sexta-feira, 28 de agosto de 2009

CESTAS DE POESIA ( LXXXIII)

MANUEL NARCISO SEBASTIÃO, reside em Avis, ali na Rua Machado dos Santos e tem actualmente oitenta e quatro anos. Sabe muitas décimas de cor e também tenta fazer algumas da sua própria imaginação, mas confessa que já tem alguma dificuldade. Decorria o ano de 2004 quando, em Abril, me recitou as décimas que passo a descrever e de cujo autor desconhece o nome:

Mote:
Ó primavera brilhante
Que a todos dás alegria,
Canta todo o passarinho
Ó que linda harmonia!



É gosto a gente ver
Os campos a verdejar
As flores branquejar
Tudo a resplandecer,
Ali começa a aparecer
A abelhinha contente
Com seu cheiro diferente
Do delicioso alecrim
Tudo isto é um jardim
Ó primavera brilhante!

O gado anda pastando
E no grandioso prado
O pastor anda animado
Satisfeito anda cantando,
A borboleta voando
Ali próximo ao meio-dia
Também canta a cotovia
A chamar pelos filhinhos
Ó que tempo tão bonito
Que a todos dás alegria!

Logo ao nascer do sol
As aves a chilrear
Começa tudo a cantar
Também canta o rouxinol,
Pintassilgo no girassol
Roubando o seu baguinho
Para levar ao filhinho
Que está ainda no casal
Canta tudo em geral
Canta todo o passarinho!


Flores de tanta raça
Tão bonitas e branquinhas
Papoilas encarnadinhas
Tudo aquilo é uma graça,
Melro pousado nas balsas
Ali canta e assobia
No mais formoso dia
Mira o homem que vai passando
Canta andorinha voando
Ó que linda alegria!

Autor: Desconhecido
Recolha efectuada junto do Sr. Manuel Narciso Sebastião/Avis

terça-feira, 25 de agosto de 2009

GENTE ( MUITO BOA) DA NOSSA TERRA

Foto: "JOÃO JOAQUIM CARRILHO fez 95 anos...todos os dias este ancião se entretem com o hobby a que se dedica...já lá vão uns trinta e cinco anos..."


JOÃO JOAQUIM CARRILHO fez 95 anos no passado dia 11 deste mês.
Com uma mente brilhante de fazer inveja aos muito mais novos, todos os dias este ancião se entretem com o hobby a que se dedica desde que se reformou e já lá vão uns trinta e cinco anos: o embelezamento de frascos e frasquinhos, garrafas e garrafões com a colagem de fósforos. Pela sua faca afiada já passaram milhares e milhares de fósforos que corta milimetricamente para depois colar no sítio certo. Nem sabe já quantas centenas de trabalhos fez. Mas sabe que gosta do que faz, sente-se bem ao fazê-lo, tem orgulho nos seus trabalhos e gostaria que mais pessoas pudessem apreciar as verdadeiras obras de arte que diariamente vai construindo.
Se estiver interessado em conhecer e apreciar o seu trabalho – e porque não, ficar com uma recordação - visite-o ali naquela casa do lado esquerdo que fica mesmo junto às últimas bombas da gasolina quando se sai de Avis no sentido de Ponte de Sôr.
Garanto-lhe que para além de ficar espantado com a obra deste artesão, ainda ficará a saber mais uma anedota ou quiçá ouvirá uma poesia ou história engraçada doutros tempos.
Sr. João Carrilho, para si, pela sua jovialidade, sabedoria e exemplo de vida, vai o meu abraço de amizade.

domingo, 23 de agosto de 2009

"DO CASTELO" meteu água, pede desculpas e rectifica


“DO CASTELO” meteu água no post publicado em 17 de Agosto do corrente ano, no que à identificação e profissão do Ervedalense ali referenciado diz respeito.
Com o pedido de desculpas ao Tiago José, passo a reproduzir um mail que do mesmo recebi, a título de esclarecimento:

“Boa tarde,

Fui referenciado num post em cujo blog o senhor é editor/administrador. Pelo que permita-me corrigir dois dados de facto:

1. Chamo-me Tiago José e não José Tiago.

2. Não sou jornalista, porque essa é uma actividade que para ser exercida requer um título profissional específico, em todos os casos atestado pela respectiva Comissão da Carteira Profissional. O regime de incompatibilidades, legalmente consagrado, não me permitiria desempenhar estas funções (na Inatel) se fosse "Jornalista".

São questões objectivas e inelutáveis que gostaria de esclarecer para que o meu caro amigo as corrigisse a contento.

Nota: Não tenho pejo algum em facultar-lhe, via mail, o meu CV, para que o meu amigo o possa apreciar, se achar por bem. Não veja aqui qualquer tom jocoso. A Inatel é uma pessoa colectiva de direito privado mas com estatuto de utilidade pública, pelo que as habilitações dos seus dirigentes devem ser conhecidas.

Aceite os meus melhores cumprimentos,

Tiago José (assim é que é) Damião Antunes, 26 anos”

Agradeço os esclarecimentos prestados.
Quem sou eu para poder avaliar o CV de alguém? No entanto mantenho a ideia de que se o Tiago Antunes fosse militante ou simpatizante de um partido que não o do Governo actual (PSD, CDU, BLOCO…) neste momento e possuindo até o melhor CV de Portugal não entraria, agora, para a INATEL.
Posso estar enganado mas é a minha opinião.
Aliás, não aconteceu o mesmo com o antecessor no cargo em relação ao governo no poder à data da sua nomeação, que era o PSD?

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

CESTAS DE POESIA ( LXXXII)

ROBERTO SOEIRO, nascido no Maranhão, tinha uma dívida na venda do Ti José Joaquim Pexirra, ali no Alcórrego. No sentido de lho lembrar, o Sr. Pexirra mandou “saudades” ao Roberto pelo António Cambalhota, certo dia em que este foi à loja do Ti Pexirra buscar uma garrafa de aguardente precisamente para o Roberto. A mensagem foi percebida pelo Roberto que em resposta e no dia em que foi liquidar a sua dívida, lhe disse as seguintes décimas, cuja recolha efectuei junto do próprio Roberto em 2001, tinha este, à altura, 81 anos.
Passo a reproduzir essas décimas que são conhecidas na região, pelas pessoas de mais idade:

Mote:
As saudades que me mandaste
Pelo António Cambalhota:
Não foi de mim que lembraste
Mas talvez fosse da nota!

Hoje que te venho visitar
E como bom visitante
Trago dinheiro bastante
P’ra minha dívida pagar;
Se tens assente podes riscar
Se por acaso assentaste
Eu pensei e tu pensaste
Por a aguardente ser p’ra mim
Aqui José Joaquim
As saudades que me mandaste!

Já minha dívida te paguei
E com muito prazer
Cumpri com o meu dever
Pela face da lei;
Em favor te fiquei
Mas isso já não importa
Eu cá dou a minha volta
Lembranças que de mim tinhas
Lá recebi as saudadinhas
Pelo António Cambalhota!

Com o teu ar de graça
Lá te lembras dos demais
Assim recebes os capitais
Às vezes por chalaça;
Eu não fiquei de má raça
E não me escandalizaste
Mas logo te me atiraste
Mas eu a isso não ligo
Mas hei-de dizer e digo
Não foi de mim que lembraste!


Vamos ver daqui em diante
As regras dos problemas
Se ainda de mim te lembras
Como atrasadamente;
Já te paguei felizmente
Não me persigas mais a porta
Para os outros serve de risota
Por seres tão compadecido
Mas não me passa do sentido
…Mas talvez fosse da nota!

Autor : Roberto Soeiro/Maranhão (Avis)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

MAIS UM TIAGO!

É verdade: mais um Tiago em alta. Desta vez trata-se do nosso “vizinho” TIAGO CARREIRAS. Residente em Casa Branca, Sousel, este cavaleiro tauromáquico ainda praticante, delicia todos aqueles que o vêem tourear. Apesar da sua pouca idade, não se inibe perante os grandes vultos da nossa tauromaquia e ainda ontem em Albufeira conseguiu tão-somente ser o melhor cavaleiro dos seis em praça, arrebatando assim o troféu para a melhor faena.
Ao Tiago Carreiras e a seu tio, Manuel José Lopes Correia, “DO CASTELO” endereça os mais sinceros parabéns.
Votos que a carreira do Tiago prossiga sempre alicerçada em actuações como aquelas que ultimamente nos habituou.
E porque não há duas sem três, neste caso dois sem três, de referir que no passado dia 25 de Julho se falou de mais um Tiago, só que este é santo. S. Tiago é comemorado a 25 de Julho e diz o nosso povo que “Pelo São Tiago pinta o bago”.
E pinta mesmo...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

AVIS EM ALTA ( x+1)

Segundo informação recolhida por "DO CASTELO" junto de fonte credível, tomou posse no passado dia 10 de Agosto como responsável pela delegação do Inatel em Portalegre o nosso conterrâneo JOSÉ TIAGO DAMIÃO ANTUNES. Este jovem jornalista de 26 (?) anos é natural de Ervedal.
Embora seja uma nomeação política e naturalmente afecta ao actual Governo (por mim confesso que gosto mais de nomeações resultantes de avaliações curriculares e, se possível, isentas) não deixa de ser interessante o facto de Avis ter um filho seu em lugar de destaque numa Fundação com o prestígio da Fundação Inatel.
“DO CASTELO” endereça os parabéns ao José Tiago.

Nota: numerar os posts que vou escrevendo e aos quais dou o mesmo nome é uma mania como outra qualquer. Dado que já não sei quantos “Avis em Alta” por aqui escrevi e porque sou preguiçoso q.b. para ir aos arquivos saber qual o número que corresponde ao presente, irei doravante numerá-los com x (correspondente aos “Avis em Alta” passados) + o número sequencial a partir de agora.

domingo, 16 de agosto de 2009

SERÁ DESTA?

Foto: "O Clube Náutico...até em noites de calamaria...dá a estranha sensação de lá chover copiosamente."

Encontra-se a decorrer o prazo de entrega de propostas para arrendamento do espaço do Restaurante do Clube Náutico. Ao que “DO CASTELO” julga saber há nesta corrida profissionais da Restauração de Avis, com provas sobeja e positivamente dadas. Esperemos que comecem a estar reunidas todas as condições para devolver à vila, no mais curto espaço de tempo, um lugar que pode, deve e certamente voltará a ser um chamariz turístico. É triste ir ao Clube Náutico, ver aquele imóvel desactivado e continuar a ver sempre que lá se vai, pessoas a dirigirem-se ao restaurante e, desgostosas, baterem com o nariz na porta e voltarem as costas incrédulos com esta situação anómala.
O Clube Náutico é de tal modo paradisíaco que até em noites de calmaria, como foi a da passada sexta-feira por volta das 23,30h, a rega automática ali existente nos dá a estranha sensação de lá estar a chover copiosamente. A propósito não seria possível programar a dita rega de modo que toda a área verdejante fosse regada? É que uma grande fatia da relva está a secar por falta de água…e já há bastante tempo.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

CESTAS DE POESIA (LXXXI)

ANTÓNIO FRANCISCO BONITO, primeiro que tudo um abraço de amizade.
Esta semana deixo-vos com mais um trabalho em décimas que recolhi junto deste amigo, artesão e poeta que retrata um pouco da sua vida num destino que diz, estar marcado.
À vossa apreciação:

Mote:
Do que sei nada aprendi
Por ninguém fui ensinado,
Desde a hora em que nasci
Tinha o destino marcado


Aos sete anos fui p’ra a escola
Logo fui maltratado
Abalei fui guardar gado
Fazer colheres com argolas
As botas não tinham solas
Porque eram mesmo assim
Mas tanto que eu sofri
Para hoje ser artesão
Foi a minha vocação
Do que sei nada aprendi!

A vida é uma maldição
Digam lá o que quiserem
E foi por causa das mulheres
Que eu fui parar à prisão
Para mim é uma escuridão
Meus velhos tempos passados
E digo em todos os lados
E em toda a minha vida o direi
Mas tudo aquilo que eu sei
Por ninguém fui ensinado!

Eu segui a minha carreira
Ali tomei outra arte
Encontrei-me com o Zé Piteira
A “escraficar” o tomate
Hei-de dizer em toda a parte
Tudo aquilo que eu vi
Então ali conheci
Uma vez eu mais direi
Pois aquilo que eu sei
Desde a hora em que nasci!

A minha vida foi feia
E quem este caminho trilha
Estar preso na cadeia
A pensar nas minhas filhas
E até na minha família
Estava sempre apaixonado
Mas tive amigos a meu lado
Mas a mim ninguém me domina
E vou cumprir a minha sina
Tinha o destino marcado!

Autor: António Francisco Bonito/Avis

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

ASSIM, SIM ! ( III )

Foto 1: "...o amigo João conseguiu na horta da Coutada o exemplar de abóbora que a foto 1 nos mostra."
Foto 2: "...repetiu a “gracinha” com uma não mais pequena, semeada e criada no seu quintal..."


Cá pela nossa terra ainda há quem cultive o espírito comunitário.
Uma parte da Coutada, ali de trás da ex-fábrica da Lactogal e confinando com a Barragem do Maranhão, é partilhada por seis hortelões que nuns escassos palmos de terra dali tiram produtos que se por um lado os ajudam monetariamente, evitando gastos na sua aquisição, por outro lado lhe dão a garantia da qualidade daquilo que comem. Desde o feijão ao tomate, passando pelas batatas, couves, pimentões e curgetes, tudo esta boa gente ali semeia, planta e colhe.
Um desses hortelões é o Sr. João Narciso, homem que sempre teve hortas e sabe bem como as mesmas se preparam e rentabilizam. Pois para demonstrar que sabe do ofício, o amigo João conseguiu na sua horta da Coutada o exemplar de abóbora que a foto 1 nos mostra. Para provar que não foi por acaso, repetiu a “gracinha” com uma não mais pequena, semeada e criada no seu quintal ali paredes-meias com a muralha de Avis.
Para que não restem dúvidas, reveja as fotos ampliando-as. Se à altura da colheita souber o peso das “ditas” deixá-lo-ei aqui registado.
É obra!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

AVIS (DUPLAMENTE) EM ALTA!


Em cerimónia pública realizada em meados de Julho no Convento dos Capuchos em Almada, o nome de Avis foi por duas vezes distinguido na distribuição de prémios do concurso de quadras populares alusivas aos festejos de S. João naquela cidade. Numa iniciativa da Câmara Municipal de Almada e da Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada, as quadras a concurso tinham que incluir obrigatoriamente as palavras “ALMADA” e “TEJO”.
Maria Albertina Dordio, de Ervedal e Fernando Máximo, de Avis,
foram distinguidos, cada qual, com uma menção honrosa.
Passamos a dar a conhecer as quadras premiadas:

Cheiras a cravo e a rosa,
Sorris papoilas vermelhas,
Revês-te, ALMADA vaidosa,
No TEJO em que te espelhas

(Autora: Maria Albertina Dordio/Ervedal)


Foi um TEJO marinheiro
Que com seu ar de gingão,
D’ALMADA foi companheiro
Na noite de S. João


(Autor: Fernando Máximo/Avis)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

CESTAS DE POESIA (LXXX)


ANTÓNIO FRANCISCO BONITO, O PULHA para os amigos, é um artista em duas vertentes: poeta e artesão. São vários e por demais conhecidos os trabalhos de artesanato que este artista tem mostrado por esse país afora ao serviço do concelho de Avis. Menos conhecida é a sua poesia.
Em 2004 obtive junto deste amigo o seguinte “trabalho” em décimas que passo a transcrever:
Mote:
A Deus pedes perdão
A Deus pedes perdão,
A Deus pedes perdão
A Deus pedes perdão!

Quando eu um dia jazer
Debaixo da terra dura
Vais beijar a sepultura
Para nunca mais te esqueceres;
Acredita, podes crer
Perdeste a solidão
Tenho por ti tanta paixão
Por gostar tanto de ti
Lembras-te sempre de mim
A Deus pedes perdão!


Lembras-te do meu acidente
Quando fui para o hospital
Eu ia bastante mal
Visto por tanta gente;
Foste tão prudente
Davas gritos de aflição
Tremia-te o coração
Porque eu era o teu futuro
Hoje vives no escuro
A Deus pedes perdão!


O teu rosto eu beijei
Ao teu peito abraçado
Por ti não fui estimado
Eu a ti sempre estimei;
É certo que eu errei
Dentro da ilusão
Tu tens muita razão
Pelo mal que eu te fiz
Mas não foi porque quis
A Deus pedes perdão!


Na tua cama fui erguido
Contigo ao meu lado
Por ti fui tratado
Nunca te perco o sentido;
Eu estava adormecido
Quer acredites ou não
Em cima desse colchão
Que me fica na memória
Aqui tens tu vitória
A Deus pedes perdão!

Autor : António Francisco Bonito/Avis

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

ASSIM, NÃO! (II)

Foto: "...o que se passa nas imediações de Benavila: um carro em decomposição jaz nos terrenos da Barragem."

Façamos fé nas declarações de Manuel Jacob, pastor de Avis, à revista Águia, na sua edição Nº 27, de Junho de 2008, (Amigos do Concelho de Avis – Associação Cultural), na sua página 5. Convidado a responder sobre o que pensava quando se encontrava sozinho atrás do gado disse, entre outras coisas, o Sr. Manuel Jacob:
“Penso que as ovelhas já nem podem pastar nos terrenos da barragem e que até tenho medo de as levar a beber à barragem pois que como não voam, têm que pisar esses terrenos e podem chegar os gajos do ambiente.”
Verificamos, por este excerto, que os “gajos do ambiente" se preocupam com as ovelhas do Sr. Manuel Jacob que pisam e bebem água na Barragem do Maranhão.
Benavila tem das margens mais aprazíveis para se passar um bom bocado em contacto com a natureza e, naturalmente, com a Barragem do Maranhão. Pois a foto acima, reproduz o que se passa nas imediações de Benavila: um carro em decomposição jaz nos terrenos da Barragem. Não bebe água como as ovelhas do S. Manuel, mas conspurca aqueles terrenos.
Será que os “gajos do ambiente" não sabem disto?

domingo, 2 de agosto de 2009

AVIS EM ALTA!

Foto 1 - "Exposição de escultura da autoria de Francisco Alexandre" Foto 2- "...a exposição, o autor e as referências ao nosso concelho"

Decorreu em Almada, desde o dia 24 de Julho até hoje, a XI FEIRA DO ALENTEJO. O nosso concelho esteve representado, e bem, por uma exposição de esculturas da autoria de Francisco Alexandre presidente da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, que promoveu, naquela feira, a exposição em stand duplo.
Os mais rasgados elogios foram endereçados não só ao artista pela categoria das obras apresentadas, como à Associação pela forma como ornamentou o seu espaço.
Parafraseando o meu amigo João Guilherme, ilustre artesão Ervedalense, as obras do Francisco Alexandre “são artesanato de luxo…” e como tal guindam-se a ilustres representantes do nosso concelho num certame com a grandeza das feiras do Alentejo, organizadas pela Alma Alentejana, de Almada.
Na foto acima a exposição, o autor e as referências do nosso concelho.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

CESTAS DE POESIA ( LXXIX)

Terminamos o mês de Julho e as suas Cestas de Poesia ainda com o amigo de Valongo, FERNANDO JOSÉ DE DEUS. Da recolha que junto dele efectuei, passo a reproduzir as seguintes décimas que são de autor desconhecido. Não deixa de ser curioso o facto de nelas serem mencionados vários montes do concelho de Avis. Ora vejamos:

Mote:
EU TENHO ANDADO A PENSAR
EU NÃO SEI SE PENSO BEM,
TENCIONEI-ME A CASAR
AINDA NÃO SEI COM QUEM!



NA HERDADE DA MACHADINHA
FIZ UM ASSENTO DE LAVOURA
CASAR COM UMA LAVRADORA
ERA ISSO QUE ME CONVINHA,
MANDAVA LÁ DISPOR UMA VINHA
NINGUÉM ME HAVIA DE GANHAR
EU TRATAVA EM COMPRAR
A HERDADE DE MÃO POR CÃO
EU FAREI ISTO OU NÃO
EU TENHO ANDADO A PENSAR!

O MONTE DE TRIGO É MEU
TAMBÉM O MONTE DA COVA
EU CONTO-LHE ESTA POR NOVA
TUDO QUANTO TENHO É MEU
PÊRO VIEGAS COMPREI EU
POR ME ESTAR ALI BEM
COMPRO OS VINAGRES TAMBÉM
POR ME ESTAR ALI A JEITO
NO FIM DISTO TUDO FEITO
EU NÃO SEI SE PENSO BEM!

ISTO É UMA GRANDE EMPREITADA
EM QUE EU ME ANDO A METER
ATÉ JÁ FUI ALI VER
O MONTE NOVO DA COUTADA
“ASSUBI” À CUMEADA
SE ELE O DONO ME A QUISER DAR
TENHO DINHEIRO PARA LHA PAGAR
A QUESTÃO É DELE QUERER
EM VISTAS DE TANTO TER
TENCIONEI-ME A CASAR!

O MONTE BRANCO ME FICOU
MAIS ACIMA O CHAFARIZ
TAMBÉM A METADE DE AVIS
DA HERDA DO MEU AVÔ
TUDO ISSO ELE ME DEIXOU
NEM POR ISSO ESTOU MUITO BEM
JÁ ESTOU MELHOR QUE NINGUÉM
JÁ POR AÍ ME CHAMAM MORGADO
ESTOU PARA MUDAR DE ESTADO
AINDA NÃO SEI COM QUEM!

AUTOR : DESCONHECIDO
Recolha efectuado junto do Sr. FERNANDO JOSÉ DE DEUS/VALONGO

quarta-feira, 29 de julho de 2009

AVIS EM ALTA!

Foto: "Vermelhão"

Avis esteve em alta aquando da distribuição de prémios dos Jogos Florais de 2009, inseridos no 63º aniversário da Academia de Santo Amaro, em Lisboa, já que ao nosso amigo Fernando Máximo foi atribuído o 3º Prémio na categoria de Fotografia. Sob o tema de “Primavera”, reproduzimos acima a foto ganhadora a que foi dado o título de “Vermelhão”.

domingo, 26 de julho de 2009

O III PEDALUAR É JÁ NO PRÓXIMO SÁBADO

Já que o meu engenho e a minha arte não me permitem reproduzir o cartaz que recebi da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, passo a referir os pontos mais importantes que constam do aludido cartaz:

III PEDALUAR

01 DE AGOSTO – 21 HORAS

SEDE DA ACA – PRAÇA SERPA PINTO, Nº 11 – AVIS

AVIS…VALE DA TELHA…AVIS

Sócios – 3 pedaladas Não sócios – 6 pedaladas

Nota: uso de capacete e luz na bicicleta

NO FINAL DO PASSEIO HAVERÁ CONVÍVIO NA ACA

Inscrições até 30 de Julho de 2009

Telem: 969 015 106 e 938 183 155 – email:
acavis@sapo.pt

ORGANIZAÇÃO – AMIGOS DE AVIS

APOIOS : MUNICÍPIO DE AVIS; GNR, BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE AVIS

sexta-feira, 24 de julho de 2009

CESTAS DE POESIA ( LXXVIII)


FERNANDO JOSÉ DE DEUS, foi nado e criado em Valongo, onde ainda reside aos 90 anos de idade. Apesar de ser analfabeto, sabe poesias que diz ter feito em tempos. Feitas ou de cór, sabe e o saber é que é importante. Eis o que o Sr. Fernando me disse que sabia:

O POBRE TRABALHADOR
Mote:
O pobre trabalhador
Vive muito apoquentado,
Se tem bom fato é impostor
Se não o tem é relaxado!

Tive um dia precisão
De entrar numa botica
Onde havia gente rica
Tudo na mesma ocupação,
Parecia um figurão
Aquele homem cavador
Traz um fato de linda cor
E meia, melhor sapato
É como o coelho no mato
O pobre trabalhador!


Entre toda a “viciolada”
Não falando no vestuário
Dizendo que o nosso salário
Nunca chega a ser nada
Não é ganho da enxada
Que nos trás tão asseado
É a “aceifa” e o salgado
E o que o corpo se “assujeita”
P’ra trazer a vida direita
Vive muito apoquentado!

Sempre há que dizer
Do pobre trabalhador
Tem uma arte superior
Que ao homem dá de comer,
Sempre se tem que jazer
Ninguém lhe dá o valor
Anda á chuva, ao vento e calor
Correndo o suor pela testa
Mas se vem um dia de festa
Se tem bom fato é impostor!

A vida de um homem pobre
É pior que a dum ladrão
Se trabalha muito é bruto
Não faz nada é mandrião
Fala muito é aldrabão
Fala pouco é amuado
É de todos desprezado
Ao pobre nada vai bem
Se tem bom fato é porque o tem
Se não o tem é relaxado!

Autor : Fernando José de Deus/Valongo (analfabeto)


quarta-feira, 22 de julho de 2009

FEEDBACK

É agradável sabermos que alguém lê aquilo que por aqui vamos escrevendo e que o que escrevemos por vezes “mexe” com as pessoas. Vem isto a propósito da menção que fizemos na passada quinta-feira, dia 16, ao estado deplorável em que se encontra a Fonte Nova. Pois recebemos da D. Manuela Mendes, que viveu a sua infância e juventude em Avis, actualmente a residir em Silves, um mail que passamos a reproduzir na parte que ao assunto diz respeito:

"…hoje fiquei triste ao espreitar o seu blog.
A Fonte Nova que eu costumava recordar com duas bicas a correr, uma água muito fresca e onde eu ia em criança com uma pequena bilha de barro, nas tardes de verão, com a garotada da rua das Lajes.
Também recordo a minha mãe lavando no dito tanque enquanto eu retoiçava por ali. Será que as pessoas de direito se distraíram e esqueceram que a Fonte faz parte do nosso Património? Bem haja o amigo que, inquieto, vai tentando chamar a atenção, para as coisas que não estão bem...
Ia ficar muito contente se quando tornasse a Avis fosse visitar a Fonte Nova, ainda que sem correr água, mas muito limpa... "
Fazemos nossos os desejos da D. Manuela.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

JÁ CHEGOU!

Capa da Águia Nº 31 de Junho de 2009

Parece que as coisas estão a melhorar para o lado dos Amigos de Aviz. Desta vez a Águia chegou mais cedo do que é habitual, o que nos agrada.
Ao que "DO CATELO" conseguiu apurar, a edição Nº 31 com o título de capa "Livros e Leituras" tem nada mais nada menos que dezassete colaboradores. Esperemos que não nos desiludam. E nada melhor do que adquirir um exemplar para sabermos como é...

domingo, 19 de julho de 2009

ASSIM, SIM! (III)

Dá sempre gosto ver uma pauta de resultados académicos bem recheada de notas positivas. Por isso, “DO CASTELO” apresenta os parabéns à Catarina Pechincha que se despediu da E. B. 2, 3 Mestre de Avis com uma “pauta” deveras invejável: nada mais nada menos que com cinco quatros e onze cincos nas disciplinas numericamente pontuáveis.
Deve ser uma honra para os pais ter uma filha assim e para eles são extensivas as congratulações com votos que os resultados agora obtidos se repitam nos anos vindouros.

sábado, 18 de julho de 2009

AS CONTAS DOS NOSSOS MINISTROS...

Com a devida vénia, saquei isto a um meu colega: "olhar do Miguel.wordpress.com".
Se já viu, reveja, se não viu veja agora que vale a pena, clicando em baixo:

http://olhardomiguel.wordpress.com/2009/07/14/hilariante-2/

sexta-feira, 17 de julho de 2009

CESTAS DE POESIA (LXXVII)


De conversa fácil, conhecedor da coisas da vida da agricultura como poucos, passei algumas tardes a conversar com o meu amigo JOAQUIM ANTÓNIO BOTAS, o patrão Botas, para os amigos. Na tarde 23 de Fevereiro de 2006, a nossa conversa descambou para a poesia e ele disse-me:
- Olhe que ainda me lembro de umas décimas que fiz uma vez quando tinha aí os meus dezassete anos.
Disse-mas e eu escrevi-as. Com os votos de boas melhoras para o meu amigo patrão Botas, aqui as deixo à vossa consideração servindo simultaneamente para homenagear um homem com quem dava gosto falar. Hoje, infelizmente, devido à sua adiantada idade as coisas já se passam de maneira diferente.

Mote:
Não chores mais desgraçada
Que o teu chorar nada vale,
Essas lágrimas que choras
Não dão remédio a teu mal!



De há muito, podes saber,
Que te lastimas em vão,
Aos que pedes protecção
Riem-se do teu sofrer;
Não lhe dês a conhecer
Que vives apaixonada
Com isso não lucras nada
Para teus horríveis tormentos
São baldados os teus lamentos
Não chores mais desgraçada!


De que te serve o verter
O pranto em quantidade
Não compras á sociedade
O que ela te fez perder
Escarnecem por te ver
Envolta no lodaçal
A gargalhada é geral
Não encontras um amigo
Por esta razão te digo
O teu chorar nada vale!


Tu estás amaldiçoada
Por teu pai e tua mãe
Por os tratares com desdém
Serás sempre mal tratada;
Tua sorte mal fadada
Nunca mais acha melhoras
Antes, cada vez pioras
Tua triste situação
Pois não tem aceitação
Essas lágrimas que choras!


A graça e a formosura
Que te deu a natureza
Podes tu ter a certeza
Que foi a tua “desvantura”;
Julgavas-te ó criatura
Neste mundo sem igual
Pensavas não ter rival
A ti mesma te enganaste
Os homens a quem amaste
Não dão remédio ao teu mal!

Autor: Joaquim António Botas- nascido em 15-10-1911 no Maranhão ( Monte da Covada)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

ASSIM, NÃO! ( I )

Foto: A Fonte Nova...tem tanto de bonita como de desprezada..."
Foto 2: " Agora serve de cemitério de pneus..."


A “FONTE NOVA”, apesar do nome, já foi construída no século XVIII, mais precisamente em 1787. Situada na encosta que dá acesso a Avis pelo topo Este, é uma fonte que tem tanto de bonita como de desprezada. Como as fotos demonstram, a parte dianteira da mesma encontra-se com difícil acesso dada a quantidade de erva que cresceu naquele local. Por sua vez, da parte de trás, encontra-se um tanque que serviu em tempos de lavadouro público. Agora serve de “cemitério” de pneus que um qualquer inimigo do ambiente resolveu lançar lá para dentro, encontrando-se a água putrefacta e imprópria para ser utilizada. É pena que um monumento com tantos anos de existência apresente o aspecto de desleixo que está à vista de todos.
Deixamos o registo e o grito de alerta no sentido de se fazer uma limpeza àquele local, o que, em nosso entender, até não será muito dispendioso nem moroso.


sexta-feira, 10 de julho de 2009

CESTAS DE POESIA ( LXXVI)

Vamos ainda hoje apresentar um trabalho em décimas do poeta de Figueira e Barros que dá pelo nome de ADÍSIO ENGRÁCIO DOS SANTOS:
Mote:
Vou falar com o padeiro
Vou falar com padeiro,
Vou falar com o padeiro
Vou falar com o padeiro!

i
Mal empregado cão
Não ser mais pequenino
Fazia melhor jeitinho
Não comia tanto pão;
Aquilo era uma grande ração
Ainda me entra no “migalheiro”
Eu não vi no mundo inteiro
Ás vezes até me deixo rir
Enquanto trouxer o “Manda vir”
Vou falar com o padeiro!

Isto é mesmo do coração
Aos meus amigos vou contar
À “bucha” come-se um pão
Enrola-me dois ao jantar;
Levo os dias a cismar
Conto a qualquer cavalheiro
Era liberal e ligeiro
Era muito bem mandado
Mas não me chega o aviado
Vou falar com o padeiro!

Eu já disse ao meu patrão
Que me levantasse o ordenado
Se não vou-lhe deixar o gado
Que eu não posso com a pensão
Não ajunto um tostão
Nem que ande um ano inteiro
Meu ditado é verdadeiro
Vivo no mundo sem alegria
Pois não me chega a “comedia”
Vou falar com o padeiro!

Há-de ser o que deus quiser
Vou-me aventurar para perder
Eu já não ganho p’ra comer
Nem p’rós filhos nem p’rá mulher;
Ele come tudo o que houver
Vou-me deixar de ganadeiro
Trabalhar sem juntar dinheiro
É só dar tombos na vida
Tenho uma estrada seguida:
Vou falar com o padeiro!

Autor : Adísio Engrácio dos Santos/Figueira e Barros/Avis

quinta-feira, 9 de julho de 2009

MUDANÇAS NO COMANDO

Com a saída, por transferência para o posto de Fronteira, do Sr. Sargento Bravo, a guarnição do posto da GNR em Avis passou a ser comandado pelo Sr. Sargento Fanico.
Para ambos “ DO CASTELO” deseja as maiores felicidades quer a nível pessoal quer a nível profissional.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

ASSIM, SIM! (II)

Foto: "A DARDICO tem novo visual publicitário..."


A DARDICO é sem sombra de dúvidas uma mais valia para o concelho de Avis: ela é só o maior empregador particular no nosso concelho. Muito a propósito, fazendo uso da perspicácia que lhe é peculiar, o jornalista JOÃO RUIVO desenvolve uma interessante reportagem sobre esta unidade fabril nas páginas 8 e 9 do Jornal aponte deste mês de Julho. Aconselho vivamente a lê-la.
A DARDICO tem novo visual publicitário assim a modos como os das grandes cidades.
Assim, sim!
Pena é não haver outras “dardicos” por estas bandas…

segunda-feira, 6 de julho de 2009

ASSIM, SIM!

Foto 1: " ...as ervas estão cortadas..."
Foto 2 : "...dois traços descontinuos já permitem a entrada directa no cemitério de Avis."

Há tempos assinalámos por aqui o facto das proximidades do local da paragem dos Expressos em Avis, se encontrar cheio de ervas e de dejectos caninos dando uma péssima imagem da nossa vila a todos os que por aqui passavam nas suas deslocações de autocarro. Referimos igualmente o “absurdo” que era ir dar a volta ao largo da feira para poder entrar no cemitério aquando dos funerais. Pois é com satisfação que referimos agora que ambas as situações estão ultrapassadas há já algum tempo: as ervas estão cortadas ( que bem que ali ficaria uma relva tratada...) e dois traços descontínuos já permitem a entrada directa no cemitério de Avis.
Regista-se.

domingo, 5 de julho de 2009

PORQUE A GRIPE A É UM PERIGO REAL...

Porque a GRIPE A é um perigo real, leia atentamente algumas informações sobre a referida Gripe, e o modo como a poderemos evitar, clicando aqui:
http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=993033

sexta-feira, 3 de julho de 2009

CESTAS DE POESIA ( LXXV)

ADÍSIO ENGRÁCIO DOS SANTOS é demias conhecido em Figueira e Barros (Avis) graças à sua paixão pela poesia e pelo cante à desgarrada. De trato fácil, são dele as seguinte décimas que lhe recolhi em 2004 após um amena cavaqueira junto ao largo da Igreja de Figuira e Barros:
Mote:
Abalei da minha terra
Abalei da minha terra;
Abalei da minha terra
Abalei da minha terra!


Adeus Figueira malvada
Ao que havias de chegar
Um homem para trabalhar
Ter que ir p’ra borda d’água;
Minha ideia está fisgada
E direito que nem uma vela
Em ouvindo dizer àquela:
Não faz cá mais do que um ano
Pregaram-me um grande engano
Abalei da minha terra!

Depois do rebanho contado
E eu com muita opinião
Volto e digo p’ró patrão:
Para onde é que vai o gado?
Passe além aquele valado
E dê volta àquela serra,
Você não faça caso dela
Que ela é ruim de abocar...
E ao que eu havia de chegar
Abalei da minha terra!

Um dia por me descuidar
E deixar comer um repolho
Veio um gajo cego dum olho
Com um cajado a querer-me matar:
Tu deves te enganar
Vens meter teu peito em guerra
Pareces uma “escaravela”
Se te pego com uma mão
Dá-me um choque no coração
Abalei da minha terra!

Eu sozinho e mais ninguém
Nesta casinha a dormir
Pois formigas matei mil
E ratos contei cem;
Isto mesmo é que convém
Mas ai que vida tão bela
Fui-me ver dentro de uma tigela
Contei dezanove aranhões
Volto e digo para os meus botões
Abalei da minha terra!

Autor: Adísio Engrácio dos Santos/Figueira e Barros (Avis)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

PORTALEGRE ESTÁ MAIS PRÓXIMO

Foto: Portalegre está mais próximo



Com a abertura ao trânsito do troço do IC13 entre Alter do Chão e Portalegre, esta cidade passou a ficar mais perto de Avis cerca de onze quilómetros, o que numa viagem de ida e volta corresponde a uns preciosos 22 Km. O piso da nova estrada é magnífico, largo e sem curvas apertadas, sendo que se faz muito menos de uma hora até chegar à capital do distrito. Fica assim de lado a hipótese de utilizar o IP2 para ir a Portalegre. Só uma chamada de atenção: cuidado com a velocidade excessiva. O limite é de 90 Km mas a estrada convida a velocidades bem mais elevadas. Não se esqueçam que os “nossos amigos” das máquinas estão à espreita onde menos se esperam e não perdoam.
Como diria um insigne dirigente deste país: - A partir de agora, ir a Portalegre, via Monforte, “JÁMÉ”!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Faça-se justiça: PRENDAM-ME!

Foto: "A maioria daquele precioso néctar virou vinagre."
Foto: ..."fotografia aérea."





Vou confessar publicamente um crime que cometi, esperando que esta minha confissão sirva de atenuante na decisão final dos jurados. Passo a relatar os factos:
Possuo, ou melhor julgava que possuía, uma garrafeira invejável: devidamente acondicionadas nos seus “buracos” mais de 400 garrafas faziam as delícias de todos quantos para elas olhavam e não raras vezes me diziam: - Já não as consegues beber todas…
Pois bem. Ontem resolvi dar uma volta às minhas garrafinhas e cheguei à conclusão que assassinei nada mais nada menos que:
- 37 Garrafas de Abreu Callado (algumas de reserva) dos anos de 1976 a 1988
- 27 Garrafas de Reserva de Reguengos de Monsaraz dos anos de 1975/1976
- 3 Garrafas de Redondo
- 1 Garrafa Encostas do Enxoé
- 1 Garrafa Adega Cooperativa de Borba
- 2 – Garrafas de vinho verde
- Uma quantidade indeterminada de garrafas de vinho, por mim engarrafado, nos anos 80 e proveniente da Abreu Calado, altura em que era ali vendido vinho em garrafões.
Nas fotos acima a prova do meu crime: as garrafas encontram-se meias, pois que a outra metade ou se evaporou ou se entornou, apesar de rolhadas como se comprova pela fotografia “aérea”. A maioria daquele precioso néctar virou…vinagre.
Publicamente peço perdão ao José Ribeiro, dedicado adegueiro que tanto se tem esforçado na Adega da Fundação para que os vinhos ali produzidos sejam autênticos néctares dignos de deuses. Os rótulos das garrafas comprovam a autenticidade da antiguidade dos vinhos agora transformados em vinagre.
Peço a quem me julgar que me aplique uma pena leve, de serviços à comunidade, que poderão passar, por exemplo, por ter que beber, logo que possível, as restantes mais de trezentas e trinta garrafas que ainda repousam na minha garrafeira.
Mas será que este crime tem perdão?

domingo, 28 de junho de 2009

PELA NOSSA SAÚDE!


Recebi, via CTT, duas folhas dedicadas à saúde: a MESTR’EM SAÚDE de Junho de 2009 e o Nº 14 da FOLHA INFORMATIVA DO CENTRO DE SAÚDE DE AVIS, o que desde logo é digno de registo.
A primeira é um projecto da responsabilidade da Turma do 9ºA da E.B. Mestre de Avis, é distribuída como suplemento da segunda e congratulo-me com o facto de, apesar de o ano lectivo terminar, a folha ter continuidade, de acordo com os desejos expressos dos alunos que agora vão encarar novos desafios académicos. É de leitura fácil e bastante interessante. Parabéns a todos que nela participaram.
A segunda é da responsabilidade do Centro de Saúde de Avis e devo confessar que a leio sempre de fio a pavio. Como habitualmente vem recheada de ensinamentos em saúde, e é sempre agradável aprender sobre coisas que possam contribuir para um equilíbrio cada vez mais saudável.
Em relação a esta folha, não deixa de ser curioso o facto de nela se referirem as chegadas e as saídas para outros postos de trabalho dos profissionais de saúde que vão chegando e vão partindo e – admito que me tenha passado – não li uma só linha a referir o facto de no prazo de menos de uma ano terem saído por aposentação, nada mais nada menos que quatro elementos que durante muitos anos trabalharam no nosso Centro de Saúde. Estou-me a referir concretamente a duas Enfermeiras (uma delas com funções de chefia), uma chefe Administrativa, e uma Auxiliar de Acção Médica. Esta gente não mereceria uma menção na Folha ou será que a sua actuação profissional durante as várias décadas em que trabalharam no Centro de Saúde de Avis foi de tal modo negativa que não justificam essa referência? Possivelmente será essa a razão ou, como acima admito, fui eu que li mal ou não me apercebi da informação em anteriores folhas informativas. O futuro e o presente são essenciais, mas estes só são possíveis cimentados no passado.
Coitado, dizia o meu avô, (Deus lhe tenha a alma em descanso) que foi um homem que bebeu muito chá em pequenino, dizia ele que, se é importante e de boa educação darmos as boas vindas a quem chega a nossa casa, é igualmente importante quando alguém nos deixa despedirmo-nos quer seja com um “até um dia” quer seja com um “até sempre”…
Pois, que venham as próximas folhas!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

CESTAS DE POESIA (LXXIV)

Diz-me o Manel Gaiato que ouviu várias vezes estas décimas a esse grande poeta popular de Benavila, infelizmente já falecido, que ficou conhecido como RODRIGÃO. Tentei averiguar, inclusivamente junto de familiares, se efectivamente as décimas em causa eram da autoria de Rodrigão, mas a verdade é que não conhecem a obra do, neste caso, pai. Chamo a atenção para o facto do mote ser um só verso repetido quatro vezes. No Alentejo é frequente encontrarmos poetas a versejar assim.
Seja como for, vamos atribuir-lhe, embora sem certezas absolutas, a autoria das seguintes décimas:

Mote:
Essa mulher para mim morreu
Essa mulher para mim morreu
Essa mulher para mim morreu
Essa mulher para mim morreu


I
Não admito a ninguém
Conversas a esse fim
Que era mulher para mim
Já hoje valor não tem;
Para mim não me convém
Que sem razão me ofendeu
De mim não se compadeceu
Com uma dor tão sentida
Por isso direi toda a vida
Essa mulher para mim morreu!

II
Eu não posso mesmo a mangar
Que me falem em tal criatura
Para que não sirva de censura
Por onde quer que eu passar;
Isto tinha que acabar
Disto o culpado fui eu
Meu pobre coração sofreu
Uma paixão tão custosa
Não me falem mais na Rosa
Essa mulher para mim morreu!

III
A todos conheci vontade
Que eu amasse essa rosinha
Mas só ela é que não tinha
Nem de mim uma saudade;
Amava-a com lealdade
E o cravo dela era eu
De mim não se compadeceu
Da minha dor tão sentida
Direi para toda a vida
Essa mulher para mim morreu!

IV
Na primeira vez que a vi
Na verdade fiquei louco
Afinal durou pouco
Que eu depressa aborreci;
O amor que por ela senti
Foi coisa que não me prendeu
Tão depressa me esqueceu
São quase ânsias de morte
Juro pela minha boa sorte
Essa mulher para mim morreu!

Autor: Rodrigão – Benavila

terça-feira, 23 de junho de 2009

ESTÁ O "BALHO" ARMADO!



Foto: "São já bem visíveis as obras de requalificação no Largo do Convento..."

É verdade: o “balho” está armado!
São já bem visíveis as obras de requalificação do Largo do Convento, em Avis. Ainda não são audíveis os comentários de desaprovação das mesmas porque elas ainda não dão para entender como é que as coisas vão ficar. Mas esperem-lhe pela pancada.
A julgar pelo que ouvi e continuo a ouvir dizer em relação às modificações da Serpa Pinto, não tenho dúvidas de que se houvesse alguma hipótese credível do poder democraticamente cá instalado ser alterado, estas obras teriam sido adiadas por uns meses. Assim…vamos esperar para ver …ouvir...e depois contar.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

HÁ DIAS LIXADOS!

Foto 2 - "...ter que percorrer cerca de 1140 macieiras com um pulverizador de 16 litros ..."
Foto 2- " Os Abelterium encheram-me as medidas"



É verdade: há dias bons e há dias LIXADOS!
O passado sábado foi um desses dias (lixados).
Vejamos: já há tempos que andava ansioso que chegasse o dia 20 pois segundo o planeado iria ser um sábado em cheio: de manhã Auditório com ele para assistir ao colóquio sobre a sesta; depois, à tarde, Fundação Pais Teles no Ervedal para o lançamento da revista; às 19 horas lançamento do livro do meu Grande amigo, o Professor Ribeirinho Leal na Feira do Livro de Avis e à noite Feira do Livro. Estava pois tudo aparentemente programado ! Além do mais, com os calores que têm estado, a manhã seria climatizada no Auditório e à tarde na Pais Teles penso que também o clima seria amenizado por um qualquer ar condicionado. De referir que sou um defensor acérrimo da sesta, culto que pratico “religiosamente”, e grande admirador do Grupo de Cantares de Ervedal.
Mas este era o cenário previsto. O cenário real foi bem diferente:
Perante ordens entretanto recebidas, às cinco da manhã rumo ao trabalho agrícola. Vejam só: agora que sou velho, virei “jovem agricultor”. E o sábado de sonho virou sábado de pesadelo: ter que percorrer cerca de 1140 macieiras com um pulverizador de 16 litros de água às costas, barreiras acima, barreiras abaixo, sob uns bem medidos 37/38 graus às duas da tarde, garanto-vos que não é nada encorajador. De mais a mais para quem pensava ir para o fresquinho do Auditório…Mas a verdade é que os piolhos verdes tinham atacado e havia que exterminá-los. Não é por serem verdes, até podiam ser aranhiços vermelhos que tinham que levar o mesmo tratamento. A vida do campo é muito dura, óh se é…
Quase que apostava que ainda alguém me vai dizer que estou todo morenaço e que devo ter ido passar o fim-de-semana à praia. Vai uma aposta?
Como tudo que nasce torto acaba torto, terminei a noite a ouvir em directo e a cores (a preto e preto) os Buraka Som Sistema, "Os Buraka" para os amigos. Que mais me irá ainda acontecer???
Domingo a realidade amenizou com coisas boas: O meu amigo MANEL está a recuperar bem e em princípio terça-feira já cá está e isso é que é deveras importante. Os Abelterium encheram-me as medidas com aquela série de fados que cantaram no encerramento da Feira do livro de Avis.
Não há mal que sempre dure…


sexta-feira, 19 de junho de 2009

CESTAS DE POESIA ( LXXIII )


“Sei que você se interessa por estas coisas da poesia popular e eu há dias descobri umas décimas do meu pai. Veja lá se as quer…o meu pai quando as fez tinha já 84 anos.”
Quem me disse isto foi o Sr. Luís Borges Rosado em 27 de Agosto de 2004. Em boa hora eu as quis. O seu pai chamava-se JOÃO ROSADO SALVATERRA. O que escreveu e o seu filho me deu é o que eu deixo agora à vossa consideração:


Mote:
Vivo junto da saudade
Junto dela vou morrer,
A saudade é tão forte
Que eu não a posso vencer!


Diz-me linda saudade
O que vens aqui fazer
Eu desejava saber
Tu diz-me e fala a verdade
Não venhas com falsidade
Que é para eu te acreditar
Não penses em me enganar
Magoas-me o coração
Já não suporto a situação
Vivo junto da saudade!

Tenho no peito a saudade
De quem vou-lhes dizer
Meu pai e minha mãe quero ver
Mas não tenho essa liberdade
No desejo da amizade
Nunca pode acontecer
Não temos esse poder
Todos sabemos que não
Com a saudade na mão
Junto dela vou morrer!

Linda e velha saudade
Eu para ti vou falar
Tanta vez me anda a lembrar
Os risos da mocidade
Passam com facilidade
Tornar cá era uma sorte
Vamos indo até à morte
É este o meu entender
Mais uma vez te vou dizer
A saudade é tão forte!

Passa bem linda saudade
De ti me vou despedir
Quem te mandou aqui vir
Quem tem essa liberdade
Ouve cá linda saudade
Isto que te vou dizer
Tens em ti grande poder
Mas muitos dizem que não
Ficas no meu coração
Que eu não te posso vencer!

Autor: João Rosado Salvaterra/Avis (feito aos 84 anos - já falecido)

terça-feira, 16 de junho de 2009

AINDA PODE IR Á FESTA DA SAÚDE!!!

Foto 1 - REVISTA-SE DOS SEUS MELHORES SENTIMENTOS...
Foto 2 - VÁ OUVIR UMA HISTÓRIA DE ENCANTAR...

Foto 3 - DEPOIS BEBA UM REFRESCO...


Foto 4 - DIVIRTA-SE JOGANDO....


Foto 5 - ...OU DANÇANDO DE RODA




Foto 6 - DEPOIS...VÁ-SE EMBORA MAS FELIZ!






segunda-feira, 15 de junho de 2009

HAJA SAÚDE, HAJA FESTA, AMANHÃ E SEMPRE!


Por nos ter sido solicitado a sua divulgação, passamos a transcrever o seguinte:

FESTA DA SAÚDE 2009 / 16 DE JUNHO

OBJECTIVO: TRADUZIR O CONCEITO DE SAÚDE/DINAMISMO/PARTICIPAÇÃO ACTIVA

ORGANIZAÇÃO: AGRUPAMENTO VERTICAL DE ESCOLAS DE AVIS/GRUPO PES

LOCAL: ESCOLA BÁSICA 2, 3 MESTRE DE AVIS

ABERTURA : 10 HORAS



CORAÇÃO HUMANO A BATER AO RITMO DOS BOMBOS


. ACTIVIDADE FÍSICA E DANÇA
. AMBIENTE
. AFECTOS/EDUCAÇÃO SEXUAL E HIGIENE
. SEGURANÇA
. CULTURA E MÚSICA
. ALIMENTAÇÃO
. DANÇAS COLECTIVAS – LUDOTECA-NO PÁTIO

domingo, 14 de junho de 2009

VÂNDALOS EM AVIS - HÁ QUE ELIMINÁ-LOS!

Foto: "Para atestação fica a foto."

Continuando a sua troca de experiências culturais, a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural trouxe hoje até Avis uma “embaixada” de 43 elementos da Universidade Sénior de Beja. É sempre interesse da Associação mostrar o que de melhor temos para exibir.
Uma das vistas mais belas da nossa vila é a que se obtém do cimo da Torre da Rainha. Tentaram obter a chave para lá se deslocarem. O responsável pelo Posto de Turismo disse-lhes que não podia dar a chave e explicou-lhes o porquê da recusa, explicação que os dirigentes da ACA aceitaram plenamente.
“DO CASTELO” soube do insólito e quis testemunhar o que se passava. Para atestação fica a foto. Bom seria poder publicar aqui a foto da cara de quem fez estes serviços nas escadas de acesso á Torre, depois da dita cara ter sido bem esfregada na porcaria que ali fizeram.
Com vândalos assim, é muito difícil fazer o quer que seja para bem da nossa terra. Se o único remédio é eliminar este energúmenos, pois que se eliminem nem que para tal se tenham de usar meios violentos.
Avis e oa Avisenses merecem mais respeito.

sábado, 13 de junho de 2009

A NOITE DE SANTO ANTÓNIO FOI DE "OS AVISENSES"

Foto: "A noites de Santo António em Avis pertenceu inteiramente ao Clube de Futebol Os Avisenses"
Foto: "O nosso povo gosta destes eventos."


A noite de Santo António em Avis pertenceu inteiramente ao “Clube de Futebol os Avisenses” que organizaram os festejos no largo junto ao Pelourinho. Todos sabemos das dificuldades porque passam “Os Avisenses” mas a vontade indómita de três ou quatro pessoas tentam, a todo o custo, evitar o seu encerramento definitivo. A perseverança e força de vontade podem muito e estou em crer que estes lutadores conseguirão os seus intentos.
O nosso povo gosta destes eventos. E é ver como nestas alturas até se esquece a crise, se convive, se dança e se ri. As sardinhas assadas pedem umas imperiais que a noite além de quente é de festa. O Palhinhas Caldeira, como lhe é apanágio, não se faz rogado nos”toques” e os pares não se fazem rogados nas danças. A alegria no ar pude-a eu próprio constatar pessoalmente no local da festa. A todos aqueles que, voluntariamente, com sacrifício das suas próprias vidas pessoais (oh! Se eu sei o que isso é!!!!) se dedicaram à realização deste evento os meus parabéns. Todos merecem felicitações e como não sei o nome de todos, todos estão incluídos neste três nomes: António Pinto Silva, José Luís Garcia Nunes Leão e Jorge Manuel Pereira Palma.
Só mais uma coisa que testemunha o meu apreço pela organização desta noite de Santo António pelos “Os Avisenses”. Hoje de manhã passei pelo recinto das festas e estava tudo impecavelmente limpo: nada de copos no chão, nada de espinhas de sardinhas espalhadas, nada de guardanapos ao vento. Quem não soubesse o que acontecera, não concluiria de modo nenhum o que ali se passara na noite anterior. Até nisso a rapaziada de “Os Avisenses” foram grandes! Parabéns.
Descendo a António José de Almeida, na zona em frente da barbearia do Mestre Orlando o inverso:
dezenas de copos de plástico deitados lá de cima, das grades, devam um ar de desmazelo à vila e mostravam o grau de civismo de muitos dos nossos jovens da noite. Se isto era por baixo das grades, como seria por cima?
Quem duvidar que passe por lá ainda hoje e veja com os seus próprios olhos.



sexta-feira, 12 de junho de 2009

CESTAS DE POESIA ( LXXII)


ANTÓNIO CARRILHO já faleceu há alguns anos. Consta que era um bom poeta popular. Era pai do meu amigo Manuel Carrilho e irmão, de João Joaquim Carrilho, igualmente amigo, que me deu as décimas que hoje publico nesta “Cestas de Poesia”. Pena que não haja muito mais obras registadas deste poeta.
Eis o que me deram:

Adeus fiel esposa querida
Eu vou fazer a operação,
Digo-te adeus para toda a vida
Não sei se volto se não!

Digo-te adeus a chorar
Tu pede a Deus que me ajude
Vou à Casa de Saúde
Para ver se a posso alcançar
Se eu nunca mais cá voltar
Faço a minha despedida
A minha viagem é comprida
Eu vou-me arriscar à morte
Voltar cá é uma sorte
Adeus fiel esposa querida!

Se em casa tenho ralhado
Muitas vezes sem razão
Desculpa e dá-me perdão
Que o mal é que era o culpado
De sofrer estou magoado
Nos músculos sinto a prisão
As forças faltando estão
Sinto o mal a bracejar
Para ver se me posso salvar
Eu vou fazer a operação!

Faz sempre por te animar
E anima os nossos filhinhos
Dá-lhe criação e carinhos
Que Deus é que te há-de pagar,
Quando eles em mim falar
Depois da minha partida
Diz-lhe que falta uma carta lida
Só o tempo a pode ler
Posso eu para lá morrer
Digo-te adeus para toda a vida!

Para mim era uma riqueza
Se ainda me visses curado
Não me importo ser colocado
Sobre uma fria marquesa
Falo-te esposa com franqueza
Com muita dor e paixão
Os dias passando vão
Eu sofro constantemente
Digo-te adeus para sempre
Que não sei se volto se não!

Autor: António Carrilho

segunda-feira, 8 de junho de 2009

ACONTECEU...NO DIA EM QUE VOCÊ NASCEU!!!!


Talvez que já se tenham alguma vez perguntado sobre quais as notícias mais significativas que terão ocorrido no dia em que vocês nasceram (obviamente para lá do vosso próprio nascimento). Pois “DO CASTELO” faculta-vos aqui e agora, a hipótese de vocês saberem, através de um jornal aquilo que sempre quizeram saber.
É muito giro, interessante e extremamente simples. Bastará clicar aqui:http://www.jornaldoaniversario.com/ e seguirem as instruções. Se nasceram em dia de eleições até terão lá os resultados….
Quando aparecer a página do Jornal, façam duplo clique.
Quem é amigo, quem é?

sábado, 6 de junho de 2009

AVIS EM ALTA!

Foto: "EUCLIDES PAIS...dirigiu 20 jovens num concerto que agradou..."

Numa altura em que Avis tem andado tão em baixo, sendo mesmo notícia de jornais por motivos que em nada nos dignificam, é com redobrado prazer que aqui noticiamos que nos Jogos Culturais de Montargil, ocorridos esta tarde, Avis esteve em alta por duas vezes. EUCLIDES PAIS, distinto avisense e professor musical, dirigiu 20 jovens num concerto que agradou e encantou todos que estiveram presentes nesta cerimónia. Este Grupo de jovens dá pelo esquisito nome de "Lagartos e Companhia". Vá lá saber-se porquê...
O nosso “conterrâneo” Fernando Máximo foi distinguido com o 8º lugar na modalidade de quadra que, segundo os organizadores, teve mais de trezentas a concurso.
Reproduz-se a quadra premiada, acrescentado que o tema a concurso, dado pela Organização, era "A Família"

Uma família completa
Tem sempre um pai e uma mãe,
Mas será muito incompleta
Sem ter muito amor também

sexta-feira, 5 de junho de 2009

CESTAS DE POESIA (LXXI)

Durante o mês de Junho irei trazer ao conhecimento dos meus leitores trabalhos de poetas que infelizmente já não se encontram entre nós. Alguns trabalhos foram recolhidos por mim junto daqueles que os sabiam. Outros foram já os seus familiares que mos transmitiram.
Começarei esta semana com um trabalho que recolhi de um homem que não fazia poesia mas sabia algumas décimas de cor. Tinha por hábito passar as tarde nos bancos que circundam as instalações da antiga Moagem. E foi precisamente ali, numa tarde em que fui até lá para lhe ler a ele e alguns companheiros que ali se encontravam uns versos, que ele me disse que também sabia umas décimas que aprendera em cachopo. Disse-as e eu escrevi-as. Em boa hora, digo-o agora.
O nome deste amigo era DOMINGOS ROSA DA SILVA.
Foi pois o meu amigo Domingos que me ensinou as seguintes décimas:
Mote:
QUANDO EU FUI ASSENTAR PRAÇA
MEU DESTINO ERA CHORAR,
SE ME QUISERES VER UM DIA
VEM À VIDA MILITAR!
I
ANDA UMA MÃE UM FILHO CRIANDO
COM PRAZER E ALEGRIA
EM CHEGANDO ÀQUELE DIA
PEGAM NELE E VÃO ANDANDO,
FICA A POBRE MÃE CHORANDO
RECLAMANDO SUA DESGRAÇA
E AS FEZES QUE UMA MÃE PASSA
SE AINDA TEM MAIS UM
JÁ IA NOS VINTE E UM
QUANDO EU FUI ASSENTAR PRAÇA!
II
QUANDO EU ENTREI NO QUARTEL
E QUE CHEGUEI À PARADA
VI SARGENTOS E BRIGADAS
E TAMBÉM TENENTE-CORONEL
VI PENA, TINTA E PAPEL
PR’Ó MEU NOME ASSENTAR
MAS NO LIVRO FUI JURAR
JÁ COM MINHA FÉ PERDIDA
POR NÃO TER GOSTO NA VIDA
O MEU DESTINO ERA CHORAR!
III
ADEUS PAI E ADEUS MANOS
E ADEUS MÃE DO CORAÇÃO
DEITE-ME A SUA BENÇÃO
QUE EU VOU PARA OS TIRANOS
CONSIDERE QUE SÃO DOIS ANOS
QUE EU VIVO SEM ALEGRIA
ESTOU NO OITO DE INFANTARIA
NO QUARTEL DE CAÇADORES
TAMBÉM DIGO MEUS SENHORES
SE ME QUISERES VER UM DIA!
IV
TRISTE SORTE FOI A MINHA
MEU PALPITE NUNCA ME ENGANA
FOI A SORTE MAIS TIRANA
QUE EU NO MUNDO CONHECI
A PENSAR QUE JÁ PERDI
NA MINHA TERRA O PASSEAR
E AINDA ESPERO DE ALCANÇAR
A LIBERDADE E PRAZER
SE TIVERES VONTADE EM ME VER
VEM À VIDA MILITAR!

Autor : DESCONHECIDO.
Recolha efectuada junto do Sr. DOMINGOS ROSA DA SILVA/AVIS ( 84 anos) em 17.04.2004

COMEMORA-SE HOJE O DIA MUNDIAL DO AMBIENTE

Foto1 : Imediações da ETAR de Avis ( a jusante)
Foto 2: Água contaminada (proveniente da ETAR de Avis) junto ao local onde outrora corria a cristalina fonte da Torrinha...

Cada qual comemora à sua maneira...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

P'RÓ MARANHÃO

Hoje estou um mãos largas. Depois do merecido prémio que ofereci a todos os leitores, permitam-me que enderece um prémio especial ao meu colega "O MARANHÃO" pelo lindo post que, embora “usurpado”, dedicou ao lápis. Para ele dedico estes versos que eu “usurpei” da página 349 do livro de poesia, “Os versos que eu fiz”, da autoria de José da Silva Máximo, editado pela Município de Marvão, em 1988.
Ora leiam por favor e vejam se esta poesia não é também toda ela uma ternura de cumplicidade:

O MEU LÁPIS

Tenho um lápis com que faço
Dos meus versos, o borrão;
Ele é um amigalhaço
Que eu encontro sempre à mão.

Tenho pena de gastá-lo,
Por ser tão meu amiguinho;
Sempre que vou afiá-lo
Perco dele um bocadinho!...

Os golpes que já lhe dei
Sem queixas foi suportando;
Nada me diz, mas eu sei
Que aos poucos o vou matando.

De cada vez que o seu bico
Se desfaz na minha mão,
Eu confesso bem que fico
Sofrendo por compaixão.

Era esbelto, era fino,
‘screvia com perfeição;
Agora é tão pequenino
Que nem o acho na mão!...

Sempre que nele pegava
Fazia quadras bem feitas;
Era ele quem me ajudava
A fazer rimas “direitas”.

Já não me pode ajudar,
Tão reduzido ele está;
Tenho de o abandonar,
Já deu tudo, mais não dá!...

Deu o seu todo escrevendo,
Muitos versos escreveu!...
Pouco a pouco foi morrendo,
Foi p’ra isso que nasceu!...

É o fim que tudo tem,
Desde que no Mundo entre;
Qualquer dia eu vou também
Atrás do lápis p’ra sempre!...

Quando isso acontecer,
Após chegar o meu fim,
Fiquem os versos p’ra ler,
Feitos por ele e por mim!...

PARA OS MELHORES LEITORES DO MUNDO!

Os/as leitores/leitoras “DO CASTELO” já mereciam um prémio assim.
Vou-lhes oferecer a todos/todas, como prova de reconhecimento por me lerem, o seguinte: desde 1904 até à presente data, as 100 (CEM) músicas mais tocadas em cada ano. Assim poderá ouvir as músicas mais badaladas no ano em que você nasceu. E se o seu ano de nascimento não constar desta lista, informe-me que eu resolvo-lhe o problema.
Diga-me lá: alguma vez imaginava ter mais de 10.000 canções à mão de semear? Pois é isto que lhe quero e vou oferecer, leitor(a) amigo(a).
Peço-lhe para fazer um teste. Vá aos anos da sua juventude e recorde as músicas que o ajudaram a sonhar e a viver. Depois vá a 2008. Saque qualquer "balada". Compare. Se não ensurdecer ou se passar da cabeça está cheio de sorte. DIVIRTA-SE e recorde.
Recordar pode ser uma forma muito grata de VIVER...

VIVA, clicando aqui:

http://www.planetarei.com.br/100anos/index.htm

terça-feira, 2 de junho de 2009

É SEMPRE BOM LEMBRAR

Quem sabe, sabe, e em matéria de organização de eventos fotográficos, O MARANHÃO é que sabe!
Desculpe o meu caro colega vir meter a foice em seara alheia mas penso que será bom lembrar o Grupo dos 24 que nos encontramos em plena campanha de captação de … fotografias para o projecto 24x24x24. Não deixem o trabalhinho para os últimos dias porque depois pode já ser tarde demais. Eu por mim já comecei hoje e já compreendi que a minha é uma hora muito ruim. Mas alguma coisa se há-de arranjar.
Ah!Ah! você já nem sabe qual é a sua hora? Então vá aqui: http://omaranhao.blogspot.com/2009_05_01_archive.html e relembre-a no post do dia 15 de Maio.
Boas fotos!

SANTOS DE CASA...CONCLUSÃO!

Tinha prometido voltar a este tema na segunda-feira. Só quem nunca se deixou dormir no sofá a ver televisão é que não me perdoará estes seis minutos de atraso e logo, o facto de falar no assunto já terça-feira. Pois bem, não estávamos enganados quando afirmámos que deixávamos os parabéns à Professora Margarida Neves. Após segundo acto eleitoral para escolher o Director do Agrupamento Vertical de Escolas do Concelho de Avis, os números foram os seguintes:

Profª Margarida …………11 votos
Prof. Simão……………… 8 votos
Brancos………………….. 2 votos

Como podemos ver manteve-se a votação no Prof. Simão e um dos então três “amorfos” compreendeu que se estava naquele lugar era para votar em alguém e não para votar em branco. Realmente se nem sabem em quem votar que estão lá a fazer? Só havia dois candidatos cada qual com seu programa. Era assim tão difícil escolher o menos mau, ou por outras palavras, o melhor?
Adivinhava-se este resultado duma votação que não deixou de ter um certo suspense e factos curiosos. Será verdade que houve um “parceiro” que disse que votaria onde a Câmara votasse? Isso é que é ter convicções para não lhe chamar outra coisa... E quem começasse a criticar severamente uma das candidaturas e depois num volte-face sensacional acabasse por admitir publicamente que afinal votaria em quem criticara tão severamente?
Reitero os meus parabéns à Professora Margarida Neves, a grande vencedora, e penso que agora é altura de todos recolherem as espadas e todos, repito, todos, envidarem esforços para que a escola desempenhe a sua missão sempre no superior interesse das crianças e jovens.
A ver vamos.

sábado, 30 de maio de 2009

E OS OUTROS????

Em plena campanha eleitoral para o Parlamento Europeu é ver como a nossa comunicação social se desdobra em mostrar a campanha dos partidos mais emblemáticoa discurando os outros que deveriam ter igual tratamento. Talvez porque eles não utilizem essa nova baixeza que é agredir por palavras os adversários políticos resguardando-se depois nessa ignomínia que é dizerem que é "linguagem de campanha" . Eu por mim diria que é linguagem de gente de pouca vergonha.
"DO CASTELO" sem expressão nenhuma e como tal valendo o que vale ou seja, nada, não quer deixar de vos trazer um dos tais partidos mal amados. Chama-se Partido Humanista e fala assim pela voz da sua cabeça de lista, a professora MANUELA MAGNO.
Experimentem clicar aqui:
http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=20&visual=9&tm=9&t=Entrevistas-Europeias---Manuela-Magno-Partido-Humanista.rtp&article=222799

sexta-feira, 29 de maio de 2009

CESTAS DE POESIA (LXX)


Tudo tem um fim. Infelizmente, acrescentamos. E com a “sesta” de hoje chega ao fim a colaboração do Sr. JOAQUIM HONÓRIO DE OLIVEIRA LOBATO, mais conhecido por JOAQUIM MARTINHO, residente que é em Aldeia Velha de Santa Margarida. A obra não ficou esgotada. Tenho em meu poder mais poesias que poderia publicar e há ainda mais umas quantas que estão em poder do autor. Mas temos que dar a vez a mais poetas da nossa terra e, quem sabe, de outras terras.
Certamente que o Sr. JOAQUIM LOBATO já não terá avó, que é a pessoa que melhor nos gaba. E vai daí ele próprio se pronuncia favoravelmente, leia-se “gabar-se”, da sua veia poética.
Para este amigo o obrigado “DO CASTELO” e votos de que continue a escrever muito e sempre com muita inspiração.
Ora aí vai a última:
Mote:
Olha o que o Lobato se lembrou
O que ele se havia de lembrar
Ao Máximo e ao Muacho
Uma poesia lhe dedicar

Ser compositor é ser poeta
Ser poeta de improviso
Colocar os pontos onde é preciso
E ter as palavras certas
Compor é ser poeta
Ser poeta como eu sou
Um sábio me perguntou
Qual a minha nacionalidade
A mentir falei verdade
Olha o que o Lobato se lembrou

Haja qualquer estadista
Faça obra como esta
Põe para o lado o que não presta
Quando faço uma revista
Haja qualquer modista
Que me venha provocar
Até o posso ensinar
No que faço sou perfeito
Haja quem ponha defeito
Do que ele se havia de lembrar

Alguém me apontou
Foi o que mais me doeu
Mas que figura sou eu
Para ser aquilo que sou
Os que vão para onde eu vou
Hão-de dar os mesmos passos
Fazem o mesmo que eu faço
E vou anunciá-los
E de quem eu vos falo
É do Máximo mais do Muacho

Vejo a figura que fiz
Vejo a figura que faço
Falando do Dinis e do Máximo
Agora fico por aqui
Foi este caminho que segui
Por aqui vou parar
Eu os quero elogiar
Por tudo o que têm feito
Penso à noite quando me deito
Uma poesia lhes dedicar

Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 2008

SANTOS DE CASA ...II

Dado que a Profª Margarida não obteve os 11 votos indispensáveis para ser eleita "às primeiras", na próxima segunda-feira proceder-se-à a uma segunda votação e aí o candidato que obtiver o maior número de votos, será efectivamente o Director do Agrupamento Vertical de Escolas do Concelho de Avis.
Pois, a não ser que votem os mesmos três em branco e que cada um dos candidatos receba nove dos restantes votos válidos. Não é muito provável, mas matematicamente falando...
Digamos que segunda-feira será o dia de todas as decisões, ou talvez não.
Pelo sim pelo não e até pelas movimentações de bastidores que se percebem, mantenho os parabéns à Profª Margarida...
Segunda-feira falamos...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

SANTOS DE CASA...

Decorreu hoje a eleição para Director do Agrupamento Vertical de Escolas do Concelho de Avis, tendo sido registada a seguinte votação:


Prof. MARGARIDA NEVES ...... 10 VOTOS

Prof. SIMÃO VELEZ.................... 8 VOTOS

Brancos............................................3 VOTOS

À Professora Margarida, "DO CASTELO" endereça sinceras felicitações.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

AMANHÃ HÁ CAFÉ COM LETRAS

Recebemos e reproduzimos o seguinte:


CONVITE

Porque é importante a... união europeia?

Dia 7 de Junho – Eleições para o Parlamento Europeu. União Europeia. Comissão Europeia. Parlamento Europeu. Euro. Banco Central Europeu. Eurocratas. Tratado de Lisboa. Tratado de Roma. Tratado de Nice. Tratado de ... Eleições, dia 7 de Junho.
6, 12, .... 27 países. O que é esta Europa?


É este o tema do “Café com Letras” no próximo dia 28 DE MAIO DE 2009 (quinta-feira).

Temos, pois, o grato prazer de o(a) convidar a assistir a esta conferência que se realiza na sede da ACA-AC, sita na Praça Serpa Pinto, n.º 11 em Avis, pelas 18 horas e que terá como conferencista MIGUEL ROCHA DE SOUSA, docente da Universidade de Évora.

“Café com Letras” é uma iniciativa da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural.

Avis, 24 de Maio de 2009.

A Direcção da ACA-AC

terça-feira, 26 de maio de 2009

Ainda sobre o FAZIGUAL

Chegou à redacção “DO CASTELO” o seguinte e-mail que agradecemos e temos muito gosto em reproduzir, repondo assim uma injustiça por nós cometida involuntariamente:

"Caros amigos
Fico muito grata pela homenagem que prestam ao trabalho do FAZIGUAL.
Apenas uma correcção, a Prof. Ana Bela Antunes é também do grupo de teatro, só que por razões pessoais e profissionais não pode participar no trabalho deste projecto PANOS.
Vejam o que o autor do texto «nós numa corda» disse ao Le Monde Diplomatique.

Bem hajam"

segunda-feira, 25 de maio de 2009

AVIS EM ALTA

Foto: "FAZIGUAL agradece os merecidos aplausos... "
Foto: "A pose do sucesso "

FAZIGUAL é o nome de um grupo de teatro da nossa vila, cujos membros são jovens estudantes ligados ainda ao Agrupamento Vertical de Escolas de Avis ou que o deixaram de ser há pouco tempo. O amor à arte de representar e a força de vontade tem feito que este grupo, liderado pelas professoras Teresa Cerqueira e Luísa Sousa e ainda pelo professor José Luís de Matos, se tenha fortalecido e conseguido já mostrar o fruto do seu trabalho para lá dos limites do nosso concelho, o que é sempre de louvar. Ensaiaram afincadamente “NÓSNUMACORDA”, de Miguel Castro Caldas e chegaram à conclusão que era altura de mostrar o seu trabalho. Depois de se terem apresentado em Avis, no dia 30 de Abril no Auditório Municipal Ary dos Santos, foi a vez de a 2 e 3 de Maio terem ido até Santarém participar no projecto “Panos”. Na passada sexta-feira, dia 22, foram a Lisboa e fizeram a representação da sua peça na Culturgest. As actuações destes jovens têm sido muito bem recebidas e coroadas com imensas salvas de palmas, demonstração cabal do seu real valor e empenho em defesa de uma arte tão nobre quanto é o teatro.
“DO CASTELO” apresenta os parabéns pelo excelente desempenho a este grupo que tão bem tem elevado o nome de Avis e, para que conste, deixa o registo dos elementos que o compõem. Para além dos já mencionados professores temos: André Pereiro, Andreia Oliveira, Camila Oliveira, Catarina Pechincha, Catarina Salomé, Emanuel Sampaio, Filipa Lopes, Gonçalo Garrinhas, Joana Passadinhas, Mariana Saias, Paulo Roque, Rui Correia.
Para todos vós as maiores felicidades.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

CESTAS DE POESIA (LXIX)

Foto: JOAQUIM MARTINHO durante a sessão de encerramento dos VII Jogos Florais de Avis



JOAQUIM MARTINHO deu aso à sua veia poética e fadista durante as cerimónias de encerramento dos VII Jogos Florais de Avis, que ocorreram no passado dia 16 de Maio e que são uma iniciativa dos Amigos de Aviz.
Por acaso não disse, mas bem poderia ter dito estas décimas que fez em homenagem a sua terra de residência:



Mote:

A Santa Margarida
É uma linda freguesia
Temos de lhe dar muita vida
Que ela ao certo não sabia

Ao fundo tem uma escola
Tem ao lado uma piscina
Alguma coisa se ali ensina
E tem um campo de bola
Também tem um bate-sola
Mais acima uma ermida
É uma santa tão querida
Ali onde entra tanta gente
Também tem um presidente
A Santa Margarida

Tem uma casa da Terceira Idade
E tem outra da Junta
O que é preciso lá se pergunta
Atendem de boa vontade
Tem gente de toda a idade
Também tem uma sacristia
Tem tudo o que ela queria
Até serralheiros e padeiros
Calceteiros e pedreiros
Nesta linda freguesia

Tem gente da agricultura
Também tem um sapateiro
Mais acima um barbeiro
E um varredor de ruas
Ela faz sempre das suas
É uma terra condoída
Ela não está esquecida
Pelos residentes e naturais
Todos juntos não são demais
Para lhe dar muita vida

Tem muita falte dum lar
Também tem um taxista
Tem os Barracões à vista
E a Casa do Povo para reuniões organizar
Tem tudo para apresentar
Tem cafés e pastelaria
Supermercado e padaria
E engenheiros e professores
Enfermeiros e doutores
Que ela ao certo não sabia

Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 2000