À noite gostei de ver a sala de espectáculos bem composta apesar da ausência dos referidos alunos contrabalançada com a presença dos pais, avós, tios, primos e amigos dos meninos e meninas que fizeram o teatro. Diga-se a propósito que merecem um enorme aplauso pelo trabalho apresentado. “Fazigual” haverá quem faça, mas melhor duvido muito. Parabéns!
É sempre um regalo para os sentidos ouvir contar “estórias” por quem sabe, quer sejam histórias sem espectáculo como defendeu o contador Miguel Horta ou com espectáculo como é o caso do Jorge Serafim, “Sarafim” para os amigos. Até aqueles quem têm menos “jeiteira” para estas coisas da comunicação pelo conto têm interesse em se ouvir, como foi o caso do Pedro André Martins Correia ou do Carlos Moreira (né isso aí meu irmão?). Entre estes homens todos, é sobremaneira agradável ouvir Ilda Oliveira que além de contadora possui o curso de actriz e faz um esforço por cantar bem.
No geral penso que os objectivos foram alcançados, estando de parabéns todos aqueles que se envolveram na feitura deste 5º Encontro de Contadores de Histórias, nomeadamente as funcionárias da Biblioteca Municipal de Avis, a quem “DO CASTELO” presta – mais uma vez – a sua homenagem pelo trabalho desenvolvido em defesa da cultura da e na nossa terra.
Uma palavra final ainda em relação aos contadores: com a presença do “Sarafim”, alentejano de gema, com sotaque altamente assumido, é difícil a qualquer outro contador sobressair, pese embora que o que estava em causa não era uma competição mas apenas a transmissão de mensagens através de uma forma de expressão que é o conto oral.
Pois sendo assim, com Sarafim ou sem Sarafim, que venha o 6º!








