito lhe dava
Com tanto amor e carinho,
Ela criava o filhinho
Que o leite puro mamava!
Depois no berço o deitava
A cantar era embalado,
Sempre mantendo o cuidado
De o guardar constantemente,
Ontem, hoje é tão diferente
Como a gente era criado!

Se ao campo ia trabalhar
Levava o filho com ela;
A mãe era sempre aquela
Com quem podia contar;
Até p’ra se deslocar
Em qualquer ocasião,
Era ao colo ou pela mão
Que a mãe o filho levava,
Nada dela o separava
Nos tempos de agora então…

Ainda nem sabe andar
No Infantário é metido,
Ali vai sendo instruído
Para à noite regressar;
Num carrinho o vão buscar
Sem ser ao colo pegado,
Um acto tão delicado
Tão difícil de igualar
E que me faz comentar
Como tudo está mudado!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

HÁ COISAS DO CARAÇAS!!!...


Foto 1 - Caraças...
Foto 2 - ...mais caraças...

Foto 3  -  ...mais caraças...

Foto 4 - Atenção, as caraças são só as do lado...(não amplie esta foto que as caraças veem-se bem...)
Foto 5 - Finalmente...mais caraças...
Introdução:

Através de uma experimentação constante, António Jorge produz máscaras a partir dos materiais mais variados como papel, ráfia, pasta de madeira, colas, fio de algodão e utensílios de cozinha, trabalhando-os segundo um método sobretudo atento ao processo e à natureza dos materiais.
Os resultados são objectos fantásticos, capazes de interpelar a nossa imaginação; máscaras portadoras de mitos - estórias para os observadores mais atentos - activadas pelo olhar e fantasia de quem as observa.
Dividida em núcleos (ou "clãs", como o criador lhes chama) a maravilhosa colecção de máscaras de António Jorge espalha-se pelo Alentejo, podendo ser visitada no comércio tradicional do Centro Histórico, em Avis.

Objectivo:

Pois muito bem meus amigos. As máscaras ou caraças estão por aí, um pouco por todo o lado. No sentido de indagar o que é que os comerciantes que aceitaram a colocação das referidas caraças nos seus estabelecimentos sabem sobre elas, fizemos uma pergunta em onze dos referidos estabelecimentos comerciais, tão simples quanto isto:
- O que é isto aqui? (enquanto apontávamos para as caraças ou para os cartazes.)
As respostas foram muitas e reproduzimo-las aqui pela ordem que nos foram sendo dadas e tal e qual como as ouvimos, em frase simples e curtas:

1) - Não faço a mínima ideia…parece que custaram 15 000 euros…

2) - Sei lá! Os outros também têm…apareceram aí uns a perguntar se podiam cá deixar isso, como não ando com elas às costas, não me faz diferença…

3) - Se calhar era algum que queria fazer uma exposição e tinha que pagar por isso. Assim, espalha as caraças aqui pelos nossos comércios, tem a exposição até Agosto, e não paga nada…

4) - É um fabricante de caraças que faz esta exposição em Avis. Sei porque li aqui neste jornal. Leve um…

5) - São para vender. Já me ofereceram 100 euros por aquela. Se me derem 150, levam-na…

6) - Olhe, eu não sei. Largaram isso para aqui. Acho que a Farmácia também tem…

7) – Não sei. Mas não sei porque não quis saber, que os homens quiseram-me explicar…

8) – Parvoíces…

9) – São máscaras. Explicaram-me mas eu não dei muita atenção, mas parece que custaram 17 500 euros…

10) – Não sei, nem tenho nada que saber…olhe aquela ali fiz eu numa noite que cheguei a casa com uma grande “bezana”…

11) - Não sei. Deixaram aí esse papel e como não deixaram nenhuma máscara, se calhar pensaram que a minha cara já era uma máscara...


Conclusão:

 Peço-lhe que seja você a fazê-la…

segunda-feira, 18 de julho de 2011

ACERCA DO V PEDALUAR, DA ACA

Foto 1 - ...por volta das 21 horas, 21 ciclistas partiram da sede da ACA...

Foto 2 - ...mais de 120 cervejas de duas conhecidas marcas nacionais...

Foto 3 - ... este ano terá sido servido o melhor gaspacho de todos os “Pedaluais” ...

Foto 4 - ...MESTRE ORLANDO , o JOSÉ CASIMIRO CORTES e o SIMÃO ALHO...

Foto 5 - ...MESTRE ORLANDO (ele podia lá faltar mais o seu bolo), ...

Foto 6 - ...A jovem, sempre bonita e dinâmica fotógrafa de serviço...

Foto 7 - ... houve três atletas que vieram de propósito de Alcochete...

Foto 8 - ...vendo as fotos, para gáudio de todos...

Foto 9 - ...o delicioso cafezinho tirado pelo Fernandino Lopes ...

Foto 10 - ...digestivo que, sendo bebido sempre com moderação já chegou para estes cinco “Pedaluias” e ainda chegará para o próximo...

Foto 11 - ...os últimos resistentes que abandonaram o campo das “hostilidades”...




Mais uma iniciativa com o Carimbo de qualidade da ACA.
No sábado, por volta das 21 horas, 21 ciclistas partiram da sede da ACA em busca dos encantos que uma noite de luar pode proporcionar, pelos caminhos que conduzem ao longo da albufeira do Maranhão, dando assim início ao V PEDALUAR, BTT nocturno. A boa disposição e camaradagem são pontos de honra não só deste como de todos os eventos dos Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural Aviz. Segundo os cartazes por aí profusamente distribuídos, apoiaram esta iniciativa o Município de Avis, a Avispão, a GNR local e os Bombeiros Avisenses.
Enquanto uns aceleravam pelos caminhos de estrada batida de Avis, guiados pelo Hélder Cartas (que perdeu a cabeça e ofereceu 3 gelados de 1€ cada, made in…) e balizados no final pelo Rui Oliveira, outros, não pedalando, preparavam o já tradicional gaspacho, partiam o leitão ( obrigado Mário Mansinho…), pão, bolos, queijos e melão, enquanto no gelo refrescavam mais de 120 cervejas de duas conhecidas marcas nacionais e se esperava pela chegada dos frangos assados e ainda quentinhos.
Por volta das 23h45 minutos deu-se a chegada dos primeiros elementos da comitiva ciclista, sendo que após os merecidos banhos se iniciou o repasto que durou muito para lá das quatro e meia da matina, hora a que os últimos resistentes abandonaram o campo das “hostilidades”.
As opiniões foram unânimes em considerar o Pedaluar um trabalho de excelência, havendo mesmo quem comentasse de que este ano teria sido servido o melhor gaspacho de todos os “Pedaluares” já realizados. Para tal, muito contribuiu o saber dos três cozinheiros de serviço, a quem “DO CASTELO” endereça os parabéns e cujos nomes ficam registados para a história: MESTRE ORLANDO (ele podia lá faltar mais o seu bolo), o JOSÉ CASIMIRO CORTES e o SIMÃO ALHO.
Para aquilatar da “fama” que o PEDALUAR desfruta junto dos amantes desta modalidade ciclista, refira-se que houve três atletas que vieram de propósito de Alcochete, para onde regressaram por volta das 3 da manhã (…mas de carro…).
A jovem, sempre bonita e dinâmica fotógrafa de serviço, Ana Martins, apresentou as imagens que captou para gáudio de todos.
Atrever-me-ia a corrigir (com o devido respeito como diria o Luís Rodrigues) o que um participante afirmava no sábado, dando ênfase ao facto desta iniciativa ter “um esmerado serviço de bar”, com destaque para o delicioso cafezinho tirado pelo Fernandino Lopes e o digestivo que, sendo bebido sempre com muit'issima moderação já chegou para estes cinco “Pedaluias” e ainda chegará para o próximo, dizendo eu agora que tem “um muito esmerado serviço de bar”.
Oxalá a ACA continue igualmente a servir-nos “muitos, esmerados e diversificados serviços de cultura…”

sexta-feira, 15 de julho de 2011

CESTAS DE POESIA (CLXXVIII)

Na semana em que a ACA realiza amanhã, sábado, o seu V PEDALUAR; na semana em que a comunicação social regional trouxe à baila a situação revoltante em que vive aqui em Avis o Hélder Traquinas; na semana em que vi ao cimo da Rua Machado Santos, em Avis, um ser humano a arrastar-se, deslocando-se com as mãos pelo chão e apoiado nos quadris; na semana em que vi o mesmo homem a deslocar-se de igual modo, nas imediações da sua “casa”, no Largo do Convento, em Avis; na semana em que me lembrei daquela situação caricata em que estabelecimentos públicos da zona de Aveiro encerraram as suas portas porque os funcionários foram todos de férias na mesma altura (mas que país é este?....o que fizeram à minha Pátria?); na semana em que foram conhecidos os piores resultados de sempre nos exames de português de 12º ano (55% de chumbos); na semana em que chegou a ser nauseabundo o cheiro a laranjas podres que enxameavam o chão em algumas ruas de Avis, nomeadamente na Machado dos Santos; na semana em que o Benfica apresentou um quarto dos seus jogadores aos adeptos, não inscrevendo os nomes dos jogadores nas camisolas por não saber quais são os que ficam e os que vão ser emprestados; na semana em que a Ministra da Agricultura julgou ter descoberto a pólvora dispensando a gravata por causa dos calores, mostrando total ignorância em relação ao que se passa em Avis, onde há vários anos que, pelo memso motivo,  já se trabalha por cá em calções, eis que chega então mais uma Cesta de Poesia.
JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, de MARVÃO, traz até nós uma poesia cheia de sentimento e reveladora do carinho que deveremos sempre nutrir para com o nosso pai. Intitulada de AJUDA MERECIDA, escreveu assim o nosso poeta e amigo:

Se vires teu pai cair
Não deixes de a mão lhe dar
Pode ele já não sentir
Forças p’ra se levantar

Quando se avança na vida
Tudo pode acontecer,
Mas o mais certo é haver
Muita energia perdida;
Ao cabo de muita lida
Começa a base a ruir
E quase sem se sentir
Há sempre o inesperado,
Tu nunca fiques parado
Se vires teu pai cair.

Se hoje no mundo te vês
És feliz por teres nascido,
Sê p’ra ele agradecido
Porque ele tudo te fez;
Beija-o uma e outra vez,
Que ele feliz, vai gostar!
Mesmo sem te suplicar
Se o vires muito batido
É porque ele é carecido
Não deixes de a mão lhe dar.

A força da mocidade
Cresce até certa medida,
Estaciona e é perdida
Conforme avança a idade;
Se a teu pai falta ag’lidade
Que o incite a prosseguir,
Tens o dever de lhe incutir
Mesmo uma esp’rança iludida,
Porque as ambições da vida
Pode ele já não sentir.

Com o tempo decorrendo
Tudo falta ao pobre idoso!
Vai ficando “empalagoso”
Tudo lhe vai esquecendo;
Vai o sangue arrefecendo
Fica o corpo a definhar,
Mas tu, ao descortinar
Que ele está em detrimento
Empresta-lhe por um momento
Forças p’ra se levantar.








quinta-feira, 14 de julho de 2011

SÁBADO É O V PEDALUAR DA ACA


O PEDALUAR é uma iniciativa da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural que mais não é que um pretexto para criar amizades e desfrutar da natureza e das suas belezas, guiados pelo torpor da noite e pela grandeza da nossa Albufeira do Maranhão, até quando iluminada pela lua-cheia. 
Com partida aprazada para as 21 horas do próximo sábado, dia 16, o percurso é deveras aliciante e no final, lá para a meia-noite, haverá a tradicional ceia, com gaspacho fresquinho, leitão assado (obrigado Mário Mansinho!), frangos assados, pão alentejano( como é óbvio), cervejas, vinho, etc, etc.
De referir que neste etc.etc. se engloba uma surpresa oferecida pelo sócio e “pedaluistaHélder Cartas.
Inscreva-se – há sempre lugar para mais um – e venha ao V PEDALUAR da ACA.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

QUEM AJUDA O HÉLDER PIRES?

Foto: O jornal "aponte" foi o primeiro órgão de comunicação social a denunciar este caso

Foto 2 : O Jornal "Fonte Nova" seguiu-lhes as passadas...

O jornal "aponte", na sua edição do presente mês de Julho e pela mão do jornalista João L. Ruivo, foi o primeiro órgão de comunicação social que lançou o grito de revolta. A Rádio Portalegre, através do locutor Américo Duarte, secundou-o e agora o Jornal “Fonte Nova”, na sua edição de ontem e pela pena da Jornalista Manuela Lã-Branca, seguiu-lhes as passadasÉ bem possível que a SIC também por aí apareça…Em Avis, na Rua Portas do Postigo, vive-se o drama de uma família que tem um filho a quem não consegue dar as condições mínimas para viver condignamente, dentro das suas limitações. Hélder Pires, aos 30 anos vive amarrado a uma cadeira de rodas, incapaz de pronunciar palavra, vítima de paralisia cerebral. A mãe não consegue dar-lhe o apoio desejável. As fraldas são mudadas uma vez por dia. Durante as quatro estações do ano.
Na vila, muitos desconheciam esta situação apesar de se viver paredes-meias com ela. Avis é tão pequeno…
Do que o Hélder Pires precisa é de uma instituição que o receba, que lhe assegure tudo aquilo a que tem direito, enquanto cidadão do mundo, enquanto cidadão do Século XXI.
Se alguém que ler este comentário quiser ajudar, tente arranjar um local para colocar o Hélder.
 - "Talvez que internado e com fisioterapia o meu filho melhorasse”, diz a infeliz mãe do Hélder Pires.

terça-feira, 12 de julho de 2011

ASSOCIAÇÃO DE SOLIDARIEDADE DE REFORMADOS PENSIONISTAS E IDOSOS DE ALCÓRREGO, COMEMOROU O 3º ANIVERSÁRIO

Foto Nº 1 - O Presidente da ASRPI de Alcórrego, era um homem feliz...



Foto Nº 2 - Cerca de 120 sócios e convidados...
Foto Nº 3 - O Presidente do MURPI, Dr. Casimiro Menezes, esteve presente...
 

Foto Nº 4 - Muita animação pelo Grupo de cantares Terras de Guidintesta, de Belver



Foto Nº 5 - O Bolo...
Foto Nº 6 - Quem não tem par...dança sem par...

A Associação de Solidariedade de Reformados Pensionistas e Idosos de Alcórrego completou três anos de existência. Como modo de assinalar esta data promoveu no passado Domingo, um almoço convívio no salão da Junta de Freguesia de Alcórrego onde reuniu cerca de 120 pessoas, entre sócios e convidados. De destacar, além de alguns autarcas e representantes de Associações concelhias, a presença do Dr. Casimiro Meneses, Presidente do MURPI.

O almoço, sempre muito animado foi abrilhantado pela actuação do acordeonista Rato e pelo Grupo de cantares Terras de Guidintesta que se fez deslocar de Belver, tendo como maestro um professor que já o foi na sede do Agrupamento de Escolas Vertical de Avis e que se deslocou a esta festa a título gracioso.

A finalizar houve baile e alegria a rodos.

“DO CASTELO” endereça os parabéns ao Sr Matono e toda a sua equipa de Direcção que tanto tem feito por esta Associação.

As fotos acima ilustram aquilo que aqui deixamos transcrito.

Outro assunto - dê uma espreitadela aqui:
http://www.radioportalegre.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=4198&Itemid=54

segunda-feira, 11 de julho de 2011

MAIS VALE PREVENIR! (SEMPRE...)



Realiza-se entre 12 e 20 de Julho do corrente ano, um rastreio do cancro da mama, junto ao Centro de Saúde de Avis (916 999 896/ 245 330 989), promovido pela Liga Portuguesa Contra o Cancro.
Porque “PREVENIR É CURAR”, passe esta mensagem a todas as mulheres suas conhecidas cujas idades estejam compreendidas entre os 49 e os 69 anos.
Como o próprio cartaz acima indica, “ o exame é simples e gratuito”.
Olhe pela sua saúde e pela saúde das que lhe são queridas.
Divulgue esta iniciativa.
Eu estou a fazê-lo…

sábado, 9 de julho de 2011

"A VOZ DO SÔR" JUNTA POETAS EM AVIS

Foto1 - Na mesa: Anabela Canela, Ribeirinho Leal, Américo Duarte e Plínio Neves

Foto 2 - O almoço convívio...

Foto 3 - A Junta de Freguesia de Avis promotora do evento...

Foto 4 - O "savoir faire" do João Milheiras...

Foto 5 - Os irmãos "Martinho" ou uma questão de dentaduras...

Foto 6 - O "selo" de um poeta...

Foto 7 - Américo Duarte ladeado por Plínio Neves e José Nabo, directores da Rádio Portalegre...


Como pretexto para celebrar o 10º aniversário do programa “A voz do Sôr”, incluído na programação da Rádio Portalegre, o seu responsável, Américo Duarte, promoveu um encontro de poetas em Avis.

Apoiado pelo Município de Avis e pela Junta de freguesia local, o evento decorreu no Auditório Municipal de Avis, tendo participado cerca de duas dúzias de poetas e poetisas, vindos de localidades tão díspares como Aldeia Velha, Alter do Chão, Avis, Campo Maior, Entroncamento, Ervedal, Évora, Galveias, Portalegre, Sousel, Urra e Vila Viçosa.
A Direcção da Rádio Portalegre quis estar presente como prova de apoio a este programa que tanta simpatia tem granjeado junto dos ouvintes daquela estação emissora.
Depois foi oferecido um lauto almoço nas instalações do Restaurante Clube Náutico, em Avis, almoço com a “assinatura” da cozinheira Sílvia Laires e com o “savoir faire” do gerente João Milheiras.
“DO CASTELO” apresenta os parabéns à Rádio Portalegre e em especial À “Voz do Sôr” e ao Américo Duarte”.
Para a posteridade, deixo-vos com a poesia apresentada pelo nosso amigo Fernando Máximo ( em baixo), e com algumas fotografias deste acontecimento cultural. (em cima).


UM CONSELHO DE AMIGO: OIÇA AMÉRICO DUARTE
I
Se o dia lhe correu mal
Se ao de ontem foi igual
Mande o azar àquela parte
Duma forma destemida
Dê a volta à sua vida
Oiça Américo Duarte!
II
Se a semana que o espera
É custosa, é severa,
Pois permita-me um àparte:
Mande lixar o trabalho
Não se sinta num frangalho
Oiça Américo Duarte!
III
Se se zanga co’a mulher
Sem saber o que ela quer
Você disso não se farte:
Como um cão que não tem dono
Se for p’rá cama sem sono
Oiça Américo Duarte!
IV
Se a crise lhe traz má sorte
Você com tal não se importe:
Mais vale isso que um enfarte
Escute a telefonia
E lá para o fim do dia
Oiça Américo Duarte!
V
Se o reumático atacar
De nada vale se queixar,
Desfrute até que se farte:
Ponha papas de linhaça
E para ver se isso passa
Oiça Américo Duarte!
VI
Pois se o seu clube perdeu
E isso muito o entristeceu
Por falta de engenho ou arte,
Beba já uma sangria
E p’ra perder essa azia
Oiça Américo Duarte!
VII
Jogou no euromilhões
E acha que são aldrabões
Não indo no seu encarte?
Não ‘tá só nessa ilusão
Dê-me cá a sua mão
Oiça Américo Duarte!
VIII
Se o seu desporto é pescar
E só sabe festejar
Quando pesca um espadarte
Não desista e prossiga
Que a vida é uma cantiga:
Oiça Américo Duarte!
IX
Se o trabalho está tremido
Por mudança do partido
E arranjou um bacamarte
Ó homem tenha lá calma!
…Dê mais paz à sua alma
Oiça Américo Duarte!
X
Apesar de não ser velho
Vou-lhe dar mais um conselho:
Faça da PAZ estandarte
Deite fora esse rancor
Oiça sempre a Voz do Sôr
Oiça Américo Duarte!


Autor: Fernando Máximo/Avis
09-07-2011

sexta-feira, 8 de julho de 2011

CESTAS DE POESIA ( CLXXVII)

Na semana em que amanhã, Sábado, a partir das 10 horas da manhã, no Auditório Municipal Ary dos Santos em Avis, a Rádio Portalegre promove, com entradas livres, um encontro de poetas populares para festejar o 10º aniversário do seu programa “A Voz do Sôr” da responsabilidade de Américo Duarte; na semana em que morreu mais uma pessoa da minha geração (mais ano, menos ano), a Drª Maria José Nogueira Pinto, verificando assim que a “malvada” cada vez se encontra também mais perto de mim; na semana em que um “cérebro” mal iluminado, que dá pelo nome de Moody’s declarou a economia de Portugal de “lixo”; na semana em que vai ser “galardoada” com uma placa a árvore mais velha de Portugal, uma oliveira com dois mil oitocentos e cinquenta anos, situada em Santa Maria de Azóia, chega mais uma cesta de poesia. Conhecedor da terra que pisa, JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, de Marvão, dedicou um poema ao rio que nasce na Serra de S. Mamede: o Sever.
Leiam com atenção e sigam, em pensamento, o leito deste rio.


Na serra de S. Mamede
Entre estevas e rosmaninho
Nasce e logo se despede
Um pequeno regatinho

Quase no cimo da serra
Poucos metros mais abaixo,
Nasce um pequeno riacho
Que muita beleza encerra;
Vem das entranhas da terra
Por entre o mato se perde,
Um caudal que se não mede
Mas que tem o seu valor,
Descendo pelo pendor
Na serra de S. Mamede.

Não distante da nascente,
No sítio da Apartadura,
Se armazena a água apura
Na barragem imponente;
Já cheia, vai ela em frente
Descobrindo o seu caminho,
Torneando com carinho,
O que p’la frente apareceu,
Esquecendo que nasceu
Entre esteva e rosmaninho.

Até servir de fronteira
Teve do Povo o carinho;
Depois, se virou sozinho
Correndo à sua maneira;
Por entre rochas se esgueira,
Que o facilitem não pede,
Avança, não retrocede,
Não esbate o seu valor.
Como o fumo ou o vapor
Nasce e logo se despede.

Um vale fertilizou
Movendo azenhas, regando,
Pouco a pouco o foi deixando
E outra paisagem tomou;
Pelas rochas se coçou,
Pulou como um cavalinho,
As águas em torvelinho
É já um rio a valer,
No Tejo deixa de ser
Um pequeno regatinho!

0/06/1996

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A "ÁGUIA" JÁ CHEGOU!

Foto: Capa da Águia Nº 39, um trabalho de excelência, bem conseguido por Anibal Fernandes

Apraz-nos registar que a “Águia”, folha informativa da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, habitualmente atrasada na sua chegada aos leitores, já se encontra por aí circulando. Neste número, (o trinta e nove), dá-se especial desenvolvimento à cortiça e a toda a sua envolvência, desde o descortiçamento até à sua manufactura. Se for sócio da ACA, aguarde  mais um dia ou dois e já a terá em seu poder. Se não for sócio poderá sempre adquirir uma, por exemplo junto de qualquer dos Directores da ACA ou no Posto de Turismo de Avis.

Saiba como eram as “creches” dos filhos de “tiradores” de cortiça de outras épocas; saiba como se faz um descortiçamento bem feito; saiba o que é “O fabricador de silêncio”.

Mas nem só de cortiça trata este número da Águia. Também nele poderá ter acesso aos trabalhos classificados em primeiro lugar nos IX Jogos Florais de Avis e saber quem foram os seus autores. Saiba igualmente as principais características que unem e dividem os Açores e o Alentejo.

Saiba ainda os cursos que a Escola Profissional Abreu Callado lhe disponibiliza para o ano lectivo 2011/2012.

Bisbilhote as actividades e as representações da ACA durante o 1º trimestre de 2011.

Boas leituras

terça-feira, 5 de julho de 2011

LUÍS JORDÃO LANÇOU LIVRO EM AVIS

Uma dúzia de pessoas assistiu no passado sábado, no salão da Junta de Freguesia de Avis, ao lançamento do livro de poesia “Poemas da minha Terra e da minha Gente”, da autoria do Montargilense,  Luís Jordão. Os assuntos que à cultura dizem respeito, juntam cada vez menos pessoas, cada vez se dá menos importância à "coisa" da cultura. Veja-se o exemplo do actual governo que despromoveu a Cultura, outorgando-lhe uma Secretaria de Estado em vez de um Ministério.
Anabela Canela, a simpática Presidente da Junta de Freguesia de Avis, foi a anfitriã. Dum discurso simples e conciso retiramos:
 -   Apesar de vivermos num período de crise, felizmente não estamos em crise de ideias.
O autor, além de nos descrever sucintamente o seu percurso académico (é formado em Engenharia) profissional e político (actualmente é vereador na Câmara Municipal de Ponte de Sôr, e radialista na Rádio Álamo de Alter do Chão), presenteou-nos com alguns poemas do seu mais recente livro, destacando-se a título de exemplo, “O Alacrau” da página 49, onde se refere que a melhor maneira para superar as dores provocadas pela picada daquele réptil será ingerir um garrafão de bebida alcoólica…”Meus Pais” em homenagem aos seus progenitores, da página 9, entre vários outros.
Intitulando-se um “homem do palco que gosta de se ver rodado de muita gente fez ainda referência ao facto de só lhe “faltar chamar-se Jesus” já que é filho de um José e de uma Maria. A sempre interventiva Rosária Pulguinhas deu uma achega:
- Deixe lá, não é Jesus mas é Jordão, que é o nome do rio…
O Autor fez ainda referência ao facto de ser um bom comunicador e “vendedor" dos seus livros, pois que até  é capaz de vender livros a pessoas que não sabem ler…
Seguiu-se um pequeno beberete com convívio q.b.

 
Foto 1 - Luis Jordão em sessão de autógrafos

Foto 2 - Anabela Canela: "...felizmente que não estamos em crise de ideias..."

Foto 3 - A assistência

Foto 4 - Um beberete guloso...

domingo, 3 de julho de 2011

ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DE APOIO AOS DIABÉTICOS DO CONCELHO DE AVIS, ENTREGA CADEIRA DE RODAS ELÉCTRICA

O dia até amanheceu fresco. Nídia Máximo, ontem chegou à “sua” Associação por volta das dez e meia da manhã. Era sábado, mas havia uma razão para tal: às onze horas iria ser ofertada a segunda cadeira de rodas proveniente da troca de tampas de plástico entregues na VALNOR ( a priemira fôra para Vitor Ourives). O beneficiário, Rogério Neves, que fará 52 anos no próximo dia 7 do corrente mês, estaria presente. E esteve. Rogério Neves vinha "tão-somente" para conhecer a Enfermeira Nídia que desde o primeiro momento se empenhou nesta campanha. Esta a “história” que todos os familiares e a própria Enfermeira fizeram crer ao Rogério. Quando este chegou, acompanhado da família (irmã e cunhado, duas sobrinhas, uma prima e o marido) foi colocado estrategicamente, na velha cadeira de treze anos que trazia, de modo a que não visse o enorme “embrulho” com um grande laço verde - Rogério é do Sporting - que cobria algo em forma de cadeira.
Demonstrando alguma ansiedade pela chegada da nova cadeira mas demonstrando igualmente compreensão pela demora na obtenção da mesma, e perguntado para quando desejava a cadeira, limitou-se a dizer:
- Para ontem…
Após a chegada de Sandra Pedrogam em representação da VALNOR  e depois da chegada de Anabela Canela, Presidente da Junta de Freguesia de Avis, foi altura de "desfazer o laço" a toda aquela tramóia.
Colocado virado para o “embrulho”, foi pedido ao Rogério que, com uma tesoura, cortasse o laço e desembrulhasse o presente. Na impossibilidade física de o fazer, foi uma das suas sobrinhas que o fez. Emocionado pelo inesperado tão feliz, e com as lágrimas a escorrerem-lhe pelo rosto – felizmente que também se chora de alegria – Rogério Neves apenas repetia:
- Não tenho palavras…
Confessou que somente desconfiou do que se estava a passar quando lhe foi mostrada a tesoura e que "este foi o melhor presente de anos que recebi em toda a minha vida".
Depois de lhe ter sido explicado detalhadamente o funcionamento da cadeira, que lhe vem trazer uma autonomia de movimentos até agora nunca tida, seguiu-se um pequeno beberete que serviu de pretexto para melhor se conhecerem todos aqueles que estiveram directamente envolvidos neste projecto.
Apesar da VALNOR já não colaborar actualmente no recebimento de tampas de plástico para estes fins, no entanto colabora no transporte das mesmas para outra empresa que ainda mantém estes projectos.
Neste momento encontra-se a decorrer uma campanha para arranjar uma cadeira de rodas para o Valentim, estando essa tarefa a cargo da Junta de Freguesia de Ribeira de Nisa, Portalegre. A Associação de Diabéticos de Avis disponibilizou-se para ser o “depósito” das tampas recolhidas no nosso concelho, que depois serão canalizadas para a VALNOR e que esta empresa se encarregará de fazer chegar ao seu destino.
Porque um simples gesto de não atirar fora as rolhas de plástico pode levar a felicidade a uma pessoa que precisa da nossa ajuda, vamos todos guardá-las e depois fazê-las chegar à associação de Diabéticos de Avis.
Lembre-se que um dia poderá haver uma campanha para si.
Colabore! 
Foto 1 - A Enfremeira Nídia, Presidente da Direcção da AHADCA, dá as boas vindas a Rogério Neves e familiares

Foto 2 - Rogério Neves no momento em que se preparava para deixar a sua velha cadeira de 13 anos pela nova cadeira electrica

Foto 3 - "Podem-se ir embora que eu vou ter a casa ...", brincou Rogério experimentando a sua nova cadeira...

Foto 4 - Alguns dos presentes na cerimónia

Foto 5 - As grandes obreiras deste projecto: Nídia Máximo, Sandra Pedrogam, Anabela Canela, e Rosária Santos, com Rogério Neves