domingo, 25 de abril de 2010

JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS, UM POETA DE ABRIL!

"As Portas que Abril Abriu" - José Carlos Ary dos Santos


Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.


Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.


Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raiz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado.


Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado.


Ali nas vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
vivia um povo tão pobre
que partia para a guerra
para encher quem estava podre
de comer a sua terra.


Um povo que era levado
para Angola nos porões
um povo que era tratado
como a arma dos patrões
um povo que era obrigado
a matar por suas mãos
sem saber que um bom soldado
nunca fere os seus irmãos.


Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.


Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade.


Era já uma promessa
era a força da razão
do coração à cabeça
da cabeça ao coração.
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.


Esses que tinham lutado
a defender um irmão
esses que tinham passado
o horror da solidão
esses que tinham jurado
sobre uma côdea de pão
ver o povo libertado
do terror da opressão.


Não tinham armas é certo
mas tinham toda a razão
quando um homem morre perto
Tem de haver distanciação


uma pistola guardada
nas dobras da sua opção
uma bala disparada
contra a sua própria mão
e uma força perseguida
que na escolha do mais forte
faz com que a força da vida
seja maior do que a morte.


Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.


Posta a semente do cravo
começou a floração
do capitão ao soldado
do soldado ao capitão.


Foi então que o povo armado
percebeu qual a razão
porque o povo despojado
lhe punha as armas na mão.


Pois também ele humilhado
em sua própria grandeza
era soldado forçado
contra a pátria portuguesa.


Era preso e exilado
e no seu próprio país
muitas vezes estrangulado
pelos generais senis.


Capitão que não comanda
não pode ficar calado
é o povo que lhe manda
ser capitão revoltado
é o povo que lhe diz
que não ceda e não hesite
– pode nascer um país
do ventre duma chaimite.


Porque a força bem empregue
contra a posição contrária
nunca oprime nem persegue
– é força revolucionária!


Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.


Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena.


E então por vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
desceram homens sem medo
marujos soldados «páras»
que não queriam o degredo
dum povo que se separa.
E chegaram à cidade
onde os monstros se acoitavam
era a hora da verdade
para as hienas que mandavam
a hora da claridade
para os sóis que despontavam
e a hora da vontade
para os homens que lutavam.


Em idas vindas esperas
encontros esquinas e praças
não se pouparam as feras
arrancaram-se as mordaças
e o povo saiu à rua
com sete pedras na mão
e uma pedra de lua
no lugar do coração.


Dizia soldado amigo
meu camarada e irmão
este povo está contigo
nascemos do mesmo chão
trazemos a mesma chama
temos a mesma ração
dormimos na mesma cama
comendo do mesmo pão.
Camarada e meu amigo
soldadinho ou capitão
este povo está contigo
a malta dá-te razão.


Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de viver
este mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra.


Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril f
fez Portugal renascer.


E em Lisboa capital
dos novos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis.


Mesmo que tenha passado
às vezes por mãos estranhas
o poder que ali foi dado
saiu das nossas entranhas.
Saiu das vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
onde um povo se curvava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.


E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe.
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu.


Essas portas que em Caxias
se escancararam de vez
essas janelas vazias
que se encheram outra vez
e essas celas tão frias
tão cheias de sordidez
que espreitavam como espias
todo o povo português.


Agora que já floriu
a esperança na nossa terra
as portas que Abril abriu
nunca mais ninguém as cerra.


Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.


Quando o povo desfilou
nas ruas em procissão
de novo se processou
a própria revolução.


Mas eram olhos as balas
abraços punhais e lanças
enamoradas as alas
dos soldados e crianças.


E o grito que foi ouvido
tantas vezes repetido
dizia que o povo unido
jamais seria vencido.


Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.


E então operários mineiros
pescadores e ganhões
marçanos e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
souberam que o seu dinheiro
era presa dos patrões.


A seu lado também estavam
jornalistas que escreviam
actores que se desdobravam
cientistas que aprendiam
poetas que estrebuchavam
cantores que não se vendiam
mas enquanto estes lutavam
é certo que não sentiam
a fome com que apertavam
os cintos dos que os ouviam.


Porém cantar é ternura
escrever constrói liberdade
e não há coisa mais pura
do que dizer a verdade.


E uns e outros irmanados
na mesma luta de ideais
ambos sectores explorados

ficaram partes iguais.


Entanto não descansavam
entre pragas e perjúrios
agulhas que se espetavam
silêncios boatos murmúrios
risinhos que se calavam
palácios contra tugúrios
fortunas que levantavam
promessas de maus augúrios
os que em vida se enterravam
por serem falsos e espúrios
maiorais da minoria
que diziam silenciosa
e que em silêncio fazia
a coisa mais horrorosa:
minar como um sinapismo
e com ordenados régios
o alvor do socialismo
e o fim dos privilégios.


Foi então se bem vos lembro
que sucedeu a vindima
quando pisámos Setembro
a verdade veio acima.


E foi um mosto tão forte
que sabia tanto a Abril
que nem o medo da morte
nos fez voltar ao redil.


Ali ficámos de pé
juntos soldados e povo
para mostrarmos como é
que se faz um país novo.


Ali dissemos não passa!
E a reacção não passou.
Quem já viveu a desgraça
odeia a quem desgraçou.


Foi a força do Outono
mais forte que a Primavera
que trouxe os homens sem dono
de que o povo estava à espera.


Foi a força dos mineiros
pescadores e ganhões
operários e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
que deu o poder cimeiro
a quem não queria patrões.


Desde esse dia em que todos
nós repartimos o pão
é que acabaram os bodos
— cumpriu-se a revolução.


Porém em quintas vivendas
palácios e palacetes
os generais com prebendas
caciques e cacetetes
os que montavam cavalos
para caçarem veados
os que davam dois estalos
na cara dos empregados
os que tinham bons amigos
no consórcio dos sabões
e coçavam os umbigos
como quem coça os galões
os generais subalternos
que aceitavam os patrões
os generais inimigos
os generais garanhões
teciam teias de aranha
e eram mais camaleões
que a lombriga que se amanha
com os próprios cagalhões.
Com generais desta apanha
já não há revoluções.


Por isso o onze de Março
foi um baile de Tartufos
uma alternância de terços
entre ricaços e bufos.


E tivemos de pagar
com o sangue de um soldado
o preço de já não estar
Portugal suicidado.


Fugiram como cobardes
e para terras de Espanha
os que faziam alardes
dos combates em campanha.


E aqui ficaram de pé
capitães de pedra e cal
os homens que na Guiné
aprenderam Portugal.


Os tais homens que sentiram
que um animal racional
opõe àqueles que o firam
consciência nacional.


Os tais homens que souberam
fazer a revolução
porque na guerra entenderam
o que era a libertação.


Os que viram claramente
e com os cinco sentidos
morrer tanta tanta gente
que todos ficaram vivos.


Os tais homens feitos de aço
temperado com a tristeza
que envolveram num abraço
toda a história portuguesa.


Essa história tão bonita
e depois tão maltratada
por quem herdou a desdita
da história colonizada.


Dai ao povo o que é do povo
pois o mar não tem patrões.
– Não havia estado novo
nos poemas de Camões!


Havia sim a lonjura
e uma vela desfraldada
para levar a ternura
à distância imaginada.


Foi este lado da história
que os capitães descobriram
que ficará na memória
das naus que de Abril partiram


das naves que transportaram
o nosso abraço profundo
aos povos que agora deram
novos países ao mundo.


Por saberem como é
ficaram de pedra e cal
capitães que na Guiné
descobriram Portugal.


E em sua pátria fizeram
o que deviam fazer:
ao seu povo devolveram
o que o povo tinha a haver:
Bancos seguros petróleos
que ficarão a render
ao invés dos monopólios
para o trabalho crescer.
Guindastes portos navios
e outras coisas para erguer
antenas centrais e fios
dum país que vai nascer.


Mesmo que seja com frio
é preciso é aquecer
pensar que somos um rio
que vai dar onde quiser


pensar que somos um mar
que nunca mais tem fronteiras
e havemos de navegar
de muitíssimas maneiras.


No Minho com pés de linho
no Alentejo com pão
no Ribatejo com vinho
na Beira com requeijão
e trocando agora as voltas
ao vira da produção
no Alentejo bolotas
no Algarve maçapão
vindimas no Alto Douro
tomates em Azeitão
azeite da cor do ouro
que é verde ao pé do Fundão
e fica amarelo puro
nos campos do Baleizão.
Quando a terra for do povo
o povo deita-lhe a mão!


É isto a reforma agrária
em sua própria expressão:
a maneira mais primária
de que nós temos um quinhão
da semente proletária
da nossa revolução.
Quem a fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.


De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
um menino que sorriu
uma porta que se abrisse
um fruto que se expandiu
um pão que se repartisse
um capitão que seguiu
o que a história lhe predisse
e entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo que levantava
sobre um rio de pobreza
a bandeira em que ondulava
a sua própria grandeza!
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.
Só nos faltava que os cães
viessem ferrar o dente
na carne dos capitães
que se arriscaram na frente.


Na frente de todos nós
povo soberano e total
que ao mesmo tempo é a voz
e o braço de Portugal.


Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisas em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!

sábado, 24 de abril de 2010

A ÁGUIA CADA VEZ VOA MAIS ALTO!

Foto: A ÁGUIA CADA VEZ VOA MAIS ALTO

Não há dúvida de que estamos a atravessar um período em que o que está a dar é ser-se ÁGUIA ou pelo menos ter-se uma.

De momento não estou a referir-me à Águia Vitória que este ano voou mais alto que qualquer réptil ou dragão, mas sim à ÁGUIA dos Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural que já por aí chegou e na segunda-feira vai aparecer em força junto dos sócios daquela associação e não só.

Tendo como tema de capa a Solidariedade, não deixa de abordar outros temas relacionados nomeadamente com a Poesia, o Teatro ou a Mulher.

Eu, se fosse a si, arranjava uma. Mais que não fosse para saber o que alguém pensa sobre a hipótese de os homens fazerem ou não uma corrida de chinelos no dedo para alcançarem bilhetes para um jogo do Benfica.

Palpita-me que esta referência ao Benfica numa Folha Informativa como a Águia, é prenúncio mais que evidente de que haverá boas novas a muito curto prazo para os amantes das “Águias”…

A ver vamos…

sexta-feira, 23 de abril de 2010

CESTAS DE POESIA (CXVII)

Chegámos à penúltima “Cesta de Poesia” dedicada ao poeta Ervedalense CASIMIRO NEVES DE ALMEIDA.
A sua luta em defesa da vida contra a morte, nomeadamente através do suicídio, é bem patente nestas décimas que hoje deixamos à vossa consideração:


Título: Pedido aos meus conterrâneos mais lúcidos


Meus estimados amigos
Da minha terra natal
Combatam o suicídio
Que é nefasto e imoral


Velho, doente e cansado
Já pouco posso fazer
Mas ainda quero combater
Esse flagelo maldito.
Haja quem esteja a meu lado
Queria conjurar os perigos
É seguir estes artigos
Incutir fé, firmeza!
Combatam essa fraqueza
Meus estimados amigos.


Quem achar justo e razão
Combatam o retrocesso!
É um favor que vos peço
Do fundo do coração!
Façam ver que o cidadão
Tem por dever ideal
Manter a vida integral!
Fugir à tola mania
Que é a norma mais sombria
Da minha terra natal


A minha terra sublime
Atraente e cobiçada,
Saudável e mimosa
Tem direito a que s’estime.
O suicídio é um crime…
Igual ao do fratricídio!
É como o infanticídio!
Só diferente nos conflitos
Deter tanto estes delitos
Combatam o suicídio.


Quando ouvirem comentar
Essa pecha tão perigosa
Façam ver que é criminosa
Que se deve condenar!
É loucura singular
É mesmo parecer mal
A vida é mola real
Que ninguém pode alijar
Acabe-se o suicidar
Que é nefasto e imoral.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

CULBE NÁUTICO: ASSIM TÁ BEM

Com a reabertura ao público do seu restaurante, o sítio do Clube Náutico, em Avis, retomou a importância que havia perdido há bastante tempo.


Sob a batuta do João Milheiras, ali qualquer um pode, entre as nove horas da manhã e as duas da madrugada, desfrutar do serviço de refeições, bar ou esplanada. Com sala de repasto para cerca de cinquenta pessoas, lá é servida comida regional, porco preto, migas, marisco, entre outras iguarias bem como uma vasta gama de gelados.


A não esquecer os petiscos variados: garanto que são de comer e chorar por mais.


Com um recheio a nível de equipamentos completamente remodelado e de última geração, o Clube Náutico (Bar-Restaurante com churrasqueira), mantendo a qualidade a que a Taberna da Muralha nos habitou, tem reunidas todas as condições para que você passe uns momentos agradáveis junto de uma das mais deslumbrantes paisagens da Albufeira do Maranhão.


Ah! Não esqueça: encerra às quintas-feiras para descanso (merecido) dos empregados.


Posto isto…vamos lá beber uma imperial?


Bora lá!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

AINDA O PROJECTO LIMPAR PORTUGAL E O GRUPO CONCELHIO DE AVIS

Foto 1 - "Deixo as fotos...)
Foto 2 - "...Os comentários ficam por sua conta."

Talvez que esta seja a última vez que me refiro aqui ao Projecto Limpar Portugal (PLP) e mais concretamente ao Grupo Concelhio de Avis (GCA) do dito ( …ou talvez não…).

“DO CASTELO” foi informado, via VALNOR,  que o GCA do PLP recolheu no dia 20 de Março, lixo com o peso total de 7 480Kg (SETE MIL QUATROCENTOS E OITENTA QUILOS).

Foi muito? Graças à sua colaboração

Foi pouco? Porque você não colaborou.

As duas fotos acima foram obtidas passada semana (dia 16), na lixeira da Figueira e Barros, limpa pelo GCA. Como se pode verificar as placas lá deixadas estão ali mesmo à vista de todos mas de pouco servem.

Deixo as fotos. Os comentários ficam por sua conta…

segunda-feira, 19 de abril de 2010

SERPA PINTO RUMA À DESERTIFICAÇÃO TOTAL

Foto 1 - Da ASRPICA apenas resta o toldo indicando onde era a sua Sede..
Foto 2 - A Praça vai-se transformando num espaço cada vez mais abandonado, sem vivalma

Como se fosse uma maldição, a Praça Serpa Pinto vai sofrendo reveses atrás de reveses rumo a uma desertificação quase total. A partir de ontem, Domingo, a Associação de Reformados Pensionistas e Idosos do Concelho de Avis (ASRPICA) mudou-se de armas e bagagens, deslocando a sua sede para um lugar mais condigno com a sua condição, em termos de instalações. E a Praça, entretanto transformada em Rua, fica cada vez mais deserta, havendo menos hipóteses de se verem aqueles bancos compostos de gente a conversar ou a descansar, à boa maneira alentejana.

Metamorfoseada em parque de estacionamento para os visitantes da zona histórica da vila – ainda assim diminuto pois que só tem parqueamento para oito viaturas – vai-se transformando num espaço cada vez mais abandonado.

Por enquanto resta uma casa de habitação permanente naquele imenso espaço.

Mas…até quando?

sexta-feira, 16 de abril de 2010

CESTAS DE POESIA (CXVI)

Servindo-nos ainda da “Colectânea de Poesias” de Casimiro Neves de Almeida, nascido que foi em Ervedal, passamos a dar a conhecer mais umas décimas que pensamos retratarem uma situação vivida na sua terra natal:



Casa bem estabelecida
Firma Lageira e Cão;

O cão à porta convida,
E o Lageira ao balcão.


Esta casa de negócio
Além de bem situada,
É muito bem frequentada
Como sendo um sacerdócio!
O Lageira e o seu sócio,
Governam a sua vida
Vendem vinho e mais bebida
A seus fregueses de chito
É no estreito de galrito
Casa bem estabelecida!


Estão bem estabelecidos
Com vontades sempre prontas,
Entendem-se bem nas contas
Nos seus valores entendidos
Estão sempre decididos
E com toda a prontidão
A tratar com atenção
E com toda a cortesia
Estimam bem a freguesia
Firma Lageira e Cão!


Têm contrato firmado
Numa base social
Têm escritura legal
Tudo bem organizado!...
Pagam licença ao Estado
Da firma constituída
Ideia esclarecida
São até muito corteses,
À entrada dos fregueses
O cão à porta convida.


É uma união perfeita
Cada um segue os seus topos,
O Lageira lava os copos
O cão vigia a gaveta…
Cada um por si se ajeita
Com a maior atenção
Faz a sua obrigação;
Cada um por si faz vasa
O cão nas honras da casa
E o Lageira ao balcão!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O MONTADO EM DISCUSSÃO

O Município de Avis é o responsável pelo Seminário que irá debater a importância do Montado e intitulado “Montado – Património Rural, Património de Portugal” e integrado no Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

O evento terá lugar dia 17, no Auditório Municipal Ary dos Santos, a partir das 10 horas e contará com um prestigiado painel de oradores.

As inscrições são gratuitas e podem ser efectuadas até hoje, dia 15, sendo que os objectivos deste Seminário serão os de promover a discussão em torno das questões da gestão e da biodiversidade dos montados.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

AMANHÃ, QUINTA-FEIRA, HÁ CAFÉ COM LETRAS NA SEDE DA ACA

Amanhã, quinta-feira realiza-se na sede da ACA a partir das 18 horas mais uma sessão das tertúlias de Café com Letras. Desta feita o convidado é TIAGO ANTUNES, Ervedalense e Delegado da Fundação Inatel em Portalegre que nos vai falar sobre aquela Fundação em termos de expectativas e perspectivas.

As entradas são livres, como todos sabem.
Porque não vai até lá?


E já que falámos em Portalegre, o que ireis ver clicando abaixo, só podia mesmo ter sido em Portalegre.
Digo eu…ora experimentem a ver e a ouvir com atenção:


http://www.youtube.com/watch?v=p9nvSpdynNU

segunda-feira, 12 de abril de 2010

AVIS EM ALTA - COM DOSE DUPLA!

Dinis Muacho, Engenheiro natural de Aldeia Velha de Santa Margarida, obteve o 1º Prémio no Concurso de Fotografia sobre AVAC e Refrigeração. A votação foi efectuada via net, estando assim o trabalho exposto a um grande número de observadores e especialistas, o que só vem enaltecer ainda mais o brilhante prémio alcançado por este jovem Engenheiro.
Parabéns ao Dinis!





Rute Reimão, residente em Avis, concedeu uma entrevista à conceituada revista online Livros e Leituras onde dá a conhecer muitos dos seus sonhos.
“DO CASTELO” ao mesmo tempo que dá os parabéns à entrevistada e à entrevistadora (a amiga Lurdes Breda)  com o atraso próprio de um Alentejano que se preze (!!!!!?????), aconselha vivamente a que todos leiam aqui a entrevista:





sexta-feira, 9 de abril de 2010

CESTAS DE POESIA (CXV)

O Ervedalense CASIMIRO NEVES DE ALMEIDA, preocupava-se com o eterno problema da Guerra e da Paz, como bem fica demonstrado nas seguintes décimas que hoje lhe damos a conhecer intituladas de : "O JOGO DA PAZ"
A América baralha
A França parte e revoga,
A Rússia por fim dá cartas
A Inglaterra joga!...

Os quatro grandes parceiros
Jogam a ferro e fogo…
Cada um faz o seu jogo,
Nos planos mais interesseiros!
Avaros, aventureiros…
Quando encarte não calha,
A quina , ou sena, não falha,
P’ra matar os maus agouros!
P’ra garantir o naipe d’ouros…
A América baralha!...

Com o jogo sempre oculto,
A França não perde a fama;
Joga com valete e dama…
Faz sempre vaza de vulto!
Faz sinal resoluto,
Quando a Rússia interroga!
Está mais afoita a jogar,
Sem temer ganho nem perda,
Com o baralho à esquerda…
A França parte e revoga!

Para a cartada da Paz
É firme o jogo da Rússia!
Com firmeza e astúcia,
Seu jogo não volta atrás!
Porque Rússia tem o ás!...
Fita a França! Não encartas?!
Mão aos tentos! Não repartas!
Porque o jogo está seguro!...
Para o jogo futuro,
A Rússia por fim dá cartas!...

A Grã-Bretanha tem Rei…
Trunfo de categoria;
Joga na Democracia.
Baseia o jogo na Lei!
Mas depois é que eu não sei
O palpite que advoga…
Em longas águas se afoga…
Em todas usa o seu truque!
Arriscando Rei e Duque
A Inglaterra joga!











quarta-feira, 7 de abril de 2010

"AS DÉCIMAS DE JOÃO GUILHERME" a notícia fotografada

Foto 1 - O homenageado: "Com esta fatiota nem me reconheço..."
Foto 2 - A mesa de honra: João Guilherme, António Luis, Margarida Luzia, Maria Albertina
Foto 3 - Um aspecto da assistência
Foto 4 - Outro aspecto da assistência
Foto 5 - Pormenor da sessão de autógrafos

domingo, 4 de abril de 2010

"AS DÉCIMAS DE JOÃO GUILHERME" a notícia escrita

Com o salão da junta de Freguesia de Ervedal bem composto de amigos, procedeu-se hoje ao lançamento do Livro de poesia de JOÃO GUILHERME, intitulado  “AS DÉCIMAS DE JOÃO GUILHERME”. Em vez de lhe chamarem “lançamento de livro” chamaram-lhe, e a meu ver muito bem, de “homenagem ao Sr. João Guilherme”. A mesa de honra foi composta pelo autor, pela Senhora D. Margarida Luzia, Presidente da Junta de Freguesia local, pelo Vereador da Câmara Municipal de Avis Sr. António Luís e pela Professora Maria Albertina que fez a apresentação do livro.
Margarida Luzia abriu a cerimónia afirmando em dada altura do seu curto mas conciso discurso: “Estou muito feliz por estar aqui!”
Por sua vez o Vereador António Luís disse “não estar preparado para o discurso mas que também não fazia mal pois que não gostava de ler, antes gostava mais de falar de improviso.”
A Professora Maria Albertina, tal como os antecessores oradores, elogiou as qualidades pessoais e poéticas do homenageado afirmando em dois trechos do seu discurso:
-Este livro era o sonho do Sr. João Guilherme” e
- Apesar de iletrado, ele é um homem culto”
De seguida e depois de ler a biografia do autor e a Introdução por ela mesma assinada, não resistiu a ler três poesias do livro agora lançado. Porque também gostamos, damos a conhecer a primeira das décimas lidas correspondente ao Mote nº 2:

Um mouco ouve a notícia
Um cego lê o jornal
Um coxo foge à polícia
Um mudo orador principal

O maneta joga ao boxe
Dá murros ao desmazelo
O careca corta o cabelo
O cadáver espirra e tosse
O direitinho não se torce
Encara que é delícia
O coxo foge à polícia
Com receio da prisão
O cego vê a televisão
Um mouco ouve a notícia

O milionário é um pedinte
O ministro é um ganhão
O vagabundo é um patrão
E cem é mais do que vinte
Não há ninguém que não pinte
Pinte bem ou pinte mal
Espanha não é Portugal
Piolho não é percevejo
Agora sim que eu vejo
Um cego lê o jornal

O mouco escuta e transmite
Diz ao mudo o que se passa
A fala deste mete graça
Mas graça não admite
Só ao cego permite
Brincadeira de perícia
O cego cheio de malícia
Diz ao mudo orador
Mas que grande corredor
Um coxo foge à polícia

Se começa de princípio
Lá está o mouco a ouvir
O mudo quer intervir
Então começa o comício
O cego assina o armistício
Com essa visão global
É um barulho infernal
Todos querem intervir
Toda a gente a aplaudir
Um mudo orador principal

Para finalizar, Maria Albertina desejou muitos anos de vida ao Sr. João Guilherme, com votos de que ainda escreva muito mais para, quem sabe, um dia ver outro livro seu publicado.
Suzete Barradas Mota leu uma poesia dedicada ao homenageado, houve sessão de autógrafos e por fim um momento de salutar convívio num lanche servido pela Junta de Freguesia local.
De novo “DO CASTELO” endereça os parabéns a todos os intervenientes com especial ênfase para a Junta de Freguesia de Ervedal que foi o pilar base desta iniciativa.
Àh! Não se esqueçam que amanhã, segunda-feira de Páscoa, há festa à moda antiga na Horta das Rosas, ali na Freguesia de Ervedal.

P.S. Solicito a quem fez o “favor” de entregar à D. Margarida Luzia uma cópia do que aqui foi escrito no dia 04 de Março que agora faça o favor de entregar também (se ainda não fez, é claro) o que aqui ficou registado nos dias 07 de Março, dia 29 de Março e hoje, obviamente.
“DO CASTELO” agradece.

sábado, 3 de abril de 2010

VIII JOGOS FLORAIS DE AVIS - A UMA SEMANA DE ENCERRAREM

Apesar de faltar uma semana para o encerramento da recepção dos trabalhos aos VIII Jogos Florais de Avis, ainda está muito a tempo de concorrer.
Se por acaso não souber ou já não se lembrar das regras, elas são as seguintes, constantes no respectivo regulamento.

VIII JOGOS FLORAIS DE AVIS

REGULAMENTO


1 - Os VIII Jogos Florais de Avis são uma iniciativa da AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ - ASSOCIAÇÃO CULTURAL, a que podem concorrer todos os cidadãos portugueses abrangidos pelo que se dispõe no presente regulamento.

2 - Só são admitidos a concurso trabalhos inéditos, redigidos em Português e nas seguintes modalidades:



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POESIA

A - QUADRA POPULAR – Tema

“O FUTURO”

Em redondilha maior, de rima ABAB, uma quadra em cada folha.

B - POESIA OBRIGADA A MOTE

Mote
QUEM SÓ VIVE DO PASSADO
E SE VÊ TÃO INSEGURO,
DÁ PRESENTE ENVENENADO
AOS QUE OLHAM O FUTURO
(Aníbal da Silva Fernandes/Avis)

Nota: não descurando outras formas de glosar o mote, daremos especial atenção ao tratamento em décimas.




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PROSA

CONTO subordinado ao tema: “ O FUTURO”
(Máximo de 3 páginas, escritas em tamanho 12, a espaço e meio de entrelinhamento).





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3 - De cada trabalho serão enviados três exemplares, dactilografados (à máquina ou em computador) em papel formato A4, de um só lado com caracteres de tamanho 12, sendo que apenas no conto o espaço entre linhas deverá ser de espaço e meio. Os trabalhos não poderão ser adornados com moldura ou qualquer outro adorno.

4 - Todos os trabalhos terão que ser subscritos por um pseudónimo, devendo os respectivos autores, enviar anexo a cada trabalho, um envelope fechado com o pseudónimo dactilografado no rosto, e dentro, o nome, morada e número de telefone do Autor.

5 - Cada concorrente poderá apresentar dois trabalhos por modalidade, com excepção da QUADRA onde poderão ser apresentados três trabalhos a concurso, pelo que cada um será subscrito com pseudónimo diferente. Serão desclassificados os trabalhos que não sejam inéditos, isto é, que já tenham sido apresentados noutros concursos.

6 - O prazo de remessa dos originais (data de carimbo dos correios) termina em 09 de ABRIL de 2010 e deverão ser enviados, para:

VIII Jogos Florais de AVIS
Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural
Praça Serpa Pinto, Nº11
7480 - 122 AVIS

7 - O não cumprimento do estipulado no presente regulamento, anula a apreciação dos trabalhos pelo júri, de cujas decisões não cabe recurso.

8 - As classificações serão tornadas públicas em 3 de Maio de 20I0, sendo todos os concorrentes avisados por escrito.

9 - Haverá três prémios por modalidade, bem como as menções honrosas que o júri entender por bem conceder. Poderá, no entanto, deliberar a não atribuição de qualquer prémio, numa ou mais modalidades, se considerar que a qualidade dos trabalhos apresentados não é consentânea com a projecção que se pretende para esta iniciativa.

10 - A entrega de prémios aos galardoados terá lugar no dia 22 de Maio de 2010, em Avis, no Auditório Municipal Ary dos Santos, pelas 14H30’.

11 - Estes Jogos Florais ficam interditos aos elementos do Júri e demais pessoas envolvidas na organização dos mesmos.

12 - Ao Júri cabe a resolução de qualquer ocorrência que não seja abrangida pelo presente regulamento.

Nota: regulamento aprovado em reunião de Direcção da ACA-AC em 22 de Dezembro de 2009.

Com o apoio de:
Câmara Municipal de Avis
Junta de Freguesia de Avis

sexta-feira, 2 de abril de 2010

CESTAS DE POESIA (CXIV) ...pois é!

Oito horas da manhã. Praça Serpa Pinto em Avis.
O meu amigo An. atira-me num repente:
- Este ano escolheu para o 1º de Abril uma mentira pouco consistente…
- Foi o que se pôde arranjar…respondo-lhe.
Assim se desmitificou mais uma “peta” do dia 1 de Abril. Efectivamente “DO CASTELO” apesar de por vezes sentir vontade de se esfumar, se diluir, ainda por cá vai estando mais uns tempos. Não sabemos quanto nem como. Irá seguindo a sua vida normalmente, como qualquer vida a quem só se deverá dar a importância q.b. Nem mais nem menos.

Aos que me mandaram emails a dizer para continuar, pois vou continuar e obrigado pelo vosso “cuidado”.

(Mail recebido de Silves - Meu mestre, antes de mais desejo que tenha uma Páscoa feliz junto da sua mulher e minha amiga, assim como restantes familiares. Venho agradecer-lhe o bem que me tem feito através do seu blg .A partirde agora vou eu e todos os avisenses que estão fora de Avis, ficar mais pobres... Mas quero dizer-lhe que compreendo que queira descansar, não conheço ninguém como o senhor, sempre disponível e a pensar nos outros. )

Obrigada pela parte que me toca. Um abraço para todos vós. Aos que pensavam que tinha morrido…olhem ressuscitei ainda antes do 3º dia…

Posto isto, vamos às Cestas de Poesia porque hoje é sexta.
Ainda, durante o mês de Abril, a divulgar excertos do livro “Colectânea de Poesias” de Casimiro Neves de Almeida, Ervedalense que infelizmente já não está entre nós. E porque esta Primavera de 2010 ainda é uma criança, dou-vos a conhecer o seguinte trabalho: 



Título: Jardim da Primavera

Fui ao jardim dos amores
Em que a deusa flora impera
Entre tantas lindas flores
Saudei a Primavera

Entrei em feliz momento,
Detive-me a contemplar
As auroras de enxofrar
As rosas do pensamento!
Chamou o meu sentimento,
Tanta beleza das flores,
Tanta perfeição de cores,
Atraiu meu ser singelo,
Para contemplar o belo,
Fui ao jardim dos amores!

Não me atrevi a cortar
Um lindo botão de rosa
Que a minha mão criminosa,
Não lhe devia tocar…!
Não se deve profanar
Uma flor que se venera!
Com a atenção sincera
Contemplei o jasmim;
É aqui neste jardim
Em que a deusa Flora impera!

Com a mais pura atenção,
Contemplei a saudade,
Que é a flora da verdade
E mora no meu coração!...
Símbolo da recordação,
Conselheira dos amores,
A beleza dos odores,
Perturbar o mau olfacto,
Fiquei um tanto abstracto,
Entre tantas lindas flores!

Entre tantas flores tão belas
Fiquei ébrio de magia…
Convoquei a Poesia,
Não as vi a todas elas…
Eram puras e singelas;
Como tudo se esmera
Numa fresca atmosfera
Naquele belo horizonte,
Descobri a minha fonte,
Saudei a Primavera.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

"DO CASTELO" CHEGOU AO FIM

Tudo tem um princípio e tem um fim. Uma vida começa e acaba, uma viagem tem uma hora de partida e uma hora de chegada. A hora de partida de “DO CASTELO” foi no já longínquo dia 21 de Agosto de 2003. Hoje é a sua hora de chegada aos términos de uma viagem que nem sempre foi muito bem compreendida por parte de quem lia o que por aqui se ia escrevendo e que, apesar de tudo, ia embarcando, isto é, nos ia lendo, perfazendo uma das mais de 61 700 visitas que temos registadas desde que o contador  foi colocado. Mas isso já são contas do passado.

Na memória ficará o facto de “DO CASTELO” ter sido uma referência para quem, morando longe, ia sabendo notícias da sua terra. Ainda não há muito tempo uma amiga que mora lá para as bandas do Tejo me dizia que às vezes vinha a casa dos pais e que eles nem sabiam de certas coisas que ela, lá longe sabia, em virtude de ler “DO CASTELO”.

Para terminar, mesmo duas últimas referências:

1 – Está prestes a ser “inaugurado” o novo visual do site da Freguesia de Avis, que pode ser consultado em http://www.jf-avis.pt/
Bonito, agradável de visitar, não deixe de por lá passar mas mais tarde, assim a partir do meio-dia de hoje e depois faça-o assiduamente.

É assim, morrem uns (re)nascem outros…



2 – Porque é Pascoa e porque desejo que todos aqueles que tiveram a paciência de me ler tenham uma Páscoa feliz, deixo-vos um sítio para verem um vídeo que nos mostra o perigo de conduzir sob o efeito de álcool ou drogas. Aviso que as imagens são chocantes, mas a ideia é essa mesma: chocar, para que não se repita o mesmo do ano passado em que 13 (treze) pessoas perderam a vida nas estradas de Portugal durante o período da Páscoa. Oiça a música, veja as imagens e reflicta. É aqui:



A frase não é minha, já aqui tenho repetido, mas assenta que nem uma luva nesta hora de despedida: FAÇAM-ME O FAVOR DE SEREM FELIZES!

segunda-feira, 29 de março de 2010

A JUNTA DE FREGUESIA DE ERVEDAL PRESENTEIA-NOS COM AMÊNDOAS RECHEADAS DE CULTURA

É isso: A Junta de Freguesia de Ervedal vai presentear-nos esta Páscoa com amêndoas recheadas de cultura. No próximo Domingo de Páscoa, dia 4 de Abril, pelas 15,30h e no Salão da Junta, terá lugar o lançamento do livro de poesia popular intitulado de “As Décimas de João Guilherme” da autoria do grande poeta Ervedalense e meu amigo Sr. JOÃO ANTÓNIO GUILHERME.

É com enorme satisfação que DO CASTELO” dá a conhecer a todos os seus leitores este evento cultural, ao mesmo tempo que apela a todos que possam estar presentes que o façam, pois que o Sr. João Guilherme merece uma festa bonita e o mais bonito será ver-se rodeado de muitos amigos e amigas.

Resta endereçar os parabéns à Junta de Freguesia de Ervedal na pessoa da sua Presidente, e ainda à Fundação Paes Teles e ao Município de Avis que apoiaram esta iniciativa.
 Para a professora Maria Albertina Dordio, outra Ervedalense de gema, que se encarregou de compilar as décimas a publicar, um enorme aplauso, pela sua generosidade.

sexta-feira, 26 de março de 2010

CESTAS DE POESIA (CXIII)

Grande admirador do General Norton de Matos, CASIMIRO NEVES DE ALMEIDA, o Ervedalense que tem preenchido as últimas Cestas de Poesia, dedica-lhe umas décimas que intitulou: "Saudação ao General Norton de Matos", que passo a transcrever-vos:







Salvé, bravo general!
De nobreza e soberania
Erguei o nosso ideal,
Salvai a democracia


Queridos eleitores cordatos,
De bom senso e valor,
Vão às urnas a favor,
Do senhor Norton de Matos!
Dar nossos votos mais gratos
Ao português liberal,
Para que salve o ideal
Que a censura nos encobre,
Nós queremos um Estado Nobre
Salvé, bravo General!


Ó general eloquente!
Peito forte e alma grata,
Tem em cada Democrata
Um soldado obediente.
Na vossa alta patente,
Ajustai bem a chefia,
Da nossa cidadania,
P’ra qual eu tanto protesto!
Queremos um governo honesto,
De nobreza e soberania.


Entrai firme e resoluto
Erguei o vosso pendão!
Que á fronteira da Nação,
Está um Rei absoluto,
A espreitar como matuto…
A ocasião fatal
De implantar em Portugal,
A Monarquia banida…
Lutai como pela vida
Erguei o nosso ideal!


Equipai bem as defesas
Do Império Ultramarino,
Salvaguardai o destino,
Das colónias portuguesas,
Aproveitai as riquezas
Que o subsolo encobria,
Lavrai a terra bravia,
Dai aos rios melhores cursos,
Guardai nossos recursos,
Salvai a Democracia!