terça-feira, 22 de setembro de 2009

AINDA A NOSSA FEIRA FRANCA

Foto 1 - ASSADORES
Foto 2 - CAROLICE

Foto 3 - CRIATIVIDADE

Foto 4 - PROFISSIONALISMO


Foto 5 - ESPECTÁCULO

Foto 6 - TRAJANDO




Alguém que vive longe da nossa/sua terra pediu-me que publicasse mais algumas fotografias mas...com gente por dentro. É o que estou a fazer dando assim por encerrada a Feira Franca de Avis 2009.
P.S.: Achei no mínimo curioso que os polítìcos da nossa praça não tivessem aproveitado este ensejo para chegarem junto das pessoas. Alguns houve que nem nos falavam! Das duas três: ou pensam que a vitória está garantida e não é preciso fazer mais nada, ou pensam que a vitória está perdida e que não vale a pena lutar não sendo preciso fazer mais nada, ou...nenhuma das anteriores permissas é válida e eu, que apesar de não os perceber não estou para me ralar, também não preciso fazer mais nada, perdão, não preciso dizer mais nada!
Ponto final.


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

FEIRA FRANCA - O FIM

Foto 1 - Por entre tubos e tubinhos...
Foto 2 - Este fim-de-semana o "azul" andou de rastos... e não foi só na Feira!

Foto 3 - António Calhau, incansável em busca dos últimos "bonecos"...

Foto 4 - Paulo Gonzo em exercícios de aquecimento de voz...

Foto 5 - Um toque de bom gosto em moda feminina...

Foto 6 - Carlos Lopes, trajando à maneira...
Chegou ao final mais uma edição da "nossa" Feira Franca.
Através das fotos fica uma ajuda para que aqueles que por cá não puderam estar possam imaginar como foi.


domingo, 20 de setembro de 2009

ASSIM... EU VI... A FORÇA DO TONY! ASSIM... EU VI... A FORÇA DO TONY!!

Foto 1 - A existência de bancos e cadeiras a vender deixava antever uma longa espera...

Foto 2 - Vindas de Aveiro chegaram de madrugada, brigaram-se, mas foram as primeiras a chegar!

Foto 2 - São de Avis e foram as segundas a chegar!

Foto 3 - A fila para a casa de banho das senhoras era enorme...havia que aviar pois que mais tarde já não haveria tempo para aliviar a bexiga

Foto 4 - Um mar de gente inundou literalmente o Largo da Feira

Foto 5 - Mais forte que o Tony Carreira só mesmo o sono...

Foto 6- Felizes, dançando embalados pelo som da voz melodiosa do "Astro-Rei" da noite...

Foto 7 - "As vendas estão más. As pessoas querem mas não podem. Depois vieram esses gajos do estrangeiro para acabarem com o resto..."

Foto 8 - Estacionados nas imediações das traseiras da Ludoteca. ..e o palco lá tão longe!
Foi assim que eu vi a força do Tony, no último sábado de Verão, segundo dia da Feira Franca e em que o Partido Socialista em Avis apresentou muito discretamente os seus candidatos às Autárquicas de 2009.
Você sabia disso?









sábado, 19 de setembro de 2009

A FEIRA FRANCA VISTA POR MIM (EM 18 DE SETEMBRO)

Foto 1 - Matando "a malvada"
Foto 2 - Qual é a tua, ó MEO?

Foto 3 - Um Benfiquista com alma nova

Foto 4 - Bonecos e bonecas

Foto 5 - Não parece mas é um bolo...de Benavila!

Foto 6- Fantasias infantis

Foto 7 - O Stand mais fotogénico!

Foto 8 - Do outro lado da bilheteira

Foto 9 - o "nosso" Alferes...meditando

Foto 10 - João Guilherme - Um artesão "dinossauro"


Foto 11 - Gente muito gira...com frio

Foto 12 - João Carrilho - Outro artesão (dinossauro) por entre a sua obra












sexta-feira, 18 de setembro de 2009

CESTAS DE POESIA ( LXXXVI)

Nesta sexta-feira em que começa mais uma edição da Feira Franca de Avis; nesta sexta-feira em que já choveu para fazer jus ao que se diz de que a Feira Franca de Avis é muito amiga de água; nesta sexta-feira em que a Associação de Diabéticos de Avis organiza mais um colóquio no Auditório Ary dos Santos, é nesta sexta-feira com tons outonais que vos trago às Cestas de Poesia mais um trabalho da autoria de JOÃO MARTINS VILELA, de Benavila.
Apreciem:


Tu é que és o Rodrigo
O tal que cantava o fado
Eu gosto de falar contigo
Porque nunca te vejo atrapalhado


És um homem analfabeto
Mas muito inteligente
Tu conquistas toda a gente
Com esse teu caminho certo
Poucos te conhecem de perto
Isto fica para comigo
Nas horas várias do perigo
Tu é que vences as batalhas
Ganhas sempre muitas medalhas
Porque tu é que és o Rodrigo

Eras muito rapaz novo
Quando te meteste na poesia
Com essa tua simpatia
Acarinhas o nosso povo
Agora neste mundo novo
Fica o teu nome gravado
És por todos estimado
Com esse teu grande talento
Faz obras de afundamento
O tal que cantava o fado

Dos poetas tem saudade
Essa tua vida inteira
Eles deixam-te uma bandeira
À tua curiosidade
Nessa velha mocidade
O Jaime foi teu amigo
E agora por bem te digo
E também o Antão
Quando calha a ocasião
Eu gosto de falar contigo

Já vais a estar velhote
Está-se-te o tempo a passar
Estou-me agora a alembrar
Quando pegavas no mote
Davas sempre “bigote”
E nunca foste mal tratado
No teu livro fica arquivado
O nome de todos os cantores
E és para isso que fores
Porque nunca te vejo atrapalhado

AUTOR: JOÃO MARTINS VILELA/BENAVILA (Feito em 2001)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

FORAM OS SEGUNDOS!!!


É verdade: chegaram os segundos.
Ontem “poisaram” na minha caixa de correio os panfletos da CDU. Avis está bem representado já que dos cinco elementos que representam o distrito na candidatura da CDU ao círculo eleitoral de Portalegre, três têm laços profundos com Avis, quer por naturalidade quer por razões de emprego: António José Faria de Paula Campos (mandatário), Joaquim Manuel Nunes Lopes e António José Lopes Carreiras.
Assim à primeira vista parece-me que há aqui um piscar de olho da CDU ao PS, um querer dar uma ajudinha… Vejamos, a CDU diz agora nestas eleições para a Assembleia da República, numa altura em que quem está no poder é o PS:
"Ruptura e mudança Sim, é possível uma vida melhor!"
Então não será que para as autárquicas em Avis o PS local possa pegar neste slogan e aplicá-lo aqui em Avis numa altura em que quem por cá está no poder é a CDU?
O Camarada Jerónimo parece-me mal de gravata. Confesso que não gosto de o ver assim: traz um acessório que não lhe fica bem, um símbolo do capitalismo desenfreado e opressor. Gosto mais de o ver de mangas arregaçadas, em ar de trabalho. Em conversa privada, na minha sala disse-lho e ele retorquiu-me:
- Sabes camarada? A gravata representa a opressão do capitalismo sobre o povo trabalhador, o modo como o capital asfixia os mais necessitados, os mais pobres, os que dia a dia lutam pela sobrevivência. Quando a tiro sinto um alívio tal, uma sensação de liberdade tão grande, que me permite redobrar as forças, arregaçar então as mangas para continuar a luta a favor dos mais pobres, dos trabalhadores do meu país, dos mais necessitados, dos excluidos da sociedade. ´Tás a compreender, camarada?
Entretanto na minha música de fundo acabara de cantar o “Avante Camarada!” que por uma questão de cortesia pusera a tocar e que é tão do agrado do meu visitante.
Mudei a cassete e para já fico a aguardar pela próxima visita do Jóminho (é assim que o trato em privado) para esclarecermos aquela situação dos slogans e, quem sabe, se eu ainda não tiver encontrado o meu sentido de voto, me convencer a votar nele…

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A ANGÚSTIA DO "NINHO ABANDONADO"

Há adolescências difíceis e há adolescências muito difíceis. Para tentar ultrapassar o chamado “conflito de gerações” há quem (eu, por exemplo) se tente defender, lendo tudo que à dita idade diz respeito para ver se encontra maneira eficiente de tratar as divergências que são explícitas. E há quem lhe aconteça (como a mim) assim a modos como quando a gente lê as bulas dos medicamentos e todos os efeitos secundários se aplicam ao nosso caso. É tenebroso! Passo a descrever parte de um dos tais textos de que por vezes me socorro, publicado nas páginas 22 e 23 da Revista Farmácia/Saúde Nº 65, de Fevereiro de 2002. Apesar do tempo decorrido continua bastante actual:
A adolescência é uma fase difícil da vida. Para os próprios adolescentes, que se sentem confusos no seu novo papel e tendem a desafiar a autoridade paterna. E para os pais, muitas vezes incapazes de aceitar que os filhos se estão a tornar adultos. É quanto basta para se instalar na família o chamado conflito de gerações. Comunicação é a palavra-chave para vencer a crise.
As respostas tortas são o primeiro sinal de que os adolescentes estão a crescer, à procura do seu próprio caminho. Desafiar a autoridade paterna, quanto mais não seja contrariando verbalmente as decisões de pai e mãe, é a forma que os adolescentes encontram de se tentarem afirmar como indivíduos. É uma forma natural, apesar de perturbar o ambiente familiar e de deixar pai e mãe à beira de um ataque de nervos.
…nesses confrontos há uma frase repetida à exaustão pelos adolescentes: “Já não tenho idade para…”…e quando confrontados com as consequências, também têm uma resposta invariável: “ O problema é meu”…

Penso que isto retrata o padrão de um(a) adolescente. Haverá quem pense ou queira pensar que consigo nada disto se passa ou passou, mas se calhar é porque não querem ver bem as coisas…
Um dia - há sempre um dia destes para quem vive longe dos grandes centros civilizacionais - os(as) adolescentes têm que abandonar a casa paterna e rumar a novos destinos. À primeira vista poderia pensar-se que era uma solução de resolver o problema. No entanto não o é. Mas estou em crer que o vazio que se sente é bem maior para quem fica do que para quem parte. Para esses é o libertar de uma corrente correctora, é um afirmar de um mundo a sós, sem "cotas" a chatear. Mas quem fica, fica em permanente angústia: a comida enrola-se na boca, não vai para baixo. O estômago parece que tem um enorme buraco, ou será um novelo? Os dias custam a passar…nunca mais é sexta-feira! O quarto está vazio e cria-se uma estranha sensação que auto-denominei de “ninho abandonado”. Ficamos tristes, amargurados e o chorar poderá aliviar mas não resolve o problema. Chegamos a ter imensas saudades das tais respostas tortas…
Amiga R., o meu ninho já ficou vazio.
Ficou-o no passado dia 7 deste mês. Só eu sei como tenho passado!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

FORAM OS PRIMEIROS!

José Sócrates e Miranda Calha foram os primeiros a chegarem à minha caixa de correio. Foram os primeiros de uma longa série de gente que sempre por alturas de eleições me visita. Podem não saber que eu existo durante anos inteiros, mas nestas alturas sempre se lembram de mim. Eles e os outros que sei devem estar por aí a chegar, nunca se esquecem de mim nestas alturas. Mas eu valho tão pouco…um voto, é o que eu valho. Para quê tanto incómodo? Mas, repito, efectivamente estes foram os primeiros.
Dali (da caixa de correio) transitaram para a minha sala de estar e mantive com eles uma viva conversa. Se do Sr. Engenheiro não tinha saudades nenhumas porque ele todos os dias me entra pela casa dentro através da televisão e me dá “contas” do que vai e não vai fazendo, já do Dr. Calha as coisas eram diferentes. Confesso que tinha saudades dele. Este como que se eclipsa. Apareceu-me agora e tinha-o visto nas últimas eleições quando o Sr. Engenheiro proclamava o seu discurso de vitória na varanda dum hotel e, curiosamente, posicionado bem perto dele. Ah!, minto: veio-me agora à ideia que o vi aquando da reabertura do Mosteiro de Flor da Rosa, este Verão. Na Assembleia da República não me lembro de alguma vez o ter visto discursar. Referi-lhe isso e ele contrapôs-me:
-Sabes, rapaz? O meu papel não é mediático. O meu papel é mais na sombra em defesa das populações do nosso distrito que depositaram em mim a árdua missão de os representar. Só em defesa da Barragem do Pisão, nem tu sabes quantos meses, quantas noites eu tenho perdido…
Tocaram-me à campainha da porta, saí e esqueci-me de acabar a conversa com este “camarada”. Quando regressei já era tarde. Mas ele de certeza que ainda me vai aparecer de novo cá por casa este mês…nem que seja para me catrapiscar o olho! Nessa altura acabarei a conversa com ele e, quem sabe, se ainda não tiver definido o meu sentido de voto, quem sabe me convença...

domingo, 13 de setembro de 2009

AVIS EM ALTA (x+2)

Foto: "O GAIATO declamando uma das suas poesias"
MANUEL DOMINGOS RODRIGUES, “O GAIATO”, foi um dos dois representantes do concelho de Avis presentes no IV Encontro de Poetas Populares realizado ontem em Évora, na Sede da Sociedade Recreativa e Dramática Eborense (antiga Mocidade), integrado nas celebrações do 112º aniversário daquela colectividade.
Na imagem, “O Gaiato” declamando uma das suas poesias.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

CESTAS DE POESIA (LXXXV)

Damos hoje a conhecer mais um trabalho do nosso amigo Benavilense JOÃO MARTINS VILELA.
É este o trabalho escolhido para esta sexta-feira, dia de Cestas de Poesia:


Mote:
Eu não sei o que sou
E não sei o que venho a ser
Porque o fado é nosso avô
Não o consigo compreender

Quando era pequenino
Fui um dia de madrugada
O encontro de uma estrada
Onde estava o meu destino
Do que vi eu imagino
O fascismo massacrou
Ele nunca perdoou
A pobreza afinal
Mas digo-me onde está o mal
Eu não sei o que sou

Tinha seis anos de idade
Quando fui ajudar o gado
Mal podia com o cajado
E que não me ficou de saudade
Mas com a minha curiosidade
Passo a vida a sofrer
Eu nunca aprendi a ler
Porque não pude ir à escola
Para gente da minha bitola
Eu não sei o que vem a ser

Se a esquerda se unir
Somos capaz de vencer
Não haver mais sofrer
Nunca mais se repetir
E que já não venhamos a sentir
O tempo que já passou
O pobre sempre gostou
De viver na solidão
Acabar com a escravidão
Porque o fado é nosso avô

Ficou na história gravado
O vinte e cinco de Abril
Ele não sabe repetil
O que lhe foi conquistado
Deixou o povo desorientado
As contas querem fazer
Alguns não entenderem
E diz que nunca as farão
Eu sendo da mesma geração
Não consigo compreender

AUTOR: JOÃO MARTINS VILELA/BENAVILA ( Feito em 2001)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

CESTAS DE POESIA ( LXXXIV )

Foto: João Martins Vilela é um homem simples que sente orgulho nas “obras” que faz.

Não me lembro de ao longo destas já longas "Cestas de Poesia", por aqui ter trazido algum poeta popular de Benavila. Pois os meses de Setembro e Outubro vão ser preenchidos com décimas do amigo JOÃO MARTINS VILELA, residente e nascido em Benavila a 23 de Outubro de 1930.
João Martins Vilela é um homem simples que sente orgulho nas “obras” que faz. Brilham-lhe os olhos de entusiasmo quando fala dos seus trabalhos poéticos. E diz-me:

- Olhe que nunca faço poesia para “descadeirar” em ninguém. Só para dizer bem, para engrandecer. Só uma vez é que tive que “descadeirar” num, porque ele me fez umas quadras ofensivas e eu tive que me defender.
Vamos ver que efectivamente assim o é, à medida que for sendo publicado aquilo que consegui recolher junto deste poeta amigo.
Passemos então ao primeiro trabalho de quarenta pontos que foi dedicado ao Sr. Manuel Dionísio:

Mote:

Ó Manuel Dionísio
És um bom caçador
Tens tudo quanto é preciso
Eu dou-te muito valor

Quando vais caçar
É com uma grande opinião
Levas sempre o teu cão
Para a caça te levantar
Começas a “pinsar”
E com muito juízo
Nesse grande paraíso
Já se levantou um “librão”
Mas não digas não
Ó Manuel Dionísio

Foste caçar aos patos
Um dia de madrugada
Mas nunca mataste nada
Que eram muito fracos
Eles pareciam “ajactos”
Que até mudavam de cor
E se possível for
Continuam a voar
Eras capaz de os matar
Porque és um bom caçador

Quando vais aos pombos
Levas sempre a negaça
Chegas lá, não encontras caça
Ficas a olhar para os combros
No fim de tantos tombos
Ainda tens o teu sorriso
Pensas logo num “deslizo”
Vais caminho da Calatrava
Porque lá é que te dava
Porque tens tudo o que é preciso

Quando foste para França
Já não vieste aos cogumelos
E eles que são tão belos
Mas tiveste que fazer a mudança
Quem trabalha sempre alcança
Ouve, és um bom professor
Tratas tudo com amor
A nível nacional
Eu não te levo a mal
Eu dou-te muito valor.

AUTOR: JOÃO MARTINS VILELA/BENAVILA

terça-feira, 1 de setembro de 2009

SAUDANDO SETEMBRO

Bem-vindo, Setembro! Gosto de Setembro.
Tenho boas razões para não gostar pois que foi precisamente em 17 de Setembro de 1977 que faleceu minha mãe que, á data do óbito, tinha 54 anos. Daí não ter uma razão plausível que justifique esta minha obsessão por Setembro. Talvez a proximidade do Outono com os seus tons fortes de castanhos e amarelos emaranhados sejam a razão desta paixão.
Há vários anos que busco uma canção de Madalena Iglésias que fala precisamente de Setembro. Todos os anos por estas alturas – e só por estas alturas - tenho buscado incessantemente a canção e… nada. Andava por caminhos errados. Mas hoje eis que a descubro. E apresso-me a saudar Setembro na voz de Madalena Iglésias.
Os “cotas” como eu lembrar-se-ão por certo desta canção. Os outros terão oportunidade de a ouvir agora. Ora oiçam clicando abaixo:
Para todos vós um óptimo Setembro!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

CESTAS DE POESIA ( LXXXIII)

MANUEL NARCISO SEBASTIÃO, reside em Avis, ali na Rua Machado dos Santos e tem actualmente oitenta e quatro anos. Sabe muitas décimas de cor e também tenta fazer algumas da sua própria imaginação, mas confessa que já tem alguma dificuldade. Decorria o ano de 2004 quando, em Abril, me recitou as décimas que passo a descrever e de cujo autor desconhece o nome:

Mote:
Ó primavera brilhante
Que a todos dás alegria,
Canta todo o passarinho
Ó que linda harmonia!



É gosto a gente ver
Os campos a verdejar
As flores branquejar
Tudo a resplandecer,
Ali começa a aparecer
A abelhinha contente
Com seu cheiro diferente
Do delicioso alecrim
Tudo isto é um jardim
Ó primavera brilhante!

O gado anda pastando
E no grandioso prado
O pastor anda animado
Satisfeito anda cantando,
A borboleta voando
Ali próximo ao meio-dia
Também canta a cotovia
A chamar pelos filhinhos
Ó que tempo tão bonito
Que a todos dás alegria!

Logo ao nascer do sol
As aves a chilrear
Começa tudo a cantar
Também canta o rouxinol,
Pintassilgo no girassol
Roubando o seu baguinho
Para levar ao filhinho
Que está ainda no casal
Canta tudo em geral
Canta todo o passarinho!


Flores de tanta raça
Tão bonitas e branquinhas
Papoilas encarnadinhas
Tudo aquilo é uma graça,
Melro pousado nas balsas
Ali canta e assobia
No mais formoso dia
Mira o homem que vai passando
Canta andorinha voando
Ó que linda alegria!

Autor: Desconhecido
Recolha efectuada junto do Sr. Manuel Narciso Sebastião/Avis

terça-feira, 25 de agosto de 2009

GENTE ( MUITO BOA) DA NOSSA TERRA

Foto: "JOÃO JOAQUIM CARRILHO fez 95 anos...todos os dias este ancião se entretem com o hobby a que se dedica...já lá vão uns trinta e cinco anos..."


JOÃO JOAQUIM CARRILHO fez 95 anos no passado dia 11 deste mês.
Com uma mente brilhante de fazer inveja aos muito mais novos, todos os dias este ancião se entretem com o hobby a que se dedica desde que se reformou e já lá vão uns trinta e cinco anos: o embelezamento de frascos e frasquinhos, garrafas e garrafões com a colagem de fósforos. Pela sua faca afiada já passaram milhares e milhares de fósforos que corta milimetricamente para depois colar no sítio certo. Nem sabe já quantas centenas de trabalhos fez. Mas sabe que gosta do que faz, sente-se bem ao fazê-lo, tem orgulho nos seus trabalhos e gostaria que mais pessoas pudessem apreciar as verdadeiras obras de arte que diariamente vai construindo.
Se estiver interessado em conhecer e apreciar o seu trabalho – e porque não, ficar com uma recordação - visite-o ali naquela casa do lado esquerdo que fica mesmo junto às últimas bombas da gasolina quando se sai de Avis no sentido de Ponte de Sôr.
Garanto-lhe que para além de ficar espantado com a obra deste artesão, ainda ficará a saber mais uma anedota ou quiçá ouvirá uma poesia ou história engraçada doutros tempos.
Sr. João Carrilho, para si, pela sua jovialidade, sabedoria e exemplo de vida, vai o meu abraço de amizade.

domingo, 23 de agosto de 2009

"DO CASTELO" meteu água, pede desculpas e rectifica


“DO CASTELO” meteu água no post publicado em 17 de Agosto do corrente ano, no que à identificação e profissão do Ervedalense ali referenciado diz respeito.
Com o pedido de desculpas ao Tiago José, passo a reproduzir um mail que do mesmo recebi, a título de esclarecimento:

“Boa tarde,

Fui referenciado num post em cujo blog o senhor é editor/administrador. Pelo que permita-me corrigir dois dados de facto:

1. Chamo-me Tiago José e não José Tiago.

2. Não sou jornalista, porque essa é uma actividade que para ser exercida requer um título profissional específico, em todos os casos atestado pela respectiva Comissão da Carteira Profissional. O regime de incompatibilidades, legalmente consagrado, não me permitiria desempenhar estas funções (na Inatel) se fosse "Jornalista".

São questões objectivas e inelutáveis que gostaria de esclarecer para que o meu caro amigo as corrigisse a contento.

Nota: Não tenho pejo algum em facultar-lhe, via mail, o meu CV, para que o meu amigo o possa apreciar, se achar por bem. Não veja aqui qualquer tom jocoso. A Inatel é uma pessoa colectiva de direito privado mas com estatuto de utilidade pública, pelo que as habilitações dos seus dirigentes devem ser conhecidas.

Aceite os meus melhores cumprimentos,

Tiago José (assim é que é) Damião Antunes, 26 anos”

Agradeço os esclarecimentos prestados.
Quem sou eu para poder avaliar o CV de alguém? No entanto mantenho a ideia de que se o Tiago Antunes fosse militante ou simpatizante de um partido que não o do Governo actual (PSD, CDU, BLOCO…) neste momento e possuindo até o melhor CV de Portugal não entraria, agora, para a INATEL.
Posso estar enganado mas é a minha opinião.
Aliás, não aconteceu o mesmo com o antecessor no cargo em relação ao governo no poder à data da sua nomeação, que era o PSD?

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

CESTAS DE POESIA ( LXXXII)

ROBERTO SOEIRO, nascido no Maranhão, tinha uma dívida na venda do Ti José Joaquim Pexirra, ali no Alcórrego. No sentido de lho lembrar, o Sr. Pexirra mandou “saudades” ao Roberto pelo António Cambalhota, certo dia em que este foi à loja do Ti Pexirra buscar uma garrafa de aguardente precisamente para o Roberto. A mensagem foi percebida pelo Roberto que em resposta e no dia em que foi liquidar a sua dívida, lhe disse as seguintes décimas, cuja recolha efectuei junto do próprio Roberto em 2001, tinha este, à altura, 81 anos.
Passo a reproduzir essas décimas que são conhecidas na região, pelas pessoas de mais idade:

Mote:
As saudades que me mandaste
Pelo António Cambalhota:
Não foi de mim que lembraste
Mas talvez fosse da nota!

Hoje que te venho visitar
E como bom visitante
Trago dinheiro bastante
P’ra minha dívida pagar;
Se tens assente podes riscar
Se por acaso assentaste
Eu pensei e tu pensaste
Por a aguardente ser p’ra mim
Aqui José Joaquim
As saudades que me mandaste!

Já minha dívida te paguei
E com muito prazer
Cumpri com o meu dever
Pela face da lei;
Em favor te fiquei
Mas isso já não importa
Eu cá dou a minha volta
Lembranças que de mim tinhas
Lá recebi as saudadinhas
Pelo António Cambalhota!

Com o teu ar de graça
Lá te lembras dos demais
Assim recebes os capitais
Às vezes por chalaça;
Eu não fiquei de má raça
E não me escandalizaste
Mas logo te me atiraste
Mas eu a isso não ligo
Mas hei-de dizer e digo
Não foi de mim que lembraste!


Vamos ver daqui em diante
As regras dos problemas
Se ainda de mim te lembras
Como atrasadamente;
Já te paguei felizmente
Não me persigas mais a porta
Para os outros serve de risota
Por seres tão compadecido
Mas não me passa do sentido
…Mas talvez fosse da nota!

Autor : Roberto Soeiro/Maranhão (Avis)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

MAIS UM TIAGO!

É verdade: mais um Tiago em alta. Desta vez trata-se do nosso “vizinho” TIAGO CARREIRAS. Residente em Casa Branca, Sousel, este cavaleiro tauromáquico ainda praticante, delicia todos aqueles que o vêem tourear. Apesar da sua pouca idade, não se inibe perante os grandes vultos da nossa tauromaquia e ainda ontem em Albufeira conseguiu tão-somente ser o melhor cavaleiro dos seis em praça, arrebatando assim o troféu para a melhor faena.
Ao Tiago Carreiras e a seu tio, Manuel José Lopes Correia, “DO CASTELO” endereça os mais sinceros parabéns.
Votos que a carreira do Tiago prossiga sempre alicerçada em actuações como aquelas que ultimamente nos habituou.
E porque não há duas sem três, neste caso dois sem três, de referir que no passado dia 25 de Julho se falou de mais um Tiago, só que este é santo. S. Tiago é comemorado a 25 de Julho e diz o nosso povo que “Pelo São Tiago pinta o bago”.
E pinta mesmo...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

AVIS EM ALTA ( x+1)

Segundo informação recolhida por "DO CASTELO" junto de fonte credível, tomou posse no passado dia 10 de Agosto como responsável pela delegação do Inatel em Portalegre o nosso conterrâneo JOSÉ TIAGO DAMIÃO ANTUNES. Este jovem jornalista de 26 (?) anos é natural de Ervedal.
Embora seja uma nomeação política e naturalmente afecta ao actual Governo (por mim confesso que gosto mais de nomeações resultantes de avaliações curriculares e, se possível, isentas) não deixa de ser interessante o facto de Avis ter um filho seu em lugar de destaque numa Fundação com o prestígio da Fundação Inatel.
“DO CASTELO” endereça os parabéns ao José Tiago.

Nota: numerar os posts que vou escrevendo e aos quais dou o mesmo nome é uma mania como outra qualquer. Dado que já não sei quantos “Avis em Alta” por aqui escrevi e porque sou preguiçoso q.b. para ir aos arquivos saber qual o número que corresponde ao presente, irei doravante numerá-los com x (correspondente aos “Avis em Alta” passados) + o número sequencial a partir de agora.

domingo, 16 de agosto de 2009

SERÁ DESTA?

Foto: "O Clube Náutico...até em noites de calamaria...dá a estranha sensação de lá chover copiosamente."

Encontra-se a decorrer o prazo de entrega de propostas para arrendamento do espaço do Restaurante do Clube Náutico. Ao que “DO CASTELO” julga saber há nesta corrida profissionais da Restauração de Avis, com provas sobeja e positivamente dadas. Esperemos que comecem a estar reunidas todas as condições para devolver à vila, no mais curto espaço de tempo, um lugar que pode, deve e certamente voltará a ser um chamariz turístico. É triste ir ao Clube Náutico, ver aquele imóvel desactivado e continuar a ver sempre que lá se vai, pessoas a dirigirem-se ao restaurante e, desgostosas, baterem com o nariz na porta e voltarem as costas incrédulos com esta situação anómala.
O Clube Náutico é de tal modo paradisíaco que até em noites de calmaria, como foi a da passada sexta-feira por volta das 23,30h, a rega automática ali existente nos dá a estranha sensação de lá estar a chover copiosamente. A propósito não seria possível programar a dita rega de modo que toda a área verdejante fosse regada? É que uma grande fatia da relva está a secar por falta de água…e já há bastante tempo.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

CESTAS DE POESIA (LXXXI)

ANTÓNIO FRANCISCO BONITO, primeiro que tudo um abraço de amizade.
Esta semana deixo-vos com mais um trabalho em décimas que recolhi junto deste amigo, artesão e poeta que retrata um pouco da sua vida num destino que diz, estar marcado.
À vossa apreciação:

Mote:
Do que sei nada aprendi
Por ninguém fui ensinado,
Desde a hora em que nasci
Tinha o destino marcado


Aos sete anos fui p’ra a escola
Logo fui maltratado
Abalei fui guardar gado
Fazer colheres com argolas
As botas não tinham solas
Porque eram mesmo assim
Mas tanto que eu sofri
Para hoje ser artesão
Foi a minha vocação
Do que sei nada aprendi!

A vida é uma maldição
Digam lá o que quiserem
E foi por causa das mulheres
Que eu fui parar à prisão
Para mim é uma escuridão
Meus velhos tempos passados
E digo em todos os lados
E em toda a minha vida o direi
Mas tudo aquilo que eu sei
Por ninguém fui ensinado!

Eu segui a minha carreira
Ali tomei outra arte
Encontrei-me com o Zé Piteira
A “escraficar” o tomate
Hei-de dizer em toda a parte
Tudo aquilo que eu vi
Então ali conheci
Uma vez eu mais direi
Pois aquilo que eu sei
Desde a hora em que nasci!

A minha vida foi feia
E quem este caminho trilha
Estar preso na cadeia
A pensar nas minhas filhas
E até na minha família
Estava sempre apaixonado
Mas tive amigos a meu lado
Mas a mim ninguém me domina
E vou cumprir a minha sina
Tinha o destino marcado!

Autor: António Francisco Bonito/Avis

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

ASSIM, SIM ! ( III )

Foto 1: "...o amigo João conseguiu na horta da Coutada o exemplar de abóbora que a foto 1 nos mostra."
Foto 2: "...repetiu a “gracinha” com uma não mais pequena, semeada e criada no seu quintal..."


Cá pela nossa terra ainda há quem cultive o espírito comunitário.
Uma parte da Coutada, ali de trás da ex-fábrica da Lactogal e confinando com a Barragem do Maranhão, é partilhada por seis hortelões que nuns escassos palmos de terra dali tiram produtos que se por um lado os ajudam monetariamente, evitando gastos na sua aquisição, por outro lado lhe dão a garantia da qualidade daquilo que comem. Desde o feijão ao tomate, passando pelas batatas, couves, pimentões e curgetes, tudo esta boa gente ali semeia, planta e colhe.
Um desses hortelões é o Sr. João Narciso, homem que sempre teve hortas e sabe bem como as mesmas se preparam e rentabilizam. Pois para demonstrar que sabe do ofício, o amigo João conseguiu na sua horta da Coutada o exemplar de abóbora que a foto 1 nos mostra. Para provar que não foi por acaso, repetiu a “gracinha” com uma não mais pequena, semeada e criada no seu quintal ali paredes-meias com a muralha de Avis.
Para que não restem dúvidas, reveja as fotos ampliando-as. Se à altura da colheita souber o peso das “ditas” deixá-lo-ei aqui registado.
É obra!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

AVIS (DUPLAMENTE) EM ALTA!


Em cerimónia pública realizada em meados de Julho no Convento dos Capuchos em Almada, o nome de Avis foi por duas vezes distinguido na distribuição de prémios do concurso de quadras populares alusivas aos festejos de S. João naquela cidade. Numa iniciativa da Câmara Municipal de Almada e da Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, as quadras a concurso tinham que incluir obrigatoriamente as palavras “ALMADA” e “TEJO”.
Maria Albertina Dordio, de Ervedal e Fernando Máximo, de Avis,
foram distinguidos, cada qual, com uma menção honrosa.
Passamos a dar a conhecer as quadras premiadas:

Cheiras a cravo e a rosa,
Sorris papoilas vermelhas,
Revês-te, ALMADA vaidosa,
No TEJO em que te espelhas

(Autora: Maria Albertina Dordio/Ervedal)


Foi um TEJO marinheiro
Que com seu ar de gingão,
D’ALMADA foi companheiro
Na noite de S. João


(Autor: Fernando Máximo/Avis)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

CESTAS DE POESIA (LXXX)


ANTÓNIO FRANCISCO BONITO, O PULHA para os amigos, é um artista em duas vertentes: poeta e artesão. São vários e por demais conhecidos os trabalhos de artesanato que este artista tem mostrado por esse país afora ao serviço do concelho de Avis. Menos conhecida é a sua poesia.
Em 2004 obtive junto deste amigo o seguinte “trabalho” em décimas que passo a transcrever:
Mote:
A Deus pedes perdão
A Deus pedes perdão,
A Deus pedes perdão
A Deus pedes perdão!

Quando eu um dia jazer
Debaixo da terra dura
Vais beijar a sepultura
Para nunca mais te esqueceres;
Acredita, podes crer
Perdeste a solidão
Tenho por ti tanta paixão
Por gostar tanto de ti
Lembras-te sempre de mim
A Deus pedes perdão!


Lembras-te do meu acidente
Quando fui para o hospital
Eu ia bastante mal
Visto por tanta gente;
Foste tão prudente
Davas gritos de aflição
Tremia-te o coração
Porque eu era o teu futuro
Hoje vives no escuro
A Deus pedes perdão!


O teu rosto eu beijei
Ao teu peito abraçado
Por ti não fui estimado
Eu a ti sempre estimei;
É certo que eu errei
Dentro da ilusão
Tu tens muita razão
Pelo mal que eu te fiz
Mas não foi porque quis
A Deus pedes perdão!


Na tua cama fui erguido
Contigo ao meu lado
Por ti fui tratado
Nunca te perco o sentido;
Eu estava adormecido
Quer acredites ou não
Em cima desse colchão
Que me fica na memória
Aqui tens tu vitória
A Deus pedes perdão!

Autor : António Francisco Bonito/Avis

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

ASSIM, NÃO! (II)

Foto: "...o que se passa nas imediações de Benavila: um carro em decomposição jaz nos terrenos da Barragem."

Façamos fé nas declarações de Manuel Jacob, pastor de Avis, à revista Águia, na sua edição Nº 27, de Junho de 2008, (Amigos do Concelho de Avis – Associação Cultural), na sua página 5. Convidado a responder sobre o que pensava quando se encontrava sozinho atrás do gado disse, entre outras coisas, o Sr. Manuel Jacob:
“Penso que as ovelhas já nem podem pastar nos terrenos da barragem e que até tenho medo de as levar a beber à barragem pois que como não voam, têm que pisar esses terrenos e podem chegar os gajos do ambiente.”
Verificamos, por este excerto, que os “gajos do ambiente" se preocupam com as ovelhas do Sr. Manuel Jacob que pisam e bebem água na Barragem do Maranhão.
Benavila tem das margens mais aprazíveis para se passar um bom bocado em contacto com a natureza e, naturalmente, com a Barragem do Maranhão. Pois a foto acima, reproduz o que se passa nas imediações de Benavila: um carro em decomposição jaz nos terrenos da Barragem. Não bebe água como as ovelhas do S. Manuel, mas conspurca aqueles terrenos.
Será que os “gajos do ambiente" não sabem disto?

domingo, 2 de agosto de 2009

AVIS EM ALTA!

Foto 1 - "Exposição de escultura da autoria de Francisco Alexandre" Foto 2- "...a exposição, o autor e as referências ao nosso concelho"

Decorreu em Almada, desde o dia 24 de Julho até hoje, a XI FEIRA DO ALENTEJO. O nosso concelho esteve representado, e bem, por uma exposição de esculturas da autoria de Francisco Alexandre presidente da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, que promoveu, naquela feira, a exposição em stand duplo.
Os mais rasgados elogios foram endereçados não só ao artista pela categoria das obras apresentadas, como à Associação pela forma como ornamentou o seu espaço.
Parafraseando o meu amigo João Guilherme, ilustre artesão Ervedalense, as obras do Francisco Alexandre “são artesanato de luxo…” e como tal guindam-se a ilustres representantes do nosso concelho num certame com a grandeza das feiras do Alentejo, organizadas pela Alma Alentejana, de Almada.
Na foto acima a exposição, o autor e as referências do nosso concelho.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

CESTAS DE POESIA ( LXXIX)

Terminamos o mês de Julho e as suas Cestas de Poesia ainda com o amigo de Valongo, FERNANDO JOSÉ DE DEUS. Da recolha que junto dele efectuei, passo a reproduzir as seguintes décimas que são de autor desconhecido. Não deixa de ser curioso o facto de nelas serem mencionados vários montes do concelho de Avis. Ora vejamos:

Mote:
EU TENHO ANDADO A PENSAR
EU NÃO SEI SE PENSO BEM,
TENCIONEI-ME A CASAR
AINDA NÃO SEI COM QUEM!



NA HERDADE DA MACHADINHA
FIZ UM ASSENTO DE LAVOURA
CASAR COM UMA LAVRADORA
ERA ISSO QUE ME CONVINHA,
MANDAVA LÁ DISPOR UMA VINHA
NINGUÉM ME HAVIA DE GANHAR
EU TRATAVA EM COMPRAR
A HERDADE DE MÃO POR CÃO
EU FAREI ISTO OU NÃO
EU TENHO ANDADO A PENSAR!

O MONTE DE TRIGO É MEU
TAMBÉM O MONTE DA COVA
EU CONTO-LHE ESTA POR NOVA
TUDO QUANTO TENHO É MEU
PÊRO VIEGAS COMPREI EU
POR ME ESTAR ALI BEM
COMPRO OS VINAGRES TAMBÉM
POR ME ESTAR ALI A JEITO
NO FIM DISTO TUDO FEITO
EU NÃO SEI SE PENSO BEM!

ISTO É UMA GRANDE EMPREITADA
EM QUE EU ME ANDO A METER
ATÉ JÁ FUI ALI VER
O MONTE NOVO DA COUTADA
“ASSUBI” À CUMEADA
SE ELE O DONO ME A QUISER DAR
TENHO DINHEIRO PARA LHA PAGAR
A QUESTÃO É DELE QUERER
EM VISTAS DE TANTO TER
TENCIONEI-ME A CASAR!

O MONTE BRANCO ME FICOU
MAIS ACIMA O CHAFARIZ
TAMBÉM A METADE DE AVIS
DA HERDA DO MEU AVÔ
TUDO ISSO ELE ME DEIXOU
NEM POR ISSO ESTOU MUITO BEM
JÁ ESTOU MELHOR QUE NINGUÉM
JÁ POR AÍ ME CHAMAM MORGADO
ESTOU PARA MUDAR DE ESTADO
AINDA NÃO SEI COM QUEM!

AUTOR : DESCONHECIDO
Recolha efectuado junto do Sr. FERNANDO JOSÉ DE DEUS/VALONGO

quarta-feira, 29 de julho de 2009

AVIS EM ALTA!

Foto: "Vermelhão"

Avis esteve em alta aquando da distribuição de prémios dos Jogos Florais de 2009, inseridos no 63º aniversário da Academia de Santo Amaro, em Lisboa, já que ao nosso amigo Fernando Máximo foi atribuído o 3º Prémio na categoria de Fotografia. Sob o tema de “Primavera”, reproduzimos acima a foto ganhadora a que foi dado o título de “Vermelhão”.

domingo, 26 de julho de 2009

O III PEDALUAR É JÁ NO PRÓXIMO SÁBADO

Já que o meu engenho e a minha arte não me permitem reproduzir o cartaz que recebi da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, passo a referir os pontos mais importantes que constam do aludido cartaz:

III PEDALUAR

01 DE AGOSTO – 21 HORAS

SEDE DA ACA – PRAÇA SERPA PINTO, Nº 11 – AVIS

AVIS…VALE DA TELHA…AVIS

Sócios – 3 pedaladas Não sócios – 6 pedaladas

Nota: uso de capacete e luz na bicicleta

NO FINAL DO PASSEIO HAVERÁ CONVÍVIO NA ACA

Inscrições até 30 de Julho de 2009

Telem: 969 015 106 e 938 183 155 – email:
acavis@sapo.pt

ORGANIZAÇÃO – AMIGOS DE AVIS

APOIOS : MUNICÍPIO DE AVIS; GNR, BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE AVIS

sexta-feira, 24 de julho de 2009

CESTAS DE POESIA ( LXXVIII)


FERNANDO JOSÉ DE DEUS, foi nado e criado em Valongo, onde ainda reside aos 90 anos de idade. Apesar de ser analfabeto, sabe poesias que diz ter feito em tempos. Feitas ou de cór, sabe e o saber é que é importante. Eis o que o Sr. Fernando me disse que sabia:

O POBRE TRABALHADOR
Mote:
O pobre trabalhador
Vive muito apoquentado,
Se tem bom fato é impostor
Se não o tem é relaxado!

Tive um dia precisão
De entrar numa botica
Onde havia gente rica
Tudo na mesma ocupação,
Parecia um figurão
Aquele homem cavador
Traz um fato de linda cor
E meia, melhor sapato
É como o coelho no mato
O pobre trabalhador!


Entre toda a “viciolada”
Não falando no vestuário
Dizendo que o nosso salário
Nunca chega a ser nada
Não é ganho da enxada
Que nos trás tão asseado
É a “aceifa” e o salgado
E o que o corpo se “assujeita”
P’ra trazer a vida direita
Vive muito apoquentado!

Sempre há que dizer
Do pobre trabalhador
Tem uma arte superior
Que ao homem dá de comer,
Sempre se tem que jazer
Ninguém lhe dá o valor
Anda á chuva, ao vento e calor
Correndo o suor pela testa
Mas se vem um dia de festa
Se tem bom fato é impostor!

A vida de um homem pobre
É pior que a dum ladrão
Se trabalha muito é bruto
Não faz nada é mandrião
Fala muito é aldrabão
Fala pouco é amuado
É de todos desprezado
Ao pobre nada vai bem
Se tem bom fato é porque o tem
Se não o tem é relaxado!

Autor : Fernando José de Deus/Valongo (analfabeto)


quarta-feira, 22 de julho de 2009

FEEDBACK

É agradável sabermos que alguém lê aquilo que por aqui vamos escrevendo e que o que escrevemos por vezes “mexe” com as pessoas. Vem isto a propósito da menção que fizemos na passada quinta-feira, dia 16, ao estado deplorável em que se encontra a Fonte Nova. Pois recebemos da D. Manuela Mendes, que viveu a sua infância e juventude em Avis, actualmente a residir em Silves, um mail que passamos a reproduzir na parte que ao assunto diz respeito:

"…hoje fiquei triste ao espreitar o seu blog.
A Fonte Nova que eu costumava recordar com duas bicas a correr, uma água muito fresca e onde eu ia em criança com uma pequena bilha de barro, nas tardes de verão, com a garotada da rua das Lajes.
Também recordo a minha mãe lavando no dito tanque enquanto eu retoiçava por ali. Será que as pessoas de direito se distraíram e esqueceram que a Fonte faz parte do nosso Património? Bem haja o amigo que, inquieto, vai tentando chamar a atenção, para as coisas que não estão bem...
Ia ficar muito contente se quando tornasse a Avis fosse visitar a Fonte Nova, ainda que sem correr água, mas muito limpa... "
Fazemos nossos os desejos da D. Manuela.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

JÁ CHEGOU!

Capa da Águia Nº 31 de Junho de 2009

Parece que as coisas estão a melhorar para o lado dos Amigos de Aviz. Desta vez a Águia chegou mais cedo do que é habitual, o que nos agrada.
Ao que "DO CATELO" conseguiu apurar, a edição Nº 31 com o título de capa "Livros e Leituras" tem nada mais nada menos que dezassete colaboradores. Esperemos que não nos desiludam. E nada melhor do que adquirir um exemplar para sabermos como é...

domingo, 19 de julho de 2009

ASSIM, SIM! (III)

Dá sempre gosto ver uma pauta de resultados académicos bem recheada de notas positivas. Por isso, “DO CASTELO” apresenta os parabéns à Catarina Pechincha que se despediu da E. B. 2, 3 Mestre de Avis com uma “pauta” deveras invejável: nada mais nada menos que com cinco quatros e onze cincos nas disciplinas numericamente pontuáveis.
Deve ser uma honra para os pais ter uma filha assim e para eles são extensivas as congratulações com votos que os resultados agora obtidos se repitam nos anos vindouros.

sábado, 18 de julho de 2009

AS CONTAS DOS NOSSOS MINISTROS...

Com a devida vénia, saquei isto a um meu colega: "olhar do Miguel.wordpress.com".
Se já viu, reveja, se não viu veja agora que vale a pena, clicando em baixo:

http://olhardomiguel.wordpress.com/2009/07/14/hilariante-2/

sexta-feira, 17 de julho de 2009

CESTAS DE POESIA (LXXVII)


De conversa fácil, conhecedor da coisas da vida da agricultura como poucos, passei algumas tardes a conversar com o meu amigo JOAQUIM ANTÓNIO BOTAS, o patrão Botas, para os amigos. Na tarde 23 de Fevereiro de 2006, a nossa conversa descambou para a poesia e ele disse-me:
- Olhe que ainda me lembro de umas décimas que fiz uma vez quando tinha aí os meus dezassete anos.
Disse-mas e eu escrevi-as. Com os votos de boas melhoras para o meu amigo patrão Botas, aqui as deixo à vossa consideração servindo simultaneamente para homenagear um homem com quem dava gosto falar. Hoje, infelizmente, devido à sua adiantada idade as coisas já se passam de maneira diferente.

Mote:
Não chores mais desgraçada
Que o teu chorar nada vale,
Essas lágrimas que choras
Não dão remédio a teu mal!



De há muito, podes saber,
Que te lastimas em vão,
Aos que pedes protecção
Riem-se do teu sofrer;
Não lhe dês a conhecer
Que vives apaixonada
Com isso não lucras nada
Para teus horríveis tormentos
São baldados os teus lamentos
Não chores mais desgraçada!


De que te serve o verter
O pranto em quantidade
Não compras á sociedade
O que ela te fez perder
Escarnecem por te ver
Envolta no lodaçal
A gargalhada é geral
Não encontras um amigo
Por esta razão te digo
O teu chorar nada vale!


Tu estás amaldiçoada
Por teu pai e tua mãe
Por os tratares com desdém
Serás sempre mal tratada;
Tua sorte mal fadada
Nunca mais acha melhoras
Antes, cada vez pioras
Tua triste situação
Pois não tem aceitação
Essas lágrimas que choras!


A graça e a formosura
Que te deu a natureza
Podes tu ter a certeza
Que foi a tua “desvantura”;
Julgavas-te ó criatura
Neste mundo sem igual
Pensavas não ter rival
A ti mesma te enganaste
Os homens a quem amaste
Não dão remédio ao teu mal!

Autor: Joaquim António Botas- nascido em 15-10-1911 no Maranhão ( Monte da Covada)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

ASSIM, NÃO! ( I )

Foto: A Fonte Nova...tem tanto de bonita como de desprezada..."
Foto 2: " Agora serve de cemitério de pneus..."


A “FONTE NOVA”, apesar do nome, já foi construída no século XVIII, mais precisamente em 1787. Situada na encosta que dá acesso a Avis pelo topo Este, é uma fonte que tem tanto de bonita como de desprezada. Como as fotos demonstram, a parte dianteira da mesma encontra-se com difícil acesso dada a quantidade de erva que cresceu naquele local. Por sua vez, da parte de trás, encontra-se um tanque que serviu em tempos de lavadouro público. Agora serve de “cemitério” de pneus que um qualquer inimigo do ambiente resolveu lançar lá para dentro, encontrando-se a água putrefacta e imprópria para ser utilizada. É pena que um monumento com tantos anos de existência apresente o aspecto de desleixo que está à vista de todos.
Deixamos o registo e o grito de alerta no sentido de se fazer uma limpeza àquele local, o que, em nosso entender, até não será muito dispendioso nem moroso.


sexta-feira, 10 de julho de 2009

CESTAS DE POESIA ( LXXVI)

Vamos ainda hoje apresentar um trabalho em décimas do poeta de Figueira e Barros que dá pelo nome de ADÍSIO ENGRÁCIO DOS SANTOS:
Mote:
Vou falar com o padeiro
Vou falar com padeiro,
Vou falar com o padeiro
Vou falar com o padeiro!

i
Mal empregado cão
Não ser mais pequenino
Fazia melhor jeitinho
Não comia tanto pão;
Aquilo era uma grande ração
Ainda me entra no “migalheiro”
Eu não vi no mundo inteiro
Ás vezes até me deixo rir
Enquanto trouxer o “Manda vir”
Vou falar com o padeiro!

Isto é mesmo do coração
Aos meus amigos vou contar
À “bucha” come-se um pão
Enrola-me dois ao jantar;
Levo os dias a cismar
Conto a qualquer cavalheiro
Era liberal e ligeiro
Era muito bem mandado
Mas não me chega o aviado
Vou falar com o padeiro!

Eu já disse ao meu patrão
Que me levantasse o ordenado
Se não vou-lhe deixar o gado
Que eu não posso com a pensão
Não ajunto um tostão
Nem que ande um ano inteiro
Meu ditado é verdadeiro
Vivo no mundo sem alegria
Pois não me chega a “comedia”
Vou falar com o padeiro!

Há-de ser o que deus quiser
Vou-me aventurar para perder
Eu já não ganho p’ra comer
Nem p’rós filhos nem p’rá mulher;
Ele come tudo o que houver
Vou-me deixar de ganadeiro
Trabalhar sem juntar dinheiro
É só dar tombos na vida
Tenho uma estrada seguida:
Vou falar com o padeiro!

Autor : Adísio Engrácio dos Santos/Figueira e Barros/Avis

quinta-feira, 9 de julho de 2009

MUDANÇAS NO COMANDO

Com a saída, por transferência para o posto de Fronteira, do Sr. Sargento Bravo, a guarnição do posto da GNR em Avis passou a ser comandado pelo Sr. Sargento Fanico.
Para ambos “ DO CASTELO” deseja as maiores felicidades quer a nível pessoal quer a nível profissional.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

ASSIM, SIM! (II)

Foto: "A DARDICO tem novo visual publicitário..."


A DARDICO é sem sombra de dúvidas uma mais valia para o concelho de Avis: ela é só o maior empregador particular no nosso concelho. Muito a propósito, fazendo uso da perspicácia que lhe é peculiar, o jornalista JOÃO RUIVO desenvolve uma interessante reportagem sobre esta unidade fabril nas páginas 8 e 9 do Jornal aponte deste mês de Julho. Aconselho vivamente a lê-la.
A DARDICO tem novo visual publicitário assim a modos como os das grandes cidades.
Assim, sim!
Pena é não haver outras “dardicos” por estas bandas…

segunda-feira, 6 de julho de 2009

ASSIM, SIM!

Foto 1: " ...as ervas estão cortadas..."
Foto 2 : "...dois traços descontinuos já permitem a entrada directa no cemitério de Avis."

Há tempos assinalámos por aqui o facto das proximidades do local da paragem dos Expressos em Avis, se encontrar cheio de ervas e de dejectos caninos dando uma péssima imagem da nossa vila a todos os que por aqui passavam nas suas deslocações de autocarro. Referimos igualmente o “absurdo” que era ir dar a volta ao largo da feira para poder entrar no cemitério aquando dos funerais. Pois é com satisfação que referimos agora que ambas as situações estão ultrapassadas há já algum tempo: as ervas estão cortadas ( que bem que ali ficaria uma relva tratada...) e dois traços descontínuos já permitem a entrada directa no cemitério de Avis.
Regista-se.

domingo, 5 de julho de 2009

PORQUE A GRIPE A É UM PERIGO REAL...

Porque a GRIPE A é um perigo real, leia atentamente algumas informações sobre a referida Gripe, e o modo como a poderemos evitar, clicando aqui:
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=993033

sexta-feira, 3 de julho de 2009

CESTAS DE POESIA ( LXXV)

ADÍSIO ENGRÁCIO DOS SANTOS é demias conhecido em Figueira e Barros (Avis) graças à sua paixão pela poesia e pelo cante à desgarrada. De trato fácil, são dele as seguinte décimas que lhe recolhi em 2004 após um amena cavaqueira junto ao largo da Igreja de Figuira e Barros:
Mote:
Abalei da minha terra
Abalei da minha terra;
Abalei da minha terra
Abalei da minha terra!


Adeus Figueira malvada
Ao que havias de chegar
Um homem para trabalhar
Ter que ir p’ra borda d’água;
Minha ideia está fisgada
E direito que nem uma vela
Em ouvindo dizer àquela:
Não faz cá mais do que um ano
Pregaram-me um grande engano
Abalei da minha terra!

Depois do rebanho contado
E eu com muita opinião
Volto e digo p’ró patrão:
Para onde é que vai o gado?
Passe além aquele valado
E dê volta àquela serra,
Você não faça caso dela
Que ela é ruim de abocar...
E ao que eu havia de chegar
Abalei da minha terra!

Um dia por me descuidar
E deixar comer um repolho
Veio um gajo cego dum olho
Com um cajado a querer-me matar:
Tu deves te enganar
Vens meter teu peito em guerra
Pareces uma “escaravela”
Se te pego com uma mão
Dá-me um choque no coração
Abalei da minha terra!

Eu sozinho e mais ninguém
Nesta casinha a dormir
Pois formigas matei mil
E ratos contei cem;
Isto mesmo é que convém
Mas ai que vida tão bela
Fui-me ver dentro de uma tigela
Contei dezanove aranhões
Volto e digo para os meus botões
Abalei da minha terra!

Autor: Adísio Engrácio dos Santos/Figueira e Barros (Avis)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

PORTALEGRE ESTÁ MAIS PRÓXIMO

Foto: Portalegre está mais próximo



Com a abertura ao trânsito do troço do IC13 entre Alter do Chão e Portalegre, esta cidade passou a ficar mais perto de Avis cerca de onze quilómetros, o que numa viagem de ida e volta corresponde a uns preciosos 22 Km. O piso da nova estrada é magnífico, largo e sem curvas apertadas, sendo que se faz muito menos de uma hora até chegar à capital do distrito. Fica assim de lado a hipótese de utilizar o IP2 para ir a Portalegre. Só uma chamada de atenção: cuidado com a velocidade excessiva. O limite é de 90 Km mas a estrada convida a velocidades bem mais elevadas. Não se esqueçam que os “nossos amigos” das máquinas estão à espreita onde menos se esperam e não perdoam.
Como diria um insigne dirigente deste país: - A partir de agora, ir a Portalegre, via Monforte, “JÁMÉ”!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Faça-se justiça: PRENDAM-ME!

Foto: "A maioria daquele precioso néctar virou vinagre."
Foto: ..."fotografia aérea."





Vou confessar publicamente um crime que cometi, esperando que esta minha confissão sirva de atenuante na decisão final dos jurados. Passo a relatar os factos:
Possuo, ou melhor julgava que possuía, uma garrafeira invejável: devidamente acondicionadas nos seus “buracos” mais de 400 garrafas faziam as delícias de todos quantos para elas olhavam e não raras vezes me diziam: - Já não as consegues beber todas…
Pois bem. Ontem resolvi dar uma volta às minhas garrafinhas e cheguei à conclusão que assassinei nada mais nada menos que:
- 37 Garrafas de Abreu Callado (algumas de reserva) dos anos de 1976 a 1988
- 27 Garrafas de Reserva de Reguengos de Monsaraz dos anos de 1975/1976
- 3 Garrafas de Redondo
- 1 Garrafa Encostas do Enxoé
- 1 Garrafa Adega Cooperativa de Borba
- 2 – Garrafas de vinho verde
- Uma quantidade indeterminada de garrafas de vinho, por mim engarrafado, nos anos 80 e proveniente da Abreu Calado, altura em que era ali vendido vinho em garrafões.
Nas fotos acima a prova do meu crime: as garrafas encontram-se meias, pois que a outra metade ou se evaporou ou se entornou, apesar de rolhadas como se comprova pela fotografia “aérea”. A maioria daquele precioso néctar virou…vinagre.
Publicamente peço perdão ao José Ribeiro, dedicado adegueiro que tanto se tem esforçado na Adega da Fundação para que os vinhos ali produzidos sejam autênticos néctares dignos de deuses. Os rótulos das garrafas comprovam a autenticidade da antiguidade dos vinhos agora transformados em vinagre.
Peço a quem me julgar que me aplique uma pena leve, de serviços à comunidade, que poderão passar, por exemplo, por ter que beber, logo que possível, as restantes mais de trezentas e trinta garrafas que ainda repousam na minha garrafeira.
Mas será que este crime tem perdão?

domingo, 28 de junho de 2009

PELA NOSSA SAÚDE!


Recebi, via CTT, duas folhas dedicadas à saúde: a MESTR’EM SAÚDE de Junho de 2009 e o Nº 14 da FOLHA INFORMATIVA DO CENTRO DE SAÚDE DE AVIS, o que desde logo é digno de registo.
A primeira é um projecto da responsabilidade da Turma do 9ºA da E.B. Mestre de Avis, é distribuída como suplemento da segunda e congratulo-me com o facto de, apesar de o ano lectivo terminar, a folha ter continuidade, de acordo com os desejos expressos dos alunos que agora vão encarar novos desafios académicos. É de leitura fácil e bastante interessante. Parabéns a todos que nela participaram.
A segunda é da responsabilidade do Centro de Saúde de Avis e devo confessar que a leio sempre de fio a pavio. Como habitualmente vem recheada de ensinamentos em saúde, e é sempre agradável aprender sobre coisas que possam contribuir para um equilíbrio cada vez mais saudável.
Em relação a esta folha, não deixa de ser curioso o facto de nela se referirem as chegadas e as saídas para outros postos de trabalho dos profissionais de saúde que vão chegando e vão partindo e – admito que me tenha passado – não li uma só linha a referir o facto de no prazo de menos de uma ano terem saído por aposentação, nada mais nada menos que quatro elementos que durante muitos anos trabalharam no nosso Centro de Saúde. Estou-me a referir concretamente a duas Enfermeiras (uma delas com funções de chefia), uma chefe Administrativa, e uma Auxiliar de Acção Médica. Esta gente não mereceria uma menção na Folha ou será que a sua actuação profissional durante as várias décadas em que trabalharam no Centro de Saúde de Avis foi de tal modo negativa que não justificam essa referência? Possivelmente será essa a razão ou, como acima admito, fui eu que li mal ou não me apercebi da informação em anteriores folhas informativas. O futuro e o presente são essenciais, mas estes só são possíveis cimentados no passado.
Coitado, dizia o meu avô, (Deus lhe tenha a alma em descanso) que foi um homem que bebeu muito chá em pequenino, dizia ele que, se é importante e de boa educação darmos as boas vindas a quem chega a nossa casa, é igualmente importante quando alguém nos deixa despedirmo-nos quer seja com um “até um dia” quer seja com um “até sempre”…
Pois, que venham as próximas folhas!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

CESTAS DE POESIA (LXXIV)

Diz-me o Manel Gaiato que ouviu várias vezes estas décimas a esse grande poeta popular de Benavila, infelizmente já falecido, que ficou conhecido como RODRIGÃO. Tentei averiguar, inclusivamente junto de familiares, se efectivamente as décimas em causa eram da autoria de Rodrigão, mas a verdade é que não conhecem a obra do, neste caso, pai. Chamo a atenção para o facto do mote ser um só verso repetido quatro vezes. No Alentejo é frequente encontrarmos poetas a versejar assim.
Seja como for, vamos atribuir-lhe, embora sem certezas absolutas, a autoria das seguintes décimas:

Mote:
Essa mulher para mim morreu
Essa mulher para mim morreu
Essa mulher para mim morreu
Essa mulher para mim morreu


I
Não admito a ninguém
Conversas a esse fim
Que era mulher para mim
Já hoje valor não tem;
Para mim não me convém
Que sem razão me ofendeu
De mim não se compadeceu
Com uma dor tão sentida
Por isso direi toda a vida
Essa mulher para mim morreu!

II
Eu não posso mesmo a mangar
Que me falem em tal criatura
Para que não sirva de censura
Por onde quer que eu passar;
Isto tinha que acabar
Disto o culpado fui eu
Meu pobre coração sofreu
Uma paixão tão custosa
Não me falem mais na Rosa
Essa mulher para mim morreu!

III
A todos conheci vontade
Que eu amasse essa rosinha
Mas só ela é que não tinha
Nem de mim uma saudade;
Amava-a com lealdade
E o cravo dela era eu
De mim não se compadeceu
Da minha dor tão sentida
Direi para toda a vida
Essa mulher para mim morreu!

IV
Na primeira vez que a vi
Na verdade fiquei louco
Afinal durou pouco
Que eu depressa aborreci;
O amor que por ela senti
Foi coisa que não me prendeu
Tão depressa me esqueceu
São quase ânsias de morte
Juro pela minha boa sorte
Essa mulher para mim morreu!

Autor: Rodrigão – Benavila

terça-feira, 23 de junho de 2009

ESTÁ O "BALHO" ARMADO!



Foto: "São já bem visíveis as obras de requalificação no Largo do Convento..."

É verdade: o “balho” está armado!
São já bem visíveis as obras de requalificação do Largo do Convento, em Avis. Ainda não são audíveis os comentários de desaprovação das mesmas porque elas ainda não dão para entender como é que as coisas vão ficar. Mas esperem-lhe pela pancada.
A julgar pelo que ouvi e continuo a ouvir dizer em relação às modificações da Serpa Pinto, não tenho dúvidas de que se houvesse alguma hipótese credível do poder democraticamente cá instalado ser alterado, estas obras teriam sido adiadas por uns meses. Assim…vamos esperar para ver …ouvir...e depois contar.