sábado, 23 de janeiro de 2010

PROJECTO LIMPAR PORTUGAL - GRUPO DE AVIS NO TERRENO








Hoje o dia até não amanheceu convidativo. Às sete da manhã o céu estava muito nublado e havia algum vento. Estava aquilo que se pode dizer uma manhã a apelar à cama, ao levantar tarde, principalmente para aqueles que têm a dura tarefa de se levantar cedo todos os dias, por obrigações profissionais.
O Grupo Concelhio de Avis do Projecto Limpar Portugal, tinha agendada uma visita ás lixeiras ilegais, melhor, a algumas lixeiras ilegais do nosso concelho, e às 9 horas, lá se foi juntando o grupo de voluntários, vencendo sonos e cansaços.
Nestas coisas os atrasos do costume: um que só pode ir depois do pão chegar, outro que, com a pressa, se esqueceu do copo de leite dentro do microondas e teve que ir beber qualquer coisa quente à “Pastelaria Laranjeira”.
Às 9 e 25 ala que se faz tarde! À estrada! Sob a mão de volante do eco-amigo Ângelo Rosado rumou-se em direcção a Aldeia Velha. Local de paragem, junto ao campo de futebol. Chegámos: a primeira lixeira estava ali à nossa frente e à frente de todos quantos moram em Aldeia Velha: plásticos variados, pneus, madeiras, vidros, cimento, esferovite, ferro. Há por ali de tudo e em quantidade q.b.. Dizem-nos que muito do lixo que ali existiu foi soterrado, quer dizer, está lá mas não se vê. Feito o levantamento deste local, o próximo destino foi Benavila, ali bem junto à margem esquerda da barragem e igualmente do lado esquerdo mas da ponte que dá acesso a Valongo, no sentido Benavila -Valongo. Um caos! Além de toda a espécie de lixos da lixeira de Aldeia, juntemos-lhe garrafas de vidro, muitas garrafas de vidro, mais entulho, mais sapatos, casacos de cabedal, cartuxos de caça e muitos plásticos que inicialmente se pensou poderem ter sido radiografias. Uma análise mais cuidada levou-nos a concluir que se trata de dezenas e dezenas de plásticos brancos que em tempos protegeram dos dentes das lebres os tenros troncos das jovens oliveiras plantadas nas imediações. Não havia melhor destino do que deitá-los ali para junto da barragem. O vento encarregou-se de espalhar muito deste lixo para dentro da dita barragem. Um autêntico crime ecológico sem punição. Mais um!
Após meia-hora de análise deste local, atravessamos Benavila e vemos como o lixo se amontoa junto dos contentores, à entrada junto das instalações de um antiga Cooperativa e depois à saída na estrada que nos levará à Figueira. Por detrás dum acampamento benavilense corre um regato onde, apesar da chuva, se vêem melhor os plásticos soltos do que a água a correr.
Rumemos pois a Figueira e Barros não sem antes pararmos já nas imediações do Monte do Chafariz onde existiu em tempos uma lixeira pública, legalizada. Dizem-nos que com a chegada da Valnor aquela lixeira acabou mas o seu encerramento não foi um exemplo. Os lixos foram soterrados e a pouca distância da extinta lixeira está uma mini-barragem e corre uma linha de água.
Figueira e Barros - junto ao campo de futebol. Mais do mesmo. Mais e muito: por íngremes barreiras amontoam-se centenas e centenas de quilos de lixo: plásticos, entulho, de tudo. Limpar esta lixeira é de dificuldade elevada dado o difícil acesso ao lixo lançado barreiras abaixo.
Deixemos a Figueira e rumemos ao Ervedal com vários “pontos de interesse” pelo meio. Antes mesmo da ponte da Figueira, do lado direito da mesma lá se vê o efeito pernicioso da mão criminosa do homem mal formado. Ribeira de Sousel: O CÙMULO! Mesmo antes da ponte e do lado direito da estrada imagine-se, contaram-se 12 (doze) ovelhas mortas, a apodrecer, rés-vés com a barragem…e com a estrada nacional O cheiro é nauseabundo apesar das baixas temperaturas. Além das ovelhas mortas tudo o que já referenciámos nos outros locais de depósito ilegal de lixo. Ah! Acrescentaremos colchões, muitos, mas mesmo muitos, cartuxos de caça.
A propósito do detectado nesta lixeira contou o Sr. António Henriques, o elemento mais velho desta equipa de boa vontade, que, no seu tempo não se escondiam as ovelhas mortas nos barrancos. Deixavam-se no campo bem à mostra para que se fizesse a “Justiça do Maranhão”. E o que era a “Justiça do Maranhão”? Pois bem, os animais mortos atraíam os abutres que os dizimavam só deixando os ossos. Ao tempo, aos abutres chamavam-lhes avestruzes, mas isso pouco importa. Talvez que a Justiça fosse do Maranhão por ser de lá, das suas fragas, que vinham provavelmente os tais abutres. Agora que há tantos meios legais para se verem livres destas situações, escondem-nos bem junto ( quem sabe se também dentro) da barragem do Maranhão.
Falta-nos só visitar uma das lixeiras previamente referenciadas pelo Grupo de GPS do Núcleo de Avis do Projecto Limpar Portugal. Ponte da Ribeira da Caniceira e inflictamos à esquerda (vindo da Figueira e Barros, via Estrada Nacional Nº 244). Saibreira. A maior. Dada a sua enormidade faz-me lembrar a lixeira que existiu em tempos nas proximidades da actual ETAR. Tanto lixo, mas tanto…e a Ribeira da Caniceira ali tão perto! Vigas de cimento, plásticos (sempre os malditos plásticos!), pneus de todos os tamanhos e feitios, mobiliários, madeiras dispersas…lixo, muito lixo.
Acabada esta visita de estudo, como alguém muito bem lhe chamou, foi hora de voltar a Avis. Chegámos às 13 horas.
Estas lixeiras estão referenciadas, vistas e agora há que tomar medidas. Quais? Não sabemos. Bom seria que todos aqueles que lerem estas linhas se juntassem a esta causa, ao Grupo de Avis do Projecto Limpar Portugal.
Não concordando com o pensamento de certa gente que acha que “quem suja que limpe”, continuamos dispostos a lutar por esta causa, a título inteiramente gratuito, repito e sublinho, a título inteiramente gratuito, no pressuposto de que se todos pensássemos do mesmo modo, se calhar só os padeiros é que comeriam pão, por serem eles que o fazem.
Para terminar, que esta “reportagem” já vai longa, lembrei-me de que agora há por aí a mania de se comentarem fotografias do facebook em quadras. E mais estando aí os VIII Jogos Florais de Avis, a que nos referiremos oportunamente, e dos quais consta a bonita quadra de Aníbal Fernandes:

QUEM SÓ VIVE DO PASSADO
E SE VÊ TÃO INSEGURO,
DÁ PRESENTE ENVENENADO
AOS QUE OLHAM O FUTURO

Lembrei-me de, apesar da falta de jeito, também fazer uma quadra que acabou por sair mal e porcamente:

Quem só vive do passado
Á espera daquilo que herda,
Também fica bem lixado
Que de cá só leva merda ...

Tenho dito.

P.S.: Por razões que desconheço (por enquanto), não consegui legendar as fotografias. Assim temos, por ordem decrescente de posicionamento: em primeiro lugar a Lixeira de Aldeia Velha, depois Benavila, segue-se a da Figueira e Barros, depois a da Ribeira de Sousel e finalmente a da Saibreira (Ribeira da Caniceira-Ervedal).
Para uma melhor percepção, aconselhamos a ampliar as fotografias.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

CESTAS DE POESIA (CIV)

As “Cestas de Poesia” alcançaram hoje a sua publicação nº 104.
Sabendo-se que o ano tem 52 semanas, quer isto dizer que há dois anos que, sem falhar uma semana, por aqui passaram 104 poesias de poetas da nossa terra, e sempre em décimas. Nem eu próprio acreditava na longevidade desta iniciativa.
Digamos que para comemorar este “acontecimento” vou contar-vos aquilo que o meu amigo António Henriques me contou acerca do meu actual homenageado, JAIME VELEZ, O MANTA BRANCA. António Henriques confessa-me orgulhoso:
- Acompanhei muitas vezes o Jaime aí nas feiras. Tinha eu para aí os meus dezanove, vinte anos e era certo e sabido que quando eu não andava com as cachopas, estava a ouvi-lo cantar ao desafio nas feiras que por ai havia…Conta-se que certo dia o Jaime fazia-se acompanhar por um sobrinho, que como ele era ganhão na Herdade do Lameirão. Em determinada altura uma cotovia saltou do chão ali quase debaixo dos seus pés e começou a dar pequenos voos não abandonando o local, tal como fazem quando estão a chocar os ovos. Então o tio lançou um desafio ao sobrinho:
- Vamos fazer uma quadra à cotovia. Eu faço os dois primeiros versos e tu acabas. Pode ser?
Então disse o Jaime Velez:

Está aqui uma cotovia
A chocar uns poucos de ovos…

Ao que o sobrinho rematou:

O sol quando é ao meio-dia
É quando alumia mais povos

Então o Jaime disse-lhe:
- Não está mal de todo. Mas tu fugiste “à consoante”. Começaste na cotovia e acabaste no sol. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Não faz lá grande sentido. Ora vê lá se assim não ficava melhor:



Está aqui uma cotovia
A chocar uns poucos de ovos…
Deve tirar qualquer dia
Um bando de pássaros novos.

Não achas que está melhor?



Por esta passagem conclui-se que o Jaime Velez não só gostava de versejar como até “dava aulas de poesia”.

Posto isto voltemos ao livro “Poetas Populares – 3º volume” de Fernando Cardoso para nos deliciarmos com mais umas décimas do Manta Branca.

O arado que o mestre fez
Para lavrar com dois bois pretos
Lavra bem só de uma vez
Até os regos ficam mais “dirêtos”

Lavram a toda a fundura
Todo ele está bem “fêto
É mesmo assim ao meu “jêto”
Está em muito boa altura
Para lavrar em terra dura
É tão firme como o fez
É uma obra cortês
Ver-se lavrar é um gosto
Tudo nele está bem posto
O arado que o mestre fez.

Estou “satisfêto” e contente
Com as peças que lhe vejo
Está bem “fêto” o rabanejo
E bem empalmado no dente
Lavra fundo e lavra assente
Não lhe posso pôr “defêto”
Toda a arte tem “precêto”
Para quem bem os compreenda
Ofereceram-me esta prenda
Para lavrar com dois bois pretos.

Colocados no natural
As aivecas ambas as duas
Já tenho visto charruas
Lavrarem muito mais mal
É uma obra principal
Gabada pelo Velez
Furos naturais tem seis
E dente, teiró e mexilhos
E mesmo atrás de dois novilhos
Lavra bem só de uma vez.

A têmpera nunca falha
A ponte baixa e levanta
Tem um furo na garganta
Aonde a teiró trabalha
Ampara o pescaz quando encalha
Dispenso alguns “sujêtos”
Os que não prestam “rejetos”
Não os gabo nem lá perto
Neste lugar puxa certo
Até os regos ficam mais “dirêtos”.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

MAIS UM MIMINHO "DO CASTELO"

Os melhores leitores merecem sempre os melhores prémios. Assim, “DO CASTELO” tem o grato prazer de oferecer a todos os seus leitores  e leitoras aquele que considera ser O PORTAL DOS PORTAIS.


Ora clique aí em baixo  e veja lá se não encontra de tudo ou quase tudo…como em algumas farmácias.
Eu acrescentaria: encontra é muito mais.
Vamos experimentar?





sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

CESTAS DE POESIA ( CIII )

Antes das cestas : AMANHÃ, ÀS 14,30H, NA SUA SEDE, A AMIGOS DO CONCELHO DE AVIZ - ASSOCIAÇÃO CULTURAL, REALIZA A ASSEMBLEIA ORDINÁRIA: SE FOR SÓCIO COMPAREÇA.

Continuemos na senda desse "enorme" poeta popular que foi Jaime Velez, O MANTA BRANCA, socorrendo-nos ainda do livro de Fernando Cardoso, "Poetas Populares" - 3º volume, 5ª edição.
Reproduzimos pois, hoje, mais umas décimas deste Benavilense.

Mote:

Deus me deu de natureza
A sorte que me abraçou
Miséria mal e tristeza
Ainda nunca me faltou

Que ofensa a Deus faria
Para ser tão castigado
Paixões rodeado
Sofro penas sem quantia
Alegre nem só um dia
Aiunda nunca conheci beleza
Herdei do mal a vileza
Na hora em que nasci
Triste cena possuí
Deus me deu de natureza

Para eu ser tão infeliz
Não devia ter nascido
Fui pela desgraça protegido
E o bem desprezar me quis
O mal criou raiz
Nunca mais me abandonou
Alegria se me ausentou
A ventura me fugiu
Tudo quanto é mal adquiriu
A sorte que me abraçou

Tenho que a cruz abraçar
Neste espinhoso caminho
Oiço mal e poucochinho
A vista está me a faltar
Para eu arrastado andar
Bastava a minha pobreza
Ainda para mais baixeza
Tenho em tudo sofrimento
Cada vez com mais aumento
Miséria mal e tristeza

Esta eterna paixão
Sempre minha companheira
Não posso ainda que eu queira
Tirar-me da escuridão
Em tão triste situação
Eu sempre penando estou
Um triste vivente sou
Vivo sempre em amargura
Sofrimento e desventura
Ainda nunca me faltou

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

ONDE PÁRA A MINHA AGENDA?

Estou sempre ansioso que chegue a Agenda Municipal para dar uma vista de olhos e marcar algum acontecimento que me desperte interesse. Por questões que secalhar nem serão muito pertinentes, a Agenda costuma chegar sempre um pouco atrasada no tempo: uns diazinhos de atraso, somente.
Hoje, assim que senti o carteiro mexer na minha caixa de correio logo para lá corri, mas...desilusão: a Agenda ainda lá não estava. Sendo que amanhã já é meio do mês, não acredito que as mesmas ainda estejam por enviar para os CTT para posterior distribuição por aqueles serviços. A mim não me restam dúvidas nenhumas de que a minha Agenda - paga com parte do valor dos meus impostos - se "perdeu" no percurso entre a Câmara Municipal e a minha casa, pois que eu até já vi uma nas mãos de uma pessoa. Desencaminhou-se. Onde é que eu não sei nem faço idéia. Alguém me poderá dar uma ajudinha?
Daí a minha pergunta: onde pára a minha agenda?

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O CAFÉ COM LETRAS ESTÁ DE VOLTA QUANDO O SR. MANUEL ROSA NOS DEIXOU


Ponto 1 -
Recomeçam amanhã as tertúlias que a Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural realiza entre Janeiro e Junho, quinzenalmente às quintas-feiras e sempre às 18 horas na sua Sede. Estas tertúlias chamam-se de "Café com Letras" e a sessão de amanhã, segundo "DO CASTELO" conseguiu apurar, será a sessão nº 83. É muito "Café"...
O tema escolhido para a 1ª sessão desta nova série é o debate acerca da GRIPE A, sendo convidada uma técnica que poderá responder a todas as dúvidas que ainda nos assaltam sobre esta pandemia que afinal nem o chegou a ser. Ou terá chegado? Amanhã a Srª Enfermeira GENOVEVA SADIO, profissional no Centro de Saúde de Avis, estará á disposição de todos quantos quiserem beber um cafézinho quente ou um chá enquanto se esclarecem sobre esta matéria.
Ponto 2 -
Curiosamente, ou não, precisamente no dia em que faço referência ao "novo" Café com Letras tenho a obrigação de referir o desaparecimento de alguém que foi um grande assíduo destas tertúlias. Foi hoje a enterrar o meu amigo Manuel Rosa, para sempre o Sr. Manuel. Enquanto as forças lho permitiram o Sr. Manuel não falhou mais que dois Cafés que eu me lembre. Pontualíssimo, por vezes quando a porta da Sede da ACA era aberta assim já muito rés-vés das 18 horas logo o Sr. Manuel comentava que "pensava que vinha enganado, que hoje não havia..." A sua assiduidade era de tal modo marcanate nestes encontros que, lembro-me, uma vez ele não apareceu e eu fui na sexta-feira seguinte indagar o que se passava não estivesse o meu amigo Manuel doente. Tinha-se esquecido e estava deveras incomodado com isso. Sabedor que eu era amante de comer a fruta da árvore logo ali me disponibilizou as suas laranjeiras e tanjerineiras para me saciar.
Era um falador nato. Quantas vezes, nos meus passeios de Domingo passava pela Rua dos Arrabaldes e, no seu quintal, o Sr. Manuel já na casa dos 90 anos, lá continuava a cavar, a arrancar ervas, a regar. Convidava-me sempre a entrar para eu ver o seu trabalho. E eu entrava e conversávamos muito. Sobre tudo. Mas muito sobre os tempos passados. As histórias à volta da Travessa da Rua do Forno, onde há muitos anos atrás funcionava uma casa de banho pública a céu aberto o que incomodava sobremaneira a mulher do Presidente da Câmara de então que morava para aqueles lados. Sobre a vida de trabalho, sobre política, sobre mulheres, pois então!
Um dia falámos de vida e de morte. Depois de filosofarmos à volta desta tema ele, parece que o estou a ver, figura franzina, delgado envergando uma botas de borracha, disse-me:
- Olhe amigo, a gente não sabe quem vai primeiro e para que a gente não tenha muita pena um do outro fazemos assim: você não vai ao meu funeral e eu não vou ao seu. Pode ser?
Achei a proposta esquisita mas aceitei o desafio.
Eu hoje cumpri a minha parte.
Sei que o meu amigo Manuel Rosa também cumprirá a sua.
A toda a família enlutada, "DO CASTELO" apresenta sentidas condolências.
Depois desta sentida homenagem desejo sinceramente que descanse em paz.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

PROJECTO LIMPAR PORTUGAL - NÚCLEO DE AVIS

Reune amanhã, terça-feira, pelas 18 horas na sede da Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural o Núcleo de Avis do projecto Limpar Portugal. Esta 3ª reunião tem como objectivos continuar a traçar directrizes de modo a que no dia 20 de Março consigamos remover a maior quantidade de lixo ilegalmente depositado pelo Concelho de Avis.
A sua presença é importante.
Compareça.

domingo, 10 de janeiro de 2010

SERRA DE S. MAMEDE (PORTALEGRE) - 16H45M DE HOJE: -1,5º CENTRIGADOS

Foto 1 : "Serra de S. Mamede ( Portalegre)"
Foto 2: "16h45m de hoje"

Foto 3: "-1,5º Centígrados"



Foto 4: " ...lado oeste da Serra..."


Foto 5: " ... momentos antes do trânsito ter sido interditado..."



Por volta das 09h50m nevava levemente em Avis. A neve, embora não desse para fotografar dado o facto de se liquefazer de imediato, era no entanto visível no limpa para-brisas do carro.
Em Portalegre, na serra de S. Mamede a coisa chiou mais fino. As imagens que ilustram esta crónica foram tiradas do lado oeste da serra e momentos antes do trânsito para o cimo da mesma ter sido interditado, o que ocorreu por volta das 17h15m. Ao que "Do Castelo" apurou, do lado nascente da Serra nevou muito mais, chegando, em certos sítios da Freguesia de S. Julião, a ter a altura de um palmo.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

CESTAS DE POESIA (CII)

Continuando a falar sobre JAIME VELEZ, " JAIME DA MANTA BRANCA", irei servir-me agora de um livro da autoria de Fernando Cardoso, intitulado Poetas Populares, que no seu 3º volume, já em 5ª edição, se refere demoradamente a este Benavilense.
Ali se refere que jaime Velez foi muito novo. com cerca de sete ou oito anos, viver para o Cano, onde acabou por falecer, ainda novo, " a 2 de Maio de 1955...no palheiro onde dormia, no Rossio, ...queimado ( a certidão o confirma) e muito provavelmente embriagado, o poeta-ganhão que tragava copos de vinho para esquecer o trago amargo da vida..."
Posto isto, vou reproduzir mais umas décimas extraídas do livro acima referido:

Mote:
Lá dentro do cemitério
Ouvi um melro cantando,
Na rama dos aciprestes
Que estava os mortos velando.

Com toda a força e rijeza
O seu cante retinia
Cantava com alegria
Aonde só há tristeza
Todo o luxo e grandeza
Finda no campo funéreo
Não há mais triste mistério
Nem pena que tanto agrave
Ouvir cantar uma ave
Lá dentro do cemitério.

Fiquei triste e a pensar
Ainda hoje no mesmo penso
Aonde há tanto silêncio
Ouvir um melro a cantar
Com vontade de chorar
Parei e estive escutando
De certo que veio voando
P'ra aquele lugar tão triste
Aonde só tristeza existe
Ouvi um melro cantado.

Alegre cada vez mais
Aonde ninguém é vivente
Ele cantava alegremente
Ao pé dos tristes mortais.
Aonde só há funerais
É que tu cantar "viestes"
Vai p'ra onde manifestes
Tua alegria sem par
Dá pena ouvir teu cantar
Na rama dos acipestres.

Foi-se pôr de cantoria
Dentro da terra sagrada
Aonde ninguém lhe diz nada
Dormem de noite e de dia.
Aonde ninguém o ouvia
Estão em paz descansando
Ele sempre continuando
Com o seu cantar animado
Por entre a rama poisado
Que estava os mortos velando.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

JÁ BRIU A CASA CLAUDINO!


Foto: Claudino Cartas, o novo empresário avisense

Caludino Cartas trabalhou durante 24 anos na Cooperativa Agricola de Avis. Com o encerramento do armazém por parte daquela Cooperativa, Claudino Cartas resolveu instalar-se por conta própria num ramo que já conhece bem: o comércio a retalho. Situada na Antiga Estrada Nacional, em Avis (242 412 218 - 936 044 164), mesmo junto à bomba de combustivel da Cooperativa, na Casa Claudino encontra-se de quase tudo, de segunda a sábdo, das 08h00 às 12h00 e das 14h00 às 19h00. Lembro-me de por lá ter visto, botas de borracha, redes para vedação, carvão, rações para gado ( câes, gatos, aves), luvas de trabalho, barrricas de plástico, cadeados, ansaimos para cães, óleos Castrol. Vende agora alguns pprodutos que a Cooperativa não tinha, como é o caso da areia para gatos. O melhor mesmo é você passar por lá para ver com os seus próprio olhos.
A curto prazo passará a casa Claudino a explorar também o posto de combustível que por ora é pertença da Cooperativa Agricola de Avis.
Lamenta-se o amigo Claudino que não tenha encontrado ninguém - em nenhum Ministério - que lhe desse as indicações necessárias para ficar apetrechado e autorizado a vender herbicidas, pesticidas e fungicidas.
Será que alguém poderá ajudá-lo com umas dicas?
"DO CASTELO" endereça os votos de maiores venturas a este novo empresário avisense.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A PRENDA "DO CASTELO"

No primeiro dia útil de 2010 é de toda a justeza que "DO CASTELO" ofereça um docinho muito sumarento aos seus leitores e leitoras.
Esta coisa dos mails é assim: recebem-se aqueles que nem se chegam a abrir dada a sua extensão ( normalmente idenfificados com formato XXXLLL), abrem-se alguns que não valia a pena estarmos a perder tempo, e chegam alguns que são deveras interessantes. O meu amigo Pedro - olá Pedro, como vai? um abraço! - enviou-me uma pequena preciosidade que quero partilhar convosco.
Clicando abaixo terá acesso a uma enormidade de terras do nosso país. Depois, clicando na terra escolhida terá acesso a uma galeria de fotos e clicando nas fotos saberá um pouco mais acerca dessas terras.
Mate saudades, reveja o antigo Jardim do Mestre, em Avis, comente e leia o que o "sombranegra" escreveu sobre o mesmo. Seja curioso!
Divirta-se e tenham todos, sem excepção, um bom ano.
O sítio é este e vale a pena roubar uns minutos ao patrão, para o visitar.

http://www.flickr.com/photos/vitor107/sets/

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

CESTAS DE POESIA ( CI )

Tal como tinha anunciado, "esgotou-se-me" o stock de recolhas feitas junto dos poetas do nosso concelho. Sei que ainda por aí há mais para recolher. Irei fazê-lo mas não sei quando. Assim, irei agora falar de alguns poetas, igualmente "nossos", mas já com obra editada.
Para começar falarei daquele que para mim terá sido o maior poeta popular, repentista, nascido no concelho de Avis: JAIME VELEZ, "O MANTA BRANCA".
Para nos situarmos no espaço e no tempo, vou servir-me do Livro "Cosme de Campos Callado - O Homem e a Obra - 1948-2008", com edição da Fundação Abreu Callado, em Dezembro de 2008. Na página 36 e sob a responsabilidade de Fernando Máximo, escreve-se:
" ...Jaime Velez, por alcunha "O Manta Branca", nascido em Benavila a 30 de Julho de 1894. Jaime Velez foi ganhão e era analfabeto. No entanto, tinha uma veia poética e repentista que lhe permitia em qualquer situação responder a um desafio, versejando sempre...... São diversos os episódios conhecidos que fazem parte da sua longa história de vida. Um dos mais repetidos e que merece ser mencionado, prende-se com o facto de em certa ocasião, na casa do seu patrão se ter feito uma grande festa e estando inclusivamente entre os convidados um ministro. Jaime foi instado a que dissesse uns versos para animar a festa. Resistiu quanto pôde, mas achando ali mais uma oportunidade de poder defender os trabalhadores e zurzir no poder instalado, acabou por aceder depois do patrão lhe ter assegurado que nenhum mal lhe adviria. E disse então a seguinte quadra:
Não vejo senão canalha
De banquete para banquete,
Quem produz e quem trabalha
Come açordas sem "azête"
Depois, de modo repentista, vieram os restantes versos que compunham as décimas:

Ainda o que mais me admira
E penso vezes a miúdo:
Dizem que o sol nasce para tudo
Mas eu digo que é mentira.
Se o pobrezinho conspira
O burguês com ele ralha,
Até diz que o põe à calha
Nem à porta o pode ver.
A não trabalhar e só comer
Não vejo senão canalha!

Quem passa a vida arrastado
Por se ver alegre um dia
Logo diz a burguesia
Que é muito mal governado,
Que é um grande relaxado,
Que anda só no bote e "dête".
Antes que o pobrezinho "respête"
Tratam-no sempre ao desdém
E vê-se andar, quem muito tem,
De banquete para banquete.

É um viver tão diferente
Só o rico tem valor.
E o pobre trabalhador
Vai morrendo lentamente.
A fraqueza o põe doente
E a miséria o atrapalha;
Leva no peito a medalha
Que ganhou à chuva e ao vento
E morre à falta de alimento
Quem produz e quem trabalha

Feliz de quem é patrão
E pobre de quem é criado
Que até dão por mal empregado
O poucochinho que lhe dão.
Quem semeia e colhe o pão
Não tem aonde se "dête",
Só tem quem o "assujête"
Para que toda a vida chore,
E em paga do seu suor
Come açordas sem "azête" "

Será pois com poesia deste quilate que irei preencher as próximas "Cestas de Poesia".
Penso que não poderia haver melhor maneira de começar, poeticamente falando, o ano de 2010.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

BOM ANO 2010!!!!

Embora atrasados ( há muito tempo que é Ano Novo noutras paragens do globo) "DO CASTELO" endereça os votos de Bom Ano de 2010 a todos os seus leitores e aos seus colegas que, por Terras do Mestre, teimam em manter viva "esta coisa" da Blogosfera: O Maranhão, Desabafos, Alcorregus, Coisas do Passado, Boa Memória, Tudo e Mais alguma coisa em Avis, Minhoca, Reimão, Blogoscola são alguns dos nomes que de momento me lembro. Se 2010 lhes (nos) der inspiração teremos uma escrita blogosférica deveras interessante de seguir; referências não nos faltam.
Cá por Avis, a Casa do Benfica continua a chamar a si as honras da festa de fim de ano e por isso mesmo a merecer o nosso aplauso pelo esforço dispendido. Nos panfletos, por aí profusamente distribuidos, é chamada a atenção para o facto de que : Sócios - 35 Águias (cotas em dia). Por motivos que não interessa aqui esmiuçar ( os outros é que esmiuçam, e bem, diga-se de passagem) não vou ao reveillon do Benfica. Mas fica-me uma dúvida: quanto é que eu pagaria? É que é assim: hoje em dia eu sou um cota. Por outro lado tenho as quotas em dia, ou seja estou duplamente em dia com cotas e quotas.
Mas que grande confusão que me arranjaram para fim de ano...
Quero lá saber...VIVA 2010!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

POR PORTALEGRE, CIDADE...

Foto 1 : "Meto-me por uma rua estreita cujo nome não fixei."
Foto 2 :" Cresceu muito a "nossa" palmeira."

Foto 3 : "Paredes meias está a Fábrica da Cortiça, a Robison."



Chego a Portalegre por volta das dez da manhã. Sei que tenho cerca de duas horas para "gastar" na minha cidade. Estaciono na Corredoura, ali mesmo junto ao Cinema Crisfal onde por tantos anos vi na década de sessenta: Jean Paul Belmondo, Sofia Loren, Joselito, Cantiflas...
O dia está de nevoeiro, não há vento e de quando em vez caem umas pingas de chuva. A temperatura a rondar os dezassete graus está demasiado alta para a época. Parto á deriva.
Desço a Corredoura e corto à esquerda para a Rua da Casa de Saúde onde agora estão instaladas as Águas do Norte Alentejano. Ultrapasso a Rua dos Canastreiros, a da Mouraria e dirijo-me com intenções de ir ao antigo largo dos Correios. Na Benvindo Ceia noto que há uma nova "saída" para a esquerda devidamente arranjada. Vou por aí e percorro as muralhas, pelo lado de fora, reparando que mesmo arrumadas à muralha e do outro lado, existem várias casas com estreitas portas pintadas de cores garridas. Ao fim deste novo percurso (pelo menos para mim) uma placa que diz por estas ou outras palavras: "A Barbacã foi reconstruida através do projecto Polis". Corto à direita e passo pela Igreja de Santiago onde a presença de vários militares da GNR me faz supor de que o funeral que ali se vela será de algum elemento daquelas forças. Passo pelas antigas instalações do Banco de Portugal, pelo largo onde outrora existiu uma sociedade cujo nome já se me varreu e chego à Rua do Comércio. Betine Estúdio, afinal o meu destino final. Saio deste espaço, desço cerca de trinta metros e inflito à direita. Subo a Rua do Pirão e revejo com agrado que ainda por ali se mantêm as antigas carvoarias. Pelo menos duas. E descubro que lá existe o Beco da Pobresa. Assim mesmo com "s" porque, se calhar, com "z" sairia a placa mais cara. Subo, subo, subo, e depois continuo junto às muralhas. Meto-me por uma rua estreitinha cujo nome não fixei. De tão estreita é difícil entrar naquelas portas, quanto mais sair dali, por exemplo, um caixão. Desço-a e vou cair na Praça da República. Polícia de Segurança Pública, Escola Superior de Educação. Exito em entrar nesta. Mas tenho que entrar. E entro. Onde se situa hoje a Escola Superior de Educação existiu em tempos o Liceu Nacional de Portalegre onde durante cinco anos me "perdi" entre livros e trabalhos escolares. Entro e vou até ao pátio. Ali resta a palmeira. Era baixa no meu tempo e dela comíamos belas tâmaras. Cresceu muito a "nossa" palmeira. Cresceu na mesma proporcionalidade em que eu envelheci. Sinto-me mais pequeno do que quando, miudo, por aqui andava. À direita da palmeira a sala onde, certo dia, numa aula de Geografia, a professora pediu ao Sr. Antão, contínuo do Liceu, que lhe trouxesse a planta. Para admiração de todos e alguns risos abafados o Sr. Antão trouxe uma planta num vaso. Talvez a planta que servia de exemplo em aulas de Botânica. Subo a enorme escadaria rumo ao primeiro andar. Já me custam a subir as escadas. As mesmas salas? Não. Há divisórias novas. E uma exposição da Quercus sobre "Natureza em Risco". Achei-a interessante e já contactei aquele organismo no sentido de que a referida exposição passe por Avis. Vamos aguardar. Desço as referidas escadas e saio com uma lágrima - como é habitual - ao canto do olho. Não tenho culpa de ser assim. Penso como é diminuta, para não dizer nula, a segurança neste estabelecimento de Ensino. Entrei onde quiz e ninguém me inquiriu. Ah! Esta vem-me sempre à lembrança. Ali à porta parece-me rever ainda o Sr. Reitor, o Dr. Chichorro Marcão, numa certa manhã de Primavera em que eu e mais dois colegas de turma resolvemos trocar o abafado da sala de aulas por um passeio pelo campo, indo até lá bem para baixo junto à Praça de Touros. Mal sabíamos nós que à chegada teríamos a inesperada presença do Sr. Reitor, possuidor de umas enormes mãos que não exitava em atirar à cara dos alunos sempre que tal se justificasse. Por razões que ainda hoje ignoro, daquela vez, ficou-se pelo "discurso". Já na Praça da República vislumbro, aproximando-se por entre o expesso nevoeiro, o funeral que há pouco estava na Igreja de Sntiago. Ladeando o carro fúnebre, quatro elementos da GNR. Perante um silêncio absoluto vejo como inflete para a direita em direcção ao cemitério da cidade. Atravesso a Praça e ao fundo lá está ainda a velhinha fonte e mais as escadas aprumadas e estreitas. O que antigamente fazia em corrida e a duas e duas faço-o agora a custo e a uma e uma. Ao cimo olho para trás num olhar de despedida não sem antes recordar que ali de cima, caiu uma vez o então meu colega Rui que comigo tentava vislumbrar a nossa colega Carolina, por quem andávamos os dois de "olhos trocados". Diziam as más línguas no Liceu de que tinha sido eu que empurrara o Rui. A esta distância dos factos posso vos asssegurar que o Rui se desiquilibrou sozinho. O pé torcido foi consequência do destino. Os dois últimos anos de Liceu foram passados no então chamado "Anexo do Liceu". É para lá que me dirijo, ali a quarenta metros. Desses tempos apenas resta a placa na entrada a dizer "Património do Estado". No enorme largo está agora um Parque de Estacionamento. Pago. Portalegre está "armadilhado" de parques de estacionamento pagos. Há parques pagos por tudo quanto é sítio. Tenham cuidado não vos aconteça como a mim que em Setembro, por distração, por cera de dez minutos de estacionaento paguei a quantia de 30 euros por falta de ticket. Melhor, por nem ter visto a máquina. Voltemos ao largo do antigo anexo: ali estão agora sediados a CERCIS Portalegre e a Liga dos Antigos Combatentes. Paredes meias está a Fábrica da Cortiça, a Robison. Está inativa e a enorme chaminé, envolta no espesso nevoeiro já não deita o fumo escuro de há quarenta anos atrás. Era certo e sabido: se o fumo vinha para a cidade chovia, se "voava" para fora da cidade não chovia. Tudo acaba! Do outro lado da Estrada da Serra descubro uma rua que desconhecia. Dá pelo nome de Rua da Cooperativa Operária. Estreita, inclinada, lá tem a meio a dita Cooperativa em cuja fachada está inscrita a data de fundação: 29-4-1898. Desemboca na Rua do Pirão. Preparo-me para subir esta quando, mesmo junto à antiga Farmácia Chambel recebo um telefonema a dizer que está na hora de regressar a Avis. Faço-o por gosto, mas com vontade de qualquer dia voltar a perder-me pelas ruas desta cidade onde gastei alguns dos melhores anos da minha mocidade.
Junto à minha viatura um polícia municipal verifica o pagamento dos estacionamentos. Desta vez estou à vontade. São 11 e 50 e tenho parque pago até as 12 horas. Pergunto-lhe se sabe quem morreu e reponde-me que foi um Sargento Ajudante da GNR. No activo. Morreu de doença prolongada.
Em 28 de Dezembro de 2009.

domingo, 27 de dezembro de 2009

LIMPAR PORTUGAL: COORDENAÇÃO CONCELHIA DE AVIS REUNE AMANHÃ

O projecto Limpar Portugal (http://limparportugal.ning.com/) é uma iniciativa de um grupo de cidadãos nacionais, sendo um movimento cívico independente. O que se pretende é repetir em Portugal a experiência verificada na Estónia em Março de 2008 e que consiste agora na limpeza dos lixos ilegalmente despejados em Portugal.
A estrutura do movimento assenta na divisão das tarefas, cabendo a cada concelho a organização de uma Coordenação Concelhia ou Local.
A Coordenação Concelhia de Avis já se encontra devidamente organizada, a trabalhar, e é dela e dos seus projectos que "DO CASTELO" lhe vem dar conhecimento.
Actualmente possui cerca de cinquenta elementos inscritos (via Net ou por ficha de inscrição em suporte de papel) e o "sítio" pode ser visitado em http://limparportugal.ning.com/group/avis .
O dia aprazado para a limpeza é o de 20 de Março de 2010.
Está a ser feito o levantamento de várias lixeiras ilegais no nosso concelho e...como a matéria é deveras complexa, gostaríamos de o(a) convidar a estar presente, amanhã dia 28 de Dezembro, numa reunião a ter lugar na sede da Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural, sita na Praça Serpa Pinto nº 11, em Avis, a partir das 19 horas onde irão ser debatidos os problemas mais prementes para o bom funcionamento desta Cordenação Concelhia. A sua opinião é deveras importante.
A Comissão Concelhia pode contar consigo?
Então até amanhã, às 19 horas na sede da ACA.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

CESTAS DE POESIA (C)

Quando iniciámos estas "CESTAS DE POESIA" estávamos bem longe de pensar que elas poderiam chegar tão longe. Hoje mesmo, com a última sexta-feira do ano, atingimos a edição número CEM desta rubrica. Há cem sextas-feiras seguidas, cem semanas que ineterruptamente temos dado a conhecer poesia popular inédita. Sempre em décimas. Nunca estes poetas tinham tido poesia sua escrita e dada a conhecer. Porque de momento se nos esgotou o "stock" de inéditos iremos continuar com as "Cestas de Poesia" transcrevendo poetas já com obra publicada. Sempre que tenhamos novas recolhas reproduzi-las-emos tendo o cuidado de assinalar o facto de serem inéditos. JOÃO MARTINS VILELA, de Benavila, fecha assim este ciclo da primeira centena de poemas que já dariam para editar um livro.
Porque estamos em maré de Natal pensamos vir a propósito as seguintes décimas deste autor Benavilense:
Mote.
O nosso Deus é o mar
E a terra a Virgem Maria
Com o sol a acompanhar
E a lua sempre vigia
Estou consciente
Que a palavra é mal dada
Trás tanta gente enganada
Que já se torna impertinente
Onde está o inteligente
Que nos venha explicar
Todo o mundo há-de acabar
Este grande atrasamento
A natureza faz o tempo
E o nosso Deus é o ar
Pelo meu pensamento
Aonde está o cientista
Ele nunca se arrisca
A este temperamento
Quem é que faz o vento?
Não é a fantasia
Vamos todos em harmonia
Dar a nossa mão
Eu digo e tenho razão
A terra é a Virgem Maria
É a nossa mãe amada
E de toda a geração
Que nos dá a alimentação
E nunca está cansada
Faz tudo e desfaz em nada
É combro do mar
Que muito lhe vai dar
A sua firmeza
A esta grande beleza
Tem o sol a acompanhar
É o crescente e o minguante
Que leva a água à areia
Mas quando é maré cheia
Enche no confrangemante
Abastece o regante
Quando trás a ventania
É de noite e de dia
Por esse mundo sem fim
Que rega todo o jarrdim
E a lua sempre vigia
AUTOR: JOÃO MARTINS VILELA/BENAVILA

MAIS UM NATAL...

Mais um Natal.
Pela primeira vez na minha vida tentei mudar a sorte, tentei alterar o quase impossível, tentei ludibriar o Pai Natal (ou seria o Menino Jesus?). Quiz, sem sucesso fazer com que as prendas não fossem o óbvio. Para isso, este ano resolvi abrir as prendas logo ao bater da meia-noite, em vez de como é hábito em minha casa desde que me conheço, o fazer hoje pela manhã.
Não consegui: lá tive as anualmente repetidas peúgas, as "boxers" aos pares, (que é mais barato), o after-shave ( que se repete para aí desde os meus dezasseis anos!), os Ferrero (para quando um Ferrari?), as garrafitas, enfim, o habitual. Nada que me surpreendesse.
Afinal onde é que eu me portei mal durante este ano para não merecer umas prendas melhores? Vou fazer uma análise profunda e séria e, se chegar a alguma conclusão depois digo-vos onde é que eu "pequei"...
Só mais uma nota: verdadeiramente interessante, pelo inesperado, foi a prenda que recebi dos meus simpáticos vizinhos Susana e Rui: um Pai Natal de chocolate. Parece que se lhes constou que eu era a modos que muito guloso. Agora fiquei com um dilema: como-o ou guardo-o como recordação deste Natal 2009?
Não digam a ninguém, mas o mais certo é comê-lo...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL


Porque foi esta a razão que me ensinaram a celebrar o Natal, é assim que o irei celebrar.
...QUE SEJA UM BOM NATAL PARA TODOS VÓS! são os votos da equipa "DO CASTELO".

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

CESTAS DE POESIA (XCIX)

O Mestre José Bragança foi correeiro na Fundação Abreu Calado em Benavila. JOÃO MARTINS VILELA recorda uma passagem que lhe aconteceu com o seu grande amigo José Bragança, entretanto já falecido.

Amigo José Bragança
Tens sangue dos teus avós
Até que s efaça a mudança
Isto fica entre nós

És um bom rapazinho
Foste criado no Vale do Barro
Encontrei-te com o teu carro
Embarrancado no caminho
Eu fui devagarinho
Encostei-lhe a minha pança
Mandei-te meter a mudança
Agora desta é que vai
Porque és filho do teu pai
Amigo José Bragança

Por seres bom companheiro
Voltámos as costas ao vento
Explicaste-me o teu talento
Que tinhas no teu ficheiro
Mas foste tu o primeiro
A puxar pela tua voz
Eu tinha vindo de Badajoz
Contigo fiquei admirado
És por todos aclamado
Tens sangue dos teus avós

Dei-te muita atenção
Vou-te dar um louvor
Vá lá para onde eu for
Tenho-te sempre de recordação
Dos poemas tens paixão
Já te ficou de herança
Quem corre sempre alcança
Este grande talento
Perdoa-me o velho tempo
Até que se faça a mudança

Estou-me a alembrar
E agora por bem to digo
Mas quando eu falei contigo
Vieste-me logo a palpitar
Onde quer que eu chegar
Vou-te dar o meu retrós
Para meteres na tua moz
Este grande segredo
Mas de mim não tenhas medo
Isto fica entre nós

Autor: JOÃO MARTINS VILELA/BENAVILA

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

INTERVALANDO

"DO CASTELO" não morreu.

Enquanto anda ocupado por outras paragens vai-vos entretendo com coisas como esta, que vale a pena ver:

Escolher à DIREITA, Lisboa, Sesimbra, Alentejo ou Sintra para ver em pormenor...

Com som e deixem percorrer as localidades todas...

Vale a pena ver!!!

http://www.falcaoazul.com/

domingo, 13 de dezembro de 2009

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

CESTAS DE POESIA (XCVIII)

Apresento-vos hoje o antepenúltimo trabalho do Benavilense JOÃO MARTIS VILELA nestas Cestas de Poesia.
Depois rumarei para outras paragens, outros poetas.
Eis o trabalho de hoje:

O Alefrdo Marceneiro
E o nosso amigo João Brasa
Eu também sou companheiro
Ela não pode ficar para trás


O Jaime Velez no Cano
E o Costa em Avis
Toda a gente assim o diz
Que tinha um grande plano
Isto já foi há tanto ano
Foi por isso que eu “projectê-lo”
Eu gostava de conhece-lo
Esse poeta afamado
Diz que cantava muito bem o fado
O Alfredo Marceneiro

Estou-me a lembrar
E agora por bem o digo
Canta bem o fado antigo
Onde quer que ele chegar
Nunca se vai atrapalhar
Porque quando começou era rapaz
Ele sabe o que faz
Hoje é um bom professor
E para manter muito valor
O nosso amigo João Brás

Vou oferecer uma bandeira
Com a minha curiosidade
Isto não é por vaidade
Nem é por brincadeira
Mesmo que haja alguém quem queira
Eu sou sempre o primeiro
A colocar lá no outeiro
Este grande estandarte
Porque sou filho da arte
Eu também sou companheiro

Um dia de madrugada
Deitei lume à fogueira
Lembrou-me o amigo Piteira
Que canta p’rá rapaziada
Tem uma voz afinada
Não se têm horas más
Tem dentro do seu cartaz
Tem um grande talento
Faz obras de afundamento
Ele não pode ficar para trás

AUTOR: JOÃO MARTINS VILELA/BENAVILA

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

RICARDO CALHAU - O JOVEM FOTÓGRAFO DE BENAVILA

Ricardo Calhau Inaugurou dia 21 de Novembro em Portalegre, a sua primeira exposição individual de fotografia.

“Pontos de Vista”, assim se denomina a primeira Exposição individual de fotografia, do jovem Ricardo Calhau, com cerca de 30 trabalhos a preto e branco onde se retratam várias situações, paisagens e pessoas do nosso quotidiano desde a província Alentejana à grande metrópole de Lisboa e que poderão ser apreciadas nas instalações do Instituto Português da Juventude em Portalegre até dia 11 de Dezembro, seguindo depois para as delegações deste organismo em Beja e Évora, terminando no Parque das Nações em Lisboa.

Ricardo André Rodrigues Calhau, nasceu a 28 de Agosto de 1986, natural de Benavila, concelho de Avis.
Frequentou em Ponte de Sôr a Escola Secundária e o Pólo do Instituto de Emprego e Formação Profissional, completando o Curso de Tecnologias de Informação e Comunicação Multimédia.
Actualmente reside em Lisboa onde frequenta o Curso de Design Gráfico na Escola Técnica de Imagem e Comunicação.

Os seus trabalhos foram já diversas vezes premiados. O seu mais recente prémio foi no Concurso Fotográfico “Tão Diferentes e Tão Próximos – Diálogo de Civilizações” levado a efeito pelo Instituto Português da Juventude onde foi vencedor com uma fotografia intitulada “Os Ciganos” que também se encontra entre as restantes expostas.


Julgavam que me esquecia da lengalenga? Ora aí vai:

Vamos limpar Portugal. Veja como em http://limparportugal.ning.com/
O GRUPO DE AVIS tem 41 elementos oficialmente inscritos. Seja você o 42º inscrevendo-se em: http://limparportugal.ning.com/group/avis

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

VEM AÍ O "CAFÉ COM LETRAS"

Vamos limpar Portugal. Veja como em http://limparportugal.ning.com/
O GRUPO DE AVIS tem 40 elementos oficialmente inscritos. Seja você o 41º inscrevendo-se em: http://limparportugal.ning.com/group/avis



Como que servindo de antestreia ao novo ciclo de Café com Letras que a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural vai iniciar a partir da segunda quinta-feira de Janeiro, eis que amanhã vai decorrer na sede da ACA, a partir das 18 horas e em pareceria com a Associação Gente, um “Café” especial tendo como convidada a Professora Universitária em Évora, Drª. FERNANDA HENRIQUES, que irá dissertar sobre “ LINGUAGEM INCLUSIVA”.
O tema promete e desde já se convidam todos os interessados a estarem presentes nesta sessão especial onde serão igualmente traçados os objectivos do Café com Letras do próximo ano.

domingo, 6 de dezembro de 2009

AVIS EM ALTA - POR FERNANDINO LOPES

Vamos limpar Portugal. Veja como em http://limparportugal.ning.com/
O GRUPO DE AVIS te 39 elementos oficialmente inscritos. Seja você o 40º inscrevendo-se em: http://limparportugal.ning.com/group/avis


Ontem em Silves viveu-se a cerimónia de distribuição de prémios dos XXIX Jogos Florais do Algarve. A este certame concorrem prosadores e poetas de Portugal e do Brasil sendo um dos mais antigos e consagrados certames desta natureza.
O nome de Avis ficou registado neste acontecimento cultural, já que o nosso conterrâneo FERNANDINO LOPES foi galardoado com uma menção honrosa na modalidade de conto, passando o seu nome a fazer agora parte do livro de honra de premiados.
“DO CASTELO” endereça parabéns ao amigo Fernandino Lopes esperando que dentro em breve possa registar outro prémio, noutra qualquer parte do país.

Se estiver interessado em ver a lista de premiados clique aqui e agora:
http://www.racal-clube.pt/Pages/Jogos-florais_Premiados.htm

sábado, 5 de dezembro de 2009

AMIGOS DE AVIZ PROMOVEM JANTAR DE NATAL

É já no próximo sábado, dia 12 de Dezembro, que a partir das 20h30 no Salão da Junta de Freguesia de Ervedal, se realizará, pelo terceiro ano consecutivo, o Jantar de Natal promovido pela Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural, destinada aos sócios e familiares em 1º grau desde que vivendo em comunhão de mesa e habitação.
"DO CASTELO" está em condições de afirmar que as inscrições para este evento já ultrapassaram as oitenta sendo que, a exemplo do que a ACA nos vem habituando, se tratará de mais um evento a ficar na memória daqueles que nela queiram participar. Além de um esmerado serviço de mesa haverá animação musical ao vivo e agradáveis surpresas.
Se é sócio e quiser estar presente, apresse-se pois que ainda se pode inscrever.
Os sócios da ACA merecem uma festa assim!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

CESTAS DE POESIA (XCVII)

Vamos limpar Portugal. Veja como em http://limparportugal.ning.com/O GRUPO DE AVIS te 38 elementos oficialmente inscritos. Seja você o 39º inscrevendo-se em: http://limparportugal.ning.com/group/avis
Tudo serve para o amigo JOÃO MARTINS VILELA versar. Até um simples reparo a alguém que pensa saber muito. Vejamos:

Tu mandaste-me de Paris
Uma grande recordação
É por seres mais feliz
Que te armas em campeão

Um dia de madrugada
Ao escrever cansei a mão
Toma mais orientação
Tu comigo não fazes nada
Eu tenho-te uma loisa armada
Para te prender a raiz
Tu cais na minha abuiz
Pois és um tordo inconsciente
Tu estás mesmo inocente
Tu mandaste-me de Paris

Eu fui o teu professor
Tu foste o meu aprendiz
Falas-me no Costa de Avis
Tem mais consciência, senhor
Já não posso te dar valor
Quando me calha a ocasião
Tu não tens compreensão
Para elogiar um camarada
Manda-me a obra fundada
Uma grande recordação

Abalaste de Portugal
Para estares no estrangeiro
Tu deixaste de ser barbeiro
Por teres falta de capital
Tu queres ser um general
Ou então Egas Moniz
Com esta obra que te fiz
Já ficas derrotado
Porque és um mestre atrapalhado
É por seres muito feliz

Tens muito que aprender
Ainda podes ir à escola
Gente da nossa bitola
Estás sempre a desfazer
Tu deves de compreender
Que o povo dá-me a razão
Ó meu grande aldrabão
Que me travaste uma batalha
E lá da tua muralha
Que te armas em campeão

AUTOR: JOÃO MARTINS VILELA/BENAVILA (Feito em 1 990)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

PARA DESCONTRAIR UM POUCO...

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Descontraia vendo até ao fim.
Ora clique aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=ewK4jEMgILY

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

AVIS EO BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME - O REVERSO DA MEDALHA

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O GRUPO DE AVIS te 35 elementos oficialmente inscritos. Seja você o 36º inscrevendo-se em: http://limparportugal.ning.com/group/avis


Ontem por volta do meio-dia dirigia-me a uma das caixas multibanco da nossa vila quando fui abordado por um vizinho que mora de paredes-meias com a caixa por mim escolhida. Encaminhando-se para mim disse-me:
- Quero falar consigo para lhe mostrar uma coisa…
- Então diga lá…
-No sábado vocês estavam ali na recolha do Banco Alimentar e eu não dei nada. Lembra-se? E sabe porquê?
(- Lembro-me perfeitamente como me lembro que o ano passado também não deste nada… pensei de mim para mim)
-Não sei não, diga lá…
- Olhe bem para isto que foi atirado para dentro do meu quintal…acha que eu devo contribuir para outros estragarem?

Mostrou-me um pacote de arroz onde estava impresso na parte inferior do mesmo: VENDA PROIBIDA. Estava tudo explicado: há pessoas em Avis a quem dão produtos que depois os atiram fora. Esta situação é condenável! Isto leva a que pessoas que poderiam contribuir não o façam e eu acabo por dar-lhe um pouco de razão. Aquele saco não foi recolhido em nenhuma loja de Avis pelo facto de ter impressa a tal chamada de atenção para a “venda proibida”. Mas foi dado por alguma instituição ( que até pode não ter sido em Avis) com boas intenções, afinal a quem deles não precisa. É aqui que o critério de avaliação das necessidades deveria ser, se possível, mais cuidada.
Não chega já haver essa chaga social nacional do RSI que atribui a quem nada faz verbas muitas vezes superiores às atribuidas a quem trabalha, senão esses mesmos beneficiários se darem ao luxo de deitar fora bens comestíveis que lhes são dados.
A lei vigente é a responsável por estas atrocidades.
Até quando?

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

AVIS E O BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME

Vamos limpar Portugal. Veja como em http://limparportugal.ning.com/
O GRUPO DE AVIS tem 33 elementos oficialmente inscritos. Seja você o 34º inscrevendo-se em: http://limparportugal.ning.com/group/avis


Decorreu este fim-de-semana mais uma recolha para o Banco Alimentar contra a Fome. Pela terceira vez (ou quarta?) vesti a camisola desta causa, aqui em Avis. Tal como fiz o ano passado vou tecer algumas considerações que me parecem ser oportunas.
Depois de estar alguns anos nestas “andanças” até já se sabe como as coisas se passam. Já sabemos quem são aquelas pessoas que não dão porque não podem, aquelas que não dão porque não querem e aquelas que com sacríficios vão dar. Quanto às primeiras percebo-as perfeitamente, quanto ás segundas respeito as suas opções desde que não olhem para quem está ali quatro horas de pé, a dar o melhor do seu tempo para uma causa na qual acredita, como se fosse para pedirem para as suas casas que eles ali estão. E mais, pior ainda é seguir em frente ignorando a mão que lhe estende o saco para recolha da ajuda. Mas infelizmente encontra-se de tudo e destes petulantes, que fazendo cara de carneiro mal morto, nos ignoram como se fossemos bonecos, também os há por cá. Quantos aos terceiros comovem-me.
Uma família de “irmãs” nunca dão e a conversa é sempre a mesma: “A mim também ninguém me dá nada”. Ainda bem, acrescento eu. É porque não precisam.
Hoje não trago dinheiro” diz outro, dos tais que poderiam ajudar: pagou na caixa tudo o que comprou. Afinal levava dinheiro ou outro meio de pagamento, pois sei que não ficou a dever.
“Vou dar para quê? Para depois darem a quem não precisa?” Explica-se-lhe que a nossa missão é recolher e não distribuir mas a opção está tomada. Não dá nada.
Felizmente que gente desta estirpe é a minoria o que nos dá ânimo para continuar.
“Olhe, sabe porque é que não dou? Porque eu vou buscar lá acima”, diz-me outra pessoa, com ar triste de preocupação. Procuro saber o que é “ir buscar lá acima” e o “ir lá acima” é ir à Associação de Reformados.
As recolhas no País subiram
(total de 2498 toneladas) e no Distrito também subiram (33 toneladas recolhidas este ano, graças à entrega de uma tonelada de alimentos por parte da Freguesia de S. Lourenço, de Portalegre).
Em Avis, descemos. Em 2008 tivemos 531Kg em Maio e 760Kg em Dezembro. Em 2009: 416Kg em Maio e 650Kg em Novembro.
Penso que Avis poderia não descer.
A campanha a nível nacional foi efectuada no sábado e no domingo. Por cá, dado que o comércio está encerrado ao domingo, foi na Sexta e no Sábado que se fez a campanha. Acontece que na sexta-feira apenas no Mini-Preço foi feita recolha, ficando o Supermercado Salvaterra por fazer, apesar da Célia, Gerente deste espaço me dizer que “muitas pessoas já se aviam mais à sexta do que ao sábado”. A cobertura não foi feita nos dois locais por falta de pessoal, entenda-se, voluntariado.
Penso que é possível inverter esta situação e não será por falta de pessoal que a cobertura não possa ser feita na totalidade. Há pouco referi que uma pessoa me disse que não dava porque ia receber “lá acima”. Ora muito bem, que me conste e sei que não estou a errar, ninguém da Associação de Reformados participou nesta iniciativa embora parte destes ou doutros alimentos angariados pelo mesmo processo, lá vá parar. A maior parte dos associados da ASRPICA é gente aposentada, ainda válida e que poderia muito bem participar e juntar-se ao grupo daqueles que colaboram. A desculpa de que ninguém lhes disse nada (se é que não disseram) não me convence, pois sabem bem que é do Banco Alimentar que recebem bens para distribuir pelos seus associados e, certamente, pelos mais necessitados.
E os jovens? Que é feito dos jovens e da sua generosidade? À noite, curiosamente, no Modelo de Évora, estava uma jovem filha de uma senhora de Ervedal envergando a camisola do Banco Alimentar. Os jovens gostam de colaborar. Ninguém duvide!
Dado que a escrita de hoje já vai longa, vamos ficar por aqui, com a esperança de que para o ano as coisas corram melhor pela nossa vila, no que à recolha de bens alimentares para ao Banco diz respeito, pois se a vida está mal por estas zonas também está nas outras, e a solidariedade é uma palavra que se deve muito mais praticar do que soletrar.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

CESRTAS DE POESIA (XCVI)

Se dúvidas houvesse quanto às potencialidades do grupo de Avis no que a Limpar Avis diz respeito, ontem teriam sido desfeitas na primeira reunião do Grupo. Dos 32 inscritos estiveram presentes 16 elementos - quantas associações conseguem juntar num mesmo local, num mesmo dia e à mesma hora, 50% dos seus sócios? Penso que pouquíssimas, para não dizer nenhuma. Pelo menos por cá...
Agora aquilo que já sabem de cor, prometendo que qualquer dia mudo a lenga-lenga...

Vamos limpar Portugal. Veja como em http://limparportugal.ning.com/
O GRUPO DE AVIS te 33 elementos oficialmente inscritos. Seja você o 34º inscrevendo-se em:
http://limparportugal.ning.com/group/avis
JOÃO MARTINS VILELA, um poeta de Benavila, não deixa de continuar a fazer décimas e nós de as publicarmos. Agora é o seu amigo Costa que entra na "baila".
Assim:
Meu colega Costa contínuo
Já cá tem a residência
Nasceu logo com o destino
De ter uma grande inteligência


O senhor bem dizia
Que é homem de talento
Faz obras de “afundamento”
À luz clara do dia
É um ser de categoria
E que começou de pequenino
Por pouco andara ao ensino
Hoje é um bom professor
Para mim tem muito valor
Meu colega Costa contínuo

A Dezembro a vinte e dois
Quando me veio cumprimentar
Começou logo a improvisar
Para nós os dois
Chegou Francisco Cabra depois
Que gabou a sua “crência”
Do que diz tem consciência
E não deve de haver igual
Cá no nosso Portugal
Já cá tem a residência

Faz versos à lua
E ao sol criador
Por tudo é compositor
E emita o saibre da rua
Com essa ideia sua
É o poeta mais fino
Diz que já foi Argentino
E por tudo tem passado
É por todos estimado
Nasceu logo com o destino

Pode ficar com a bandeira
O senhor é que é o dono
E colocar-se lá no trono
Com essa sua maneira
Mesmo que haja algum que queira
Não tem a competência
Com essa sua aparência
Nunca pode ficar mal
Dizem todos no geral
Tem uma grande competência

AUTOR: JOÃO MARTINS VILELA/BENAVILA (Feito em 1 990)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

QUINTA-FEIRA, ÀS 19 HORAS, NA SEDE DA ACA

Não acredito que você, caro leitor ou cara leitora, nunca tenho dado de caras com uma lixeira no local mais inapropriado. Nessas alturas certamente que deverá ter “amaldiçoado” quem fez tamanha maldade e quem sabe, até terá pensado que se pudesse tirá-la-ia dali…
Mas sozinho(a)…?
Pois bem, chegou a altura de, em conjunto com mais uma quantidade ainda indefinida de pessoas que pensam como você, meter mãos à obra e irmos limpar Avis das lixeiras clandestinas que por aí proliferam. O projecto é nacional como pode concluir, pesquisando em: http://limparportugal.ning.com/

A nós, avisenses ou amigos de Avis, cabe-nos a tarefa de limparmos o nosso concelho. Bem sei que todos nós fazemos os nossos descontos em impostos que deveriam também servir para evitar estas situações. Talvez que por isso e por outras razões, haja muita gente que não entende que deve aderir a este projecto. Mas quem sabe se com o nosso exemplo “obrigaremos” a que as autoridades e que quem tem a pouca vergonha de deixar o lixo por aí ao calhar, repensem e as coisas se modifiquem para melhor.
Neste momento, grupo de Avis já é composto por perto de quarenta elementos ( há elementos que não se inscrevem via Net).
Na próxima quinta-feira, dia 26, às 19 horas na Sede da Amigos do Concelho de Avis (Praça Serpa Pinto, Nº 11, em Avis) vai haver a primeira reunião preparatória desta iniciativa. Bom seria que se juntassem todos aqueles que já se inscreveram mais aqueles que até discordam para que, da discussão dos “porquês” se pudesse chegar a alguma conclusão consensual.
Vamos pois estar em maior número possível de modo a que as coisas se comecem a compor.
Entretanto fica de novo, o convite: INSCREVAM-SE EM: http://limparportugal.ning.com/group/avis E APAREÇAM QUINTA-FEIRA.
Para bem do ambiente.
Para nosso bem.
Até lá!!!!!!!!!

domingo, 22 de novembro de 2009

ASSOCIAÇÃO COMEMORA DIA MUNDIAL DA DIABETES

Foto 1: Caminhada
Foto 2: Almoço saudável

Foto 3 : Ah Fadista!


Foto 4 : A voz revelação




Vamos limpar Portugal. Veja como em http://limparportugal.ning.com/
O GRUPO DE AVIS tem 32 elementos oficialmente inscritos. Seja você o 33º inscrevendo-se em: http://limparportugal.ning.com/group/avis





O propósito era o de celebrar condignamente o Dia Mundial da Diabetes ocorrido a 14 de Novembro. Por motivos de agenda tal não pôde ser na data exacta e então ontem mesmo, dia 21, a Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis levou a efeito as comemorações de tal dia. Às oito da manhã já na sua Sede se procedia à avaliação das glicemias e tensões arteriais. Depois foi o percorrer os quase onze quilómetros que distaram entre o local de parida junto à Sede da Associação e a chegada ao Salão da Junta de Freguesia, numa caminhada pelos campos da nossa freguesia.
A partir das 13 horas foi servido um esmerado almoço só com comidas saudáveis, como convém em eventos desta natureza. Seguiu-se uma animada tarde de fados, com artistas amadores da nossa terra (seis) e dois dos concelhos limítrofes de Fronteira e Ponte de Sôr, que se prolongou para lá das oito da noite…
Dos habituais discursos, rebuscamos do Sr. Presidente da Associação, João Lourenço Feio a referência à necessidade de um intercâmbio entre todas as associações do concelho. Quanto à associação de que faz parte, diz que está no bom caminho e que se recomenda apesar de ainda só ter cinco anos de existência e de ter um longo caminho a percorrer.
Anabela Canela,
a jovem Presidente da Junta de Freguesia de Avis, salientou a importância das pessoas se organizarem e fazerem “coisas” como este dia de festa, sem ser preciso estarem á espera que sejam os “outros” a fazerem tudo. Mostrou a sua total disponibilidade para apoiar eventos desta e de qualquer outra natureza que sirvam os interesses das gentes da sua Freguesia.
Por fim a Enfermeira Nídia, responsável técnica da Associação, agradeceu o facto de várias entidades terem respondido afirmativamente ao convite que lhes foi dirigido e de ali se fazerem representar. Agradeceu igualmente publicamente a todos quantos colaboraram, dando o seu melhor, para que esta festa decorresse com o alto nível com que decorreu.
Entretanto ficou no ar a promessa de novos eventos.
Aguardamos para ver
Para fechar, convidamos a quem ainda o não tenha feito, que se associe na Associação Humanitária de Apoio aos Diabéticos do Concelho de Avis, associação que zela pela nossa saúde.
Nunca se sabe quando é que ela nos vai fazer falta.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

CESTAS DE POESIA (XCV)

ULTRAPÁSAMOS AS TRÊS DEZENAS

Vamos limpar Portugal. Veja como em http://limparportugal.ning.com/
O GRUPO DE AVIS já tem 31 elementos oficialmente inscritos. Seja você o 32º inscrevendo-se em: http://limparportugal.ning.com/group/avis

JOÃO MARTINS VILELA, de BENAVILA, tem sido nas últimas semanas o convidado das "Cestas de Poesia" de "DO CASTELO".
O poeta popular, muitas vezes além de repentista, é "desenrascado". Aquando da última recolha de poesia que fizemos junto do nosso convidado havia nos seus versos umas palavras cujo significado desconhecíamos. Perguntámos ao poeta o que aquilo queria dizer ao que ele nos disse que "Também não sei, inventei-as para rimar..."
Deixo à vossa astúcia o descobrir de tais palavras...

O Joaquim Martins Coelho
É homem com habilitações
Ele já cá deixa um espelho
Para os nossos ganhões

No concelho de Avis
É rapaz habilitado
Por onde quer que eu tenho passado
Toda a gente assim o diz
É um tipo feliz
P’ró Romano mais Pimpelho
Nem que venha o saibre vermelho
Não tem tanta categoria
Tem golpe de vista e energia
O Joaquim Martins Coelho

Na Torrejana, na agricultura
Mas meteu dificuldade
Atravessou aquela herdade
Com um rego à direitura
Foi já de noite escura
Sem precisar de lampiões
Com dois garraios vermelhões
Pensando nas linhas rectas
Tem feito grandes descobertas
É homem com habilitações

No cabeço do Santeiro
No rego lá foi deitar
Já mo vieram gabar
Diz que não está muito feio
Ele enrega sem receio
Direito a qualquer tojelho
Ou quando lhe colhe um coentrelho
Que esteja à meia ladeira
Cá no campo da Parreira
Ele já cá deixa um espelho

Com o Cadete e o Levezinho
Risca para toda a parte
Ele é filho da arte
Deixa tudo direitinho
Vai tocando devagarinho
Rachando aqueles balcões
Dizendo para os seus botões
Isto assim deve de ir bem
E não procede com desdém
Para os nossos ganhões

AUTOR: JOÃO MARTINS VILELA/BENAVILA (Feito em 1 990)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

ESTA É MESMO MUITO FRESQUINHA...

JÁ SOMOS QUASE TRINTA!!!!!
Vamos limpar Portugal. Veja como em http://limparportugal.ning.com/
O GRUPO DE AVIS tem 29 elementos . Seja você o 30º inscrevendo-se em: http://limparportugal.ning.com/group/avis







A PIADA DO MOMENTO EM PORTUGAL...
Um grande empresário português marca uma audiência com José Sócrates, na Residência Oficial do Primeiro-Ministro.
Enquanto aguarda, encontra Armando Vara que o recebe com muitos abraços.

Quando é recebido pelo Primeiro-Ministro, sente falta da carteira e resolve abordar o assunto com o PM:
- Não sei como lhe hei-de dizer, Senhor Primeiro-Ministro, mas a minha carteira acabou de desaparecer! Tenho a certeza de que estava com ela ao entrar na sala de espera. Tive o cuidado de a guardar bem, após apresentar o BI ao segurança. Não quero fazer nenhuma insinuação, mas a única pessoa com quem estive depois disso foi o Dr. Armando Vara, que está aqui na sala de espera ao lado.
O Primeiro-Ministro retira-se do gabinete. Pouco tempo depois, regressa com a carteira na mão. Reconhecendo a sua carteira, o empresário comenta:
- Espero não ter causado nenhum problema pessoal entre o Senhor Primeiro-Ministro e o Dr. Armando Vara .
Ao que José Sócrates responde:-
-Não se preocupe! Ele nem percebeu!...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

UMA CANÇÃO VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS...

Vamos limpar Portugal. Veja como em http://limparportugal.ning.com/
O GRUPO DE AVIS tem 28 elementos oficialmente inscritos. Seja você o 29º inscrevendo-se em: http://limparportugal.ning.com/group/avis


É isso. Poucas palavras. Clique abaixo e delicie-se, de preferência com o som muito alto:


http://www.irancosta.pt/benfica/index.php


sábado, 14 de novembro de 2009

NESTE SEGUNDO SÁBADO DE NOVEMBRO

Foto 1 : "...o (re)encontro com a natureza é sempre salutar."
Foto 2: "As águas continuam muito poluídas na Fonte da Torrinha mas a mancha branca de água putrefacta é agora maior. "

Foto 3: "A vontade de comer uma bucha junto ao moinho da serra, essa é que não muda."


Foto 4: "A actuação deste Grupo Cultural é uma actuação de luxo e uma aposta ganha em qualquer parte do mundo. "






Vamos limpar Portugal. Veja como em http://limparportugal.ning.com/
O GRUPO DE AVIS já conta com 28 elementos. Seja você o 29º inscrevendo-se em: http://limparportugal.ning.com/group/avis



Caminhada:

Como se sabe, o (re)encontro com a natureza é sempre salutar. O trajecto pode ser o mesmo mas os lugares estão diferentes. O convívio é sempre mais fraterno e as amizades consolidam-se.
As águas continuam muito poluídas na Fonte da Torrinha mas a mancha branca de água putrefacta é agora maior. Os esgotos vindos da ETAR continuam a (es)correr a céu aberto, poluindo tudo por onde passam, mas o mau cheiro é agora muito mais intenso, difícil de suportar e quase irrespirável.
A vontade de comer uma bucha junto ao moinho da serra, essa é que não muda.


A selecção luso-brasileira:

A selecção luso-brasileira lá ganhou por um a zero. Nas bancadas cantou-se o “Cheira bem, cheira a Lisboa” o que desmotivou os jogadores brasileiros. Para o próximo jogo em Portugal deveria cantar-se o “Cidade Maravilhosa…” para que os nossos irmãos brasileiros não se sintam marginalizados.
Já que os puseram a jogar por uma selecção que não é a do seu país ( e onde nunca jogariam), então que se lhe dêem condições iguais às dos portugueses.


O espectáculo INATEL:

Nem o jogo da selecção luso-brasileira chega para justificar a tão fraca assistência ao espectáculo dado pelo Grupo Cultural Orquestra de Harmónicas de Ponte de Sôr, no Auditório Ary dos Santos e em boa hora convidado a visitar-nos pela Delegação em Portalegre, da Fundação Inatel.
A actuação deste Grupo Cultural é uma actuação de luxo e uma aposta ganha em qualquer parte do mundo. Uma assistência de 30 pessoas é uma afronta a tanto valor.
Resta-me dar os parabéns e dirigir um muito obrigado à Fundação Inatel, na pessoa do seu Director Distrital, Sr. Tiago José Damião Antunes.
Sempre assim foi: se se faz alguma coisa ninguém aparece, se não se faz…critica-se logo que não se faz nada.
É dos livros.



sexta-feira, 13 de novembro de 2009

CESTAS DE POESIA (XCIV)

"O Meste José Coutinho é um grande poeta..." quem o diz é JOÃO MARTINS VILELA.
Ora reparem porquê:

Ó mestre José Coutinho
És um grande poeta
Quando estás sozinho
Fazes a tua obra certa

Aqui no nosso paraíso
Bem te devemos estimar
Porque tu andas a arranjar
O que para todos é preciso
Tens muitos "joios"
Tratas tudo com carinho
Aqui no nosso ranchinho
Tu hás-de ser nosso organizador
Mas eu dou-te muito valor
O mestre José Coutinho

Com esse teu afundamento
Fazes lindas cantigas
Para ensinares as raparigas
E até outras de outro tempo
Eu não invento
Essa tua descoberta
Como se faz uma festa
Também cantas o fado
És por todos estimado
És um grande poeta

Com a tua capacidade
É que nos medes a tensão
E nunca dizes que não
É sempre da melhor vontade
Com essa tua capacidade
Vais abrindo o caminho
Para o mais pobrezinho
Porque és consciente
Mas tu lembra-te da gente
Quando estás sozinho

Por seres muito fadista
És um bom serralheiro
És companheiro
E um bom artista
Não te temes a pista
Deixas sempre a porta aberta
Essa tua ideia secreta
Eu dou-te muitos valores
E vai lá para onde fores
Fazes a tua obra certa

AUTOR: JOÃO MARTINS VILELA/BENAVILA (Feito em 2001)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

MANHÃS DE NEVOEIRO

Foto 1: " Gosto de ver a Torre da Rainha dissimulada mas altaneira..."
Foto 2: "Em manhãs de nevoeiro é mais difícil saber-se ao longe quem é quem. "

Foto 3 : "...parece ser lá dos lados da “Escola Primária”


Foto 4: "...das bandas da Igreja Matriz que a custo vislumbro..."



Foto 5: "...o Largo do Convento e aí tento adivinhar como irão ficar as obras de requalificação..."




Vamos limpar Portugal. Veja como em http://limparportugal.ning.com/
O GRUPO DE AVIS continua com 25 elementos. Seja você o 26º inscrevendo-se em: http://limparportugal.ning.com/group/avis





Pois é verdade: gosto destes dias que amanhecem com nevoeiro. Por isso também gosto de deambular por aí ao acaso entre as ruas da nossa terra. Tenho a sensação que o mundo está mais aconchegado, que o céu está mais baixo e que as pessoas ficam mais próximas pela exiguidade do espaço. Gosto de ver a Torre da Rainha dissimulada mas altaneira, apesar de verdadeiramente já não acreditar num Sebastião que possa salvar este país do caos onde dia a dia mais se vai atolando. Na nossa terra, como noutras desta dimensão, as pessoas conhecem-se ao longe, pelo seu modo de andar, pelos seus gestos. Em manhãs de nevoeiro é mais difícil saber-se ao longe quem é quem. E isso faz-me entrar quase num jogo de adivinhação. Subo à Torre da Rainha, a custo. O meu coração já não é o que era e as escadas, sendo as mesmas, parecem-me cada vez mais e mais inclinadas. Ali absorvo um cheirinho a fumo de lume de chaminé e a toucinho frito. Sinto-me qual cão de Pavlov e as minhas papilas gustativas dizem-me que estão em plenas capacidades de funcionamento: salivo em seco… Tento saber de onde vem este cheirinho. Parece ser lá dos lados da “Escola Primária”, embora saiba obviamente que não o é. Talvez que até possa ser lá do lado oposto, das bandas da Igreja Matriz que a custo vislumbro através deste manto de gotículas.
Do outro lado, o Largo do Convento e aí tento adivinhar como irão ficar as obras de requalificação daquele espaço e qual será o peso da contestação às mesmas. Mas não consigo, não só pelo nevoeiro que, diga-se, aqui nem sequer está muito espesso, mas principalmente porque não acompanhei a discussão pública das mesmas. Às vezes acontece nevoeiro na minha mente.
E agora desculpem-me, hoje há nevoeiro outra vez e eu quero ir descobrir novos horizontes, antes que se cumpra o ditado popular de que “Manhã de nevoeiro é tarde de calmeiro…”


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

AVIS EM ALTA com RICARDO CALHAU


Vamos limpar Portugal. Veja como em http://limparportugal.ning.com/
O GRUPO DE AVIS continua com 25 elementos. Seja você o 26º inscrevendo-se em: http://limparportugal.ning.com/group/avis
"DO CASTELO" recebeu o seguinte convite que muito agradece e divulga:
Venho, por este meio convidá-lo(a) para a inauguração da minha exposição de Fotografia intitulada "Pontos de Vista" a realizar-se no próximo dia 21 de Novembro em Portalegre.
Descarregue a imagem para uma informação mais pormenorizada.Qualquer dúvida é só perguntar para os contactos abaixo indicados

Cumprimentos,
Ricardo_Calhau
933 784 096
Dado que a minha capacidade informática continua extremamente reduzida, não consegui "descarregar a imagem" pelo que me socorri deste estratagema para deixar aqui a informação complementar.
Ora então carregue em baixo e veja a dita imagem...com as minhas desculpas ao Ricardo...