quarta-feira, 29 de julho de 2009
AVIS EM ALTA!
domingo, 26 de julho de 2009
O III PEDALUAR É JÁ NO PRÓXIMO SÁBADO
III PEDALUAR
01 DE AGOSTO – 21 HORAS
SEDE DA ACA – PRAÇA SERPA PINTO, Nº 11 – AVIS
AVIS…VALE DA TELHA…AVIS
Sócios – 3 pedaladas Não sócios – 6 pedaladas
Nota: uso de capacete e luz na bicicleta
NO FINAL DO PASSEIO HAVERÁ CONVÍVIO NA ACA
Inscrições até 30 de Julho de 2009
Telem: 969 015 106 e 938 183 155 – email: acavis@sapo.pt
ORGANIZAÇÃO – AMIGOS DE AVIS
APOIOS : MUNICÍPIO DE AVIS; GNR, BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE AVIS
sexta-feira, 24 de julho de 2009
CESTAS DE POESIA ( LXXVIII)
FERNANDO JOSÉ DE DEUS, foi nado e criado em Valongo, onde ainda reside aos 90 anos de idade. Apesar de ser analfabeto, sabe poesias que diz ter feito em tempos. Feitas ou de cór, sabe e o saber é que é importante. Eis o que o Sr. Fernando me disse que sabia:
O POBRE TRABALHADOR
O pobre trabalhador
Vive muito apoquentado,
Se tem bom fato é impostor
Se não o tem é relaxado!
Tive um dia precisão
De entrar numa botica
Onde havia gente rica
Tudo na mesma ocupação,
Parecia um figurão
Aquele homem cavador
Traz um fato de linda cor
E meia, melhor sapato
É como o coelho no mato
O pobre trabalhador!
Entre toda a “viciolada”
Não falando no vestuário
Dizendo que o nosso salário
Nunca chega a ser nada
Não é ganho da enxada
Que nos trás tão asseado
É a “aceifa” e o salgado
E o que o corpo se “assujeita”
P’ra trazer a vida direita
Vive muito apoquentado!
Sempre há que dizer
Do pobre trabalhador
Tem uma arte superior
Que ao homem dá de comer,
Sempre se tem que jazer
Ninguém lhe dá o valor
Anda á chuva, ao vento e calor
Correndo o suor pela testa
Mas se vem um dia de festa
Se tem bom fato é impostor!
A vida de um homem pobre
É pior que a dum ladrão
Se trabalha muito é bruto
Não faz nada é mandrião
Fala muito é aldrabão
Fala pouco é amuado
É de todos desprezado
Ao pobre nada vai bem
Se tem bom fato é porque o tem
Se não o tem é relaxado!
Autor : Fernando José de Deus/Valongo (analfabeto)
quarta-feira, 22 de julho de 2009
FEEDBACK
"…hoje fiquei triste ao espreitar o seu blog.
A Fonte Nova que eu costumava recordar com duas bicas a correr, uma água muito fresca e onde eu ia em criança com uma pequena bilha de barro, nas tardes de verão, com a garotada da rua das Lajes.
Também recordo a minha mãe lavando no dito tanque enquanto eu retoiçava por ali. Será que as pessoas de direito se distraíram e esqueceram que a Fonte faz parte do nosso Património? Bem haja o amigo que, inquieto, vai tentando chamar a atenção, para as coisas que não estão bem...
Ia ficar muito contente se quando tornasse a Avis fosse visitar a Fonte Nova, ainda que sem correr água, mas muito limpa... "
segunda-feira, 20 de julho de 2009
JÁ CHEGOU!
domingo, 19 de julho de 2009
ASSIM, SIM! (III)
sábado, 18 de julho de 2009
AS CONTAS DOS NOSSOS MINISTROS...
http://olhardomiguel.wordpress.com/2009/07/14/hilariante-2/
sexta-feira, 17 de julho de 2009
CESTAS DE POESIA (LXXVII)
De conversa fácil, conhecedor da coisas da vida da agricultura como poucos, passei algumas tardes a conversar com o meu amigo JOAQUIM ANTÓNIO BOTAS, o patrão Botas, para os amigos. Na tarde 23 de Fevereiro de 2006, a nossa conversa descambou para a poesia e ele disse-me:
Disse-mas e eu escrevi-as. Com os votos de boas melhoras para o meu amigo patrão Botas, aqui as deixo à vossa consideração servindo simultaneamente para homenagear um homem com quem dava gosto falar. Hoje, infelizmente, devido à sua adiantada idade as coisas já se passam de maneira diferente.
Mote:
Não chores mais desgraçada
Que o teu chorar nada vale,
Essas lágrimas que choras
Não dão remédio a teu mal!
De há muito, podes saber,
Que te lastimas em vão,
Aos que pedes protecção
Riem-se do teu sofrer;
Não lhe dês a conhecer
Que vives apaixonada
Com isso não lucras nada
Para teus horríveis tormentos
São baldados os teus lamentos
Não chores mais desgraçada!
De que te serve o verter
O pranto em quantidade
Não compras á sociedade
O que ela te fez perder
Escarnecem por te ver
Envolta no lodaçal
A gargalhada é geral
Não encontras um amigo
Por esta razão te digo
O teu chorar nada vale!
Tu estás amaldiçoada
Por teu pai e tua mãe
Por os tratares com desdém
Serás sempre mal tratada;
Tua sorte mal fadada
Nunca mais acha melhoras
Antes, cada vez pioras
Tua triste situação
Pois não tem aceitação
Essas lágrimas que choras!
A graça e a formosura
Que te deu a natureza
Podes tu ter a certeza
Que foi a tua “desvantura”;
Julgavas-te ó criatura
Neste mundo sem igual
Pensavas não ter rival
A ti mesma te enganaste
Os homens a quem amaste
Não dão remédio ao teu mal!
Autor: Joaquim António Botas- nascido em 15-10-1911 no Maranhão ( Monte da Covada)
quinta-feira, 16 de julho de 2009
ASSIM, NÃO! ( I )
Foto: A Fonte Nova...tem tanto de bonita como de desprezada..."
Foto 2: " Agora serve de cemitério de pneus..."A “FONTE NOVA”, apesar do nome, já foi construída no século XVIII, mais precisamente em 1787. Situada na encosta que dá acesso a Avis pelo topo Este, é uma fonte que tem tanto de bonita como de desprezada. Como as fotos demonstram, a parte dianteira da mesma encontra-se com difícil acesso dada a quantidade de erva que cresceu naquele local. Por sua vez, da parte de trás, encontra-se um tanque que serviu em tempos de lavadouro público. Agora serve de “cemitério” de pneus que um qualquer inimigo do ambiente resolveu lançar lá para dentro, encontrando-se a água putrefacta e imprópria para ser utilizada. É pena que um monumento com tantos anos de existência apresente o aspecto de desleixo que está à vista de todos.
Deixamos o registo e o grito de alerta no sentido de se fazer uma limpeza àquele local, o que, em nosso entender, até não será muito dispendioso nem moroso.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
CESTAS DE POESIA ( LXXVI)
Vou falar com o padeiro
Vou falar com padeiro,
Vou falar com o padeiro
Vou falar com o padeiro!
i
Mal empregado cão
Não ser mais pequenino
Fazia melhor jeitinho
Não comia tanto pão;
Aquilo era uma grande ração
Ainda me entra no “migalheiro”
Eu não vi no mundo inteiro
Ás vezes até me deixo rir
Enquanto trouxer o “Manda vir”
Vou falar com o padeiro!
Isto é mesmo do coração
Aos meus amigos vou contar
À “bucha” come-se um pão
Enrola-me dois ao jantar;
Levo os dias a cismar
Conto a qualquer cavalheiro
Era liberal e ligeiro
Era muito bem mandado
Mas não me chega o aviado
Vou falar com o padeiro!
Eu já disse ao meu patrão
Que me levantasse o ordenado
Se não vou-lhe deixar o gado
Que eu não posso com a pensão
Não ajunto um tostão
Nem que ande um ano inteiro
Meu ditado é verdadeiro
Vivo no mundo sem alegria
Pois não me chega a “comedia”
Vou falar com o padeiro!
Há-de ser o que deus quiser
Vou-me aventurar para perder
Eu já não ganho p’ra comer
Nem p’rós filhos nem p’rá mulher;
Ele come tudo o que houver
Vou-me deixar de ganadeiro
Trabalhar sem juntar dinheiro
É só dar tombos na vida
Tenho uma estrada seguida:
Vou falar com o padeiro!
Autor : Adísio Engrácio dos Santos/Figueira e Barros/Avis
quinta-feira, 9 de julho de 2009
MUDANÇAS NO COMANDO
Para ambos “ DO CASTELO” deseja as maiores felicidades quer a nível pessoal quer a nível profissional.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
ASSIM, SIM! (II)
Foto: "A DARDICO tem novo visual publicitário..."A DARDICO tem novo visual publicitário assim a modos como os das grandes cidades.
Assim, sim!
Pena é não haver outras “dardicos” por estas bandas…
segunda-feira, 6 de julho de 2009
ASSIM, SIM!
Foto 1: " ...as ervas estão cortadas..."
Foto 2 : "...dois traços descontinuos já permitem a entrada directa no cemitério de Avis."Regista-se.
domingo, 5 de julho de 2009
PORQUE A GRIPE A É UM PERIGO REAL...
sexta-feira, 3 de julho de 2009
CESTAS DE POESIA ( LXXV)
Abalei da minha terra
Abalei da minha terra;
Abalei da minha terra
Abalei da minha terra!
Adeus Figueira malvada
Ao que havias de chegar
Um homem para trabalhar
Ter que ir p’ra borda d’água;
Minha ideia está fisgada
E direito que nem uma vela
Em ouvindo dizer àquela:
Não faz cá mais do que um ano
Pregaram-me um grande engano
Abalei da minha terra!
Depois do rebanho contado
E eu com muita opinião
Volto e digo p’ró patrão:
Para onde é que vai o gado?
Passe além aquele valado
E dê volta àquela serra,
Você não faça caso dela
Que ela é ruim de abocar...
E ao que eu havia de chegar
Abalei da minha terra!
Um dia por me descuidar
E deixar comer um repolho
Veio um gajo cego dum olho
Com um cajado a querer-me matar:
Tu deves te enganar
Vens meter teu peito em guerra
Pareces uma “escaravela”
Se te pego com uma mão
Dá-me um choque no coração
Abalei da minha terra!
Eu sozinho e mais ninguém
Nesta casinha a dormir
Pois formigas matei mil
E ratos contei cem;
Isto mesmo é que convém
Mas ai que vida tão bela
Fui-me ver dentro de uma tigela
Contei dezanove aranhões
Volto e digo para os meus botões
Abalei da minha terra!
Autor: Adísio Engrácio dos Santos/Figueira e Barros (Avis)
quarta-feira, 1 de julho de 2009
PORTALEGRE ESTÁ MAIS PRÓXIMO
Como diria um insigne dirigente deste país: - A partir de agora, ir a Portalegre, via Monforte, “JÁMÉ”!
terça-feira, 30 de junho de 2009
Faça-se justiça: PRENDAM-ME!
Foto: "A maioria daquele precioso néctar virou vinagre."
Foto: ..."fotografia aérea."Vou confessar publicamente um crime que cometi, esperando que esta minha confissão sirva de atenuante na decisão final dos jurados. Passo a relatar os factos:
Possuo, ou melhor julgava que possuía, uma garrafeira invejável: devidamente acondicionadas nos seus “buracos” mais de 400 garrafas faziam as delícias de todos quantos para elas olhavam e não raras vezes me diziam: - Já não as consegues beber todas…
Pois bem. Ontem resolvi dar uma volta às minhas garrafinhas e cheguei à conclusão que assassinei nada mais nada menos que:
- 37 Garrafas de Abreu Callado (algumas de reserva) dos anos de 1976 a 1988
- 27 Garrafas de Reserva de Reguengos de Monsaraz dos anos de 1975/1976
- 3 Garrafas de Redondo
- 1 Garrafa Encostas do Enxoé
- 2 – Garrafas de vinho verde
- Uma quantidade indeterminada de garrafas de vinho, por mim engarrafado, nos anos 80 e proveniente da Abreu Calado, altura em que era ali vendido vinho em garrafões.
Nas fotos acima a prova do meu crime: as garrafas encontram-se meias, pois que a outra metade ou se evaporou ou se entornou, apesar de rolhadas como se comprova pela fotografia “aérea”. A maioria daquele precioso néctar virou…vinagre.
Publicamente peço perdão ao José Ribeiro, dedicado adegueiro que tanto se tem esforçado na Adega da Fundação para que os vinhos ali produzidos sejam autênticos néctares dignos de deuses. Os rótulos das garrafas comprovam a autenticidade da antiguidade dos vinhos agora transformados em vinagre.
Peço a quem me julgar que me aplique uma pena leve, de serviços à comunidade, que poderão passar, por exemplo, por ter que beber, logo que possível, as restantes mais de trezentas e trinta garrafas que ainda repousam na minha garrafeira.
Mas será que este crime tem perdão?
domingo, 28 de junho de 2009
PELA NOSSA SAÚDE!
Recebi, via CTT, duas folhas dedicadas à saúde: a MESTR’EM SAÚDE de Junho de 2009 e o Nº 14 da FOLHA INFORMATIVA DO CENTRO DE SAÚDE DE AVIS, o que desde logo é digno de registo.
A primeira é um projecto da responsabilidade da Turma do 9ºA da E.B. Mestre de Avis, é distribuída como suplemento da segunda e congratulo-me com o facto de, apesar de o ano lectivo terminar, a folha ter continuidade, de acordo com os desejos expressos dos alunos que agora vão encarar novos desafios académicos. É de leitura fácil e bastante interessante. Parabéns a todos que nela participaram.
A segunda é da responsabilidade do Centro de Saúde de Avis e devo confessar que a leio sempre de fio a pavio. Como habitualmente vem recheada de ensinamentos em saúde, e é sempre agradável aprender sobre coisas que possam contribuir para um equilíbrio cada vez mais saudável.
Em relação a esta folha, não deixa de ser curioso o facto de nela se referirem as chegadas e as saídas para outros postos de trabalho dos profissionais de saúde que vão chegando e vão partindo e – admito que me tenha passado – não li uma só linha a referir o facto de no prazo de menos de uma ano terem saído por aposentação, nada mais nada menos que quatro elementos que durante muitos anos trabalharam no nosso Centro de Saúde. Estou-me a referir concretamente a duas Enfermeiras (uma delas com funções de chefia), uma chefe Administrativa, e uma Auxiliar de Acção Médica. Esta gente não mereceria uma menção na Folha ou será que a sua actuação profissional durante as várias décadas em que trabalharam no Centro de Saúde de Avis foi de tal modo negativa que não justificam essa referência? Possivelmente será essa a razão ou, como acima admito, fui eu que li mal ou não me apercebi da informação em anteriores folhas informativas. O futuro e o presente são essenciais, mas estes só são possíveis cimentados no passado.
Coitado, dizia o meu avô, (Deus lhe tenha a alma em descanso) que foi um homem que bebeu muito chá em pequenino, dizia ele que, se é importante e de boa educação darmos as boas vindas a quem chega a nossa casa, é igualmente importante quando alguém nos deixa despedirmo-nos quer seja com um “até um dia” quer seja com um “até sempre”…
Pois, que venham as próximas folhas!
sexta-feira, 26 de junho de 2009
CESTAS DE POESIA (LXXIV)
Seja como for, vamos atribuir-lhe, embora sem certezas absolutas, a autoria das seguintes décimas:
Mote:
Essa mulher para mim morreu
Essa mulher para mim morreu
Essa mulher para mim morreu
Essa mulher para mim morreu
I
Não admito a ninguém
Conversas a esse fim
Que era mulher para mim
Já hoje valor não tem;
Para mim não me convém
Que sem razão me ofendeu
De mim não se compadeceu
Com uma dor tão sentida
Por isso direi toda a vida
Essa mulher para mim morreu!
II
Eu não posso mesmo a mangar
Que me falem em tal criatura
Para que não sirva de censura
Por onde quer que eu passar;
Isto tinha que acabar
Disto o culpado fui eu
Meu pobre coração sofreu
Uma paixão tão custosa
Não me falem mais na Rosa
Essa mulher para mim morreu!
III
A todos conheci vontade
Que eu amasse essa rosinha
Mas só ela é que não tinha
Nem de mim uma saudade;
Amava-a com lealdade
E o cravo dela era eu
De mim não se compadeceu
Da minha dor tão sentida
Direi para toda a vida
Essa mulher para mim morreu!
IV
Na primeira vez que a vi
Na verdade fiquei louco
Afinal durou pouco
Que eu depressa aborreci;
O amor que por ela senti
Foi coisa que não me prendeu
Tão depressa me esqueceu
São quase ânsias de morte
Juro pela minha boa sorte
Essa mulher para mim morreu!
Autor: Rodrigão – Benavila
terça-feira, 23 de junho de 2009
ESTÁ O "BALHO" ARMADO!

Foto: "São já bem visíveis as obras de requalificação no Largo do Convento..."
É verdade: o “balho” está armado!
São já bem visíveis as obras de requalificação do Largo do Convento, em Avis. Ainda não são audíveis os comentários de desaprovação das mesmas porque elas ainda não dão para entender como é que as coisas vão ficar. Mas esperem-lhe pela pancada.
A julgar pelo que ouvi e continuo a ouvir dizer em relação às modificações da Serpa Pinto, não tenho dúvidas de que se houvesse alguma hipótese credível do poder democraticamente cá instalado ser alterado, estas obras teriam sido adiadas por uns meses. Assim…vamos esperar para ver …ouvir...e depois contar.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
HÁ DIAS LIXADOS!
Foto 2 - "...ter que percorrer cerca de 1140 macieiras com um pulverizador de 16 litros ..."O passado sábado foi um desses dias (lixados).
Perante ordens entretanto recebidas, às cinco da manhã rumo ao trabalho agrícola. Vejam só: agora que sou velho, virei “jovem agricultor”. E o sábado de sonho virou sábado de pesadelo: ter que percorrer cerca de 1140 macieiras com um pulverizador de 16 litros de água às costas, barreiras acima, barreiras abaixo, sob uns bem medidos 37/38 graus às duas da tarde, garanto-vos que não é nada encorajador. De mais a mais para quem pensava ir para o fresquinho do Auditório…Mas a verdade é que os piolhos verdes tinham atacado e havia que exterminá-los. Não é por serem verdes, até podiam ser aranhiços vermelhos que tinham que levar o mesmo tratamento. A vida do campo é muito dura, óh se é…
Quase que apostava que ainda alguém me vai dizer que estou todo morenaço e que devo ter ido passar o fim-de-semana à praia. Vai uma aposta?
Como tudo que nasce torto acaba torto, terminei a noite a ouvir em directo e a cores (a preto e preto) os Buraka Som Sistema, "Os Buraka" para os amigos. Que mais me irá ainda acontecer???
Domingo a realidade amenizou com coisas boas: O meu amigo MANEL está a recuperar bem e em princípio terça-feira já cá está e isso é que é deveras importante. Os Abelterium encheram-me as medidas com aquela série de fados que cantaram no encerramento da Feira do livro de Avis.
Não há mal que sempre dure…
sexta-feira, 19 de junho de 2009
CESTAS DE POESIA ( LXXIII )
“Sei que você se interessa por estas coisas da poesia popular e eu há dias descobri umas décimas do meu pai. Veja lá se as quer…o meu pai quando as fez tinha já 84 anos.”
Quem me disse isto foi o Sr. Luís Borges Rosado em 27 de Agosto de 2004. Em boa hora eu as quis. O seu pai chamava-se JOÃO ROSADO SALVATERRA. O que escreveu e o seu filho me deu é o que eu deixo agora à vossa consideração:
Mote:
Vivo junto da saudade
Junto dela vou morrer,
A saudade é tão forte
Que eu não a posso vencer!
Diz-me linda saudade
O que vens aqui fazer
Eu desejava saber
Tu diz-me e fala a verdade
Não venhas com falsidade
Que é para eu te acreditar
Não penses em me enganar
Magoas-me o coração
Já não suporto a situação
Vivo junto da saudade!
Tenho no peito a saudade
De quem vou-lhes dizer
Meu pai e minha mãe quero ver
Mas não tenho essa liberdade
No desejo da amizade
Nunca pode acontecer
Não temos esse poder
Todos sabemos que não
Com a saudade na mão
Junto dela vou morrer!
Linda e velha saudade
Eu para ti vou falar
Tanta vez me anda a lembrar
Os risos da mocidade
Passam com facilidade
Tornar cá era uma sorte
Vamos indo até à morte
É este o meu entender
Mais uma vez te vou dizer
A saudade é tão forte!
Passa bem linda saudade
De ti me vou despedir
Quem te mandou aqui vir
Quem tem essa liberdade
Ouve cá linda saudade
Isto que te vou dizer
Tens em ti grande poder
Mas muitos dizem que não
Ficas no meu coração
Que eu não te posso vencer!
Autor: João Rosado Salvaterra/Avis (feito aos 84 anos - já falecido)
terça-feira, 16 de junho de 2009
segunda-feira, 15 de junho de 2009
HAJA SAÚDE, HAJA FESTA, AMANHÃ E SEMPRE!
Por nos ter sido solicitado a sua divulgação, passamos a transcrever o seguinte:
FESTA DA SAÚDE 2009 / 16 DE JUNHO
OBJECTIVO: TRADUZIR O CONCEITO DE SAÚDE/DINAMISMO/PARTICIPAÇÃO ACTIVA
ORGANIZAÇÃO: AGRUPAMENTO VERTICAL DE ESCOLAS DE AVIS/GRUPO PES
LOCAL: ESCOLA BÁSICA 2, 3 MESTRE DE AVIS
ABERTURA : 10 HORAS
CORAÇÃO HUMANO A BATER AO RITMO DOS BOMBOS
. ACTIVIDADE FÍSICA E DANÇA
. AMBIENTE
. AFECTOS/EDUCAÇÃO SEXUAL E HIGIENE
. SEGURANÇA
. CULTURA E MÚSICA
. ALIMENTAÇÃO
. DANÇAS COLECTIVAS – LUDOTECA-NO PÁTIO
domingo, 14 de junho de 2009
VÂNDALOS EM AVIS - HÁ QUE ELIMINÁ-LOS!
Continuando a sua troca de experiências culturais, a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural trouxe hoje até Avis uma “embaixada” de 43 elementos da Universidade Sénior de Beja. É sempre interesse da Associação mostrar o que de melhor temos para exibir.
“DO CASTELO” soube do insólito e quis testemunhar o que se passava. Para atestação fica a foto. Bom seria poder publicar aqui a foto da cara de quem fez estes serviços nas escadas de acesso á Torre, depois da dita cara ter sido bem esfregada na porcaria que ali fizeram.
Com vândalos assim, é muito difícil fazer o quer que seja para bem da nossa terra. Se o único remédio é eliminar este energúmenos, pois que se eliminem nem que para tal se tenham de usar meios violentos.
sábado, 13 de junho de 2009
A NOITE DE SANTO ANTÓNIO FOI DE "OS AVISENSES"
Foto: "A noites de Santo António em Avis pertenceu inteiramente ao Clube de Futebol Os Avisenses"A noite de Santo António em Avis pertenceu inteiramente ao “Clube de Futebol os Avisenses” que organizaram os festejos no largo junto ao Pelourinho. Todos sabemos das dificuldades porque passam “Os Avisenses” mas a vontade indómita de três ou quatro pessoas tentam, a todo o custo, evitar o seu encerramento definitivo. A perseverança e força de vontade podem muito e estou em crer que estes lutadores conseguirão os seus intentos.
O nosso povo gosta destes eventos. E é ver como nestas alturas até se esquece a crise, se convive, se dança e se ri. As sardinhas assadas pedem umas imperiais que a noite além de quente é de festa. O Palhinhas Caldeira, como lhe é apanágio, não se faz rogado nos”toques” e os pares não se fazem rogados nas danças. A alegria no ar pude-a eu próprio constatar pessoalmente no local da festa. A todos aqueles que, voluntariamente, com sacrifício das suas próprias vidas pessoais (oh! Se eu sei o que isso é!!!!) se dedicaram à realização deste evento os meus parabéns. Todos merecem felicitações e como não sei o nome de todos, todos estão incluídos neste três nomes: António Pinto Silva, José Luís Garcia Nunes Leão e Jorge Manuel Pereira Palma.
Só mais uma coisa que testemunha o meu apreço pela organização desta noite de Santo António pelos “Os Avisenses”. Hoje de manhã passei pelo recinto das festas e estava tudo impecavelmente limpo: nada de copos no chão, nada de espinhas de sardinhas espalhadas, nada de guardanapos ao vento. Quem não soubesse o que acontecera, não concluiria de modo nenhum o que ali se passara na noite anterior. Até nisso a rapaziada de “Os Avisenses” foram grandes! Parabéns.
Descendo a António José de Almeida, na zona em frente da barbearia do Mestre Orlando o inverso: dezenas de copos de plástico deitados lá de cima, das grades, devam um ar de desmazelo à vila e mostravam o grau de civismo de muitos dos nossos jovens da noite. Se isto era por baixo das grades, como seria por cima?
Quem duvidar que passe por lá ainda hoje e veja com os seus próprios olhos.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
CESTAS DE POESIA ( LXXII)
ANTÓNIO CARRILHO já faleceu há alguns anos. Consta que era um bom poeta popular. Era pai do meu amigo Manuel Carrilho e irmão, de João Joaquim Carrilho, igualmente amigo, que me deu as décimas que hoje publico nesta “Cestas de Poesia”. Pena que não haja muito mais obras registadas deste poeta.
Eis o que me deram:
Adeus fiel esposa querida
Eu vou fazer a operação,
Digo-te adeus para toda a vida
Não sei se volto se não!
Digo-te adeus a chorar
Tu pede a Deus que me ajude
Vou à Casa de Saúde
Para ver se a posso alcançar
Se eu nunca mais cá voltar
Faço a minha despedida
A minha viagem é comprida
Eu vou-me arriscar à morte
Voltar cá é uma sorte
Adeus fiel esposa querida!
Se em casa tenho ralhado
Muitas vezes sem razão
Desculpa e dá-me perdão
Que o mal é que era o culpado
De sofrer estou magoado
Nos músculos sinto a prisão
As forças faltando estão
Sinto o mal a bracejar
Para ver se me posso salvar
Eu vou fazer a operação!
Faz sempre por te animar
E anima os nossos filhinhos
Dá-lhe criação e carinhos
Que Deus é que te há-de pagar,
Quando eles em mim falar
Depois da minha partida
Diz-lhe que falta uma carta lida
Só o tempo a pode ler
Posso eu para lá morrer
Digo-te adeus para toda a vida!
Para mim era uma riqueza
Se ainda me visses curado
Não me importo ser colocado
Sobre uma fria marquesa
Falo-te esposa com franqueza
Com muita dor e paixão
Os dias passando vão
Eu sofro constantemente
Digo-te adeus para sempre
Que não sei se volto se não!
Autor: António Carrilho
segunda-feira, 8 de junho de 2009
ACONTECEU...NO DIA EM QUE VOCÊ NASCEU!!!!
Talvez que já se tenham alguma vez perguntado sobre quais as notícias mais significativas que terão ocorrido no dia em que vocês nasceram (obviamente para lá do vosso próprio nascimento). Pois “DO CASTELO” faculta-vos aqui e agora, a hipótese de vocês saberem, através de um jornal aquilo que sempre quizeram saber.
É muito giro, interessante e extremamente simples. Bastará clicar aqui:http://www.jornaldoaniversario.com/ e seguirem as instruções. Se nasceram em dia de eleições até terão lá os resultados….
Quem é amigo, quem é?
sábado, 6 de junho de 2009
AVIS EM ALTA!
Foto: "EUCLIDES PAIS...dirigiu 20 jovens num concerto que agradou..."Numa altura em que Avis tem andado tão em baixo, sendo mesmo notícia de jornais por motivos que em nada nos dignificam, é com redobrado prazer que aqui noticiamos que nos Jogos Culturais de Montargil, ocorridos esta tarde, Avis esteve em alta por duas vezes. EUCLIDES PAIS, distinto avisense e professor musical, dirigiu 20 jovens num concerto que agradou e encantou todos que estiveram presentes nesta cerimónia. Este Grupo de jovens dá pelo esquisito nome de "Lagartos e Companhia". Vá lá saber-se porquê...
O nosso “conterrâneo” Fernando Máximo foi distinguido com o 8º lugar na modalidade de quadra que, segundo os organizadores, teve mais de trezentas a concurso.
Reproduz-se a quadra premiada, acrescentado que o tema a concurso, dado pela Organização, era "A Família"
Uma família completa
Tem sempre um pai e uma mãe,
Mas será muito incompleta
Sem ter muito amor também
sexta-feira, 5 de junho de 2009
CESTAS DE POESIA (LXXI)
Começarei esta semana com um trabalho que recolhi de um homem que não fazia poesia mas sabia algumas décimas de cor. Tinha por hábito passar as tarde nos bancos que circundam as instalações da antiga Moagem. E foi precisamente ali, numa tarde em que fui até lá para lhe ler a ele e alguns companheiros que ali se encontravam uns versos, que ele me disse que também sabia umas décimas que aprendera em cachopo. Disse-as e eu escrevi-as. Em boa hora, digo-o agora.
O nome deste amigo era DOMINGOS ROSA DA SILVA.
Foi pois o meu amigo Domingos que me ensinou as seguintes décimas:
MEU DESTINO ERA CHORAR,
SE ME QUISERES VER UM DIA
VEM À VIDA MILITAR!
I
ANDA UMA MÃE UM FILHO CRIANDO
COM PRAZER E ALEGRIA
EM CHEGANDO ÀQUELE DIA
PEGAM NELE E VÃO ANDANDO,
FICA A POBRE MÃE CHORANDO
RECLAMANDO SUA DESGRAÇA
E AS FEZES QUE UMA MÃE PASSA
SE AINDA TEM MAIS UM
JÁ IA NOS VINTE E UM
QUANDO EU FUI ASSENTAR PRAÇA!
II
QUANDO EU ENTREI NO QUARTEL
E QUE CHEGUEI À PARADA
VI SARGENTOS E BRIGADAS
E TAMBÉM TENENTE-CORONEL
VI PENA, TINTA E PAPEL
PR’Ó MEU NOME ASSENTAR
MAS NO LIVRO FUI JURAR
JÁ COM MINHA FÉ PERDIDA
POR NÃO TER GOSTO NA VIDA
O MEU DESTINO ERA CHORAR!
III
ADEUS PAI E ADEUS MANOS
E ADEUS MÃE DO CORAÇÃO
DEITE-ME A SUA BENÇÃO
QUE EU VOU PARA OS TIRANOS
CONSIDERE QUE SÃO DOIS ANOS
QUE EU VIVO SEM ALEGRIA
ESTOU NO OITO DE INFANTARIA
NO QUARTEL DE CAÇADORES
TAMBÉM DIGO MEUS SENHORES
SE ME QUISERES VER UM DIA!
IV
TRISTE SORTE FOI A MINHA
MEU PALPITE NUNCA ME ENGANA
FOI A SORTE MAIS TIRANA
QUE EU NO MUNDO CONHECI
A PENSAR QUE JÁ PERDI
NA MINHA TERRA O PASSEAR
E AINDA ESPERO DE ALCANÇAR
A LIBERDADE E PRAZER
SE TIVERES VONTADE EM ME VER
VEM À VIDA MILITAR!
Autor : DESCONHECIDO.
Recolha efectuada junto do Sr. DOMINGOS ROSA DA SILVA/AVIS ( 84 anos) em 17.04.2004
quinta-feira, 4 de junho de 2009
P'RÓ MARANHÃO
O MEU LÁPIS
Tenho um lápis com que faço
Dos meus versos, o borrão;
Ele é um amigalhaço
Que eu encontro sempre à mão.
Tenho pena de gastá-lo,
Por ser tão meu amiguinho;
Sempre que vou afiá-lo
Perco dele um bocadinho!...
Os golpes que já lhe dei
Sem queixas foi suportando;
Nada me diz, mas eu sei
Que aos poucos o vou matando.
De cada vez que o seu bico
Se desfaz na minha mão,
Eu confesso bem que fico
Sofrendo por compaixão.
Era esbelto, era fino,
‘screvia com perfeição;
Agora é tão pequenino
Que nem o acho na mão!...
Sempre que nele pegava
Fazia quadras bem feitas;
Era ele quem me ajudava
A fazer rimas “direitas”.
Já não me pode ajudar,
Tão reduzido ele está;
Tenho de o abandonar,
Já deu tudo, mais não dá!...
Deu o seu todo escrevendo,
Muitos versos escreveu!...
Pouco a pouco foi morrendo,
Foi p’ra isso que nasceu!...
É o fim que tudo tem,
Desde que no Mundo entre;
Qualquer dia eu vou também
Atrás do lápis p’ra sempre!...
Quando isso acontecer,
Após chegar o meu fim,
Fiquem os versos p’ra ler,
Feitos por ele e por mim!...
PARA OS MELHORES LEITORES DO MUNDO!
Diga-me lá: alguma vez imaginava ter mais de 10.000 canções à mão de semear? Pois é isto que lhe quero e vou oferecer, leitor(a) amigo(a).
Peço-lhe para fazer um teste. Vá aos anos da sua juventude e recorde as músicas que o ajudaram a sonhar e a viver. Depois vá a 2008. Saque qualquer "balada". Compare. Se não ensurdecer ou se passar da cabeça está cheio de sorte. DIVIRTA-SE e recorde.
Recordar pode ser uma forma muito grata de VIVER...
VIVA, clicando aqui:
http://www.planetarei.com.br/100anos/index.htm
terça-feira, 2 de junho de 2009
É SEMPRE BOM LEMBRAR
Desculpe o meu caro colega vir meter a foice em seara alheia mas penso que será bom lembrar o Grupo dos 24 que nos encontramos em plena campanha de captação de … fotografias para o projecto 24x24x24. Não deixem o trabalhinho para os últimos dias porque depois pode já ser tarde demais. Eu por mim já comecei hoje e já compreendi que a minha é uma hora muito ruim. Mas alguma coisa se há-de arranjar.
Ah!Ah! você já nem sabe qual é a sua hora? Então vá aqui: http://omaranhao.blogspot.com/2009_05_01_archive.html e relembre-a no post do dia 15 de Maio.
Boas fotos!
SANTOS DE CASA...CONCLUSÃO!
Profª Margarida …………11 votos
Prof. Simão……………… 8 votos
Brancos………………….. 2 votos
Como podemos ver manteve-se a votação no Prof. Simão e um dos então três “amorfos” compreendeu que se estava naquele lugar era para votar em alguém e não para votar em branco. Realmente se nem sabem em quem votar que estão lá a fazer? Só havia dois candidatos cada qual com seu programa. Era assim tão difícil escolher o menos mau, ou por outras palavras, o melhor?
Adivinhava-se este resultado duma votação que não deixou de ter um certo suspense e factos curiosos. Será verdade que houve um “parceiro” que disse que votaria onde a Câmara votasse? Isso é que é ter convicções para não lhe chamar outra coisa... E quem começasse a criticar severamente uma das candidaturas e depois num volte-face sensacional acabasse por admitir publicamente que afinal votaria em quem criticara tão severamente?
Reitero os meus parabéns à Professora Margarida Neves, a grande vencedora, e penso que agora é altura de todos recolherem as espadas e todos, repito, todos, envidarem esforços para que a escola desempenhe a sua missão sempre no superior interesse das crianças e jovens.
A ver vamos.
sábado, 30 de maio de 2009
E OS OUTROS????
sexta-feira, 29 de maio de 2009
CESTAS DE POESIA (LXX)
Tudo tem um fim. Infelizmente, acrescentamos. E com a “sesta” de hoje chega ao fim a colaboração do Sr. JOAQUIM HONÓRIO DE OLIVEIRA LOBATO, mais conhecido por JOAQUIM MARTINHO, residente que é em Aldeia Velha de Santa Margarida. A obra não ficou esgotada. Tenho em meu poder mais poesias que poderia publicar e há ainda mais umas quantas que estão em poder do autor. Mas temos que dar a vez a mais poetas da nossa terra e, quem sabe, de outras terras.
Certamente que o Sr. JOAQUIM LOBATO já não terá avó, que é a pessoa que melhor nos gaba. E vai daí ele próprio se pronuncia favoravelmente, leia-se “gabar-se”, da sua veia poética.
Para este amigo o obrigado “DO CASTELO” e votos de que continue a escrever muito e sempre com muita inspiração.
Ora aí vai a última:
O que ele se havia de lembrar
Ao Máximo e ao Muacho
Uma poesia lhe dedicar
Ser compositor é ser poeta
Ser poeta de improviso
Colocar os pontos onde é preciso
E ter as palavras certas
Compor é ser poeta
Ser poeta como eu sou
Um sábio me perguntou
Qual a minha nacionalidade
A mentir falei verdade
Olha o que o Lobato se lembrou
Haja qualquer estadista
Faça obra como esta
Põe para o lado o que não presta
Quando faço uma revista
Haja qualquer modista
Que me venha provocar
Até o posso ensinar
No que faço sou perfeito
Haja quem ponha defeito
Do que ele se havia de lembrar
Alguém me apontou
Foi o que mais me doeu
Mas que figura sou eu
Para ser aquilo que sou
Os que vão para onde eu vou
Hão-de dar os mesmos passos
Fazem o mesmo que eu faço
E vou anunciá-los
E de quem eu vos falo
É do Máximo mais do Muacho
Vejo a figura que fiz
Vejo a figura que faço
Falando do Dinis e do Máximo
Agora fico por aqui
Foi este caminho que segui
Por aqui vou parar
Eu os quero elogiar
Por tudo o que têm feito
Penso à noite quando me deito
Uma poesia lhes dedicar
Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 2008
SANTOS DE CASA ...II
quinta-feira, 28 de maio de 2009
SANTOS DE CASA...
Prof. MARGARIDA NEVES ...... 10 VOTOS
Prof. SIMÃO VELEZ.................... 8 VOTOS
Brancos............................................3 VOTOS
À Professora Margarida, "DO CASTELO" endereça sinceras felicitações.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
AMANHÃ HÁ CAFÉ COM LETRAS
CONVITE
Porque é importante a... união europeia?
Dia 7 de Junho – Eleições para o Parlamento Europeu. União Europeia. Comissão Europeia. Parlamento Europeu. Euro. Banco Central Europeu. Eurocratas. Tratado de Lisboa. Tratado de Roma. Tratado de Nice. Tratado de ... Eleições, dia 7 de Junho.
6, 12, .... 27 países. O que é esta Europa?
É este o tema do “Café com Letras” no próximo dia 28 DE MAIO DE 2009 (quinta-feira).
Temos, pois, o grato prazer de o(a) convidar a assistir a esta conferência que se realiza na sede da ACA-AC, sita na Praça Serpa Pinto, n.º 11 em Avis, pelas 18 horas e que terá como conferencista MIGUEL ROCHA DE SOUSA, docente da Universidade de Évora.
“Café com Letras” é uma iniciativa da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural.
Avis, 24 de Maio de 2009.
A Direcção da ACA-AC
terça-feira, 26 de maio de 2009
Ainda sobre o FAZIGUAL
"Caros amigos
Fico muito grata pela homenagem que prestam ao trabalho do FAZIGUAL.
Apenas uma correcção, a Prof. Ana Bela Antunes é também do grupo de teatro, só que por razões pessoais e profissionais não pode participar no trabalho deste projecto PANOS.
Vejam o que o autor do texto «nós numa corda» disse ao Le Monde Diplomatique.
Bem hajam"
segunda-feira, 25 de maio de 2009
AVIS EM ALTA
“DO CASTELO” apresenta os parabéns pelo excelente desempenho a este grupo que tão bem tem elevado o nome de Avis e, para que conste, deixa o registo dos elementos que o compõem. Para além dos já mencionados professores temos: André Pereiro, Andreia Oliveira, Camila Oliveira, Catarina Pechincha, Catarina Salomé, Emanuel Sampaio, Filipa Lopes, Gonçalo Garrinhas, Joana Passadinhas, Mariana Saias, Paulo Roque, Rui Correia.
Para todos vós as maiores felicidades.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
CESTAS DE POESIA (LXIX)
Foto: JOAQUIM MARTINHO durante a sessão de encerramento dos VII Jogos Florais de AvisÉ uma linda freguesia
Temos de lhe dar muita vida
Que ela ao certo não sabia
Ao fundo tem uma escola
Tem ao lado uma piscina
Alguma coisa se ali ensina
E tem um campo de bola
Também tem um bate-sola
Mais acima uma ermida
É uma santa tão querida
Ali onde entra tanta gente
Também tem um presidente
A Santa Margarida
Tem uma casa da Terceira Idade
E tem outra da Junta
O que é preciso lá se pergunta
Atendem de boa vontade
Tem gente de toda a idade
Também tem uma sacristia
Tem tudo o que ela queria
Até serralheiros e padeiros
Calceteiros e pedreiros
Nesta linda freguesia
Tem gente da agricultura
Também tem um sapateiro
Mais acima um barbeiro
E um varredor de ruas
Ela faz sempre das suas
É uma terra condoída
Ela não está esquecida
Pelos residentes e naturais
Todos juntos não são demais
Para lhe dar muita vida
Tem muita falte dum lar
Também tem um taxista
Tem os Barracões à vista
E a Casa do Povo para reuniões organizar
Tem tudo para apresentar
Tem cafés e pastelaria
Supermercado e padaria
E engenheiros e professores
Enfermeiros e doutores
Que ela ao certo não sabia
Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 2000
terça-feira, 19 de maio de 2009
ESTA ATÉ PARECE ANEDOTA
Ora a nossa amiga L.M.C. teve necessidade de ir a uma consulta da perna esquerda ao Hospital de S. João de Deus em Montemor-o-Novo, tendo para tal requisitado uma credencial para o transporte através de uma ambulância, o que lhe foi facultado aqui em Avis. Acontece que no hospital se recusaram a carimbar a credencial visto que a consulta era da perna esquerda e como tinha sido operada pela ADSE, não tinha direito a transporte e ainda tinha que pagar a parte da consulta que a ADSE não cobriu. E foi o que teve que fazer. Se fosse consulta da perna direita já teria direito a ambulância e não pagaria consulta.
Esta situação é no mínimo curiosa, para não dizer outra coisa.
Menos mal que a senhora não tem três pernas (lagarto, lagarto, lagarto…) se não às tantas ainda era operada à terceira por outro qualquer subsistema de saúde, talvez os SAMS quem sabe…
Ele há cada uma!
segunda-feira, 18 de maio de 2009
UMA PEQUENA GRANDE PRECIOSIDADE
domingo, 17 de maio de 2009
AMIGOS DE AVIS "ARRANCAM" MAIS UM ÊXITO A NÍVEL NACIONAL!
Jogos Florais de Avis - Parte 1
Jogos Florais de Avis - Parte 1
Jogos Florais de Avis - Parte 2
Jogos Florais de Avis - Parte 2
Jogos Florais de Avis - Parte 3A cerimónia de encerramento dos VII Jogos Florais de Avis foi mais um êxito da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural. A referida cerimónia foi composta por três partes, a saber:
Parte 1 – Perante uma mesa composta por Francisco Alexandre, Presidente da ACA, Leonor Xavier em representação da Câmara Municipal de Avis, Manuel Piteira, Presidente da Junta de Freguesia de Avis e por Maria Albertina Dordio e José da Silva Máximo como membros do Júri, procedeu-se à proclamação dos vencedores e à distribuição dos respectivos prémios.
Parte 2 – Margarida Monteiro em Flauta, acompanhada à viola por Sérgio Godinho, deliciaram a assistência com um concerto que por certo durante muito tempo não vão esquecer.
Parte 3 – No salão da Junta de Freguesia foi declamada poesia por quem o desejou, sendo simultaneamente servido um lauto lanche, que serviu de pretexto para sãos momentos de convívio.
De registar que um concorrente, vindo de Faro, declarou a “DO CASTELO” que os Jogos Florais de Avis, a par dos da Fuzeta, são dos melhor organizados a nível de todo o país. Por certo que isto deve encher de orgulho a ACA e todos aqueles que nela colaboram.
Parabéns!
sexta-feira, 15 de maio de 2009
CESTAS DE POESIA (LXVIII)
É uma linda freguesia
Temos de lhe dar muita vida
Que ela ao certo não sabia
Ao fundo tem uma escola
Tem ao lado uma piscina
Alguma coisa se ali ensina
E tem um campo de bola
Também tem um bate-sola
Mais acima uma ermida
É uma santa tão querida
Ali onde entra tanta gente
Também tem um presidente
A Santa Margarida
Tem uma casa da Terceira Idade
E tem outra da Junta
O que é preciso lá se pergunta
Atendem de boa vontade
Tem gente de toda a idade
Também tem uma sacristia
Tem tudo o que ela queria
Até serralheiros e padeiros
Calceteiros e pedreiros
Nesta linda freguesia
Tem gente da agricultura
Também tem um sapateiro
Mais acima um barbeiro
E um varredor de ruas
Ela faz sempre das suas
É uma terra condoída
Ela não está esquecida
Pelos residentes e naturais
Todos juntos não são demais
Para lhe dar muita vida
Tem muita falte dum lar
Também tem um taxista
Tem os Barracões à vista
E a Casa do Povo para reuniões organizar
Tem tudo para apresentar
Tem cafés e pastelaria
Supermercado e padaria
E engenheiros e professores
Enfermeiros e doutores
Que ela ao certo não sabia
Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 2000
quinta-feira, 14 de maio de 2009
SÁBADO HÁ JOGOS FLORAIS
Começando a ser preparados em Outubro os Jogos têm o seu epílogo com a cerimónia de distribuição de prémios e proclamação dos galardoados que ocorre sempre no terceiro sábado de Maio. Daí que a cerimónia de encerramento dos VII Jogos Florais de Avis recaia este ano no dia 16 de Maio, ou seja, no próximo sábado.
Com início marcado para as 14 horas e 30 minutos no Auditório Municipal Ary dos Santos, em Avis, da mesma fazem parte a leitura das obras premiadas, cujos autores estejam presentes ou se façam representar e ainda um momento musical que este ano estará a cargo da Jovem Flautista avisense MARGARIDA MONTEIRO. Depois do concerto de flauta haverá ainda no Salão da Junta de Freguesia um convívio aberto a todas as pessoas, com entrada livre, onde além de se poder declamar a poesia que se quiser e por quanto tempo se quiser, se poderá ainda retemperar as forças com um beberete oferecido pela organização deste evento, com produtos genuinamente da nossa terra, desde o pão aos vinhos.
Se já estão asseguradas presenças de pessoas vindas de Coimbra, Montemor-o-Velho, Lisboa e Carcavelos, entre outros lugares, porque é que você que mora aqui em Avis não há-de lá ir dar uma espreitadela? Verá que não se vai arrepender.
Vá e leve um amigo.
terça-feira, 12 de maio de 2009
FINALMENTE A ÁGUIA!
domingo, 10 de maio de 2009
AVIS EM ALTA
Como é hábito, o mote foi fornecido pela Organização e este nosso amigo trabalhou-o assim:
Título: POR LAGOS
MOTE:
Busquei em Lagos, o mar
Do meu avô marinheiro.
O Povo que ousou cantar
Teu nome pelo mundo inteiro
(José Francisco Rodrigues)
I
Começa assim esta história:
Era uma vez um barquinho
Com mastros feitos de pinho
Que se chamava “Vitória”…
Se não me falha a memória
Logo depois de o comprar
Aprestei-me a viajar
E, procurando a passagem
P’ra esta minha viagem
BUSQUEI EM LAGOS O MAR…
II
Tendo os ventos a favor
Fui ao sabor das marés
Sem sofrer qualquer revés
Zarpei com muito primor;
Fiz-me ao mar pelo alvor
E comecei meu cruzeiro:
Tracei a rota primeiro
Para saber que fazer
Utilizei o saber
DO MEU AVÔ MARINHEIRO
III
Abordei tantas cidades
Vi tanta gente dif’rente
Mas do rico ao indigente
Com todos fiz amizades;
De todos trago saudades
Por isso hei-de voltar
Ao seu canto ao seu lugar
Para prestar homenagem
A tal gente de coragem:
O POVO QUE OUSOU CANTAR!
IV
Agora estou de regresso
A esta terra sem par
Onde deixei o meu lar
E é para lá que me apresso
Com medo de retrocesso,
Por ser de LAGOS herdeiro
Retorno como um romeiro
Que se sente confortado
Depois de ter espalhado
TEU NOME PELO MUNDO INTEIRO
Pseudónimo: MARINHEIRO DE LAGOS
sexta-feira, 8 de maio de 2009
CESTAS DE POESIA ( LXVII )
Ainda estou bem recordado
De tanto gado que guardei
Agora chegam-me lembranças
Dos tormentos que eu passei
Eu na pobreza nasci
Aos sete anos guardei gado
Andei descalço e esfarrapado
Com umas calcinhas de cotim
Dizia a minha mãe para mim
Ainda estou bem lembrado:
“Olha filho tem cuidado
Com os carapetos nos pés
Dinheiro para sapatos não tens”
Ainda estou bem recordado
Fui ajuda, fui moural
Dormi em barracas sem telhas
Afilhei milhares de ovelhas
Fui pastor profissional
Sempre ganhei um bom provial
Era o uso da lei
Tantas noites que eu pousei
Debaixo de um guarda-chuva
Naquelas noites de chuva
Tanto gado que eu guardei
Às tantas da madrugada
Tinha que eu me levantar
Para as ovelhas empriscar
Naquela vida amargurada
Sempre de costa dobrada
O corpo pouco descansa
Ali ninguém se levanta
Do princípio até ao fim
Tudo aquilo que eu sofri
Agora chegam-me lembranças
Nas noites de temporal
Minha cama era no chão
Fosse de Inverno ou de Verão
Dormia como um animal
Andei por azinhais e chaparral
E tanto que eu trabalhei
Tudo aquilo que eu pude dei
E hoje sinto essa dor
E ninguém me deu valor
Dos tormentos que eu passei
Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 2002
quinta-feira, 7 de maio de 2009
ASSIM NÃO!
quarta-feira, 6 de maio de 2009
A AMIGOS DE AVIZ AO SEU MAIS ALTO NÍVEL!
Para a próxima semana – edição do nº 30 da Folha Informativa “ÁGUIA”
8, 9 e 10 – Participação com “tenda” própria na Feira Medieval de Avis
Dia 10 – 7º CIRCUITO CULTURAL em BTT – Partida 9 horas da Sede. Avis -Ervedal (com visita à Igreja de S. Barnabé) – Benavila (com “reabastecimento" na Senhora de Entre Águas) – Avis
Dia 14 – CAFÉ COM LETRAS (às 18horas na Sede) – SODADE (DE CABO VERDE), por dois alunos cabo-verdianos da Escola Profissional Abreu Callado, de Benavila
Dia 16 – Sessão de encerramento dos VII Jogos Florais de Avis: 14,30 no Auditório Ary dos Santos – distribuição de prémios e concerto de flauta por MARGARIDA MONTEIRO. De seguida no Salão da Junta de Freguesia de Avis lanche e encontro de poetas.
Dia 23 – PROVA DE ORIENTAÇÃO DIURNA, organizada pelo Núcleo de Orientação da ACA- 9 Horas da manhã na Sede.
Dia 28 - CAFÉ COM LETRAS – (às 18 horas na Sede) – PORQUE É IMPORTANTE A UNIÃO EUROPEIA? pelo Prof. Miguel Rocha e Sousa, da Universidade de Évora.
Dia 31 – VISITA AO MUSEU DO PÃO, EM SEIA. Partida às 8 horas junto da Caixa Geral de Depósitos. Inscrições junto da Organização – Sócios e familiares em 1º grau.
terça-feira, 5 de maio de 2009
É A COMUNICAÇÃO SOCIAL QUE TEMOS...
É a comunicação social que temos. Talvez porque a mereçamos.
domingo, 3 de maio de 2009
AVIS EM ALTA
Foto :"Os Ciganos", da autoria do jovem avisense RICARDO CALHAU, ganhou um Concurso de Fotografia a nível nacionalPara o RICARDO ANDRÉ RODRIGUES CALHAU endereçamos os nossos mais sinceros parabéns cientes que este talentoso jovem ainda muito fará para dignificar o nome da terra que o viu nascer.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
CESTAS DE POESIA ( LXVI)
Com as sete plantas matrizes
Cinquenta e duas flores
Com vinte e cinco raízes
Dizem que o mundo é uma bola
Uma esfera de rotações
Voltas dá-as aos milhões
Põe-se o sol, vem a aurora
Quando o sol se vai embora
Alumia um outro mundo
Chega em poucos segundos
Ponho apenas prós lados
Poeta se és afamado
Eu já vi jardins no mundo
Só o sabe Salomão
Quando foi para o Oriente
Abençoava toda a gente
Com a cruz na sua mão
Dirigindo-se a seu irmão
Com o corpo cheio de matrizes
Profeta o que me dizes?
Procurou a Moisés
Poeta diz-me o que é
Com as sete plantas matrizes
Na era de Cristo vem
Quantas gerações pegaram
Foram daí que se formaram
Homens na terra de ninguém
Foi do menino de Belém
Que se formaram homens e doutores
Rufias e pregadores
A Jacob e a Noé
Poeta diz-me o que é
As cinquenta e duas flores
O poder de Deus é tanto
Que faz a terra tremer
Deu ao mundo o saber
Que no universo só há um santo
São Pedro faz o pranto
E Jeremias e Euclides
Os amantes infelizes
Santa Maria e São José
Poeta diz-me o que é
As vinte e cinco raízes
Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
AMANHÃ HÁ CAFÉ COM LETRAS!
É verdade: amanhã, quinta-feira dia 30 de Abril, haverá Café com Letras nos Amigos de Aviz. O tema a debater é deveras interessante e diz respeito a todos nós: A Alimentação na Diabetes. Infelizmente cada vez mais comum entre nós, a diabetes é um mal que a todos preocupa pelas mazelas que, em última instância, nos pode provocar. Para nos falar sobre os benefícios de uma alimentação saudável estará presente a nutricionista do Centro de Saúde de Ponte de Sôr, Dr.ª MARTA CARRILHO. O horário é o mesmo – 18 horas e o local o de sempre – na Sede da Associação, ali na Praça Serpa Pinto Nº 11.















