sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

CESTAS DE POESIA (CXLIX)

Um dia após a aprovação da entrada em vigor no nosso ensino do novo acordo ortográfico já para o ano escolar 2011/2012 – acordo do qual discordo - e um dia antes de acontecer a Ceia de Natal dos sócios e familiares da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural (estou em crer que apesar das mais de cem inscrições já existentes, se você se atrasou eles ainda receberão a sua inscrição…tente o 969 015 106) chega nova Cesta de Poesia. Continuamos com este amigo da nossa terra, o poeta JOSÉ DA SILVA MÁXIMO. Já aqui nos referimos às capacidades poéticas desta grande escritor. Variadíssimas vezes premiado em certames culturais, nomeadamente em Jogos Florais realizados a nível de todo o país, possui José da Silva Máximo mais de 140 prémios, nomeadamente 51 Menções Honrosas, 27 terceiros prémios, 21 segundos prémios e 30 primeiros prémios, além de várias outras distinções.


O último prémio foi-lhe atribuído na passada quarta-feira, dia 8, nos XXIV Jogos Florais da AURPICAS, que se realizam em Alcácer do Sal. Foi distinguido com o 3º prémio na modalidade de Décimas.
Como é habitual nestes certames, o mote é fornecido pela organização, e José da Silva Máximo “trabalhou” assim este mote que o levou ao pódio:

Um abraço de amizade
Quantos afagos contem
Quanto guarda de verdade
O valor que a vida tem
(Jorge Marques - Alcácer do Sal)

O abraço é um sinal
De que há bom entendimento!
Que alberga o sentimento
Duma estima natural!
O abraço é afinal
Uma expressão de bondade,
De alguém que nos persuade
Sem nos ser familiar
Mas a quem se pode dar
Um abraço de amizade

Abraçar com afeição
Carinho e muita ternura,
Faz de qualquer criatura
Eleita do coração;
Para além da emoção
Acho virtude também
Que não se negue a ninguém
Porque esse acto tão perfeito
De cingir alguém ao peito
Quantos afagos contém

Dá-se um abraço apertado
Se o bemqu’rer o justifica!
Satisfeita a alma fica
Quando o acto é consumado;
Depois do abraço dado
Fica morta a saudade,
Nova força nos invade
E exprimir aqui, eu quero
Que um abraço sincero
Quanto guarda de verdade

Se a pessoa que abraçamos
For de inteira confiança,
Faz-se com ela aliança
Porque nela confiamos;
O nosso carinho damos
Quando se abraça alguém
Quem abraça sabe bem
Preencher vital espaço
Porque entra num abraço
O valor que a vida tem

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

13ª JORNADA

ÚLTIMA HORA - A Liga Europa acaba de conhecer o seu "BOMBO" oficial

BENFICA 2 – OLHANENSE 0

De dizer já me apetece
Que quem sabe não esquece:
Pois vi eu e viste tu
Que a bola mal deslizou
E o Moreto agarrou
Mais um valente peru….

Portimonense 1- Sporting 3

O Leão por ser matreiro
Já é agora o terceiro
A contar lá de cima
Mas se não toma atenção
Dá outro trambolhão
E dos últimos se aproxima…


PORTO 1 – VITÓRIA DE SETÚBAL 0

Ao ver-se assim tão roubado
O Manel tão revoltado
Acabou por confessar
Que o árbitro foi ladrão:
Tirou-lhe o empate da mão
E pôs o Porto a ganhar!











segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O NATAL POR AVIS

Aproxima-se o Natal a passos largos. Parece que ainda ontem foi o último e estamos já à porta do próximo. Como de costume, fazem-se os votos habituais e que também habitualmente começam por : “…se já não nos virmos antes, olhe…” ou ainda mais comum: "se a gente já não se ver..." e o resto vocês já sabem de cor e salteado não só por o terem ouvido dezenas de vezes mas também por o terem dito outras tantas ou mais.

Natal é tempo consumista. Compra-se e torna-se a comprar muito embora continue a haver muita gente a mentir ao dizer que “este ano é só para as crianças…”. Depois compram para as crianças, para os adultos e se se descuidam ainda compram coisas para o gato e para o canário que, ao fim e ao cabo, também são filhos de Deus…

Por cá, e para já, quero destacar duas coisas relacionadas com o “nosso” Natal. Melhor três:

Duas referem-se à Junta de Freguesia de Avis que, no sentido de “espevitar” o comércio local, promove o sorteio de um fim-de-semana na Madeira, para duas pessoas, através de senhas numeradas a distribuir pelos comerciantes locais aos clientes que façam compras superiores a 5,00€ e um concurso de montras alusivas à época natalícia. Haverá três prémios e as menções honrosas que o digníssimo Júri entender atribuir.

A terceira refere-se à Ceia de Natal que a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural vai realizar, mais uma vez, no Salão da Junta de Freguesia de Ervedal, no próximo sábado, dia 11, a partir das 19,30h. O preço por pessoa será de 12,50€, haverá lugar à troca de prendas que este ano deverão ser de valor igual a 2,50€, não sendo obviamente obrigatório entrar neste jogo da troca de prendas. Haverá música ambiente a cargo do conhecido músico António Caldeira. As inscrições encontram-se a decorrer e ao que “DO CASTELO” conseguiu apurar as mesmas já ultrapassaram as oitenta.

Se é sócio da ACA e gosta de conviver não perca esta oportunidade. Inscreva-se, leve os seus familiares directos, conviva e divirta-se! Se não é sócio, faça-se sócio e pague as quotas de 2011 que talvez ainda vá a tempo de ir à Ceia de Natal...










sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

CESTAS DE POESIA (CXLVIII)

No dia em que veio a lume de modo mais sonante que uns “espertalhaços” lá para os Açores pretendem arranjar cidadãos de primeira e de segunda no que aos impostos diz respeito; no dia em que quatro portugueses (Cristiano Ronaldo, Eduardo, Fábio Coentrão e José Mourinho) foram nomeados para a equipa do ano da UEFA; em vésperas de mais uma Cozinha dos Ganhões em Estremoz, mas com presença avisense assegurada no encontro de poesia popular, continuamos por cá a falar de JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, um poeta de Marvão mas amigo de Avis, distinguido em mais uma das nossas "Cestas de Poesia”.

Em 1 988 a Câmara Municipal de Marvão publica-lhe o seu primeiro livro de poesias intitulado “Os versos que eu fiz”. Ao longo de 352 páginas o autor leva-nos a “sonhar” como só um bom poeta nos pode levar. Poesias em quadras, sextilhas, décimas, sonetos, compõem este livro que apesar de ter tido uma edição de 1 000 exemplares depressa deixou de estar à venda por se ter esgotado. Os versos que o compôem foram escritos entre 1986 e 1988.

Na impossibilidade de poder aqui “mostrar” o livro fiquemo-nos com esta décimas que JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, o mestre das décimas, fez a terras que nós por cá conhecemos tão bem:

Em Alter ouvi dizer
Que Sousel é “Primavera”,
Para ficar a saber
Fui ver como aquilo era!

Logo a seguir a Fronteira
Uma vila que é concelho,
Brilhando como um espelho
Muito airosa e altaneira;
Que é bonita, hospitaleira
Que ali dá gosto viver
Que no campo pode ver
Trigo, azinho olivais,
Tudo isto e muito mais
Em Alter ouvi dizer.

Como sou independente
E gosto de confirmar,
Pensei logo em encetar
Viagem urgentemente;
Segui rumo a Ocidente
Sem um momento de espera,
Minha vontade sincera
Era avançar e chegar
Poder ou não confirmar
Que Sousel é “Primavera”!

Andei, andei, sem parar
Para atingir o meu fim;
Sentia dentro de mim
Uma vontade sem par.
Acabei por lá chegar
Um dia ao amanhecer,
Vi o rei Sol a nascer,
Vi searas e restolhos
Com os meus próprios olhos
Para ficar a saber.

Vi moças muito formosas
Ceifando o pão do Senhor,
Vi o ganhão, o pastor,
Vi jardins com lindas rosas;
Passei lá horas famosas
Repeti-las, quem me dera!
A minha alma venera
Amor que Sousel me deu,
Bendigo a hora em que eu
Fui ver como aquilo era!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Vem aí mais um fim-de-semana em cheio!

Aproxima-se um fim-de-semana preenchido para os lados de Avis.


Vamos ter a 3 e 4 (sexta e sábado) as Jornadas Técnicas Apícolas que decorrerão no salão da Junta de Freguesia de Avis

O mel representa uma quantia significativa nas receitas de alguns avisenses. Daí a oportuna iniciativa que se anuncia, numa organização da ADERAVIS e com o apoio do Município local e da Freguesia de Avis.

À volta do mel existe uma panóplia imensa de conhecimentos que convém apurar e divulgar. Existe na nossa área “blogosférica avisense” alguém que de maneira superior se dedica a dar essas explicações. Possuidor de um modo impar de escrever, prendendo a nossa atenção desde a primeira à última palavra, o amigo Joaquim Pífano está de parabéns não só pelo muito que sabe acerca do mundo das abelhas, como pela maneira entendida como se faz exolicar. Por alguma razão o seu blogue já ultrapassou em muito a cifra das 100 000 visitas. É isso, leu bem: mais de CEM MIL VISITAS e com visitantes de todas as partes do mundo. Ora veja você também, lendo e guardando este sítio nos seus favoritos.
Clique abaixo




Entretanto a Associação Gente, englobado no Projecto GENTE EXEQUO, promove um Workshop de Culinária, exclusivamente para homens. As inscrições podem ser feitas pelos interessados através do Tel.: 242 412 154 ou pelo telemóvel nº 961 033 205.

O evento vai desenrolar-se no Pavilhão da Casa do Benfica, com início marcado para as 10h00 do dia 5, Domingo.

Já sabe: se gosta de fazer petiscos e quer melhorar as suas apetências culinárias, inscreva-se. A senhora, se acha que o seu marido tem aqui uma óptima oportunidade de mostrar um pouco mais aquilo que vale, olhe inscreva-o você…e bom apetite!

Ah! Para as senhoras que acham isto um bocadinho esquisito, preparem-se pois constou-se-me que depois deste “curso” de cozinha para homens poderá chegar um outro de “mecânica” para mulheres. Fiquem atentas!






quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

"SOLIDARIEDADE" COM INCENTIVOS?????

Ouvi ontem na Rádio Portalegre, uma senhora professora do Agrupamento de escolas Nº 1 de Portalegre dizer que os seus alunos, numa campanha promovida dentro da escola tinham recolhido 2 400 quilos de alimentos a favor do Banco Alimentar contra a Fome. Acrescentava ainda, ufana, que esse valor representava mais do que a maioria dos concelhos do distrito de Portalegre tinham recolhido. As coisas vistas assim, sem mais nem menos, levam-nos a aplaudir esta iniciativa. Quanto mais se puder angariar para o Banco Alimentar, tanto melhor. Só que, na continuação da entrevista, explicava a senhora professora que só tinha conseguido alcançar aquele montante de dádivas porque tinha instituído uma viagem de estudo à turma ou sala que mais alimentos recolhesse. E aqui é que a porca torce o rabo, como sois dizer-se. Então a senhora professora vai incentivar as crianças/adolescentes a serem solidárias dando-lhes um incentivo. Eu pergunto: e no dia em que não houver incentivo? Como irão reagir as crianças? Não há incentivo, não ajudo? Foi assim que a senhora professora fez da outra vez: agora não ganho nada… não ajudo. Bonito serviço!

Penso que este não terá sido a melhor forma da senhora professora conduzir este processo que já mereceu igualmente um reparo de desagrado por parte da Associação de Pais de Portalegre.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME: AVIS VOLTOU A SER SOLIDÁRIA!

À partida, todos quantos nos empenhámos neste projecto da recolha de produtos para o Banco Alimentar Contra a Fome receávamos que a “colheita” desta vez fosse menor. A crise grassa dia após dia, agarrando cada vez mais pessoas nas suas garras devoradoras. Às famílias restaM cada vez menos euros para poderem dar, por pouco que seja. Mas a verdade é que a humanidade tem esta característica extraordinária de responder quando é necessário. Há crise? Há crise sim senhor, mas vamos responder a esta crise com a doação daquilo que pudermos dar.

… E era isso que se pedia: que cada um desse aquilo que pudesse dar. É claro que houve os “crónicos” que continuam a não querer dar, não porque não tenham posses económicas para tal, mas por opção. Confesso que daqueles que semestralmente por mim passam e que não dão, desta vez continuaram a não dar, não tendo eu, assim, conseguido “virar” nenhum deles e delas para esta causa que me parece de todo justa e necessária. Aí confesso que me senti frustrado.

Mas não nos percamos. Ao meio-dia de sexta fazíamos em Avis as primeiras projecções. O desânimo do começo dera lugar á esperança de uma boa recolha. À meia tarde de sexta já havia a esperança de se poderem ultrapassar os 846 quilos obtidos em Maio deste ano. Isto em relação aos dois minimercados de Avis onde havia um controlo mais directo das coisas. Depois havia o resto: pela primeira vez estendeu-se a campanha a todas as mercearias da freguesia de Avis, no pressuposto que o que se conseguisse arranjar viria por acréscimo. Sem nenhum elemento humano identificado como fazendo parte do Banco calhou aos donos dos estabelecimentos colaborarem indicando aos seus fregueses e freguesas o que se estava a passar e convidando a que depositassem numa caixa identificada com um cartaz do Banco as suas dádivas. Mas desses não tínhamos feedback: éramos poucos voluntários e não tínhamos como ir dar a volta às mercearias mais pequenas de Avis. Tínhamos, isso sim, esperança que, a exemplo do que acontecera em Maio, o Ervedal respondesse positivamente mantendo ainda a esperança que no Alcórrego e em Aldeia Velha ( que já meestava aesquecer), onde fomos agora pela primeira vez, as coisas corressem de feição.

Fechámos a sexta-feira em alta. Uma carrinha da Associação Gente ficara muito bem composta. Era opinião unânime de que as coisas estavam a correr pelo bom caminho.

Sábado é normalmente mais fraco, as pessoas já deram noutro local, são poucas e quase sempre as mesmas, algumas lá dão uma segunda vez, mas mesmo assim e apesar de tudo, o sábado também ultrapassou as expectativas. À noite, para se levarem os produtos para a Sede do Banco em Portalegre, foi necessário deslocar duas carrinhas. O êxito estava assegurado. Só faltava saber por quanto se tinha batido os anteriores números.

A sede do Banco Alimentar contra a Fome, em Portalegre, era às 20 horas um corrupio de gente. Carrinhas carregadas chegavam e eram despejadas, sendo as mercadorias pesadas e depois transportadas para uma enorme mesa onde algumas dezenas de voluntários se encarregavam de as separar e colocar nos sítios certos: massas, arroz, farinha, enlatados, salsichas, leite, etc. Tudo dividido.

- Óh! Rapaziada, arranjem lá aí 100 gramas para Avis! Faltam 100 gramas para os 1.117 quilos!

Uf! Esfregamos as mãos de contentes. Ultrapassáramos largamente os tais 846 quilos de Maio e até ultrapassámos a barreira psicológica da tonelada.

A seguir, já se pesava o que viera de Sousel, quando o Eng. Bacharel, Presidente do Banco, nos convida para irmos lá acima jantar. E vamos e comemos: arroz de pato e morcela cozida e cacholeira e vinho tinto e pão. Também havia feijoada, bolos, doces, café. O Engenheiro explica:

- Nós pedimos aos restaurantes da cidade que depois nos dão estas refeições para os voluntários que aqui vêm jantarem…

Na parede, à entrada da sala de refeições, um cartaz com o nome dos colaborantes.

Temos pressa em regressar já que a nossa missão, neste dia, terminou. Alguns queriam ir ver o Sporting – Porto, daí a pressa, mas não partimos sem antes termos já ajudado na distribuição de bens pelos diversos locais de arrumo.

Hoje analisamos um gráfico colocado no “Facebook” do Banco Alimentar contra a Fome – Portalegre e sentimo-nos felizes por saber que contribuímos para que esta tivesse sido a maior recolha de sempre do Banco em Portalegre: 37 119 Kg contra os 24 684 Kg de Maio deste ano.

Ficamos com essa estranha sensação de pressa que chegue Maio para que possamos de novo dar o melhor de todos nós por esta causa. E se possível com mais voluntários para o peditório de modo a que ninguém tenha que fazer oito horas por dia, como aconteceu desta vez com dois voluntários em Avis.

Em nome de todos que participaram activamente nesta iniciativa – pedindo, dando, abrindo as portas dos seus estabelecimentos ao “nosso Banco” – o obrigado da gente anónima que irá beneficiar destas ofertas e poder passar uns dias menos sombrios.

Apesar de tudo, é bom ser-se voluntário!

GRÁFICO: EVOLUÇÃO DAS DÁDIVAS NO BANCO ALIMENTAR DE PORTALEGRE





























domingo, 28 de novembro de 2010

12ª JORNADA

Sporting 1Porto 1

Em abono da verdade
Lá p’rós lado de Alvalade
Um Leão quase perfeito
Ia lixando o Dragão;
…Maldito aquele Falcão
Que lhes faltou ao respeito!

O Vilas Boas nervoso
Torna-se um homem p’rigoso
Que até chega a deitar fogo…
Mas analisando bem
É que ele vira também
O Valdés fora de jogo…

Beira-Mar 1Benfica 3

Depois de muito penar
P’lo Benfica não marcar
Tive lágrimas nos olhos
…E hoje estou feliz por ver
Dez vermelhos a correr
Festejando o golo aos molhos…

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

CESTAS DE POESIA (CXLVII)

Tal como “DO CASTELO” anunciou começou hoje em Avis a recolha de alimentos para o “Banco Alimentar contra a Fome”; tal como “DO CASTELO” PREVIA ninguém se disponibilizou voluntariamente para abraçar esta causa em função do pedido aqui feito, já esta semana; tal como “DO CASTELO” já ouvira dizer começou hoje a baixar drasticamente a temperatura ambiente em Portugal; tal como “DO CASTELO” sabe que você sabe, hoje é dia de “Cestas de Poesia”

Até agora (se não me falha a memória) só por aqui passaram poesias em Décimas e pertencentes, ou por terem sido feitas ou por serem conhecidas de cór, a poetas e poetisas de Avis ou com forte ligações a Avis. Trago-vos hoje ao conhecimento um poeta que não sendo natural nem residente em Avis, tem fortes laços de sangue que o prendem a esta terra há mais de quarenta anos. O seu nome é JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, natural do Concelho de Marvão e que é pai do nosso amigo e conhecido Fernando Máximo. Autor de dois livros de poesia, é vasta a sua obra, sendo que certamente terá matéria para editar mais três ou quatro livros com mais de cem páginas cada um.

Para futuras “cestas” deixaremos mais considerações acerca deste nosso convidado que apesar dos seus 85 anos feitos, continua a escrever muito e bem.

Penso que há dois anos, na Feira Franca de Avis e no Pavilhão da Câmara Municipal estavam expostas, em tamanho ampliado, umas décimas deste autor dedicadas ao desastre ambiental que ocorreu aquando do arranjo de uma válvula de fundo da nossa barragem. Nessa altura morreram centenas de toneladas de peixes, nomeadamente carpas.

Para os que ainda não conhecem, deixo à vossa consideração o trabalho referido, que está datado de 1 991:

Abriram o Maranhão
P’r’arranjar uma comporta
Até corta o coração
De ver tanta carpa morta

Um belo fim-de-semana
À barragem fui parar,
Ia disposto a pescar
Com o fio, anzóis e cana.
Mas como a gente se engana
Às vezes do pé p’rá mão!
Já em Benavila então
Como ali água não visse,
Perguntei e alguém me disse:
- Abriram o Maranhão!

Tudo ficou de sequeiro
Sem tabaco ou girassol,
Também já fugiu do rol
Plantação de tomateiro;
Ficou pobre o seareiro
O hortelão sem ter horta,
- Mas porquê, é que importa!
Como pode acontecer?
- Dizem que tinha de ser…
P’r’arranjar uma comporta!

O turismo está ausente,
A barragem só tem lodo,
Descobre-se o leito todo
Como era antigamente.
Anda o Povo descontente
E dou-lhe toda a razão
Se não há compreensão
Numa situação tão séria,
Olhar p’ra esta miséria
Até corta o coração!

Fábricas que vinham dando
Alguns postos de trabalho,
Estão agora no falho
Co’a falta de água lutando.
O pescador não pescando
Vê a sua vida torta,
Chega de manhã à porta
Não vê o “lago” ondulando,
Fica-se até revoltando
De ver tanta carpa morta.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

REFLEXÕES CRÓNICAS

4 – PERFECCIONISTAS

Certamente que já todos nós “topámos” na nossa vivência, pelo menos com um ou uma perfeccionista. Característica comum a esta gente é o facto de querem fazer sempre tudo muito direitinho, muito certinho, chegando por vezes até a darem a sensação de que se não forem eles a fazer as coisas estas já não saem bem. Um pouco (ou bastante?) intolerantes com os outros, raramente desculpam os erros alheios. Vivendo numa constante obsessão pela perfeição, esta gente dificilmente conseguem ser felizes com as coisas mais simples da vida, chegando por vezes até a complicar aquilo que é de fácil resolução. Tornam-se repetitivos nas suas observações, chamando amiudadas vezes a atenção para o modo como as coisas devem ser feitas. Vivendo debaixo de uma constante pressão com medo de errar, o stress é muitas vezes a sua companhia mais assídua. Pessoalmente não sou nem tenho pretensões a ser um perfeccionista. Gosto que aquilo que faço saia bem mas sem os exageros de que se tal não acontecer virá uma catástrofe ao mundo. Quando erro, tento emendar-me sem alarmismos exagerados e desnecessários.

Por vezes chego até a ter pena dos perfeccionistas. Pelo menos de alguns/algumas que eu conheço.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME – ALIMENTE ESTA IDEIA

Nos próximos dia 26 e 27 do corrente mês proceder-se-á no concelho de Avis à recolha de bens para o “Banco Alimentar contra a fome”. Numa altura em que cada vez há mais necessitados de ajuda, é imperioso que cada um colabore dentro das suas possibilidades. A exemplo do ano anterior este ano far-se-á recolha em Avis no Mini-Preço e na Loja Gi, além da Cooperativa de Ervedal. No entanto, e porque se pensa que é de toda a conveniência alargar os postos de recolha, irão ser colocados receptáculos para o efeito em todas as mercearias da vila de Avis e ainda no Mini-mercado do Alcórrego.

O serviço de recolhas é absolutamente gratuito e para o efeito são sempre necessários vários voluntários que assegurem as duas manhãs e as duas tardes no Mini Preço e na Loja Gi, únicos locais onde irão estar voluntários devidamente identificados. Nos outros pontos, os donos das lojas darão as indicações aos seus clientes.

A nível do concelho de Avis, e por indicação da Delegação Distrital de Portalegre, a responsável pelas recolhas é a Enfermeira Nídia. Porque o pessoal até agora disponível não é demais, pede-nos aquela Enfermeira que divulguemos o seguinte: se houver alguém interessado em colaborar e que ainda não tenha dado o seu nome que o faça para o telemóvel nº 964561732.Para que todos tenhamos uma ideia mais completa do que trata o Banco Alimentar contra a Fome, que foi criado em Portugal em 1992, convidamos-vos a clicarem abaixo:

http://bancoalimentar.pt//

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

CESTAS DE POESIA (CXLVI)

Numa altura em que estamos já a poucos minutos de começar na Biblioteca Municipal de Avis a apresentação do livro “O ALFABETO TRAPALHÃO” com a presença da sua autora, LURDES BREDA e da ilustradora RUTE REIMÃO; numa altura em que decorre em Lisboa Cimeira da NATO sem que, até à hora do fecho deste post, tenham ocorrido incidentes dignos de registo; numa altura em que estamos em véspera do RANCHO FOLCLÓRICO DE AVIS, apresentar na Junta de Freguesia de Avis, os seus licores tradicionais, eis que chega até nós… – isso mesmo – mais uma “Cesta de Poesia”. Para já deixo-vos com o último trabalho que consegui recolher ao Sr. JOAQUIM FRANCISCO CABRA, de Benavila. Vamos ver se para a semana ainda consigo “sacar” mais algum.
Para já, pelos tópicos destas décimas, estamos a falar de quê ou de quem?

Eu pertenço ao infinito
Aos viventes dou destroço
Como é que tu me hás-de comer
Se eu não tenho carne nem osso…

Eu vivo na ambulância
Trago pesos e medidas
Eu venho tirar as vidas
A quem perde a sua infância
Quando eu chego, chega a ânsia
Todo o globo eu visito
Oiço muito choro e grito
Mato sem ninguém me ver
Podes acabar de crer
Eu pertenço ao infinito…

No golpe da minha gadanha
Todo o vivente passou
Pois nem sequer um me escapou
Nem com arte nem com manha
Eu tenho força tamanha
Mato velho e mato moço
Pois nem no mais fundo poço
Nem um só me há-de escapar
Pois podes acreditar
Aos viventes dou destroço

Ando nua sem ter fato
Ando de noite e de dia
Não procuro companhia
Nem com amigos me trato
Pois tiraram-me o meu retrato
Sem ninguém me conhecer
Como é que se pode fazer
Sem nunca me terem visto
Ninguém sabe onde eu existo
Como é que tu me hás-de comer…

Eu mato os peixes no mar
Nem que seja à maior fundura
Mato toda a criatura
Ninguém ocupa o meu lugar
Eu habito pelo ar
Sem cabeça nem pescoço
Por todo o lado me torço
Dou para diante e dou para trás
Como e que tu me comerás
Se eu não tenho carne nem osso…

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

DIA MUNDIAL DA DIABETES - CELEBROU-SE EM AVIS

Ainda vai havendo associações no nosso concelho que “fazem das tripas coração” para irem ultrapassando as dificuldades que a crise instalada lhes apresenta. A Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis é uma delas. Tendo-se celebrado no passado Domingo, dia 14, o Dia Mundial da Diabetes, quis aquela associação celebrar condignamente essa data, sem se aventurar a gastar muito dinheiro, já que não o tem. Mesmo assim as comemorações decorreram durante dois dias:
- No sábado, dia 13, a partir das 15 horas e no Auditório Municipal Ary dos Santos, houve a actuação do Grupo Folclórico do Sôr que se deslocou de Ponte de Sôr a título gratuito. Ao que “DO CASTELO” conseguiu apurar apenas houve um elemento daquele grupo que se fez cobrar pelo seu desempenho, a peso de ouro, diga-se de passagem e que não soube ou não quis compreender a razão daquele espectáculo e das dificuldades económicas da Associação. É caso para dizer em relação a esta situação que: “em casa de ferreiro espeto de pau” ou então que “há quem nem conheça o dono”… ou melhor ainda: "Santos de casa não fazem milagres..."

Deixemos esse pormenor, mais para esquecer do que para lembrar e prossigamos. O espectáculo foi agradável de seguir e durante o intervalo feito na actuação dos dançarinos houve a projecção de um filme acerca do “Pé diabético” que serviu para esclarecer bastantes dúvidas chegando mesmo a ouvir-se entre a assistência alguém que dizia ir frequentemente ao Centro de Saúde por causa dos pés e que nunca lhe tinham ensinado nada do que ali aprendera. Não fosse o facto de no mesmo dia se ter efectuado uma excursão à Feira da Golegã certamente muito mais público teria acorrido a este evento. No final foi oferecido um lanche aos elementos do Rancho e a todos os que assistiram à sua actuação. De realçar que a grande maioria dos comestíveis foram oferecidos por gente ligada à Associação dos Diabéticos, sendo de destacar o facto da D. Maria Luzia ter feito graciosamente três panelas de sopa, além de ter oferecido vários quilos de laranjas.

- No Domingo e com partida efectuada cerca das 9h45m do Jardim Público de Avis, efectuou-se uma caminhada que levou os inscritos até ao Clube Náutico onde cada qual puxou do seu farnel tendo havido, em são convívio, partilha de lanches. Houve mesmo quem tivesse levado chouriços para assar….

No regresso ainda houve tempo para se passar pela Herdade da Cortesia Hotel, com uma mini visita às instalações daquela unidade hoteleira, regressando-se então ao ponto de partida, no Jardim Público, cerca do meio-dia e meia.

Regista-se de novo o modo simples mas cheio de significado como a Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis soube comemorar o seu dia.

Para vossa apreciação deixar-vos-ia alguns registos fotográficos do evento. No entanto continuo sem conseguir fazer essa aplicação.

E a pergunta é pertinente:
 

 - "DO CASTELO" poderia viver sem fotografias?
Poder podia, mas não seria a mesma coisa...











quarta-feira, 17 de novembro de 2010

AINDA O S. MARTINHO

Cá por Avis também se celebrou o S. Martinho. “Não há fome que não dê em fartura” e este ano, ao que “DO CASTELO” conseguiu apurar, só na vila de Avis, na quinta-feira, dia 11, houve pelo menos três S. “Martinhos”, a saber:

- À tarde, junto ao Pelourinho, a Ludoteca levou o S. Martinho aos seus meninos. Também por aqui, a exemplo do S. Martinho em Pavia (a que me referi ontem) houve quadras que passo a reproduzir, na íntegra:

QUE BELAS CASTANHAS

Música: “Apita o comboio”
I
Que belas castanhas
Lindo castanheiro
Dá cá uma mão delas
Quero ser o primeiro
II
Castanhas, castanhas
Pelo S. Martinho
Quentinhas e boas
Comer com leitinho

REFRÃO
Pula, pula, pula
Na grande fogueira
Que rico cheirinho
Viva a brincadeira.

- A ASRPICA, levou o S. Martinho aos seus idosos na Sede e

- À noite a Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural, em parceria com a Associação Gente, levou S. Martinho aos seus amigos, adicionou o útil ao agradável e antes das castanhas e dos vinhos Abreu Callado e João Rato, falou-se de "Pobreza e Exclusão Social" e falaram ainda sobre "A Lenda de S. Martinho". Para debater a Pobreza e a Exclusão Social veio de Évora a Professora Universitária Dr.ª Teresa Santos e para falar sobre a figura histórica e a lenda de S. Martinho o Professor José Ramiro Caldeira.

Porque a conversa já vai longa, deixo-lhes alguns dos momentos mais marcantes das festas a que “DO CASTELO” assistiu, lamentando não poder ter enviado nenhum repórter à festa da Associação de Reformados, mas por uma questão de contenção de despesas, optou-se por fazer a cobertura das festas que se encontravam geograficamente mais próximas.

Espero que gostem.

Nota: Este era o "post" que tinha idealizado. Porém, ao tentar colocar as fotos, não o consegui fazer recebendo a informação de " Regeitada pelo servidor". Prometo que se conseguir ultrapassar esta anomalia publicarei as fotografias mais tarde.
As minhas desculpas.


terça-feira, 16 de novembro de 2010

"...ÉS IRMÃO DE S. MARTINHO"

“Cada terra com seu uso cada roca com seu fuso”.

O saudoso “Maranhão” que segundo consta terá falecido a 4 de Janeiro de 2010, já se tinha referido, na distante quinta-feira de 13 de Novembro de 2008, à tradição vivida em Pavia de se fazerem quadras nas paredes na noite de S. Martinho. O meu prezado colega “Desabafos”, voltou agora a relembrá-lo na passada quarta-feira, dia 10, com a ilustração de algumas quadras que recolheu fotograficamente em 2006.

Dia 12 tive que ir a Pavia e em vez de lá chegar à hora que fazia falta fui muito mais cedo e calcorreei as ruas daquela simpática localidade. Cheguei cedo, ainda com sol, e fui pois à procura das famosas quadras. Não foi preciso andar muito para logo dar com a primeira, só que estava escrita num Café-Restaurante e o dono tinha-lhe colocado a ementa por cima: estava ilegível. Pedir ao dono que tirasse a ementa para eu fotografar foi coisa que não fiz. As ruas de Pavia estão cheias de casas branquinhas e ao longe notam-se bem as que estão assinaladas a carvão. E fui vendo, fui lendo, fui fotografando. Nada há melhor para se conhecer uma localidade como andar a pé. Esta minha visita a Pavia durou-me perto de hora e meia. Parece muito tempo, mas para quem gosta de saborear o que vê não é muito. Lembro-me assim de repente de ter passado à Travessa dos Moinhos que de tão estreita não consigo ali imaginar moinhos e muito menos a laborar; à Travessa do Arco, mais que identificada com um belo arco a fazer jus ao nome; a Rua de S. Paulo, enorme; a Rua da Reforma Agrária de boas recordações para alguns e não tanto para muitos outros; a Rua do Sol que deve ter o nome com ela, pois que a julgar pela lonjura que dista desde aquele local até ao sítio onde o sol nasce, vai uma imensidão e o espectáculo deve ser deslumbrante. A Igreja de Santo António que sempre circundamos quando vamos para os lados de Évora; a Igreja da Misericórdia que, a fazer fé no que a Região de Turismo de Évora (é assim que reza a placa informativa) nos diz, “ foi construída nos princípios do século XVII e tem em peanha lateral, a imagem de Nossa Senhora Mãe dos Homens”. A Rua de Aviz, assim mesmo com “z”, dando saída para estes lados e onde, já bem perto da Igreja Matriz estava uma quadra dedicada a um jogador. O Largo Manuel Ribeiro de Pavia em homenagem a este ilustre Paviense.

Em dado passo do meu passeio quis saber algo mais sobre esta tradição. Encontro três idosos num banco e um homem de aspecto um pouco mais novo. Apenas me dizem que aquilo é um costume de Pavia. O mais novo até parece querer mudar a conversa, como se estivesse implicado nas escritas, quando um dos idosos diz que aquilo “só serve para sujar as paredes”. O Menos idoso afasta-se rapidamente e um outro idoso teima em contar-me a história do filho que com 55 anos já está reformado há sete ou oito, que o patrão lhe deu casa e que mais não sei o quê. Como não era aquilo que eu pretendia saber, despeço-me cordialmente e vou à minha vida. Quero encontrar alguém que me fale sobe o S. Martinho em Pavia. Começa a anoitecer e começo a desesperar. Chego à Anta, meu destino final, já bem perto das 18 horas. É de noite e eu sem esperança de saber mais. Reparo num enorme lume que ali se mantém aceso e com gente por perto. Entro no carro e depois de ouvir a “Bola Branca”, saio, aproximo-me e meto conversa. A chegada deu-se bem, a conversa começou a fluir e consegui direccioná-la para onde me interessava. Dizem-me que ali em Pavia é costume fazerem dois grandes lumes por ano: um no S. Martinho e o outro no Natal. Neste de S. Martinho, assam-se as castanhas. Umas quantas raízes de potentes árvores já estavam ardidas mas ainda esperavam a sua vez mais umas cinco ou seis. Quanto às quadras “isto já vem dos tempos do meu bisavô ou tetrasavô” diz um dos nove homens que circundam o lume. Um deles, de mãos atrás das costas, mantém-se calado e está com o “rabo” virado para o braseiro. Deve ser sinal de chuva para amanhã, pensei eu.

Outro adianta: “Antigamente elas eram mais bravas. Levantavam-se logo de manhãzinha cedo e antes que os vizinhos vissem o que lá tinham, limpavam logo tudo o que lá estava escrito acerca dos maridos. Eram muito mais bravas!”.

“Eu este ano safei-me, mas o ano passado, quando já não bebia, fizeram-me três quadras: uma em cada janela e outra na porta. Este ano safei-me.” , comenta outro dos presentes com um sorriso quase de orelha a orelha.. -“Tiveste sorte”, disse outro enquanto chegava a ponta do cigarro a um tição dos mais acesos para pregar fogo ao tabaco.

- Mas na parte de baixo da vila há muito menos quadras do que aqui para cima… aventei eu para não deixar amornar a conversa.

- Calhando aqui para cima há mais bêbados. Lá em baixo no café nem sequer tiraram a quadra do ano passado. Agora está uma, mais sumida do ano passado, e a deste ano mais avivada.

Curiosamente também havia reparado nisso. Nisto chega a camioneta que eu esperava. Não havia tempo para mais explicações mas, afinal, já estava satisfeito com o que ouvira.

Para que apreciem como é possível “criticar” sem ofender em demasia, ou mesmo sem ofender, apreciem as seguintes quadras que rebusquei dum leque bem mais alargado que registei em fotografia.

Mas vendo a bata branquinha do farmacêutico Sr. Matos, palavra que me apeteceu escrever, a carvão na dita bata branquinha:

Antes de ir p´rá Serra D’Agra
Bem que me tramaste ó Matos:
Pois vendeste-me um Viagra
Ia enrolando os sapatos…




 




segunda-feira, 15 de novembro de 2010

11ª JORNADA

Académica 1- Sporting 2

Sem saber ler ou escrever
Acabaram por vencer
Com uma sorte danada:
Seria pior talvez
Se não fosse um tal Valdês
Levar a lição estudada…


Benfica 4 – Naval 0

Com exibições aos saltos
Com mais baixos do que altos
Vai andando o meu Benfica:
Quer tu gostes ou não gostes
Umas balizas sem postes
Tornava a Naval mais rica…


Porto 2 – Portimonense 0


Ao Porto caiu do céu
Um enorme chapéu
Que fez um grande jeitão;
Com a contenda finda
Puderam manter ainda
O sonho de Campeão…

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

CESTAS DE POESIA (CXLV)

Nas vésperas da actuação do Rancho do Sôr no Auditório Municipal Ary dos Santos, às 15 horas e em Avis, como forma da Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis comemorar o Dia Mundial da Diabetes; na antevéspera da realização da caminhada com a mesma finalidade; quando já “só se fala” da Cimeira da NATO, que alguma “porrada” vai trazer a Lisboa, chegamos, assim como quem não quer a coisa, a mais uma Cesta de Poesia. E com ela chegamos a mais um trabalho do amigo JOAQUIM FRANCISCO CABRA, de Benavila, que hoje nos traz umas décimas no mínimo curiosas e cheias de verdades…

Ó homem que estás fazendo
Com essa enxada na mão?
Enterrando a humanidade
Debaixo do frio chão

Não te faças de “cismar”
Nem o teu corpo se atormenta
Em pegando em tal ferramenta
Mesmo a ti te há-de enterrar
Bem te podias lembrar
Que um dia em tu morrendo
Que outro te irá metendo
Numa igual sepultura
Repara bem p’rá figura
Ó homem o que andas fazendo?

Tu abrindo covas fundas
No campo da igualdade
Para enterrar a vaidade
E outras coisas imundas
Essas que são “varibundas”
Que aborrecidas estão
Enterrando a podridão
Desses que são miseráveis
Fazendo a casa aos cadáveres
Com essa enxada na mão…

Conheço que és corajoso
És homem de consciência
Enterras a inocência
Em parte de criminoso
Além de teres tanto gozo
Aí nessa profundidade
Hoje aí nessa cidade
No Chiado e no Rossio
Sei que mesmo a sangue frio
Enterrando a humanidade

Eu enterro o mundo todo
Sei que outro me há-de enterrar
Hoje aqui neste lugar
Tudo é lama, tudo é lodo
Enterro magros e gordos
Aqui não há separação
Muito embora que alguns vão
Para diferentes sepulturas
Aqui se escondem aventuras
Debaixo do frio chão










quinta-feira, 11 de novembro de 2010

AVIS COMEMORA O DIA MUNDIAL DA DIABETES

Celebra-se já no dia 14 do presente mês o DIA MUNDIAL DA DIABETES.
Existindo em Avis uma Associação ligada a esta temática “DO CASTELO” quis saber como é que este dia vai ser celebrado entre nós. Averiguou e descobriu dois cartazes alusivos a este evento. Então é assim:

No próximo sábado, dia 13, a partir das 15 horas e no Auditório Municipal Ary dos Santos, em Avis, actuará o Rancho do Sôr que gratuitamente vem abrilhantar esta comemoração.

No dia 14, haverá uma caminhada com partida prevista para as 09 horas no Jardim Público junto à Escola, e que terminará no Clube Náutico. Dos cartazes consta ainda que para a caminhada cada um deverá levar o seu farnel para que lá – Clube Náutico – se possa fazer uma pequena festa de confraternização.

Em tempo de crise económica (e não só) foi esta a maneira como a Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis achou por bem comemorar o Dia Mundial da Diabetes.

Entretanto, e enquanto não chega o Sábado (é razão para dizer que nunca mais é Sábado…) olhe, aproveite e apareça hoje a partir das 18 horas na Sede da Amigos do Concelho de Aviz para ouvir falar de Pobreza e Exclusão Social, para ouvir falar sobre a Lenda de S. Martinho e para se deliciar com umas castanhas assadas, acompanhadas com uns vinhos de dois à sua escolha: Fundação Abreu Callado ou João Rato.
A "prova" é livre!



terça-feira, 9 de novembro de 2010

CHEGOU A ÁGUIA ( A DOS AMIGOS DE AVIZ)

Foto : A ÁGUIA Nº 36 já chegou...


Finalmente chegou a ÁGUIA, a folha informativa da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural. Continua uma “Águia" em tons azulados”, sabe-se lá porquê…

Mas vamos ao que interessa. Este trimestre dedicada ao Vinho, por aqui se pode aprender muita coisa sobre este precioso líquido. Por exemplo, você sabe quantas vezes é que os distintos escribas desta folha escreveram a frase “ néctar dos deuses”? E sabe que há quem meta garrafas de água no vinho e que este não perde qualidades, antes pelo contrário? E sabe quem é que disse que “Boa é a vida, mas melhor é o vinho”? Se tiver curiosidade em saber, tente arranjar uma e delicie-se com estas estórias de vinho.

A propósito de vinho e de S. Martinho. Na próxima 5ª feira, dia 11, na Sede da ACA a partir das 18 horas haverá um Café com Letras Especial. Vai ser debatida a Pobreza e a Exclusão Social, sendo convidada a Professora da Universidade de Évora, Teresa Santos. Depois, o professor José Ramiro, director da ACA, falar-nos-á sobre a lenda de S. Martinho, Santo este também ligado à pobreza. Por fim e para celebrar o Santo propriamente dito, haverá uma prova de vinhos e a deglutição de castanhas assadas. O vinho promete, pois ao que “DO CASTELO” conseguiu apurar, o mesmo será oferta da Fundação Abreu Callado e do Engº João Rato, produtor do já célebre “Alcórregus” que assim se quiseram associar a esta iniciativa da ACA em pareceria com a Associação Gente.

ÁH! Já me esquecia: o Sr. António Martinho promete dar-nos música com o seu acordeão para alegrar ainda mais a festa.

As entradas serão livres e só não percebo é porque é que você ainda está hesitante em aparecer…