quarta-feira, 15 de junho de 2011

ASSUSTADORAMENTE ACTUAL...

Uma passagem da história....

Assustadoramente actual!

Diálogo entre Colbert e Mazarin durante o reinado de Luís XIV:

Colbert:

- Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço?

Mazarin:

- Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão. Mas o Estado? o Estado, esse, é diferente!!!
Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se? Todos os Estados o fazem!

Colbert:

- Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?

Mazarin:

- Criam-se outros.

Colbert:

- Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarin:

- Sim, é impossível.

Colbert:

- E então os ricos?

Mazarin:

- Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert:

- Então como havemos de fazer?

Mazarin:

- Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente!
Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: são os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres.
É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais!
Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável
.

 
in "Le Diable Rouge", de Antoine Rault

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Jean-Baptiste Colbert (Reims, 29 de agosto de 1619 - Paris, 6 de Setembro de 1683) foi um político francês que ficou conhecido como ministro de Estado e da economia do rei Luís XIV. Instalou o Colbertismo na França, onde teve uma grande importância no desenvolvimento do mercantilismo ou da teoria mercantilista, bem como das práticas de intervenção estatal na economia, que o mercantilismo advogava.


Jules Mazarin, nascido Giulio Raimondo Mazzarino e conhecido como Cardeal Mazarin, (Pescina, 14 de julho de 1602 - 9 de março de 1661) foi um completo estadista italiano radicado em França,primeiro-ministro deste país de 1642 até à sua morte. Era um notável coleccionador de arte e jóias, particularmente diamantes, que deixou por herança (os "diamantes Mazarin") a Luís XIV em 1661, alguns dos quais permanecem na colecção do museu do Louvre em Paris.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

CESTAS DE POESIA (CLXXIII)

Na semana em que concluí que efectivamente as pessoas não estão preparadas para o que aí vem de mau, pela mão do FMI (que, coitados, não têm culpa de cá terem sido chamados), dado que vi no Continente/Modelo de Ponte de Sôr um casal avisense, de parcos recursos económicos, que se deslocou àquela superfície comercial, imagine-se, detáxi; na semana em que Paulo Portas fez jus ao ditado de que “ trabalho é trabalho e conhaque é conhaque” contratando o advogado Garcia Pereira para tentar fazer a “cama” à Eurodeputada Ana Gomes; na semana em que se anuncia para os próximos dias 17, 18 e 19 de Junho a Feira do Livro de Avis, este ano no Mercado Municipal, eis que chega mais uma Cesta de Poesia.
JOSÉ DA SILVA MÁXIMO é um poço inesgotável de bem saber fazer décimas. Qualquer tema lhe serve. O que hoje aqui vos deixo é disso um exemplo:

Em qualquer canto perdido
Do Alentejo dourado
Há um poeta escondido
Vivendo sem ser notado

Ser poeta é ser alguém
Que passa a vida escrevendo,
Às vezes desconhecendo
O valor que o verso tem;
Vai rimando mal ou bem
O que lhe vem ao sentido,
Quantas vezes ele é tido
Como um Bem ignorado,
Podendo ser encontrado
Em qualquer canto perdido.

Quantas vezes acontece
O poeta ao escrever,
Empenhar o seu saber
Que depois de graça of’rece;
No final quando aparece
O trabalho terminado,
Muitas vezes inspirado
No rebanho ou no pastor,
E no sol tão criador
Do Alentejo dourado.

Há poetas que malmente
Sabem seu nome fazer!
Mas sabem compreender
O que um bom verso consente;
Se houver dúvidas na mente
Do homem culto, instruído,
Que entre despercebido
Numa cabana singela,
Porque às vezes dentro dela
Há um poeta escondido.

O poeta popular
Não extravasa cultura!
É humilde criatura
Que se esfalfa a trabalhar;
Nessa canseira sem par
Com a terra misturado,
Apascentando o gado
Hora a hora, dia a dia,
Vai fazendo poesia
Vivendo sem ser notado.

terça-feira, 7 de junho de 2011

AINDA A TEMPO...

Como acontece há muitos anos, o Município de Avis promove na altura própria, um concurso de quadras populares alusivas ao aniversário do 25 de Abril e à sua envolvência. Este ano não foi excepção.
“DO CASTELO” saúda esse facto e regozija-se por a escolha dos melhores trabalhos se fazer agora sobre anonimato. Saúda ainda os distinguidos neste ano de 2011, cujos nomes, trabalhos e classificações reproduz em baixo, com o seu mais sincero pedido de desculpas por só agora o fazer.
Vale mais tarde do que nunca.

Num avante Abril de anais da história
Floriu a Liberdade, flor do craveiro
Filha da luta não rendida à vil escória
P’ra ser raiz d’igualdade dum povo inteiro

DINIS REIS SUTIL MUACHO – 1º CLASSIFICADO

Gente de força e determinação
Feita de suor, lágrimas mil
Libertou-se da opressão
E conquistou os valores de Abril

LÍGIA MARIA NOBRE PARREIRA – 2º CLASSIFICADO

Era noite e fez-se dia
Cada um valeu por mil
Do medo fez-se alegria
No “vinte e cinco” de Abril

ANIBAL JOSÉ SILVA FERNANDES – 3º CLASSIFICADO

segunda-feira, 6 de junho de 2011

ACABOU O CIRCO!

Acabou o circo. Desmanchou-se a tenda das ilusões e os actores tiraram as máscaras de palhaços ricos com que durante a campanha eleitoral nos atazanaram as mentes e colocaram as máscaras de palhaços pobres, que afinal nunca deixaram de o ser.
Como que por magia, lembraram-se do “papão” chamado FMI. Haviam-no olvidado propositadamente durante a campanha. Não dava jeito falar nele. Agora ele aí está de novo, qual Adamastor com espada afiada sobre as nossas cabeças.
Mas o “circo” das nossas vidas tem que prosseguir: apressem-se a tomar conta das novas “cadeiras” do espectáculo, aqueles que pretendem substituir as plateias do clientelismo, pois que é chegada altura de novas mudanças na assistência do circo da vida. Mudanças só de cadeiras, obviamente, porque de resto, já sabemos o que infelizmente nos espera. Sempre foi assim.
O circo vai continuar: troquem-se os falsos palhaços por autênticos “faquires”, números de setas, e muitas caraças de horrores e pesadelos.
Quanto a nós, Zé Povinho, faremos números de contorcionistas e teremos que nos tentar equilibrar em cima do arame que cada vez se torna mais escorregadio, estreito e com tendência a cair no abismo onde as cobras e os leões nos esperam para nos devorar.
Do bom espectáculo de circo, do tempo das vacas gordas que só alguns comeram, vamos regressar a muito breve prazo para os antigos “títeres” da miséria, e estes “títeres” integrarão os que não comeram das tais vacas gordas…também sempre foi assim.
Uma coisa é certa: ninguém pode fazer milagres.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

CESTAS DE POESIA (CLXXII)

Na semana em que o Partido Socialista começa a pensar seriamente em encontrar um novo Secretário-Geral; na semana em que Avis foi mais uma vez varrida por uma onda de assaltos; na semana em que a violência gratuita se passeou por um dos cafés da nossa vila; na semana em que uma pessoa muito querida se apoderou do meu computador, por motivos de trabalho, impedindo-me de fazer o habitual uso dele – dois galos para um só poleiro, é sempre problemático…- eis que chega então mais uma Cesta de Poesia.
Nem a propósito: o tema dos IX Jogos Florais de Avis foi “O saber” e JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, que até é um dos elementos do Júri, fez já há alguns anos umas décimas intituladas precisamente de:

O SABER

Gosto muito de aprender
Gosto muito de estudar
Mais vale a gente saber
Do que ter que perguntar

Desde que na escola andei
Adquiri gosto p’lo estudo;
Como ninguém sabe tudo
Eu também, tudo não sei!
Ao estudo dediquei
Minhas horas de lazer,
Passo minha vida a ler
Livros, revistas, jornais,
Meu desejo é saber mais,
Gosto muito de aprender!

Se alguém vier ter comigo
Porque está embaraçado,
Precisa ser informado
Vem escutar o que eu digo;
Se informá-lo não consigo
Muito me vai magoar!
Fico sem jeito a pensar:
Afinal p’ra que é que eu vivo?
Talvez por esse motivo
Gosto muito de estudar!

Quem a ler não aprendeu
Muita coisa desconhece;
Sabe só o que acontece
Na terra onde nasceu;
Por não ter escola ou liceu
Não se deixa de viver!
Mas continuo a dizer
Que em qualquer circunstância
P’ra viver na ignorância
Mais vale a gente a saber!

Certo que a sabedoria
Traz mais responsab’lidade;
Quem desconhece a verdade
Não sabe, não se arrelia!
Sinto em mim uma alegria
Difícil de igualar
Sempre que posso informar
Em vez de ser informado!
Prefiro ser procurado
Do que ter de perguntar!

sábado, 28 de maio de 2011

CESTAS DE POESIA ( CLXXI )

NOTA: por motivos que não consigo explicar, o sistema informático não me deixou ontem, sexta-feira, aceder ao Blogue. Àqueles que habitualmente seguem as “Cestas de Poesia” as minhas desculpas.


Na semana em que a ASSOCIAÇÃO DE APOIO AOS DIABÉTICOS DO CONCELHO DE AVIS inaugurou na sua sede um BANCO DE AJUDAS TÉCNICAS; no dia em que começa em Avis mais uma recolha de géneros alimentícios para o Banco Alimentar Contra a Fome, este ano da responsabilidade da Associação de Reformados de Avis (ASRPICA); na semana em que se começou a perceber a razão pela qual o “loirinho” Jesus, treinador do Benfica, tinha uma obsessão doentia que o obrigava a colocar o frangueiro guarda-redes Roberto a jogar sempre nas balizas do glorioso (…e o César Peixoto?); numa semana em que fomos de novo intoxicados com promessas políticas de tal modo enganosas que me obrigaram a ter a Televisão permanentemente no Canal Panda e a ver desenhos animados do Pinóquio; na semana em que a ASSOCIAÇÃO HUNMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS AVISENSES cumpre mais um aniversário, eis que chega mais uma Cesta de Poesia.
Continuamos por aqui a dar voz a JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, que hoje nos traz uma poesia dedicada ao seu e nosso Alentejo, de agora e de antanho.
Eu gosto.

No Alentejo de agora
Já nada parece igual
Ao Alentejo de outrora
Celeiro de Portugal!

Quando eu em tempos passava
Pelo Alentejo do pão,
Via com satisfação
Que o Povo o pão semeava!
O Alentejo tudo dava
Com muito trabalho, embora,
Muito suor hora a hora
O alentejano escorria,
O que não vejo hoje em dia
No Alentejo de agora.

Foram trigais jóia rara
Onde a miude se via
Um ninho de cotovia
Oculto em meio da seara!
Custa-me os olhos da cara
Esta pobreza total
Que para o Povo é fatal
Os campos abandonados,
São só ervas e silvados
Já nada parece igual.

Parece que ‘inda estou vendo
A força do lavrador!
Fosse arado ou tractor
A terra dura mexendo!
A seara ia fazendo
E logo ao romper da aurora,
Lá seguia campos fora
A cantar alegremente,
Tudo isso era inerente
Ao Alentejo de outrora.

Que saudades ao lembrar
O meu Alentejo antigo,
Quando as searas de trigo
Ondeavam como o mar!
Não me posso conformar
Com a mudança geral
Pois já não vejo o trigal
Verdinho na Primavera,
Quando o Alentejo era
Celeiro de Portugal


05.06.2007

quarta-feira, 25 de maio de 2011

AVIS RESPIROU CULTURA!

 O fim-de-semana passado foi um fim-de-semana culturalmente cheio e rico em Avis.

No sábado, o Auditório Municipal Ary dos Santos recebeu mais de 170 pessoas para assistirem à sessão de encerramento dos IX Jogos Florais de Avis e aplaudir não só os concorrentes distinguidos como para aplaudir a superior actuação da Orquestra de Harmónicas de Ponte de Sôr.
A Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, organizadora deste evento, está mais uma vez de parabéns.



Foto 1 - "...o Auditório Municipal Ary dos Santos recebeu mais de 170 pessoas para assistirem à sessão de encerramento dos IX Jogos Florais de Avis e ..."



Foto 2 - "...para aplaudir a superior actuação da Orquestra de harmónicas de Ponte de Sôr."



Por sua vez no Domingo, a jovem poetisa SILVIA CERICO, lançou mais dois livros, desta vez na Fundação Pais Teles, em Ervedal.
Perante uma sala bem emoldurada de público amigo e admirador, Sílvia Cerico, apesar das lágrimas emocionais do momento, era uma pessoa feliz.
“DO CASTELO” apresenta os parabéns à escritora com votos de muitos êxitos na sua carreira de poetisa.




Foto 1 - "...Sílvia Cerico, apesar das lágrimas emocionais do momento..."
Foto 2 - "...era uma pessoa feliz."

sexta-feira, 20 de maio de 2011

CESTAS DE POESIA (CLXX)

Em véspera da sessão de encerramento dos IX Jogos Florais de Avis, a ocorrer amanhã, sábado dia 21 de Maio, a partir das 14,30h no Auditório Municipal Ary dos Santos, em Avis, com a presença da ORQUESTRA DE HARMÓNICAS DE PONTE DE SÔR; na semana em que o Futebol Clube do Porto ganhou mais uma taça internacional e se prepara para ganhar mais uma taça de Portugal em futebol; numa semana em que como já se viu o mau tempo fez graves estragos no concelho de Avis; na semana em que a Fundação Maria da Piedade Varela Dias, tornou pública a sua vontade de “Conceber, organizar e desenvolver uma Universidade Sénior” em Avis eis que chega mais uma Cesta de Poesia.
Vejamos a facilidade com que o poeta JOSÉ DA SILVA MÁXIMO brinca com as palavras para fazer autênticas obras de arte em Décimas, apenas atingível por muito poucos:

Quis um dia ser poeta
Fazer versos e rimá-los;
Era por fim minha meta
Depois de feitos, juntá-los

Sem saber o que fazia
Fiz uns versos sem saber
Tão só para me entreter
Dar largas à fantasia!
Pensei de noite e de dia
Numa azáfama completa,
Corri que nem um atleta
Na minha imaginação
E assim do pé p’rá mão
Quis um dia ser poeta.

Uma ideia genial
Que me passou p’la cabeça,
Por estranho que pareça
Eu nunca tive outra igual!
Fui rimando bem ou mal,
Fiz erros a intervalos,
Mas fui tentando emendá-los
Com mais ou menos canseira
Porque é uma trabalheira
Fazer versos e rimá-los.

Eu queria a todo o custo
Fazer uns versos bonitos
E depois de os ter escritos
Dar por terminado o susto!
Que o seu valor fosse justo
Numa avaliação concreta,
Ser a forma mais correcta
Em harmonia perfeita,
Ter uma quadra bem feita
Era por fim minha meta.

Ao fim de um trabalho intenso
Fui ver o que tinha feito
Com mais ou com menos jeito
Escrever é o que eu penso!
Já sinto um prazer imenso
Vão meus dedos dando estalos,
Vou ler bem e agrupá-los
Que eram esses meus cuidados,
Fazer uns versos rimados
Depois de feitos, juntá-los.

Maio de 2008
















quinta-feira, 19 de maio de 2011

O TEMPORAL ASSOLOU O CONCELHO DE AVIS

Os fortes ventos e chuvadas de trovoada que nos últimos dias assolaram o concelho de Avis, deixaram marcas em vários sítios.
Em Avis, uma cerejeira de porte considerável foi derrubada pela força do vento num quintal adjacente às Ruas Antiga E. N. 243 e R. Dr. Francisco Salgado Zenha, tendo sido arrancada pela raiz.
No entanto foi em Alcórrego que mais se fizeram sentir os efeitos das águas descontroladas. Ao que apurámos a água inundou umas três casas sendo que a se situa na R. 1º de Maio foi a mais afectada. Aqui a água chegou aos 60cm de altura. marcados na porta do lado do quintal, sendo que do lado oposto, do lado da entrada principal, não deveria ter andado muito longe dessa altura e pior seria se não tivesse rebentado um muro que esvaziou o "lago" artificial, levando pedras e água em cadadupa. Armários, camas, electrodomésticos, tudo ficou inundado. Um carro que se encontrava estacionado nas imediações foi deslocado pelas águas, bem aí uns dez metros.
Os donos da moradia inundada receiam por situações semelhantes e  reclamam por medidas que evitem a repetição destes cataclismos, medidas essas que em seu entender, dizem existirem.


Foto 1 : "Em Avis, uma cerejeira de porte considerável foi derrubada pela força do vento..."
Foto 2 : "No entanto foi em Alcórrego que mais se fizeram sentir os efeitos das águas...armários...tudo ficou inundado..."

Foto 3: " Um carro que se encontrava estacionado nas imediações foi deslocado pelas águas, bem aí uns dez metros."

Foto 4: "... e pior seria se não tivesse rebentado um muro que esvaziou o "lago" artificial..."

Foto 5: "...levando pedras e água em cadadupa..."
Foto 6: "... a água chegou aos 60cm de altura. marcados na porta do lado do quintal..."

quarta-feira, 18 de maio de 2011

AMANHÃ, QUINTA-FEIRA, HÁ CAFÉ COM LETRAS

Amanhã realizar-se-á o antepenúltimo Café com Letras de 2011, segundo informação recolhida junto da Direcção da ACA, promotora destas tertúlias.
Como convidado e para nos falar sobre “ A VINHA E O VINHO”, estará presente o Engenheiro JOÃO RATO, há vários anos ligado a estas temáticas.
Porque o tema mete vinho, nunca se sabe se não haverá por lá uma prova, tanto mais que o Engenheiro João Rato acaba de lançar no mercado mais uma marca com a sua chancela: o “RAMOS RATO”.
“ALCORREGVS” já tem presença assídua em muitos dos lares portugueses e o “RAMOS RATO” para lá caminha…
Pelo sim pelo não apareça amanhã, pelas 18 horas na sede da ACA. Não se via arrepender.

domingo, 15 de maio de 2011

HOJE AINDA PODE (E DEVE) VIR À FEIRA MEDIEVAL DE AVIS

Se não pôde vir ontem, ainda o poderá fazer hoje. Venha à Feira Medieval de Avis.
Não se esqueça que até ao "Auto de encerramento da Feira e lavagem dos cestos e almotolias" haverá Feira e isso só irá acontecer lá para as 21 horas.
Ontem, por exemplo, foi assim...e muito mais:

Foto 1 : Animação q.b.

Foto 2 : Muita Gente gira


Foto 3: Gente muito Gira...


Foto 4: Ambiente medievalesco


Foto 5 : Autênticos "mestres" dos seus mesteres...

Foto 6 : Muita azáfama na zona dos trabalhos, aviando "feijoada de bacorinho"...

Foto 7: "DO CASTELO" registou o exacto momento em que um bem disfarçado mouro sarraceno dos tempos modernos, tentou assassinar o velho Conde de "MONTANELAS", em pleno palco da Feira e com a própria espada do Senhor Conde de "MONTANELAS"...

sábado, 14 de maio de 2011

VENHA À FEIRA MEDIEVAL

Se você consegue imaginar como serão os espaços abaixo retratados, cheios de gente trajados á moda medieval, é feliz por isso. Mas se você vier até Avis (hoje ou amanhã) e vir, efectivamente com os seus próprios olhos, estes espaços cheios de vida medieval, então aí você não será feliz, mas sim MUITO FELIZ!

Venha à Feira e visite a exposição de fotografia na Casa de Cultura de Avis. Vai gostar!


FOTO: PATOS À MODA ANTIGA

FOTO: FOLIAS

FOTO : ALEGRIAS

FOTO: COMERES

   FOTO: MERCADORES

sexta-feira, 13 de maio de 2011

CESTAS DE POESIA (CLXIX)

Na semana em queOs Homens da Luta” obtiveram a esperada eliminação do mundo das canções eurofestivaleiras (só o Benfica 2010/2011 poderia fazer pior…); no dia em que os treinadores, actuais ou futuros, do Sporting e Porto esfregam as mãos de contentes pelo facto do loirinho Jesus afirmar que continua a contar com o guarda-redes Roberto nas balizas do Benfica para a próxima época; no dia em que começou mais uma Feira Medieval em Avis; no dia em que apareceram os cartazes que anunciam a realização da sessão de encerramento dos IX Jogos Florais de Avis, organizados pelos Amigos de Aviz, com a presença de premiados e da Orquestra de Harmónicas de Ponte de Sôr, chega a nova cesta de Poesia.
Numa altura em continua a aumentar o úmero de pobres em Portugal, JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, matutou sobre o assunto e escreveu esta coisinha bonita. Leiam com olhos de ler:

Ao rico tudo lhe basta,
Ao pobre nada sobeja;
O rico nunca se arrasta,
O pobre tanto rasteja!

Neste mundo em que vivemos
Houve sempre e há-de haver
Várias formas de viver
Que a custo compreendemos;
Consoante aquilo que temos
Ninguém do rumo se afasta,
Enquanto o pobre se agasta
Sem saber o que é fartura,
Ao rico tudo perdura,
Ao rico tudo lhe basta

Quem nasceu para ser pobre
Não tem outra alternativa;
Por muitos anos que viva
Não vai juntar nem um cobre!
Sempre a miséria descobre
Por mais poupado que seja!
No trabalho a mão caleja
E vê-se sempre empenhado,
Ao invés do abastado
Ao pobre nada sobeja.

A quem tem muito de seu
Nunca a miséria assaltou!
Trabalhar não precisou
Porque já rico nasceu!
Tudo de bom Deus lhe deu
A sorte não foi madrasta,
Ele nem sabe o que gasta
Porque tem sempre de sobra,
Enquanto o pobre se dobra
O rico nunca se arrasta.

A desejada igualdade
Será de todo impossível,
Embora pareça crível
Não vejo possibilidade!
Há dif’renças de vontade,
Quem queira ver e não veja,
Que enquanto o pobre peleja
Sem saber se ávida é boa,
O rico tão alto voa,
O pobre tanto rasteja

Nota: não sei como, "sumuiu-se" o posto que ontem coloquei e que anunciava a Feira Medieval em Avis.
 Mistérios...

quinta-feira, 12 de maio de 2011

EM AVIS JÁ "CHEIRA" A FEIRA MEDIEVAL

Hoje a vila acordou calma como sempre. O silêncio do novo amanhecer apenas era cortado pelo uivar de algum cão mais inquieto.
São sete horas da manhã e já se respira a Feira Medieval. Pelas frestas das tasquinhas já se vislumbra uma tenda, nas janelas já se vêem bandeiras dos tempos de antanho. A Feira Medieval é não só um chamariz que traz até nós muita gente de outras terras como faz regressar às origens, por uns dias, muita da diáspora avisense.
Em baixo fica um pouco do amanhecer que eu encontrei neste dia de 12 de Maio, em Avis.
Passei há coisa de um quarto de hora pelos mesmos sítios desta manhã e agora está tudo bem mais adiantado, diferente.
Quer um conselho de amigo? Passe por Avis este fim-de-semana e venha ver como era nos temos de antigamente. Não se vai arrepender.
Curioso seria fazer um dia, além da já tradicional recriação das feiras antigas, a projecção de uma feira, por exemplo, daqui a cem anos.
Se calhar, com tanta crise em cima de crise, as coisas nessa altura já não se diferenciação muito das feiras medievais.
Digo eu…

Foto 1 - "São sete horas da manhã e já se respira a Feira Medieval."

Foto 2 -" Pelas frestas das tasquinhas já se vislumbra uma tenda,..."
Foto 3 - "...nas janelas já se vêem bandeiras dos tempos de antanho."

Foto 4 - "Quer um conselho de amigo? Passe por Avis este fim-de-semana..."

terça-feira, 10 de maio de 2011

PARECE QUE ANDA TUDO ENVINAGRADO...

Parece que anda tudo cada vez mais chateado nesta vida. Fui dar a minha voltinha costumeira pela vila e ouvi, quase em tempo recorde, uma série de queixumes. Querem ver? (ler, ouvir…)

1 – Parece impossível! Pediram-nos para tirarmos as antenas das nossas televisões para dar outro aspecto a esta vila e agora há oito dias que não temos televisão queixou-se um meu amigo
- Mas eu tenho, retorqui…
- Você tem porque tem antena exterior, se fosse por cabo estava bem lixado, como eu. Você já viu o que é a minha sogra, coitadinha, estar este tempo todo sem ver as novelas? Com a idade que ela já tem, nunca mais apanha o fio à meada…
- É pá, é assim, aquilo depressa se apanha a história outra vez…às vezes pouco adianta…
- Isso diz você, que tem televisão…
Perante o ar “ouriçado” do meu interlocutor e com medo que a conversa azedasse, fui-me embora tratar de mais um recado daqueles que os reformados são mestres em fazer: meter o Euromilhões…

2 – …É sabido que quanto mais à rasca uma pessoa anda, mais tenta dar a volta à situação, por vezes gastando ainda mais do que devia e ficando mais empobrecido com a ganância de ganhar. O novo sorteio do euromilhões, agora também à terça-feira, aparece com uma miragem. Como uma nova oportunidade, uma nova tábua salvadora para os nossos problemas económicos.
Chegado ao local de registo em Avis, dei com o nariz na porta. Uma indicação informava que, por ser terça-feira, abriria ao público só da parte da tarde e acho que lá por volta das 16 horas. Um sujeito que já estava á porta quando eu cheguei, interroga-me, como se eu fosse o responsável por aquele horário:
- Então hoje há um sorteio novo do Euromilhões e isto abre á mesma só à tarde?
- Olhe, de acordo com o que ali está escrito, é isso. Temos que cá vir mais logo…
- Pois é, mas é que eu vim do Ervedal, aqui de propósito para registar o euromilhões. Se cá venho outra vez, … “vai-te ganho que me dás perda…” Não chega nunca me sair nada senão gastar mais em gasolina…Isto assim está mal feito…
Eu é que não lhe podia fazer nada nem tinha culpa nenhuma das coisas estarem neste pé. Encolhi-lhe os ombros e rumei em direcção à Sede do Agrupamento Vertical de Escolas de Avis onde tinha outro recado para fazer.

3 – As árvores do Jardim junto à Escola de Avis cresceram – curiosamente algumas são sobreiros - e convidam, dado o calor que hoje já se faz sentir, a um descanso nos bancos que o alindam. E lá estava sentado um habitual “habitante” daquele espaço. Após conversa fútil, disse-me, assim quase à queima-roupa:
- Isto é uma vergonha. Já viu aqui o quiosque? Está fechado já há bastante tempo. No entanto os letreiros virados para fora dizem que há sandes, e outras coisas de comer com indicação dos próprios preços. Há dias perguntou-me um “camone” a que horas é que aquilo abria. Vi-me e desejei-me para lhe responder mas lá lhe disse que estava fechado e ele foi-se embora. Diga-me lá, não acha que aquilo está ali mal?
- Quer dizer, é assim…
- Pois claro que está mal, homem! Não tenha medo em dizê-lo…não se esteja a encolher de dizer as verdades...
Desgostou-me o modo como aquele cidadão me quis impor uma opinião, sem deixar sequer que eu expressasse a minha.
Agarrei em mim, fui fazer o que tinha que fazer na Escola, voltei e meti-me em casa.
Por mor das coisas, hoje já daqui não saio…sabendo no entanto que corro o risco de não chegar a saber se as Televisões por Cabo já trabalham em Avis, se a casa do Euromilhões já tem novo horário e até se o Quisque do Jardim já abriu... com nova gerência...
É preferível assim...digo eu.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

CESTAS DE POESIA ( CLXVIII )

Na semana em que José Sócrates, esse democrata exemplar, fez ajoelhar a seus pés os homens fortes e duros do FMI que não tiveram mais remédio do que aprovar o PEC IV como nos explicou pelo chamado discurso do “não” (não o viram e ouviram na TV a dizer que as pensões abaixo de 1500 euros não vão ser diminuídas – tal como previa o PEC IV-, que não há mexida no 13º mês nem no subsídio de férias – tal como previa o PEC IV – que não haverá privatização da CGD – tal como previa o PEC IV); na semana em que me chego a convencer que este engenheiro é capaz de ir longe; na semana em que Eduardo Catroga, outro cérebro da nossa praça política, vem dizer que só concordaram com o FMI porque o fizeram amochar às suas exigências (se não fosse já tão velho, tenho impressão de que este também iria longe….); na semana em Paulo Portas já vai dando uns beijinhos às peixeiras e não só, em busca de votos; na semana em que mais logo, daqui sensivelmente a uma hora, o Presidente da República vai falar aos Portugueses, (mas que eu nem estou disposto a esperar que ele fale para depois publicar estas Cestas de Poesia) – o discurso também já é conhecido…-; na semana em que continuo sem perceber como é com políticos deste jaez o nosso país chegou ao que chegou; na semana em reitero a minha falta de confiança nos políticos portugueses – atenção: estes e os outros todos - ; na semana em que uma avisense teve que rumar a Macau para poder ganhar a vida honradamente – beijinhos Fátinha e tudo de bom para si -; na semana em que amanhã, sábado, se vai realizar por cá mais um baile promovido pelo “Grupo de Baile de Avis” – o nome é invenção minha -; na semana em que o Benfica disse adeus a mais uma taça, contrariamente às promessas do seu treinador, de nome Jesus – e a verdade é que já nem em Jesus podemos acreditar… - ; na semana em que já se fazem notar os efeitos “benéficos” do herbicida nas ervas que enxameavam a nossa vila; na semana em que chegou até nós mais um exemplar da Folha Informativa Águia dos Amigos de Avis, eis que chega também mais uma Cesta de Poesia.
Também é por falta de campos cultivados que Portugal se encontra na situação económica difícil em que se encontra. JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, observador atento, passou os seus pensamentos para o papel e daí resultou esta pequenina pérola poética, ainda e sempre, em Décimas:

Se as silvas dessem madeira
As giestas nos dessem pão,
Todo o mundo à nossa beira
Nos dava consolação

Estando o campo esquecido,
Ninguém trabalhando a terra,
O país assim se enterra
O terreno embravecido;
Com o seu valor perdido
Como está desta maneira,
Eu sinto que o fim se abeira
Só, mais dia menos dia,
Que rico o país seria
Se as silvas dessem madeira!

Se é que o terreno inculto
Algo de bom produzisse,
Mas ninguém há que já visse
Assim, dar coisa de vulto;
Eu lhe dava o meu indulto,
Estendia a minha mão,
Se visse brotar o grão,
E os tojos fossem sustento,
As estevas alimento,
As giestas nos dessem pão!

Eu qu’ria ver os terrenos
Como eram vistos outrora:
Todos limpos hora a hora
Até mesmo os mais pequenos;
Dando colheitas e fenos
Com mais ou menos canseira;
O trigo aparecer na eira
Plantas daninhas desfeitas,
E ver a dar-nos colheitas
Todo o mundo à nossa beira.

Era bom ver ressurgir
A terra dar-nos sustento,
Poder a qualquer momento
A terra nos acudir;
Era bom poder sentir
O milagre, a salvação,
Quão grato seria então
Ver que a mãe Natureza
Ao socorrer a pobreza
Nos dava consolação

07.09.2009

quarta-feira, 4 de maio de 2011

AMANHÃ HÁ CAFÉ COM LETRAS

Amanhã, quinta-feira, na Sede da ACA vai haver mais uma sessão de Café com Letras. O tema promete: MEZINHAS CASEIRAS. Quem é que nunca fez um chá de casca de cebola para apaziguar uma tosse insuportável? Quem não ouviu falar que antigamente se engoliam bolinhas de manteiga com açúcar para afastar as dores de garganta? E quem é que nunca ouviu falar que antigamente se punha um papel pardo embebido em azeite sobre o peito e a garganta para tratar os resfriados? E umas rodelas de batatas sobre as frontes para afastar as dores de cabeça?
Pois bem, o convidado de amanhã do Café com Letras é JOSÉ VIZINHA um estudioso de plantas que nos proporcionam óptimos chás para curas de diversas maleitas.
Apareça por lá ás 18 horas, participe que depois ainda vai muito a horas de assistir ao jogo do Benfica.
Quem sabe não virá de lá com algumas dicas para fazer um chazinho contra algumas más disposições futebolísticas…