quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A S. SILVESTRE DE AVIS 2010

Mais uma vez o "Clube de Futebol os Avisenses" organizou a corrida de S. Silvestre.

No passado Domingo a vila de Avis foi invadida por atletas vindos dos mais diversos locais do país, incluindo a Madeira e os Açores.

A participação deste ano suplantou a do ano passado, tendo estado presentes 267 atletas, sendo que na prova principal (juniores, seniores e veteranos) participaram 116 atletas.

A classificação dos atletas do nosso concelho foi a seguinte:

Benjamins femininos A: BEATRIZ MOTA3º Lugar

Benjamins masculinos A – NELSON QUIRINO6º Lugar

Infantis femininos – SOFIA CARREIRAS15º lugar

Iniciados masculinos – NUNO MOTA12º lugar

Seniores masculinos – RODRIGO CARRILHO - 20º lugar

Veteranos B – ANTÓNIO VIOLANTE20º lugar

Por clubes “OS AVISENSES” classificaram-se em 18º lugar entre as 37 equipas que estiveram presentes.

Para a história ficam algumas fotos desta S, Silvestre Avis/2010


Foto 1 - Cedo se destacou um grupo mais forte

Foto 2 - Na 1ª volta, já em pelotão alongado

Foto 3 - O atleta global: o Benavilense ANTÓNIO VIOLANTE, corre pela Casa do Povo de Ervedal nas ruas de Avis, em busca do 20º lugar da sua categoria...
Foto 4 - A chegada do vencedor da prova principal

Foto 5 - Lá atrás a chegada do 2º classificado da prova principal

Foto 6 - Só uma grande equipa de peso (SLB)...

Foto 7 - ...pode colocar 4 atletas nos conco primeiros lugares

Foto 8 - As vencedoras e o "precioso envelope"...

Foto 9 - Assistindo à distribuição de prémios...

Foto 10 - SULEI uma marca do passado ainda presente...




















segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A ANTENA FOI-SE!

Foto 1: O momento em que a antena era deitada abaixo...


Foto 2: O momento em que a antena era erguida...

Na semana passada vimos “ir abaixo” o mamarracho que tornava a nossa vila bem feia: a antena que se encontrava colocada no posto da GNR local. Estamos em crer que foi muito mais complicado ergue-la do que agora colocá-la no chão.

A antena, além de inestética, aparentemente não tinha razão de ser, em pleno século XXI em que a comunicações há muito vão para lá dos sinais de fumo…

Entre o erguer e o derrubar lá se gastaram mais uns milhares de euros do erário público, e assim se vão esbanjando os poucos euros que por aí há e que seria bem mais interessante se fossem gastos em coisas para o benefício de todos nós.

Para a história ficam as imagens: levantar em 2007 e deitar abaixo em 2010.

P.S.: mau, mas mesmo muito mau, seria termos que qualquer dia aqui dizer que a antena voltou a ser erguida no mesmo local, com a mesma rapidez com a desmancharam agora…

Tudo é possível…




sábado, 25 de dezembro de 2010

FUI AO COLOMBO...

Quando já temos uma certa idade, por vezes repetimo-nos sem darmos por isso. Sei que vou dizer uma coisa que quem está habituado a ler as linhas que por aqui vou deixando escritas, já sabe. Vou, pois, repetir-me, mas em consciência: Não gosto de ir às compras. Detesto aquela lufa-lufa do entra e sai das lojas, o vê preços, analisa e não compra. Mas todos os anos me tocam várias cenas dessas. Uma delas é inevitavelmente pelo Natal. Daí, talvez a minha cada vez menor simpatia por este período do ano.

Desta vez “o dia do sacrifício” calhou na passada terça-feira. Local escolhido: o Centro Comercial Colombo, em Lisboa.

Chegados, fizeram-se duas equipas: quem anda pouco ou se cansa mais depressa, fica no rés-do-chão, quem anda mais ou precisa de estar presente aquando dos pagamentos, sobe até ao 1º andar. E lá fui eu escadas acima.

Ao fim de quatro horas (leram bem, quatro!) de entra e sai, vê, apalpa e franze o sobrolho, já mal me arrastava nas minhas bem engraxadas botas da Campor. Quando passei por um largo do Colombo onde pululavam para aí tantas pessoas como a população da freguesia de Avis (ou um pouco menos), reparo que havia uns sofás colocados ali estrategicamente para pessoas como eu ou, quem sabe, ainda pior do que eu. Estanco a uma distância ainda considerável, analiso o local, mas depressa me apercebo que está tudo ocupado. Como eu, havia ali muita gente a contra gosto. Digo à minha companheira compradora-gastadora-não-pagadora que fico ali e que quando for preciso ir pagar que me venha chamar. Nisto, olho e… sorte das sortes! Acaba de sair um velhote dum dos sofás! Avanço resoluto, mas como dizia o meu sogro acerca dos cães de caça que nada mais viam que a caça a fugir à frente deles: “ceguei na carreira”! não me apercebi que mais perto do local de sossego havia outra “alma” sedenta de descanso e, enquanto eu me dirigia para o sofá o ocupou mesmo já ali nas minhas barbas. Mudei de estratégia: fiquei atento pois que aqueles locais não são de ocupação prolongada. Em breve haveria outra vaga. E tal como os forcados que ao serem derrotados numa primeira pega de caras, à segunda tentativa se aproximam mais da fera, aproximei-me também eu. Coloquei-me ali bem perto da zona de lazer, e ao ver que um casal jovem se começava a levantar, aproximei-me e…zás! Ainda a senhora não tinha aconchegado bem as calças que haviam descaído pela posição de sentada, e já eu me estava a estatelar num sofá individual. Sentei-me, melhor atirei-me assim quase de maço, e senti-me bem. Confortável. Situo-me no espaço e no tempo: são 18 horas da última terça-feira antes do Natal de 2010, tenho em frente uma loja da Pull and Beer, um pouco à esquerda a montra da OySho, ainda mais para a esquerda do local onde me encontro, a Zara.

Depois de alguns segundos de desfrute do local, começo a apreciar toda aquela fauna. E se há ali de tudo….

Entretanto vejo chegar uma boa dúzia de gente “cá da minha”: idade avançada mas davam até ideia de pertencerem a alguma excursão que ali os tivesse despejado. Vinham em mólho. Por sorte delas, duas velhotas tiveram cabimento no sofá corrido, que acabara de ser abandonado por um casal de, de namorados, penso eu dado o que me foi possível apreciar. As velhas – vou tratá-las assim, não por desrespeito por quem tem idade, mas pelo que a seguir ireis ler e que são efectivamente coisas de velhas.

As velhas sentaram-se, puxaram as saias para taparem os joelhos, e logo ouvi bichanar:

- Estes tinham os traseiros quentes

- Cala-te, não comeces já…

Desde logo fiquei com a impressão que ia ter espectáculo. E de camarote! O bichanar das “velhas”, que pela pronúncia deviam ser de alguma província do Norte, depressa se tornou mais perceptível, principalmente para quem, como eu, estava tão perto delas. Estávamos os três virados na mesma direcção, pelo que o que eu via era precisamente ou quase o mesmo que elas viam. Por uma questão de respeito para com os meus leitores vejo-me forçado a relatar aquilo que os meus pobres ouvidos foram obrigados a escutar neste merecido e rápido descanso no Colombo.

As pessoas ali, como já frisei, eram muitas no seu vaivém desenfreado de tentar encontrar aquilo que pretendiam comprar. Sem saber bem como, detive-me a apreciar uma mini-saia que por ali deambulava quando ouvi:

- Ai, Maria olha para esta pouca-vergonha! Com um frio destes e esta lambisgóia com a saia quase a chegar-lhe ao umbigo. Santo Deus. Isto aqui aparece de tudo…quase que se lhe vê a passarola…

- Deixa lá Rosa, é gente nova, e não lhe chames passarola, chama-lhe antes passarinha, Passarola é para as mulheres casadas…

Tinha começado o “festival”. Fiquem atentos que eu prometi e vou cumprir: vou-vos contar o que aquelas duas “galegas” para ai disseram.

- Tá bem! Além de ser gente nova tiveram uma criação diferente da nossa…

- Tiveram a criação da pouca-vergonha é que foi. Essa é que é essa…

- Ai filha, olha lá a “pretalhada” que ali vem…Iche, Virgem Maria: um preto com chapéu encarnado e sapatos brancos. Aquela preta do rabo grande, ainda maior do que o teu, traz umas coisas metidas nas orelhas. Se calhar é para ouvir o Quim Barreiros..

- Qual Quim Barreiros, qual quê! Aquilo é para ouvir músicas lá deles. Se tu visses, uma vez fomos numa excursão da nossa Junta de Freguesia à praia da Murtosa. Tu não foste porque foi daquela vez que o teu Tonho te tinha chegado a roupa ao pelo e estavas mal do braço. Andavam lá uns pretos que eu só queria que tu tivesses visto: com uns rádios muita grandes e a música em altos berros e nunca ouvi o Quim Barreiros. Era mas é música de pretos. Quim Barreiros! Antes fosse,,,ai filha! Os pretos são cada vez mais. Qualquer dia isto é tudo deles. Daqui a pouco já são mais que os brancos…

- Isto aqui em Lisboa é uma podridão, é o que te digo. Não ouves estes pi-pis? È gente que quer sair das lojas sem pagar. Mas eles são espertos, em vez dum polícia á porta de cada loja, põe lá umas coisas que apitam quando não pagam…Hás-de reparar que aquele parvalhão ali está quase a dormir e quando aquilo apita abre logo os olhos…

Conclui que o “parvalhão” era eu. Realmente fechava os olhos não para dormir mas para tomar mais atenção ao que escutava…um olho aberto, outro fechado.. .

- Mas olha Maria que nem sempre é isso. Uma vez fui ca minha Jaquina lá a Leixões comprar um pijama para a besta do meu genro e quando saímos aquilo apitou e nós tínhamos pagado. Foi a empregada que não lhe tirou aquilo que os faz apitar. Há empregadas que valha-me Nossa Senhora…não sabem fazer nada…

- Não olhes, para não dares muito nas vistas. Aí do nosso lado esquerdo está uma gaja a dar de comer ao filho. Olha devagar…isso… mais para a esquerda…

- Pobre criancinha. Quase que não cabe no carrinho. Isto não são mães nem são nada. É o que eu te digo! E os pais dos gaiatos, se elas souberem quem são, são outros que tais. Mais valia que estivessem em casa a tratar das crianças. Pobre inocente que tem mesmo cara de fome. Olha como está chupadinho…é só fome, é o que é…atão tu já viste que ela tem o cabelo pintado de azul? Aquilo é o que quê?

- É o quê, Rosa? É droga. É só droga que ali anda…

- Maria olha lá aquela sirigaita ali a arranjar as unhas….que pouca vergonha. Ela havia era de ir apanhar azeitona lá para os lameiros ou tratar das vacas, para ver como é que as unhas lhe ficavam… Isto no fim, não valem nada. Abonecam-se todas por fora mas por dentro sabe lá a gente como andam. E ainda há homens que se embeiçam por coisas destas…

- E já reparaste no decote que traz? Com um tempo destes? Poucas vergonhas é o que a gente mais vê quando vem a estes sítios. Ainda bem que o meu homem não está aqui a ver…

- Ora deixa! Não vê esta vê outras. Então isto está cheio de mais do mesmo. O meu é que eu quero que não veja para aí nada de mais…

- Porquê? Estás com medo que logo à noite haja festa?

- Cala-te deserta estou eu…, e a Rosa deu uma gargalhada abafada que mais parecia um gracejo de adolescente

Meus caros amigos. Aqui ri-me para dentro. Não vou fazer nenhum comentário àquilo que ouvi. Isso pertence-vos a vós. Eu limito-me a passar para o escrito aquilo que consegui fixar e que me pareceu de maior interesse. Mas é assim: se achar que isto não tem importância, ou porque não retrata convenientemente duas realidades de um mesmo Portugal, ou porque você tem histórias bem melhores, então não leia mais. Ficamos amigos à mesma. Eu vou prosseguir.

- Olha, Maria! Outro disfarce. Esta vestiu só uns calçonitos por cima das calças pretas do pijama e toca a andar. Aquilo é que está ali uma coisa asseada….Deus me livre que uma filha minha andasse nestes preparos aí pelas ruas…Deus me guarde…

- Mas aquilo não são calças do pijama, chamam-lhe “legos” parece-me a mim…

- Ná, não deve ser. Legos comprava eu ao meu gaiato para ele brincar, eram assim umas pedaços de plástico que se metiam uns nos outros para fazer casinhas e automóveis…

- Seja legos ou lá o que for…cheira-me mal…Maria não me digas que tu…

- Eu? És parva ou quê? Eu sou muito asseadinha! Não vês que foi o gaiato do carrinho? Comeu e agora é isto. Espera aí que eu tenho aqui um frasco de água-de-colónia que comprei para a minha neta e pondo um bocadinho isto disfarça. Eu já pus, põe tu agora…

A minha gastadora de dinheiro faz-me sinal da porta de uma loja que era altura de ir pagar. Chamo-a, dou-lhe o cartão de crédito e fico por ali a espiar mais um pouco a conversa daquela gente a viver momentos num mundo completamente desenquadrado do seu. Eu não vos disse que era um “parvalhão”?

- O que vale é que agora, já há fraldas de deitar fora. Se fosse no tempo dos nossos gaiatos, em que as fraldas eram de pano e tinham que ser lavadas para serem usadas uma porrada de vezes…

- Parece-me que às fraldas de agora lhe chamam descartadas ou qualquer coisa assim. E mal sabes tu que me disseram que também já há cuecas dessas para se usarem por exemplo quando se fazem viagens muito grandes…

- Não pode ser….eu não acredito…

- Não acreditas? Então eu sou alguma mentirosa?

- Não, Maria. Não acredito é no que os meus olhos estão a ver agorinha...Diz-me que é mentira, Maria…

Olhei de soslaio e vi a Rosa e a Maria a persignarem-se quase em simultâneo. O olhar aterrorizado, vítreo, paralisado na direcção do seu lado direito. Numa décima de segundo pensei que ambas tinham acabado de ser alvo de um ataque de AVC. Vi-lhes tremer o queixo e olhei no sentido que a sua palidez apontava. Um casal de homossexuais, acabava de dar um “turbulento” beijo na boca.

Confesso que também eu fiquei perplexo. Imóvel. Petrificado. Já tinha visto cenas destas em vídeo, em fotos, na televisão. Ao vivo, em directo e a cores, nunca. Foi aqui a primeira vez. Não sei quanto tempo assim estive, mas sei que quando tentei ver as minhas “colegas” de descanso nos sofás de um recanto do Centro Comercial Colombo na última terça-feira antes do dia de Natal do ano da graça de 2010, elas já lá não estavam. Afastavam-se, em direcção à Zara, onde estavam os outros colegas da excursão.

Ainda se iam a persignar e a olhar para trás. Coxeavam ambas, pormenor que me havia escapado.

Quantas vezes já vos disse que eu era um “parvalhão”? ...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

CESTAS DE POESIA (CLI)

Foto: JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, lê o trabalho premiado com o 1º lugar, aquando da distribuição de prémios dos Jogos Florais de Almeirim/2009



Calhou que esta sexta-feira, além de ser a da noite de natal, seja obrigatoriamente dia de Cesta de Poesia.



Por este facto, “DO CASTELO” endereça a todos os seus leitore(a)s e amigo(a)s os mais sinceros votos de um Feliz Natal, com algumas prendinhas no sapatinho, na chaminé ou na árvore de natal de plástico, de pinheiro natural ou de fibra. Que haja presentes para todos e que esses presentes contenham muita saúde, paz e tolerância.


A propósito de tolerância vamos hoje reproduzir umas décimas que nos falam de tolerância e compreensão. Almeirim organizou os seus Jogos Florais 2008/2009 apresentando o desafio de glosar uma quadra de Fernando Pessoa e o nosso convidado, JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, de Marvão, mas grande amigo de Avis (como aliás já sabemos) foi agraciado nesse certame cultural com mais um primeiro prémio. Deixo à vossa consideração o trabalho premiado:


Compreender um ao outro
É um jogo complicado
Pois quem engana não sabe
Se não estava enganado
(Fernando Pessoa)


Para toda a Humanidade
É bom saber tolerar;
Compreender e notar
Em cada ser, qualidade!
Viver em plena igualdade
Dar-nos-á algum conforto
Em vez de um estar no “potro”
Pressionado por alguém,
É prudente e fica bem
Compreender um ao outro.


Dar a todos seu valor,
Respeitar opiniões,
Raças ou religiões
Não merecerem rancor;
Tratar todos com amor,
Respeitar, ser respeitado
É meio caminho andado
Se houver força de vontade
Mas cumprir esta verdade
É um jogo complicado.


Ter por lema a tolerância
É sensato e é bonito;
Ir até ao infinito
Pondo de parte a ganância!
É da maior importância
Que o meu orgulho se acabe
Vendo que a cada um cabe
Dizer: “perdão se é que errei”
Não dizer:”eu é que sei”
Pois quem engana não sabe.


Ao julgar seu semelhante
Julgando-o a si igual,
É reconhecer que afinal
Ele é um ser importante;
Ao julgá-lo assim, garante
Que tem sentido apurado,
E ficou tendo a seu lado
Mais um bom irmão por perto,
Seguindo o caminho certo
Se não estava enganado…

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O CABAZ DE NATAL DA ASSOCIAÇÃO DE DIABÉTICOS DE AVIS "JÁ TEM DONO"

Foto 1 - Edgar retira uma senha do saco seguro pela Presidente da Associação,
 Enfermeira Nídia
Foto 2 - "É esta!"
Foto 3 - Verificação do nome do premiado perante a curiosidade de alguns dos presentes

Foto 4 - A senha e o canhoto do Nº 930
Foto 5 - João Domingos era uma homem feliz...
Foto 6 - ...e solidário: contribuiu com uma dádiva para engordar o "porquinho" da Associação, perante  olhar atento do Vice-Presidente, António Carmo


Realizou-se há pouco mais de uma hora, na Sede da Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis, o sorteio do Cabaz de Natal daquela Instituição, avaliado em mais de cem euros.

Ao sorteio público assistiram dez Sócios e membros da Direcção.

Para que o sorteio fosse o mais transparente possível, foi combinado antecipadamente que às 18 horas se solicitasse à primeira pessoa que passasse na rua, à porta da Associação, o favor de retirar o talão premiado, de dentro de um saco opaco que continha o canhoto de todas as rifas vendidas. Coube essa sorte ao amigo Edgar.

Feito o sorteio verificou-se que a senha premiada foi a correspondente ao número 930 e que pertencia ao Sr. João António Croca Martins Domingos, na gíria mais conhecido por “Baeta”.

Contactado de imediato, este dirigiu-se à Sede onde recebeu o Cabaz sorteado.






terça-feira, 21 de dezembro de 2010

14ª JORNADA

BENFICA 5 – RIO AVE 2

Juan Barnabé foi-se embora
E a Águia ficou de fora:
Trouxeram a concertina
E o Rio Ave, coitadinho,
Não dançou o corridinho
…Dançou tango à Argentina

PAÇOS DE FERREIRA 0 – PORTO 3

Quis o Paços de Ferreira
Vencer tamanha “borreira”
Dum Porto atrapalhado;
Não conseguiu não senhor
Sentindo amargo sabor
Dum injusto derrotado

VITÓRIA DE SETÚBAL 0 – SPORTING 3

P’ra ficar mais descansado
Paulo Sérgio foi ao Sado
Em busca dos três pontinhos;
E ficou muito contente
Por dar alegria à gente
Da toca dos lagartinhos








sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

CESTAS DE POESIA ( CL)

Foto 1: José da Silva Máximo (primeiro à esquerda). integrou a mesa de abertura dos VIII Jogos Florais de Avis, realizados em Maio passado, na qualidade de mebro do júri.

Numa semana terrivelmente trágica para Avis, dado que:

Suicidou-se por enforcamento no seu domicílio o Sr. Sabino;

Suicidou-se por afogamento, na passada terça-feira na Barragem do Maranhão um homem de 54 anos residente em Galveias, que até hoje ainda não foi encontrado;

Apareceu morto na cama da sua residência, o António,  um utente com cerca de 50 anos, que se encontrava em regime de Centro de Dia, no Lar Nossa senhora da Orada em Avis:

 E eis que chega mais uma Cesta de Poesia.

Como convidado continua o nosso amigo JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, de Santo António das Areias que, ao que “DO CASTELO” apurou, ainda hoje andou a colher azeitona na sua quinta em Marvão, apesar dos pouquíssimos graus centígrados que se fizeram sentir naquela região. Acresce ainda dizer que JOSÉ DA SILVA MÁXIMO tem feito parte dos júris dos Jogos Florais de Avis, desde a sua primeira edição.

Quando o Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas fez 75 anos, em 2007 ou 2008, já não sei precisar bem, a Secção Regional de Portalegre daquele Sindicato resolveu assinalar a efeméride com a realização de uns Jogos Florais. Pois o nosso convidado ganhou o 1º prémio com o seguinte trabalho:

 

A impor-se ao patronato
Dos bancários Lusitanos,
A força de um Sindicato
Com setenta e cinco anos!

Sindicato é a balança
Que tem dois pratos iguais
Para não pender demais
E merecer confiança;
Nele reside a esperança
De não perder o seu prato,
Um verdadeiro contrato
Em defesa da verdade
A exigir igualdade
A impor-se ao patronato!

A seguir no rumo certo
Com as suas decisões,
Vai tomando posições
Deixando o caminho aberto;
O Sindicato é decerto
Defensor dos bens humanos,
Levando avante seus planos
Tudo o que faz é zelar
P’lo int’resse e bem-estar
Dos bancários Lusitanos!

Em homenagem sentida
Pelo seu aniversário
Hoje é dia em que o bancário
Lhe presta a mercê devida!
P’la posição assumida,
Pelo seu lugar ingrato,
Sem mostrar grande aparato
Da forma como se empenha,
Não há nada que detenha
A força de um Sindicato!

Para bem comemorar
Um ano que conta a mais,
São estes Jogos Florais
Maneiras de festejar;
Um Sindicato sem par
Que a todos nos deixa ufanos,
Contra a lei dos soberanos
É da forma mais incrível
Uma força indestrutível
Com setenta e cinco anos!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

AINDA A CEIA DE NATAL DA ACA

Pois é, isto é mesmo uma maldadezinha: para aqueles que não quiseram ir à Ceia de Natal da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, deixo aqui mais umas quantas fotos para que vejam o que perderam. É opinião unânime que a festa deste ano foi melhor do que a do ano passado.

Eu se fosse a si, depois de ver as fotos, marcava já na agenda: para o ano não esquecer de ir à Ceia de Natal da ACA…


Foto 1 - Convívio

Foto 2 - Amizade

Foto 3 - Prendas

Foto 4 - Reencontro

Foto 5 - Recordar o ano passado

Foto 6 - Duas opções: comer ou dançar? 

Foto 7 - A festa num Globo Terrestre

Foto 8 - A prenda partida...

9 - Alegria de crianças...

10- Alguém que foi pela primeira vez...

11 - Alguém que é já uma presença CONSTANTE

12 - Uma dupla de "Joões": Benavila e Alcórrego

Foto 13 - "Monsieur Joseph", o "Mestre Zé"!

Foto 14 - Outro estreante que vai repetir para o ano

Foto 15 - Prendas aos pares

Foto 16:" Cala-te e dança bem senão para o ano não vens!...."

domingo, 12 de dezembro de 2010

AMIGOS DE AVIZ ORGANIZARAM CEIA DE NATAL

Com o aproximar do final de 2010, na Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural, aproxima-se igualmente o final do ciclo de actividades que estabeleceu para o corrente ano, isto nas palavras dum dos directores que ontem publicamente o afirmou na Ceia de Natal, que ocorreu no Salão da Junta de Freguesia de Ervedal.

Mais de cem pessoas, entre sócios e familiares, confraternizaram alegremente nesta Ceia de Natal – a 4ª na história da Associação – que foi assim mais uma iniciativa com o carimbo de qualidade já sobejamente comprovada pela ACA. Para memória futura deixo-vos aqui algumas fotos deste importante evento colhidas por um fotógrafo amador, já que, ao que  "DO CASTELO" apurou, a Associação não tem dinheiro para pagar a um fotógrafo profissional:

Foto 1 - As entradas
Foto 2 - A sopa de feijão verde

Foto 3 - O bacalhau espiritual

Foto 4 - O lombo com arroz de coentros
Foto 5 - O doce
Foto6 - A solidariedade da ACA para com a Associação de Diabéticos ( venda de rifas pela sua Presidente para sorteio de um cabaz de Natal)


Foto 7 - O "balho"

Foto 8 - O Pai Natal
Foto Nº 9 - As prendas : alegria dos "miúdos"

Foto Nº 10 - As prendas : alegria dos "médios"

Foto 11 - As prendas : alegria dos "graúdos"

Foto 12 - O pormenor da prenda

Foto 13 - O bolo

Foto 14 - O primeiro aniversariante - Pascoal (11/12/2010)

Foto  15 - O segundo aniversariante - Mestre Orlando (12/12/2010)

Foto 16 - O merecido descanso e o retemperar de forças
Foto 17 - O par vencedor da "valsa a prémio"

Foto 18 - O prémio
Foto 19 - A alegria das crianças

Foto 20 - O até p'ró ano...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

CESTAS DE POESIA (CXLIX)

Um dia após a aprovação da entrada em vigor no nosso ensino do novo acordo ortográfico já para o ano escolar 2011/2012 – acordo do qual discordo - e um dia antes de acontecer a Ceia de Natal dos sócios e familiares da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural (estou em crer que apesar das mais de cem inscrições já existentes, se você se atrasou eles ainda receberão a sua inscrição…tente o 969 015 106) chega nova Cesta de Poesia. Continuamos com este amigo da nossa terra, o poeta JOSÉ DA SILVA MÁXIMO. Já aqui nos referimos às capacidades poéticas desta grande escritor. Variadíssimas vezes premiado em certames culturais, nomeadamente em Jogos Florais realizados a nível de todo o país, possui José da Silva Máximo mais de 140 prémios, nomeadamente 51 Menções Honrosas, 27 terceiros prémios, 21 segundos prémios e 30 primeiros prémios, além de várias outras distinções.


O último prémio foi-lhe atribuído na passada quarta-feira, dia 8, nos XXIV Jogos Florais da AURPICAS, que se realizam em Alcácer do Sal. Foi distinguido com o 3º prémio na modalidade de Décimas.
Como é habitual nestes certames, o mote é fornecido pela organização, e José da Silva Máximo “trabalhou” assim este mote que o levou ao pódio:

Um abraço de amizade
Quantos afagos contem
Quanto guarda de verdade
O valor que a vida tem
(Jorge Marques - Alcácer do Sal)

O abraço é um sinal
De que há bom entendimento!
Que alberga o sentimento
Duma estima natural!
O abraço é afinal
Uma expressão de bondade,
De alguém que nos persuade
Sem nos ser familiar
Mas a quem se pode dar
Um abraço de amizade

Abraçar com afeição
Carinho e muita ternura,
Faz de qualquer criatura
Eleita do coração;
Para além da emoção
Acho virtude também
Que não se negue a ninguém
Porque esse acto tão perfeito
De cingir alguém ao peito
Quantos afagos contém

Dá-se um abraço apertado
Se o bemqu’rer o justifica!
Satisfeita a alma fica
Quando o acto é consumado;
Depois do abraço dado
Fica morta a saudade,
Nova força nos invade
E exprimir aqui, eu quero
Que um abraço sincero
Quanto guarda de verdade

Se a pessoa que abraçamos
For de inteira confiança,
Faz-se com ela aliança
Porque nela confiamos;
O nosso carinho damos
Quando se abraça alguém
Quem abraça sabe bem
Preencher vital espaço
Porque entra num abraço
O valor que a vida tem