sábado, 25 de dezembro de 2010

FUI AO COLOMBO...

Quando já temos uma certa idade, por vezes repetimo-nos sem darmos por isso. Sei que vou dizer uma coisa que quem está habituado a ler as linhas que por aqui vou deixando escritas, já sabe. Vou, pois, repetir-me, mas em consciência: Não gosto de ir às compras. Detesto aquela lufa-lufa do entra e sai das lojas, o vê preços, analisa e não compra. Mas todos os anos me tocam várias cenas dessas. Uma delas é inevitavelmente pelo Natal. Daí, talvez a minha cada vez menor simpatia por este período do ano.

Desta vez “o dia do sacrifício” calhou na passada terça-feira. Local escolhido: o Centro Comercial Colombo, em Lisboa.

Chegados, fizeram-se duas equipas: quem anda pouco ou se cansa mais depressa, fica no rés-do-chão, quem anda mais ou precisa de estar presente aquando dos pagamentos, sobe até ao 1º andar. E lá fui eu escadas acima.

Ao fim de quatro horas (leram bem, quatro!) de entra e sai, vê, apalpa e franze o sobrolho, já mal me arrastava nas minhas bem engraxadas botas da Campor. Quando passei por um largo do Colombo onde pululavam para aí tantas pessoas como a população da freguesia de Avis (ou um pouco menos), reparo que havia uns sofás colocados ali estrategicamente para pessoas como eu ou, quem sabe, ainda pior do que eu. Estanco a uma distância ainda considerável, analiso o local, mas depressa me apercebo que está tudo ocupado. Como eu, havia ali muita gente a contra gosto. Digo à minha companheira compradora-gastadora-não-pagadora que fico ali e que quando for preciso ir pagar que me venha chamar. Nisto, olho e… sorte das sortes! Acaba de sair um velhote dum dos sofás! Avanço resoluto, mas como dizia o meu sogro acerca dos cães de caça que nada mais viam que a caça a fugir à frente deles: “ceguei na carreira”! não me apercebi que mais perto do local de sossego havia outra “alma” sedenta de descanso e, enquanto eu me dirigia para o sofá o ocupou mesmo já ali nas minhas barbas. Mudei de estratégia: fiquei atento pois que aqueles locais não são de ocupação prolongada. Em breve haveria outra vaga. E tal como os forcados que ao serem derrotados numa primeira pega de caras, à segunda tentativa se aproximam mais da fera, aproximei-me também eu. Coloquei-me ali bem perto da zona de lazer, e ao ver que um casal jovem se começava a levantar, aproximei-me e…zás! Ainda a senhora não tinha aconchegado bem as calças que haviam descaído pela posição de sentada, e já eu me estava a estatelar num sofá individual. Sentei-me, melhor atirei-me assim quase de maço, e senti-me bem. Confortável. Situo-me no espaço e no tempo: são 18 horas da última terça-feira antes do Natal de 2010, tenho em frente uma loja da Pull and Beer, um pouco à esquerda a montra da OySho, ainda mais para a esquerda do local onde me encontro, a Zara.

Depois de alguns segundos de desfrute do local, começo a apreciar toda aquela fauna. E se há ali de tudo….

Entretanto vejo chegar uma boa dúzia de gente “cá da minha”: idade avançada mas davam até ideia de pertencerem a alguma excursão que ali os tivesse despejado. Vinham em mólho. Por sorte delas, duas velhotas tiveram cabimento no sofá corrido, que acabara de ser abandonado por um casal de, de namorados, penso eu dado o que me foi possível apreciar. As velhas – vou tratá-las assim, não por desrespeito por quem tem idade, mas pelo que a seguir ireis ler e que são efectivamente coisas de velhas.

As velhas sentaram-se, puxaram as saias para taparem os joelhos, e logo ouvi bichanar:

- Estes tinham os traseiros quentes

- Cala-te, não comeces já…

Desde logo fiquei com a impressão que ia ter espectáculo. E de camarote! O bichanar das “velhas”, que pela pronúncia deviam ser de alguma província do Norte, depressa se tornou mais perceptível, principalmente para quem, como eu, estava tão perto delas. Estávamos os três virados na mesma direcção, pelo que o que eu via era precisamente ou quase o mesmo que elas viam. Por uma questão de respeito para com os meus leitores vejo-me forçado a relatar aquilo que os meus pobres ouvidos foram obrigados a escutar neste merecido e rápido descanso no Colombo.

As pessoas ali, como já frisei, eram muitas no seu vaivém desenfreado de tentar encontrar aquilo que pretendiam comprar. Sem saber bem como, detive-me a apreciar uma mini-saia que por ali deambulava quando ouvi:

- Ai, Maria olha para esta pouca-vergonha! Com um frio destes e esta lambisgóia com a saia quase a chegar-lhe ao umbigo. Santo Deus. Isto aqui aparece de tudo…quase que se lhe vê a passarola…

- Deixa lá Rosa, é gente nova, e não lhe chames passarola, chama-lhe antes passarinha, Passarola é para as mulheres casadas…

Tinha começado o “festival”. Fiquem atentos que eu prometi e vou cumprir: vou-vos contar o que aquelas duas “galegas” para ai disseram.

- Tá bem! Além de ser gente nova tiveram uma criação diferente da nossa…

- Tiveram a criação da pouca-vergonha é que foi. Essa é que é essa…

- Ai filha, olha lá a “pretalhada” que ali vem…Iche, Virgem Maria: um preto com chapéu encarnado e sapatos brancos. Aquela preta do rabo grande, ainda maior do que o teu, traz umas coisas metidas nas orelhas. Se calhar é para ouvir o Quim Barreiros..

- Qual Quim Barreiros, qual quê! Aquilo é para ouvir músicas lá deles. Se tu visses, uma vez fomos numa excursão da nossa Junta de Freguesia à praia da Murtosa. Tu não foste porque foi daquela vez que o teu Tonho te tinha chegado a roupa ao pelo e estavas mal do braço. Andavam lá uns pretos que eu só queria que tu tivesses visto: com uns rádios muita grandes e a música em altos berros e nunca ouvi o Quim Barreiros. Era mas é música de pretos. Quim Barreiros! Antes fosse,,,ai filha! Os pretos são cada vez mais. Qualquer dia isto é tudo deles. Daqui a pouco já são mais que os brancos…

- Isto aqui em Lisboa é uma podridão, é o que te digo. Não ouves estes pi-pis? È gente que quer sair das lojas sem pagar. Mas eles são espertos, em vez dum polícia á porta de cada loja, põe lá umas coisas que apitam quando não pagam…Hás-de reparar que aquele parvalhão ali está quase a dormir e quando aquilo apita abre logo os olhos…

Conclui que o “parvalhão” era eu. Realmente fechava os olhos não para dormir mas para tomar mais atenção ao que escutava…um olho aberto, outro fechado.. .

- Mas olha Maria que nem sempre é isso. Uma vez fui ca minha Jaquina lá a Leixões comprar um pijama para a besta do meu genro e quando saímos aquilo apitou e nós tínhamos pagado. Foi a empregada que não lhe tirou aquilo que os faz apitar. Há empregadas que valha-me Nossa Senhora…não sabem fazer nada…

- Não olhes, para não dares muito nas vistas. Aí do nosso lado esquerdo está uma gaja a dar de comer ao filho. Olha devagar…isso… mais para a esquerda…

- Pobre criancinha. Quase que não cabe no carrinho. Isto não são mães nem são nada. É o que eu te digo! E os pais dos gaiatos, se elas souberem quem são, são outros que tais. Mais valia que estivessem em casa a tratar das crianças. Pobre inocente que tem mesmo cara de fome. Olha como está chupadinho…é só fome, é o que é…atão tu já viste que ela tem o cabelo pintado de azul? Aquilo é o que quê?

- É o quê, Rosa? É droga. É só droga que ali anda…

- Maria olha lá aquela sirigaita ali a arranjar as unhas….que pouca vergonha. Ela havia era de ir apanhar azeitona lá para os lameiros ou tratar das vacas, para ver como é que as unhas lhe ficavam… Isto no fim, não valem nada. Abonecam-se todas por fora mas por dentro sabe lá a gente como andam. E ainda há homens que se embeiçam por coisas destas…

- E já reparaste no decote que traz? Com um tempo destes? Poucas vergonhas é o que a gente mais vê quando vem a estes sítios. Ainda bem que o meu homem não está aqui a ver…

- Ora deixa! Não vê esta vê outras. Então isto está cheio de mais do mesmo. O meu é que eu quero que não veja para aí nada de mais…

- Porquê? Estás com medo que logo à noite haja festa?

- Cala-te deserta estou eu…, e a Rosa deu uma gargalhada abafada que mais parecia um gracejo de adolescente

Meus caros amigos. Aqui ri-me para dentro. Não vou fazer nenhum comentário àquilo que ouvi. Isso pertence-vos a vós. Eu limito-me a passar para o escrito aquilo que consegui fixar e que me pareceu de maior interesse. Mas é assim: se achar que isto não tem importância, ou porque não retrata convenientemente duas realidades de um mesmo Portugal, ou porque você tem histórias bem melhores, então não leia mais. Ficamos amigos à mesma. Eu vou prosseguir.

- Olha, Maria! Outro disfarce. Esta vestiu só uns calçonitos por cima das calças pretas do pijama e toca a andar. Aquilo é que está ali uma coisa asseada….Deus me livre que uma filha minha andasse nestes preparos aí pelas ruas…Deus me guarde…

- Mas aquilo não são calças do pijama, chamam-lhe “legos” parece-me a mim…

- Ná, não deve ser. Legos comprava eu ao meu gaiato para ele brincar, eram assim umas pedaços de plástico que se metiam uns nos outros para fazer casinhas e automóveis…

- Seja legos ou lá o que for…cheira-me mal…Maria não me digas que tu…

- Eu? És parva ou quê? Eu sou muito asseadinha! Não vês que foi o gaiato do carrinho? Comeu e agora é isto. Espera aí que eu tenho aqui um frasco de água-de-colónia que comprei para a minha neta e pondo um bocadinho isto disfarça. Eu já pus, põe tu agora…

A minha gastadora de dinheiro faz-me sinal da porta de uma loja que era altura de ir pagar. Chamo-a, dou-lhe o cartão de crédito e fico por ali a espiar mais um pouco a conversa daquela gente a viver momentos num mundo completamente desenquadrado do seu. Eu não vos disse que era um “parvalhão”?

- O que vale é que agora, já há fraldas de deitar fora. Se fosse no tempo dos nossos gaiatos, em que as fraldas eram de pano e tinham que ser lavadas para serem usadas uma porrada de vezes…

- Parece-me que às fraldas de agora lhe chamam descartadas ou qualquer coisa assim. E mal sabes tu que me disseram que também já há cuecas dessas para se usarem por exemplo quando se fazem viagens muito grandes…

- Não pode ser….eu não acredito…

- Não acreditas? Então eu sou alguma mentirosa?

- Não, Maria. Não acredito é no que os meus olhos estão a ver agorinha...Diz-me que é mentira, Maria…

Olhei de soslaio e vi a Rosa e a Maria a persignarem-se quase em simultâneo. O olhar aterrorizado, vítreo, paralisado na direcção do seu lado direito. Numa décima de segundo pensei que ambas tinham acabado de ser alvo de um ataque de AVC. Vi-lhes tremer o queixo e olhei no sentido que a sua palidez apontava. Um casal de homossexuais, acabava de dar um “turbulento” beijo na boca.

Confesso que também eu fiquei perplexo. Imóvel. Petrificado. Já tinha visto cenas destas em vídeo, em fotos, na televisão. Ao vivo, em directo e a cores, nunca. Foi aqui a primeira vez. Não sei quanto tempo assim estive, mas sei que quando tentei ver as minhas “colegas” de descanso nos sofás de um recanto do Centro Comercial Colombo na última terça-feira antes do dia de Natal do ano da graça de 2010, elas já lá não estavam. Afastavam-se, em direcção à Zara, onde estavam os outros colegas da excursão.

Ainda se iam a persignar e a olhar para trás. Coxeavam ambas, pormenor que me havia escapado.

Quantas vezes já vos disse que eu era um “parvalhão”? ...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

CESTAS DE POESIA (CLI)

Foto: JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, lê o trabalho premiado com o 1º lugar, aquando da distribuição de prémios dos Jogos Florais de Almeirim/2009



Calhou que esta sexta-feira, além de ser a da noite de natal, seja obrigatoriamente dia de Cesta de Poesia.



Por este facto, “DO CASTELO” endereça a todos os seus leitore(a)s e amigo(a)s os mais sinceros votos de um Feliz Natal, com algumas prendinhas no sapatinho, na chaminé ou na árvore de natal de plástico, de pinheiro natural ou de fibra. Que haja presentes para todos e que esses presentes contenham muita saúde, paz e tolerância.


A propósito de tolerância vamos hoje reproduzir umas décimas que nos falam de tolerância e compreensão. Almeirim organizou os seus Jogos Florais 2008/2009 apresentando o desafio de glosar uma quadra de Fernando Pessoa e o nosso convidado, JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, de Marvão, mas grande amigo de Avis (como aliás já sabemos) foi agraciado nesse certame cultural com mais um primeiro prémio. Deixo à vossa consideração o trabalho premiado:


Compreender um ao outro
É um jogo complicado
Pois quem engana não sabe
Se não estava enganado
(Fernando Pessoa)


Para toda a Humanidade
É bom saber tolerar;
Compreender e notar
Em cada ser, qualidade!
Viver em plena igualdade
Dar-nos-á algum conforto
Em vez de um estar no “potro”
Pressionado por alguém,
É prudente e fica bem
Compreender um ao outro.


Dar a todos seu valor,
Respeitar opiniões,
Raças ou religiões
Não merecerem rancor;
Tratar todos com amor,
Respeitar, ser respeitado
É meio caminho andado
Se houver força de vontade
Mas cumprir esta verdade
É um jogo complicado.


Ter por lema a tolerância
É sensato e é bonito;
Ir até ao infinito
Pondo de parte a ganância!
É da maior importância
Que o meu orgulho se acabe
Vendo que a cada um cabe
Dizer: “perdão se é que errei”
Não dizer:”eu é que sei”
Pois quem engana não sabe.


Ao julgar seu semelhante
Julgando-o a si igual,
É reconhecer que afinal
Ele é um ser importante;
Ao julgá-lo assim, garante
Que tem sentido apurado,
E ficou tendo a seu lado
Mais um bom irmão por perto,
Seguindo o caminho certo
Se não estava enganado…

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O CABAZ DE NATAL DA ASSOCIAÇÃO DE DIABÉTICOS DE AVIS "JÁ TEM DONO"

Foto 1 - Edgar retira uma senha do saco seguro pela Presidente da Associação,
 Enfermeira Nídia
Foto 2 - "É esta!"
Foto 3 - Verificação do nome do premiado perante a curiosidade de alguns dos presentes

Foto 4 - A senha e o canhoto do Nº 930
Foto 5 - João Domingos era uma homem feliz...
Foto 6 - ...e solidário: contribuiu com uma dádiva para engordar o "porquinho" da Associação, perante  olhar atento do Vice-Presidente, António Carmo


Realizou-se há pouco mais de uma hora, na Sede da Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis, o sorteio do Cabaz de Natal daquela Instituição, avaliado em mais de cem euros.

Ao sorteio público assistiram dez Sócios e membros da Direcção.

Para que o sorteio fosse o mais transparente possível, foi combinado antecipadamente que às 18 horas se solicitasse à primeira pessoa que passasse na rua, à porta da Associação, o favor de retirar o talão premiado, de dentro de um saco opaco que continha o canhoto de todas as rifas vendidas. Coube essa sorte ao amigo Edgar.

Feito o sorteio verificou-se que a senha premiada foi a correspondente ao número 930 e que pertencia ao Sr. João António Croca Martins Domingos, na gíria mais conhecido por “Baeta”.

Contactado de imediato, este dirigiu-se à Sede onde recebeu o Cabaz sorteado.






terça-feira, 21 de dezembro de 2010

14ª JORNADA

BENFICA 5 – RIO AVE 2

Juan Barnabé foi-se embora
E a Águia ficou de fora:
Trouxeram a concertina
E o Rio Ave, coitadinho,
Não dançou o corridinho
…Dançou tango à Argentina

PAÇOS DE FERREIRA 0 – PORTO 3

Quis o Paços de Ferreira
Vencer tamanha “borreira”
Dum Porto atrapalhado;
Não conseguiu não senhor
Sentindo amargo sabor
Dum injusto derrotado

VITÓRIA DE SETÚBAL 0 – SPORTING 3

P’ra ficar mais descansado
Paulo Sérgio foi ao Sado
Em busca dos três pontinhos;
E ficou muito contente
Por dar alegria à gente
Da toca dos lagartinhos








sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

CESTAS DE POESIA ( CL)

Foto 1: José da Silva Máximo (primeiro à esquerda). integrou a mesa de abertura dos VIII Jogos Florais de Avis, realizados em Maio passado, na qualidade de mebro do júri.

Numa semana terrivelmente trágica para Avis, dado que:

Suicidou-se por enforcamento no seu domicílio o Sr. Sabino;

Suicidou-se por afogamento, na passada terça-feira na Barragem do Maranhão um homem de 54 anos residente em Galveias, que até hoje ainda não foi encontrado;

Apareceu morto na cama da sua residência, o António,  um utente com cerca de 50 anos, que se encontrava em regime de Centro de Dia, no Lar Nossa senhora da Orada em Avis:

 E eis que chega mais uma Cesta de Poesia.

Como convidado continua o nosso amigo JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, de Santo António das Areias que, ao que “DO CASTELO” apurou, ainda hoje andou a colher azeitona na sua quinta em Marvão, apesar dos pouquíssimos graus centígrados que se fizeram sentir naquela região. Acresce ainda dizer que JOSÉ DA SILVA MÁXIMO tem feito parte dos júris dos Jogos Florais de Avis, desde a sua primeira edição.

Quando o Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas fez 75 anos, em 2007 ou 2008, já não sei precisar bem, a Secção Regional de Portalegre daquele Sindicato resolveu assinalar a efeméride com a realização de uns Jogos Florais. Pois o nosso convidado ganhou o 1º prémio com o seguinte trabalho:

 

A impor-se ao patronato
Dos bancários Lusitanos,
A força de um Sindicato
Com setenta e cinco anos!

Sindicato é a balança
Que tem dois pratos iguais
Para não pender demais
E merecer confiança;
Nele reside a esperança
De não perder o seu prato,
Um verdadeiro contrato
Em defesa da verdade
A exigir igualdade
A impor-se ao patronato!

A seguir no rumo certo
Com as suas decisões,
Vai tomando posições
Deixando o caminho aberto;
O Sindicato é decerto
Defensor dos bens humanos,
Levando avante seus planos
Tudo o que faz é zelar
P’lo int’resse e bem-estar
Dos bancários Lusitanos!

Em homenagem sentida
Pelo seu aniversário
Hoje é dia em que o bancário
Lhe presta a mercê devida!
P’la posição assumida,
Pelo seu lugar ingrato,
Sem mostrar grande aparato
Da forma como se empenha,
Não há nada que detenha
A força de um Sindicato!

Para bem comemorar
Um ano que conta a mais,
São estes Jogos Florais
Maneiras de festejar;
Um Sindicato sem par
Que a todos nos deixa ufanos,
Contra a lei dos soberanos
É da forma mais incrível
Uma força indestrutível
Com setenta e cinco anos!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

AINDA A CEIA DE NATAL DA ACA

Pois é, isto é mesmo uma maldadezinha: para aqueles que não quiseram ir à Ceia de Natal da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, deixo aqui mais umas quantas fotos para que vejam o que perderam. É opinião unânime que a festa deste ano foi melhor do que a do ano passado.

Eu se fosse a si, depois de ver as fotos, marcava já na agenda: para o ano não esquecer de ir à Ceia de Natal da ACA…


Foto 1 - Convívio

Foto 2 - Amizade

Foto 3 - Prendas

Foto 4 - Reencontro

Foto 5 - Recordar o ano passado

Foto 6 - Duas opções: comer ou dançar? 

Foto 7 - A festa num Globo Terrestre

Foto 8 - A prenda partida...

9 - Alegria de crianças...

10- Alguém que foi pela primeira vez...

11 - Alguém que é já uma presença CONSTANTE

12 - Uma dupla de "Joões": Benavila e Alcórrego

Foto 13 - "Monsieur Joseph", o "Mestre Zé"!

Foto 14 - Outro estreante que vai repetir para o ano

Foto 15 - Prendas aos pares

Foto 16:" Cala-te e dança bem senão para o ano não vens!...."

domingo, 12 de dezembro de 2010

AMIGOS DE AVIZ ORGANIZARAM CEIA DE NATAL

Com o aproximar do final de 2010, na Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural, aproxima-se igualmente o final do ciclo de actividades que estabeleceu para o corrente ano, isto nas palavras dum dos directores que ontem publicamente o afirmou na Ceia de Natal, que ocorreu no Salão da Junta de Freguesia de Ervedal.

Mais de cem pessoas, entre sócios e familiares, confraternizaram alegremente nesta Ceia de Natal – a 4ª na história da Associação – que foi assim mais uma iniciativa com o carimbo de qualidade já sobejamente comprovada pela ACA. Para memória futura deixo-vos aqui algumas fotos deste importante evento colhidas por um fotógrafo amador, já que, ao que  "DO CASTELO" apurou, a Associação não tem dinheiro para pagar a um fotógrafo profissional:

Foto 1 - As entradas
Foto 2 - A sopa de feijão verde

Foto 3 - O bacalhau espiritual

Foto 4 - O lombo com arroz de coentros
Foto 5 - O doce
Foto6 - A solidariedade da ACA para com a Associação de Diabéticos ( venda de rifas pela sua Presidente para sorteio de um cabaz de Natal)


Foto 7 - O "balho"

Foto 8 - O Pai Natal
Foto Nº 9 - As prendas : alegria dos "miúdos"

Foto Nº 10 - As prendas : alegria dos "médios"

Foto 11 - As prendas : alegria dos "graúdos"

Foto 12 - O pormenor da prenda

Foto 13 - O bolo

Foto 14 - O primeiro aniversariante - Pascoal (11/12/2010)

Foto  15 - O segundo aniversariante - Mestre Orlando (12/12/2010)

Foto 16 - O merecido descanso e o retemperar de forças
Foto 17 - O par vencedor da "valsa a prémio"

Foto 18 - O prémio
Foto 19 - A alegria das crianças

Foto 20 - O até p'ró ano...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

CESTAS DE POESIA (CXLIX)

Um dia após a aprovação da entrada em vigor no nosso ensino do novo acordo ortográfico já para o ano escolar 2011/2012 – acordo do qual discordo - e um dia antes de acontecer a Ceia de Natal dos sócios e familiares da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural (estou em crer que apesar das mais de cem inscrições já existentes, se você se atrasou eles ainda receberão a sua inscrição…tente o 969 015 106) chega nova Cesta de Poesia. Continuamos com este amigo da nossa terra, o poeta JOSÉ DA SILVA MÁXIMO. Já aqui nos referimos às capacidades poéticas desta grande escritor. Variadíssimas vezes premiado em certames culturais, nomeadamente em Jogos Florais realizados a nível de todo o país, possui José da Silva Máximo mais de 140 prémios, nomeadamente 51 Menções Honrosas, 27 terceiros prémios, 21 segundos prémios e 30 primeiros prémios, além de várias outras distinções.


O último prémio foi-lhe atribuído na passada quarta-feira, dia 8, nos XXIV Jogos Florais da AURPICAS, que se realizam em Alcácer do Sal. Foi distinguido com o 3º prémio na modalidade de Décimas.
Como é habitual nestes certames, o mote é fornecido pela organização, e José da Silva Máximo “trabalhou” assim este mote que o levou ao pódio:

Um abraço de amizade
Quantos afagos contem
Quanto guarda de verdade
O valor que a vida tem
(Jorge Marques - Alcácer do Sal)

O abraço é um sinal
De que há bom entendimento!
Que alberga o sentimento
Duma estima natural!
O abraço é afinal
Uma expressão de bondade,
De alguém que nos persuade
Sem nos ser familiar
Mas a quem se pode dar
Um abraço de amizade

Abraçar com afeição
Carinho e muita ternura,
Faz de qualquer criatura
Eleita do coração;
Para além da emoção
Acho virtude também
Que não se negue a ninguém
Porque esse acto tão perfeito
De cingir alguém ao peito
Quantos afagos contém

Dá-se um abraço apertado
Se o bemqu’rer o justifica!
Satisfeita a alma fica
Quando o acto é consumado;
Depois do abraço dado
Fica morta a saudade,
Nova força nos invade
E exprimir aqui, eu quero
Que um abraço sincero
Quanto guarda de verdade

Se a pessoa que abraçamos
For de inteira confiança,
Faz-se com ela aliança
Porque nela confiamos;
O nosso carinho damos
Quando se abraça alguém
Quem abraça sabe bem
Preencher vital espaço
Porque entra num abraço
O valor que a vida tem

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

13ª JORNADA

ÚLTIMA HORA - A Liga Europa acaba de conhecer o seu "BOMBO" oficial

BENFICA 2 – OLHANENSE 0

De dizer já me apetece
Que quem sabe não esquece:
Pois vi eu e viste tu
Que a bola mal deslizou
E o Moreto agarrou
Mais um valente peru….

Portimonense 1- Sporting 3

O Leão por ser matreiro
Já é agora o terceiro
A contar lá de cima
Mas se não toma atenção
Dá outro trambolhão
E dos últimos se aproxima…


PORTO 1 – VITÓRIA DE SETÚBAL 0

Ao ver-se assim tão roubado
O Manel tão revoltado
Acabou por confessar
Que o árbitro foi ladrão:
Tirou-lhe o empate da mão
E pôs o Porto a ganhar!











segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O NATAL POR AVIS

Aproxima-se o Natal a passos largos. Parece que ainda ontem foi o último e estamos já à porta do próximo. Como de costume, fazem-se os votos habituais e que também habitualmente começam por : “…se já não nos virmos antes, olhe…” ou ainda mais comum: "se a gente já não se ver..." e o resto vocês já sabem de cor e salteado não só por o terem ouvido dezenas de vezes mas também por o terem dito outras tantas ou mais.

Natal é tempo consumista. Compra-se e torna-se a comprar muito embora continue a haver muita gente a mentir ao dizer que “este ano é só para as crianças…”. Depois compram para as crianças, para os adultos e se se descuidam ainda compram coisas para o gato e para o canário que, ao fim e ao cabo, também são filhos de Deus…

Por cá, e para já, quero destacar duas coisas relacionadas com o “nosso” Natal. Melhor três:

Duas referem-se à Junta de Freguesia de Avis que, no sentido de “espevitar” o comércio local, promove o sorteio de um fim-de-semana na Madeira, para duas pessoas, através de senhas numeradas a distribuir pelos comerciantes locais aos clientes que façam compras superiores a 5,00€ e um concurso de montras alusivas à época natalícia. Haverá três prémios e as menções honrosas que o digníssimo Júri entender atribuir.

A terceira refere-se à Ceia de Natal que a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural vai realizar, mais uma vez, no Salão da Junta de Freguesia de Ervedal, no próximo sábado, dia 11, a partir das 19,30h. O preço por pessoa será de 12,50€, haverá lugar à troca de prendas que este ano deverão ser de valor igual a 2,50€, não sendo obviamente obrigatório entrar neste jogo da troca de prendas. Haverá música ambiente a cargo do conhecido músico António Caldeira. As inscrições encontram-se a decorrer e ao que “DO CASTELO” conseguiu apurar as mesmas já ultrapassaram as oitenta.

Se é sócio da ACA e gosta de conviver não perca esta oportunidade. Inscreva-se, leve os seus familiares directos, conviva e divirta-se! Se não é sócio, faça-se sócio e pague as quotas de 2011 que talvez ainda vá a tempo de ir à Ceia de Natal...










sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

CESTAS DE POESIA (CXLVIII)

No dia em que veio a lume de modo mais sonante que uns “espertalhaços” lá para os Açores pretendem arranjar cidadãos de primeira e de segunda no que aos impostos diz respeito; no dia em que quatro portugueses (Cristiano Ronaldo, Eduardo, Fábio Coentrão e José Mourinho) foram nomeados para a equipa do ano da UEFA; em vésperas de mais uma Cozinha dos Ganhões em Estremoz, mas com presença avisense assegurada no encontro de poesia popular, continuamos por cá a falar de JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, um poeta de Marvão mas amigo de Avis, distinguido em mais uma das nossas "Cestas de Poesia”.

Em 1 988 a Câmara Municipal de Marvão publica-lhe o seu primeiro livro de poesias intitulado “Os versos que eu fiz”. Ao longo de 352 páginas o autor leva-nos a “sonhar” como só um bom poeta nos pode levar. Poesias em quadras, sextilhas, décimas, sonetos, compõem este livro que apesar de ter tido uma edição de 1 000 exemplares depressa deixou de estar à venda por se ter esgotado. Os versos que o compôem foram escritos entre 1986 e 1988.

Na impossibilidade de poder aqui “mostrar” o livro fiquemo-nos com esta décimas que JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, o mestre das décimas, fez a terras que nós por cá conhecemos tão bem:

Em Alter ouvi dizer
Que Sousel é “Primavera”,
Para ficar a saber
Fui ver como aquilo era!

Logo a seguir a Fronteira
Uma vila que é concelho,
Brilhando como um espelho
Muito airosa e altaneira;
Que é bonita, hospitaleira
Que ali dá gosto viver
Que no campo pode ver
Trigo, azinho olivais,
Tudo isto e muito mais
Em Alter ouvi dizer.

Como sou independente
E gosto de confirmar,
Pensei logo em encetar
Viagem urgentemente;
Segui rumo a Ocidente
Sem um momento de espera,
Minha vontade sincera
Era avançar e chegar
Poder ou não confirmar
Que Sousel é “Primavera”!

Andei, andei, sem parar
Para atingir o meu fim;
Sentia dentro de mim
Uma vontade sem par.
Acabei por lá chegar
Um dia ao amanhecer,
Vi o rei Sol a nascer,
Vi searas e restolhos
Com os meus próprios olhos
Para ficar a saber.

Vi moças muito formosas
Ceifando o pão do Senhor,
Vi o ganhão, o pastor,
Vi jardins com lindas rosas;
Passei lá horas famosas
Repeti-las, quem me dera!
A minha alma venera
Amor que Sousel me deu,
Bendigo a hora em que eu
Fui ver como aquilo era!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Vem aí mais um fim-de-semana em cheio!

Aproxima-se um fim-de-semana preenchido para os lados de Avis.


Vamos ter a 3 e 4 (sexta e sábado) as Jornadas Técnicas Apícolas que decorrerão no salão da Junta de Freguesia de Avis

O mel representa uma quantia significativa nas receitas de alguns avisenses. Daí a oportuna iniciativa que se anuncia, numa organização da ADERAVIS e com o apoio do Município local e da Freguesia de Avis.

À volta do mel existe uma panóplia imensa de conhecimentos que convém apurar e divulgar. Existe na nossa área “blogosférica avisense” alguém que de maneira superior se dedica a dar essas explicações. Possuidor de um modo impar de escrever, prendendo a nossa atenção desde a primeira à última palavra, o amigo Joaquim Pífano está de parabéns não só pelo muito que sabe acerca do mundo das abelhas, como pela maneira entendida como se faz exolicar. Por alguma razão o seu blogue já ultrapassou em muito a cifra das 100 000 visitas. É isso, leu bem: mais de CEM MIL VISITAS e com visitantes de todas as partes do mundo. Ora veja você também, lendo e guardando este sítio nos seus favoritos.
Clique abaixo




Entretanto a Associação Gente, englobado no Projecto GENTE EXEQUO, promove um Workshop de Culinária, exclusivamente para homens. As inscrições podem ser feitas pelos interessados através do Tel.: 242 412 154 ou pelo telemóvel nº 961 033 205.

O evento vai desenrolar-se no Pavilhão da Casa do Benfica, com início marcado para as 10h00 do dia 5, Domingo.

Já sabe: se gosta de fazer petiscos e quer melhorar as suas apetências culinárias, inscreva-se. A senhora, se acha que o seu marido tem aqui uma óptima oportunidade de mostrar um pouco mais aquilo que vale, olhe inscreva-o você…e bom apetite!

Ah! Para as senhoras que acham isto um bocadinho esquisito, preparem-se pois constou-se-me que depois deste “curso” de cozinha para homens poderá chegar um outro de “mecânica” para mulheres. Fiquem atentas!






quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

"SOLIDARIEDADE" COM INCENTIVOS?????

Ouvi ontem na Rádio Portalegre, uma senhora professora do Agrupamento de escolas Nº 1 de Portalegre dizer que os seus alunos, numa campanha promovida dentro da escola tinham recolhido 2 400 quilos de alimentos a favor do Banco Alimentar contra a Fome. Acrescentava ainda, ufana, que esse valor representava mais do que a maioria dos concelhos do distrito de Portalegre tinham recolhido. As coisas vistas assim, sem mais nem menos, levam-nos a aplaudir esta iniciativa. Quanto mais se puder angariar para o Banco Alimentar, tanto melhor. Só que, na continuação da entrevista, explicava a senhora professora que só tinha conseguido alcançar aquele montante de dádivas porque tinha instituído uma viagem de estudo à turma ou sala que mais alimentos recolhesse. E aqui é que a porca torce o rabo, como sois dizer-se. Então a senhora professora vai incentivar as crianças/adolescentes a serem solidárias dando-lhes um incentivo. Eu pergunto: e no dia em que não houver incentivo? Como irão reagir as crianças? Não há incentivo, não ajudo? Foi assim que a senhora professora fez da outra vez: agora não ganho nada… não ajudo. Bonito serviço!

Penso que este não terá sido a melhor forma da senhora professora conduzir este processo que já mereceu igualmente um reparo de desagrado por parte da Associação de Pais de Portalegre.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME: AVIS VOLTOU A SER SOLIDÁRIA!

À partida, todos quantos nos empenhámos neste projecto da recolha de produtos para o Banco Alimentar Contra a Fome receávamos que a “colheita” desta vez fosse menor. A crise grassa dia após dia, agarrando cada vez mais pessoas nas suas garras devoradoras. Às famílias restaM cada vez menos euros para poderem dar, por pouco que seja. Mas a verdade é que a humanidade tem esta característica extraordinária de responder quando é necessário. Há crise? Há crise sim senhor, mas vamos responder a esta crise com a doação daquilo que pudermos dar.

… E era isso que se pedia: que cada um desse aquilo que pudesse dar. É claro que houve os “crónicos” que continuam a não querer dar, não porque não tenham posses económicas para tal, mas por opção. Confesso que daqueles que semestralmente por mim passam e que não dão, desta vez continuaram a não dar, não tendo eu, assim, conseguido “virar” nenhum deles e delas para esta causa que me parece de todo justa e necessária. Aí confesso que me senti frustrado.

Mas não nos percamos. Ao meio-dia de sexta fazíamos em Avis as primeiras projecções. O desânimo do começo dera lugar á esperança de uma boa recolha. À meia tarde de sexta já havia a esperança de se poderem ultrapassar os 846 quilos obtidos em Maio deste ano. Isto em relação aos dois minimercados de Avis onde havia um controlo mais directo das coisas. Depois havia o resto: pela primeira vez estendeu-se a campanha a todas as mercearias da freguesia de Avis, no pressuposto que o que se conseguisse arranjar viria por acréscimo. Sem nenhum elemento humano identificado como fazendo parte do Banco calhou aos donos dos estabelecimentos colaborarem indicando aos seus fregueses e freguesas o que se estava a passar e convidando a que depositassem numa caixa identificada com um cartaz do Banco as suas dádivas. Mas desses não tínhamos feedback: éramos poucos voluntários e não tínhamos como ir dar a volta às mercearias mais pequenas de Avis. Tínhamos, isso sim, esperança que, a exemplo do que acontecera em Maio, o Ervedal respondesse positivamente mantendo ainda a esperança que no Alcórrego e em Aldeia Velha ( que já meestava aesquecer), onde fomos agora pela primeira vez, as coisas corressem de feição.

Fechámos a sexta-feira em alta. Uma carrinha da Associação Gente ficara muito bem composta. Era opinião unânime de que as coisas estavam a correr pelo bom caminho.

Sábado é normalmente mais fraco, as pessoas já deram noutro local, são poucas e quase sempre as mesmas, algumas lá dão uma segunda vez, mas mesmo assim e apesar de tudo, o sábado também ultrapassou as expectativas. À noite, para se levarem os produtos para a Sede do Banco em Portalegre, foi necessário deslocar duas carrinhas. O êxito estava assegurado. Só faltava saber por quanto se tinha batido os anteriores números.

A sede do Banco Alimentar contra a Fome, em Portalegre, era às 20 horas um corrupio de gente. Carrinhas carregadas chegavam e eram despejadas, sendo as mercadorias pesadas e depois transportadas para uma enorme mesa onde algumas dezenas de voluntários se encarregavam de as separar e colocar nos sítios certos: massas, arroz, farinha, enlatados, salsichas, leite, etc. Tudo dividido.

- Óh! Rapaziada, arranjem lá aí 100 gramas para Avis! Faltam 100 gramas para os 1.117 quilos!

Uf! Esfregamos as mãos de contentes. Ultrapassáramos largamente os tais 846 quilos de Maio e até ultrapassámos a barreira psicológica da tonelada.

A seguir, já se pesava o que viera de Sousel, quando o Eng. Bacharel, Presidente do Banco, nos convida para irmos lá acima jantar. E vamos e comemos: arroz de pato e morcela cozida e cacholeira e vinho tinto e pão. Também havia feijoada, bolos, doces, café. O Engenheiro explica:

- Nós pedimos aos restaurantes da cidade que depois nos dão estas refeições para os voluntários que aqui vêm jantarem…

Na parede, à entrada da sala de refeições, um cartaz com o nome dos colaborantes.

Temos pressa em regressar já que a nossa missão, neste dia, terminou. Alguns queriam ir ver o Sporting – Porto, daí a pressa, mas não partimos sem antes termos já ajudado na distribuição de bens pelos diversos locais de arrumo.

Hoje analisamos um gráfico colocado no “Facebook” do Banco Alimentar contra a Fome – Portalegre e sentimo-nos felizes por saber que contribuímos para que esta tivesse sido a maior recolha de sempre do Banco em Portalegre: 37 119 Kg contra os 24 684 Kg de Maio deste ano.

Ficamos com essa estranha sensação de pressa que chegue Maio para que possamos de novo dar o melhor de todos nós por esta causa. E se possível com mais voluntários para o peditório de modo a que ninguém tenha que fazer oito horas por dia, como aconteceu desta vez com dois voluntários em Avis.

Em nome de todos que participaram activamente nesta iniciativa – pedindo, dando, abrindo as portas dos seus estabelecimentos ao “nosso Banco” – o obrigado da gente anónima que irá beneficiar destas ofertas e poder passar uns dias menos sombrios.

Apesar de tudo, é bom ser-se voluntário!

GRÁFICO: EVOLUÇÃO DAS DÁDIVAS NO BANCO ALIMENTAR DE PORTALEGRE





























domingo, 28 de novembro de 2010

12ª JORNADA

Sporting 1Porto 1

Em abono da verdade
Lá p’rós lado de Alvalade
Um Leão quase perfeito
Ia lixando o Dragão;
…Maldito aquele Falcão
Que lhes faltou ao respeito!

O Vilas Boas nervoso
Torna-se um homem p’rigoso
Que até chega a deitar fogo…
Mas analisando bem
É que ele vira também
O Valdés fora de jogo…

Beira-Mar 1Benfica 3

Depois de muito penar
P’lo Benfica não marcar
Tive lágrimas nos olhos
…E hoje estou feliz por ver
Dez vermelhos a correr
Festejando o golo aos molhos…