terça-feira, 21 de abril de 2009

NÓS, EUROPEUS?????

Nós, Europeus, cá por Avis vamos morrendo alegre e passivamente. O Centro de Saúde está a entrar em colapso e nós deixamos que sejam os outros a resolver tudo e por vezes a resolverem a seu belo prazer e da maneira que mais lhes convém, enquanto nós nos limitamos a criticar, a dizer que está mal. Se nos pedirem para intervirmos – que é um direito que a Constituição nos concede – é certo e sabido que temos muito que fazer, que isso não é para nós mas para os outros.
Aqui do lado, da vizinha freguesia de Montargil, vem o exemplo a seguir: existe uma Comissão de Utentes do Centro de Saúde que tudo tem feito para que a saúde em Montargil tome um rumo diferente daquele que tem levado. Tem conseguido alguma coisa? Não sei, mas sei que se fazem ouvir e que, quem de direito, sabe que existe alguém com vontade de mudar, de romper com uma situação caótica. E se Montargil tem, porque é que Avis não há-de ter também? Chamem-lhe Comissão de Utentes, chamem-lhe Liga dos Amigos do Centro de Saúde de Avis, chamem-lhe o que quiserem, mas faça-se alguma coisa.
Há dias um utente, residente em Avis, contou-me que numa quarta-feira, se deslocou ao nosso Centro numa situação de emergência. Parece que às quartas-feiras já não há “consulta aberta” no Centro de Saúde de Avis, por falta de médico. Assim, dirigiu-se a Ponte de Sôr e lá, o médico que o atendeu fê-lo com maus modos, (o que é péssimo para uma pessoa que recorre a uma urgência) ao mesmo tempo que dizia para um funcionário que estava presente: “Já não atendo mais ninguém de Avis”. Mas isto é o quê? Andam a brincar connosco e nós passivamente a deixar-mo-nos matar. A grande maioria dos habitantes do concelho de Avis, que necessita de cuidados de saúde, continua a ser tratada como animais que enxotados de um lado para outro ficam encurralados e sem saída, sendo o mais grave de tudo isto o facto de não terem culpa nenhuma das condições que lhe foram criadas.
Para quando a formação entre nós de uma comissão apartidária que tente inverter esta situação de humilhação a que nos levaram? Onde estão os lutadores deste concelho que tantas lições de “cidadania intervencionista” deram ainda não há muitos anos? Estão conformados? Porquê? Acaso a constituição mudou? Acaso a saúde deixou de ser uma prioridade para todos nós?
Pensem bem nisto e haja alguém que dê o pontapé de saída para que façamos valer os nossos direitos que tão mal tratados têm sido ultimamente. Caso contrário continuarão por cá a morrer alegremente uns…para bem de outros!
Contem comigo.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

CESTAS DE POESIA (LXIV) - COM SUPLEMENTO!

Por vezes a poesia leva-nos a interpretações destorcidas da realidade que refletem, outras são maliciosas ou parecem ser.
Descubram em que grupo classificariam a poesia que vos trago hoje, ainda da autoria de JOAQUIM LOBATO, que como sabemos é mais conhecido por JOAQUIM MARTINHO, natural do Maranhão e residente em Aldeia Velha.
Ora atentem bem:

Fui uma noite pintar
Com um caneco emprestado
Pintei sem reparar
Pintei mas fiquei pintado

Quando comecei devagarinho
A pintar o ramalhete
Primeiro foi com azeite
Depois foi com cuspinho
O caneco era novinho
Começa o pincel a entrar
Vem de lá a dona a ralhar
Não me parta a tigelinha
Que coisa engraçadinha
Fui uma noite pintar

Mas que linda canequinha
Onde eu fui pintar
Pintei até me enfadar
Até pintei na da vizinha
Pintei um cravo e a escrivaninha
E um vaso bem desenhado
Ela aceitou com agrado
E nunca me diz que não
Escreva com mais atenção
Com o seu caneco emprestado

Eu pinto no bom sentido
Diz a criada para a patroa
Eu até vejo Lisboa
Quando me escreve no umbigo
Mais abaixo não há perigo
Que eu possa desmaiar
Lá está a tinta a pingar
No lugar da rachadela
Diga lá que desculpe ela
Que eu pintei sem reparar

Eu pinto com a minha caneta
Tudo o que pinto fica aprovado
Posso pintar em todo o lado
Que ela não é ciumenta
Pintar tanta caneca
Está um bocado enxovalhado
Ela arruma-o para o lado
E eu nunca dei por nada
E ela muito envergonhada
Eu pintei mas fiquei pintado

Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 2000


P.S.: e porque igualmente se trata de poesia da mais pura, oiçam por favor esta letra dos XUTOS, que se está a transformar num grande êxito de audiências, clicando precisamente aqui: http://www.youtube.com/watch?v=yG4BUZ9zcBg

quinta-feira, 16 de abril de 2009

FOTOGRAFIA 3X24

Fotografia 3 por 24 é simples, é de borla e dá montes de gozo.
A ideia pertence ao "MARANHÃO" onde pode e deve ler o regulamento que resumidamente é:
24 Fotógrafos naturais ou residentes em Avis, 24 fotografias por eles obtidas em 24 horas da vida do nosso concelho.
Por sorteio, cada fotógrafo ficará com uma hora do dia para tirar as fotos que entender e depois escolher uma que posteriormente se juntará às 23 dos outros participantes para, em exposição darem a conhecer o pulsar do concelho nas vinte e quatro horas do dia.
Fácil, não é? Mas só falta uma coisa: é inscrever-se em: maranhao@iol.pt
De pouco serve dizer “podem contar comigo” se não se inscreverem.
Vamos lá amigos da fotografia, vamos pegar a sério nesta iniciativa a todos os níveis louvável.
VAMOS INSCREVER-NOS JÁ!!!!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

AMANHÃ, QUINTA ( 16-4-2009) HÁ CAFÉ COM LETRAS

Repasso o seguinte:

Café com Letras
CONVITE



Porque é importante a... Política?
“(...) A ilusão do consenso e da unanimidade, bem como os apelos ao «antipolítico», deviam ser reconhecidos como fatais para a democracia e, por isso, abandonados. A ausência de uma fronteira política, longe de ser um sinal de maturidade política, é sintoma de vazio que pode pôr em perigo a democracia, (...)” Chantal Mouffe – O Regresso do Político, Gradiva, 1996
É este o tema do Café com Letras no próximo dia 16 DE ABRIL DE 2009 (quinta-feira).

Temos, pois, o grato prazer de o(a) convidar para dois dedos de conversa com PROFESSORA MANUELA MAGNO na sede da ACA-AC, sita na Praça Serpa Pinto, n.º 11 em Avis, pelas 18 horas.

16 DE ABRIL DE 2009

18 horas


O Café com Letras é uma organização da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O RALLY PAPER DA CASA DO BENFICA E OUTROS CONSIDERANDOS

O Rally-Paper da Casa do Benfica em Avis, a par da Mini Maratona de Fotografia Digital da Casa de Cultura/Clube de Fotografia e as Provas de Orientação dos Amigos de Aviz (estas, poucas, digo eu), são actividades que se encontram bem enraizadas e que têm sempre uma participação bastante assinalável. Destaco estas pela sua originalidade, pois que já se tornaram saudavelmente habituais e muito participados os diversos passeios pedestres e as provas de BTT.
Na passada sexta-feira foi o 6º Raly Paper. Embora tenha perdido algum glamour com a falta do arco da partida, a instalação sonora para fóra das paredes da Casa, e a enorme bandeira a dar a partida às várias equipas (a propósito, onde anda o Luís Junça – filho – que este ano não apareceu?) a verdade é que o mesmo assegurou a participação de muitas pessoas e o são convívio que estes eventos sempre proporcionam.
Constou-se-me que o número de equipas este ano foi menor o que não é motivo para que os organizadores esmoreçam nem para que a ASSOCIÇÃO DE PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO DAS ESCOLAS DO CONCELHO DE AVIS, deixem de saborear a merecida vitória que alcançaram. Parafraseando a organização, realmente fizeram, e bem, os trabalhos de casa… PARABÉNS!
Para a “Dádinha”, rosto mais visível de uma equipa que se empenha para que tudo corra bem, os meus parabéns e...um reparo: por muito zangados que estejamos com a nossa equipa de futebol, por favor nunca mais dê aos concorrentes uma prova escrita a…verde!
E já agora, porque é que isto AQUI não funciona desde 4 de Abril de 2007?

sexta-feira, 10 de abril de 2009

CESTAS DE POESIA (LXIII)

A poesia popular também tem o condão de nos deixar testemunho de coisas (costumes, monumentos, profissões, empresas) que com o tempo vão desaparecendo. As décimas que hoje aqui vos deixo, do nosso amigo JOAQUIM LOBATO, escritas em 2000 fazem alusão a uma série de situações que já deixaram de existir e outras que, pelo menos aparentemente para lá caminham.
Ora descubra-as lá, se fizer favor!
Avis linda vila
És bonita e não te iludes
Lá tens um grupo amigo
P’ra brilho da juventude!


Lá no cimo tens o Convento
Tens a Torre do Zé da Costa
Tens outra que está p’ra mostra
P´ra servirem de monumento
Lá tens a Câmara no centro
E a multidão que desfila
És concelho de Benavila
E de outras mais pertencentes
És o espelho de muita gente
Avis linda vila

Lá trabalham cambaristas
Canetas, lápis e martelo
Dos Bombeiros tens um quartel
Acodem a qualquer artista
Tens a Igreja Matriz à vista
E um Centro de Saúde
És terra de muita virtude
Quem foi a tua madrinha?
Do Alentejo és rainha
És bonita não te iludes!

Ela não está esquecida
Está nahistória de Portugal
É património mundial
A sua paisagem preferida
Ruas estreitas são antigas
Tem tudo no bom sentido
Tens um centro de convívio
E a fábrica das confecções
Lá tens boas razões
P’ra teres um grupo amigo

És vila, não és cidade
Consideras-te muito feliz
Tens por nome Mestre de Avis
E ninguém te tira a bondade
És velhinha na idade
Mas de nome nunca mudes
Tens torres de altitude
E as muralhas que são antigas
Tens o povo que assim o diga
P’ra brilho da juventude!

Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 2000

quarta-feira, 8 de abril de 2009

UM CÉREBRO À PROVA DOS NOVES

Pois é, devíamos efectivamente ter um cérebro à prova dos noves. Passo a explicar-me.
A maioria dos estabelecimentos comerciais, digamos que 99,90%, sejam supermercados, prontos a vestir, ou quaisquer outros, têm os seus produtos marcados por um número cuja parte decimal invariavelmente começa por 9 e muitas vezes termina por nove. Por exemplo, o artigo x custa 2,99€. Acontece que por qualquer motivo que não sei explicar, as pessoas fixam melhor a parte que está antes da vírgula, os euros. No exemplo acima o que se fixa é que o artigo custa dois euros e qualquer coisa, esquecendo-se que esse “qualquer coisa” é de tal modo elevado que o artigo em causa custa sim três euros menos qualquer coisa e não dois e qualquer coisa. Em artigos que se levem mais que uma unidade de preço, começa a pesar na carteira e de que modo!
É claro que os comerciantes utilizam esta técnica que para eles resulta muito bem, a julgar até pelos exemplos que tenho dentro da minha própria casa que, no entanto, a pouco e pouco já vão tomando atenção à parte decimal dos preços.
Se é daqueles que nunca reparou faça-o e verá se eu não tenho razão.
E já agora tenha um cérebro à prova dos noves!

domingo, 5 de abril de 2009

SOMBRAS PERDIDAS...OBRAS ESQUECIDAS

Foto 1 - Sombras "cruzadas"
Foto 2 - Sombras "carregadas


Foto 3 - Obra "rolante"

Foto 4 - Obra "fotogénica"

A Mini maratona Fotográfica Digital foi um êxito. Os participantes duplicaram, o que desde logo é indício de que tudo corre bem. Para já e antes que se me varra, os parabéns ao Francisco Cordeiro e ao Jorge Nunes pelo empenho posto nesta iniciativa.
Para os participantes, pelo menos para um que eu conheço. o drama acontece quando se têm que escolher apenas duas fotos para apresentar, quando se têm dezenas para escolher.
Acima reproduzem-se algumas das centenas que na totalidade dos participantes não chegaram à apreciação do juri.
Na foto 4, à boa maneira portuguesa, trabalham dois e um....diverte-se - não contando com o outro que tirou esta foto...


sexta-feira, 3 de abril de 2009

CESTAS DE POESIA (LXII)

Foto: "JOAQUIM LOBATO...à boa maneira fadista...de mãos nos bolsos e olhos fechados..."


JOAQUIM LOBATO, além de poeta também gosta de cantar o fado. E à boa maneira fadista, de mãos nos bolsos e olhos fechados, como manda a tradição, empolga quem o ouve puxar pela sua voz castiça. Na foto acima podemos recordá-lo em plena actuação, numa tarde Março, em Avis.

Mas voltando à poesia, dou hoje a conhecer mais uma "obra" deste poeta/fadista de Aldeia Velha:

Eu fui ganhão lá na serra
Na serra é que eu habito
Quando eu brado à fera
Légua e meia soa o grito


Fiz um ajuste com o patrão
Em ganhar uma grande soldada
Azeite era uma canada
E dez alqueires de pão
Sete litros de feijão
De forrança duas vitelas
Vermelhas eram elas
E um moio de trigo ensacado
Ganhava um grande ordenado
Quando eu fui ganhão lá na serra!

Na conta de uma ocharia
De cinquenta bois de corneira
Trabalhava à minha maneira
Do aclarar ao pôr do dia
Tinha lá bois de valentia
O Torrado e o Palmito
O Morgado e o Carpito
Quando eu mandava enregar
Tinha que aos chinelos dar
E lá na serra é que eu habito

Lá por essa madrugada
Quando eu tocava o buzino
Punha-se a ganharia a pino
Temos de ir ó rapaziada
Temos a sementeira atrasada
Porque o tempo não espera
Metam os arados à terra
Trazia tudo satisfeito
Todos me guardavam respeito
Quando eu bradava à fera

Não me podia descuidar
Com aquele encargo valente
Com a labuta que tinha pela frente
Tanta semente para espalhar
As contas tinha que dar
Não dar o dito por não dito
Para parar dava um apito
Era o dever de um ganhão
Eu tinha cá um pulmão
Que légua e meia soa o grito

Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 2005

A TRISTE REALIDADE: UTENTES DO CENTRO DE SAÚDE DE AVIS CADA VEZ MAIS ABANDONADOS

Ao que se me consta a saúde de Avis vai sofrer um novo e rude golpe com a saída de mais um médico dos quadros do Centro de Saúde local: o Dr. Barriga irá apresentar-se na próxima segunda-feira, em Borba. Começa a desenhar-se um cenário que ainda não há muitos anos pareceria quase impossível: o do funcionamento do Centro de Saúde de Avis com um horário ainda mais reduzido, quiçá a caminho do seu encerramento total. Custam a entenderem-se estas decisões por parte de quem as autoriza, não da parte daqueles que pretendem melhorar as suas condições de vida, diminuindo, como é o caso, a distância que medeia entre a sua casa e o local de trabalho. Mas quem as autoriza falo-à de ânimo leve? Que fizeram para que isto não acontecesse? Quem defende os interesses de uma população cada vez mais necessitada de cuidados médicos? Para onde vamos com este estado de coisas? As autoridades locais, responsáveis pelo normal funcionamento do concelho, souberam disto atempadamente ou só tiveram conhecimento à posteriori? Se o souberam antes porque não intercederam no sentido de que a saída deste médico só se verificasse aquando da sua substituição? E irá sequer haver substituição? E dois médicos chegam para um concelho com as características do nosso? É um puzzle demasiado complicado para ser perceptível á vista desarmada.
O papel do médico de família começa também a ser de difícil execução pois que não há sequer tempo para o médico conhecer o seu doente. Há quem fosse doente do Dr. Paula Campos e com a saída deste tivesse passado para o Dr. Mário e depois deste sair de Avis tivesse que ir parar a um novo médico de família, ao Dr. Barriga, e agora, após a sua ausência há que mudar de novo. E as escolhas começam a ser cada vez menores.
Que as coisas estão a ficar muito más em Avis, no que à saúde dizem respeito, lá isso estão.
De quem é a culpa? Se calhar é de todos nós, se bem que entre nós, haverá uns que têm muito mais culpas do que outros.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

POIS É... ERA MESMO SÓ O QUE NOS FALTAVA!

Foto: "...repare na foto acima - não está lá nada."

Pois é!
Realmente era só o que nos faltava era um parquímetro em Avis… Mantendo a tradição e para que esta não se perca de todo, “DO CASTELO” continua a mentir conscientemente no dia 1 de Abril e só no dia 1 de Abril. Fora disso, garanto que só por ignorância o fará.
Estejam pois todos descansados que se pode continuar a estacionar de graça na zona histórica e fora da dita. Àqueles que de soslaio olharam para o posto de Turismo para ver da maldita máquina, estejam tranquilos porque o que viram aqui no blogue foi tão-somente uma ilusão de óptica: repare na foto acima – não está lá nada. E os que de Beja até chegaram a comparar “parquimicamente” Avis a Beja, descansem igualmente…venham a Avis que o estacionamento é à “borliú”.
Dia das mentiras só para o ano. Até lá e espero que… com algo mais credível!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

ERA SÓ JÁ O QUE NOS FALTAVA!

Foto:" No sentido de diminuir o trânsito na zona histórica de Avis... , foram colocados...parquímetros como a foto acima confirma, mostrando-nos o colocado na Praça Serpa Pinto( zona B), mesmo junto ao Posto de Turismo. "

Realmente era só o que nos faltava!
Não bastava já o mês de Abril ser o do pagamento da Contribuição Autárquica sobre a propriedade urbana, e eis que agora nos “cravam” com mais uma despesa. Passo a explicar:
No sentido de diminuir o trânsito na zona histórica de Avis e simultaneamente arrecadar alguns euros para a sua revalorização, foram colocados na referida zona histórica e a partir de hoje, parquímetros como a foto acima confirma, mostrando-nos o colocado na Praça Serpa Pinto, mesmo junto ao Posto de Turismo. Foram consideradas três zonas: a zona A correspondente ao Largo do Convento, a B correspondente à Praça Serpa Pinto e Largo da Igreja Matriz e a C abrangendo o Largo Sérgio de Castro. Resumindo: estacionar a partir de hoje naqueles locais custa-nos dinheiro.
Não pondo em causa a justeza desta decisão, não posso deixar de manifestar o meu desagrado por esta medida já que mais uma vez serão os automobilistas os sacrificados com novo desembolso a agravar-lhe o já tão paupérrimo orçamento mensal. Mais fácil seria proibirem pura e simplesmente o trânsito naqueles locais, mas o dinheiro fala, ainda e sempre, mais alto.
Oxalá quem de direito repense esta decisão para que tudo volte como estava.

Como diria o poeta: P’ra melhor está bem, está bem, p’ra pior já basta assim!

terça-feira, 31 de março de 2009

QUINTA-FEIRA HÁ CAFÉ COM LETRAS

As tertúlias de conversa e partilha de ideias, na Sede dos Amigos de Aviz - continua com a sua cadência quinzenal. Na próxima Quinta-feira há mais uma sessão de "Café com Letras". Eis o que os Amigos dizem sobre o tema desta semana:

Porque é importante a...REGIONALIZAÇÃO? (ou não é?...)
2 de Abril, 18 horas
É tema de conversa no Café com Letras






NOTA DE IMPRENSA

8 DE NOVEMBRO DE 1998, os portugueses disseram não à regionalização!
Os argumentos que pesaram para estes resultados – NÃO 64%, SIM 36 % e ABSTENÇÃO 51,7% - foram essencialmente 3: (mais) partilha de poder, surgimento de uma nova classe política e despesismo na gestão regional.

11 anos volvidos, o tema volta à ribalta política, anunciando-se como muito provável que na próxima legislatura se faça uma nova consulta popular, quando, tanto agora como em 1998, o conceito parece não estar bem definido, o que poderá, tal como há 11 anos, gerar diversas interpretações.
É por isso muito importante que, desde já, se inicie uma reflexão que ajude a perceber o que vai estar em discussão e pesar os prós e os contras desta iniciativa.

E é disso que se vai falar no próximo Café com Letras de 2 de Abril, a partir das 18 horas.
Esta iniciativa, que vai no quinto ano de existência, é um espaço de tertúlia, mas também de reflexão, análise e debate dos mais variados assuntos com interesse para os cidadãos, promovido pela Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural.
Para falar sobre o “Porque é importante a... Regionalização?”, é convidado do Café com Letras o Professor Mendo Castro Henriques.


Avis, 29 de Março de 2009.
A Direcção da ACA-AC




domingo, 29 de março de 2009

O ASSEIO FICA BEM EM TODO O LADO

Foto 1- " Na Rua Dr. Francisco Salgado Zenha, um dos muros estava muito sujo mas agora está a ficar bonito..."
Foto 2 - "Nas imediações das bombas de gasolina onde param os Expressos ...o desleixo dá uma má imagem a quem por cá apenas passa..."

Reparem nas duas fotos acima e vejam como o asseio fica bem em todo o lado.
Na Rua Dr. Francisco Salgado Zenha, um dos muros estava muito sujo mas agora está a ficar bonito, caiadinho, graças à intervenção do(a)s dono(a)s. No entanto o facto de já haver alguns dias que as caianças não avançam, deixa-me receoso pois que aqueles desenhos que se vêm precisamente onde a parede continua suja, aquelas espécies de sóis, (por favor amplie a foto para ver bem) podem ter sido considerados como pinturas rupestres e então, adeus cainças. Por muita vontade que os donos do prédio tenham em alindar o muro, se os desenhos forem mesmo pinturas rupestres, não há nada a fazer: há é que preservar os gatafunhos dos nossos antepassados, como se fez em Foz Côa…Esperemos que não.
Que bonito também ficariam, caiadas, as paredes da Cooperativa Agrícola de Avis, ali mesmo ao lado…
Nas imediações das bombas de gasolina onde param os Expressos que fazem ligação por Avis para vários destinos, nomeadamente Lisboa, o cenário é completamente ao contrário: o desleixo dá uma má imagem a quem por cá apenas passa e leva a ideia de que Avis deve ser uma vila muito suja. Não saindo dos autocarros para verem outros locais, os passageiros ficam apenas com a imagem de um pedaço de terra cheio de erva seca, cheia de papéis e de imundices de cão. (amplie também esta fotografia e surpreenda-se com tanta sujidade) E é isso que lhes fica na memória em relação a Avis.
É pena, pois que ali ficaria muito bem um pedaço de jardim. Digo eu…

sexta-feira, 27 de março de 2009

CESTAS DE POESIA (LXI)

Embora seja agora que mais nos queixemos da crise, ela já vem de longe. Que o diga o nosso amigo JOAQUIM LOBATO, que já em 2005 escrevia assim:



Estamos num país de pobreza
Já produz pouco ou nada
Desde que entrou na CEE
A Nação ficou desgraçada


Foi a desgraça de muita gente
Só alguns beneficiaram
Se estavam bem, melhor ficaram
E os outros ficaram descontentes
Deu emprego a muita gente
Só lucrou a grandeza
Juntaram mais a riqueza
Com dinheiro a fundo perdido
Só os pobres estão esquecidos
Neste país de pobreza

Nunca estiveram tão bem
Estão sempre a embolsar
Ainda estão a reclamar
Será pelo bem que têm?
Tantas verbas que de lá vêm
Já vem toda destinada
Os pobres não têm direito a nada
Têm subsídios para culturas, árvores e gados
Para casas e montes abandonados
E já produzem pouco ou nada

Não vale a pena lutar
Porque sempre assim há-de ser
Nascem uns para sofrer
Nascem outros para gozar
Sempre assim há-de continuar
Neste país já não há fé
Desde o princípio que assim é
Há mais fábricas a fechar
Mais o desemprego a aumentar
Desde que entrou na CEE

Há muitos que nada têm
Outros têm aos montões
Compram jipes e jipões
Carros de luxo todos têm
Isto não pode funcionar bem
Esta lei está errada
Uns com tanto, outros sem nada
Não se vê nada a melhorar
Enquanto isto assim continuar
Está a Nação desgraçada!

Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 2005

quinta-feira, 26 de março de 2009

MAS É ESTE O PORTUGAL QUE TEMOS...

Desde o passado sábado que Portugal vive discutindo á volta do erro de uma pessoa que por acaso até é árbitro de futebol. Portugal só não parou ainda porque não calhou. Parece que desse penalti ficou pendente toda a vida de um povo. Como é possível que a marcação de uma grande penalidade, erradamente assinalada é certo, possa dar azo a tanta conversa despesista e levar aos extremos de haver ameaças de morte e outros insultos, vindo alguns até de pessoas que bem deveriam era apaziguar em vez de deitar achas para a fogueira? Mas este é o Portugal que temos e, se calhar, que merecemos.
Que importa que no passado mês de Fevereiro o desemprego tenha aumentado à média de 1000 novos desempregados por cada dia útil do mês? Nada! Que importa que no mês de Fevereiro o desemprego no Norte Alentejano tenha aumentado 6,2%? Nada! Que importa que a Qimonda Portugal vá fechar as portas e assim passem mais 1700 (mil e setecentas) pessoas a engrossar o número de desempregados? Nada! Que importa que dois milhões de portugueses (ou estarão já mais perto dos três milhões do que dos dois?) vivam abaixo do limiar da pobreza? Nada! O que importa é que não foi penalti e… mais nada.
Até parece que voltámos ao tempo do Ti Tonho em que o Futebol, a par do fado, dava de comer a meio Portugal.
Por este andar, onde é que iremos parar? A bom porto não será decerto!
Haja vergonha!

terça-feira, 24 de março de 2009

AVIS EM ALTA!

No passado sábado, dia 21, – Dia Mundial da Poesia – o nome de Avis foi proclamado em Almeirim, aquando da distribuição de Prémios dos Jogos Florais de Almeirim 2008/2009, uma organização da Associação de Defesa do Património Histórico e Cultural do Concelho de Almeirim.
“DO CASTELO” teve acesso à brochura dos trabalhos premiados e passa a reproduzir a Menção Honrosa que, na modalidade de poesia obrigada a mote, veio direitinha para Avis:


Compreender um ao outro
É um jogo complicado
Pois quem engana não sabe
Se não estava enganado
(Fernando Pessoa)

I
É difícil entender
Os sentimentos alheios
E sem ler nos entremeios
Mais custa compreender;
Diversas formas de ser
Tem este e tem aqueloutro
Sendo ingénuo ou douto
Pode ser simples até
Já que tolerante é
COMPREENDER UM AO OUTRO!

II
Às vezes tudo entendemos
Nada nos é escondido
Tudo é fácil, percebido
Assim mesmo como o vemos;
Noutras não compreendemos
Por estar tão disfarçado,
Qualquer um é enrolado
Se não temos atenção
Perdemos toda a noção
…É UM JOGO COMPLICADO!

III
E quem é pouco sensato
Quando tudo quer saber
Ouve e vai logo dizer
Mesmo que seja boato;
Compõe bem o seu relato
E por muito que se gabe
Sua verdade não cabe
No mundo que quer honrar;
Teremos que o desculpar
POIS QUEM ENGANA NÃO SABE

IV
Às vezes mais valeria
Ouvir e nada dizer
Pois quem não apreender
Onde a mentira existia
Mentirá mais que num dia;
Até se sentir cansado
Conta tudo em todo o lado,
Mas diz mal da sua vida
Quando ele próprio duvida
SE NÃO ESTAVA ENGANADO…


Pseudónimo: Pela verdade
De registar igualmente que Avis esteve representado, no mesmo dia, num encontro de poetas populares realizado em Casa Branca/Sousel através do poeta avisense MANUEL GAIATO.

sábado, 21 de março de 2009

CESTAS DE POESIA ( LX)

Acontece aos melhores, quanto mais a mim... Ontem esqueci-me que era sexta-feira e não publiquei as "Cestas de Poesia". Com o "mea-culpa", as desculpas ao meu homenageado e a todos aqueles que costumam acompanhar estes momentos de cultura popular.
Continuando com o amigo JOAQUIM MARTINHO, vejam como é possível correr o mundo voando na imaginação de um poeta.
Na Rússia fui orador
Na China fui cardeal
Presidente no Equador
E larápio em Portugal


Já fui Papa na Itália
Na França fui emigrante
Na Suiça viajante
Pára-quedista na Austrália
Fui barqueiro na Somália
No Iraque fui solicitador
Alfaiate em S. Salvador
E fuzileiro na Bélgica
Na Rússia fui orador !

Fui judoca no Japão
Na Alemanha fui guerreiro
No México fui toureiro
E veterinário no Irão
Fui pintor no Turquistão
E vaqueiro no Senegal
Na Dinamarca fui general
Motalgico na Finlândia
Pescador na Nova Zelândia
Na China fui cardeal !

Fui banqueiro na Hungria
Na Índia fui astrólogo
Na Grécia fui cronólogo
E caçador na Turquia
Fui arquitecto na Colômbia
No Egipto historiador
Na Guatemala fui pintor
Em Cuba fui estadista
Em Espanha contrabandista
Presidente no Equador!

Fui jardineiro na Suécia
E cabouqueiro no Brasil
Fui escultor no Chile
E fui barbeiro na Rodésia
Fui pastor na Indonésia
Na Inglaterra industrial
No Canadá fui marechal
E almirante em Luxemburgo
Em Sariel Dramaturgo
E larápio em Portugal!

Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 1970

quinta-feira, 19 de março de 2009

AVIS APRENDEU " MIL E UMA FORMAS DE CONTAR E ENCANTAR"

O Auditório Municipal de Avis encheu-se de histórias e de estórias no passado dia 18 de Março. De manhã e de tarde a sala estava composta muito pela presença dos alunos da Escola Profissional Abreu Callado que dão um jeitão para estes eventos. Retirassem-nos de lá e veriam como a sala se tornaria enormíssimamente vazia…
À noite gostei de ver a sala de espectáculos bem composta apesar da ausência dos referidos alunos contrabalançada com a presença dos pais, avós, tios, primos e amigos dos meninos e meninas que fizeram o teatro. Diga-se a propósito que merecem um enorme aplauso pelo trabalho apresentado. “Fazigual” haverá quem faça, mas melhor duvido muito. Parabéns!
É sempre um regalo para os sentidos ouvir contar “estórias” por quem sabe, quer sejam histórias sem espectáculo como defendeu o contador Miguel Horta ou com espectáculo como é o caso do Jorge Serafim, “Sarafim” para os amigos. Até aqueles quem têm menos “jeiteira” para estas coisas da comunicação pelo conto têm interesse em se ouvir, como foi o caso do Pedro André Martins Correia ou do Carlos Moreira (né isso aí meu irmão?). Entre estes homens todos, é sobremaneira agradável ouvir Ilda Oliveira que além de contadora possui o curso de actriz e faz um esforço por cantar bem.
No geral penso que os objectivos foram alcançados, estando de parabéns todos aqueles que se envolveram na feitura deste 5º Encontro de Contadores de Histórias, nomeadamente as funcionárias da Biblioteca Municipal de Avis, a quem “DO CASTELO” presta – mais uma vez – a sua homenagem pelo trabalho desenvolvido em defesa da cultura da e na nossa terra.
Uma palavra final ainda em relação aos contadores: com a presença do “Sarafim”, alentejano de gema, com sotaque altamente assumido, é difícil a qualquer outro contador sobressair, pese embora que o que estava em causa não era uma competição mas apenas a transmissão de mensagens através de uma forma de expressão que é o conto oral.
Pois sendo assim, com Sarafim ou sem Sarafim, que venha o 6º!

terça-feira, 17 de março de 2009

QUINTA-FEIRA: CAFÉ COM LETRAS COM DIREITO A NOTA DE IMPRENSA

Quinta-feira, dia 19, há Café com Letras. Mais um! E especialíssimo. Certamente por engano, foi-me endereçada uma nota de impressa emitida pelos Amigos do Concelho de Aviz. Digo por engano porque “DO CASTELO” não é nem tem intenções de ser um órgão de comunicação social. Mas já que cá chegou passo a divulgá-la:



À Comunicação Social

A incerteza quanto ao futuro imediato varre o Mundo de lés-a-lés, obrigando à tomada de medidas que invertam a derrocada que se abateu sobre os mercadores financeiros, alastrou às economias e ameaça, que ninguém se atreve a diagnosticar quanto, abalar as estruturas sociais.
A ganância e a desregulamentação parecem estar na origem do descalabro global que vivemos.
Habituados a ouvir falar em crescimento, económico nomeadamente, como se o mesmo fosse infindável, e a viver numa economia de mercado propensa aos exageros consumistas, eis que somos confrontados com uma travagem brusca, arriscando-nos a bater no fundo duma ravina de que se desconhece, por agora, a profundidade.
Perante este cenário, cinzento para uns, negro para outros, urge encontrar respostas alternativas ao consumo desenfreado que desbarata os recursos da Terra, esgotando-a e exaurindo-a, pondo em risco a sua própria sustentabilidade.
Precisamos de respostas! O Decrescimento pode ser uma! Mas
é antes de mais, uma filosofia de vida.
E é disso que se vai falar no próximo Café com Letras de 19 de Março, a partir das 18 horas.
Esta iniciativa, que vai no quinto ano de existência, é um espaço de tertúlia, mas também de reflexão, análise e debate dos mais variados assuntos com interesse para os cidadãos, promovido pela Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural.
Para falar sobre o Decrescimento, é convidada do Café com Letras Ana Loichot, bióloga que desistiu de um doutoramento para optar por um modo de vida simples.

Avis, 10 de Março de 2009.
A Direcção da ACA-AC