quarta-feira, 16 de março de 2011

ATÉ PARECE MENTIRA...

Foto 1 - Ontem, terça-feira, entre as 18 e as 18,30h caíu uma forte chuvada de granizo...
Foto 2 - ...nas imediações do Monte de Barba Torta.

Foto 3 - Apesar da má qualidade das fotos ....dá para perceber a quantidade e a grossura das pedras...

Ontem, terça-feira, entre as 18 e as 18,30h caíu uma forte chuvada de granizo entre Aldeia Velha e Avis, mais concretamente nas imediações do Monte de Barba Torta. Apesar da má qualidade das fotos ( era já lusco-fusco e o fotógrafo fracote) dá para perceber a quantidade e a grossura das pedras de gelo que por ali cairam.
O que mais confusão faz (fará?) é que em Avis, no mesmo período de tempo, nem caiu uma só pinga de chuva...
Fica o registo.

terça-feira, 15 de março de 2011

23ª JORNADA

RIO AVE 0 – SPORTING 0

(Primeira volta 1-0)

Um Sporting à rasca
Só acordou da borrasca
A dez minutos do fim;
E foi tão fácil de ver
Que merecia perder…
…Mas o jogo é mesmo assim…

BENFICA 1 – PORTIMONENSE 1

(Primeira volta 0-1)

Foi um Benfica à rasca
Que sem sair da casca
Empata indecentemente:
Com tanta falta de jeito
Perderam até o respeito
De quem esteve lá presente…

LEIRIA 0 - PORTO 2

(Primeira volta 1-5)

Um Porto sem estar à rasca
Cada jogo mais descasca
Nos pobres adversários:
Cada jogo uma vitória
Apagando da memória
Maus resultados contrários

domingo, 13 de março de 2011

IX JOGOS FLORAIS DE AVIS

A pouco menos de um mês de encerrar a recepção dos trabalhos concorrentes aos IX Jogos Florais de Avis, permitam-me que lhe recorde o regulamento vigente, o qual pode ser igualmente consultado no sítio da internet da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, em: http://www.aca.com.sapo.pt/  -  “Destaques”.

Por favor: divulgue esta iniciativa junto dos seus amigos.

Ajude a ACA a desenvolver a cultura avisense!


IX JOGOS FLORAIS DE AVIS

REGULAMENTO

1 - Os IX Jogos Florais de Avis são uma iniciativa da AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ - ASSOCIAÇÃO CULTURAL, a que podem concorrer todos os cidadãos abrangidos pelo que se dispõe no presente regulamento.

2 - Só são admitidos a concurso trabalhos inéditos, redigidos em Português e nas seguintes modalidades:
*

* *



POESIA

A - QUADRA POPULAR – Tema


Tema: “O SABER”

Em redondilha maior, de rima ABAB, uma quadra em cada folha.


B - POESIA OBRIGADA A MOTE

Mote

DO QUE SEI NADA APRENDI
POR NINGUÉM FUI ENSINADO,
DESDE A HORA EM QUE NASCI
TINHA O DESTINO MARCADO
(António Francisco Bonito - Valongo/Avis)

Nota: não descurando outras formas de glosar o mote, daremos especial atenção ao tratamento em décimas.

C - POESIA LIVRE

Subordinada ao tema: “O SABER”


*

* *

PROSA

CONTO subordinado ao tema: “O SABER
(Máximo de 3 páginas, escritas em tamanho 12, a espaço e meio de entrelinhamento).


*

* *

3 - De cada trabalho serão enviados três exemplares, dactilografados (à máquina ou em computador) em papel formato A4, de um só lado com caracteres de tamanho 12, sendo que apenas no conto o espaço entre linhas deverá ser de espaço e meio. Os trabalhos não poderão ser adornados com moldura ou qualquer outro adorno.

4 - Todos os trabalhos deverão trazer no canto superior direito da 1ª página a modalidade a que concorrem, terão que ser subscritos por um pseudónimo, devendo os respectivos autores, enviar anexo a cada trabalho, um envelope fechado com o pseudónimo dactilografado no rosto, e dentro, o nome, morada e número de telefone do Autor.

5 - Cada concorrente poderá apresentar dois trabalhos por modalidade, com excepção da QUADRA onde poderão ser apresentados três trabalhos a concurso, pelo que cada um será subscrito com pseudónimo diferente. Serão desclassificados os trabalhos que não sejam inéditos, isto é, que já tenham sido apresentados noutros concursos.

6 - O prazo de remessa dos originais (data de carimbo dos correios) termina em 08 de ABRIL de 2011 e deverão ser enviados, para:

IX Jogos Florais de AVIS
Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural
Praça Serpa Pinto, Nº11
7480 - 122 AVIS

7 - O não cumprimento do estipulado no presente regulamento, anula a apreciação dos trabalhos pelo júri, de cujas decisões não cabe recurso.

8 - As classificações serão tornadas públicas em 2 de Maio de 2011, sendo os concorrentes avisados por escrito.

9 - Haverá três prémios por modalidade, bem como as menções honrosas que o júri entender por bem conceder. Poderá, no entanto, deliberar a não atribuição de qualquer prémio, numa ou mais modalidades, se considerar que a qualidade dos trabalhos apresentados não é consentânea com a projecção que se pretende para esta iniciativa.

10 - A entrega de prémios aos galardoados terá lugar no dia 21 de Maio de 2011, em Avis, no Auditório Municipal Ary dos Santos, pelas 14H30’.

11 - Estes Jogos Florais ficam interditos aos elementos do Júri e demais pessoas envolvidas na organização dos mesmos.

12 - Ao Júri cabe a resolução de qualquer ocorrência que não seja abrangida pelo presente regulamento.

Nota: regulamento aprovado em reunião de Direcção da ACA-AC em 23 de Dezembro de 2010.

Com o apoio de:
Câmara Municipal de Avis
Junta de Freguesia de Avis

sexta-feira, 11 de março de 2011

CESTAS DE POESIA ( CLXII)

No dia em que um Tsunami, consequência de um terramoto grande não só em duração como em intensidade, varreu a costa Japonesa provocando largas centenas de mortes; no dia em que o Ministro Teixeira dos Santos decretou mais um aperto, congelando as pensões acima dos 1500 euros, apenas as “descongelando” para lhe cortar mais uma fatia em imposto extraordinário; no dia em que os juros da dívida pública estão a um passo dos 8 por cento; no dia em a Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis iniciou em Alcórrego e Maranhão os rastreios da glicemia que vai estender a todas as freguesias do concelho de Avis, chega a nossa “Cesta de Poesia” de hoje.

Vejam como o nosso convidado, o poeta JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, “mestrado” na disciplina de “DÉCIMAS” se desenvencilha de um mote difícil, que ele próprio criou.
É necessária muita imaginação.
Ou se é…

Dera-me um mote esquisito
Para fazer quatro glosas
Confesso: fiquei aflito
Porque são embaraçosas

Após a quadra ter lido
Comecei a trabalhar;
Meu sentido a meditar
Naquilo que era pedido!
Por entre rimas perdido
Num labirinto infinito,
Entre o bom e o bonito
Alguém me quis envolver
Para testar meu saber
Deram-me um mote esquisito.

A primeira glosa feita
Bem ou mal, como será?
Peço a Deus que alguém não vá
Dizer que está imperfeita!
O meu saber não se ajeita
A fazer coisas famosas,
Com muitas rimas custosas
Vieram-me apresentar
Uma quadra popular
Para fazer quatro glosas.

Empenhei quanto sabia,
Cheguei onde foi possível,
Pensando ser de bom nível
O trabalho que fazia;
De antemão já sabia
Não ser poeta erudito,
Com as rimas em conflito
De caneta bem segura,
Mas cheguei a certa altura
Confesso: fiquei aflito!

Fui escrevendo, animado,
Dando o melhor que podia,
Sem saber que o que escrevia
Seria o mais adequado;
Podia estar enganado
Porque em horas desastrosas
Há palavras enganosas
Para as quais a rima certa
Teima não ser descoberta
Porque são embaraçosas.

08-11-2000

quarta-feira, 9 de março de 2011

AMANHÃ HÁ CAFÉ COM LETRAS

Segundo notícia vinculada hoje pelo “Diário Digital”,

(Clique em cima e leia a notícia completa)

Ora, perante esta dura realidade, vem bem a propósito que a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, tenha endereçado convite ao Dr. SÉRGIO LOPES, presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Avis, para ir falar sobre “OS DIREITOS DAS CRIANÇAS” no Café com Letras que amanhã, quinta-feira, dia 10, irá decorrer na Sede daquela Associação, sita na Praça Serpa Pinto, Nº 11, em Avis, a partir das 18 horas.
O que cada um de nós pode fazer para minorar o mau trato às crianças? Como proceder? Estas e outras dúvidas poderá tirá-las assistindo a este Café com Letras e perguntando directamente a quem perceb do assunto.

terça-feira, 8 de março de 2011

REFLEXÕES CRÓNICAS - SINAIS DOS TEMPOS

6 – Sinais dos Tempos

Longe vão os tempos em que o Festival da Canção da RTP era um marco importante no panorama musical nacional. Cada compositor esmerava-se para que as suas músicas fossem melodias de encantar, cada poeta fazia o seu melhor para que os seus versos fossem sublimes, cada intérprete tentava ultrapassar as suas melhores capacidades para que tudo saísse na perfeição. Representar Portugal era, para além de um orgulho pessoal uma responsabilidade acrescida pois que sobre os eleitos caía toda uma nação que no dia/noite do Festival Da Eurovisão ficava de olhos postos no pequeno ecrã numa ânsia desmedida de ver a classificação final e fazendo força para que tudo corresse bem, para que Portugal obtivesse a melhor classificação possível. Na altura tinha-se que lutar contra um “fantasma” que se chamava regime político. Portugal não era, á data, bem visto aos olhos de muitos países da Europa, também eles concorrentes e também eles votantes nas diversas canções a concurso. Desse tempo recordo nomes como António calvário, Madalena Iglésias, Simone de Oliveira, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho, Carlos Mendes, Carlos do Carmo e tantos outros. Eu sei, tudo Cotas! Cotas e velhos mas que foram grandes intérpretes e mui dignos representantes do nosso país. Das finais europeias, o Festival ad Eurovisão deu-nos vencedores do gabarito de uns “Abba” ou duma France Gall ou duma Gigliola Cinquetti, Sandie Shaw, Maciel, ou Celine Dion, por exemplo.

A nível nacional, as canções eram eleitas como sendo as melhores, mercê das votações que pessoas credenciadas, a nível distrital faziam via telefónica. Votava quem percebia do “metier”…

Ora bem, realizou-se a semana passada a edição deste ano do festival RTP da Canção tendo saído vencedores uns tais de “Homens da Luta”. Os tais “votadores” seleccionados, aqueles que percebem do dito “metier”, elegeram uma canção, mas como a escolha (certamente por causa dos 0,60€+IVA de cada chamada…) tinha outra componente composta pelas chamadas do público anónimo e muito dele não especializado em matéria de música, e por via disso, acabou por dar a vitória então aos “Homens da Luta”. Atendendo a que estamos em plena época de carnaval talvez que por via disso a música seja adequada. No entanto, se pensarmos que a canção vai ser apresentada na Alemanha em período que já nada tem a ver com o Carnaval parece-nos que vamos ser os palhaços do festival, pese embora toda a admiração que eu tenha pelo trabalho dos palhaços. Dos palhaços a sério, é claro. Com este andar ainda havemos de ver um ano destes o Quim Barreiros a dizer a toda a Europa que “O bacalhau quer alho” ou outra brutidade parecida.

Há quem diga, quem defenda, que esta canção é uma canção de intervenção, de protesto, de revolta, pelo estado a que chegou o nosso país. Não sei se anuncia um novo PREC, mas a acontecer e a avaliar pelas canções será um PREC muito pior que o primeiro, o original. Que mal se sentiria Zeca Afonso ouvindo este “Homens da Luta”…outros dizem, ainda, que foi a vitória do “povo”, que assim votou.

Mas eu digo: não vá o sapateiro além da chinela” ou se preferirem…”cada caranguejo no seu buraco”…

Vamos esperar até dia 14 de maio (se lá chegarmos...) para ver se a Europa das canções está tão “doente” quanto a Europa política. Não nos podemos esquecer que Portugal é o país que está a participar há mais tempo sem nunca ter ganho; participará pela quadragésima - quinta vez este ano.

Enfim,  vejam "Os homens da luta" aqui:

segunda-feira, 7 de março de 2011

FUNDAÇÃO MARIA DA PIEDADE VARELA DIAS (AVIS) PROMOVE FORMAÇÃO E PERSPECTIVA FUTURO TRABALHO COMUNITÁRIO

"DO CASTELO" teve acesso ao seguinte documento que reproduz na íntegra:

FUNDAÇÃO MARIA DA PIEDADE VARELA DIAS (AVIS) PROMOVE FORMAÇÃO E PERSPECTIVA FUTURO TRABALHO COMUNITÁRIO

Em articulação com a Caritas Diocesana de Évora, a Fundação Maria da Piedade Varela Dias vai disponibilizar, já a partir de Março, nas suas instalações, um pacote de módulos formativos nas áreas do “Apoio Familiar e à Comunidade”, Animação Sociocultural”, “Técnicas da Acção Educativa” e “Geriatria”.

As acções, de curta duração (25h ou 50h) destinam-se a activos, desempregados ou empregados, que desejem adquirir ou reforçar conhecimentos e qualificações nessas áreas.

Os interessados poderão obter informações através dos telefones 266 739 980 ou 966 026 774, ou, dirigindo-se às instalações da Fundação, situadas no Largo Miguel Bombarda, Nº 17, em Avis, nas 2ª,3ª e 4ª feiras, entre as 14h e as 17h.

Para além destas iniciativas formativas, a Fundação, através de candidatura a efectuar ao PRODER, pretende criar um Centro de Recursos para a Infância e Juventude, no sentido de contribuir para a qualidade do trabalho dos diferentes agentes e instituições que agem com esse tipo de público.

Sempre em articulação com a Caritas Diocesana de Évora, vai ainda a Fundação realizar um estudo sobre a condição social das crianças e jovens no Concelho de Avis, no sentido de contribuir para uma melhor fundamentação de medidas de política social a desenvolver pelas instituições do Concelho. Do mesmo modo, dinamizará o já existente pólo de Atendimento Social que a Caritas tem vindo a manter, reforçando, a breve prazo.

Querendo formalizar esta sua intenção de ser presença activa na comunidade local, no que à acção social concerne, a Fundação vai manifestar o seu desejo de integrar a Rede Social Concelhia.

domingo, 6 de março de 2011

22ª JORNADA

PORTO 2GUIMARÃES 0

(Primeira volta 1-1)

Não há muito que saber
Quem acaba por vencer
O presente campeonato:
Um Porto sempre a ganhar
E os outros a esperar
Acabam pagando o pato…


SPORTING 1 – BEIRA MAR 0

(Primeira volta 1-1)

O Couceiro, que eu ouvisse,
Já se esqueceu do que disse
Acerca das arbitragens:
Hoje foi a seu favor
E calou-se sim senhor
Acerca dessas ”gatunagens”


BRAGA 2 – BENFICA 1

(Primeira volta 1-0)

É!“Sistematicamente”…
Sermos campeões a gente,
Diz o Martins sem lirismos:
E o Jesus lá se desculpa
Dizendo que quem teve a culpa
Foram os…”condicionismos”….

a) Baseado nas declarações À Sport TV.
Carlos Martins diz que “ainda é sitematicamente” possível ganhar em vez de “matematicamente” possível e Jesus queixou-se dos “Condicionismos” em vez dos “condicionalismos”.
Paz às suas almas!...

sexta-feira, 4 de março de 2011

CESTAS D EPOESIA ( CLXI)

Nesta sexta-feira em que nevou em Portalegre; em que o advogado de Renato Seabra pediu anulação de confissão do homicídio à polícia; em que Coentrão foi eleito como sendo o melhor jogador em Fevereiro, eis mais uma Cesta de Poesia, recheada de boa poesia popular, como a minha gente gosta! Com o aproximar da Primavera e das nidificações, JOSÉ DA SILVA MÁXIMO, presenteia-nos com a sua descrição de uma das mais caricatas situações da natureza: o cuco e os ninhos. Ora vejam lá se não é assim:


O cuco não cria os filhos
Não sei por qual a razão!
Deixa aos outros os sarilhos
Cuidados da criação

O cuco é ave matreira
Dif’rente das outras mais!
Seus filhos não têm pais
Com carinho à sua beira;
E agido desta maneira
Se vê livre de cadilhos,
Aos outros deixa “estorvilhos”
Com toda a sua esperteza,
Contrariando a natureza
O cuco não cria os filhos.

O cuco não faz o ninho
Por incúria ou desmazelo?
É que não sabe fazê-lo
Ou evita o trabalhinho?
Qualquer outro passarinho
Faz o ninho com paixão,
Defende-o com emoção
De tudo o que o prejudica,
O cuco não nidifica
Não sei por qual a razão!

Se encontra um ninho à altura
Daquilo que lhe convém,
Põe fora os ovos que tem
Nele faz sua postura;
Esta estranha criatura
Se liberta de espartilhos,
Fica livre de empecilhos,
Não está p’ra se ralar,
Não gosta de trabalhar,
Deixa aos outros os sarilhos.

A “casa” que é assaltada
Muitas vezes é pertença
De uma ave em que a dif’rença
De tamanho é demasiada!
Como é que a ave enganada
Não faz a comparação
Dos filhos com o passarão
Que estão alimentando,
E o cuco vai alijando
Cuidados da criação.

09-05-2010

quinta-feira, 3 de março de 2011

VALENTES COMADRES AVISENSES!

Correu tudo "nos conformes". Com civilização, com divertimento, com civismo. Assim vale a pena brincar ao Carnaval.
Porque uma foto vale mais que mil (ou serão cem?) palavras, deixo-vos com algumas fotos da parte final da chocalhada que os compadres fizeram ontem às comadres, sendo que as comadres não só roubaram a boneca como a queimaram na praça pública. Bem feito!
Áh! Valentes mulheres da nossa terra! Ou melhor dizendo : Ah! Mulheres enxutas!!!!

Foto 1 - Ana - uma repórter da "guerra", sempre presente. Parabéns!

Foto 2 - António Martinho - um resistente

Foto 3 - Paulo e Rui - a certeza do futuro desta brincadeira

Foto 4 - António Henriques - outro dos resistentes...
Foto 5 - António Caldeira - o Maestro...


Foto 6 - Helena Palma:
 - Vá Lá Margarida, não chores mais, que o Sr. Caldeira deixa-nos apanhar a boneca... 

Foto 7 - Caldeira:
 - Ó pá, deixa lá as gajas apanharem a porcaria da boneca...

Foto 8 - A caminho da batalha final

Foto 9 - O início do ataque

Foto 10 - Agora é que vai!...e foi!|

Foto 11 - Bita:
- Ó Guida, a boneca já cá canta dentro do carrinho...

Foto 12 - Margarida:
- Ó Célia nunca mais tu te lembraste que tinhas o pulso torcido...lol!

Foto 13 - O destino final, triste e...fatal, de uma boneca de carnaval...

Foto 14 - O frio do "embuçado"...

quarta-feira, 2 de março de 2011

HOJE VÃO-SE CHOCALHAR AS COMADRES!!!!!




Foto : ...O ponto de partida é a barbearia do Mestre Orlando onde, aliás, já se podem ver alguns artefactos que irão servir para badalar as “pobres” das comadres.


Hoje é o grande dia da desforra!
Está tudo a prontos para que logo à noite as comadres sejam devidamente chocalhadas. O ponto de partida é a barbearia do Mestre Orlando onde, aliás, já se podem ver alguns artefactos que irão servir para badalar as “pobres” das comadres. Certamente ainda feridas no seu orgulho próprio, não deixarão mesmo assim de tentar assaltar os compadres roubando-lhe a linda boneca que estes confeccionaram o ano passado e que servirá por mais uns vinte ou trinta anos, enquanto não for roubada.
Comparado com um jogo de futebol diremos que é uma eliminatória em duas mãos: faz hoje oito dias, na primeira volta ganharam os compadres e hoje é a vez das comadres tentarem dar a volta ao resultado.
Os dados estão lançados.
Pois que venha o jogo! E limpo, se possível!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

21ª JORNADA

OLHANESE 0 – PORTO 3
(Primeira volta 0-2)


Marcando de novo três
O Porto ganha outra vez
E bem á sua maneira:
Se continua a ganhar
Quem é que o vai apanhar?
…Tá bonita a brincadeira!!!!


BENFICA 2 MARÍTIMO 1
(Primeira volta 0-1)


Como é maré de Entrudo
O Jesus quer ganhar tudo
Sempre feito p’rá porrada;
Conversa cheira-me a esturro
Pois se além de loiro é burro
O mais certo é ganhar…nada…




NACIONAL 1 SPORTING 0
(Primeira volta 1-1)


Sai Sérgio entra Couceiro
E o Sporting em terceiro
Continua a mesma senda:
Não se fartam de perder
Não sei quando é que vai ser
Que isto vai ter emenda…

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

CESTAS DE POESIA (CLX)

No dia em que é antevéspera de acontecer a primeira apresentação do Rancho Folclórico de Avis no Auditório Municipal Ary dos Santos no presente ano de 2011; no dia em que estou com uma forte sensação de que o Paulo Sérgio está muito prestes de deixar de ser o treinador do Sporting; no dia em que, segundo noticia a TVI, uma ambulância do INEM que estava em serviço de urgência a uma idosa foi obrigada a abandonar a rua onde se encontrava para deixar passar o carro do ministro da Justiça, chega a nossa Cesta de Poesia de hoje.
Um poeta escreve com a alma e ama aquilo que faz, aquilo que escreve. Quem duvida que assim seja, pois faça o favor de ler as seguintes décimas feitas pelo “mestre” em Décimas, JOSÉ DA SILVA MÁXIMO:

Os versos são meus cuidados
Meu prazer, minha afeição!
Meus momentos dedicados,
São meu mundo, são meu pão!

Tudo o que um poeta cria
Mexe comigo a valer
E sofro por não saber
Fazer versos com mestria;
Ser poeta era o que eu qu’ria
Ver meus dotes consagrados,
Serem meus versos levados
A qualquer parte com brio,
P’ra vencer o desafio
Os versos são meus cuidados.

Eu passo o tempo escrevendo,
Sou feliz a escrever;
Vou teimando em aprender
Coisas que não compreendo;
Vou estudando e aprendendo
Com muita dedicação,
O lápis em minha mão
É dos versos paladino,
Versejar é meu destino
Meu prazer, minha afeição!

Quando leio a poesia
Se ela for metrificada
E se estiver bem rimada
A Alma se delicia!
Não acontece um só dia
Que os versos são olvidados,
Eles são sempre lembrados
Se não tenho que fazer,
São meus tempos de lazer
Meus momentos dedicados.

Se o poeta é sonhador
Eu vou sonhando acordado!
Também quero ser amado
Se a poesia é amor!
Eu darei seja o que for
Incluído o coração,
Se os versos são tentação
Eu irei até ao fim,
Porque são tudo p’ra mim,
São meu mundo, são meu pão!


16.04.2010

JÁ NÃO HÁ BLOGGERS ANÓNIMOS

Veja porquê, clicando em baixo, em notícia vinculada pelo "SOL":

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=12651

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

CRÓNICA DE CARNAVAL (NIGUÉM LEVA A MAL...)

AINDA A CHOCALHADA DE ONTEM, DAS "NOSSAS" COMADRES....

Estava enganado quando ontem, cerca da meia-noite por aqui deixei escrito que as comadres eram só meia dúzia…e velhas…e caducas…e arrumadas. Peço desculpa pelo engano: eram muitas, e eram novas e eram muito organizadinhas e faziam muito barulho, mas…não valiam nada! Então não é que deixaram roubar o “boneco”? E sabem quantos “compadres” foram precisos para levar a bom êxito esse golpe de mão? Oito! Apenas oito heróis chegaram para cinquenta comadres! Ao que isto chega. E ainda querem igualdade? Haja juízo!
Segundo consegui apurar, na refrega saiu pelo menos uma comadre com um pulso desmanchado, e asseguram-me que houve algumas que se urinaram não só por terem feito um pouco mais de força do que o habitual, mas também por estarem cheias de medo. As comadres que não se urinaram, choraram de raiva. Resumindo: as que não verteram águas por cima verteram águas por baixo. Valha-me Deus! Algumas ainda conseguiram ficar com umas recordações do “boneco”: os ténis vermelhos, uns restos de cabelo, o cinto, enfim, agarraram-se ao que puderam…
Quem ler esta crónica de carnaval até vai pensar que isto não pode ser. Tanta mulher e deixarem roubar o “boneco”
- Ná! Este gajo está a pintar.
Mas para que ninguém tenha dúvidas deixo-vos uma foto do resgatado, algures guardado a sete chaves. Não! Para que tirem todas as dúvidas deixo-vos duas fotografias!
Eu sei comadres. Quanto é que vocês dariam para saber onde anda o “desgraçado”? Quanto? Juro que muito vos gostaria de ajudar. Acontece porém que para ter acesso ao “boneco” me vendaram os olhos e só depois de ter passado por várias portas blindadas me tiraram a venda. Numa enorme sala com lareira, plasma e home-cinema estava o nosso “boneco” a fumar um charuto. Depois da fotografia fui novamente vendado, metido num carro celular e só me tiraram a venda de novo, nas imediações do Clube Náutico. Não me perguntem por onde me levaram, que eu não sei.
Analisando bem o “boneco” até que não está lá grande coisa….mas também não era de esperar muito mais…
Vá lá que as quadras desquadriladas tinham alguma graça, como esta colocada aí na porta de um dos mais abastados comerciante local: Dono de uma ourivesaria /É rapaz endinheirado/Porque não compra uma peruca/Anda tão mal encabelado.
Agora a “bola” está do lado dos compadres: para a semana vamos fazer uma chocalhada do caraças! O Mestre Orlando espera a tua inscrição. Avisa e traz um amigo. Se por qualquer razão não te puderes inscrever, inteira-te da hora da partida e aparece. Não tenhas medo! Se necessário for, requisitaremos a polícia de choque.
Vai lá, vai…

Foto 1: Numa enorme sala com lareira, plasma e home-cinema estava o nosso “boneco” ...
Foto 2 : Analisando bem o “boneco” até que não está lá grande coisa...


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

PARABÉNS À ACA E ...DIGAM-ME: ISTO É QUE FOI A CHOCALHADA?

PARABÉNS À ACA!

Hoje, dia 23 de Fevereiro está de Parabéns a ACA – AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ – ASSOCIAÇÃO CULTURAL. Há treze anos que um grupo de naturais ou residentes em Avis subiram as escadas de acesso à Conservatória e ali registaram a aquela que viria a ser um marco no panorama cultural Avisense..

Aos sócios fundadores e a todos aqueles que têm conseguido manter de pé este projecto cultural, “DO CASTELO” apresenta os mais sinceros parabéns!
Se você quiser dar os parabéns à ACA faça-o indo amanhã assistir ao Café com Letras.
Combinado?



UMA ESPÉCIE DE CHOCALHADA

Há poucas horas ouviram-se por essas ruas de Avis uns chocalhitos, que certamente não chegaram para intimidar os COMPADRES. Infelizmente, por afazeres associativos, não tive o prazer de as ver, mas as comadres deveriam ser pouco mais de meia dúzia de almas penadas ou, a serem mais, deveriam ser todas muito velhas, caquécticas, caducas e senis, pois que já mal abanavam os chocalhos. Foi uma chocalhada a dar para o fracote.
Enfim, fizeram o que puderam e quem faz o que pode a mais não é obrigado, se bem que se esperasse mais ao fim de tanta reunião, de tanto nó mal dado, de tanto empenho, de tanto segredo. Concluido: a Montanha pariu um rato. E cego!
Para a semana voltamos a conversar.

POR CÁ, ENTRE HOJE E AMANHÃ

AMANHÃ:

1 – Amanhã, quinta-feira dia 24, é dia de Café com Letras, na Sede da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, a partir das 18 horas na Sede da Associação, na Praça Serpa Pinto.
Vamos ter em comparação o ensino que se fazia “antigamente” e o ensino que é praticado hoje. Comparar a antiga “Escola Primária” e o actual “1º Ciclo” é o que se pretende. Para nos falar destas duas realidades vamos ter a Professora Primária, já aposentada, MARIA ALBERTINA DORDIO MARTINS e a Professora efectiva MARIA ANTÓNIA OLIVEIRA. Mais que o debate entre duas gerações, vamos tentar perceber as vantagens e desvantagens de cada um dos dois sistemas.
Venha até à ACA traga um amigo também!


 2 – Também amanhã, às 15 e às 21 horas, no Auditório Municipal Ary dos Santos, em Aviz, a OFICINA DE TEATRO FAZ IGUAL, apresenta a sua nova peça “ LEÓNIA DEVORA OS LIVROS”
Recomenda-se a presença de todos quanto gostem de teatro a estarem presentes e aplaudirem os jovens actores da nossa vila.

HOJE:

Segundo tudo indica, hoje será o dia das Comadres, roídas de inveja pelo que lhes fizeram o ano passado, saírem por aí a chocalhar os Compadres. As coisas aparentemente têm sido feitas no segredo dos deuses, mas aviso já todos os Compadres que se ouvirem por aí uns chocalhitos a tilintar não se trata de nenhuma cabrada, pois são tão somente as cabras das nossas comadres e, é claro, pelo Carnaval, nada se leva a mal………………

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

20ª JORNADA

PORTO 3 – NACIONAL 0

(Primeira volta 0-2)

Querendo ser mais primeiro
Jogou o Porto em Janeiro
Aumentando a vantagem
Que leva aos campeões;
E esperam os “lampiões”
Por uma sua derrapagem…

SPORTING 0 - BENFICA 2

(Primeira volta 2-0)

As equipas pequeninas
Tornam-se sempre traquinas
Jogando contra o Benfica,
E o Sporting coitadinho
Parecia um lagartinho
A tremer todo medrica…

A um ponto de alcançar
"Honroso" quarto lugar
O Sporting vai aprendendo
O que o Benfica ensina,
Mas maldiz a sua sina
Por continuar perdendo…

domingo, 20 de fevereiro de 2011

ONTEM, NOS COVÕES, HOUVE "MONTEIROS" E "POSTORES"

Foto Nº 1:  Os parabéns às senhoras cozinheiras


Foto Nº 2 :Hora do sorteio

Foto Nº 3: ...os trabalhos do costume e os “trabalhadores” do costume...

Foto Nº4:  O monteiro ensaia como irá matar o primeiro javali que se lhe atravessar à frente.

Foto 5: "...nestas coisas aparecem autênticos ases da faca..."

Foto Nº6: "...mais pareciam três soldados resgatados de uma qualquer operação militar ..."

Foto Nº7:"...Só não tinham ainda ar de gaseados…"


Foto Nº8: Há gente assim: nunca “desestem"!



Acordo dumas seis horas mal dormidas, às seis horas da manhã. Corro à janela para ver como está o tempo. Nublado. Mas não chove. Levanto-me, faço a minha higiene pessoal, passo os dedos por entre os cabelos e maldigo o facto de ter tantos cabelos brancos.
-Velho, estou velho. Só cabelos brancos!
Reconsidero e consolo-me:
- Bom, vale mais serem brancos do que estar careca.
Tomo o pequeno-almoço. Duas torradas com manteiga e mel. Foi o meu amigo Joaquim Pifano que me disse para comer mel. E eu como.
Vou à praça. É cedo. A D. Cesaltina vende-me um molho de agrião, outro de espinafres, mais um de grelos e um de coentros. São 6,10€. Não tem troco de 20. Nem de 10. Vou à padaria. Compro três bocados de boleima, duas broas de manteiga. Arrajo troco, pago à D. cesaltina e regresso a casa.
São já quase oito horas da manhã. Estou atrasado. Apanho as botas de borracha, fato de água e guarda-chuva. Despeço-me da mulher e da miúda e vou, apressado, a caminho dos Covões. Faço-me à estrada.
Hoje há montaria. Já por lá há alguns caçadores, melhor alguns “monteiros”. Na cozinha a azáfama do costume. Fazem-se fatias de ovos, e frita-se toucinho, baixinho. Bem frito.
Olho para o céu com medo que comece a chover. Um, amigo com aspecto de ser perito em meteorologia, tranquiliza-me:
- Não chove. O vento está dali, não chove, dizia enquanto estendia o braço em determinada direcção.
Cá fora os trabalhos do costume e os “trabalhadores” do costume: O Zé Ferreira a coordenar os trabalhos, o Domingos a receber o dinheiro das inscrições e outro tipo a preencher papéis que iriam servir par o sorteio das portas. Os postorers estão por ali também. Atentos. Do outro lado, no Bar, o Luís e o Carmo não têm mãos a medir. Um gajo pede dois cafés, quer pagar com uma nota de 5€ e logo o Carmo o avisa que não há troco e que mais tarde receberá o troco. Não sei se o recebeu ou não. Mas bebeu o café.
O tempo passa. A esta hora já chove e a bom chover. Das duas, uma: ou o tal amigo com aspecto de meteorologista, de meteorologista não tinha nada, ou então o vento já tinha mudado. As inscrições começam a bom ritmo. Carta de caçador para um lado, dinheiro para outro.
Um, saca de 40€ para pagar e logo o Domingos o corrige:
- Bota!Bota! Compõe: são 60€
- 50€ já ele era caro…
- Compõe que a ti também não te custa a ganhar…
O outro compôs. A pouco e pouco todos compuseram. Vieram os gajos que tinham as portas das matilhas, mais os atrasados. Tudo se compôs.
Pequeno-almoço. Já sabemos mas eu repito: fatias com ovos, toucinho baixinho frito, pão, vinho, Coca-Cola, sumos. Ah! E uns bolinhos redondinhos. Doces. Bons.
Hora do sorteio. A chuva viera com autorização para ficar. E ficou. A chamada é feita por ordem de inscrição e cada um tira o seu folheto que além de ter o número da porta e a zona, tem ainda farta informação sobre medidas de segurança não só durante a batida, como nos acessos às portas e regresso às carrinhas. Bem feito.
O Domingos ajuda:
- Vai com o Carlos! Tu com o Simões! Tocou-lhe o Sr. Marques! Tu com o Ferreira! Tu com o Luís! Você vai com o João! É este aqui. Olhe bem para a cara dele! Bela porta, pá! Essa fica virada para a mancha…
Quem ouve, naquela confusão, nem percebe que todas as portas ficam viradas para a mancha e acha que até já começou a ter sorte.
Hora da partida. Nem por isso a chuva tem dó.
- A primeira brigada a partir é a do Marques. Podem juntar os carros ali à frente, grita o Zé Ferreira.
Eu, bem, eu vou com o Carlos. Este avisa:
- Podem levar qualquer carro que vai-se no alcatrão até ao ponto de saída. E podemos ir já!
E vamos. Trezentos metros á frente o Carlos pára. Falta um gajo ao seu grupo. Telefonemas e mais telefonemas. Onde andará o gajo?
- Se calhar o tipo fez como uns fizeram há bocado. Meteram-se na minha carrinha mesmo depois de lhes ter dito se tinha avisado o seu postor. Quando lhes perguntei de que zonas eram nenhum era da minha e lá saíram. Aqueles o que queriam era andar de carrinha…diz o monteiro da porta 7A
- Ó pá, vamos mas é embora que já está tudo a passar por nós. Se o gajo se perdeu, não se perdesse. Ele há-de lá ir ter.
E foi assim mesmo que aconteceu. Chegou um pouco mais tarde mas ainda muito a tempo de apanhar com toda aquela maldita chuva que caiu.
Chegamos à porta por vota das 11h40m. O meu companheiro, sabido nestas andanças das batidas sentenciou:
- Não vamos começar antes da uma da tarde.
A chuva, essa já começara há muito. Choveu todo o santo dia de caça. Debaixo do guarda-chuva o barulho da água é ensurdecedor quando se quer ouvir o que soa lá fora. Nada, não soa nada. À uma e meia da tarde, finalmente ouvem-se os cães a latir, lá muito longe. Começara a largada dos cães. Agora era só esperar. O pessoal da zona A está expectante. Às 13,50h ouve-se o primeiro tiro. Um só. Sinal de que o bicho ficou. Se não tinha levado outro balázio…
O tempo passa lento na zona A. O monteiro ensaia como irá matar o primeiro javali que se lhe atravessar à frente. O Carlos foi lá para a frente com os diversos monteiros sendo que por cada porta que passava ia “perdendo” um companheiro. Os batedores com os búzios e os cães, esses começam a soar mais perto e depois afastam-se de novo. De javalis, nem sinal. Nem muitos nem poucos. Nada!
Na porta sete da zona A, comentava-se, melhor desejava-se:
- Eles agora foram para cima pelo lado de lá e depois quando regressarem para as carrinhas vêm por este lado e de certeza que aqui tiram uns porcos. Se o tempo estivesse bom, isso já havia por aí porcos por todo o lado. Assim só sai algum se os cães forem dar mesmo com eles...
Pura ilusão. Os matilheiros não bateram convenientemente a mancha. Pelo menos a zona A. Esta zona não foi batida. Depois da montaria, na Sede, ouvi comentários de quem se queixava de que noutras zonas se tinha passado o mesmo. Perante o desespero de quem tinha “composto” 60€ e não tinha dado nem um tiro lá regressámos à carrinha, às 15,30h. O desespero não era pelo facto de não se ter dado tiros ou matado, mas pelo facto de haver a convicção de que se a batida tivesse sido mais bem orientada em termos de batedores, sendo as matilhas mais abrangentes na área da mancha, teria aparecido muito mais caça.
- Vá lá que ainda vimos dois patos bravos e um tordo…consolo o meu desconsolado companheiro
E com esta consolação chegámos à Sede onde uma reconfortante sopinha e uma “Jardineira” nos fizeram sentir bem mais reconfortados. Os parabéns às senhoras cozinheiras. O vinho bebia-se, e os sumos e a Cola não sei, porque não os provei. As azeitonas estavam salgadas. As maçãs eram boas e as tangeras também.
Cá fora e depois de termos enchido a “mula”, enquanto eu e o meu companheiro esperávamos o regresso do postor que traria os outros nossos dois companheiros, iam-se esfolando uns porcos. E nestas coisas aparecem autênticos ases da faca. Em cima do rebordo do poço, afia-se a faca e esfolam-se os bichos. Outro é esventrado no chão. Ao lado alguém cochicha:
- Estes gajos, há tantos anos que já aqui estão, bem já podiam ter aqui construído duas ou três mesas com tampos em cimento para esfolar a bicharada…
Começa a entardecer e finalmente chega o postor que era suposto trazer os amigos em falta. Traz caça morta mas não traz os nossos amigos. Faltavam-nos dois. regressou sem eles, mas não teve culpa nenhuma: alguém o informou que se poderia vir embora pois que para traz não havia já ninguém. Mas afinal havia. E não eram só dois mas sim três.  Voltou para trás.
Chegaram por volta das 18,30h. Foram recebidos como heróis e, perdoem-me a comparação, mas mais pareciam três soldados resgatados de uma qualquer operação militar do exército português nas ex-colónias ultramarinas. Só não tinham ainda ar de gaseados…
Comeram, beberam e voltaram as suas casas muito contentes por regressarem bem e por terem vindo. Não contaram com a sua pontaria para as seis peças de caça abatidas hoje, mas prometeram voltar.
Há gente assim : nunca “desestem"!