segunda-feira, 9 de março de 2009

QUEM SABE SABE E "O MARANHÃO" É QUE SABE!

Foto: "...já se pode transitar no sentido Praça Serpa Pinto - Largo da Igreja Matriz..."


Quem sabe, sabe e …O MARANHÃO é que sabe. Efectivamente, como o meu colega muito atempadamente comunicou e a foto documenta, a partir de dia 2 de Março já se pode transitar no sentido Praça Serpa Pinto – Largo da Igreja Matriz e a Rua dos Muros já se faz nos dois sentidos, coisa que aberrantemente não acontecia, de algum tempo até aquela data. Agora até já é, por exemplo, muito mais fácil fazer limpeza ao contentor do lixo que se situa junto à Torre de S. Roque. Digo eu…
Um blogue bem informado vale por dois, e o meu colega O MARANHÃO sabe-o bem, ou melhor: sabe-a toda e o negócio está-lhe a correr bem, pois que no passado sábado inaugurou a sua própria estação de televisão, a RTVM (Rádio Televisão do Maranhão) e não olhando a despesas eis que no dia seguinte dá baixa da RTVM e logo de imediato regista a WtvM (Web tv Maranhão). Confesso que as sessões experimentais são, não só de alto nível técnico, como também de alto nível programático. A mira técnica está em estudo e só espero é que nunca por lá apareça a seguinte legenda: “Pedimos desculpa por esta interrupção, as postagens seguem dentro de dias”.
Mas há uma coisa que o meu prezado colega me vai ter que desculpar por eu trazer aqui a lume, como reparo. O meu prezado colega escreveu assim, no passado dia 5 de Março: “ Já há missa no Convento”. Ora bem, fazendo jus ao estatuto de mui nobre e bom cristão que me prezo de ser, nem li a notícia toda atentamente como o fiz à posteriori. Anotei na agenda: Domingo ir à missa ao Convento. Chegado este (o Domingo) e mal os sinos “tocaram a reunir” por volta das dez e meia da manhã, repuxei do meu fato nº 1 que é para ocasiões especiais e que até tem uns sapatos especiais para fazerem toillete. A propósito disso: a gente às vezes faz grandes burrices por ir atrás das modas. Então não é que comprei uns sapatos que são quadrados à frente? Era moda ao tempo e toca a enfarpelar. Agora a moda passou e os sapatos continuam…quadrados, fora de moda e horríveis como, aliás, sempre foram. Nada destas "fezes" eu teria se tivesse comprado uns sapatos clássicos. Mas onde é que eu ia? Ah! Dizia ainda o meu prezado colega que “Espera-se que com mais respeito pelos vizinhos…” e o que é que eu deduzi erradamente? Que haveria missa cantada e que o coro não deveria cantar demasiado alto para não incomodar a vizinhança. Lá ensaiei um Pai-nosso cantado, mais umas Ave-Marias e ala que se faz tarde, a caminho da Igreja do Convento. Chegado lá… nada. Nada não, lá continua a já “rebitrivisitada” exposição sobre o Profano e o Sagrado ou vice-versa. Envergonhado, regresso a casa com a estranha sensação de que tinha sido enganado e que toda a gente olhava para os meus sapatos com as biqueiras quadradas… Colega, eu não merecia isto!
E você que se está a rir deste meu infortúnio não diga que foi bem-feito por eu às vezes ter a mania que sou espertinho, pois de certeza que você, meu caro leitor, também já caiu em publicidade enganosa e já comeu gato…por lebre!
Ai não, que não comeu!...

domingo, 8 de março de 2009

EM JEITO DE HOMENAGEM ÀS MULHERES


GLÓRIA MARREIROS é um nome grande da poesia em Portugal. Sou feliz por esta poetisa fazer o favor de me ter como seu amigo. Algarvia de gema, reside actualmente em Portimão. Com a devida vénia, permitam-me que enderece, como forma de homenagem a todas as mulheres portuguesas, o seguinte poema da autoria de Glória Marreiros e que rebusquei de um livro de sonetos que editou com o nome de “TERRA DE NINGUÉM” e que teve a amabilidade de me oferecer. Para todas vós:

FAMINTA

Eu sou como Florbela…a mal amada,
A mulher de ninguém…a mais sedenta.
Sou nuvem tenebrosa e pardacenta
Que o Sol deixou no céu, abandonada.

Na pompa do meu leito, desolada,
A noite é solidão que me atormenta!
O corpo desnudado, firme, ostenta
A calma de quem chega da jornada.

No caudal do prazer só há detritos
Bailando, em turbilhão, nos infinitos
Desejos desta vida…a minha cela.

A côdea tem bolor…amarga o vinho
Neste espaço vazio onde definho
Faminta, meu amor, como Florbela!...
E, como complemento, oiçam esta jóia preciosa, clicando aqui: http://www.youtube.com/watch?v=lrY-nC6QYwk

sábado, 7 de março de 2009

OS PROFISSIONAIS, OS AMADORES E OS VOLUNTÁRIOS

Foto -1 "FRANCISCO CORDEIRO E JORGE TRAQUINAS..."

Foto 2 - "...além da grande maioria ser de mulheres, apenas cinco são de gente sénior..."

Foto 3 - "...e tão poucas crianças..."


OS PROFISSIONAIS

FRANCISCO CORDEIRO e JORGE TRAQUINAS são profissionais da objectiva. Vai daí, resolveram presentear-nos com uma espectacular exposição colectiva de Retratos, no Auditório Municipal de Avis. Quem sou eu para analisar a grandiosidade do trabalho destes dois amigos? Atrevo-me, ainda assim, a referir que a exposição está virada para o futuro: dos quarenta e cinco trabalhos apresentados, além da grande maioria ser de mulheres, apenas cinco são de gente sénior, quer isto dizer que quarenta são rostos de gente que ainda tem muita vida para andar. De mencionar, penso eu, que tal se deve ao facto de ambos os fotógrafos serem jovens. Se um “cota” como eu fosse pedir a alguma das moçoilas por eles retratadas se lhe podia tirar uma retrato, calhando, o menos que me poderia acontecer era levar uma lamparina na cara e depois ainda ser acusado de assédio sexual…
Mas, assédios à parte, PARABÉNS meus bravos. Continuem!

OS AMADORES

A Escola Infantil de Folclore do Rancho Folclórico de Avis, fez doze anos. Por esse facto, havia que comemorar o evento, e nada melhor do que uma actuação, desse mesmo rancho. Estranhei ver tanto adulto e tão poucas crianças. A explicação foi dada pela D. Manuela Caçador, por estas ou outras palavras: “ As crianças crescem, depois entram nas escolas e depois deslocam-se para outras terras, e depois….e depois... Vamos recomeçar a recrutar jovens para revitalizar a nossa escola infantil”.
O facto desta comemoração não contar com a presença de outros ranchos, por certo que se deve a problemas monetários, relacionados com a crise. É que a maldita toca a todos.
Para o Rancho Folclórico de Avis os meus parabéns e um beijinho de muita força, muita coragem, para a D. Generosa que tanto fez para que fossem possíveis momentos tão bonitos como os vividos hoje no palco do Auditório Ary dos Santos.

OS VOLUNTÁRIOS

Seriam para aí 18 horas e 30 minutos quando a sirene dos Bombeiros Voluntários de Avis emitiu um grito de ajuda: precisavam de um condutor. Por volta das 18h e 38m já passava a ambulância para o Centro de Saúde e por volta das 18 e 45 minutos ia, sinalizada, a caminho de Portalegre. Não reconheci o condutor mas certamente era alguém que bem poderia estar em sua casa a descansar e que mal ouviu a chamada correu a dizer que estava presente. Na pessoa desse condutor anónimo, deposito um abraço de agradecimento para todos aqueles que compõem o Corpo dos Bombeiros Voluntários Avisenses, pela disponibilidade, solidariedade e prontidão com que respondem a todas as solicitações que lhe são dirigidas.
Bem hajam!

sexta-feira, 6 de março de 2009

CESTAS DE POESIA (LVIII)

Foto - "JOAQUIM HONÓRIO DE OLIVEIRA LOBATO, mais conhecido por JOAQUIM MARTINHO"

Quem procura sempre alcança. Estava-se quase a esgotar o meu reportório de poesia popular recolhida por esse concelho fóra, quando descubro mais um poeta com obra feita e nunca publicada. Passo a apresentar o homenageado das minhas próximas “Cestas de poesia”.
Nasceu em 14 de Agosto de 1937 na Freguesia de Maranhão. Fez a 4ª classe já em adulto, com cerca de trinta anos e tem dificuldade em escrever e em ler. Passou a vida atrás do gado ovino, desde bem cedo quando, com sete anos de idade, começou como ajuda de seu pai, pastor que trabalhava por conta de outrem. Quando maior continuou com a mesma vida tendo substituído o pai que faleceu cedo. Passou pela Cooperativa de Aldeia Velha, localidade onde reside. Apesar de reformado, de quando em vez ainda vai ajudar quem lhe pedir auxílio na arte de tratar de ovelhas. Tem mais de cinquenta décimas feitas e sabe de cor cerca de mais dez que ouviu e decorou de diversos autores. Desde cedo começou a ouvir décimas e desde cedo começou a fazê-las. Os temas são dos mais variados. Bem, com tantos detalhes, só falta mesmo é dizer o nome do meu homenageado. Aí vai: JOAQUIM HONÓRIO DE OLIVEIRA LOBATO, mais conhecido por JOAQUIM MARTINHO.
Para abrirmos a “sessão” nada mais a propósito do que transcrever aqui umas décimas que o amigo Joaquim fez aquando da tragédia de Entre-os-Rios e que agora perfez nove anos. Vamos, pois, a isso:
Mote:
No dia quatro de Março
Um grande desastre aconteceu,
Um autocarro se afundou
E toda a gente morreu

Organizaram uma excursão
Para irem passear
As amendoeiras foram visitar
E voltaram já de serão;
Traziam a recordação
P’ra família um grande abraço
Mas o caminho lhes foi falso
E a morte os atraiçoou
Foi quando a ponte desabou
No dia quatro de Março!

Foi na ponte de Entre-os-Rios
Concelho de Castelo de Paiva
Na Freguesia de Raiva
Morem pais, filhos e tios;
Foi uma noite de martírio
Onde a tragédia se deu
Ali tudo desapareceu
Onde o autocarro caiu p’ra baixo
E foi tudo por água abaixo
Um grande desastre aconteceu

Tanta gente a desmaiar
Quando a notícia chegou
Tudo ali se ajoelhou
De mãos posta s a rezar;
Com tanta lágrima a pingar
Por aqueles que Deus levou
A luz que ali se apagou
Para todos ao mesmo tempo
Qual foi aquele sofrimento
Quando o autocarro de afundou…

Quem morre não sofre mais
A família tem paixão
Com a dor no coração
Pela família e outros mais;
Ali havia gritos e ais
E ali pediam a Deus
Que lhe devolvesse os seus
E a todos desse coragem
P’ra última homenagem
Aquela gente que ali morreu

Autor: Joaquim Honório Oliveira Lobato, 2001

quarta-feira, 4 de março de 2009

AMANHÃ, QUINTA ( 5-3-2009) HÁ CAFÉ COM LETRAS

Realiza-se amanhã, quinta-feira, mais uma sessão do Café com Letras, uma iniciativa da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural.
Desta vez, segundo o que os prospectos anunciam, irá ser declamada poesia intercalada com fados. Convidado para actuar é o Sr. JOAQUIM LOBATO, de Aldeia Velha de Santa Margarida e, segundo fonte da ACA, convidados para assistir e intervir estão todos aqueles que quiserem estar presentes.
O horário é a partir das 18 horas e o local é na Sede da Associação, na Praça Serpa Pinto, aqui em Avis.
Fica o registo.

segunda-feira, 2 de março de 2009

O TRABALHO FICOU BEM FEITINHO!


É verdade: o trabalho das obras do Jardim do Mestre, em Avis, ficou bem feitinho. Quando afirmo isto, estou a referir-me ao trabalho em si, à execução e não ao projecto, que esse já foi alvo de discussão pública, embora muita gente continue a dizer que “fazem tudo sem perguntar nada a ninguém”. Agora, pena é haver quem só sirva para destruir. Já de lá foram arrancadas flores, já foram roubadas algumas daquelas lâmpadas azuis e, imagine-se só: há quem faça peões de carro (!!!!!) dentro do espaço do jardim e quem pense que os bancos não se encontram no chão e se vá sentar lá em cima, na alpendorada. Mas isso são contas de outro rosário pois que hoje, agora e aqui, o que quero é prestar homenagem aos trabalhadores, da fita, do lápis atrás da orelha, do cimento, das pedras, do martelo, da electricidade, encarregados, jardineiros, condutores, todos que efectivamente foram responsáveis para que o trabalho executado tivesse ficado convenientemente feito. Por ser de homenagem aos trabalhadores camarários envolvidos neste projecto, não reproduzo aqui nenhuma fotografia pois que há nesse grupo quem não goste das fotos que eu publico, como tive ocasião de ouvir certo dia de obras em que por ali ia a passar e um comentário dito entre dentes, assim a modos que eu ouvisse, me deu a perceber o pouco apreço que, pelo menos um funcionário, tem pelas fotos por mim publicadas. Felizmente que um bloguista é como uma mulher honrada: não tem ouvidos…
Para todos eles, sem excepção, “ DO CASTELO” endereça os seus parabéns.

Nota: para satisfazer a curiosidade e matar saudades daqueles que lá longe da terra natal ganham o seu pão, prometo um dia destes publicar duas ou três fotos do jardim. Está prometido!

domingo, 1 de março de 2009

40 ANOS SÃO UMA VIDA!!!!

O tempo dilui-nos as imagens, as recordações, mas há coisas que não se esquecem apesar dos anos passarem: faz hoje precisamente quarenta anos – uma vida! – que cheguei a Avis. Lembro-me que toda a gente andava muito aterrorizada, com medo de possíveis réplicas do grande sismo que acontecera na madrugada do dia anterior, 28 de Fevereiro de 1969, por volta das três horas. Esse foi o último grande sismo no continente: atingiu uma amplitude a rondar os 7,5 na escala de Richter tendo-se feito sentir mais intensamente nas zonas a sul, chegando mesmo a provocar vários danos materiais. O sismo, passei-o ainda na minha terra: ouvi um enorme ruído, vi os armários a mexer, ouvi tilintar os pratos e fugi, como quase todos para a rua; a calmaria vim descobri-la aqui em Avis.
Como não sabia o que viria encontrar, cheguei pois a Avis num sábado, para procurar uma pensão de modo a que na segunda-feira, dia 3 de Março pudesse começar a trabalhar. E tal aconteceu.
Conhecer Avis e apaixonar-me foi assim coisa imediata, estilo amor à primeira vista: o modo como fui recebido, a maneira como me soube integrar nesta comunidade levou a que essa paixão se prolongasse para o resto da minha vida. Hoje, a esta distância, tenho ainda presente que as laranjeiras da Rua Machado dos Santos me impressionaram pela quantidade. Quanto ao tamanho eram, à altura e em altura, mais baixas do que eu.
Quantas coisas aconteceram nestes quarenta anos…amores, desamores, desenganos, trabalho, diversão, doenças, mortes de amigos e familiares, enfim tudo que faz parte de uma vida de quarenta anos.
Não me quero alongar em discrição de recordações e saudades mas tão-somente deixar o registo da minha chegada a Avis, agradecer a Avis, (entenda-se, às suas gentes), o modo afectuoso como quase todos me trataram e continuam a tratar. Sabemos que não há regra sem excepção mas eu sei que as excepções aqui são na verdadeira acepção da palavra.
Quarenta anos são uma vida, é certo, mas uma vida que passou demasiado depressa. Precisaria de outros quarenta anos para que pudesse desfrutar com outro “vagar” tudo o que Avis tem para desfrutar.
Obrigado Avis!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

CESTAS DE POESIA( LVII)

Com o final do mês de Fevereiro termino a divulgação da poesia popular que foi "feita" pelo amigo LUIS PEDRO DUARTE. E para que não se diga que toda a sua poesia tem uma componente religiosa, pois vamos fechar com umas décimas de teor diferente:

Mote:
QUANDO PASSARES POR MIM NA RUA
OLHA-ME COM MAIS CARINHO,
NÃO ME TRATES COM DESDÉM
SÓ PORQUE HOJE SOU VELHINHO!


I
JÁ PERDI A MOCIDADE
DOS TEMPOS QUE JÁ LÁ VÃO
QUANDO FAZIA QUESTÃO
SER ALGUÉM NA SOCIEDADE;
ONDE TINHA VONTADE
MESMO QUE AINDA A POSSUA
A VERDADE NUA E CRUA
TEMOS QUE A COMPREENDER
PARA PODERMOS DIZER
QUANDO PASSARES POR MIM NA RUA!

II
PARA QUÊ ESMORECER
ENQUANTO NO MUNDO ANDAR?
É SÓ O QUE ME FAZ PENSAR
ASSIM ENQUANTO VIVER;
NÃO VOU PENSAR EM MORRER
SEI BEM QUE NÃO ESTOU SOZINHO
MAS SENDO POBREZINHO
TENHO UM TECTO PARA ME AGASALHAR
E PORQUE EU ESTOU NUM LAR
OLHA-ME COM MAIS CARINHO!

III
TENHO SEMPRE A AGRADECER
PARA QUEM PARA MIM OLHOU
AO LAR QUE ME AGASALHOU
SEMPRE, SEMPRE ATÉ MORRER;
E NÃO PODERIA SER
E SÓ ASSIM ESTARÁ BEM
BONS CORAÇÕES QUEM OS TEM
PARA OLHAR OS POBREZINHOS
A TI TE PEÇO CARINHOS
NÃO ME TRATES COM DESDÉM!

IV
AINDA BEM QUE ASSIM É
HÁ QUEM ESTIME AS PESSOAS
HÁ MUITAS PESSOAS BOAS
E TAMBÉM DE BOA FÉ;
É PRECISO HAVER RALÉ
HAVER UM BOM AMIGUINHO
PRECISAMOS DUM BEIJINHO
DURANTE A VIDA INTEIRA
OLHA-ME DOUTRA MANEIRA
SÓ PORQUE HOJE SOU VELHINHO!

AUTOR: LUÍS PEDRO DUARTE/AVIS

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

HÁ SPORTINGUISTAS AMIGOS!

No último post cometi um erro afirmando como verdade uma mentira dita com tal ênfase que até parecia mesmo verdade. Ora releia lá e veja se eu não escrevi assim: …. “Se é verdade que a figueira dá frutos sem ter flor…”
Ora isto é mentira e tal verificou e fez o favor de me corrigir o meu amigo J.P. que pese embora o “defeito” de ser Sportinguista, é amigo. Em mail e para que não restem dúvidas esclarece-me assim: “As Figueiras dão flores, sim senhor, milhões delas. O figo é como um saco de flores, uma inflorescência virada ao contrário. Imagine pegar numa flor de girassol pela base e dobrá-la de modo que a parte verde envolva a amarela (flor). Depois explico-lhe melhor”.
Fica a explicação e o agradecimento.
De salientar que daquela “parte verde” veio depois à baila uma conversa que metia um tal Sporting-Benfica que evito aqui reproduzir por não se enquadrar no tema.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

EMBAIXATRIZES PRIMAVERIS

Foto 1 - "...aí estão já floridas as árvores “urbanas” do Sr. Alfredo Covas e D. Elisa e a do Sr. José Navalhas e D. Gertrudes. "
Foto 2 - " As “rústicas” acácias...aparecem sempre carregadas de milhares de flores amarelas por alturas do Carnaval ..."





Indicadoras habituais da proximidade do tempo Primaveril, aí estão já floridas as árvores “urbanas” do Sr. Alfredo Covas e D. Elisa e a do Sr. José Navalhas e D. Gertrudes. Se é verdade que a figueira dá frutos sem ter flor não é menos certo que estas árvores, cujo nome desconheço, dão flores sem terem folhas. Para mim são de uma beleza magnânima.
As “rústicas” acácias, também conhecidas por mimosas, aparecem sempre carregadas de milhares de flores amarelas por alturas do Carnaval e este ano não são excepção. O perfume que exalam é um bálsamo para narizes como o meu que não sofrem de alergias.
Urbanas ou rústicas, as flores são sempre uma bênção para a vista. Digo eu…que gosto muito de flores.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

CESTAS DE POESIA( LVI)

A Crença faz partre da poesia de LUIS PEDRO DUARTE, conforme se pode ainda e sempre confirmar.

Mote:
DE JOELHOS ESTOU A REZAR
A PEDIR A SALVAÇÃO,
PARA CURAR OS DOENTINHOS
NAS HORAS DE AFLIÇÃO!


I
ESTOU PEDINDO A DEUS
O QUE SÓ ELE PODE FAZER
PARA TODO O QUE MERECER
PERDOE OS PECADOS SEUS;
ATÉ MESMO AOS ATEUS
SE LHE PODER PERDOAR
EU SEMPRE A IMPLORAR
PARA QUE VENHAM MELHORES DIAS
E HAJA MAIS ALEGRIAS
DE JOELHOS ESTOU A REZAR!

II
PEÇO A DEUS PARA SALVAR
TODOS OS SERES DO UNIVERSO
PARA QUE TUDO FIQUE CERTO
E PARA O MAL ACABAR;
PARA SE PODER AFIRMAR
E DIZER-SE COM RAZÃO
E DE JOELHOS NO CHÃO
PARA QUE TODOS SE SALVASSEM
ERA BOM QUE TODOS REZASSEM
A PEDIR A SALVAÇÃO!

III
HÁ QUE HAVER MUITA FÉ
NO QUE DEUS NOS PROMETEU
TUDO O QUE APARECEU
SÓ PODE SER O QUE É;
JÁ QUE A VERDADE ASSIM É
COM DEUS NÃO ESTAMOS SOZINHOS
SOMOS AINDA POUQUINHOS
A REZAR COM ALEGRIA
A PEDIR DE NOITE E DIA
PARA CURAR OS DOENTINHOS!

IV
HAVIA DE HAVER MAIS CRENÇA
POR DEUS TER SALVADO O MUNDO
DEVIA SER MAIS PROFUNDO
O QUERER DA SUA PRESENÇA;
CADA UM SUA SENTENÇA
COM A SUA DEVOÇÃO
DEVIA HAVER MAIS RAZÃO
E COISA QUE MELHOR SE VISSE
E QUE TODA A GENTE PEDISSE
NAS HORAS DE AFLIÇÃO!

AUTOR: LUÍS PEDRO DUARTE/AVIS

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

AMANHÃ HÁ "CAFÉ COM LETRAS"

Recebi o seguinte convite, que passo a partilhar convosco porque ele é "universal"

CONVITE
"Porque é importante o... Sindicalismo?
Vivemos uma época de crise. Da crise financeira, num primeiro momento, para a crise económica foi lapso de tempo historicamente irrelevante. Assoma, agora, a crise social. Parece querer instalar-se.
E agora? Os despedimentos em massa distribuem-se à escala planetária, será que os sindicatos ainda teem alguma importância? Vale a pena acreditar no sindicalismo como uma mais-valia para a resolução da crise?"


É este o tema do “Café com Letras” no próximo dia 19 DE FEVEREIRO DE 2009 (quinta-feira).
Temos, pois, o grato prazer de o(a) convidar a assistir a esta conferência que se realiza na sede da ACA-AC, sita na Praça Serpa Pinto, n.º 11 em Avis, pelas 18 horas e que terá como conferencista Diogo Júlio Serra.

“Café com Letras” é uma iniciativa da
Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural
.

Avis, 16 de Fevereiro de 2009.
A Direcção da ACA-AC

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

ESTÁ O "BALHO" ARMADO!


Vivo apavorado com esta “coisa” da crise. Mesmo sem querer, dou comigo a pensar como tudo se pode complicar, ainda mais do que já está, de um momento parta o outro. Os noticiários parecem que têm uma secção de “despedimentos”. Não existe dia nenhum que não seja indicado o nome de mais uma fábrica, uma empresa, uma qualquer multinacional que em qualquer parte do mundo – obviamente no qual se inclui Portugal – vai despedir trabalhadores. Como todos sabemos, Portugal tem emigrantes a trabalhar por todas as partes do mudo. São milhões! Aquando dos despedimentos é óbvio que não vão despedir os naturais dos países das empresas “mães” e deixar a trabalhar os imigrantes. Sem emprego, é natural que muitos desses emigrantes rumem a casa, neste caso concreto a Portugal, tal como um filho pródigo regressa a casa de seus pais quando se vê necessitado. Este pensamento que poderá até estar enviesado, aplica-se igualmente a qualquer outro país sendo que o impacto do desemprego desenfreado será sempre o mesmo: aumento do desemprego, da delinquência, da criminalidade. É por tudo isto que vivo apavorado!
Há dias, em conversa com um amigo, este dizia-me que a actual situação poderá ser o partir para mais um conflito a nível mundial. Escusado será dizer que, perante este hipotético cenário que, confesso, a mim ainda não me tinha ocorrido, mais apavorado fiquei.
Penso que está o “balho” armado, só não sei é quando começa a contradança!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

ASSIM 'TÁ BEM!

Foto: "...só já vê dois sinais de trânsito harmónicos..."
Agora quem descer a Rua das Portas de Évora só já "vê" dois sinais de trânsito harmónicos : um que o obriga a cortar à direita e outro que o proibe de seguir em frente.
Afinal foi só dar um jeitinho...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

CESTAS DE POESIA (LV)

Mais uma vez LUIS PEDRO DUARTE demonstra a fé que o move e a admiração que tem ao seu Deus, nas décimas que passo a transcrever:

Mote:
DEUS É QUE NOS DESTINA
DEUS NOS DEVE DESTINAR,
TUDO AQUILO QUE DEUS FEZ
NINGUÉM PODE DESMANCHAR
!

I
FEZ O SOL E FEZ A LUA
FEZ A CHUVA E FEZ O VENTO
TUDO QUE FEZ, FOI COM TALENTO
FEZ A CASA E FEZ A RUA;
FEZ A VERDADE NUA E CRUA
FEZ A COISA MAIS PEQUENINA
FEZ O MENINO E A MENINA
FEZ O HOMEM E A MULHER
HAJA AQUILO QUE HOUVER
DEUS É QUE NOS DESTINA!

II
FEZ O BEM E FEZ O MAL
FEZ TUDO O QUE A GENTE VÊ
FEZ MESMO O QUE NÃO CRÊ
FEZ A DIFERENÇA E O IGUAL;
FEZ TUDO EM GERAL
FEZ A PESSOA PARA ANDAR
FEZ O MESTRE PARA ENSINAR
P’RÁ GENTE SE CONVENCER
ATÉ MESMO NO MORRER
DEUS NOS DEVE DESTINAR!

III
FEZ O MAIS E FEZ O MENOS
FEZ TUDO O QUE TEM VALOR
FEZ O ESTUDANTE E O DOUTOR
FEZ TUDO AQUILO QUE TEMOS;
FEZ AQUILO QUE SEREMOS
FEZ A SEMANA E O MÊS
FEZ TUDO AQUILO QUE FEZ
FEZ O CRENTE PARA CRER
FEZ A VIDA ATÉ MORRER
TUDO AQUILO QUE DEUS FEZ...

IV
TUDO QUE EXISTE NO MUNDO
FEZ DEUS COM PERFEIÇÃO
FEZ O GIGANTE E O ANÃO
FEZ O ALTO E O PROFUNDO;
FEZ O ASSEADO E O IMUNDO
FEZ O AMOR PARA AMAR
FEZ O PENSADOR PARA PENSAR
FEZ O ERRADO E O CERTO
ATÉ FEZ O UNIVERSO
NINGUÉM PODE DESMANCHAR!

AUTOR: LUÍS PEDRO DUARTE/AVIS

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

CARMEN - NASCIDA HÁ CEM ANOS


Fez ontem cem anos que nasceu, em Marco de Canavezes, aquela que seria um dos maiores talentos da música nacional portuguesa. Seu nome de registo: Maria do Carmo Miranda da Cunha. Pseudónimo CARMEN MIRANDA. Além de cantora foi actriz de destaque tendo desenvolvido a sua actividade entre as décadas de 30 e 50 do século passado, no Brasil e nos Estados Unidos da América, onde faleceu em 5 de Agosto de 1955. Trabalhou na Rádio, Teatro de revista, Cinema e Televisão. Poderá consultar muito da sua biografia clicando aqui:http://pt.wikipedia.org/wiki/Carmen_Miranda
Por ser das canções que na minha modesta opinião mais a celebrizou, deixo aqui a reprodução de: "O que é que a Baiana tem". como prova da minha mais sincera admiração.
No entanto muitas outras poderiam ser indicadas.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

CESTAS DE POESIA (LIV)

O amigo LUIS PEDRO DUARTE, nestes tempos de crise, pensou... pensou, e achou uma maneira fácil e eficaz de solucionar a dita crise.
Ora vejam lá se concordam:

Mote:
QUEM TEM MUITO BEM PODIA
REPARTIR COM QUEM NÃO TEM,
O RICO, RICO FICAVA
E O POBRE FICAVA BEM!

I
SE HOUVESSE COMPREENSÃO
EM TODA A HUMANIDADE
PODIA HAVER MAIS VONTADE
DE DENTRO DO CORAÇÃO;
VIVIA-SE POIS ENTÃO
COM MUITO MAIS ALEGRIA
O QUE TEM POUCO, MENOS SOFRIA
NESTA TERRA DO BEM QUERER
PARA SE PODER DIZER
QUEM TEM MUITO BEM PODIA!

II
DEVIA HAVER MAIS CORAÇÕES
SE HOUVESSE UM MUNDO MELHOR
PARA ACABAR COM O PIOR
NO MUNDO E NAS NAÇÕES;
E QUE SE DESSEM RAZÕES
PARA SE DIZER A QUEM
E ACABAR COM O DESDÉM
ERA SÓ PRECISO QUERER
OS QUE TÊM DE COMER
REPARTIR COM QUEM NÃO TEM!

III
ERA MUITO BOM QUE HOUVESSE
NO MUNDO MAIS IGUALDADE
E HOUVESSE MAIS LEALDADE
COM FOME NÃO SE MORRESSE;
E QUE ATÉ APARECESSE
E QUE NINGUÉM SE QUEIXAVA
O QUE SOBRASSE SE DAVA
AOS QUE A TRISTE SORTE CONSOME
MESMO DANDO A QUEM TEM FOME
O RICO, RICO FICAVA!

IV
FAZEM-SE TANTAS REUNIÕES
P’RA TANTA COISA COMBINAR
TAMBÉM PODIAM ACABAR
COM TANTAS DESILUSÕES;
SÓ QUE TODAS AS NAÇÕES
AO MUNDO QUISESSEM BEM
QUE ACABASSEM COM A FOME ALÉM
TANTA GENTE A LAMENTAR
O MAL PODIA ACABAR
E O POBRE FICAVA BEM!

AUTOR: LUÍS PEDRO DUARTE/AVIS

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

AMANHÃ, QUINTA ( 5-2-2009) HÁ CAFÉ COM LETRAS

Prosseguindo na sua senda de cumprir o Plano de Actividades para 2009, a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural leva a efeito amahã mais uma sessão do seu “CAFÉ COM LETRAS”.
Para nos falar da importância da Leitura convidou um escritor Bejense,
residente em Baleizão – terra de Catarina Eufémia - que dá pelo nome de PAULO BARRIGA. Autor entre outros de livros como “Terra Vermelha”, um livro de reportagens sobre o Alentejo rural lançou recentemente um outro intitulado: “O HOMEM QUE MATOU SIDÓNIO PAES”. É pois com este senhor que decorrerá amanhã a conversa entre um café ou um chá, na Sede da ACA, a partir das 18 horas.
Se pretender saber algo mais sobre o autor, clique aqui: http://castromaisverde.blogs.sapo.pt/21716.html ou aqui: http://www.guerraepaz.net/?page=author&item=89




terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

ESTOU PERDIDO!

Foto: "..sinalética colocada ao fundo da Rua de Évora, em Avis..."

À beira de ter que renovar a carta de condução, acredito que não o vou conseguir fazer. É que ando completamente baralhado com os sinais de trânsito. Por isso peço a vossa ajuda.
No exemplo dado na foto acima, de uma sinalética colocada ao fundo da Rua de Évora, em Avis, como é que devo fazer? Primeiro tomo atenção como lá está escrito e depois? Cumpro a seta da esquerda que me obriga a seguir em frente? Cumpro a proibição do sinal "redondo" que me diz que para a frente é trânsito proibido ou sigo a seta que me “obriga” a cortar à direita?
Estou completamente perdido.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

INTEMPÉRIE EM AVIS : A REALIDADE E A ILUSÃO

Foto 1 - REALIDADE: "As águas da Ribeira de Seda, tumultuosas e acastanhadas..."
Foto 2 - REALIDADE: "...uma árvore do nosso Jardim Público caiu..."

Foto 3 - ILUSÃO: "Quem passar junto à Igreja de Nossa Senhora de Entre Águas..."


A REALIDADE:

1) - As águas da Ribeira de Seda, tumultuosas e acastanhadas, vão invadindo as águas calmas da barragem do Maranhão. É perceptível não só o rumo das mesmas – pela dita cor acastanhada - como o barulho que fazem ao abrirem caminho em direcção ao interior do nosso “lago artificial”.

2) – Esta noite, uma árvore do nosso Jardim Público, de porte já apreciável, apesar de escorada não se aguentou e caiu indo ficar parte na via de rodagem da Avenida do Brasil. Por sorte não causou estragos materiais pois que nenhum carro por ali pernoitava ou passava na altura. Dizem que as árvores foram ali postas sem os necessários cuidados, atendendo a que o terreno ali existente era à altura muito duro e repisado, dado ali se realizarem, por exemplo, os mercados municipais, e não houve o cuidado de remexer muito bem o terreno antes de plantar as árvores. Quanto a isso não confirmo nem desminto.
Uma outra árvore, “vizinha” desta que se finou esta noite, só não lhe acontece(u) o mesmo porque além de escorada com paus está convenientemente atada. Até quando?
E que segurança haverá ao pass(e)ar por aquelas paragens?

A ILUSÃO

1) Quem passar junto às imediações da Igreja de Nossa Senhora de Entre Águas, em Benavila, pensará que todas aquelas oliveiras que jazem no chão foram consequência do mau tempo, quiçá alvo de um tornado de médias dimensões que por ali passou. A existência de uma máquina retro escavadora nas imediações contradiz esta hipótese.