sexta-feira, 5 de junho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
P'RÓ MARANHÃO
O MEU LÁPIS
Tenho um lápis com que faço
Dos meus versos, o borrão;
Ele é um amigalhaço
Que eu encontro sempre à mão.
Tenho pena de gastá-lo,
Por ser tão meu amiguinho;
Sempre que vou afiá-lo
Perco dele um bocadinho!...
Os golpes que já lhe dei
Sem queixas foi suportando;
Nada me diz, mas eu sei
Que aos poucos o vou matando.
De cada vez que o seu bico
Se desfaz na minha mão,
Eu confesso bem que fico
Sofrendo por compaixão.
Era esbelto, era fino,
‘screvia com perfeição;
Agora é tão pequenino
Que nem o acho na mão!...
Sempre que nele pegava
Fazia quadras bem feitas;
Era ele quem me ajudava
A fazer rimas “direitas”.
Já não me pode ajudar,
Tão reduzido ele está;
Tenho de o abandonar,
Já deu tudo, mais não dá!...
Deu o seu todo escrevendo,
Muitos versos escreveu!...
Pouco a pouco foi morrendo,
Foi p’ra isso que nasceu!...
É o fim que tudo tem,
Desde que no Mundo entre;
Qualquer dia eu vou também
Atrás do lápis p’ra sempre!...
Quando isso acontecer,
Após chegar o meu fim,
Fiquem os versos p’ra ler,
Feitos por ele e por mim!...
PARA OS MELHORES LEITORES DO MUNDO!
Diga-me lá: alguma vez imaginava ter mais de 10.000 canções à mão de semear? Pois é isto que lhe quero e vou oferecer, leitor(a) amigo(a).
Peço-lhe para fazer um teste. Vá aos anos da sua juventude e recorde as músicas que o ajudaram a sonhar e a viver. Depois vá a 2008. Saque qualquer "balada". Compare. Se não ensurdecer ou se passar da cabeça está cheio de sorte. DIVIRTA-SE e recorde.
Recordar pode ser uma forma muito grata de VIVER...
VIVA, clicando aqui:
http://www.planetarei.com.br/100anos/index.htm
terça-feira, 2 de junho de 2009
É SEMPRE BOM LEMBRAR
Desculpe o meu caro colega vir meter a foice em seara alheia mas penso que será bom lembrar o Grupo dos 24 que nos encontramos em plena campanha de captação de … fotografias para o projecto 24x24x24. Não deixem o trabalhinho para os últimos dias porque depois pode já ser tarde demais. Eu por mim já comecei hoje e já compreendi que a minha é uma hora muito ruim. Mas alguma coisa se há-de arranjar.
Ah!Ah! você já nem sabe qual é a sua hora? Então vá aqui: http://omaranhao.blogspot.com/2009_05_01_archive.html e relembre-a no post do dia 15 de Maio.
Boas fotos!
SANTOS DE CASA...CONCLUSÃO!
Profª Margarida …………11 votos
Prof. Simão……………… 8 votos
Brancos………………….. 2 votos
Como podemos ver manteve-se a votação no Prof. Simão e um dos então três “amorfos” compreendeu que se estava naquele lugar era para votar em alguém e não para votar em branco. Realmente se nem sabem em quem votar que estão lá a fazer? Só havia dois candidatos cada qual com seu programa. Era assim tão difícil escolher o menos mau, ou por outras palavras, o melhor?
Adivinhava-se este resultado duma votação que não deixou de ter um certo suspense e factos curiosos. Será verdade que houve um “parceiro” que disse que votaria onde a Câmara votasse? Isso é que é ter convicções para não lhe chamar outra coisa... E quem começasse a criticar severamente uma das candidaturas e depois num volte-face sensacional acabasse por admitir publicamente que afinal votaria em quem criticara tão severamente?
Reitero os meus parabéns à Professora Margarida Neves, a grande vencedora, e penso que agora é altura de todos recolherem as espadas e todos, repito, todos, envidarem esforços para que a escola desempenhe a sua missão sempre no superior interesse das crianças e jovens.
A ver vamos.
sábado, 30 de maio de 2009
E OS OUTROS????
sexta-feira, 29 de maio de 2009
CESTAS DE POESIA (LXX)
Tudo tem um fim. Infelizmente, acrescentamos. E com a “sesta” de hoje chega ao fim a colaboração do Sr. JOAQUIM HONÓRIO DE OLIVEIRA LOBATO, mais conhecido por JOAQUIM MARTINHO, residente que é em Aldeia Velha de Santa Margarida. A obra não ficou esgotada. Tenho em meu poder mais poesias que poderia publicar e há ainda mais umas quantas que estão em poder do autor. Mas temos que dar a vez a mais poetas da nossa terra e, quem sabe, de outras terras.
Certamente que o Sr. JOAQUIM LOBATO já não terá avó, que é a pessoa que melhor nos gaba. E vai daí ele próprio se pronuncia favoravelmente, leia-se “gabar-se”, da sua veia poética.
Para este amigo o obrigado “DO CASTELO” e votos de que continue a escrever muito e sempre com muita inspiração.
Ora aí vai a última:
O que ele se havia de lembrar
Ao Máximo e ao Muacho
Uma poesia lhe dedicar
Ser compositor é ser poeta
Ser poeta de improviso
Colocar os pontos onde é preciso
E ter as palavras certas
Compor é ser poeta
Ser poeta como eu sou
Um sábio me perguntou
Qual a minha nacionalidade
A mentir falei verdade
Olha o que o Lobato se lembrou
Haja qualquer estadista
Faça obra como esta
Põe para o lado o que não presta
Quando faço uma revista
Haja qualquer modista
Que me venha provocar
Até o posso ensinar
No que faço sou perfeito
Haja quem ponha defeito
Do que ele se havia de lembrar
Alguém me apontou
Foi o que mais me doeu
Mas que figura sou eu
Para ser aquilo que sou
Os que vão para onde eu vou
Hão-de dar os mesmos passos
Fazem o mesmo que eu faço
E vou anunciá-los
E de quem eu vos falo
É do Máximo mais do Muacho
Vejo a figura que fiz
Vejo a figura que faço
Falando do Dinis e do Máximo
Agora fico por aqui
Foi este caminho que segui
Por aqui vou parar
Eu os quero elogiar
Por tudo o que têm feito
Penso à noite quando me deito
Uma poesia lhes dedicar
Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 2008
SANTOS DE CASA ...II
quinta-feira, 28 de maio de 2009
SANTOS DE CASA...
Prof. MARGARIDA NEVES ...... 10 VOTOS
Prof. SIMÃO VELEZ.................... 8 VOTOS
Brancos............................................3 VOTOS
À Professora Margarida, "DO CASTELO" endereça sinceras felicitações.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
AMANHÃ HÁ CAFÉ COM LETRAS
CONVITE
Porque é importante a... união europeia?
Dia 7 de Junho – Eleições para o Parlamento Europeu. União Europeia. Comissão Europeia. Parlamento Europeu. Euro. Banco Central Europeu. Eurocratas. Tratado de Lisboa. Tratado de Roma. Tratado de Nice. Tratado de ... Eleições, dia 7 de Junho.
6, 12, .... 27 países. O que é esta Europa?
É este o tema do “Café com Letras” no próximo dia 28 DE MAIO DE 2009 (quinta-feira).
Temos, pois, o grato prazer de o(a) convidar a assistir a esta conferência que se realiza na sede da ACA-AC, sita na Praça Serpa Pinto, n.º 11 em Avis, pelas 18 horas e que terá como conferencista MIGUEL ROCHA DE SOUSA, docente da Universidade de Évora.
“Café com Letras” é uma iniciativa da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural.
Avis, 24 de Maio de 2009.
A Direcção da ACA-AC
terça-feira, 26 de maio de 2009
Ainda sobre o FAZIGUAL
"Caros amigos
Fico muito grata pela homenagem que prestam ao trabalho do FAZIGUAL.
Apenas uma correcção, a Prof. Ana Bela Antunes é também do grupo de teatro, só que por razões pessoais e profissionais não pode participar no trabalho deste projecto PANOS.
Vejam o que o autor do texto «nós numa corda» disse ao Le Monde Diplomatique.
Bem hajam"
segunda-feira, 25 de maio de 2009
AVIS EM ALTA
“DO CASTELO” apresenta os parabéns pelo excelente desempenho a este grupo que tão bem tem elevado o nome de Avis e, para que conste, deixa o registo dos elementos que o compõem. Para além dos já mencionados professores temos: André Pereiro, Andreia Oliveira, Camila Oliveira, Catarina Pechincha, Catarina Salomé, Emanuel Sampaio, Filipa Lopes, Gonçalo Garrinhas, Joana Passadinhas, Mariana Saias, Paulo Roque, Rui Correia.
Para todos vós as maiores felicidades.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
CESTAS DE POESIA (LXIX)
Foto: JOAQUIM MARTINHO durante a sessão de encerramento dos VII Jogos Florais de AvisÉ uma linda freguesia
Temos de lhe dar muita vida
Que ela ao certo não sabia
Ao fundo tem uma escola
Tem ao lado uma piscina
Alguma coisa se ali ensina
E tem um campo de bola
Também tem um bate-sola
Mais acima uma ermida
É uma santa tão querida
Ali onde entra tanta gente
Também tem um presidente
A Santa Margarida
Tem uma casa da Terceira Idade
E tem outra da Junta
O que é preciso lá se pergunta
Atendem de boa vontade
Tem gente de toda a idade
Também tem uma sacristia
Tem tudo o que ela queria
Até serralheiros e padeiros
Calceteiros e pedreiros
Nesta linda freguesia
Tem gente da agricultura
Também tem um sapateiro
Mais acima um barbeiro
E um varredor de ruas
Ela faz sempre das suas
É uma terra condoída
Ela não está esquecida
Pelos residentes e naturais
Todos juntos não são demais
Para lhe dar muita vida
Tem muita falte dum lar
Também tem um taxista
Tem os Barracões à vista
E a Casa do Povo para reuniões organizar
Tem tudo para apresentar
Tem cafés e pastelaria
Supermercado e padaria
E engenheiros e professores
Enfermeiros e doutores
Que ela ao certo não sabia
Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 2000
terça-feira, 19 de maio de 2009
ESTA ATÉ PARECE ANEDOTA
Ora a nossa amiga L.M.C. teve necessidade de ir a uma consulta da perna esquerda ao Hospital de S. João de Deus em Montemor-o-Novo, tendo para tal requisitado uma credencial para o transporte através de uma ambulância, o que lhe foi facultado aqui em Avis. Acontece que no hospital se recusaram a carimbar a credencial visto que a consulta era da perna esquerda e como tinha sido operada pela ADSE, não tinha direito a transporte e ainda tinha que pagar a parte da consulta que a ADSE não cobriu. E foi o que teve que fazer. Se fosse consulta da perna direita já teria direito a ambulância e não pagaria consulta.
Esta situação é no mínimo curiosa, para não dizer outra coisa.
Menos mal que a senhora não tem três pernas (lagarto, lagarto, lagarto…) se não às tantas ainda era operada à terceira por outro qualquer subsistema de saúde, talvez os SAMS quem sabe…
Ele há cada uma!
segunda-feira, 18 de maio de 2009
UMA PEQUENA GRANDE PRECIOSIDADE
domingo, 17 de maio de 2009
AMIGOS DE AVIS "ARRANCAM" MAIS UM ÊXITO A NÍVEL NACIONAL!
Jogos Florais de Avis - Parte 1
Jogos Florais de Avis - Parte 1
Jogos Florais de Avis - Parte 2
Jogos Florais de Avis - Parte 2
Jogos Florais de Avis - Parte 3A cerimónia de encerramento dos VII Jogos Florais de Avis foi mais um êxito da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural. A referida cerimónia foi composta por três partes, a saber:
Parte 1 – Perante uma mesa composta por Francisco Alexandre, Presidente da ACA, Leonor Xavier em representação da Câmara Municipal de Avis, Manuel Piteira, Presidente da Junta de Freguesia de Avis e por Maria Albertina Dordio e José da Silva Máximo como membros do Júri, procedeu-se à proclamação dos vencedores e à distribuição dos respectivos prémios.
Parte 2 – Margarida Monteiro em Flauta, acompanhada à viola por Sérgio Godinho, deliciaram a assistência com um concerto que por certo durante muito tempo não vão esquecer.
Parte 3 – No salão da Junta de Freguesia foi declamada poesia por quem o desejou, sendo simultaneamente servido um lauto lanche, que serviu de pretexto para sãos momentos de convívio.
De registar que um concorrente, vindo de Faro, declarou a “DO CASTELO” que os Jogos Florais de Avis, a par dos da Fuzeta, são dos melhor organizados a nível de todo o país. Por certo que isto deve encher de orgulho a ACA e todos aqueles que nela colaboram.
Parabéns!
sexta-feira, 15 de maio de 2009
CESTAS DE POESIA (LXVIII)
É uma linda freguesia
Temos de lhe dar muita vida
Que ela ao certo não sabia
Ao fundo tem uma escola
Tem ao lado uma piscina
Alguma coisa se ali ensina
E tem um campo de bola
Também tem um bate-sola
Mais acima uma ermida
É uma santa tão querida
Ali onde entra tanta gente
Também tem um presidente
A Santa Margarida
Tem uma casa da Terceira Idade
E tem outra da Junta
O que é preciso lá se pergunta
Atendem de boa vontade
Tem gente de toda a idade
Também tem uma sacristia
Tem tudo o que ela queria
Até serralheiros e padeiros
Calceteiros e pedreiros
Nesta linda freguesia
Tem gente da agricultura
Também tem um sapateiro
Mais acima um barbeiro
E um varredor de ruas
Ela faz sempre das suas
É uma terra condoída
Ela não está esquecida
Pelos residentes e naturais
Todos juntos não são demais
Para lhe dar muita vida
Tem muita falte dum lar
Também tem um taxista
Tem os Barracões à vista
E a Casa do Povo para reuniões organizar
Tem tudo para apresentar
Tem cafés e pastelaria
Supermercado e padaria
E engenheiros e professores
Enfermeiros e doutores
Que ela ao certo não sabia
Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 2000
quinta-feira, 14 de maio de 2009
SÁBADO HÁ JOGOS FLORAIS
Começando a ser preparados em Outubro os Jogos têm o seu epílogo com a cerimónia de distribuição de prémios e proclamação dos galardoados que ocorre sempre no terceiro sábado de Maio. Daí que a cerimónia de encerramento dos VII Jogos Florais de Avis recaia este ano no dia 16 de Maio, ou seja, no próximo sábado.
Com início marcado para as 14 horas e 30 minutos no Auditório Municipal Ary dos Santos, em Avis, da mesma fazem parte a leitura das obras premiadas, cujos autores estejam presentes ou se façam representar e ainda um momento musical que este ano estará a cargo da Jovem Flautista avisense MARGARIDA MONTEIRO. Depois do concerto de flauta haverá ainda no Salão da Junta de Freguesia um convívio aberto a todas as pessoas, com entrada livre, onde além de se poder declamar a poesia que se quiser e por quanto tempo se quiser, se poderá ainda retemperar as forças com um beberete oferecido pela organização deste evento, com produtos genuinamente da nossa terra, desde o pão aos vinhos.
Se já estão asseguradas presenças de pessoas vindas de Coimbra, Montemor-o-Velho, Lisboa e Carcavelos, entre outros lugares, porque é que você que mora aqui em Avis não há-de lá ir dar uma espreitadela? Verá que não se vai arrepender.
Vá e leve um amigo.
terça-feira, 12 de maio de 2009
FINALMENTE A ÁGUIA!
domingo, 10 de maio de 2009
AVIS EM ALTA
Como é hábito, o mote foi fornecido pela Organização e este nosso amigo trabalhou-o assim:
Título: POR LAGOS
MOTE:
Busquei em Lagos, o mar
Do meu avô marinheiro.
O Povo que ousou cantar
Teu nome pelo mundo inteiro
(José Francisco Rodrigues)
I
Começa assim esta história:
Era uma vez um barquinho
Com mastros feitos de pinho
Que se chamava “Vitória”…
Se não me falha a memória
Logo depois de o comprar
Aprestei-me a viajar
E, procurando a passagem
P’ra esta minha viagem
BUSQUEI EM LAGOS O MAR…
II
Tendo os ventos a favor
Fui ao sabor das marés
Sem sofrer qualquer revés
Zarpei com muito primor;
Fiz-me ao mar pelo alvor
E comecei meu cruzeiro:
Tracei a rota primeiro
Para saber que fazer
Utilizei o saber
DO MEU AVÔ MARINHEIRO
III
Abordei tantas cidades
Vi tanta gente dif’rente
Mas do rico ao indigente
Com todos fiz amizades;
De todos trago saudades
Por isso hei-de voltar
Ao seu canto ao seu lugar
Para prestar homenagem
A tal gente de coragem:
O POVO QUE OUSOU CANTAR!
IV
Agora estou de regresso
A esta terra sem par
Onde deixei o meu lar
E é para lá que me apresso
Com medo de retrocesso,
Por ser de LAGOS herdeiro
Retorno como um romeiro
Que se sente confortado
Depois de ter espalhado
TEU NOME PELO MUNDO INTEIRO
Pseudónimo: MARINHEIRO DE LAGOS
sexta-feira, 8 de maio de 2009
CESTAS DE POESIA ( LXVII )
Ainda estou bem recordado
De tanto gado que guardei
Agora chegam-me lembranças
Dos tormentos que eu passei
Eu na pobreza nasci
Aos sete anos guardei gado
Andei descalço e esfarrapado
Com umas calcinhas de cotim
Dizia a minha mãe para mim
Ainda estou bem lembrado:
“Olha filho tem cuidado
Com os carapetos nos pés
Dinheiro para sapatos não tens”
Ainda estou bem recordado
Fui ajuda, fui moural
Dormi em barracas sem telhas
Afilhei milhares de ovelhas
Fui pastor profissional
Sempre ganhei um bom provial
Era o uso da lei
Tantas noites que eu pousei
Debaixo de um guarda-chuva
Naquelas noites de chuva
Tanto gado que eu guardei
Às tantas da madrugada
Tinha que eu me levantar
Para as ovelhas empriscar
Naquela vida amargurada
Sempre de costa dobrada
O corpo pouco descansa
Ali ninguém se levanta
Do princípio até ao fim
Tudo aquilo que eu sofri
Agora chegam-me lembranças
Nas noites de temporal
Minha cama era no chão
Fosse de Inverno ou de Verão
Dormia como um animal
Andei por azinhais e chaparral
E tanto que eu trabalhei
Tudo aquilo que eu pude dei
E hoje sinto essa dor
E ninguém me deu valor
Dos tormentos que eu passei
Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 2002
quinta-feira, 7 de maio de 2009
ASSIM NÃO!
quarta-feira, 6 de maio de 2009
A AMIGOS DE AVIZ AO SEU MAIS ALTO NÍVEL!
Para a próxima semana – edição do nº 30 da Folha Informativa “ÁGUIA”
8, 9 e 10 – Participação com “tenda” própria na Feira Medieval de Avis
Dia 10 – 7º CIRCUITO CULTURAL em BTT – Partida 9 horas da Sede. Avis -Ervedal (com visita à Igreja de S. Barnabé) – Benavila (com “reabastecimento" na Senhora de Entre Águas) – Avis
Dia 14 – CAFÉ COM LETRAS (às 18horas na Sede) – SODADE (DE CABO VERDE), por dois alunos cabo-verdianos da Escola Profissional Abreu Callado, de Benavila
Dia 16 – Sessão de encerramento dos VII Jogos Florais de Avis: 14,30 no Auditório Ary dos Santos – distribuição de prémios e concerto de flauta por MARGARIDA MONTEIRO. De seguida no Salão da Junta de Freguesia de Avis lanche e encontro de poetas.
Dia 23 – PROVA DE ORIENTAÇÃO DIURNA, organizada pelo Núcleo de Orientação da ACA- 9 Horas da manhã na Sede.
Dia 28 - CAFÉ COM LETRAS – (às 18 horas na Sede) – PORQUE É IMPORTANTE A UNIÃO EUROPEIA? pelo Prof. Miguel Rocha e Sousa, da Universidade de Évora.
Dia 31 – VISITA AO MUSEU DO PÃO, EM SEIA. Partida às 8 horas junto da Caixa Geral de Depósitos. Inscrições junto da Organização – Sócios e familiares em 1º grau.
terça-feira, 5 de maio de 2009
É A COMUNICAÇÃO SOCIAL QUE TEMOS...
É a comunicação social que temos. Talvez porque a mereçamos.
domingo, 3 de maio de 2009
AVIS EM ALTA
Foto :"Os Ciganos", da autoria do jovem avisense RICARDO CALHAU, ganhou um Concurso de Fotografia a nível nacionalPara o RICARDO ANDRÉ RODRIGUES CALHAU endereçamos os nossos mais sinceros parabéns cientes que este talentoso jovem ainda muito fará para dignificar o nome da terra que o viu nascer.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
CESTAS DE POESIA ( LXVI)
Com as sete plantas matrizes
Cinquenta e duas flores
Com vinte e cinco raízes
Dizem que o mundo é uma bola
Uma esfera de rotações
Voltas dá-as aos milhões
Põe-se o sol, vem a aurora
Quando o sol se vai embora
Alumia um outro mundo
Chega em poucos segundos
Ponho apenas prós lados
Poeta se és afamado
Eu já vi jardins no mundo
Só o sabe Salomão
Quando foi para o Oriente
Abençoava toda a gente
Com a cruz na sua mão
Dirigindo-se a seu irmão
Com o corpo cheio de matrizes
Profeta o que me dizes?
Procurou a Moisés
Poeta diz-me o que é
Com as sete plantas matrizes
Na era de Cristo vem
Quantas gerações pegaram
Foram daí que se formaram
Homens na terra de ninguém
Foi do menino de Belém
Que se formaram homens e doutores
Rufias e pregadores
A Jacob e a Noé
Poeta diz-me o que é
As cinquenta e duas flores
O poder de Deus é tanto
Que faz a terra tremer
Deu ao mundo o saber
Que no universo só há um santo
São Pedro faz o pranto
E Jeremias e Euclides
Os amantes infelizes
Santa Maria e São José
Poeta diz-me o que é
As vinte e cinco raízes
Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
AMANHÃ HÁ CAFÉ COM LETRAS!
É verdade: amanhã, quinta-feira dia 30 de Abril, haverá Café com Letras nos Amigos de Aviz. O tema a debater é deveras interessante e diz respeito a todos nós: A Alimentação na Diabetes. Infelizmente cada vez mais comum entre nós, a diabetes é um mal que a todos preocupa pelas mazelas que, em última instância, nos pode provocar. Para nos falar sobre os benefícios de uma alimentação saudável estará presente a nutricionista do Centro de Saúde de Ponte de Sôr, Dr.ª MARTA CARRILHO. O horário é o mesmo – 18 horas e o local o de sempre – na Sede da Associação, ali na Praça Serpa Pinto Nº 11.
TRAGÉDIA
Foto/Arquivo "DO Castelo": "A Dionísia...habitualmente percorria as ruas da vila...sempre acompanhada pelos pequenos filhos..."A Dionísia é pessoa demais conhecida das gentes de Avis. Habitualmente percorria as ruas da vila a pedir ajuda sempre acompanhada pelos pequenos filhos, chegando a transportar três deles num carrinho de bebé, tal era a proximidade de idades dos mesmos.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
CESTAS DE POESIA (LXV)
Ficará sempre recordado
Nunca será esquecido
Ficou na história gravado
Pouco havia igual
Nesta situação
Tínhamos uma grande escravidão
Cá dentro de Portugal
Há muitos que nos querem mal
Até se andam a consumir
Foi tudo feito ao subtil
Numa noite tão serena
Cantou-se a Vila Morena
P’lo 25 de Abril
Muitos passaram pela ternura
Dentro daquelas prisões
Por querem melhores condições
Eram conduzidos à tortura
Pensaram na aventura
E a fuga organizaram
Eles aos guardas escaparam
Só um foi sabedor
Por isso lhe deram valor
Ficará sempre recordado
Tinham os fortes cercados
Aqueles galfarrões
Nas guaritas tinham canhões
Faziam fogo para todo o lado
Muitos nunca foram julgados
Mereciam ser punidos
Ou então substituídos
Por aqueles que por lá passaram
E com as marcas ficaram
Que nunca será esquecido
Eram homens lutadores
Por uma vida melhor
Deram o seu melhor
Mostraram o seu valor
Várias classes e doutores
Homens firmes e honrados
Muitas vezes torturados
Da tortura não tinham medo
Todos guardavam segredo
Na história ficou gravado
Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 2003
quinta-feira, 23 de abril de 2009
DEVAGAR, DEVAGARINHO...
Foto: "A Auto Martins além de vir enriquecer o nosso paupérrimo parque industrial, vem ainda assegurar três postos de trabalho "A Auto Martins além de vir enriquecer o nosso fraco parque industrial, vem ainda assegurar três postos de trabalho já que a partir do próximo mês de Maio será admitido na firma mais um mecânico.
À gerência da Auto Martins e aos seus colaboradores, "DO CASTELO" deseja boa sorte!
terça-feira, 21 de abril de 2009
NÓS, EUROPEUS?????
Aqui do lado, da vizinha freguesia de Montargil, vem o exemplo a seguir: existe uma Comissão de Utentes do Centro de Saúde que tudo tem feito para que a saúde em Montargil tome um rumo diferente daquele que tem levado. Tem conseguido alguma coisa? Não sei, mas sei que se fazem ouvir e que, quem de direito, sabe que existe alguém com vontade de mudar, de romper com uma situação caótica. E se Montargil tem, porque é que Avis não há-de ter também? Chamem-lhe Comissão de Utentes, chamem-lhe Liga dos Amigos do Centro de Saúde de Avis, chamem-lhe o que quiserem, mas faça-se alguma coisa.
Há dias um utente, residente em Avis, contou-me que numa quarta-feira, se deslocou ao nosso Centro numa situação de emergência. Parece que às quartas-feiras já não há “consulta aberta” no Centro de Saúde de Avis, por falta de médico. Assim, dirigiu-se a Ponte de Sôr e lá, o médico que o atendeu fê-lo com maus modos, (o que é péssimo para uma pessoa que recorre a uma urgência) ao mesmo tempo que dizia para um funcionário que estava presente: “Já não atendo mais ninguém de Avis”. Mas isto é o quê? Andam a brincar connosco e nós passivamente a deixar-mo-nos matar. A grande maioria dos habitantes do concelho de Avis, que necessita de cuidados de saúde, continua a ser tratada como animais que enxotados de um lado para outro ficam encurralados e sem saída, sendo o mais grave de tudo isto o facto de não terem culpa nenhuma das condições que lhe foram criadas.
Para quando a formação entre nós de uma comissão apartidária que tente inverter esta situação de humilhação a que nos levaram? Onde estão os lutadores deste concelho que tantas lições de “cidadania intervencionista” deram ainda não há muitos anos? Estão conformados? Porquê? Acaso a constituição mudou? Acaso a saúde deixou de ser uma prioridade para todos nós?
Pensem bem nisto e haja alguém que dê o pontapé de saída para que façamos valer os nossos direitos que tão mal tratados têm sido ultimamente. Caso contrário continuarão por cá a morrer alegremente uns…para bem de outros!
sexta-feira, 17 de abril de 2009
CESTAS DE POESIA (LXIV) - COM SUPLEMENTO!
Fui uma noite pintar
Com um caneco emprestado
Pintei sem reparar
Pintei mas fiquei pintado
Quando comecei devagarinho
A pintar o ramalhete
Primeiro foi com azeite
Depois foi com cuspinho
O caneco era novinho
Começa o pincel a entrar
Vem de lá a dona a ralhar
Não me parta a tigelinha
Que coisa engraçadinha
Fui uma noite pintar
Mas que linda canequinha
Onde eu fui pintar
Pintei até me enfadar
Até pintei na da vizinha
Pintei um cravo e a escrivaninha
E um vaso bem desenhado
Ela aceitou com agrado
E nunca me diz que não
Escreva com mais atenção
Com o seu caneco emprestado
Eu pinto no bom sentido
Diz a criada para a patroa
Eu até vejo Lisboa
Quando me escreve no umbigo
Mais abaixo não há perigo
Que eu possa desmaiar
Lá está a tinta a pingar
No lugar da rachadela
Diga lá que desculpe ela
Que eu pintei sem reparar
Eu pinto com a minha caneta
Tudo o que pinto fica aprovado
Posso pintar em todo o lado
Que ela não é ciumenta
Pintar tanta caneca
Está um bocado enxovalhado
Ela arruma-o para o lado
E eu nunca dei por nada
E ela muito envergonhada
Eu pintei mas fiquei pintado
Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 2000
P.S.: e porque igualmente se trata de poesia da mais pura, oiçam por favor esta letra dos XUTOS, que se está a transformar num grande êxito de audiências, clicando precisamente aqui: http://www.youtube.com/watch?v=yG4BUZ9zcBg
quinta-feira, 16 de abril de 2009
FOTOGRAFIA 3X24
A ideia pertence ao "MARANHÃO" onde pode e deve ler o regulamento que resumidamente é:
24 Fotógrafos naturais ou residentes em Avis, 24 fotografias por eles obtidas em 24 horas da vida do nosso concelho.
Fácil, não é? Mas só falta uma coisa: é inscrever-se em: maranhao@iol.pt
De pouco serve dizer “podem contar comigo” se não se inscreverem.
Vamos lá amigos da fotografia, vamos pegar a sério nesta iniciativa a todos os níveis louvável.
VAMOS INSCREVER-NOS JÁ!!!!
quarta-feira, 15 de abril de 2009
AMANHÃ, QUINTA ( 16-4-2009) HÁ CAFÉ COM LETRAS
Café com Letras
CONVITE
Porque é importante a... Política?
“(...) A ilusão do consenso e da unanimidade, bem como os apelos ao «antipolítico», deviam ser reconhecidos como fatais para a democracia e, por isso, abandonados. A ausência de uma fronteira política, longe de ser um sinal de maturidade política, é sintoma de vazio que pode pôr em perigo a democracia, (...)” Chantal Mouffe – O Regresso do Político, Gradiva, 1996
É este o tema do Café com Letras no próximo dia 16 DE ABRIL DE 2009 (quinta-feira).
Temos, pois, o grato prazer de o(a) convidar para dois dedos de conversa com PROFESSORA MANUELA MAGNO na sede da ACA-AC, sita na Praça Serpa Pinto, n.º 11 em Avis, pelas 18 horas.
16 DE ABRIL DE 2009
18 horas
O Café com Letras é uma organização da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
O RALLY PAPER DA CASA DO BENFICA E OUTROS CONSIDERANDOS
Na passada sexta-feira foi o 6º Raly Paper. Embora tenha perdido algum glamour com a falta do arco da partida, a instalação sonora para fóra das paredes da Casa, e a enorme bandeira a dar a partida às várias equipas (a propósito, onde anda o Luís Junça – filho – que este ano não apareceu?) a verdade é que o mesmo assegurou a participação de muitas pessoas e o são convívio que estes eventos sempre proporcionam.
Constou-se-me que o número de equipas este ano foi menor o que não é motivo para que os organizadores esmoreçam nem para que a ASSOCIÇÃO DE PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO DAS ESCOLAS DO CONCELHO DE AVIS, deixem de saborear a merecida vitória que alcançaram. Parafraseando a organização, realmente fizeram, e bem, os trabalhos de casa… PARABÉNS!
Para a “Dádinha”, rosto mais visível de uma equipa que se empenha para que tudo corra bem, os meus parabéns e...um reparo: por muito zangados que estejamos com a nossa equipa de futebol, por favor nunca mais dê aos concorrentes uma prova escrita a…verde!
sexta-feira, 10 de abril de 2009
CESTAS DE POESIA (LXIII)
Ora descubra-as lá, se fizer favor!
És bonita e não te iludes
Lá tens um grupo amigo
P’ra brilho da juventude!
Lá no cimo tens o Convento
Tens a Torre do Zé da Costa
Tens outra que está p’ra mostra
P´ra servirem de monumento
Lá tens a Câmara no centro
E a multidão que desfila
És concelho de Benavila
E de outras mais pertencentes
És o espelho de muita gente
Avis linda vila
Lá trabalham cambaristas
Canetas, lápis e martelo
Dos Bombeiros tens um quartel
Acodem a qualquer artista
Tens a Igreja Matriz à vista
E um Centro de Saúde
És terra de muita virtude
Quem foi a tua madrinha?
Do Alentejo és rainha
És bonita não te iludes!
Ela não está esquecida
Está nahistória de Portugal
É património mundial
A sua paisagem preferida
Ruas estreitas são antigas
Tem tudo no bom sentido
Tens um centro de convívio
E a fábrica das confecções
Lá tens boas razões
P’ra teres um grupo amigo
És vila, não és cidade
Consideras-te muito feliz
Tens por nome Mestre de Avis
E ninguém te tira a bondade
És velhinha na idade
Mas de nome nunca mudes
Tens torres de altitude
E as muralhas que são antigas
Tens o povo que assim o diga
P’ra brilho da juventude!
Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 2000
quarta-feira, 8 de abril de 2009
UM CÉREBRO À PROVA DOS NOVES
A maioria dos estabelecimentos comerciais, digamos que 99,90%, sejam supermercados, prontos a vestir, ou quaisquer outros, têm os seus produtos marcados por um número cuja parte decimal invariavelmente começa por 9 e muitas vezes termina por nove. Por exemplo, o artigo x custa 2,99€. Acontece que por qualquer motivo que não sei explicar, as pessoas fixam melhor a parte que está antes da vírgula, os euros. No exemplo acima o que se fixa é que o artigo custa dois euros e qualquer coisa, esquecendo-se que esse “qualquer coisa” é de tal modo elevado que o artigo em causa custa sim três euros menos qualquer coisa e não dois e qualquer coisa. Em artigos que se levem mais que uma unidade de preço, começa a pesar na carteira e de que modo!
É claro que os comerciantes utilizam esta técnica que para eles resulta muito bem, a julgar até pelos exemplos que tenho dentro da minha própria casa que, no entanto, a pouco e pouco já vão tomando atenção à parte decimal dos preços.
Se é daqueles que nunca reparou faça-o e verá se eu não tenho razão.
domingo, 5 de abril de 2009
SOMBRAS PERDIDAS...OBRAS ESQUECIDAS
Foto 1 - Sombras "cruzadas"
Foto 2 - Sombras "carregadas
Foto 3 - Obra "rolante"
sexta-feira, 3 de abril de 2009
CESTAS DE POESIA (LXII)
Foto: "JOAQUIM LOBATO...à boa maneira fadista...de mãos nos bolsos e olhos fechados..."JOAQUIM LOBATO, além de poeta também gosta de cantar o fado. E à boa maneira fadista, de mãos nos bolsos e olhos fechados, como manda a tradição, empolga quem o ouve puxar pela sua voz castiça. Na foto acima podemos recordá-lo em plena actuação, numa tarde Março, em Avis.
Mas voltando à poesia, dou hoje a conhecer mais uma "obra" deste poeta/fadista de Aldeia Velha:
Eu fui ganhão lá na serra
Na serra é que eu habito
Quando eu brado à fera
Légua e meia soa o grito
Fiz um ajuste com o patrão
Em ganhar uma grande soldada
Azeite era uma canada
E dez alqueires de pão
Sete litros de feijão
De forrança duas vitelas
Vermelhas eram elas
E um moio de trigo ensacado
Ganhava um grande ordenado
Quando eu fui ganhão lá na serra!
Na conta de uma ocharia
De cinquenta bois de corneira
Trabalhava à minha maneira
Do aclarar ao pôr do dia
Tinha lá bois de valentia
O Torrado e o Palmito
O Morgado e o Carpito
Quando eu mandava enregar
Tinha que aos chinelos dar
E lá na serra é que eu habito
Lá por essa madrugada
Quando eu tocava o buzino
Punha-se a ganharia a pino
Temos de ir ó rapaziada
Temos a sementeira atrasada
Porque o tempo não espera
Metam os arados à terra
Trazia tudo satisfeito
Todos me guardavam respeito
Quando eu bradava à fera
Não me podia descuidar
Com aquele encargo valente
Com a labuta que tinha pela frente
Tanta semente para espalhar
As contas tinha que dar
Não dar o dito por não dito
Para parar dava um apito
Era o dever de um ganhão
Eu tinha cá um pulmão
Que légua e meia soa o grito
Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 2005
A TRISTE REALIDADE: UTENTES DO CENTRO DE SAÚDE DE AVIS CADA VEZ MAIS ABANDONADOS
O papel do médico de família começa também a ser de difícil execução pois que não há sequer tempo para o médico conhecer o seu doente. Há quem fosse doente do Dr. Paula Campos e com a saída deste tivesse passado para o Dr. Mário e depois deste sair de Avis tivesse que ir parar a um novo médico de família, ao Dr. Barriga, e agora, após a sua ausência há que mudar de novo. E as escolhas começam a ser cada vez menores.
Que as coisas estão a ficar muito más em Avis, no que à saúde dizem respeito, lá isso estão.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
POIS É... ERA MESMO SÓ O QUE NOS FALTAVA!
Pois é!
Realmente era só o que nos faltava era um parquímetro em Avis… Mantendo a tradição e para que esta não se perca de todo, “DO CASTELO” continua a mentir conscientemente no dia 1 de Abril e só no dia 1 de Abril. Fora disso, garanto que só por ignorância o fará.
Estejam pois todos descansados que se pode continuar a estacionar de graça na zona histórica e fora da dita. Àqueles que de soslaio olharam para o posto de Turismo para ver da maldita máquina, estejam tranquilos porque o que viram aqui no blogue foi tão-somente uma ilusão de óptica: repare na foto acima – não está lá nada. E os que de Beja até chegaram a comparar “parquimicamente” Avis a Beja, descansem igualmente…venham a Avis que o estacionamento é à “borliú”.
Dia das mentiras só para o ano. Até lá e espero que… com algo mais credível!
quarta-feira, 1 de abril de 2009
ERA SÓ JÁ O QUE NOS FALTAVA!
Foto:" No sentido de diminuir o trânsito na zona histórica de Avis... , foram colocados...parquímetros como a foto acima confirma, mostrando-nos o colocado na Praça Serpa Pinto( zona B), mesmo junto ao Posto de Turismo. "Realmente era só o que nos faltava!
Não bastava já o mês de Abril ser o do pagamento da Contribuição Autárquica sobre a propriedade urbana, e eis que agora nos “cravam” com mais uma despesa. Passo a explicar:
No sentido de diminuir o trânsito na zona histórica de Avis e simultaneamente arrecadar alguns euros para a sua revalorização, foram colocados na referida zona histórica e a partir de hoje, parquímetros como a foto acima confirma, mostrando-nos o colocado na Praça Serpa Pinto, mesmo junto ao Posto de Turismo. Foram consideradas três zonas: a zona A correspondente ao Largo do Convento, a B correspondente à Praça Serpa Pinto e Largo da Igreja Matriz e a C abrangendo o Largo Sérgio de Castro. Resumindo: estacionar a partir de hoje naqueles locais custa-nos dinheiro.
Não pondo em causa a justeza desta decisão, não posso deixar de manifestar o meu desagrado por esta medida já que mais uma vez serão os automobilistas os sacrificados com novo desembolso a agravar-lhe o já tão paupérrimo orçamento mensal. Mais fácil seria proibirem pura e simplesmente o trânsito naqueles locais, mas o dinheiro fala, ainda e sempre, mais alto.
Oxalá quem de direito repense esta decisão para que tudo volte como estava.
Como diria o poeta: P’ra melhor está bem, está bem, p’ra pior já basta assim!
terça-feira, 31 de março de 2009
QUINTA-FEIRA HÁ CAFÉ COM LETRAS
Porque é importante a...REGIONALIZAÇÃO? (ou não é?...)
2 de Abril, 18 horas
É tema de conversa no Café com Letras
NOTA DE IMPRENSA
8 DE NOVEMBRO DE 1998, os portugueses disseram não à regionalização!
Os argumentos que pesaram para estes resultados – NÃO 64%, SIM 36 % e ABSTENÇÃO 51,7% - foram essencialmente 3: (mais) partilha de poder, surgimento de uma nova classe política e despesismo na gestão regional.
11 anos volvidos, o tema volta à ribalta política, anunciando-se como muito provável que na próxima legislatura se faça uma nova consulta popular, quando, tanto agora como em 1998, o conceito parece não estar bem definido, o que poderá, tal como há 11 anos, gerar diversas interpretações.
É por isso muito importante que, desde já, se inicie uma reflexão que ajude a perceber o que vai estar em discussão e pesar os prós e os contras desta iniciativa.
E é disso que se vai falar no próximo Café com Letras de 2 de Abril, a partir das 18 horas.
Esta iniciativa, que vai no quinto ano de existência, é um espaço de tertúlia, mas também de reflexão, análise e debate dos mais variados assuntos com interesse para os cidadãos, promovido pela Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural.
Para falar sobre o “Porque é importante a... Regionalização?”, é convidado do Café com Letras o Professor Mendo Castro Henriques.
Avis, 29 de Março de 2009.
A Direcção da ACA-AC
domingo, 29 de março de 2009
O ASSEIO FICA BEM EM TODO O LADO
Foto 1- " Na Rua Dr. Francisco Salgado Zenha, um dos muros estava muito sujo mas agora está a ficar bonito..."
Foto 2 - "Nas imediações das bombas de gasolina onde param os Expressos ...o desleixo dá uma má imagem a quem por cá apenas passa..."Reparem nas duas fotos acima e vejam como o asseio fica bem em todo o lado.
Na Rua Dr. Francisco Salgado Zenha, um dos muros estava muito sujo mas agora está a ficar bonito, caiadinho, graças à intervenção do(a)s dono(a)s. No entanto o facto de já haver alguns dias que as caianças não avançam, deixa-me receoso pois que aqueles desenhos que se vêm precisamente onde a parede continua suja, aquelas espécies de sóis, (por favor amplie a foto para ver bem) podem ter sido considerados como pinturas rupestres e então, adeus cainças. Por muita vontade que os donos do prédio tenham em alindar o muro, se os desenhos forem mesmo pinturas rupestres, não há nada a fazer: há é que preservar os gatafunhos dos nossos antepassados, como se fez em Foz Côa…Esperemos que não.
Que bonito também ficariam, caiadas, as paredes da Cooperativa Agrícola de Avis, ali mesmo ao lado…
Nas imediações das bombas de gasolina onde param os Expressos que fazem ligação por Avis para vários destinos, nomeadamente Lisboa, o cenário é completamente ao contrário: o desleixo dá uma má imagem a quem por cá apenas passa e leva a ideia de que Avis deve ser uma vila muito suja. Não saindo dos autocarros para verem outros locais, os passageiros ficam apenas com a imagem de um pedaço de terra cheio de erva seca, cheia de papéis e de imundices de cão. (amplie também esta fotografia e surpreenda-se com tanta sujidade) E é isso que lhes fica na memória em relação a Avis.
É pena, pois que ali ficaria muito bem um pedaço de jardim. Digo eu…
sexta-feira, 27 de março de 2009
CESTAS DE POESIA (LXI)
Já produz pouco ou nada
Desde que entrou na CEE
A Nação ficou desgraçada
Foi a desgraça de muita gente
Só alguns beneficiaram
Se estavam bem, melhor ficaram
E os outros ficaram descontentes
Deu emprego a muita gente
Só lucrou a grandeza
Juntaram mais a riqueza
Com dinheiro a fundo perdido
Só os pobres estão esquecidos
Neste país de pobreza
Nunca estiveram tão bem
Estão sempre a embolsar
Ainda estão a reclamar
Será pelo bem que têm?
Tantas verbas que de lá vêm
Já vem toda destinada
Os pobres não têm direito a nada
Têm subsídios para culturas, árvores e gados
Para casas e montes abandonados
E já produzem pouco ou nada
Não vale a pena lutar
Porque sempre assim há-de ser
Nascem uns para sofrer
Nascem outros para gozar
Sempre assim há-de continuar
Neste país já não há fé
Desde o princípio que assim é
Há mais fábricas a fechar
Mais o desemprego a aumentar
Desde que entrou na CEE
Há muitos que nada têm
Outros têm aos montões
Compram jipes e jipões
Carros de luxo todos têm
Isto não pode funcionar bem
Esta lei está errada
Uns com tanto, outros sem nada
Não se vê nada a melhorar
Enquanto isto assim continuar
Está a Nação desgraçada!
Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 2005
quinta-feira, 26 de março de 2009
MAS É ESTE O PORTUGAL QUE TEMOS...
Que importa que no passado mês de Fevereiro o desemprego tenha aumentado à média de 1000 novos desempregados por cada dia útil do mês? Nada! Que importa que no mês de Fevereiro o desemprego no Norte Alentejano tenha aumentado 6,2%? Nada! Que importa que a Qimonda Portugal vá fechar as portas e assim passem mais 1700 (mil e setecentas) pessoas a engrossar o número de desempregados? Nada! Que importa que dois milhões de portugueses (ou estarão já mais perto dos três milhões do que dos dois?) vivam abaixo do limiar da pobreza? Nada! O que importa é que não foi penalti e… mais nada.
Até parece que voltámos ao tempo do Ti Tonho em que o Futebol, a par do fado, dava de comer a meio Portugal.
Por este andar, onde é que iremos parar? A bom porto não será decerto!
Haja vergonha!
terça-feira, 24 de março de 2009
AVIS EM ALTA!
“DO CASTELO” teve acesso à brochura dos trabalhos premiados e passa a reproduzir a Menção Honrosa que, na modalidade de poesia obrigada a mote, veio direitinha para Avis:
Compreender um ao outro
É um jogo complicado
Pois quem engana não sabe
Se não estava enganado
(Fernando Pessoa)
I
É difícil entender
Os sentimentos alheios
E sem ler nos entremeios
Mais custa compreender;
Diversas formas de ser
Tem este e tem aqueloutro
Sendo ingénuo ou douto
Pode ser simples até
Já que tolerante é
COMPREENDER UM AO OUTRO!
II
Às vezes tudo entendemos
Nada nos é escondido
Tudo é fácil, percebido
Assim mesmo como o vemos;
Noutras não compreendemos
Por estar tão disfarçado,
Qualquer um é enrolado
Se não temos atenção
Perdemos toda a noção
…É UM JOGO COMPLICADO!
III
E quem é pouco sensato
Quando tudo quer saber
Ouve e vai logo dizer
Mesmo que seja boato;
Compõe bem o seu relato
E por muito que se gabe
Sua verdade não cabe
No mundo que quer honrar;
Teremos que o desculpar
POIS QUEM ENGANA NÃO SABE
IV
Às vezes mais valeria
Ouvir e nada dizer
Pois quem não apreender
Onde a mentira existia
Mentirá mais que num dia;
Até se sentir cansado
Conta tudo em todo o lado,
Mas diz mal da sua vida
Quando ele próprio duvida
SE NÃO ESTAVA ENGANADO…
Pseudónimo: Pela verdade
sábado, 21 de março de 2009
CESTAS DE POESIA ( LX)
Na China fui cardeal
Presidente no Equador
E larápio em Portugal
Já fui Papa na Itália
Na França fui emigrante
Na Suiça viajante
Pára-quedista na Austrália
Fui barqueiro na Somália
No Iraque fui solicitador
Alfaiate em S. Salvador
E fuzileiro na Bélgica
Na Rússia fui orador !
Fui judoca no Japão
Na Alemanha fui guerreiro
No México fui toureiro
E veterinário no Irão
Fui pintor no Turquistão
E vaqueiro no Senegal
Na Dinamarca fui general
Motalgico na Finlândia
Pescador na Nova Zelândia
Na China fui cardeal !
Fui banqueiro na Hungria
Na Índia fui astrólogo
Na Grécia fui cronólogo
E caçador na Turquia
Fui arquitecto na Colômbia
No Egipto historiador
Na Guatemala fui pintor
Em Cuba fui estadista
Em Espanha contrabandista
Presidente no Equador!
Fui jardineiro na Suécia
E cabouqueiro no Brasil
Fui escultor no Chile
E fui barbeiro na Rodésia
Fui pastor na Indonésia
Na Inglaterra industrial
No Canadá fui marechal
E almirante em Luxemburgo
Em Sariel Dramaturgo
E larápio em Portugal!
Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 1970
quinta-feira, 19 de março de 2009
AVIS APRENDEU " MIL E UMA FORMAS DE CONTAR E ENCANTAR"
À noite gostei de ver a sala de espectáculos bem composta apesar da ausência dos referidos alunos contrabalançada com a presença dos pais, avós, tios, primos e amigos dos meninos e meninas que fizeram o teatro. Diga-se a propósito que merecem um enorme aplauso pelo trabalho apresentado. “Fazigual” haverá quem faça, mas melhor duvido muito. Parabéns!
É sempre um regalo para os sentidos ouvir contar “estórias” por quem sabe, quer sejam histórias sem espectáculo como defendeu o contador Miguel Horta ou com espectáculo como é o caso do Jorge Serafim, “Sarafim” para os amigos. Até aqueles quem têm menos “jeiteira” para estas coisas da comunicação pelo conto têm interesse em se ouvir, como foi o caso do Pedro André Martins Correia ou do Carlos Moreira (né isso aí meu irmão?). Entre estes homens todos, é sobremaneira agradável ouvir Ilda Oliveira que além de contadora possui o curso de actriz e faz um esforço por cantar bem.
No geral penso que os objectivos foram alcançados, estando de parabéns todos aqueles que se envolveram na feitura deste 5º Encontro de Contadores de Histórias, nomeadamente as funcionárias da Biblioteca Municipal de Avis, a quem “DO CASTELO” presta – mais uma vez – a sua homenagem pelo trabalho desenvolvido em defesa da cultura da e na nossa terra.
Uma palavra final ainda em relação aos contadores: com a presença do “Sarafim”, alentejano de gema, com sotaque altamente assumido, é difícil a qualquer outro contador sobressair, pese embora que o que estava em causa não era uma competição mas apenas a transmissão de mensagens através de uma forma de expressão que é o conto oral.
Pois sendo assim, com Sarafim ou sem Sarafim, que venha o 6º!
terça-feira, 17 de março de 2009
QUINTA-FEIRA: CAFÉ COM LETRAS COM DIREITO A NOTA DE IMPRENSA
À Comunicação Social
A incerteza quanto ao futuro imediato varre o Mundo de lés-a-lés, obrigando à tomada de medidas que invertam a derrocada que se abateu sobre os mercadores financeiros, alastrou às economias e ameaça, que ninguém se atreve a diagnosticar quanto, abalar as estruturas sociais.
A ganância e a desregulamentação parecem estar na origem do descalabro global que vivemos.
Habituados a ouvir falar em crescimento, económico nomeadamente, como se o mesmo fosse infindável, e a viver numa economia de mercado propensa aos exageros consumistas, eis que somos confrontados com uma travagem brusca, arriscando-nos a bater no fundo duma ravina de que se desconhece, por agora, a profundidade.
Perante este cenário, cinzento para uns, negro para outros, urge encontrar respostas alternativas ao consumo desenfreado que desbarata os recursos da Terra, esgotando-a e exaurindo-a, pondo em risco a sua própria sustentabilidade.
Precisamos de respostas! O Decrescimento pode ser uma! Mas é antes de mais, uma filosofia de vida.
E é disso que se vai falar no próximo Café com Letras de 19 de Março, a partir das 18 horas.
Esta iniciativa, que vai no quinto ano de existência, é um espaço de tertúlia, mas também de reflexão, análise e debate dos mais variados assuntos com interesse para os cidadãos, promovido pela Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural.
Para falar sobre o Decrescimento, é convidada do Café com Letras Ana Loichot, bióloga que desistiu de um doutoramento para optar por um modo de vida simples.
Avis, 10 de Março de 2009.
A Direcção da ACA-AC
sábado, 14 de março de 2009
AMÁLIA, A DESILUSÃO - BENFICA, O FILME!
O BENFICA brindou-me com mais um filme “dejá vu”. É sempre a mesma história, isto é o mesmo argumento: se temos treinador não temos jogadores e se temos jogadores não temos treinador. Até já chateia!
Para tentar remediar minimamente as coisas fui ver AMÁLIA e mais uma desilusão. O dito filme não correspondeu às minhas expectativas. Em pouco mais de uma hora fumar para aí perto de cem cigarros e dormir com quatro ou cinco homens não me parece razoável e até chateia, apesar de ser com cada um de sua vez…
Comparar o MAMMA MIA com AMÁLIA é quase o mesmo que comparar o Cristiano Ronaldo com o Pablo Aimar…
Para que as coisas se amenizem um pouco, olhem, oiçam algo de maravilhoso, carregando aqui:
sexta-feira, 13 de março de 2009
CESTAS DE POESIA (LIX)
A minha casa é cães e gatos
É uma casa de bicharada,
É só rendilhas e farrapos
É uma casa de trapalhada
Mas que grande cheirete
Naquela casa existia
Só o que tem é bicharada
Não tem nada que se aproveite;
O esfregão serve de tapete
Faço a cama de sacos
É só ratazanas e ratos
Qual foi o meu espanto
Bichos, nunca vi tantos
Minha casa é cães e gatos!
Tantos bichos saltões
E pulgas a saltar
Piolhos a passear
E lêndeas aos montões;
Percevejos aos milhões
E melgas às picadas
Mosquitos às bandadas
É só o que ali existia
Mas que tanta porcaria
É uma casa de bicharada!
Como dentro de uma gamela
Onde comem os animais
Ainda lá comem muitos mais
Dentro daquela tigela
Come um cão e uma cadela
Comem salpeias e sapos
Comem cobras e lagartos
Ali não há diferença
Mas que coisa tão nojenta
É só rendilhas e farrapos!
Mas que grande enjorpilha
O penico serve de banheira
Mas que grande nojeira
Naquela casa havia
Tanto bicho que ali surgia
Daquela casa esburacada
Tudo o que tem não vale nada
O melhor prato é a maceira
É pior que uma estrumeira
É uma casa de trapalhada!
Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 2008
quinta-feira, 12 de março de 2009
TROCA-SE CANÁRIO POR CANÁRIA
"Troca-se canário amarelo, em plena capacidade reprodutiva por canária de qualquer cor igualmente em idade reprodutiva. Contacto: 96 90 15 106"
Aqui fica o apelo.
terça-feira, 10 de março de 2009
A SEGUIR VOU EU!
Não há mais, o que quer dizer que, em condições normais, a seguir a estes dois que restam … vou eu.







