domingo, 10 de outubro de 2010

AVIS DUPLAMENTE EM ALTA!

Foto 1 - o Dr. Tiago Antunes (de Ervedal) e a Drª Leontina presidiram à sessão de entrega de prémios

A Fundação INATEL lançou um concurso de poesia popular subordinado ao tema: “Cantos e Encantos da minha terra”. Ontem, nas instalações da INATEL, em Castelo de Vide, em cerimónia simples mas de elevado significado cultural, foram anunciados os vencedores e distribuídos os prémios, sendo de destacar que dos três premiados, dois deles são do nosso concelho. Em primeiro lugar ficou o Jovem DINIS MUACHO, de Aldeia Velha e em segundo lugar classificou-se o veterano Fernando Máximo, de Avis. Para Elvas foi o 3º prémio. Dinis Muacho irá representar o Distrito de Portalegre em compita com os distritos de Évora e Faro.

DO CASTELO” obteve autorização do autor e passa a reproduzir o trabalho premiado em 1º lugar, sendo que o autor do 2º prémio não nos autorizou a divulgar a sua poesia premiada, remetendo-nos antes para o livro “VERSEJANDO- ANTOLOGIA DE POESIA POPULAR DO CONCELHO DE AVIS”, edição dos Amigos de Avis, a ser lançado no próximo sábado, dia 16, a partir das 21 horas no Auditório Municipal Ary dos Santos em Avis, no qual consta o poema em causa. Teremos que esperar para aí ler o seu trabalho.
Há feitios muito lixados…
Eis então a poesia do nosso amigo Dinis Muacho a quem "DO CASTELO"  endereça os mais sinceros parabéns.

A minha terra é d’Homens feita
Branca viela de moça tricana
Planície donde a espiga espreita
No puro sangue d’alma Alentejana

És minha terra, meu berço qu’rido
Ecoando nos vales choros de meninas
As escalas antigas das concertinas
Pedras da ribeira em toque sentido
Alegrando chotiças d’um tempo perdido
De balharadas sãs em plena colheita
Os lenços garridos que a seara enfeita
Arrancando ao solo hercúleo a esperança
Com a charrua e as bestas em aliança

A minha terra é d’Homens feita
Um carneiro enfeitado p’lo Entrudo
Fato domingueiro é honradez anual
Queimam-se comadres em vivo arraial
Ateiam-se compadres, enterra-se tudo
Na azáfama dos Cantos, oh povo miúdo
Atabuas são foguetes de verde cana
Pedradas ao galo, ritualidade profana
Tradição antiga, hoje já morta!
Pedir os Santinhos em cada porta

Branca viela de moça tricana
Anda o relicário de casa em monte
Pois é Páscoa, a carne é pecado
Mas pagar a bula é ser perdoado
Com a purga límpida das águas da fonte
Onde as contradanças, há quem o conte
Tão vivas, de chitas e bilros que enfeita
Cavalheiros e madamas de forma perfeita
Correndo os vales, cabeços e freguesias
Sempre a pé em alegres folgarias

Planície donde a espiga espreita
Pelos Santos Populares a tradição
É cantar ao despique até à madrugada
Marcham c’os arcos enfeitados a cachopada
Ao som do vermelho e velho acordeão
Fogueira de rosmaninho em pleno S. João
São Encantos desta minha aldeia plana
Quimeras de desejos, assim tão ufana
São recantos da memória, é a Cultura
Renascendo em versos de sentida ternura
No puro sangue d’alma alentejana



sexta-feira, 8 de outubro de 2010

CESTAS DE POESIA (CXL)

Foto 1 - JOAQUIM FRANCISCO CABRA, numa tarde de poesia no Centro de Convívio Engenheiro João Antunes Tropa, em Benavila ou "Um homem entre as mulheres"


No dia em que o novo Treinador Nacional de Futebol levou de vencida a Dinamarca por 3-1 na tentativa de recuperação para a classificação para o Euro 2012; no dia em que se anuncia para a próxima semana a saída dos mineiros chilenos há dois meses presos numa mina; no dia em que Durão Barroso diz que “situação do país pode passar de má a péssima” ; no dia em que o grupo de teatro FAZIGUAL fez o seu primeiro ensaio no Auditório Municipal com vista à pública apresentação do próximo sábado, dia 16, eu sou um homem feliz! Passo a explicar porquê: não ganhei o Euromilhões ( que a acontecer seria uma tremenda dor de cabeça) mas tinha as minhas “reservas” de poesias inéditas de poetas do nosso concelho quase esgotadas, melhor, mesmo esgotadas e eis que descobri um novo filão para as minhas “CESTAS DE POESIA”, que hoje atingem o bonito número de 140. Há cento e quarenta semanas que por aqui existe este espaço. Todas as sextas-feiras sem parar. Por aqui passaram 140 Décimas. É obra!
 O concelho de Avis é um enormíssimo filão de boas poesias. O meu novo amigo poeta chama-se JOAQUIM FRANCISCO CABRA, reside em Benavila, onde nasceu em 11 de Fevereiro de 1 933. Foi trabalhador agrícola e tem a 4ª classe. Nunca fez poesia mas tudo quanto aprendeu desde pequeno guarda na sua cabeça. Bastava-lhe ouvir uma vez as poesias que outros diziam para logo as fixar. JOAQUIM FRANCISCO CABRA tem uma maneira superior de dizer poesia, o que muito me satisfaz. Já lho disse pessoalmente e daqui lhe envio de novo os meus parabéns.

Serão dele, as próximas “Cestas de Poesia” e o trabalho que aqui deixamos e que ele sabe na ponta da língua, mostra-nos como os poetas se preocupam com a morte, essa misteriosa morte que nada poupa.

Morrem as aves voando
Morre o cantor a cantar
Morrem os ricos gozando
Morre o pobre a trabalhar

Morrem as plantas viventes
Morre tudo quanto é nascido
À morte nada é esquecido
Morrem fracos e valentes
Morrem homens semeando
Quando os seus dias findando
A morte quando chegando
Morrem sábios e doutores
À frente dos caçadores
Morrem as aves voando

Na guerra morre o guerreiro
Nos prados morrem pastores
No jardim morrem as flores
Também morre o jardineiro
Na moagem morre o moleiro
Morre o padre no altar
Morre o marinheiro no mar
Nas suas embarcações
E para distrair paixões
Morre o cantor a cantar

Na mina morre o mineiro
A descobrir minerais
Morrem primos irmãos e pais
Morre todo o cavalheiro
Na loja morre o caixeiro
E morre o pintor pintando
Morre o chaufer guiando
No seu carro de corrida
No automóvel, na avenida
Morrem os ricos gozando

Na tropa morre o soldado
No trabalho morre o artista
O mais fino guitarrista
Morre à guitarra abraçado
Morre o rico encostado
E morre o escravo a cavar
Morre o aviador no ar
E acabam-se estas grandezas
Cheio de misérias e tristezas
Morre o pobre a trabalhar





quinta-feira, 7 de outubro de 2010

ARTUR JOSÉ AZEDO: - 10/06/1915-05/10/2010

Foto 1 - Na capa do seu livro, "vejo" Mestre Artur Azedo numa viagem, "SEM FIM..."




O Sr. Azedo foi meu amigo. Não poucas vezes me mandava recados a dizer que “quando puder passe lá pela oficina”. E eu ia, ciente que viria de lá sempre mais esclarecido, mais sabedor. Curiosamente, apesar de ser um comunista assumido, nunca falámos em temas de política partidária. Recebia-me com a sua bata de um azulão forte e da sua oficina relembro muitos móveis antigos recuperados ou em recuperação, um enorme gramofone e muitos livros manuscritos, todos a lápis e papéis a montes. Não me lembro de ter visto algo escrito em esferográfica, não fosse o lápis um dos seus principais utensílios de trabalho. Tinha enorme orgulho no pai a quem se refeira com entusiasmo e não raras vezes me mostrou um enorme livro com dezenas de desenhos, penso que feitos a tinta-da-china, por seu pai. Este livro foi alvo de várias exposições a nível nacional e, se não estou em erro, também por cá em exposição promovida pelo Município local.
Mestre Artur Azedo tinha quatro terras como referência: Galveias, onde nasceu, Évora onde estudou na Escola Comercial e Industrial, Portalegre, onde estudou e trabalhou e finalmente Avis, onde fixou residência.
Os conhecimentos adquiridos nas Escolas Comerciais e Industriais de Évora e Portalegre, levaram a que se tornasse um sabedor da arte de marcenaria e desenho de móveis. Esses ensinamentos, transmitiu-os ele aos seus alunos, no Internato de Santo António, em Portalegre, onde leccionou, conquistando a amizade e admiração de alunos e colegas professores. A Câmara Municipal de Portalegre, perante as qualidades de Mestre Artur Azedo, encarregou-o do restauro de todos os móveis existentes no museu municipal bem como da criação de novos que ainda hoje o decoram. Portalegre, reconhecida resolveu atribuir a Mestre Artur Azedo o nome de um enorme largo na Zona Industrial de Portalegre, perpetuando assim, o nome deste grande homem de espírito altruísta.
Diz-se que da parte do pai (José António Azedo) herdou a veia artística e que da parte da mãe (Ludovina Rosa Galopim) herdou a veia poética. E era muitas vezes para me mostrar os seus últimos trabalhos em poesia que ele me chamava à sua oficina. Queria me mostrar, queria que eu lhe dissesse o “que achava daquilo”. Ao falar, tinha o modo peculiar de me ir dando pancadinhas no ombro, como se essa aproximação, aumentasse a intimidade da nossa amizade. Mas que lhe podia eu dizer sobre os seus versos se ele era também aí um Mestre?
Tenho em meu poder quatro livros de versos do Sr. Artur Azedo. O primeiro ofereceu-mo ele e está autografado e com dedicatória. A lápis, como não podia deixar de ser.
Os seus livros, qual colectânea, chamam-se “SEM FIM…” e curiosamente escreveu centenas de quadras, transcritas nos livros acima indicados, a começarem pela palavra “SEM”. Como que para explicar esta sua opção de escrita, disse-nos: "Com a palavrinha sem/se podem fazer mil versos/sobre variados casos/e os temas mais diversos."

Como uma minha modesta homenagem, reproduzo aqui a poesia que consta da pág. 112 do seu primeiro livro. A poesia chama-se Caminhos que percorri – Galveias, tenho saudades de ti.

Galveias, tu és tão querida
E admirada por tantos!...
Só tu tens o privilégio
De seres guardada por santos.

Tens S. João e S. Pedro
E também S. Saturninho
E, um pouco mais abaixo,
Santo António, num cantinho.

És de todas a mais querida
Ó minha terra natal,
E para vós, galveenses,
Não há no mundo outra igual.

Quem for ao cimo da serra
Descobrir tuas paisagens,
Verá que não há outras
Tão lindas nestas paragens.

Se a vir das Pedras do Ambrósio
E se ficar muito quedo,
Outra coisa mais parece
Que um cobiçado brinquedo.

E assim, digo convicto
Tudo o que o meu peito encerra;
Saudades dos meus amores!...
Saudades da minha terra!

Se a vires do Alto da Serra
E num dia bem alegre,
Tu verás, decerto, ao longe,
As terras de Portalegre.

E mais podia contar-te
Da minha terra tão querida
Se não tivesse esta idade
Que já pesa em minha vida

E além de tudo isto
E, mesmo que assim não fosses,
Ti tens a bênção de Cristo
E as laranjas mais doces

E no teu S. Saturninho
Já houve papas p’ra dar
A putos e passarinhos
Benzidos no altar.

Nós íamos tão contentes
Com um prato e uma colher
Para lá, alegremente
Essas tais papas comer.

E íamos também à fonte
Ver sua bicas amigas
E os rapazes, à tarde,
Namorar as raparigas

O HOMEM que escreveu estes versos foi ontem sepultado no cemitério de Galveias, sua terra natal.
Mestre Artur Azedo: obrigado pelos momentos agradáveis de cavaqueira que me proporcionou.
Espero que goste desta simples homenagem que lhe faço.
Até um dia destes!



quarta-feira, 6 de outubro de 2010

À ATENÇÃO DOS CAVALHEIROS!!!!!!!!!

Aqui está tudo explicado. Leiam e aprendam:

SÓ MESMO UMA MULHER PARA COMPREENDER.

*Por que é que as mulheres demoram tanto tempo quando vão à casa de banho?*

O grande segredo de todas as mulheres a respeito da casa de banho é que, quando eras pequenina, a tua mamã levava-te à casa de banho, ensinava-te a limpar o tampo da sanita com papel higiénico e depois punha tiras de papel cuidadosamente no perímetro da sanita.
Finalmente instruía-te: "nunca, nunca te sentes numa casa de banho pública!"
E depois ensinava-te a "posição", que consiste em balançar-te sobre a sanita numa posição de sentar-se sem que o teu corpo tenha contacto com o tampo.
"A Posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, importante e necessária, que nos acompanha para o resto da vida. Mas ainda hoje, nos nossos anos de maioridade, "a posição" é dolorosamente difícil de manter, sobretudo quando a tua bexiga está quase a rebentar.
Quando *TENS* de ir a uma casa de banho pública, encontras uma fila enorme de mulheres que até parece que o Brad Pitt está lá dentro. Por isso, resignas-te a esperar, sorrindo amavelmente para as outras mulheres que também cruzam as pernas e os braços, discretamente, na posição oficial de "tou aqui tou-me a mijar!”.
Finalmente é a tua vez! E chega a típica "mãe com a menina que não aguenta mais” (a minha filhota já não aguenta mais, desculpe, vou passar à frente, que pena!). Então verificas por baixo de cada cubículo para ver se não há pernas. Estão todos ocupados.
Finalmente, abre-se um e lanças-te lá para dentro, quase derrubando a pessoa que ainda está a sair.
Entras e vês que a fechadura está estragada (está sempre!); não importa…
Penduras a mala no gancho que há na porta… QUAAAAAL? Nunca há gancho!!
Inspeccionas a zona, o chão está cheio de líquidos indefinidos e fétidos, e não te atreves a pousá-la lá, por isso penduras a mala no pescoço enquanto vês como balança debaixo de ti, sem contar que a alça te desarticula o pescoço, porque a mala está cheia de coisinhas que foste metendo lá para dentro, durante 5 meses seguidos, e a maioria das quais não usas, mas que tens no caso de…
Mas, voltando à porta… como não tinha fechadura, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto com a outra baixas as calças num instante e pões-te “na posição”…
AAAAHHHHHH… finalmente, que alívio… mas é aí que as tuas coxas começam a tremer… porque nisto tudo já estás suspensa no ar há dois minutos, com as pernas flexionadas, as cuecas a cortarem-te a circulação das coxas, um braço estendido a fazer força na porta e uma mala de 5 quilos a cortar-te o pescoço!
Gostarias de te sentar, mas não tiveste tempo para limpar a sanita nem a tapaste com papel; interiormente achas que não iria acontecer nada, mas a voz da tua mãe faz eco na tua cabeça *“nunca te sentes numa sanita pública”*, e então ficas na “posição de aguiazinha”, com as pernas a tremer… e por uma falha no cálculo de distâncias, um finííííssimo fio do jacto salpica-te e molha-te até às meias!!
Com sorte não molhas os sapatos… é que adoptar “a posição” requer uma grandeconcentração e perícia.
Para distanciar a tua mente dessa desgraça, procuras o rolo de papel higiénico, maaaaaaaaaaas não hááááá!!! O suporte está vazio!
Então rezas aos céus para que, entre os 5 quilos de bugigangas que tens na mala, pendurada ao pescoço, haja um miserável lenço de papel… mas para procurar na tua mala tens de soltar a porta… ???? Duvidas um momento, mas não tens outro remédio. E quando soltas a porta, alguém a empurra, dá-te uma trolitada na cabeça que te deixa meio desorientada mas rapidamente tens de travá-la com um movimento rápido e brusco enquanto gritas OCUPAAAAAADOOOOOOOOO!!
E assim toda a gente que está à espera ouve a tua mensagem e já podes soltara porta sem medo, ninguém vai tentar abri-la de novo (nisso as mulheres têmmuito respeito umas pelas outras).
Encontras o lenço de papel!! Está todo enrugado, tipo um rolinho, mas não importa, fazes tudo para esticá-lo; finalmente consegues e limpas-te. Mas o lenço está tão velho e usado que já não absorve e molhas a mão toda; ou seja, valeu-te de muito o esforço de desenrugar o maldito lenço só com uma mão.
Ouves algures a voz de outra velha nas mesmas circunstâncias que tu “alguém tem um pedacinho de papel a mais?” Parva! Idiota!
Sem contar com o galo da marrada da porta, o linchamento da alça da mala, o suor que te corre pela testa, a mão a escorrer, a lembrança da tua mãe que estaria envergonhadíssima se te visse assim… porque ela nunca tocou numa sanita pública, porque, francamente, tu não sabes que doenças podes apanhar ali, que até podes ficar grávida (lembram-se??)…. Estás exausta! Quando páras já não sentes as pernas, arranjas-te rapidíssimo e puxas o autoclismo
a fazer malabarismos com um pé, muito importante!
Depois lá vais pró lavatório. Está tudo cheio de agua (ou xixi? lembras-te do lenço de papel…), então não podes soltar a mala nem durante um segundo, pendura-la no teu ombro; não sabes como é que funciona a torneira com os sensores automáticos, então tocas até te sair um jactozito de água fresca, e consegues sabão, lavas-te numa posição do corcunda de Notre Dame para a mala não resvalar e ficar debaixo da água.
Nem sequer usas o secador, é uma porcaria inútil, pelo que no fim secas as mãos nas tuas calças – porque não vais gastar um lenço de papel para isso – e sais…
Nesse momento vês o teu namorado, ou marido, que entrou e saiu da casa de banho dos homens e ainda teve tempo para ler um livro de Jorge Luís Borges enquanto te esperava.
Mas por que é que demoraste tanto?” - pergunta-te o idiota.
Havia uma fila enorme” - limitas-te a dizer.
E é esta a razão pela qual as mulheres vão em grupo à casa de banho, por solidariedade: uma segura-te na mala e no casaco, a outra na porta e a outra passa-te o lenço de papel debaixo da porta, e assim é muito mais fácil e rápido, pois só tens de te concentrar em manter “a posição” e *a dignidade*.

*Obrigada a todas por me terem acompanhado alguma vez à casa de banho e servir de cabide ou de agarra-portas! Passa isto aos desgraçados dos homens que sempre perguntam “querida, por que motivo demoraste tanto tempo na casa de banho?” …. IDIOTAS!
Nota final: Obrigado à Ana Amaro, por me ter ensinado a ser muito mais tolerante...




terça-feira, 5 de outubro de 2010

7ª JORNADA

Benfica 1 – Braga 0

Queria o Domingos, que é tanso,
Ter cinco pontos de avanço
Quando saísse da Luz;
Como saiu derrotado
Ficou um ponto atrasado
Da equipa de Jesus



Beira-Mar 1 - Sporting 1


Jogando á segunda-feira
O Sporting arranja maneira
De não perder e empatar;
Esta equipa abatida
Quem lhe diria à partida
Que tão pouco ia ganhar…


Guimarães 1 – Porto 1


Empatou e fez um drama
Por justiça até já clama
Mas vamos ver como fica:
Villas pode reclamar
Mas o que o está a ralar
É o encurtar do Benfica

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

LIMPO!

Foto 1 - Limpinho e arrumadinho: assim,SIM!

É verdade: parece milagre. Hoje de manhã a areia do passeio da Praça Serpa Pinto já estava apanhada, o Óleão encostado à parede e o passeio desentupido.
Garanto-vos que não foi obra da chuva que ontem caiu.
Assim, sim. Está muito mais bonito.
Só pecou por tardio.

domingo, 3 de outubro de 2010

OLEÕES EM AVIS


Foto 1 - A areia, os dejectos caninos, o óleão e o passeio ocupado...

Hoje, primeiro dia que verdadeiramente nos traz sinais outonais, fui dar uma volta pela vila. Não devo andar muito bom da cabeça pois hoje que chovia fui a pé e quando o tempo está bom vou de carro. Coisas de velhos.

Na minha voltita verifiquei que são já vários os recipientes para recolha de óleo doméstico alimentar utilizado. De cor laranja são de fácil identificação e tudo o que nos pedem é que façamos a introdução do óleo utilizado em garrafas de plástico e é só meter no “Oleão”! Este óleo será depois utilizado, após transformação, em combustível. Ficamos assim com o problema resolvido de não sabermos para onde deitarmos os óleos que já não servem e que com alguma repugnação deitávamos pela canalização abaixo. Por outro lado ajudamos na obtenção de combustível para viaturas. A partir de agora óleo só no “Oleão”.

O da foto acima está instalado na Praça Serpa Pinto. Colocado em cima do passeio parece-nos que dificulta bastante a passagem de quem quer andar pelos passeios e que está convencido que os passeios são para os peões. Mas certamente tudo ficará mais fácil quando aquele monte de areia que há várias semanas ali “jaz” em pleno passeio, servindo de casa de banho para os cães e impedindo a nossa passagem, se vá espalhando ao longo da praça por força das chuvas que se avizinham, pois que de outro modo não me parece fácil que dali saia.
A ver vamos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

CESTAS DE POESIA (CXXXIX)

Hoje que se comemora o Dia Mundial da Música, que se comemora o Dia Nacional da Água, que se comemora o Dia Internacional do Idoso (cuidado com as “barrigadas” que por aí vos irão oferecendo neste mês de Outubro – quem vos avisa vosso amigo é…), hoje que é o dia em que o seleccionador Paulo Bento apresenta a sua primeira convocatória, hoje que é o dia em que a China comemora o seu Dia, hoje que é o Dia Europeu da Depressão, hoje que é o dia em que o Primeiro Ministro José Sócrates diz que nem lhe passa pela cabeça que o Orçamento não passe, também é, imagine-se dia de Cestas de Poesia. Na semana passada tinha fechado o ciclo dedicado a JOSÉ JOAQUIM CONTENTE, O ZÉ CARAPINHA, que viveu em Figueira e Barros. No entanto, deixaria para trás a preciosidade que hoje vos quero aqui deixar, e isso seria imperdoável. Desculpem-me por vos ter mentido dizendo que era a última “Cesta” daquele poeta. Menti, mas foi por uma boa causa.

Ora deliciem-se lá com estas décimas:

Tu julgas que não é mais nada
Tu julgas que não é mais nada
Tu julgas que não é mais nada
Tu julgas que não é mais nada

Eu cheguei um dia a casa
Encontrei tudo em demanda
A janela com a varanda
E a tenaz com o alicate
Do lume saltou uma brasa
O tição deu-lhe uma bofetada
Saltou a cinza zangada
Contra o pano da chaminé
E passa o lume pergunta o que é
Tu julgas que não é mais nada

Salta logo o tabuleiro
P’ró meio da casa a gritar
Por não se querer calar
E não se ter prisioneiro
Salta o mocho cavalheiro
E a dar esta pancada
Salta uma “escolateira” rachada
Aos sopapos a uma panela
E salta o cântaro atrás dela
Tu julgas que não é mais nada

Saltam os pratos e as tigelas
Desavindo com uma trempe
Mete-se uma cama diante
E um tacho lhe apertou as goelas
Um alguidar entre meio delas
Com uma arma atacada
Deu um tiro numa almofada
Fez apanhar tamanho grito
E salta debaixo da cama o penico
Tu julgas que não é mais nada

Salta logo o cobertor
Desavindo com o travesseiro
Chamou-lhe pantomineiro
E alarve e impostor
Salta o lençol traidor
Com a sua espada armada
A ver a coberta rasgada
Nisso causou motim
Responde o colchão assim:
Tu julgas que não é mais nada



quinta-feira, 30 de setembro de 2010

AO QUE NÓS HAVÍAMOS DE CHEGAR.....

Enquanto o fim-de-semana não chega, vamos lá ver e ouvir o que o Ministro das Finanças Suiço diz acerca do nosso país.
Carreguemos pois abaixo e vejamos com atenção:

terça-feira, 28 de setembro de 2010

SEXTA, SÁBADO, DOMINGO, SEGUNDA...UF!!! É DEMAIS...

Para um Alentejano nato foi difícil acompanhar estes últimos dias em Avis. Ora vejamos:

1 – Sexta-feira, 24:

No Jardim Público houve “Lua com palavras”, numa iniciativa da Biblioteca Municipal de Avis. A assistência foi razoável para ouvirem as contadoras de contos Professora Maria Antónia Oliveira, a doutora Paula Rasquete e o “novato” (nestas andanças, não na idade) Fernando Máximo. Os risos que se fizeram ouvir na plateia são sinal de que as pessoas gostaram e ficaram satisfeitas, pelo que ouviram de novo ou pelo que relembraram dos seus tempos de crianças.
Uma experiência a repetir.

           Foto 1 - "Os Contadores"

Foto 2 - Parte da assistência


2 - Sábado, 25

Na Fundação Paes Teles, em Ervedal, Maria Antónia Pires de Almeida lançou o seu Livro “Memórias alentejanas do Século XX”, numa iniciativa daquela Fundação e da Junta de Freguesia de Ervedal. A apresentação foi feita pelo Professor José Ramiro e, embora já tenhamos visto mais gente em eventos desta natureza ( o povo Ervedalense é muito bairrista), a sala encontrava-se, ainda assim, bem composta de público.



Foto 1 - A mesa: (José Ramiro, Margarida Luzia, Maria Antónia Pires de Almeida) e a assistência



2-A – Sábado 25

– Patente na Fundação Paes Teles encontra-se a decorrer até amanhã uma exposição fotográfica denominada “Pontos de Vista” do jovem mas credenciado fotógrafo Benavilense Ricardo Calhau que, em visita guiada e por palavras simples, explicou o significado daquela exposição que “DO CASTELO” aconselha vivamente a ser visitada. Parabéns ao Ricardo pela sua sensibilidade e saber em captar pormenores que passam despercebidos ao ser comum.




Foto 2 - Ricardo Calhau explica...

3 – Domingo, 26



Com início no Jardim Público comemorou-se o Dia Mundial do Coração com um programa deveras completo:



a) Medição dos níveis de glicemia pela Enfermeira Nídia, Presidente da Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis



b) Ginástica/dança aeróbica numa sessão dirigida por Dália Rasquete, exímia praticante desta modalidade, que serviu acima de tudo para “desenferrujar” os ossos…e se havia por lá “ferrugem”, Santo Deus…



c) Caminhada até ao Clube Náutico



d) Prelecção sobre a máquina que se chama “Coração”, pelo Professor Feliz, do Município de Avis. A reter das suas palavras: “Amar faz bem ao coração”. Posto isto, mãos à obra (isto já sou eu que digo e não o Prof Feliz…). No local, Clube Náutico, foi desenhado um coração ( algo doente…) por parte daqueles que integraram esta caminhada.



e) Regressados ao Jardim Público, foi feito outro coração humano – diga-se em abono da verdade muito mais bem conseguido do que o do Clube Náutico – e, depois da distribuição de informação escrita acerca do coração, cada um tomou o seu rumo, mais desempenado e mais conhecedor do que deve fazer para manter a “máquina” em pleno.

Foto 1 - ...quase tudo certinho...

Foto 2 - ...há sempre quem vá em sentido contrário...

Foto 3 - ...falando acerca do coração...
Foto 4 - ...o regresso...
Foto 5 - ...finalmente: um coração mais saudável...



4 - Segunda-feira, 27

Numa iniciativa da Biblioteca Municipal de Avis, realizou-se naquele espaço uma Sessão de Educação para a Saúde, sobre a temática da Diabetes, tendo sido oradora a Enfermeira Nídia, da Associação de Diabéticos de Avis, que ainda fez apresentação de alguns vídeos sobre este tema. Todos quanto assistiram ficaram devidamente elucidados sobre a doença e tiraram todas e quaisquer dúvidas que pudessem ter em dialogo directo com a prelectora.

Foto 1 - Assistindo á projecção de um vídeo sobre "O Pé Diabético".


Ora digam-me cá se isto não é “trabalho” demasiado.
Pena é que presentemente não seja tempo de eleições para nós vermos nestas iniciativas alguns dos ilustres políticos da nossa terra – muitos dos ilustres políticos da nossa terra, arriscar-me-ia a dizer…



segunda-feira, 27 de setembro de 2010

6ª JoRNADA

Marítimo 0 – Benfica 1


COENTRÃO não dá barraca
Bem defende e bem ataca
Com ele a bola desliza:
Num destes dias quaisquer
E se o “mister” o quiser
‘Inda o vemos na baliza…

Porto 2 – Olhanense 0


O Porto vence o Olhão
E pelo sim pelo não
Lá meteu o OTAMENDI:
No primeiro dia a jogar
Acaba já a marcar
…Isso é ca genti nã “entêndi”…!!!!!!

Sporting - 1 Nacional 1


Assobios em Alvalade
Mostra a ruim qualidade
Dum a equipa por inteiro:
P’ra que não volte a suceder
Corre o “ mister”a dizer:
Eu tenho um grande SALEIRO!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

CESTAS DE POESIA - (CXXXVIII)

Hoje, no dia em que às 21 hora no Jardim Público de Avis irá haver uma sessão de contos aberto a todo o público, em que chegamos à última sexta-feira de Setembro e à primeira sexta-feira do Outono, chegamos igualmente à última poesia do poeta JOSÉ JOAQUIM CONTENTE que durante várias semanas por aqui nos acompanhou.

É assim o último poema em décimas deste amigo que foi residente em Figueira e Barros mas que já nos deixou:


Pois esses cantores antigos
Hoje têm que me dar a vez
Eu vou-os pôr em perigo
Uma, duas até três


Desde que eu pensei no cante
Quero seguir sempre sem medo
Quero fazer o gosto ao dedo
Quero levar a minha avante
Noto os pontos num instante
Sem preciso dar volta aos livros
Acreditem meus amigos
Carapinha o cantor se chama
Já em tempos tiveram fama
Pois esses cantores antigos


A bandeira e o pendão
Que eu tinha antigamente
Hoje vive dos cantores ausente
Trago-a eu na minha mão
Dou-lhe toda a estimação
Estimado por um Português
Esse dito cantor Velez
Já morreu, não me atamanca
E a minha vontade é tanta
Hoje têm que me dar a vez


Acreditem, possam crer
Meu sentido não se muda
Hoje já não peço ajuda
Que eu já me sei defender
Passo a minha carta a ler
A esses que são aos fados queridos
Deixo-lhes os caminhos seguidos
P’ra se saberem colocar
Hoje têm que me desculpar
Eu vou-os pôr em perigo


Sou amante do fadinho
Dou-lhe toda a animação
Algum que tenha a impressão
Fica bêbado sem beber vinho
Tenho vedado o meu caminho
Multado já conto seis
Por mim que sou camponês
Minha multa não é singela
E queiram tomar cautela
Uma, duas até três

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

DE VOLTA?

Com o pedido de publicação, passamos a transcrever um comunicado que recebemos do ex-coordenador do ex-Grupo Concelhio de Avis do Projecto Limpar Portugal:

 Eco-amigos e Eco-amigas:
"Faz hoje precisamente seis meses que culminámos a nossa epopeia de limpar duas lixeiras em Avis. O êxito alcançado e o bem-estar com a nossa consciência foram razões mais que suficientes para rotularmos essa iniciativa de ESPECTACULAR! Ficou, desse tempo, a ideia de que este projecto não deveria sucumbir por aí, mas antes darmos-lhe novo ânimo com a realização, em 2011, de uma nova jornada de limpeza que englobasse agora outra ou outras freguesias. Porque penso que presentemente já temos muitas “portas abertas” tudo será mais fácil de concretizar. No entanto, a experiência diz-nos que tudo leva o seu tempo…dá as suas voltas.
Posto isto, e para não maçar mais, proponho que, como forma de assinalarmos o primeiro semestre após o “Dia L”, relancemos o nosso propósito de limpar mais um pouco do nosso concelho. Para isso talvez que seja bom o meu/minha amigo/a expressar a sua adesão a esta ideia no nosso sítio da Internet, (http://limparportugal.ning.com/group/avis?unfollow=1&xg_source=msg_com_group) para darmos o pontapé de saída.
Vamos a isto?
ECO-SAUDAÇÕES"
Fernando Máximo

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

5ª JORNADA

Benfica 2 Sporting 0

Diga o Benfica o que diga,
Cá no meu fraco entender,
Não vai à Taça da Liga
Com medo de lá perder…


Com as faixas de campeões
Benfica volta a brilhar,
Dando de novo lições
Na arte de bem jogar!


E os lagartos, coitadinhos
Que será deles agora,
C’o a cabeça nos buraquinhos
E os rabiosques de fora????....

Tremendo quais varas verdes
Com “cagufo” do Cardoso
Vão escrever nas paredes
“PERDER ASSIM É PENOSO…”



Nacional 0 – Porto 2


Este Porto que se vê
Tem força até mais não:
Ainda empurra o TGV
Só pára no Poceirão…


Tanto que o “Vilas” se gaba
Sem conseguir engolir:
O homem até já se baba
O homem nem sabe cuspir!

FEIRA FRANCA DE AVIS - COMO EU VI ...

Foto 1 -  ...o último sopro...
Foto 2 - ...o último golo de imperial...

Foto 3 - ...o último que foi à tropa e safou-se...

Foto 4 -...o último foguete...

domingo, 19 de setembro de 2010

ONTEM, NA FEIRA FRANCA HOUVE...

Foto 1 - Muita SUPER BOCK
Foto 2 - Alguma GEOLOGIA
Foto 3 -  PORCOS a mais ( foto obtida às 17h00)
Foto 4 -  Muito...GROOVE
Foto 5 - Muita e boa JUVENTUDE
Foto 6 - Muitos SANTOS e alguns PECADORES
Foto 7 - MAIS GENTE no concerto
Foto 8 - Muito REDEBULL...

sábado, 18 de setembro de 2010

Até reabrir a Feira...

Enquanto não recomeça a nossa Feira Franca, descontraia dando umas boas gargalhadas. Sabe como? Clicando em baixo:


Gostou?

ONTEM, NA FEIRA FRANCA, GOSTEI DISTO PORQUE...

Foto 1 -...tinha um ambiente calmo e acolhedor...

Foto 2 - ...este artesão de Valongo estava a trabalhar...ao vivo e a cores...
 
Foto 3 -...consegui captar um Sportinguista com olhos vermelhos...

Foto 4 - ...havia Cristos para todos os gostos e feitios...
Foto 5 -...a criancinha matou a curiosidade...
Foto 6 -...o "Chinês" de Estremoz não me queria deixar tirar a foto e acabou por ficar meu amigo...
Foto 7 -...a olaria é bonita...
Foto Nº 8 - ...porque o vinho da Fundaçãoé muit'a bom...
Foto Nº 9- ...o vinho Fonte d'Avis, da Figueira e Barros, é muit'a bom também...
Foto Nº 10 -... os Amigos de Aviz tinham, além de livros muito baratos, uns quadros muito giros...
Foto Nº 11- ...prevenir é importantíssimo
Foto Nº 12 - ...há sempre quem queira chegar mais alto