terça-feira, 23 de dezembro de 2008
OS DESEJOS "DO CASTELO"
Se o Natal traz esperança
Num mundo com igualdade,
O Natal é da criança
Sem ter limite de idade!
Os meus desejos:
Paz, amor, fraternidade
É mesmo assim que eu o vejo:
Meus amigos de verdade,
Bom Natal eu vos desejo!
A minha oferta:
http://www.youtube.com/watch?v=NF7IOlIjgBY
domingo, 21 de dezembro de 2008
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
CESTAS DE POESIA ( XLVII)
Ora leiam por favor:
Mote:
A FINAL ESTÁ CHEGANDO
SEM A TER RERQUESITADO
POR ELA ESTOU ESPERANDO
MAS NÃO É DO MEU AGRADO
I
UMA VIAGEM SEM MARCAÇÃO
QUALQUER DIA DÁ CHEGADA
NÃO SERÁ ANUNCIADA
VEM EM QUALQUER OCASIÃO
NUMA ENORME COMPAIXÃO
FICAM OS NOSSOS CHORANDO
ETERNAMENTE REZANDO
POR ALMA DE QUEM VAI PARTIR
QUEM PARTE NÃO VOLTA A VIR
A FINAL ESTÁ CHEGANDO!
II
QUANDO A VIDA DÁ O FIM
MESMO SEM SER DESEJADO
É UM ACTO CONSUMADO
DOLOROSO, MAS É ASSIM
TANTO FAZ SER BOM OU RUIM
SEJA BEM OU MAL FORMADO
QUANDO É JÁ UM FINADO
VAI PARA DEBAIXO DO CHÃO
A MORADA É SOLIDÃO
SEM A TER REQUESITADO
III
NUMA TRISTE EVIDÊNCIA
A MALDITA APARECE
DE NINGUÉM ELA ESQUECE
ATACA COM VIOLÊNCIA,
EMBORA COM ASSISTÊNCIA
QUE A GENTE VÁ LUTANDO
ELA SEMPRE SAI GANHANDO
LEVA-NOS SEM PASSAPORTE
ESSA HORROROSA MORTE
POR ELA ESTOU ESPERANDO
IV
NINGUÉM DEVE AFIANÇAR
QUE A VIDA É SEGURA
QUANTO TEMPO ELA DURA
DE QUE MODO VAI TERMINAR
A MUITA GENTE VAI CALHAR
O RUMO AO MESMO LADO
SE NATURAL OU FORÇADO
TODOS VIVENTES TÊM UM FIM
O MESMO SERÁ PARA MIM
MAS NÃO É DO MEU AGRADO!
AUTOR: JOÃO MOREIRA DOS SANTOS/AVIS (2006)
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
TIREM-ME DESTE FILME!
Mas em relação ao consumismo passo a transcrever-vos uma pequena brincadeira que fiz com o Comércio Local. Se me esqueci de mencionar algum lugar onde se possam fazer compras natalícias, das duas uma: ou foi porque me esqueci, ou foi por desconhecimento, ou foi porque…já não aguentei mais!
Estas compras de Natal,
Este enorme frenesim,
Ainda me acabam mal
Pois vão dar cabo de mim
Detesto esta correria
Deste tempo de Natal,
Vejam que fiz num só dia
Cá no COMÉRCIO LOCAL
Comecei na LOJA GI
Por comprar uns rebuçados
Na FARMÁCIA, logo ali,
Remédio p’ra constipados
Época de consumismo
Redobra-nos o trabalho
Na LOJA DE NATURISMO
Comprei as pílulas de alho
Digo mal à minha vida
E entro em louca correria
Aproveito e vou à GUIDA
E ainda à SAPATARIA
INFORMATICAVISENSE
Um GPS vou comprar:
Não quero que alguém pense
Que os quero discriminar…
O que é que mais aqui fica?
Tento-me eu orientar
Corro à CASA DO BENFICA:
Um cachecol lá fui buscar
Já exausto, que aflição,
Sentindo-me todo roto
Na BITA compro um fogão
Depois meto o TOTOLOTO
Espirro milhões de vezes
Protesto e digo: Irra!
Vou à LOJA DOS CHINESES
E depois entro na BIRRA
Por ficar ali à mão
E ter pouco que esperar,
Lá na LOJA DO JOÃO
Uma bóia vou comprar
Quem é que a mim me diria
Que p’los meus próprios meios
Iria à OURIVESARIA
Logo depois aos CORREIOS?
Não tenho coração que preste
O que eu sou e o que fui:
Fui á loja da CELESTE
E depois à do SENHOR RUI!
Já não anda nem desanda
Este meu corpo mortiço,
Vou à LOJA DA FERNANDA
Mas eu já nem dou por isso!
Ao entrar na Serpa Pinto
Ponho-me a olhar e sismo:
Hei-de fazer o que sinto:
Vou ao POSTO DE TURISMO
Pareço desfalecer
P’ra arranjar algum fulgor,
Bebo uma bica a correr
No CAFÉ DA LEONOR
Agora é só prosseguir
…Descida vertiginosa:
MAR DE IDEIAS a seguir
Depois… MARIA VAIDOSA
Na TERESA DA NOÉMIA
Compro e saio de fugida,
Se não ando na boémia…
SABORES DE AVIS de seguida!
Tenho tanto que fazer
Que nem por sonhos preguiço;
Entro e saio a correr
Na loja da MARI’RIÇO
Sempre a correr pois então
Um maluco eu pareço:
Depois de ir à AVISPÃO
Corro para o MINI-PREÇO!
MINI MERCADO TRAQUINAS
Tenho já que lá passar
Compro prendas p’rás meninas
E depois toca a andar
Já na Zona Industrial
A boca a saber-me a fel,
Maldizendo este Natal
Vou à LOJA DO CHAMBEL
Pareço uma menina,
Até me tremem os dentes,
Na LOJA DA MARCELINA
Compro um limpador de lentes
Foi lá no JORGE TRAQUINAS
Que comprei neste Natal,
Umas das prendas mais finas:
A moldura digital!
Coxeando já dum pé
Vou abalando de vez
Passo na loja que é
Da BÁRBARA GARCEZ
Agora dói-me um joelho,
Que não faz nada o meu jeito,
Na ANABELA COELHO
Comprei um blusão perfeito
Volto p’ra vila enfim
Pensando ir descansar,
Na loja do ZÉ JOAQUIM
Acabo por me sentar
Embora seja demais
Quero cumprir meu fadário:
Na LOJA DOS ANIMAIS
Hei-de comprar um canário!
Vem-me à ideia e …zás!
Abalo de novo a fugir:
SAPATARIA LILÁS
É onde eu tenho que ir
Para fazer mais comprinhas
Já me estava esquecendo
Da dona ANA GARRINHAS
É p’ra lá que vou correndo
Não sendo aquilo que quis,
Pois meu sonho era bombeiro,
Vou à EXTINTOR AVIS
E compro um fato porreiro
Mesmo ao virar da esquina
Compro azevias quentinhas
Na LOJA DA JOAQUINA
Onde são muito tenrinhas
Sinto-me pior da gripe
Mas agora tanto faz
Vou à do PEDRO FILIPE
P’ra comprar um camping gaz
- Rapaz, tu és um dos duros!
Profiro assim, pois então:
Ali na Rua dos Muros
Vou à MARIA JOÃO
Depois cheira-me tão bem
Que procuro com ardor,
E vou onde o cheiro vem:
À Loja da AVIS FLÔR
Mas os presentes são tantos
Que a coisa já não encaixa:
Falta-me visitar os BANCOS
A que também chamam CAIXA
Com frio nos “interiores”
Fui a correr à SAUDADE
Comprar um ramo de flores
Para morrer á vontade
- Agora me lembro, c’o a breca!
Esqueci-me d’ir a um lado:
Faltou-me a BIBLIOTECA
Vou fugir mais um bocado!
Entrando na “desportiva”
P’ra que coma e aproveite,
Entrei na COOPERATIVA
Levei uns litros de azeite
E sempre, sempre a correr
Chego a casa tão cansado
Ansioso por fazer
Um repouso descansado!
Minha mulher não sabendo
Destes meus preparativos
“Malandreca”, vai dizendo:
- Trouxeste os preservativos?
Se correr mais não aguento
Quanto mais ir copular…
- Mulher, dá-me o mantimento
E deixa-me ir já deitar!
Mas ela por não saber
Como eu detesto o Natal
Acaba por me dizer
Mais uma ordem final:
- Vens com cara de fuinha
Para baixares o cabelo,
Vai-te meter na carrinha
Para irmos ao MODELO…
*********************************
Devo de ter desmaiado
E enquanto isto não mude,
Quero ficar internado
Lá no CENTRO DE SAÚDE!
domingo, 14 de dezembro de 2008
AMIGOS DE AVIZ ORGANIZAM JANTAR DE NATAL
Não deixa de ser interessante como é que uma Associação de cariz cultural, consegue juntar num são convívio, alguns dos seus associados e respectivos familiares directos – consta-se que já há mais de 60 inscrições - num jantar de Natal, a pagar, quando há cá na terra Instituições em que os “trabalhadores/colegas”, sendo poucos e a cumprimentarem-se (?) diariamente, não conseguem transpor o espírito natalício para actos concretos como seja um jantar de Natal.
Às vezes até parece que quanto mais se bate com a mão no peito a fazer o sinal da cruz ou o “mea culpa” do Acto de Contrição, mais perto se está do demónio, e mais se consegue “infernizar” a vida dos outros.
sábado, 13 de dezembro de 2008
Concurso de Fotografia: "BARRAGEM DO MARANHÃO - UMA PAISAGEM, UM POVO"
Foto 1 - "PASTOREANDO" - 1º PRÉMIO
Foto 2 - PAINEL DAS FOTOS DISTINGUIDASRealizou-se ontem, cerca das 18 horas, no Museu Municipal de Avis, com a presença do Sr. Presidente da Câmara, do Sr. Vereador do Pelouro da Cultura e alguns dos participantes, a divulgação das fotografias concorrentes ao concurso respeitante aos 50 anos da Barragem do Maranhão cujo tema era: “BARRAGEM DO MARANHÃO – UMA PAISAGEM, UM POVO”, iniciativa do Município local. Os dezoito concorrentes participantes (amadores e profissionais) conseguiram obter uma quantidade de fotografias impressionantes de belezas e oportunidades. Não deve ter sido tarefa fácil para o júri escolher entre tanta qualidade, aquelas que consideraram merecedoras de distinção.
PRÉMIOS:
1º - FERNANDO MÁXIMO
2º - ANA MARTINS
3º - DINIS MUACHO
MENÇÕES HONROSAS:
ANA GRILO
ANTÓNIO CALHAU
LUÍS TEIXEIRA
FERNANDO BATISTA
FRANCISCO MARTINS
SÉRGIO PEREIRA
Se gosta de fotografia passe pelo museu e aprecie as belezas da nossa Barragem vistas por objectivas diferentes da sua.
Como referi deve ter sido difícil escolher qual a melhor foto. Por mim, acho que havia fotos muito mais agradáveis à vista do que a vencedora. Mas, é bom não esquecer que havia um tema base para este concurso e passo a chamar a atenção para pormenores da foto vencedora (à qual tive acesso) que decerto influenciaram a decisão do júri.
Desde logo um Povo (Pastor) que retira algum proveito da Barragem, pois é ali nas margens da Barragem do Maranhão que à altura havia pastagens para a suas ovelhas. Lá ao fundo o que foi a Fábrica do Tomate – SULEI – que laborava 24 horas por dia, em épocas de campanha, na transformação do tomate plantado, crescido e regado nas margens da Barragem e com água desta, dando trabalho a muito “povo” do nosso concelho. Mais perto o que resta do Restaurante o Retiro da Ponte – por ali passaram milhares de visitantes para satisfazerem os estômagos, depois de se terem extasiado com as belezas da nossa Barragem, deixando aqui alguma riqueza. A ponte: paisagem alterada por força da existência das águas da Barragem. À direita (vê-se por baixo da ponte) a casa do Sr. Borges, com vista privilegiada sobre a vila, local paradisíaco sobranceiro à Barragem, que pesou certamente na sua construção naquele local. Aqui mais perto a existência de uma bomba de água que retira ainda o precioso líquido para regar o olival que não se vendo na foto, existe e por certo ali foi plantado por força da existência da Barragem e da sua água que está tão perto. Por fim, tudo “misturado” traduz-nos aquilo o que é a “BARRAGEM DO MARANHÃO – UMA PAISAGEM, UM POVO”.
Estas são as razões que me levam a pensar que o Júri optou por esta e não por qualquer das outras magníficas fotos submetidas a concurso.
“DO CASTELO” dirige parabéns a todos os concorrentes e à Edilidade, por esta iniciativa.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
CESTAS DE POESIA (XLVI)
Mote:
VASCO GONÇALVES MORREU
E TAMBÉM ÁLVARO CUNHAL
ESSE DUO QUE MUITO DEU
PARA LIBERTAR PORTUGAL
I
PARTIRAM NA MESMA ALTURA
LEVARAM CONSIGO A GLÓRIA
DEIXARAM CÁ UMA VITÓRIA
A DERROTA DA DITADURA
ACABARAM COM A CENSURA
MUITO DE BOM ACONTECEU
FOI ABRIL QUE NOS OFERECEU
MERECIDA DEMOCRACIA
MAS AGORA CHEGOU O DIA
VASCO GONÇALVES MORREU
II
CUNHAL GRANDE ESTADISTA
EM CAXIAS PRISIONEIRO
SEM ARMAS FOI GUERREIRO
UM GRANDE ATI-FACHISTA
NA PINTURA FOI ARTISTA
FOI ESCRITOR MONUMENTAL
UM GRANDE INTELECTUAL
COMO ELE MUITOS FICARAM
MAS ALGUNS JÁ NOS DEIXARAM
E TAMBÉM ÁLVARO CUNHAL
III
SOARES REFERENCIADO
TAMBÉM ELE GRANDE LUTADOR
NO ESTRANGEIRO PROFESSOR
EM CONDIÇÃO DE EXILADO
LUTOU CONTRA O NOVO ESTADO
ESSA LUTA TAMBÉM VENCEU
A ESPERANÇA APARECEU
QUE SE VEIO A CONCRETIZAR
É NOSSO DEVER ELOGIAR
ESSE DUO QUE MUITO DEU
IV
GENERAL HUMBERTO DELGADO
EM ESPANHA O MATARAM
OS PIDES O ASSASSINARAM
FOI HOMICIDIO CONSUMADO
NÃO FICOU ASSIM TERMINADO
O REPRESSOR ERA ESTATAL
MAS FOI REPRIMIDO AFINAL
COM A AJUDA DOS CAPITÃES
IMPUSERAM DETERMINAÕES
PARA LIBERTAR PORTUGAL
AUTOR: JOÃO MOREIRA DOS SANTOS/AVIS (2005)
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
AVIS EM ALTA!
Na sua página de “Vozes” aparece um cartoon subscrito por alguém que se intitula de “AvizRara”. Não sei quem é mas não é muito difícil depreender pelo nome com que se subscreve que se trata de alguém ligado a Avis moderno ou a Aviz antigo.
Seja quem for, para ele(a) os parabéns "DO CASTELO" pela imaginação e sentido crítico demonstrado e creia que continuarei a apreciá-lo(a) em: http://www.alentejopopular.pt/vozes.asp
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
A BIBLIOTECA MUNICIPAL DE AVIS TEM...
Foto: "...a Biblioteca Municipal de Avis tem...a prenda ideal para oferecer neste Natal - um LIVRO..."
É isso mesmo: a Biblioteca Municipal de Avis tem aquilo que você tanto tem procurado: a prenda ideal para oferecer neste Natal – um LIVRO ao seu gosto e a preços de feira. Alguns têm descontos de 10% em relação ao preço de capa. Poderá ser pura técnica de venda, mas as senhoras da Biblioteca asseguram-me que os preços são iguais ou inferiores aos do Modelo. A mim convenceram-me!
Numa iniciativa que irá decorrer até dia 29 do corrente mês de Dezembro, ali poderá encontrar autores com estilos de escrita tão diferentes como os conhecidos José Saramago, Agustina Bessa Luís, José Luís Peixoto ou menos conhecidos como Catarina Pereira Araújo e temas tão diversos como a vida de Tony Carreira ou de Fidel Castro, romances variados, muitos livros infantis, etc. etc. etc. (Acho que o que você procura se insere nestes do etc. etc. etc….)
“DO CASTELO” regista com agrado este acontecimento e endereça parabéns à D. Helena, à D. Dulcínia e à D. Vitória Maria (boas melhoras para si, D. Vitória) pelo apego que estão a dedicar a esta iniciativa, como é aliás apanágio em todas as actividades que à “sua/nossa” biblioteca digam respeito.
domingo, 7 de dezembro de 2008
sábado, 6 de dezembro de 2008
AVIS EM ALTA!
Estas coisas acontecem.
Possuiu até há pouco tempo uma casa de habitação na parte histórica de Avis, mais precisamente na Rua dos Calados e é Comendador da Ordem Militar de Avis.
Dado que não consegui colocar o anúncio/convite da exposição com possibilidade de se ampliar e se poder ler, passo a transcrevê-lo:
“ Convite do Director do Espaço Restelo, para a inauguração da exposição de aguarelas DE ONTEM E DE HOJE… de Orlando Junca, nas suas instalações na Rua Dom Francisco de Almeida, Nº 8, ao Restelo, que terá lugar no próximo dia 4 de Dezembro de 2008, quinta-feira, entre as 18 e as 19,30horas.
Para o amigo Orlando Junca, “DO CASTELO” endereça sinceros parabéns por mais esta exposição e a si, se tiver oportunidade, peço-lhe que faça o favor de a visitar.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
CESTAS DE POESIA (XLV)
TUDO JUNTO TE VOU DAR
PARABÉNS EM TEUS LAMENTOS
E SENTIMENTOS DE CASAR
I
ESQUECESTE O PASSADO
COM CERTA INGRATIDÃO
MUDASTE DE OPINIÃO
JÁ TENS OUTRO A TEU LADO
QUERES MUDAR DE ESTADO
DERAM-ME CONHECIMENTOS
OS TEUS FRACOS PENSAMENTOS
SERÃO CONHECIDOS NO FIM
E SÃO ENVIADOS POR MIM
PARABÉNS E SENTIMENTOS
II
DE CERTO ESTÁS LEMBRADA
DESSES TEMPOS QUE JÁ LÁ VÃO
EM TODA A OCASIÃO
POR MIM ESRAS DESEJADA
COMO SENDOS UMA FADA
QUE PRETENDIA ADORAR
HOJE RESTA-ME O PENSAR
NO QUE FORAM ESPERANÇAS
FELIZ SORTE E LEMBRANÇAS
TUDO JUNTO TE VOU DAR
III
POR LONGE ESTAR VIVENDO
NÃO QUERIA CAREDITAR
NO QUE SE ESTÁ A PASSAR
MAS DE MAL NADA PRETENDO
ESTOU DAQUI ESCREVENDO
SEM TER ARREPENDIMENTOS
ESSE TÃO DOCES MOMENTOS
EM QUE SENTIMOS CALORES
NÃO TE QUERO DAR LOUVORES
PARABÉNS DE TEUS LAMENTOS
IV
POR TI SEREI ESQUECIDO
MAS SE FORES MULHER LEAL
DEVES TU CONTAR AFINAL
O PASSADO AO MARIDO
COM TODO O BOM SENTIDO
E EM CERTO PARTICULAR
QUAL O PRIMEIRO A CHEGAR
ONDE TU SABES E EU SEI
É POR ISSO QUE TE DIREI
E SENTIMENTOS DE CASAR
AUTOR: JOÃO MOREIRA DOS SANTOS/AVIS (1 952)
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
AVIS EM ALTA!
O Jornal “Correio da Manhã” já o tinha publicitado na página 11 da sua secção de anúncios na edição de domingo, dia 23 de Novembro: nos 19ºs Jogos Florais da Freguesia da Ameixoeira, em Lisboa, um avisense foi distinguido com uma Menção Honrosa na modalidade de Conto, sendo que não foi atribuído o 1º Prémio que, a acontecer, teria “atirado” o nosso conterrâneo para o pódio. O tema proposto pela organização dos Jogos Florais foi: “O OUTONO" e a distribuição de prémios ocorreu no passado sábado, tendo mais uma vez sido dito alto e bom som o nome de Avis.
“DO CASTELO” teve acesso ao conto e deixa-o aqui reproduzido, para o partilhar com quem goste de ler.
Façam favor de se servir.
TITULO: OUTONO
O Dr. Gonçalves observa Amélia em princípios de Outubro e a conversa do médico é sempre a mesma coisa:
Amélia já sabe esta conversa de cor. Também já sabe que tem de reforçar a dose de Cipralex, ou não vivesse ela com esta depressão desde a morte de seu pai.
Atrás das janelas do monte, Amélia desvia com cuidado a cortina rendada feita por sua avó. Espreita para o exterior e vê como as folhas já estão amarelecidas nos enormes plátanos que ladeiam o caminho de terra batida que se estende lá desde o fundo, junto à estrada de alcatrão, até ao monte. Este tinha um nome de que gostava particularmente: “O meu sonho”. Foi-lhe posto pelo avô. Ali naquele rincão de terra quase extrema entre um Alentejo que se estende por enormes pradarias e a Beira que já por ali deixa antever as suas enormes serranias, o avô Tomás construíra o seu sonho, que agora Amélia desfrutava, relembrando, da janela do seu quarto. Via lá ao fundo do lado esquerdo a mancha de castanheiros frondosos que estendendo-se encosta acima, abasteciam de castanhas não só a sua casa como dava para oferecer uns magustos àqueles que lhes pedissem. Na zona mais baixa do terreno, ficava a horta onde se criava de tudo um pouco: couves, abóboras e mogangos que agora já estavam colocadas em cima das paredes para apanharem o sol fugidio do dia e o frio das noites para “encascarem”, como lhe ensinaram. A horta dava milheirais enormes, que nesta altura do ano deviam de serem colhidos antes que as mengengras debicassem as maçarocas para comerem os bagos com os seus fortes bicos pontiagudos. A horta, regada pelo Ribeiro Galego que corria ao cimo, era um paraíso.
Amélia estava triste, já não gostava de nada e não gostava particularmente do Outono. Já vimos porquê: por causa das depressões que teimosamente a torturavam e que se tornavam mais penosas de suportar à medida que relembrava, uma e outra vez o passado. Parecia masoquismo. Aquela era mais uma tarde de tortura e sofrimento. Poderia pensar-se que gostava de se martirizar, mas era da própria doença. Olhando os campos ressequidos por uma seca que este ano teimava em prolongar-se, Amélia via como a terra estava gretada pelo vento frio. Mais gretada que a sua pele, mais que a sua alma. Antigamente não era assim: começava a chover por alturas do S. Mateus e a bendita água só deixava de cair lá para os princípios de Fevereiro. Sempre a chover, sempre! Mas tudo mudou. Dizem que foi por culpa do Homem. Não por culpa dela, Amélia, que nada fizera para que isto acontecesse. Sorri vagamente ao recordar que quando vinham as primeiras águas, o irmão mais novo, o José, ia logo à horta ver de bichinhos que retirava do interior das canas dos milhos para armar as esparrelas onde os piscos, por fome ou curiosidade, acabavam por ficar presos. Quando já não havia bichos, então recorria a azeitonas pretas, como isco. Até tordos apanhava. Ela não gostava que o mano fizesse mal aos pássaros, mas enfim, ele era rapaz e ela desculpava-o. Um dia haveria de mudar. E efectivamente mudou. Pois se tudo muda…Lembra-se de repente, num assalto de recordações mais ou menos tumultuosas, que também era pelo Outono que, depois de caírem as primeiras chuvadas, quando as terras ficavam prenhes de água e sempre que a seguir aparecia um solinho quente, as formigas de asa saíam dos seus buraquinhos e se punham a voar. Cansadas, muitas delas acabavam por ir cair nos ribeiros e nessas alturas era certo e sabido que o pai, com uma cana da Índia onde atara um fio de coco com um anzol e um isco, apanhava peixe com fartura ali no Ribeiro Galego, que nessa época ainda levava alguma água e estava cheio de pegos fundos. Depois a Mãe, que Deus a tenha lá em descanso, fazia uma sopa de peixe deliciosa, com muito poejo, que ela nunca mais comeu depois que essa santa desapareceu. Não compreendia porque é que as formigas de asa depois do primeiro voo, cortavam as asas com as suas próprias mandíbulas. Matavam-se a elas próprias. Seria por ser Outono? Não tinha resposta para essa dúvida.
Amélia repara agora nas enormes romãzeiras que ficam ali mesmo junto à casa. Estão carregadas. Também já são muito velhas. Se calhar tão velhas como ela. Mesmo assim cumprem perfeitamente a sua função: dão grandes e sumarentas romãs, tal como os marmeleiros que rodeiam a horta dão enormes marmelos. As folhas destes já lhe caíram, mas os marmelos, amarelinhos lá estão à espera que alguém os colha e faça umas taças de marmelada ou simplesmente os cozam e comam com um pouco de açúcar. Igualmente sem folhas mas carregadinhos, estão os dois diospireiros que, não desfazendo, davam os melhores diospiros que havia nas redondezas: não travavam nada a boca. Logo à tarde iria pedir ao marido que lhe colhesse umas romãs e uns marmelos para ela provar. Se tivesse vontade haveria até de comer um diospiro…
Amélia sente sono. Efeitos dos antidepressivos. Mas hoje, não sabe porquê, não quer adormecer. Hoje vai ser mais forte que os comprimidos. Quer mais que nunca reviver uma vida que foi sua mas que o tempo tão rapidamente gastou. Fixa a mancha amarela-
-encarniçada dos castanheiros e prossegue na sua saga de recordações e de martírio…
….No Outono as castanhas caíam dos castanheiros, mas muitas delas não saíam dos ouriços. Para as apanhar, havia que arranjar um pequeno pau em forma de martelo para com ele bater nos ouriços e assim as castanhas saírem e depois serem juntas dentro das cestas de vime que o Ti Zé da Lola fazia e vendia. Uma vez cheias, as cestas eram despejadas para sacas, que depois de atadas eram transportadas pelos dois burros que o pai tinha. Por cima da albarda, uma saca de cada lado, atadas com duas cordas cruzadas e ainda mais uma saca em cima. E os burritos lá seguiam carregados, por um carreiro mau de andar, a caminho de casa. Ali, as castanhas eram descarregadas e colocadas a secar numa dependência própria da casa, denominada de “secadeiro”. Amélia abre a boca num bocejo sonolento mas reage e não dorme, não pode dormir: lembra-se tão bem…por baixo das telhas do secadeiro, havia um segundo tecto formado por ripas, separadas entre si por uma distância suficientemente curta para que as castanhas não caíssem de ali abaixo, pois era para lá que o seu avô, o seu pai e sabe lá já a Amélia mais quem, as transportavam de seguida carregadas às costas e subindo uma escada de acesso bastante aprumada. No chão era feito um lume que ficava a arder todo o dia e que de noite se mantinha aceso até se acabar a lenha. O lume mudava de local no lajeado, correndo os quatro cantos da casa e o meio, sendo que todos os dias as castanhas eram mexidas lá em cima com uma grande pá de madeira. Assim, a pouco e pouco, elas iam secando lentamente e transformavam-se nas deliciosas castanhas secas ou piladas. Mas uma vez secas, havia que as descascar. Amélia sabe como era. Amélia sabe e recorda com emoção esses momentos. É por isso que não pode dormir…quer viver. Relembra que, por ser muito arrapazada em gaiata, ainda pisou castanhas – uma só vez. Para descascar as castanhas, a coisa passava-se assim: um pau grosso era colocado horizontalmente em cima de dois apoios que mais não eram que dois troncos colocados em forma de xis. O pau horizontal situava-se a uma altura um pouco superior à altura da cintura. Era aí que se iriam apoiar como garras, as mãos calejadas de outras lides agora viradas para a descasca da castanha. Estas, vindas do secadeiro já devidamente secas, eram colocadas dentro de uns cestos feitos de vergas de cana em que, a uma boca larga se seguia uma zona mais bojuda, arredondada. Os homens entravam então para dentro dos cestos e com as botas cardadas, iam saltando em cima das castanhas, servindo-se, para se impulsionar, do apoio que faziam com as mãos no tal barrote colocado horizontalmente à altura da cintura. Pisavam e repisavam sentindo que a cada salto, debaixo das suas botas, havia castanhas que iam perdendo a casca. De tanto pisada, a casca transformava-se em “moinha”. Havia que separá-la das castanhas. Então era pegar nos cestos pelas asas e abaná-los em semicírculos, ora para a esquerda ora para a direita, de modo que a “moinha” fosse caindo para o chão pelas frestas das vergas da cana, ficando algumas castanhas já completamente descascadas. Mas não todas. Por isso repetia-se a operação uma e outra vez, tantas até as castanhas ficarem todas limpas. Manel Galapito, que Deus tenha, fora um dos melhores e mais rijos pisadores de castanhas. Tinha força até mais não. Certa vez a gaiata Amélia-Maria-Rapaz quis experimentar e ele fez-lhe a vontade. As pernas delgadinhas dentro de umas botas de borracha demasiado largas para elas, foram largadas para dentro de um cesto. Amélia lembra-se bem: mal chegava ao pau de apoio, pulou duas ou três vezes, cansou-se e depois disse para o Manuel Galapito: - Ó ti Manel, isto é um trabalho muito duro…
Manuel Galapito que era mais de trabalho do que de falas, apesar de tudo sorriu, segurou-a por baixo dos braços, tirou-a de dentro do cesto e respondeu-lhe enquanto a colocava no chão:
Ti Manel Galapito suicidou-se no Outono do ano seguinte a este episódio. Vá lá saber-se porquê…talvez por ser Outono e por nesta altura as pessoas dizerem que a queda da folha é uma época difícil de atravessar. Ti Manel não a conseguiu atravessar.
O fraco sol outonal, entretanto rodara mais um pouco e a sala ficou mais aquecida. Amélia sentiu uma sonolência mais forte e ia começar a dormir quando a sua filha Joana, que morava ali perto a veio despertar desse adormecimento.
- Mãe, trago-lhe aqui uma coisa de que gosta muito…
- Já não gosto de nada, filha. É Outono e parece que nesta altura ainda me sinto pior, mais agarrada a um passado que sei não poder voltar a viver, mas que teimosamente me massacra. Estou doente minha filha. O Outono só tem coisas más…
- Calma mãe. Não é assim. Não é que eu não goste de a ouvir contar as suas experiências do campo vividas por esta altura do ano, mas a mãe já mas contou tantas vezes que hoje quero ser eu a falar consigo. Está bem?
- Mas o que é que aí me trazes?
-Calma mãe, vamos falar um pouco. Melhor, vai-me escutar um pouco, está bem?
-Fala, disse Amélia um pouco incomodada mas simultaneamente curiosa por saber o que a filha lhe ia dizer.
- A mãe martiriza-se com as suas recordações, os seus medos, os seus fantasmas que cada Outono lhe traz. Vou-lhe dar dois ou três exemplos de situações de que se a mãe se lembrasse, veria que o Outono não é assim tão cinzento como a mãe o pinta. Então diga-me lá uma coisa: a mãe sabe quando é que nasceu o seu primeiro neto? Foi no Outono, a 25 de Novembro. E se bem me lembro, a mãe disse-me certa vez que o nascimento do seu primeiro neto lhe tinha dado quase tanta alegria como o meu próprio nascimento. Lembra-se? Sim, então porque o esquece? E os magustos do S. Martinho? A casa a abarrotar de gente, o enorme magusto que ainda hoje fazemos no antigo secadeiro com todos os empregados do monte, porque é que a mãe se refugia aqui e é preciso eu vir buscá-la à força para descer até junto de nós? Depois de lá estar já gosta. Mas depois esquece… E o dia de Santos, com toda essa “canalha” pequena a vir pedir os Santinhos? Há lá festa mais bonita do que recebermos na nossa casa toda essa criançada que ainda agora nos vai aparecendo a querer umas castanhas, umas romãs ou uns caramelos que a mãe tanto gosta de ofertar. Mas depois esquece. E …
- Olha filha: se calhar tens razão e se me desses mais atenção eu viveria melhor. Mas…já agora passa-me aí a caixa do Cipralex e um copo de água…
Pseudónimo: Amélia
"DO CASTELO" endereça parabéns ao autor que pediu anonimato
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
A VINGANÇA SERVE-SE FRIA!
Foto: Bandeira Nacional Portuguesa (adulterada) - Oiça aqui o Hino da Restauração pelos nossos "compadres" de Elvas: http://www.youtube.com/watch?v=CX2roSxua3kEm 1 de Dezembro de 1640 foi reconquistada a independência Portuguesa, colocando-se assim fim à dinastia dos “Filipes” e tomando conta das rédeas do Reino de Portugal a Casa de Bragança com a ascensão de D. João IV a Rei de Portugal. Estivemos debaixo do jugo espanhol durante 60 anos.
Não deixa de ser curioso que foram as “ Alterações de Évora” ocorridas em Agosto de 1637 que deram azo à revolta de 1640. Não menos curioso o facto de localidades como Crato e Sousel terem de imediato aderido ao desrespeito pelos fidalgos espanhóis e ao arcebispo.
Mas a vingança serve-se fria. Passados todos estes anos, eis que os espanhóis, assim como quem não quer a coisa vão a pouco e pouco tomando conta do nosso Portugal. Os médicos e os enfermeiros invadem os nossos Centros de Saúde. As melhores terras do Alentejo são já pertença dos espanhóis, os porcos que por aí engordam nas grandes herdades portuguesas são dos espanhóis, os grandes olivais que por aí se avistam são pertença dos espanhóis. E a verdade é que para eles, espanhóis, de pouco lhe interessa que o olival tenha uma média de vida de doze anos, que depois durante mais “x” vezes esse olival seja arrancado e replantado até à exaustão dos solos que por falta de descanso (poisio) acabarão por já nem oliveiras suportarem. Para eles isso é…tinto! Os contratos de arrendamento são quase sempre na ordem dos 30 anos...
Por Avis esta regra confirma-se: há terrenos da Fundação Abreu Calado alugados para implantação de aliviais, onde trabalham/trabalharam muitos espanhóis, a Herdade do Painho está igualmente a ser “invadido” e aqui bem perto das nossas muralhas, o caso mais curioso: em 1640 acabou-se o “negócio” dos Filipes espanhóis e agora, os espanhóis chegam cá e fazem negócio com os “Filipes” portugueses de Avis, e ainda por cima, pasme-se meus senhores, nas Terras do Rei plantaram um olival …espanhol!
Nota : relembre aqui factos sobre a "Restauração da Independência"
domingo, 30 de novembro de 2008
HERÓI POR UMA TARDE!
Tive a felicidade de fazer parte das vinte mil pessoas que, voluntária e gratuitamente, contribuiram para a recolha de produtos para o Banco Alimentar contra a Fome. Coube-me “trabalhar” no sábado da parte da tarde e nem a chuva nem o frio arrefeceram o entusiasmo que eu e a minha colega de turno depositámos neste serviço humanitário.
Devo dizer que apenas umas quatro pessoas se recusaram a contribuir. Umas porque também elas necessitadas, outras nem tanto, talvez pensando que este Banco nunca lhe irá fazer falta, o que, nos dias que correm, me parece demasiado optimista.
Ainda não sei quantas e quantas toneladas de alimentos foram recebidas. Como estes alimentos são recolhidos nós sabemos. Pelo menos eu agora já sei. Quanto à sua distribuição, aí a coisa já chia mais fino. Nem é preciso sairmos de Avis para nos questionarmos sobre o modo como as coisas são feitas. Mas se calhar o mal não é de quem distribui, mas sim de quem as recebe. Há pessoas em Avis que vão diariamente tomar o pequeno-almoço ao café, há outras pessoas em Avis que se passeiam diariamente de automóvel pelas nossas ruas quando o podiam fazer a pé, há pessoas em Avis que se vêm constantemente agarradas ao telemóvel ou ao cigarro e que, apesar de todos esses “desperdícios” de dinheiro, se socorrem da ajuda alimentar que lhe é distribuída aqui em Avis. Isto não é nenhuma novidade, é do domínio público, mas este sistema está instalado e é assim que funciona.
Se não forem as próprias pessoas a consciencializarem-se de que assim não pode ser, que não está correcto, que é imoral, às instituições é difícil discernir os que realmente têm necessidades daqueles que usurpam o que a outros faz falta.
Apesar de tudo, para o ano, se necessitarem de mim e eu estiver no pleno gozo das minhas faculdades físicas e psíquicas, podem contar comigo!
ÚLTIMA HORA: o total de alimentos recolhidos para esta causa em Avis foi de 760 Kg.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
CESTAS DE POESIA (XLIV)
NO PENSAMENTO HUMANO
PROFESSANDO CONFIANÇA
IMPRIME MAIS UM ENGANO
I
EU ESCUTEI COM ATENÇÃO
MAIS UM OUTRO ENGANOSO
DIZ UM FUTURO DITOSO
TRAS ESTA NOSSA LIGAÇÃO
CREIO SER MAIS UMA ILUSÃO
ESSA NOVA ALIANÇA
QUE AFIRMA COM PUJANÇA
SER BOA PARA O POVO
MAS NÃO TRAZ NADA DE NOVO
JÁ PERDI A ESPERANÇA
II
AS PROMESSAS SÃO MAIS DE MIL
PARA MELHORAR A VIDA
MAS NENHUMA É CUMPRIDA
SÃO SIM ADVERSAS A ABRIL
SÃO ESTUDADAS NO COVIL
ASSINADAS POR TIRANO
SÁ PARA NOS CAUSAR DANO
PELO QUE FICA ESCRITO
JÁ NEM SEQUER ACREDITO
NO PENSAMENTO HUMANO
III
NÓS VIVEMOS ILUDIDOS
SOMOS POBRES MAS HONRADOS
QUEREMOS SER RESPEITADOS
SEMPRE FOMOS IMPEDIDOS
E NUNCA FOMOS OUVIDOS
É O RICO QUEM ALCANÇA
COM TODA A SEGURANÇA
O QUE O GOVERNO LHE DÁ
E POR ISSO ELE ESTÁ
PROFESSANDO CONFIANÇA
IV
A SITUAÇÃO QUE TEMOS
É PURA DESIGUALDADE
O QUE VEMOS NA VERDADE
NÃO É ISTO QUE QUEREMOS
E POR ISSO NÓS DIZEMOS
APAREÇA OUTRO PLANO
ESTE É MUITO INSANO
SÓ GARANTE PIORIA
COM TODA A FANTASIA
IMPRIME MAIS UM ENGANO
AUTOR: JOÃO MOREIRA DOS SANTOS/AVIS (2002)
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
AVIS EM ALTA
Foto 1: "...folheto...em bilingue(Português e Inglês)
Foto 2: "...circulo de amizades e familiares do Francisco Alexandre"Composta por 20 peças, esta exposição realizada num cenário excelente, reúne todas as condições para, sendo um êxito, ser igualmente mais uma forma de elevar o nome de Avis através das obras daqueles que de cá são oriundos ou por cá residem, fazendo assim que Avis esteja em alta.
Registamos um pequeno (grande) senão: o grupo Fernando Barata não agiu da melhor maneira para com o seu convidado. Desde logo não endereçando os convites que constavam de uma lista de nomes entregue pelo expositor à organização. Dado que os convites para Avis não chegaram ao seu destino, presume-se que os mesmos não tenham seguido para ninguém, daí a total ausência de pessoas na inauguração da exposição, alheias ao círculo de amizades e familiares do Francisco Alexandre. Lamenta-se este facto enquanto nos congratulamos com o folheto explicativo das peças da exposição e do historial do escultor feito em bilingue (Português e Inglês).
Porque por vezes o que começa mal acaba bem, “DO CASTELO” deseja as maiores felicidades traduzidas em vendas a este excepcional artista que escolheu Avis como sua terra de eleição e que tanto a tem honrado.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
FIXE ESTE NÚMERO : 808 250 143

HISTÓRIAS DE ACORDAR
“O Principezinho e o Xarope”
Intoxicações em crianças
Todos os dias, dezenas de crianças intoxicam-se com comprimidos para dormir esquecidos mas mesas-de-cabeceira ou com xaropes que, por serem doces, são uma tentação. As crianças são muito ágeis e fazem muito mais do que imaginamos; chegar até à bancada da cozinha ou abrir um armário, é um pequeno passo. Bastam apenas alguns segundos para subir para uma cadeira, abrir uma gaveta, retirar uma tampa, cheirar e provar.
Temos que estar preparados
Por mais vigilantes que sejamos, as crianças podem escapar por segundos á atenção de qualquer adulto. É preciso preparar a casa para reduzir o risco de terem acesso a produtos potencialmente tóxicos. Se tal acontecer, e em caso de intoxicação, antes de fazer seja o que for à criança, deve ligar de imediato para o Centro de Informação Antivenenos (CIAV). Em muitos casos, provocar o vómito e dar leite ou água, pode ser prejudicial e agravar as consequências.
Como evitar intoxicações com medicamentos
. Guarde os medicamentos logo após a sua utilização, nas suas embalagens originais, bem fechadas com o folheto informativo.
. não tome nem dê medicamentos sem indicação médica.
. Evite tomar medicamentos em frente das crianças porque elas gostam de imitar os adultos. As crianças mais novas confundem medicamentos com rebuçados, gomas e outros doces.
. Ao dar xarope ou outro medicamento á criança, não a incentive a tomar com o argumento de ser bom e doce. A criança, quando estiver sozinha poderá não perceber a diferença entre um medicamento e uma bebida.
. Certifique-se de que mantém todos os medicamentos e produtos tóxicos bem fechados e sem verter.
. Tenha o número do Centro de Informação Antivenenos (CIAV) perto do telefone em casa e grave-o no seu telemóvel
O que fazer em caso de intoxicação
. Mantenha a calma. Não se precipite, mas não perca tempo. Se puder pegue na embalagem do produto suspeito para ter informação à mão.
. Não faça nada! Vale mais nada fazer à criança do que fazer errado. Provocar o vómito ou dar água ou leite, pode ser prejudicial.
. Ligue de imediato para o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) – 8º8 250 143 – e responda a todas as perguntas do médico, com calma e objectividade.
. Se não conseguir ligar para o Centro de Informação Antivenenos,(CIAV) ligue 112 ou dirija-se ao hospital mais próximo.
Sabia que?
. Em 2007, o CIAV registou 10.673 casos de intoxicação de crianças.
. Mais de 65% dos casos referem-se a crianças entre os 1 e os 4 anos de iddae?
. Os medicamentos estiveram na origem de cerca de 54% das intoxicações, registadas dos 1 aos 4 anos.
. A maioria das intoxicações em crianças ocorre em casa!
O CONTO:
Num mundo longe do nosso
Onde a imaginação é o tecto
Vivia um pequeno menino
Que nunca parava quieto
Que encontrou, enquanto brincava
Um frasco que parecia brilhar
Cheio de formas e cores
- Era só pegar e levar.
Altura em que este mundo
Nos vai deixar de encantar
Porque o menino encontrou um xarope
E infelizmente, decidiu provar
Às vezes é preciso ouvir uma história de acordar. As intoxicações podem matar. Não deixe produtos tóxicos ou medicamentos ao alcance das crianças.
Visite: http://www.apsi.org.pt
E: http://www.inem.pt
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
AVIS EM ALTA!
MARIA ALBERTINA DORDIO MARTINS, de Ervedal, foi galardoada com uma Menção Honrosa na modalidade de poesia obrigada a mote, com o seguinte trabalho:
Mote:
É um povo de sossego
Deixa muito a desejar
Todo o mundo quer emprego
Mas ninguém quer trabalhar
(Autor do mote: José Duro/Monforte)
I
Já foi herói arrojado!:
- Afonso, o Conquistador,
Um Gama – descobridor
De terras, mar ignorado,
Deixando o nome gravado
Em padrões, cujo despego
Era mostrar, com alego
Portugal que ali reinava…
Hoje, essa raça tão brava,
É um povo de sossego.
Sendo assim acomodado,
Às condições do momento,
Que terá no pensamento,
Que o faz tão desgraçado?
Nem lembrará o passado?
Onde se pode ocultar
Essa coragem, sem par,
Do português de antanho?
Hoje, de pouco tamanho,
Deixa muito a desejar!
A culpa talvez não seja
Sua, mas da conjuntura,
Que não ajuda e tortura
A alma que lhe fraqueja…
Já a vida o não bafeja!
Depressivo, anda cego
À procura de um apego
Que o incite a lutar…
E, para não soçobrar
Todo o mundo quer emprego.
Nesta tal baralhação
Da actual sociedade,
Vive-se em calamidade,
Perde-se o gosto, a razão,
Que os valores de um povo são
Muito difíceis de honrar…
E, ao jeito de imitar,
Os “mandantes”…do lazer,
Quer o povo emprego ter,
Mas ninguém quer trabalhar!
Pseudónimo : Zé Povinho
Foi ainda distinguido um outro patrício nosso que apesar de não querer aqui ser identificado, me facultou os trabalhos que passo a reproduzir:
Menção Honrosa na modalidade de Poesia Alegórica a Monforte:
Querendo mudar a sorte
Vim viver para Monforte
E sinto-me aqui tão bem…
Tenho tudo o que preciso,
Descobri o paraíso,
Sou feliz como ninguém!
Pseudónimo: Sortudo
3º PRÉMIO na modalidade de QUADRA:
Quem tiver felicidade
A cantar no coração,
Por favor, tenha a bondade
De espalhar essa canção
Pseudónimo: Feliz
Quatro menções honrosas, nesta mesma categoria, a saber:
Quando um aperto de mão
Tinha a força dum contrato,
Podia-se crer então
Até num simples gaiato!
Pseudónimo: Honesto
Sempre que em sonhos destapo
Os meus brinquedos de infância
É à boneca de trapo
Que dou maior importância!
Pseudónimo: Sonhador
Aquele que nunca intruja
Vive de pequenos nadas;
Pode ter a cara suja
Mas as mãos sempre lavadas!
Pseudónimo: Pobrezinho
Neste mundo sem vergonha
Já vai sendo raridade,
Encontrar quem não se oponha
A uma pura amizade!
Pseudónimo: É mesmo verdade
sábado, 22 de novembro de 2008
FORTUNATA MARIA CARVALHO - FALECEU
No seu pranto, o Sr. João Carrilho afirmou repetidamente que “passaram muito depressa estes 64 anos.”
A toda a família “DO CASTELO” endereça sentidas condolências.
À parte:
A D. Fortunata morava no início da Rua do Convento, na parte mais chegada à Praça Serpa Pinto e como sabemos a cerca de 100 metros da Igreja Matriz, onde seria rezada missa de corpo presente. Dada a nova sinalização imposta, para o corpo ir no carro funerário teria que seguir em direcção ao Largo do Convento, descer o Arco e virar à esquerda indo pela Cerca do Convento, Rua do Postigo e depois subir a R. de S. Roque até à Igreja ou então ao descer o arco, cortar à direita em direcção à António José de Almeida, subir a Rua dos Arrabaldes e depois a de S. Roque até à Igreja o que certamente em qualquer das hipóteses sempre perfaz mais de mil metros, à vontade. O problema resolveu-se com a ajuda de pessoas que transportaram a urna em braços os escassos 100 metros que distam da Igreja. Compreendo e concordo que o responsável pelo funeral não tenha querido infringir a normas de circulação. Eu faria o mesmo.
Deixo ainda aqui outra chamada de atenção: o féretro seguiu depois a caminho do cemitério, mas acontece que já em plena E.N. 243, após a rotunda, das duas uma: ou se optava por cortar à esquerda pisando o risco contínuo que ali existe ou se ia dar a volta junto à entrada do recinto das feiras e mercados. Muito bem, e penso que como se faz habitualmente, virou-se à esquerda pisando o risco contínuo e infringindo a lei que bem podia ser alterada, transformando o traço continuo situado em frente à entrada nascente do cemitério em traço descontinuo. Também aqui se fosse eu o responsável pela funerária teria procedido de igual modo.
Fica o reparo à atenção de quem puder ou quiser resolver esta situação.

