terça-feira, 9 de novembro de 2010

CHEGOU A ÁGUIA ( A DOS AMIGOS DE AVIZ)

Foto : A ÁGUIA Nº 36 já chegou...


Finalmente chegou a ÁGUIA, a folha informativa da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural. Continua uma “Águia" em tons azulados”, sabe-se lá porquê…

Mas vamos ao que interessa. Este trimestre dedicada ao Vinho, por aqui se pode aprender muita coisa sobre este precioso líquido. Por exemplo, você sabe quantas vezes é que os distintos escribas desta folha escreveram a frase “ néctar dos deuses”? E sabe que há quem meta garrafas de água no vinho e que este não perde qualidades, antes pelo contrário? E sabe quem é que disse que “Boa é a vida, mas melhor é o vinho”? Se tiver curiosidade em saber, tente arranjar uma e delicie-se com estas estórias de vinho.

A propósito de vinho e de S. Martinho. Na próxima 5ª feira, dia 11, na Sede da ACA a partir das 18 horas haverá um Café com Letras Especial. Vai ser debatida a Pobreza e a Exclusão Social, sendo convidada a Professora da Universidade de Évora, Teresa Santos. Depois, o professor José Ramiro, director da ACA, falar-nos-á sobre a lenda de S. Martinho, Santo este também ligado à pobreza. Por fim e para celebrar o Santo propriamente dito, haverá uma prova de vinhos e a deglutição de castanhas assadas. O vinho promete, pois ao que “DO CASTELO” conseguiu apurar, o mesmo será oferta da Fundação Abreu Callado e do Engº João Rato, produtor do já célebre “Alcórregus” que assim se quiseram associar a esta iniciativa da ACA em pareceria com a Associação Gente.

ÁH! Já me esquecia: o Sr. António Martinho promete dar-nos música com o seu acordeão para alegrar ainda mais a festa.

As entradas serão livres e só não percebo é porque é que você ainda está hesitante em aparecer…








segunda-feira, 8 de novembro de 2010

10ª JORNADA

PORTO 5 BENFICA 0

Uma mão cheia de golos
Deixou os azuis tolos
Com dez pontos de vantagem;
E a equipa encarnada
Numa táctica danada
Deitou Jesus á voragem…

Crendo estar numa tourada
Com os olés da bancada
E apenas por culpa sua,
Luisão, mau perdedor,
Deu um golpe à “matador”
E foi p´ró olho da rua!

No reino da bicharada
Fica a Águia depenada
Na luta contra o Dragão,
Pois nem a pobre galinha
Jogando encostada à linha
Travou o veloz Falcão

Analisando a rigor
O Porto jogou melhor
Merecendo a cabazada
Pois o Benfica coitado
Entrando em campo mijado
De bola não jogou nada…

Sporting 2 – Guimarães 3

Valida golos como calha
O árbitro André Gralha
P’ró Sporting vencer!
Por estranho que pareça
Irão levantar a cabeça
…e continuar a perder...

Os bravos “verdes” valentes
Ontem riram de contentes
Vendo o Porto a massacrar;
Hoje tiram conclusões:
Já nem serão campeões
…Da Segunda Circular…

domingo, 7 de novembro de 2010

ERA SÓ O QUE ME FALTAVA...

Depois do que fizeram há bocado ao meu pobre BENFICA só me faltava este caramelo.

Ora clique abaixo e veja o que hoje em dia é

UM VERDADEIRO BENFIQUISTA

Se tivessemos levado meia-dúzia é que devíamos ficar todos jeitosos...

A MUDANÇA DE HORA DESCONTROLA-ME!

Não gosto das mudanças de horas principalmente desta de Inverno. Já vai para oito dias que tal aconteceu e ainda não me encontrei. Sinto-me desconfortável, irritadiço, mal comigo mesmo.

Ainda não percebi quais os benefícios que a alteração do horário nos traz. Eu penso que a escuridão dos finais de tarde é mais prejudicial do que a da manhã. Por um lado porque é necessária mais energia para a iluminar e, por outro, porque a ausência de luz natural coloca limites às actividades ao ar livre e empurra as pessoas para casa mais cedo.

Há quem pense como eu e acredite que deixar os relógios em paz à medida que o Inverno se aproxima permitiria beneficiar de mais luz natural e aumentaria os níveis de vitamina D. A ausência da chamada «vitamina do sol», da qual quase metade da população mundial tem níveis baixos, pode causar raquitismo e aumentar a susceptibilidade a doenças auto-imunes. Da mesma forma, doenças como a diabetes e a obesidade sofreriam provavelmente um decréscimo, já que finais de tarde iluminados seriam mais aprazíveis à prática de exercício físico.

Com este sistema, obriga a que a iluminação artificial seja utilizada muito mais cedo. A título de exemplo: quando agora são sete horas da tarde, hora de fecho da maioria dos estabelecimentos comerciais, já há duas horas que se tem de ligar a iluminação eléctrica, coisa que pela “hora antiga” não acontecia.

Estou desejoso que passem estes dias mais depressa para ver se finalmente me ambiento a este “descontrolo”.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

CESTAS DE POESIA (CXLIV)

No dia em que ainda é possível organizar uma lista para concorrer aos Órgãos Sociais da Associação de Pais Encarregados Educação Escolas do Concelho Avis, (APEEECA) cuja eleição vai ter lugar no próximo dia 8 do corrente e que será para o biénio 2010/2011, como os vários cartazes tamanho XXL por aí anunciam (que raio de ideia de colocarem no primeiro parágrafo a sigla APEECAA, que eu nunca mais decifrava – Associação Pais Encarregados Educação Caixa Agrícola Avis?....Crianças Amigas de Aviz? – e que com aquele tamanho melhor se vê…), no dia em que acabo de fazer uma deliciosa sopa de feijão com couve para o meu almoço, cujo cheirinho delicioso invade já toda a casa e casas vizinhas, transformando quem a cheira em autênticos “cães de Pavlov” – salvo seja! - é de novo sexta-feira e…zás! Mais uma “Cesta de Poesia”. A semana passada tinha-se me acabado o manancial que tinha em carteira. De modo que lá fui a Benavila ver do meu amigo JOAQUIM FRANCISCO CABRA buscar mais umas poesias antigas. É curioso como este homem sabe tanta coisa de cor e ainda se mostra insatisfeito por já se esquecer de muita coisa…Então que direi eu de mim? Quem me dera ter um “sótão” como o seu…
Ora vamos então ler mais esta “gracinha” de alguém que foi um grande jogador de sueca:

Embaralho e torno a dar
Jogadores tomem cuidado
Se eu não lhes puder ganhar
Deixo-lhe o jogo empatado

Eu ainda nunca perdi
Nem quero perder agora
Ao trunfos que estão por fora
Ainda deles não me esqueci
Já um trunfo lhes meti
Vou fazê-los destrunfar
“Bem” eu me podo a jogar
Não os deixo fazer tentos
Venham jogadores aos centos
Embaralho e torno a dar

Com as cartas na minha mão
Faço delas o que eu quero
Com o jogo que me deram
De ganhar “formei” tenção
Eu jogo com perfeição
Sempre assim tenho jogado
Nunca me têm ganhado
Sou o campeão do jogo
Sei a todos fazer fogo
Jogadores tomem cuidado

Quando o jogo contrário me vem
Tenho o às que mata a bisca
Comigo a perder se arrisca
Todo esse que joga bem
Não deixo ganhar ninguém
Sem as cartas embaralhar
Também as sei palpitar
Vou jogar a muitas partes
Sei lhes fugir os encartes
Se eu não lhes puder ganhar

Tenho rei e o valete
Logo atrás me veio a sota
Faço aos jogadores uma derrota
E a quem comigo se mete
Uma “trintada” e vinte e sete
Já eu tenho cá para o meu lado
Mesmo que tenham jogado
O às e bisca talvez
Tenho valete que vale três
Deixo-lhe o jogo empatado…








quarta-feira, 3 de novembro de 2010

CHOREI DE RAIVA!

Recebi hoje este mail. Vi-o e chorei. De raiva. De revolta. Como era possível morrer uma geração de "meninos" como era a minha geração nestes idos anos de 1960/1974? Como se podia morrer numa guerra fraticida com vinte e poucos anos de idade? Como? Sim, era de "meninos" que se tratava. Vejam os rostos que aparecem no filme.
Se você fôr demasiado sensível, não veja, pois que tem cenas demasiado chocantes. Apesar de tudo acho que vale a pena tentar, mas tenha cuidado.
Passo a transcrever:

"É AREPIANTE MAS VALE A PENA NÃO DEIXAR MORRER A LEMBRANÇA DE TÃO ABSURDO SOFRIMENTO


Guerra Colonial - anos 60/70 ...


ESTE DOCUMENTO HISTÓRICO FEITO POR UMA EQUIPA DE TELEVISÃO FRANCESA, EM PLENOS ANOS SETENTA DO SÉCULO PASSADO.


Guerra Na Guine...


É o único filme feito na Guiné que apanhou uma sequência real de guerra.


Os jornalistas franceses que seguiam nesta patrulha, mandada executar para que eles tomassem conhecimento com o dia a dia das NT estacionadas em BULA, um pouco a N do Rio Mansoa, apanharam um "cagaço", mas registarm algo que mais nenhum registou. Se não estou errado ia também uma jornalista.


A emboscada que as NT sofreram, não estava "no programa", mas isto era o que podia acontecer sempre que se saía para o mato e neste caso julgo que foi para os lados do CHOQUEMONE, uma das zona quente onde o IN tinha "acampamento(s)", na área entre BULA-BISSORÃ-S. VICENTE(já no Rio Cacheu).

O Spínola, com a seu ajudante de campo (era ainda o Almeida Bruno) e o Cmdt do Batalhão de BULA foram lá, mal tiveram conhecimento do que tinha acontecido.
http://www.ina.fr/playlist/sport/ma-premiere-selection.248492.fr.html


terça-feira, 2 de novembro de 2010

ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DE APOIO AOS DIABÉTICOS DO CONCELHO DE AVIS, MUDA DE INSTALAÇÕES

Foto 1 - A nova Sede é um espaço amplo e  muito agradável

A partir de hoje, a Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis passou a ter a sua sede na Rua. 1º de Maio, nº 31, em Avis. A nova localização é bem junto ao cruzamento das Ruas Machado dos Santos e 1º de Maio.

A mudança deve-se ao facto de as antigas instalações serem demasiado pequenas para poderem acolher as actividades da Associação, nomeadamente a instalação de um Banco de Ajudas Técnicas a implementar a curto prazo. Agora em espaço muito maior poderão os sócios com as quotas em dia e a título completamente gratuito, avaliar os seus valores de glicemia, de colesterol, de triglicéridos e tensão arterial, escolher bibliografia e ficar melhor informado sobre a diabetes ou consultar quaisquer outras publicações que achar interessantes sobre esta doença. O horário de atendimento é o mesmo praticado anteriormente ou seja das 09h00m às 12h30m e das 14h00m às 17h00m, todos os dias da semana à excepção de sábados, domingos e feriados.

Poderão igualmente ali serem entregues as tampinhas de plástico pois que se encontra a decorrer outra campanha para angariação de nova cadeira de rodas a entregar a alguém que não tem capacidade financeira para adquiri-la.

Vamos ser solidários. Junte-se à Associação e vá participar nas actividades que irão decorrer na Associação.

Mantenha-se atento.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

9ª JORNADA

Benfica 2 – Paços de Ferreira 0

Há muito que eu não via
Um golo de antologia!
Quem o conseguiu marcar
É um pequeno Argentino
…Parece mesmo um menino
E dá pelo nome de Aimar

Académica 0 - Porto 1

Mais pareciam navegantes
Esta equipa de estudantes
Que se fartou de “skiar”:
E o Porto pelo seu crer
Acabou por convencer
E terminou a ganhar…

União de Leiria 1 - Sporting 2

Com tanta gente aleijada
Esta pobre rapaziada
Cada vez está mais doente:
Se não acaba o padecer
O Sporting vai erguer
A “Taça Deficiente”…

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

CESTAS DE POESIA (CXLIII)

No dia em que Cavaco Silva além de reunir o Conselho de Estado continua a ser um autêntico cavaco (entenda-se “cunha”) entre o Governo do PS e a oposição do PSD, para resolução do Orçamento de Estado para 2 011, no dia em que a ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DE APOIO AOS DIABÉTICOS DO CONCELHO DE AVIS, começa a sua actividade nas novas instalações, chega-nos quase o fim do mês de Outubro e mais uma das nossas “Cestas de Poesia”. Não me canso de ler o que JOAQUIM FRANCISCO CABRA, de Benavila, me transmitiu. Ora tomem lá mais umas décimas, bem antigas e bonitas, por sinal…


Eu sou o mais desgraçado
Em ter ficado para o fim
Eu pelos meus tenho chorado
Os meus não choram por mim

Só estou eu da irmandade
Que a minha mãe deu à luz
Abraçado a esta cruz
Pela minha infelicidade
Já estão na eternidade
Naquele campo sagrado
Eu, um ente desprezado
Que fiquei sem mãe desde criança
Já tudo em paz descansa
Fui eu o mais desgraçado

Minha mãe do coração
Foi por quem chorei primeiro
A seguir pelo companheiro
A quem eu beijava a mão
Coitados que já lá estão
Acabou-se o bom e o ruim
Eu cá vou passando assim
Sofrendo à espera da morte
Lastimando a minha sorte
Em ter ficado para o fim

É por isso que eu lamento
Que isto assim não é viver
Um dia quando eu morrer
Acaba o meu sofrimento
Compaixão e sentimento
O meu coração coitado
Tenho o peito magoado
Entrego-me ao cemitério santo
A mim ninguém me faz o pranto
Eu pelos outros tenho chorado

Já lá estão na sepultura
Esses que me queriam bem
Cá me deixou sem ninguém
A morte cruel e dura,
Cheio de paixão e ternura
Desde que a este mundo vim
Levou-me sem dar no fim
Nem sequer lhe disse adeus
Tanto que eu chorei pelos meus
Os meus não choram por mim










terça-feira, 26 de outubro de 2010

SIMPLESMENTE UM MAIL QUE RECEBI...NADA MAIS

Qualquer semelhança.....é pura coincidência!!!!!!!

UM GRUPO DE 33 MINEIROS PORTUGUESES FICOU ENTERRADO, A 700 METROS DE PROFUNDIDADE, EM PLENA MINA DE ALJUSTREL.

1) Cria-se uma comissão para iniciar as tarefas de resgate, integrada por 20 membros do PS e 19 da oposição. Cada membro contará por sua vez com 5 assessores, dois secretários e um motorista. As tarefas demoram porque não se consegue quórum para reunir e logo não há acordo para designar o Presidente e os vogais da Comissão.

2) O Primeiro-Ministro inteira-se desde logo da situação, e fala ao País, na RTP, afirmando que o acidente foi provocado pela crise internacional e pelo nervosismo dos mercados. Ao mesmo tempo, pergunta se não teriam encontrado no fundo da mina o seu certificado de habilitações como Engº Civil, já que ninguém o conseguiu ver até hoje...

3) Uma Informação prestada pelo Ministro Jorge Lacão assegura que a profundidade não é tanta, trata-se da imaginação da oposição para criticar o governo, uma vez que pelos cálculos governamentais são no máximo 200m.

4) Não há fundos para as tarefas de resgate pelo que será criada uma taxa específica para esta operação. Suspeita-se que a taxa seja cobrada nos próximos quinze anos.

5) Para além desta taxa, solicita-se um fundo patriótico para o restante, proveniente do Fundo de Pensões das Companhias de Seguros. Para a boa gestão dos fundos e como o túnel é uma Obra Pública é nomeado Mário Lino.

6) OS EUA emprestam a grua de resgate, que desembarca em Vigo, devido às suas dimensões, mas esta não chega a entrar em Portugal porque, na fronteira, a SCUT está com barreiras de utentes em protesto pelo pagamento de portagens.

7) Uma vez libertada a grua pelo Corpo de Intervenção da PSP, a alfândega dá logo ao fim de 120 dias a autorização para a importação da grua mediante o pagamento prévio de umas caixas de robalo ao Dr. Armando Vara, nomeado pelo Governo como Presidente da Fundação para o Auxílio aos Mineiros.

8) A grua não pode chegar à mina porque o condutor pertence ao sindicato dos operadores portuários e a grua tendo 4 rodas deve ser conduzida por um motorista de pesados e sob a supervisão dos inspectores do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT). No entanto, como este Instituto está em reestruturação, não pode nomear os inspectores pois ainda não fazem parte do seu quadro.

9) Entretanto, o Prós e Contras da RTP dá instruções para trazerem um mineiro para o programa, mas a TVI oferece mais para o ter na Casa dos Segredos. Em consequência, gera-se um grande problema entre a Prisa, o Governo e a PT.

10) Finalmente consegue-se fazer chegar uma mini câmara de TV ao fundo da mina mas não se conseguem ver os mineiros. A Câmara só transmite Manuel Luís Goucha e Futebol.

11) A grua consegue chegar ao fim de mais dois meses à mina porque a IMTT teve de solicitar vários pareceres externos para definir o procedimento de atribuição da matrícula para a grua poder circular. A GNR-BT tinha-a apreendido por circular sem a documentação necessária, mas entretanto o Governo interpôs uma providência cautelar para libertar a grua em tempo útil.

12) Jerónimo de Sousa anuncia que os mineiros pertencem ao PCP e por isso o governo está a protelar o seu salvamento para não participarem nas eleições para a Presidência da República.

13) O Bloco de Esquerda repudia a grua por ser de fabrico americano, não se podendo tolerar a sua utilização enquanto continuar o massacre americano em Bagdad e Kabul.

14) Finalmente chega a Grua e começa a fazer descer a cápsula mas o cabo parte-se. O DIAP investiga irregularidades na compra do material mas não consegue ouvir os responsáveis. O Tribunal de Contas descobre que se comprou o cabo de pior qualidade mas que se pagou o preço dum modelo revestido a ouro. O dossier chega ao PGR que ordena o urgente arquivamento de todo o processo. O Conselho de Magistratura pede a revisão do arquivamento para o Supremo Tribunal solicitando a destituição do Ministro da Justiça.

15) Chega uma ordem para que se detenha o resgate até que cheguem ao local os gorros e casacos que os mineiros terão de vestir antes de chegar à superfície. Tem escrito a legenda: "Viva José Sócrates!".

16) Finalmente ao fim de dois anos e meio resgata-se o primeiro mineiro.
Surpresa mundial: era o único que ia trabalhar, os restantes 32 eram beneficiários do RSI e tinham ido à mina para justificar o seu recebimento.

17) O mineiro resgatado lê o jornal com as notícias sobre o OE e no final pede que o devolvam aos 700 metros de profundidade.
Afirma que a vida lá em baixo é bastante mais tranquila.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

8ª JORNANDA

Sporting 1 – RIO AVE 0

“O meu qu’rido leãozinho
Ganhou já no finalzinho”
Fala assim o treinador
Pode até dizer besteira
Mas o moço de Fronteira
É um perfeitinho amor…

Portimonense 0 – Benfica 1

Mesmo estando todo roto
Jogará sempre o Peixoto
(Situação que não se aclara);
Ó Jesus toma atenção
Não tem alma de campeão
O esquerdino Victor Jara…

Porto 5 – Leiria 1

O Givanildo Vieira
Continua na dianteira
Como melhor marcador,
Lá deu mais dois ao Leiria
O pior que lhe aconteceria
Era outro túnel provocador…


sábado, 23 de outubro de 2010

ANTÓNIO VENTURA DÁ LIÇÃO DE HISTÓRIA EM AVIS

Foto Nº 1 : Na mesa de honra, o Professor Dr. António Ventura foi ladeado à sua esquerda por Francisco Alexandre, Presidente da ACA e à direita por José Ramiro Caldeira, vice-presidente da ACA e moderador desta conferência.


António Ventura é um “senhor”. Um “senhor” Professor e um “senhor” conversador que hoje, durante mais de duas horas prendeu a atenção dos vinte e cinco “alunos” que, no Auditório Municipal Ary dos Santos, em Avis, quiseram ouvir uma aula bem dada sobre a República, suas origens e consequências. Entre a assistência via-se Armado Varela, Presidente do Município de Sousel que teve a amabilidade de responder afirmativamente ao convite que lhe foi endereçado pela Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, organizadora de mais um evento cultural, agora como forma de assinalar condignamente em Avis, os 100 anos da implantação da República em Portugal.

Na mesa de honra, o Professor Dr. António Ventura foi ladeado à sua esquerda por Francisco Alexandre, Presidente da ACA e à direita por José Ramiro Caldeira, vice-presidente da ACA e moderador desta conferência. O Presidente, depois de agradecer a presença de todos que quiseram estar nesta cerimónia, passou a palavra ao moderador que após divulgar as razões porque o Senhor Governador Civil de Portalegre e o Sr. Vereador Nuno Silva, do Município de Avis, não puderam estar presentes, teceu elogiosas referências ao Professor António Ventura “ autor de mais de 300 trabalhos publicados, 60 dos quais em livro”. Destacou um livro em que António Ventura nos fala da Maçonaria no Distrito de Portalegre, com referência a figuras de Avis e Sousel. Depois passou a palavra ao ilustre orador que começou por dirigir algumas palavras simpáticas à ACA e ao papel que associações como esta desempenham no campo cultural, afirmando mesmo que “tudo o que se faça a favor da cultura nunca é demais”. Referiu-se depois ao facto de proliferarem este ano muitas iniciativas semelhantes àquela em que nos encontrávamos, destacando uma que teve lugar em Almodôvar e onde assistiu à “melhor exposição sobre a República”. Mencionou que em Vila Real de Santo António, nos dias 3,4 e 5 de Outubro foi publicado um jornal com notícias da época, que foram distribuídos por ardinas igualmente vestidos à época e a rigor. Da sua longa, eloquente e bem planeada apresentação rebuscámos algumas frases que nos ficaram no ouvido:
- Prefiro uma instabilidade democrática do que uma estabilidade ditadurial;
- Em 1910 havia 90% de analfabetos, havia a consciência de que não estavam bem, e estavam dispostos a aceitar uma mudança, ainda que pudesse ser para pior;
- No dia 4 de Outubro nada saiu como estava previsto: Miguel Bombarda é assassinado por um doente mental, Cândido dos Reis suicida-se, forma-se um enorme ajuntamento na Rotunda do Marquês onde muitos desmobilizam e é Machado dos Santos quem controla a situação depois de vários desaires;
- A Revolução só vingou porque a Monarquia não se defendeu;
- Dizia-se à época que os Republicanos apenas tinham influência urbana;
- A influência do Partido Republicano era bem maior do que o registado em votos. Os analfabetos não podiam votar bem como quem não pagasse determinados montantes em impostos. Por isso os simpatizantes eram bem mais do que os votos expressos;
- Há fotografias dessa época que mostram a praça de touros de Arronches em dia de comício com centenas e centenas de simpatizantes do Partido Republicano que, no entanto, só ali arrecadou 40 votos;
- O que me espanta é como a Revolução triunfou no meio de tanta confusão;
- Os Republicanos lutavam pelo sufrágio universal, mas uma vez no poder e depois da Revolução nunca o concretizaram: tiveram medo de perder nas urnas o que ganharam com a Revolução.
- Havia muitos partidos à altura. A queda da Monarquia foi a razão da desagregação do Partido Republicano. Até lá, mantivera-se unido apesar de muitas tendências. Após a Revolução fragmentou-se e enfraqueceu dando origem a vários partidos mais pequenos seguindo as várias correntes que o compunham:
- O período de 1910 a 1926 nada tem a ver com o tempo em que vivemos hoje.

Seguiu-se um tempo dedicado a perguntas e respostas tendo começado o diálogo, Inês Casimiro, aluna da Escola Profissional Abreu Callado que inquiriu o professor sobre o papel da Maçonaria na instalação da República.
Foi explicado que "a Maçonaria teve um papel importante na preparação, juntamente com a Carbonária e o Partido Republicano. Eram Maçónicos, por exemplo, Miguel Bombarda e Cândido dos Reis. Referiu ainda como pertencentes à Maçonaria nomes como António José de Almeida, Bernardino Machado e Sidónio Pais, tendo no entanto este exilado o Bernardino Machado apesar de ambos serem Maçons."

João Feio quis saber “até que ponto podemos considerar que aquilo que temos no país é um regime democrático?”

A resposta veio a seguir por estas ou outras palavras:
Vivemos num regime democrático, mais ou menos democrático porque não há uma bitola para medir o grau da democracia.
Quando vemos pessoas corruptas, que deveriam estar presas a governar municípios, isso revolta-nos. Pelo menos no outro regime isso não aconteceria…
Na 1ª República havia menos corrupção e havia mais sentido de Estado, Francisco Grandella, grande Republicano, chegou a pagar dívidas do Estado, desembolsando avultadas verbas do seu próprio bolso. Hoje quem, seria capaz de o fazer? Agora algum grande empresário nacional o faria?
Há coisa que não fazem sentido na nossa democracia. Por exemplo o cargo de 1ª dama. Ninguém elege a 1ª dama e no entanto esse cargo existe…a nossa história recente é uma história complicada…

Marta Alexandre quis saber “qual o papel das mulheres na Revolução Republicana e quais os nomes que a tornaram possível; se fosse possível mudarmos de regime, para um regime intermédio, com um Rei e um Governo, como no caso de Espanha e Inglaterra, se isso seria benéfico dado o enorme descrédito nos actuais governantes; quais os símbolos da República? Moeda? Hino? Bandeira? Há dificuldade em exprimir a realidade dos acontecimentos”

A resposta estava como as outras na ponta da língua, e o Professor respondeu:
Houve algumas mulheres que se destacaram na implantação da República: Ana Castro Osório, Vitória Madeira ou Carolina Ângelo, a título de exemplo. Estavam de acordo com os ideais republicanos mas por vezes não com o papel da mulher na República. Os Republicanos tinham medo do voto feminino que podiam ser influenciadas pelos conservadores. No Distrito de Portalegre ficou célebre pela sua participação activa na propagação dos ideais da Republica, Maria José Pires Santos.
Em relação à segunda questão: cada país tem a sua história. Admito perfeitamente a situação na Espanha, em que verdadeiramente, a Monarquia é uma República que por acaso tem um chefe de Estado que é um Rei. O Rei não governa. Monarquia que é Monarquia tem de ser Monarquia absoluta. Na Inglaterra, por exemplo, a Rainha é uma figura decorativa; é uma peça viva de museu. Inverter as coisas em Portugal? Acho perfeitamente absurdo.
Quanto à proliferação de cerimónias evocativas do centenário da República é uma realidade, há muitas e nem sempre feitas por profissionais competentes, o que leva a que sejam feitas muitas asneiras e alguns perfeitos disparates.

João Feio voltou à carga afirmando que a “República esteve em estado de coma durante 48 anos e agora tem-se assistido a um Fandango Ribatejano em que um dança e o outro acompanha: ora dança o PS e acompanha o PSD, ora dança o PSD e acompanha o PS. Que futuro?”

A resposta chegou célere:
Bem ou mal, os eleitores é que elegem. Se não vão votar é porque não querem votar e o sentido de voto é expresso livremente. A mundialização existe: há fábricas que vão abandonar a curto prazo o território nacional aquando da subida das taxas. Não há dúvida nenhuma que vão procurar países com mão-de-obra mais barata. O que aí vem é péssimo e ninguém é responsabilizado por isso!
Na Islândia vai ser julgado um ex-primero-ministro. Cá não há responsáveis. Quem paga o Estado Social? Não sei nem encontro solução. Os grandes empresários vão-se embora. Alguém devia ser responsabilizado. Os governantes são inimputáveis: saem de ministros vão para gestores e depois saem de gestores vão para ministros…
A partir de Janeiro os funcionários públicos vão sentir aumentar a crise no bolso e nas próximas eleições vão mudar o sentido de voto para quem possa ser alternativa…

Com estas palavras de pouca esperança numa República florescente terminou esta conferência pelo professor Dr. António Ventura que tentámos aqui sintetizar em meia dúzia de palavras.
Valeu a pena estar presente e ouvir falar termos compreensíveis ao comum dos mortais por quem sabe tanto sobre a história da República em Portugal…
Parabéns ao Professor e parabéns à ACA!




















sexta-feira, 22 de outubro de 2010

CESTAS DE POESIA (CXLII)


Neste mês que passa acelerado, semana atrás de semana há um facto interessante: este mês de Outubro tem 5 sextas-feiras, 5 sábados e 5 domingos, o que só acontece uma vez em cada 823 anos. Quer isto dizer que “você” já cá não estará da próxima vez que tal se verifique e já não poderá ler as minhas Cestas de Poesia nem ler o Livro "VERSEJANDO – Antologia de Poesia Popular do Concelho de Avis", numa edição da Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural. Por isso mesmo vá aproveitando e veja hoje, no dia que é véspera da Conferência do Dr. António Ventura sobre os 100 anos da implantação da República, em Portugal, a ter lugar amanhã pelas 15 horas no Auditório Municipal Ary dos Santos, em Avis, veja hoje, dizia eu, o que o amigo JOAQUIM FRANCISCO CABRA, de BENAvila tem para nos contar e atente nestas palavras sábias:

Menina que vais passando
Faz favor de não se rir
Até no mais fino pano
A nódoa pode cair

Deus dá juízo a quem quer
E querendo nos faz iguais
Não se vá rindo dos demais
Você também é mulher
Do mau passo que outra der
Não se esteja gloriando
Ponha o pé escorregando
Que ninguém faz boa praça
Veja bem ao que acha graça
Menina que vais passando

Vir para o lugar onde eu estou
Veja bem não lhe aconteça
Que lhe pode dar na cabeça
Ser pior do que eu sou
Quem p’rá desgraça se criou
A ela não pode fugir
Adivinha o que há-de vir
Pois a senhora não jura
Da minha pouca ventura
Faz favor de não se rir

Eu já vi mulheres felizes
Morgadas, outras princesas
Abandonarem riquezas
Tornarem-se meretrizes
Lidando com petizes
Vem o preto, vem o cigano
Vem o índio e o africano
Tudo da mulher se escarnece
E o pó também se conhece
Até no mais fino pano

É o defeito da mulher rica
Quando tem algum descuido
A fazenda encobre tudo
Mas a mancha sempre fica
Não há remédio na botica
Que esse mal possa retrair
Não queira p’ró ar cuspir
Que lhe pode causar desgosto
Mesmo em cima do seu rosto
A nódoa pode cair

terça-feira, 19 de outubro de 2010

AVIS COMEMORA O 1º CENTENÁRIO DA IMPLANTAÇÃO DA REÚBLICA PORTUGUESA

Imparável, e ainda mal refeita do esforço que representou a organização de “Escritos e Escritores – Avis 2010- 2ª Edição”, ocorrido no passado fim-de-semana e que mereceu os maiores elogios da crítica da especialidade, como se pode verificar em vários sites, eis que a AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ – ASSOCIAÇÃO CULTURAL, salta de novo para a ribalta no próximo sábado, dia 23, comemorando o primeiro Centenário de implantação da República em Portugal, com uma conferência proferida pelo Professor Doutor ANTÓNIO VENTURA, a levar a cabo pelas 15 horas no Auditório Municipal Ary dos Santos em Avis. António Ventura será certamente quem mais sabe sobre “República Portuguesa” a nível nacional. Têm sido dezenas e dezenas de conferências que este professor Portalegrense tem efectuado por todo o Portugal e comunidades portuguesas no estrangeiro, acerca deste tema. Avis orgulha-se de o ter entre nós.

Rebuscámos de António Ventura o seguinte:

Os campos que têm sido objecto de interesse e de investigação são variados, quase todos centrados na Época Contemporânea, embora com algumas incursões em épocas anteriores. Foi autor de estudos pioneiros sobre a história do movimento operário durante a I República e sobre as organizações sindicais portuguesas até à década de trinta do século XX, publicou trabalhos sobre a Seara Nova, a maçonaria e a carbonária, o Partido Comunista, os movimentos de oposição ao Estado Novo. Mas também se interessou pelo século XIX, cultivando a história política, cultural e militar. Nesse contexto se situam os trabalhos e investigações sobre as relações entre Portugal e a Espanha durante a Revolução Francesa, a Campanha de 1801, sobre o período liberal e sobre as Guerras Liberais, sobre o republicanismo, o socialismo e o anarquismo. Dedicou uma atenção especial às relações entre Portugal e Espanha, em especial o processo de implantação do liberalismo em ambos países e, após 1910, as relações entre Portugal, a Galiza e a Catalunha, bem como os contactos entre o Alentejo e a Extremadura. Deu a conhecer em primeira-mão importantes fontes de arquivos espanhóis.

Dentro da História da Cultura situam-se os trabalhos sobre iconologia, sobre Nicolau Tolentino, José Duro, o conflito entre a Presença e o Neo-Realismo, sobre José Régio, Teófilo Júnior e os ilustradores da Seara Nova. Considerando que a publicação de fontes é indispensável para aprofundar e esclarecer o conhecimento do passado, tem privilegiado a fontes epistolares, com maior relevo para a correspondência de António Sardinha, José Régio e de António Sérgio. Não se limitou à edição anotada desses acervos, estudando também a epistolografia enquanto género literário e fonte histórica. Nos últimos anos tem dedicado uma atenção particular à literatura autobiográfica como fonte da História, assegurando uma secção mensal na revista História, sobre esse tema.

Uma parte significativa dos seus estudos tem igualmente uma incidência regional, não só referente ao Distrito de Portalegre mas também ao Alentejo em geral, dentro do princípio de que um melhor conhecimento da história das regiões possibilitará um conhecimento mais aprofundado e correcto da História de Portugal. É autor, por isso, de diversos estudos regionais em múltiplas vertentes, da história religiosa à imprensa, da
biografia à história política e à divulgação de fontes.

É este “cérebro” que vamos receber em Avis no próximo sábado, dia 23
.Oxalá as gentes de Avis saibam responder afirmativamente, comparecendo a esta conferência que qualquer grande cidade gostaria de poder registar entre os seus eventos culturais.
Apareça e venha aprender, porque o”saber não ocupa lugar”!



domingo, 17 de outubro de 2010

ESCRITOS E ESCRITORES : UM ÊXITO AQUI RETRATADO EM DOZE FOTOS...

Mesa de abertura: Anabela Canela(Pres. Junta Freguesia de Avis), Nuno Silva (Vereador Câmara M. Avis), Francisco Alexandre(Presidente ACA),  Bento Paulino (Presidente Conselho Fiscal ACA) e Fernandino Lopes(Moderador-ACA)

Mesa Nº 1: Águeda Agudo (Agrupamento Escolas Avis), Bruno Matos (Escritor), José Ramiro Moderador (ACA), Bruno Soares (Escritor) e António Sebastião (Escola Profissional Abreu Callado- Benavila)

Inauguração da Exposição de Fotografia da Estação-Imagem, de Mora, na Casa do Povo em Avis - "Lugares Alentejanos na Literatura Portuguesa"
Mesa Nº 2 : Rute Reimão (Ilustradora), Lurdes Breda (Escritora) e Ana Amaro ( Moderadora) - Lançamento do Livro "O Alfabeto Trapalhão"
Aspecto da assistência que foi sempre numerosa em todos os painéis

Os participantes do Atellier - A leitura em voz alta - da Biblioteca Municipal de Avis marcaram presença brilhante

Mesa Nº 3 : António Carrapato (Fotógrafo), José Ramiro (Moderador) e Maria Antónia Pires de Almeida (Escritora) - Apresentação do Livro "Lugares Alentejanos na Literatura Portuguesa e Lançamento do livro "Memórias Alentejanas do século XX"

Mesa Nº 4 - Ana Vidal (Escritora), Fernandino Lopes (Moderador) e António Manuel Venda (Escritor)

Mesa Nº 5 : Jacinto Lucas Pires (Escritor), Fernandino Lopes (Moderador), Asun Estevez (Escitora Galega) e Lurdes Breda (Moderadora)
O FAZIGUAL- Grupo de Teatro do Agrupamento Vertical de Escolas de Avis, empolgou os 200 espectadores que no Auditório Municipal assitiram ao lançamento do Livro "VERSEJANDO- ANTOLOGIA DE POESIA POPULAR DO CONCELHO DE AVIS" uma edição da ACA
Os heróis da noite: alguns dos 40 poetas e poetisas que contribuiram para "VERSEJANDO - ANTOLOGIA DE POESIA POPULAR DO CONCELHO DE AVIS", estiveram presentes no Auditório Ary dos Santos

 Asun Estevez - Esta simpática Galega inscreveu o seu nome como sendo "a primeira estrangeira a pisar os palcos do "Escritos e Escritores"

sábado, 16 de outubro de 2010

SE VOCÊ

SE VOCÊ:

...NÃO FOI UMA DAS NOVENTA PESSOAS QUE...
...ontem assistiram à actuação do "GRUPO DE CANTARES DE ÉVORA"...

Vá hoje, a partir das 21 horas, ao Auditório Municipal assistir ao lançamento do livro acima...não se vai arrepender!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

CESTAS DE POESIA (CXLI)

No dia em que se iniciou em Avis o “Escritos e Escritores – Avis 2010 – 2ª Edição” e ao que consta com duas sessões bem conseguidas, uma na Escola Profissional Abreu Callado, em Benavila, e outra na Sede do Agrupamento de Escolas de Avis e no dia em que, integrado no mesmo evento, logo à noite, a partir das 21 horas no Auditório Municipal Ary dos Santos actua o "GRUPO DE CANTARES DE ÉVORA", com entradas livres, é dia de mais uma “CESTA DE POESIA”. Ainda com JOAQUIM FRANCISCO CABRA, de Benavila que hoje nos traz o seguinte trabalho:

Eu não sei onde estão
Os miseráveis da vida
Não sei bem quem eles são
Nesta luta confundida

Eu vejo o pobre escavando
De mãos grossas e gretadas
As faces toscas e mirradas
De farrapos as carnes tapando
Vejo mais outros trabalhando
Sem jaqueta nem gabão
Descalços, os pés pelo chão
E os cabelos assovelados
Desta miséria os culpados
Eu não sei onde estão

Vejo tanta gente carpindo
Ninguém se julga feliz
Tudo da sua sorte maldiz
Mais felicidades pedindo
Parece um mal infindo
Doença crónica e sentida
Esta monótona carpida
Toda os aflitos exploram
Não sei se são os que choram
Os miseráveis da vida

Vejo o rico cavalgando
Numa ânsia, tudo e todos
A quererem por todos os modos
Que isto se vá ajeitando
São miseráveis julgando
Que nos dão friada ambição
Exercem a exploração
De onde sai o maior mal,
Os miseráveis afinal
Não sei bem quem eles são

Miserável será a natureza
De tudo o que são senhores
Talvez os únicos autores
De toda a nossa baixeza
Será a própria natureza
Que é assim desentendida
Humanidade confrangida
Que anda neste vale de enganos
Provocando todos os danos
Nesta luta confundida