sexta-feira, 1 de agosto de 2008

CESTAS DE POESIA ( XXVII)

Foto: "...MANUEL DOMINGOS RODRIGUES É O MANEL GAIATO"
Se chegarem a Avis e perguntarem pelo MANUEL DOMINGOS RODRIGUES, certamente que lhe dirão que não sabem quem é e se calhar até lhe dirão que não é cá da terra. Mas se perguntarem pelo MANEL GAIATO, por certo que 95% da população da vila de Avis lhe sabe dizer quem é. Ao fim e ao cabo são uma e a mesma pessoa: Manuel Domingos Rodrigues é o Manel Gaiato!
Durante as cinco sextas-feiras de Agosto vou dar-lhes a conhecer trabalhos deste autor, nascido a 16 de Janeiro de 1935, na Freguesia de Alcórrego/Avis, mais precisamente no Monte da Courela. Ao longo das semanas irei dando mais informação sobre este homem que foi taxista, que não sabe escrever mas que sabe fazer poesia de quarenta pontos.
Para começarmos o mês eis a primeira obra que recolhi junto deste autor:


Mote:
O QUE O PAI É PARA UM FILHO
E O FILHO NÃO É PARA O PAI:
QUANDO ME ENCONTRAR VELHINHO
É P’RÓ ASILO É QUE VAI
!

I
CRIEI UM COM MUITO GOSTO
DEI-LHE BOA CRIAÇÃO
NUNCA LHE DIZIA QUE NÃO
P’RÓ TRAZER BEM DISPOSTO;
HOJE, DE LÁGRIMA NO ROSTO
A VIDA É UM SARILHO
SE ME TOCAM NO GATILHO
COMEÇO LOGO A DISPARAR
ASSIM SE PODE IMAGINAR
O QUE O PAI É PARA UM FILHO!

II
ESPERO PELA RECOMPENSA
QUE ELE, O MEU, ME QUEIRA DAR
DEPOIS DE CRIADO ESTAR
JÁ LHE FALTA A PACIÊNCIA
É FILHO DA INOCÊNCIA
NUNCA DIZ PARA ONDE VAI
SE TEM MUITO AINDA QUER MAIS
TUDO QUANTO TENHO LHE DOU
EU PARA ELE ASSIM SOU
E O FILHO NÃO É PARA O PAI!

III
DEI-LHE A BOA CRIAÇÃO
ESPERO QUE ELE É EDUCADO
POR TODOS É ESTIMADO
QUE NINGUÉM ME DIZ QUE NÃO,
BOM FILHO DO CORAÇÃO
VOU INDO DEVAGARINHO
EU VOU ESCOLHENDO O CAMINHO
POR ONDE EU HEI-DE PASSAR
QUANDO TU ME FORES MANDAR
QUANDO ME ENCONTRAR VELHINHO!

IV
A VIDA É MESMO ASSIM
O MEU DESTINO É FATAL
OLHA QUE NÃO TE FICA MAL
SE QUISERES CUIDAR DE MIM,
SE QUISERES VER O MEU FIM
DEUS IRÁS “PERDOAIS”
NÃO VALE A PENA DAR AIS
QUE A VIDA É UMA TOLICE
QUANDO CHEGAR À VELHICE
É P’RÓ ASILO É QUE VAI!

AUTOR: MANUEL DOMINGOS RODRIGUES (GAIATO) /AVIS

quinta-feira, 31 de julho de 2008

O HERDADE DA CORTESIA HOTEL

Foto 1- "Em ritmo certo, o Herdade da Cortesia Hotel...vai tomando forma."
Foto 2 - "...das formas computorizadas vai passando a ter existência física."



Em ritmo certo, o Herdade da Cortesia Hotel, da responsabilidade da Avizacqua Team Center vai tomando forma. Visitei-o este fim-de-semana e constatei que das formas computorizadas vai passando a ter existência física. Com inauguração aprazada para o 1º trimestre de 2009, constou-me que as equipas de trabalho que irão fazer parte deste importantísssimo empreendimento, já se estão a formar, inclusivamente com a realização de entrevistas. Parece que estas equipas nada têm a ver com a equipa do Benfica que, quase com o campeonato a começar, ainda não sabe bem o que é que quer (como aliás vem sendo hábito de há uns anos a esta parte). Daí que se você é um(a) candidato(a) a pertencer a uma equipa de trabalho que se pretende empreendedora e dinâmica, não se atrase. É que se não actuar com destreza arrisca-se a ficar no banco dos suplentes, ou, o que é pior ainda, a ser dispensado.
Acredite que a Câmara Municipal de Avis, por muito boa vontade que tenha, além de não chegar para todos, não sabemos até quando chegará…

quarta-feira, 30 de julho de 2008

BLOGUES DA MINHA TERRA


Não é fácil manter um blogue vários meses em actividade, quanto mais alguns anos. O exemplo de Avis é disso bem elucidativo. Quantos e quantos blogues e bloguistas por aí têm aparecido e quase que com a mesma rapidez com que aparecem se esvaziam, desaparecem. As notícias rareiam, o tempo às vezes é escasso, os conteúdos diminutos.
Este meu “post” é primeiro que tudo uma homenagem aos blogues de Avis que abnegadamente teimam em prosseguir, sendo que alguns se mantêm com uma actividade regular desde 2003. Garanto-vos que é obra! Eis pois os blogues das minhas referências a nível local:

1) - Desde logo “OS DESABAFOS”, que com intervenções oportunas nos vai dando notícias, por vezes em primeira-mão, que o leva a ter um “público” fiel e assíduo. Deve ter acesso a informação muito actualizada que lhe permite, apesar de ser o blogue mais antigo em actividade em Avis, não perder o interesse e daí a procura diária dos seus leitores.

2) - Depois, por ordem de antiguidade (que segundo diziam na tropa era um posto) o “MARANHÃO” que após pequenos interregnos aparece sempre com vontade de ir mais além e durante mais uns meses, quiçá mais uns anos. Pertencendo a um criativo, (penso eu de quê!) eis que “inventa” essa coisa maravilhosa das “Músicas da minha vida”, prendendo assim uma plateia e evitando a sua dispersão por outras “bloguices”;

3) - Depois um blogue de “especialidade” que visito assiduamente onde além da defesa acérrima de uma classe, se pode sempre aprender algo, pois que trata essencialmente temas do mester do seu mentor e que dá pelo nome de “MEDICOEXPLICAMEDICINAAINTELECTUAIS”. De escrita regular, quase diária, é um blogue que aconselho a visitar.

4) – “MONTEDOMEL” começou há pouco tempo. Parece que tem pernas para andar. Mostra uma certa vivacidade. Vamos aprender muito sobre o mundo da apicultura pois este também é de “especialista” e feito igualmente por quem sabe do ofício.

5) - “BOAMEMÓRIA” igualmente “especialista”: este no ramo das “bibliotequices”. Dá-me a impressão que poderia (ou deveria?) ser um pouco mais dinâmico, pois que aqui o que não faltam são assuntos interessantes a mencionar, com tantas centenas de livros nas prateleiras, a pedirem uma referência. Mas se calhar o tempo disponível também não abundará.

6) - “TUDO E MAIS ALGUMA COISA EM AVIS”, também me merece uma referência positiva, apesar de “postar” muito espaçadamente. Mas, mesmo bastante letárgico, mantém-se vivo! Vai respirando.

7) - O “BLOGOSCOLA” está de férias, mas parece-me ser não mais um blogue, mas um projecto deveras interessante. Assim haja vontade de levar para a frente este projecto cheio de juventude e enquadrado por massa humana que está agora no dealbar das suas vidas. Cresçam e apareçam sempre com novas ideias. Não deixem cair por terra os vossos sonhos.

8) – E, acabado de (re)descobrir, o “JUSTIÇA SEJA FEITA 2”. Remodelado, com cara nova, vê-se que é tratado por alguém para quem a informática não é um bicho-de-sete-cabeças (como o é para o autor destas linhas) mas algo que é facilmente dominado. Seja bem-vindo ao grupo dos resistentes, receba os meus mais sinceros parabéns por ter regressado e nada de abandonos a meio dos campeonatos… VIZINHO!
Sei que não o vai fazer.

Que me desculpem aqueles que, estando em plena actividade, aqui não referi. Não lhes faço referência por desconhecimento da sua existência.
Finalizando e para confirmar a dificuldade que existe em manter um blogue “vivo”, aconselho a que vejam as listas dos “Semi-usados” e do “Cemitério” que os “DESABAFOS” tem elencados, apesar das respectivas listagens não estarem devidamente actualizadas.
Bom seria que por cada Blogue acabado houvesse um Blogue (re)nascido na Blogosfera Avisense.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

SUPER...CRACIA...


Relata o Jornal aponte do corrente mês, que no passado dia 27 de Junho, a Assembleia de Freguesia de Avis não pôde reunir por falta de quórum. Quando vejo imagens televisivas em que os deputados representantes do povo, por ele eleitos, se encontram a dormir ou a ler jornais em plena Assembleia da República, sinto uma revolta tamanha que me apetece não mais votar.
Pensava que situações destas, de desinteresse e afronta às populações só se passavam lá na grande cidade. Afinal estava redondamente enganado. Em Avis os eleitos que nós escolhemos e conhecemos, eleitos pelo povo que nós conhecemos, fazem a mesma coisa. Faltaram 3 elementos da CDU (ATÉ VÓS, CAMARADAS!!!), 1 do PS e um do PSD, dum total de 9. Se não queriam assumir o cargo (será que juraram, em consciência, por sua honra cumprir o cargo para que foram nomeados? Se sim, onde está a honra?) então deveriam tê-lo dito de vez e em tempo oportuno, sem ser preciso tomarem posse apenas por bem parecer ou por obediência partidária. Até a senhora Presidente da Assembleia de Freguesia de Avis se mostrou indignada com o facto.
Lamentavelmente, e garanto que não é por este caso de Avis, mas pelo que vai acontecendo por todo o Portugal, onde o fosso entre os mais pobres e os mais ricos é cada vez mais abissal, onde a violência aumenta em exponencial, onde a falta de respeito pelo ser humano assume contornos assustadores, onde a corrupção grassa por todos os sectores, onde a saúde está cada vez mais doente, onde a inflacção sobe a um ritmo galopante, onde…onde…onde…., concluo que por certo não era isto ou estas atitudes que aqueles que fizeram o 25 de Abril de 1974 almejavam e concluo igualmente que aquilo que todos desejavam fosse uma SUPERDEMOCRACIA se vai transformando, aos poucos, numa SUPERMERDOCRACIA.
Ou será que já o é?
(P.S.: penso que a senhora Presidente da Assembleia de Freguesia de Avis, D. Maria Victória, é eleita pelas listas da CDU).

sexta-feira, 25 de julho de 2008

CESTAS DE POESIA ( XXVI ) E NÃO SÓ...

Chega hoje ao fim o espaço que "DO CASTELO" dedicou ao amante da poesia, o amigo ANTÓNIO HENRIQUES. Já referi nesta rubrica que o Sr. António tem uma vasta colecção de recolhas que tem transcritas em cadernos mas que de seu apenas fez ainda umas décimas. Diz que lhe falta o jeito e que para fazer estas décimas andou para aí um ano "de roda delas". Talvez que o diga por modéstia, pois que como poderão verificar a seguir as coisas até não lhe correram lá muito mal.
Fechamos pois este ciclo dedicado a António Henriques com o único trabalho de sua autoria.
À vossa consideração, ele aqui está:
Mote:
Já cheguei a reformado
Vejo mais perto o meu fim,
Sinto-me velho e cansado
É um desgosto para mim!

I
Eu fui quem sempre trabalhou
No ramo da agricultura
Vivi no meio da fartura
Mas para mim nunca chegou,
Quem no trabalho mandou
É que devia ter pensado
Que o trabalhador coitado
Passou a vida a sofrer
Agora é que eu estou a ver
Já cheguei a reformado!

II
Quando o trabalho acabou
Acabou a minha lida
Parecia ser tão comprida
E tão depressa terminou
Para mim tudo findou
Podem crer que isto é assim
Não tenham pena de mim
Isto tinha que acabar
Sou obrigado a pensar
Vejo mais perto o meu fim!

III
Eu passei a vida inteira
A trabalhar a valer
Sempre tinha que fazer
Ou de uma ou de outra maneira
Não sei se fiz asneira
Nunca fui recompensado
Fui sempre tão mal pago
Não tenho coisa nenhuma
Nem nunca arranjei fortuna
Sinto-me velho e cansado!

IV
Agora no fim da vida
Vou uma jura fazer
Quando eu desaparecer
Faço a minha despedida
É uma viagem comprida
Eu não sei onde é o fim
A morte que é tão ruim
Nos leva p’ró cemitério
Eu digo-lhe muito a sério
É um desgosto para mim!

Autor: ANTÓNIO HENRIQUES/AVIS




III PERCURSO DE ORIENTAÇÃO NOCTURNA


A Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, através do seu NÚCLEO DE ORIENTAÇÃO, realiza amanhã, dia 26, o III PERCURSO DE ORIENTAÇÃO NOCTURNA.
No sentido de descentralizar as suas diversas actividades, optaram este ano por se deslocarem para VALONGO, onde até 15 minutos antes da prova se iniciar às 21.30h, quem quiser se pode inscrever. O Percurso iniciar-se-á num dos locais mais emblemáticos de Valongo: a AROEIRA. Para quem conhece o percurso (organização) o mesmo terá uma extensão aproximada de cinco quilómetros. Para quem andar “às voltinhas” terá os quilómetros que calhar.
Pegue na sua lanterna, em roupa e calçado apropriado e venha até Valongo participar nesta iniciativa.
Aproveite e de volta para Avis, beba uma cerveja sem álcool nas festas de Bena (vila)!
Verá lhe vai cair muito bem.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

BELDROEGAS, UM MANJAR DOS POBRES!

Transcrição de um excerto do livro “OS COMERES DOS GANHÕES – Memórias de outros sabores”, de Aníbal Falcato Alves, editado em Maio de 1994.

"Depois, quando não tínhamos trabalho, íamos para o campo apanhar essas ervas bravas, que era, então, o que a gente comia. No campo, apanhavam-se as alabaças, as baldoregas e outras qualidades de ervas.
Depois, aquelas alabaças, tão boas, que a gente fazia na tigela de fogo, com um feijãozinho, mas só do frade, que era o mais barato. Agora, é que a gente já come pouco feijão frade. Mas, dantes, era o feijão frade que andava sempre na casa dianteira.
E fazíamos aquelas sopinhas com as baldoregas, aquelas sopas tão boas.
As baldoregas, fazia-as a gente com alhos e, quando tínhamos, punham-se umas batatas. Com umas batatinhas, aquilo era um manjar.
Queijo para as baldoregas, isso é que não havia. O queijo era muito caro. O queijo que havia era só para os patrões.
E as baldoregas, e essas coisas assim, nunca as davam à gente. Diziam eles que ficavam muito caras mandarem um homem colhê-las.

Maria Benedita de Jesus Bicho (Sabachoa), 59 anos, casada, sabe ler, operária agrícola reformada, natural de Pavia."

Os tempos passam, as vidas tomam novos rumos e pelos mesmos motivos e por motivos diferentes, hoje ninguém vai ao campo às beldroegas, pois que continuaria a ser muito caro pagar a quem as apanhe, mas principalmente porque entraram no esquecimento da nossa culinária. Mas quem gosta de beldroegas vai mesmo a elas para o campo.
Eu gosto de beldroegas. Ontem fui ao campo e apanhei um belo molho delas. Arranjei-as, isto é, cortei-lhe cuidadosamente as folhas e os talos mais tenrinhos para dentro de um alguidar, deitando fora os talos duros e as pontas que já apresentavam inícios de floração. Arranjá-las é o que dá mais trabalho: parece que nunca mais se acabam. Depois foi cozinhá-las desta maneira tão simples:
Numa panela funda cobri-lhe o fundo com uma significativa camada de cebola. Sobre esta uma camada de batatas cortadas às rodelas, a seguir uma camada de beldroegas muito bem lavadas. Novamente uma camada de cebola, outra de batatas e outra ainda de beldroegas. De notar que a última camada deverá ser sempre de beldroegas. Juntei-lhe meia dúzia de dentes de alho, lavados mas com casca. Reguei com azeite, sal e colorau q. b. e levei a lume brando. A pouco e pouco fui juntando alguma água, mas pouca de cada vez, não esquecendo que a própria cebola e as beldroegas produzem molho. Quando quase cozido, juntei três ovos partidos para cozerem, tendo o cuidado de os deitar na panela, mas no sítio onde a fervura era mais intensa. Cozidos os ovos, estava o “manjar” acabado. De notar que não lhe juntei queijo por opção, imposta pelo facto de um elemento do meu agregado familiar repudiar o queijo e o seu cheiro.
Quem gosta de cozinhar e cozinha,
tem vários prazeres adicionais em relação a quem só gosta de comer: é que se delicia desde logo com as cores dos vários temperos misturados; delicia-se com os cheiros dos refogados, e acaba deliciando-se com aquele prazer supremo que é poder comer um prato genuinamente alentejano, como o é uma boa “pratada” de sopa de beldroegas e dizer batendo no ventre proeminente:
- Está uma maravilha e fui eu que o fiz! Que me faça muito bom proveito!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

AVIS

Foto 1 - "A capa..."
Foto 2 -" ...e a contracapa..."

Avis está na moda.
Vai-se falando de Avis sem ser pela negativa, o que me apraz registar.
Depois da reportagem da SIC sobre a zona do Clube Náutico e da praia fluvial, que poderão sempre ver reproduzida AQUI, eis que acabo de receber a Revista Cultural da Alma Alentejana, referente ao ano de 2008, onde a capa e a contracapa nos surpreendem com duas fotos da nossa vila. No seu interior uma extensa entrevista de doze páginas ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Avis. Se para um avisense o discurso do senhor Presidente já é conhecido, não o será para um estranho ao concelho, daí a oportunidade da mesma. De salientar um vasto leque de fotos muito bem enquadradas que, além de ilustrarem a entrevista, dão uma ideia precisa da grandiosidade histórico - turística da nossa terra.
Por coincidência (ou não), em reportagem a seguir às referências a Avis, numa alusão aos VII jogos Florais da Alma Alentejana-2007, aparece-nos uma foto com um avisense mostrando o prémio ganho naquele certame.


segunda-feira, 21 de julho de 2008

ZONA HISTÓRICA: SINAIS A MAIS OU A MENOS?

Foto: Na Rua Conselheiro José de Alpoim é possível cortar à esquerda, à direita ou seguir em frente. Certo?



Afinal parece-me que os sinais colocados na zona histórica de Avis ainda não são demais. Quem circular de carro agora na Serpa Pinto (Rua ou Praça?) fá-lo convicto de que actualmente ali só já se desce. Mas parece-me que poderá não ser bem assim. Vejamos: quem descer a Rua da Misericórdia pode cortar à esquerda pela Rua Conselheiro José de Alpoim, também conhecida por Rua da Cadeia, acontecendo que esta rua, ao desembocar na tal Rua ou Praça Serpa Pinto, não tem nenhuma sinalética que indique ser proibido cortar à esquerda, isto é, que não é permitido subir a Serpa Pinto. Daí o eu dizer que é possível subir a Serpa Pinto.
Mas não façam muito caso disto, verifiquem vocês mesmos porque a minha carta é da tropa e, se calhar, não estou a ver muito bem a coisa…

sexta-feira, 18 de julho de 2008

CESTAS DE POESIA (XXV)

As sextas-feiras correm sem nós dar-mos por isso! Parece que foi ontem que começámos e já chegámos à "Cesta do Quarteirão".
Pertencendo ao arquivo do amigo ANTÓNIO HENRIQUES, vejam que actualidade, que acutilância têm esta décimas que hoje aqui deixo reproduzidas:


Mote:
Há quem se empregue a mentir
Para enredos arranjar
Que diz que ouviu sem ouvir
Diz que vê sem avistar
I
Quem a mentira apregoou
Vive sempre na aldrabice
Diz que diz o que não disse
E o que disse negou
E o mentiroso ficou
Sempre alegre e a sorrir
Serve para se divertir
Aumenta a sua maldade
Acreditem que é verdade
Há quem se empregue a mentir!

II
Pensa ser inteligente
Anda sempre bem trajado
Mesmo que seja fiado
Quer enganar toda a gente
Para ele é indiferente
Porque não pensa em pagar
Só pensa em arranjar
Uma grande vigarice
Contar o que nunguém disse
Para enredos arranjar!

III
O homem que não trabalha
E diz aos outros que faz tudo
Mais lhe valia ser mudo
Que não cometia tanta falha
Muitas vezes, quando calha,
Nos dá vontade de rir
O que não quer é bulir
Só procura a confusão
E é por essa razão
Que diz que ouviu sem ouvir!

IV
Quem se mete na vida alheia
Devia ser castigado
Tudo quanto planeia
É assunto envenenado
Quando vai a qualquer lado
Sempre vê tudo a dobrar
É perito em aumentar
Aquilo que ninguém vê
É essa a razão porquê
Diz que vê sem avistar!

Autor: Desconhecido

quarta-feira, 16 de julho de 2008

II PEDALUAR DA ACA

As iniciativas da Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural pautam-se por serem acima de tudo um pretexto para juntar pessoas e pô-las a conviver, retirando-as à "solidão" de um computador ou de uma qualquer estação de televisão.
O II PEDALUAR, a realizar no próximo dia 19, sábado, que mais não é que um passeio em Bicicleta pelo campo, mas à noite, tem igualmente essa finalidade.
Segundo me constou, o traçado vai ser alterado e em vez do percurso do ano passado irá ter novo rumo com acompanhamento da lua ( é lua cheia a 18) e da barragem.
Segundo diz o elucidativo cartaz que publicita o evento, a partida será às 21 horas ( mais coisa menos coisa, digo eu) da Sede da Aca na renovada Praça Serpa Pinto, Nº 11 em Avis.
No final haverá reabastecimento sólido e líquido ( para retemprar forças, digo eu).
As inscrições que podem ser feitas até dia 17 ( e secalhar até dia 18, digo eu) selo-ão pelos telemóveis 96 90 15 106/ 93 81 83 155 ou pelo Email: acavis@sapo.pt
Se querem passar uma noite diferente, para melhor, aconselho a que se inscrevam.
Vão gostar!

terça-feira, 15 de julho de 2008

ALERTA JUVENTUDE!!!!

POR FAVOR AMPLIEM ESTE AVISO, CLICANDO EM CIMA DO TEXTO, LEIAM ATENTAMENTE E TIREM AS VOSSAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES

segunda-feira, 14 de julho de 2008

A DESERTIFICAÇÃO E A FALTA DE ÁGUA

Foto: "reparem na bonita couve que cresce no alcatrão, ali mesmo na rua...à sua porta"
No passado dia 26 de Junho a Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural fechou com chave de ouro o ciclo dedicado ao Café com Letras de 2008, trazendo à discussão “ A desertificação e a falta de água”.O convidado, criteriosamente escolhido, foi o Professor Carlos Cupeto, da Universidade de Évora. Foram ditas coisas deveras importantes sobre a escassez de água no planeta cujo fim último será necessariamente a desertificação e em casos mais extremos a morte.
Ficou-me, entre outras, da sua intervenção esta frase: “Quem tiver um hectare de terra com um poço com água, nunca se desfaça dele, que poderá ter aí a sua subsistência alimentar!”. Efectivamente, até nós que vivemos em meios rurais quase nos convencemos de que tudo se cria na loja do Manel Joaquim ou no Mini-Preço, pois que está lá tudo nas prateleiras. Foi preciso a greve dos camionistas para nos apercebermos de que não é realmente assim. (A propósito dessa greve ainda não sei o que é que o cidadão comum ganhou com ela: os preços, nomeadamente a fruta e os frescos, subiram em flecha e, terminada a greve, não mais voltaram a baixar. Tinham reparado nisso?). Daí o facto da necessidade de preservarmos o “nosso” hectare de terra com um poço com água.
Curiosa é a maneira como em Aldeia Velha de Santa Margarida, o Sr. Joaquim Martinho, não tendo o tal hectare, resolveu o problema: reparem na bonita couve que cresce no alcatrão ali mesmo na rua/estrada, à sua porta.
E disse-me que nem a rega...para poupar água!
Ele há cada uma!!!!


domingo, 13 de julho de 2008

NUNCA PENSEI

Nunca pensei que uma simples notícia da saída de um médico do Centro de Saúde de Avis pudesse mexer com tanta gente, provocando tantas reacções e tão diversas.
Para comprovar o que digo veja, clicando aqui, a quantidade de comentários que estão a ser registados no meu colega “DESABAFOS” , sobre este assunto, apesar do tema da sua notícia ser "Trânsito novo em Avis".

sexta-feira, 11 de julho de 2008

CESTAS DE POESIA ( XXIV )

Entramos na recta que para a semana nos conduzirá ao final destes dois meses que dediquei à poesia recolhida pelo amigo ANTÓNIO HENRIQUES. Ainda em décimas, rezam assim os seguintes versos escolhidos para hoje:

Mote:
SER POETA VALE A PENA
PODEM CRER QUE É MESMO ASSIM,
É COMO A BRANCA AÇUCENA
QUE BRILHA EM QUALQUER JARDIM


I
A POESIA É CULTURA
POR ISSO É COISA SAGRADA
E DEVE SER ENCARADA
COM UMA CERTA TERNURA;
ÁS VEZES É RIJA E DURA
OUTRAS MAIS LEVE E SERENA
MAS SEJA GRANDE OU PEQUENA
TEM SEMPRE A SUA BELEZA
POIS EU DIGO COM FIRMEZA
SER POETA VALE A PENA!

II
É TER POR SI UM CONDÃO
E SABÊ-LO APLICAR
FAZER OS PONTOS RIMAR
TODOS NA MESMA DIRECÇÃO;
TER UMA LONGA VISÃO
DOS HORIZONTES SEM FIM
NÃO DIGO ISTO POR MIM
QUE APENAS SOU AMADOR
MAS TENHO AOS VERSOS MUITO AMOR
PODEM CRER QUE É MESMO ASSIM!

III
TEM QUE TER MUITO TALENTO
O HOMEM QUE VERSOS FAZ
SÓ ASSIM ELE É CAPAZ
DE BUSCAR UM ARGUMENTO;
CONCENTRA O SEU PENSAMENTO
VÊ O QUE O TEMA LHE ORDENA
NISTO NINGUÉM O CONDENA
E É COMO OUTROS ARTISTAS
ASSIM VAI DANDO NAS VISTAS
É COMO A BRANCA AÇUCENA!

IV
TODO O POETA EM GERAL
MESMO SENDO POPULAR
DEVE TER O SEU LUGAR
E SER AOS OUTROS IGUAL;
MOSTRAR AQUILO QUE VALE
MESMO EM QUALQUER BOTEQUIM,
SÓ DEPOIS DE DAR O FIM
É QUE LHE DÃO O VALOR
MAS ELE É COMO A FLOR
QUE BRILHA EM QUALQUER JARDIM!

AUTOR : DESCONHECIDO

terça-feira, 8 de julho de 2008

O DR. MÁRIO VAI DEIXAR-NOS!

É verdade!
Após 22 anos a exercer medicina em Avis, o Sr. Dr. Mário vai-se embora para Ponte de Sôr. No mínimo é surpreendente. O facto do doutor se ir embora, sim, mas mais surpreendente é o modo pacífico como os responsáveis pela saúde do nosso concelho, entenda-se, responsáveis do Centro, responsáveis do poder instituído, partidos políticos que tanto pugnam pelo povo, deixem que sem mais nem menos, o concelho fique reduzido a três médicos. Sim, porque estou convicto que não virá nenhum médico substituir o Dr. Mário. E se até agora, nem sempre as coisas têm corrido bem em termos de assistência médica (quem duvide que vá auscultar as populações das freguesias, incluindo Avis) o que será a partir do próximo dia 1 de Agosto?
Os tais poderes instituídos sempre dirão que foi a pedido do próprio que ele vai ser transferido: “nada podem fazer”. Mas o que também me deixa algo perplexo é o facto de não achar uma justificação plausível para esta situação. O Dr. Mário é estimado pelos seus doentes, não lhe conheço ambições maquiavélicas de enriquecimento, sempre ouvi comentar que gosta dos seus utentes e que é atencioso com eles, pelo que mais me custa assim discernir o porquê desta atitude, parecida aliás com a do Dr. Paula Campos que igualmente “a seu pedido” foi transferido para Ponte de Sôr. Que será que me escapa? Quem souber que me diga, que eu lhe ficarei eternamente agradecido.
Se todos temos que ter “médico de família” e nos é permitido escolhê-lo, aqueles que eram doentes do Dr. Mário já tinham feito a sua escolha em tempo oportuno. Tinham escolhido aquele que para eles era o melhor. Agora das duas uma: ou se inscrevem no Centro de Saúde de Ponte de Sôr, que me parece de todo impossível atendendo por exemplo às dificuldades nas deslocações, ou então terão que escolher o que lhes parecer ser o mal menor entre os três médicos que restam, a saber: o português Dr. João Adélio e os espanhóis Dr. Joaquim e Dr. Barriga.
Ao Dr. Mário, “DO CASTELO” endereça os mais sinceros votos de que tudo lhe corra como deseja no Centro de Saúde de Ponte de Sôr, pois que, se pede transferência do Centro de Saúde de Avis, é porque certamente aqui não estão reunidas (ou deixaram de estar) as condições para se sentir bem.
SEJA FELIZ!

domingo, 6 de julho de 2008

VÂNDALOS PROCURAM-SE...VIVOS OU MORTOS!

Foto 1 : Rua António José de Almeida/Avis
Foto 2 : Rua Outeiro da Saudade/Avis

Podemos sempre não concordar, mas vandalizar, NUNCA!!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

CESTAS DE POESIA (XXIII )

Dada a vasta "obra" escrita e não "feita" pelo amigo ANTÓNIO HENRIQUES acho que merece seja mantido mais um mês como poeta das "Cestas".
Assim vou hoje reproduzir aqui umas décimas que também são de difícil execução, já que o mote tem por base quatro versos iguais. Como de costume o autor é...desconhecido.

Mote:
NOVAMENTE VOU VOTAR
NOVAMENTE VOU VOTAR,
NOVAMENTE VOU VOTAR
NOVAMENTE VOU VOTAR!


I
DURANTE QUARENTA ANOS
ESTE DIREITO ME FOI NEGADO
AGORA ESTOU SATURADO
SÓ POR VER TANTOS ENGANOS;
TODOS TÊM BONS PLANOS
PARA O POVO CONQUISTAR
SE ISTO ASSIM CONTINUAR
AGRAVA-SE A SITUAÇÃO
COM CERTA INQUIETAÇÃO
NOVAMENTE VOU VOTAR!

II
VOTEI PELA PRIMEIRA VEZ
CHEIO DE FÉ E DE ESPERANÇA
SEMPRE A PENSAR NA MUDANÇA
PARA O POVO PORTUGUÊS;
ENGANEI-ME DESTA VEZ
POUCA COISA VI MUDAR
MUITA GENTE A ESTRAGAR
E POUCA A PRODUZIR
MAS PRÓ MEU DEVER CUMPRIR
NOVAMENTE VOU VOTAR!

III
SEMPRE GOSTEI DE CUMPRIR
AS MINHAS OBRIGAÇÕES
MAS COM RESPEITO A ELEIÇÕES
NÃO VALE A PENA INSISTIR;
SE ESTE GOVERNO CAIR
OUTRO SE TEM QUE FORMAR
PARA BEM SE GOVERNAR
TEM QUE O POVO ESTAR UNIDO
SEM FÉ E DESILUDIDO
NOVAMENTE VOU VOTAR!

IV
SE NÃO HOUVER UNIÃO
PONDO DE PARTE AS IDEIAS
NÃO CONSEGUIREMOS MAIS
LEVANTAR ESTA NAÇÃO;
ESTA É A MINHA OPINIÃO
TAMBÉM ME POSSO ENGANAR
MAS POR ESTE CAMINHAR
EU NÃO VEJO OUTRA SAÍDA
COM A MINHA FÉ PERDIDA
NOVAMENTE VOU VOTAR!

AUTOR : DESCONHECIDO

quinta-feira, 3 de julho de 2008

A BEM DOS NOSSOS BOLSOS!

Foto 1:" ...a parte nascente de Avis está a ser iluminada até o sol já vir bem alto..."
Foto 2 "...e a ficar com luz artificial antes bem do sol se pôr."



Quem se levanta cedo (ou deita tarde), sabe que agora no Verão amanhece por volta das cinco e meia, sendo que a partir das seis horas é desnecessária a iluminação pública. O entardecer acontece lá por volta das nove, não sendo até lá necessária a luz eléctrica pública.
Pois bem, a parte “nascente” de Avis está a ser iluminada até o sol já vir bem alto e a ficar com luz artificial antes bem do sol se pôr. Apagam-se as luzes já para lá das sete e meia da manhã e acedem por volta das oito e pouco da tarde. Tudo contabilizado dá para aí um “desperdício” de 3 horas de gastos supérfluos em energia.
Já avisei a EDP (será que era para aqui que devia ter ligado?) onde uma simpática senhora me disse que ia tomar conta da ocorrência. Até hoje nada mudou.
Porque ao fim e ao cabo que paga é o “Zé”, se alguém souber como dar a volta a esta situação, exerça o seu direito de cidadania e tente que isto não aconteça.
A bem dos nossos bolsos!

segunda-feira, 30 de junho de 2008

PROVÉRBIOS ILUSTRADOS

Foto/Provérbio: "NEM SEMPRE O QUE PARECE É!"

(Garanto-lhe que este mês não tem 31 dias...e que esta foto não é foto-montagem, é lapso!)


domingo, 29 de junho de 2008

PORQUE HOJE É DOMINGO, VAMOS A UMA pequena BRINCADEIRA

Porque já cheira tanto a férias ( para alguns, é claro) divirta-se um pouco aqui "DO CASTELO". Como? Eu digo-lhe:
O nosso Primeiro Ministro, dito Engenheiro Sócrates, é muito flexível. Veja em baixo como ele escapa por qualquer buraquinho. Se ficar engasgado dê um jeitinho com o rato em cima do boneco: ele safa-se sempre! Ora experimente clicando aqui:
http://sorisomail.com/email/456/jose-socrates--um-primeiro-ministro-muito-flexivel.html

sábado, 28 de junho de 2008

CESTAS DE POESIA ( XXII )

Pela quarta sexta-feira consecutiva, trago ao vosso conhecimento trabalhos sabidos e ensinados prlo Sr. ANTÓNIO HENRIQUES.
Ora deixo à vossa consideração as seguintes décimas:

Mote:
A VIDA DE QUALQUER SER
MESMO SENDO BEM VIVIDA,
NINGUÉM CONSEGUE SABER
SE ELA É CURTA OU COMPRIDA!

I
A VIDA É UMA ILUSÃO
TODOS SABEM QUE É ASSIM
MAS LUTAR ATÉ AO FIM
É SEMPRE A NOSSA MISSÃO
COM CORAGEM OU DEVOÇÃO
COM TRISTEZA OU COM PRAZER
TUDO QUE NASCE É P’RA MORRER
SEJA MAIS CEDO OU MAIS TARDE
É UMA FOGUEIRA QUE ARDE
A VIDA DE QUALQUER SER!

II
PARA UNS ARDE LENTAMENTE
PARA OUTROS DEPRESSA APAGA
ESTE JOGO NÃO ACABA
ENQUANTO HOUVER UM VIVENTE
HÁ QUEM VIVA ALEGREMENTE
TRATANDO DA SUA LIDA
MAS VEJO A MORTE ATREVIDA
PARA ELA TUDO ACABOU
POUCO OU NADA ADIANTOU
MESMO SENDO BEM VIVIDA.

III
A VIDA É A COISA MAIS BELA
QUE PODEMOS POSSUIR
MAS VEM A MORTE P’RA DESTRUIR
PORQUE É MAIS FORTE QUE ELA
QUANDO SE É MOÇO OU DONZELA
SÓ SE PENSA EM VIVER
TODOS TENTAM ESQUECER
AQUILO QUE HÁ DE MAIS CERTO
MAS SE ESTAMOS LONGE OU PERTO
NINGUÉM CONSEGUE SABER!

IV
ASSIM VAMOS CAMINHADO
TODOS PARA O LUGAR SANTO
QUEM FICA FAZ O SEU PRANTO
PELA SUA VEZ VAI ESPERANDO
A RODA VAI ASSIM GIRANDO
E APROXIMA-SE A PARTIDA
É UMA ESTRADA SEGUIDA
QUE A CADA UM DE NÓS CABE
PORÉM SÓ DEUS É QUE SABE
SE ELA É CURTA SE É COMPRIDA!

AUTOR : DESCONHECIDO

A titulo excepcional, esta Cesta de Poesia é servida ao sábado. Ontem de manhâ não consegui fazê-lo ( quem pouco sabe...) depois saí e quando regressei a casa já era...hoje.
Aos habituais leitores desta rubrica "DO CASTELO" apresenta as suas desculpas.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

HÁ CONSELHOS E CONCELHOS



Das duas uma: ou a TVI já começou a aplicar o novo acordo ortográfico (com o qual discordo) ou está a contrariar as directivas do Governo do nosso Engenheiro que prevê a reorganização administrativa do território com extinção de freguesias e concelhos (reorganização que aplaudo).
Vamos aos factos: no Telejornal da uma da tarde de ontem, em notícia de rodapé, passou “n” vezes uma informação sobre o Conselho de Estado, sendo que aparecia escrito “Concelho de Estado” conforme foto acima, que foi obtida já muito perto das duas da tarde, ou seja no final do programa. Eu dou os meus pontapés na língua portuguesa, por ignorância. Mas num canal de televisão, não haver ninguém que se aperceba que durante uma hora, está a ser difundida tamanha “calinada”, é demais…
Se aplicaram o novo acordo e tal é permitido, tudo bem, se querem criar um novo concelho territorial, talvez até que a Leonor Beleza seja a próxima Presidente da Câmara do Concelho de Estado…vá lá saber-se!
E já agora em que província ficará?

quarta-feira, 25 de junho de 2008

AMANHÃ HÁ CAFÉ COM LETRAS

Segundo julgo saber, amanhã quinta-26, será o último Café com Letras deste ano de 2008. Reproduzo o Convite que é extensivo a todos vós.

Café com Letras

CONVITE

A luta contra a desertificação e a seca

“(...) O recente relatório do WWF, prevê a intensificação da desertificação do território nacional a partir de 2020, devido às alterações climatéricas e à destruição progressiva do montado de sobro alentejano e algarvio, tal como está a ser promovido na região do Alqueva; (...)” M.S. Tavares, Expresso, 21/06/2008.
A propósito do Dia Mundial da luta contra a desertificação e a seca, que se comemorou no dia 17 de Junho;
Será este o tema a debater no próximo dia 26 DE JUNHO (quinta-feira) no “Café com Letras” da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural.
Temos, pois, o grato prazer de o(a) convidar a assistir a esta conferência que se realiza na sede da ACA-AC, sita na Praça Serpa Pinto, n.º 11 em Avis, pelas 18 horas e que terá como conferencista o Prof. Carlos Cupeto da Universidade de Évora.
Avis, 20 de Junho de 2008.
O Presidente da Direcção

Francisco Alexandre



DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA A DESERTIFICAÇÃO E A SECA
17 DE JUNHO
Nota de rodapé: ...e quando é que compramos os bilhetes para os TOKIO HOTEL?
O Concerto é já no Domingo... ( Telem. 964561732)

segunda-feira, 23 de junho de 2008

PARA ANÁLISE DA SOCIEDADE PORTUGUESA DE MATEMÁTICA


Exame de Matemática na Cova da Moura (Lisboa)

Este exame mostra como os docentes se devem adaptar para cativar a atenção dos alunos

EXAME FINAL DE MATEMÁTICA
ESCOLA SECUNDÁRIA DA COVA DA MOURA

Nome: ___________________________________ Gang:__________________________________

l. O Joãozinho tem uma metralhadora AK-47 com carregador de 80 balas. Por cada rajada o Joãozinho gasta 13 balas. Quantas rajadas poderá disparar até descarregar a arma?

2. José comprou 10 gramas de cocaína pura que misturou com bicarbonato de sódio na proporção de 4 partes de cocaína por 6 de bicarbonato. A seguir vendeu 6 gramas desta mistura ao Joaquim por (150 €) e 16 gramas ao Bruno a 40 € cada grama.
a) Quem é que comprou mais barato? Bruno ou Joaquim?
b) Com quantos gramas de mistura ficou o José?
c) Quanta cocaína contém essa mistura?
d) Qual é a taxa de diluição da mistura?

3 Rui é chulo e tem 3 prostitutas a trabalhar para ele. Cada uma delas cobra 35 € ao cliente, dos quais 20 € entrega ao Rui. Quantos clientes terá que atender cada prostituta para poder comprar ao Rui a sua dose diária de crack no valor de 150 €?

4 Januário comprou 200 gramas de heroína que pretende revender com um lucro de 20% à custa da mistura com giz. Qual é a quantidade de giz que terá que adicionar?

5 Guilherme recebe 500 € por cada BMW roubado, 125 € por cada carro japonês e 250 € por cada 4X4. Como já roubou 2 BMW e 3 4X4, quantos carros japoneses terá que roubar para receber o total de 2.000 € ?

6 Raul está na prisão há 6 anos por assassínio pelo qual recebeu o equivalente a 5000 €. A mulher dele está a gastar esse dinheiro à taxa de 50 €/mês.
Com quanto dinheiro ficará Raul quando sair da prisão daqui a 4 anos?
Questão suplementar a quantos anos será condenado por ajustar as contas com "Aquela puta
que estoirou o meu dinheiro todo?"

7. Uma lata de spray dá para pintar uma superfície com 3 m2. Uma letra grande ocupa uma área de 0,4 m2. Quantas letras grandes poderão ser pintadas com 3 latas de spray?

8. Heitor recrutou 3 prostitutas para o gang. Sendo o numero total de prostitutas que trabalham para o gang igual a 27, qual é a percentagem das prostitutas recrutadas pelo Heitor?

9. Durante uma rixa entre gangs Telma dispara 145 balas de uma pistola automática acertando em 3 pessoas. Qual é a eficácia dos seus tiros?

10. Salvador é preso por vender crack e a sua caução é estabelecida em 12.500 €. Se ele pagar a caução e ao seu advogado (que reclama 12% da caução como honorários) antes de fugir para o Brasil, qual será o total da despesa?
PERGUNTA SUPLEMENTAR: OS BILHETES PARA OS TOKIO HOTEL JÁ SÃO VENDIDOS POR 30,00€ CADA UM. SABENDO QUE O PREÇO DE CUSTO FOI DE 33,00€ CADA, QUEM COMPRAR OS DOIS QUANTO GANHA? ( TEL. 964561732)

sábado, 21 de junho de 2008

TOKIO HOTEL - BILHETES - VENDEM-SE!


O Concerto dos TOKIO HOTEL agendado para 16 de Março foi adiado por motivos imprevistos. Os bilhetes comprados para esse evento são válidos para o espectáculo que o Grupo vai realizar no Pavilhão Atlântico a 29 de Junho às 19, 30h.
Sei de quem tem dois bilhetes para vender e, como não podia deixar de ser, não inflaccionados, isto é, ao preço de custo: 33,00€ cada.
Se quiser presentear o(a) seu (sua) filho(a) por ter passado de ano, ou saiba de alguém que gostasse de ir e não tenha bilhete, olhe contacte a possudirora dos dois bilhetes através do telemóvel Nº 964561732.
Para mais detalhes sobre o concerto, consulte aqui:

sexta-feira, 20 de junho de 2008

CESTAS DE POESIA ( XXI )

Hoje damos a conhecer mais um trabalho em Décimas aprendidas pelo amigo da poesia, Sr. ANTÓNIO HENRIQUES. Não sabe a quem as aprendeu, apenas sabe que foi há muitos anos. Nós fizemos a recolha, sabemos que estão "furadas", mas reproduzimo-las na íntegra.
Rezam assim:

Mote:
ADMIRAS-TE EM ME VER
MAS EU NÃO EM VER-TE A TI,
COMO ME VÊS HÁS-DE TE VER
COMO TE VÊS JÁ EU ME VI!

I
QUANDO VEJAS UM VELHINHO
NUNCA FIQUES MURMURANDO
AS FORÇAS TE VÃO FALTANDO
E SEGUES O MESMO CAMINHO,
TANTA MISÉRIA E ESPINHO
QUE OS VELHINHOS VÃO TER
PASSANDO A VIDA A SOFRER
MUITAS VEZES SEM ABRIGO
QUANDO TE ENCONTRARES COMIGO
ADMIRAS-TE EM ME VER!

II
AVANÇANDO NA IDADE
DE PORTA EM PORTA ESMOLANDO
A QUEM FÔR AJUDANDO
EU PEÇO POR CARIDADE
TENHAS DÓ E PIEDADE
QUANDO ME VEJAS AQUI
TODA A PAIXÃO ADQUIRI
AO VER-ME VELHO E CANSADO
TU FICAS ADMIRADO
MAS EU NÃO, EM VER-TE A TI!

III
É TÃO LINDA A MOCIDADE
COMO TU ESTAR NA INFÂNCIA
TER SAÚDE COM ABUNDÂNCIA
E VIVER COM FELICIDADE
ACREDITA QUE É VERDADE
É TÃO TRISTE O MEU VIVER
PEÇO A QUEM ME SOCORRER
PORQUE ESTOU DADO INCAPAZ
A IDADE TUDO TRÁS
COMO ME VÊS TE HÁS-DE VER!


IV
JÁ FUI NOVO E FUI VALENTE
E JÁ FELIZ ME SENTI
TRABALHEI ENQUANTO PUDE
HOJE ESTOU VELHO E DOENTE
MEU CORAÇÃO PENAS SENTE
NÃO SEI COMO EU NÃO MORRI
AO VER QUE AS FORÇAS PERDI
QUASE SEM PODER ANDAR
ANDO NO MUNDO A PENAR
COMO TE VÊS JÁ EU ME VI!

Autor desconhecido

quinta-feira, 19 de junho de 2008

MARIA ALBERTINA DORDIO - POETISA ERVEDALENSE


A Ervedalense MARIA ALBERTINA DORDIO possui, a par de um coração onde cabe o mundo inteiro, uma rara sensibilidade poética, o que a levou a publicar desde 1 987 uma ínfima parte do muito que tem escrito. No passado dia 31 de Maio, na Biblioteca Municipal de Portalegre, terra de sua residência, com uma sala cheia, foi lançado o seu último (que não derradeiro) livro de poemas, intitulado “LEMBRAS-TE, MÃE?”.
Tenho a felicidade de já o ter lido e por isso mesmo poder ajuizar desapaixonadamente sobre o mesmo. Para que vejam a carga de emotividade que este livro transmite, devo dizer-vos que, ao terminar de lê-lo, enviei uma mensagem à autora dando-lhe os parabéns, não o fazendo de viva voz porque a emoção não mo permitiu. Está simplesmente fabuloso. Por esta e outras razões positivas, atrevo-me a dizer que a professora Maria Albertina Dordio é neste momento o expoente máximo, vivo, dos poetas e poetisas do nosso concelho.
Da nota Introdutória, subscrita pela autora, rebusco: “Este é mais um livro de sentires, de afectos – com um significado muito especial para mim – e o seu conteúdo baseia-se expressamente em recordações da mais remota memória, enquanto Ser.”
Pois muito bem: “DO CASTELO” está em condições de informar que, apesar de não constar do respectivo programa, no próximo sábado, dia 21, às 19 horas, e no decorrer da Feira do Livro de Avis, no Jardim Público junto à escola Mestre de Avis, este magnífico livro vai ser cá lançado, obviamente com a presença da autora.
Aconselho, recomendo, quase que “exijo” : esteja presente pois que para além de poder comprar um livro para a vida estará, com o seu testemunho, a prestar homenagem a um grande vulto da cultura avisense.
Parabéns Senhora Professora Maria Albertina.
Eu, por mim, vou lá estar, juro!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

PARABÉNS AO POVO DA FREGUESIA DE ERVEDAL



A Freguesia de Ervedal marcou de novo pontos na defesa da cultura popular com o lançamento de uma Antologia poética intitulada “ ERVEDAL, ALFOBRE DE POETAS”.
Tudo terá nascido de uma iniciativa da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural que em 30.09.2006 iniciou naquela vila um encontro de poetas a que intitulou de “Ervedal Capital da Poesia”, e que repetiu o ano passado em Valongo, com “Valongo tem poesia”, evento que este ano irá organizar em Aldeia Velha. Mas regressemos a 1996 e ao Ervedal. Américo Claudino resumiu nesse encontro, em décimas, o nome de inúmeros poetas e poetisas de Ervedal. Maria Albertina Dordio, com o bairrismo que a caracteriza desde logo idealizou o lançamento de um livro só com poetas da sua terra. Ambos – o Sr. Américo e a Professora Maria Albertina - meteram mãos à obra e, depois de muita pesquisa, o trabalho acabado aí está com o lançamento deste “Ervedal Alfobre de Poetas”.
Para que fiquem na memória aí vão os nomes dos “antologiados”, todos naturais ou com fortes raízes afectivas ao Ervedal:


Américo Mendes Claudino
Ana Rita Vilela
António Freixo
António Manuel Moedas
Casimiro Neves de Almeida
Cláudio Marques Leal
Elsa Maria Sequeira Paulino
Francisca Rosa Dias Monteiro Guedes
Francisco Nunes Moura Júnior
Jerónima Maria Carrilho Dias Barradas
João António Guilherme
Joaquim Marques Freixo
José Ildefonso Vilela Antunes
José Lageira Damião
Margarida Luzia Centeio da Costa Estevinha
Margarida Nunes Vilela Antunes Madeira
Maria Albertina Guerra Dordio C. Martins
Maria Franco Ferreira
Maria Isabel Padrão
Maria Salomé Ildefonso Vilela Antunes
Paula de Jesus Mendes C. Quintano
Rita Margarida Teles Grilo Paes
Sinda Velez de Andrade Mendes
Suzete Barradas A. Varela Palmeiro Mota
TOJICA

DITOSA FREGUESIA QUE TAIS POETAS TEM!

domingo, 15 de junho de 2008

REGISTA-SE!

Foto: O preciso momento em que a Banda Municipal Alterense entoou os "Parabéns a você" em homenagem à ACA




O Jardim Público de Avis, junto á Escola Mestre de Avis, encheu-se de som e luz ontem à noite. Mais de 150 pessoas, de todas as faixas etárias, assistiram ao concerto do 10º Aniversário da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, que para tal convidou a Banda Municipal Alterense.
Numa noite de temperatura amena, o espectáculo foi do agrado geral, durou cerca de hora e meia, deliciando todos quantos a ele assistiram.
Do elenco, realça-se a excelente executante Margarida Monteiro, avisense que integra aquela Banda Filarmónica.
Os aplausos, que não se fizeram rogados, foram entusiásticos perante tão excelentes músicos. Por especial deferência a Banda entoou os “Parabéns a você” em homenagem à ACA, que foi brindada com uma enorme salva de palmas.
“DO CASTELO” fá-lo igualmente neste dia, com votos que continuem com a mesma garra a promover ainda muitos mais e diversos eventos deste nível cultural: PARABÉNS ACA!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

CESTAS DE POESIA ( XX )

Fptp: "O trabalho de artesanato feito pelo Sr. António Henriques enquanto declama as refridas décimas" a)




António Henriques é um artesão completo: trabalha em cortiça, madeira, corno, arame. Há quem se inspire no que vê para fazer poesia; António Henriques faz artesanato a partir da poesia que sabe ou que ouve.
Jaime Velez (O Manta Branca), como já aqui referi, foi seu “colega” em muitas feiras, tal como um certo Baubau, ali dos lados de Vila Viçosa. Ora acontece que o Jaime Velez fez umas décimas ao arado que o Mestre Sapo, da Casa Branca construiu e que ele, Jaime, como ganhão utilizou e que era puxado por dois bois pretos. Na foto acima, o trabalho de artesanato feito pelo Sr. António Henriques, enquanto declama as referidas décimas.
Mote:
O arado que o mestre fez
P’ra lavrar com dois bois pretos
Lavra bem só duma vez
E os regos ficam direitos

I
Lavra a toda a fundura
Tudo nele está bem feito
É mesmo assim ao meu jeito
Está em muito boa altura
P’ra lavrar em terra dura
É tão firme como o pez
É uma obra cortês
Ver-se lavrar é um gosto
Tudo nele está bem posto
O arado que o mestre fez!
II
Estou satisfeito e contente
Com as peças que lhe vejo
Está bem feito o rabanejo
E bem empalma o dente
Lavra e lavra assente
Não lhe posso por defeitos
Toda a arte tem preceitos
Para que bem a compreenda
Ofereceram-me esta prenda
P’ra lavrar com dois bois pretos
III
Colocadas no natural
As aivecas ambas as duas
Já tenho visto charruas
Lavrarem muito mais mal
É uma obra principal
Gabada pelo Velez
Furos naturais tem três
Dentro teiró e maxilhos
E mesmo atrás dos novilhos
Lavra bem só duma vez!
IV
A têmpera nunca falha
A ponta baixa e levanta
Tem um furo na garganta
Aonde a teiró tralha
Ampara o pescais quando encalha;
Dispenso alguns sujeitos
Os que não prestam rejeito-os
Não os gabo nem lá perto
Neste lugar puxam certo
E os regos ficam direitos!
Autor: Jaime Velez
a) Foto gentilmente cedida pela ACA

terça-feira, 10 de junho de 2008

EMPREGADO(A), PRECISA-SE!

Foto: "Local de trabalho: Antiga Estrada Nacional 243..."
EMPREGADO(A) PRECISA-SE

Condições de admissão:

Habilitações literárias : sem limite máximo nem mínimo

Finalidade: Varredor

Local de trabalho: Antiga Estrada Nacional 243, entre as Portas Nº1 e Nº 25, em Avis

Horário: 10/15 minutos por dia, três dias por semana

Finalidade: Manter esta rua limpa

Ordenado: De acordo com a convenção internacional dos assalariados com igual desempenho

Entrada: imediata e não só quando a nogueira da R. Dr. Luís Sá começar a dar nozes

Cláusula especial: serão pagas ajudas de custo, e de deslocação quando o serviço se estender a áreas como a Rua Combatentes do Ultramar, onde a erva junto aos passeios começa a ser notória; para a Rua dos Arrabaldes onde a brancura da cal e o azul das barras contrasta pela positiva com o negativo do lixo amontoado no chão; para a Zona envolvente à muralha onde as escadas (e não só) estão cheias de lixo; para a Rua Machado dos Santos onde as laranjas se amontoam no chão e vão sendo esmagadas pelos carros; ou mesmo para mais perto da Antiga E.N. 243, por exemplo na Rua 1º de Maio nomeadamente entre o Supermercado do Manuel Salvaterra e as instalações da antiga EPAC.

(Nota: não faz parte desta cláusula o varrer do milho que se encontra espalhado à porta da Igreja Matriz para - supõe-se - alimento suplementar dos pombos que ali nidificaram, sujando a entrada da Igreja, nem a limpeza da entrada dos Correios, estes por serem de propriedade particular).

Quem for admitido até dia 14 de Junho entrará no Concurso da Rua Mais suja de Avis, onde haverá três prémios em disputa, a saber: a vassoura de lata, a vassoura de prata e a vassoura de ouro.
Contacto para inscrição:
ésóverparacrer@gmail.com


sábado, 7 de junho de 2008

PARABÉNS ....

Foto 1 - "O Lago da Rotunda comemorou hoje o seu primeiro dia de vida"
Foto 2 - "A ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS AVISENSES no 29º aniversário, fez um desfile motorizado..."

Foto 3 - " O RANCHO FOLCLÓRICO DE AVIS no seu 24º Encontro de folclore..."



1 – AO LAGO DA ROTUNDAComemorou hoje o seu primeiro dia de vida. Meia dúzia de repuxos já funcionam. Acho-o demasiado banal e confesso que esperava um pouco mais. Está demasiado simples para a "era” em que já vivemos. Mesmo assim, em breve começará a servir de piscina. Com Jacuzi e tudo...
Vai uma aposta?

2 – À ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS AVISENSES – Constituídos em Maio de 1979, comemoraram hoje condignamente o seu 29º aniversário, não esquecendo aqueles que já partiram com romagens aos cemitérios de Avis e Benavila. Houve bênção de viatura nova e desfile motorizado pelas principais ruas da vila.
É pena que a maioria das pessoas só se lembrem dos Bombeiros quando lhe fazem falta.
“Eu, pecador, me confesso…”

3 – AO RANCHO FOLCLÓRICO DE AVIS - Fundado em 24 de Maio de 1989 e tendo actualmente no seu activo cerca de 65 elementos, comemorou os 24 anos de existência com a feitura do XXIV Encontro de Folclore no Auditório Municipal Ary dos Santos.
Foi prestada merecida homenagem, à D. Generosa
que conjuntamente com a D. Manuela Caçador são a espinha dorsal deste agrupamento.

P.S. Da selecção portuguesa de futebol não falo pois que há muito quem o faça…

sexta-feira, 6 de junho de 2008

CESTAS DE POESIA (IXX)

Foto: "António Henriques...há muitos anos que vive em Avis."
António Henriques nasceu no Vale de Freixo, Freguesia de Casa Branca, concelho de Sousel, no dia 13 de Abril de 1932, mas há muitos anos que vive em Avis. Sempre trabalhou no campo e desde muito cedo começou a ouvir dizer décimas aos mais velhos. E aprendia-as bem. No entanto não as podia passar para o papel porque não sabia escrever. Mas em 1 970 conseguiu tirar a quarta classe de adulto. Curiosamente no mesmo ano em que o seu filho, então com dez anos, também a fez e, imagine-se, o professor que aprovou o pai aprovou o filho no mesmo dia.
A partir daí começou a escrever tudo quanto se lembrava nuns caderninhos onde agora guarda dezenas e dezenas de versos. Sabe alguns de cór, mas não são muitos. Orgulha-se de ter convivido com o Jaime Velez, expoente máximo do repentismo poético destas nossas terras. Encontravam-se nas feiras. Não sabe fazer poesia, mas gosta de poesia. Confessa-me que há dois anos é que se aventurou a fazer umas décimas. Foi só dessa vez e vai-mas mostrar.
Feita que está a apresentação do meu convidado deste mês de Junho para as “Cestas de Poesia”, passo a transcrever umas décimas que o Sr. António me ensinou. Depois de as ler e de eu vos dizer que o Sr. António gosta de fazer artesanato em madeira, cortiça e outros materiais, percebemos porque é que uma Associação da nossa terra já o convidou para o próximo Café com Letras, no dia 12, isto a fazer fé no portal da informação avisense: aqui!
Mote:
COM MAIS PODER E MAIS FORTE
EU QUERIA QUE HOUVESSE ALGUÉM,
QUE ORDENASSE MORTE À MORTE
P’RÁ MORTE MORRER TAMBÉM!

I
NÃO É POSSÍVEL HAVER
EM TODO O MUNDO RIGOR
UMA FORÇA SUPERIOR
QUE A FAÇA SURPREENDER
TUDO NASCE PARA MORRER
TENHA BOM OU RUIM PORTE
NEM HÁ CUTELO QUE CORTE
UMA FORÇA QUE SE NÃO VÊ
NEM SE PODE IMPOR UMA LEI
COM MAIS PODER E MAIS FORTE!

II
É TÃO TRISTE A ESCURIDÃO
QUANDO A MORTE NOS CONDENA
SILENCIOSA E SERENA
MATA MESMO SEM RAZÃO
DEIXA DESGOSTO E PAIXÃO
ENTRA ONDE LHE CONVÉM
GOZA DA FORÇA QUE TEM
SEM NINGUÉM A IMPEDIR
PARA A MORTE DESTRUIR
EU QUERIA QUE HOUVESSE ALGUÉM!

III
TRISTEZA DESGOSTO E PRANTO
PRODUZ A MORTE DISCRETA
É COMO ARMA SECRETA
QUE A TODOS TIRA O ENCANTO
MESMO CRISTO COM O SEU MANTO
TAMBÉM TEVE A MESMA SORTE
COM MEDO DO MESMO GOLPE
DIZ O JUIZ NA TRIBUNA
NUNCA HOUVE LEI NENHUMA
QUE ORDENASSE MORTE À MORTE!

IV
A MORTE TÃO LIBERAL
QUE GIRA POR TODO O MUNDO
ATÉ NO LUGAR MAIS FUNDO
ELA VAI FAZER O MAL
MATA TUDO EM GERAL
E NÃO RESPEITA NINGUÉM
PELO DESTINO QUE TEM
ELA NÃO SE DEIXA VER
E NÃO HÁ NADA A FAZER
P’RÁ MORTE MORRER TAMBÉM!

AUTOR : DESCONHECIDO

quarta-feira, 4 de junho de 2008

QUEM ME MANDA A MIM SER HONESTO?


A história conta-se em poucas palavras.
Necessitei de fazer uma remessa documental via CTT. Para tal comprei um envelope azul, por 0.70€, que é franquiado para 100 gramas. Chegado à estação dos CTT, coloquei o subscrito em cima da balança e verifiquei que pesava 110 gramas. O chefe da estação – que não era o senhor que está colocado em Avis, mas um substituto – conferia umas contas na secretária lá mais atrás e eu aguardei uns dois minutos que ele me atendesse. Na balança, lá continuavam os 110 gramas assinalados. Pensei:
- O melhor é pagar a diferença dos 10 gramas, pois que pouco mais devo pagar.
Quando o chefe chegou ao balcão imprimiu a respectiva vinheta e pediu-me 1,05€. Por achar demasiado, pedi explicações e foi-me dito que por ter ultrapassado as 100 gramas tinha que pagar o escalão seguinte, que ao que penso irá dos 101 até aos 500 gramas. Não duvidando de que o funcionário não fez mais que a sua obrigação, nesse momento senti vontade de ter sido desonesto. Será que algum carteiro teria a sensibilidade manual de se aperceber que aquele envelope pesava mais 10 gramas do que devia? Quem me manda a mim ser parvo e ter a mania da honestidade?
Ah! Podia ainda ter feito outra coisa: comprar um envelope verde (que não tem limite de peso) por 0,70€, inutilizando o azul que ainda ganhava dinheiro. Mas não fui suficientemente esperto para tal…
Se lhe acontecer a si, olhe fique de pé atrás…e faça o que lhe parecer mais honesto!
Eu por mim já sei o que fazer…ou não saberei?

domingo, 1 de junho de 2008

NO MÍNIMO CURIOSO


É no mínimo curioso o facto da Sede da Junta de Freguesia de Santa Catarina da Serra ostentar a placa acima reproduzida: será um elogio ou uma crítica?
Acham que tal poderia acontecer por cá?

sexta-feira, 30 de maio de 2008

CESTAS DE POESIA (XVIII)

Foto: "Estava a fazer um livro..."

Quem tem lido as “Cestas de Poesia” sabe que vos tinha prometido dar notícia sobre o estado de saúde do Sr. João Guilherme. Fui lá hoje.
Cheguei a sua casa por volta das nove e um quarto da manhã. A porta, pintada de encarnado tinha o postigo aberto, onde uma rede mosquiteira verde impede a entrada dos insectos. Espreitei por ele e vi-o sentado a escrever. A porta estava encostada. Abri-a e perguntei:
-Posso entrar Senhor João?
- Então não pode? Entre faça favor
Disse-lhe ao que vinha, se estava melhor, e sossegou-me que apenas não suportava muito barulho, mazelas ainda do acidente de que foi vítima uma vez que ia na sua bicicleta e em que bateu com a cabeça no asfalto. E disse-me que se sentia melhor a escrever. Estava a "fazer" um livro: dum lado da folha do caderno de tamanho A4 ia colocar décimas do outro lado quadras. Queria escrever para aí umas nove ou dez folhas.
Conversámos um bocado. Falou-me da sua aversão a idas aos médicos e das ervas que já ali tinha pendurado: a erva de S. João, o fel da terra que é bom para as febres; do seu mini-quintal onde uma faveira ostenta orgulhosa duas favas que hão-de servir para criar semente para serem semeadas para o ano que vem; de uns pés de trigo que trouxe do pé do campo da feira e que os pardais agora lhe tentavam comer – daí os plásticos para os espantarem - de dois ou três pés de feijão, de muitos poejos e de uma erva do campo, da qual não conhece o nome mas que cheira muito bem. Comprovei: efectivamente cheira muito bem, mas também não sei o nome.
Porque estas coisas da inspiração, vai-me dizendo quem sabe disto, nem sempre aparecem quando se deseja, resolvi não dar mais conversa, regressando satisfeito por ver que afinal a saúde do meu amigo estava mais ou menos normal.
E nesta sexta-feira vou pois acabar os dois meses que dediquei ao poeta João António Guilherme, de Ervedal. Não porque já não houvesse obra para publicar (...só ali numa gaveta tenho 50 décimas feitas -confidenciou-me) mas porque penso dar voz a outros poetas ou amantes da poesia da nossa terra e não só.
Do caderno que lhe ofereci e que ele me devolveu passados poucos dias com 60 quadras inscritas passo a transcrever uma dúzia que aleatoriamente copiei.
Verão que vale a pena lê-las.

I
A honra é um dever
Que esta vida contém
Não a consigo esquecer
Porque é minha também
II
Todas as freguesias
Do concelho de Avis
São as minhas simpatias
Num pensamento feliz
III
Linda vila é Valongo
Que continuo a dizer,
O meu gosto é tão longo
Não o consigo esquecer
IV
Que ninguém se iluda
Tudo pode acontecer
Ajudar quem nos ajuda
É humano esse dever
V
Por um caminho ou atalho
Segue o povo que labuta
Quer apenas o trabalho
É a riqueza que desfruta
VI
Tenho pena de quem pena
Por penas que tenha tido
Dizê-las não vale a pena
Para não ficar “desmorecido”
VII
Já comeste e bebeste
Molhaste bem a garganta
Tudo aquilo que disseste
Nada disso me espanta
VIII
Não peço nada a ninguém
Mas aceito o que me dão
Não acho nada bem
Pedir sem ter razão
IX
É tão linda a natureza
Que aquele que a inventou
Não teve bem a certeza
Da beleza que formou
X
À nossa idade avançada
Não há pressa de chegar
Porque ela não está parada
Mas ninguém a pode parar
XI
O poeta João Guilherme
Ama e sente a poesia
Tem o barco e vai ao leme
Cá na sua freguesia
XII
Tudo quanto aqui digo
É sim realidade
Garanto-lhe que fico
Mais feliz e à vontade

Ervedal, Abril de 2008
João António Guilherme
Oferece

quarta-feira, 28 de maio de 2008

É SÓ PARA LEMBRAR QUE AMANHÃ (QUINTA-FEIRA) HÁ CAFÉ COM LETRAS...

É mesmo assim: amanhã, dia 29, há Café com Letras nos Amigos de Aviz. Já estou tão farto de o (a) convidar e você nunca vai que hoje é só mesmo para lembrar.
O convite acima, se o ampliar verá que refere que o orador é o Jornalista JOÃO RUIVO e o tema a debate é a Liberdade de Imprensa.
Tenho dito!

terça-feira, 27 de maio de 2008

JÁ NASCEU O PRINCIPE AFONSO I DE AVIS!!!


EDITAL RÉGIO
Manda El rei D. Sócrates I, Engenheiro por vocação e Rei por devoção, para que conste por todo o território de aquém e além Tejo, que se emita o seguinte edital, o qual vai ser aposto nos locais e sítios do costume e que do mesmo se faça pregão:

-
Informam-se os condados de Vale de Açor, Ponte de Sôr, Malarranha e Avis, nomeadamente os moradores no enclave da Câmara Municipal de Avis, que nasceu ontem, dia 26 de Maio, entre as onze e as onze e um quarto da noite – mais coisa menos coisa - na maternidade da mui nobre e sempre leal cidade de Évora o Príncipe Afonso I de Avis, filho da Princesa Marta de Avis e do Príncipe D. Fernando II da Malarranha. O parto decorreu dentro do previsto e o neófito tem o peso e as medidas condicentes à sua idade. Usando das faculdades que me confere a Constituição Régia, decreto que, seguindo a politica de repovoamento e emprego do nosso território, seja desde já criado um lugar de trabalho na Câmara Municipal de Avis de modo a assegurar o futuro deste nosso novo cidadão.
Em Lisboa aos 27 dias do mês de Maio de 2008, ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo.
O rei
(Assinatura ilegível,
como quase tudo quanto este rei faz
).

Habituado às mentiras do nosso Rei, “DO CASTELO” averiguou por outras fontes a veracidade da notícia e confirma-a.
Segundo o correspondente “DO CASTELO” em Évora o avô materno, o velho Arquiduque Alexandre da Ponte terá oferecido ao Príncipe Afonso uma chupeta em mármore, enquanto o Príncipe D. Fernando II da Malarranha terá oferecido uma mini-bicicleta de montanha ao seu - dele – filho. Por sua vez a avó materna, a Condessa Mariana do Vale de Açor ofereceu ao Príncipe-neto recém-nascido, um livro para anotar as horas extraordinárias quando ele for trabalhar para a Câmara, conforme o decreto Régio acima reproduzido.
Congratulando-se com esta notícia, “DO CASTELO” endereça os mais sinceros parabéns e votos de felicidades para todos quanto se empenharem em fazer esta criança feliz.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

sexta-feira, 23 de maio de 2008

CESTAS DE POESIA (XVII)

Hoje passo a transcrever o último "trabalho de quarenta pontos" como tmbém é conhecida a poesia em décimas, do poeta artesão JOÃO ANTÓNIO GUILHERME, que durante os meses de Abril e Maio foi o poeta em destaque nesta rúbrica. Para a semana e para fecho deste ciclo irei reproduzir algumas quadras soltas do mesmo autor.
Tendo poesia para todos os gostos e todas as ocasiões, eu tenho a sorte de possuir uma boa fatia desse bolo que é a escrita do meu amigo João Guilherme.
Numa altura em que o Benfica se prepara ( mais uma vez, digo eu) para nos prometer que para o ano é que vai ser, nada melhor do que enviar este recado ao Rui Costa, novo homem forte do futebol encarnado. Ele que se cuide pois que o amigo João António Guilherme sabe como resolver a crise e diz assim:
VOU JOGAR P’RÓ BENFICA
VOU JOGAR P’RÓ BENFICA
VOU JOGAR PRÓ BENFICA
VOU JOGAR P’RÓ BENFICA

I
SOU UM BOM FUTEBOLISTA
POR ISSO FUI CONTRATADO
AINDA NÃO TINHA ALINHADO
JÁ ERA UM ESPECIALISTA;
ATÉ O BOM JORNALISTA
BEM ME CLASSIFICA
O POVO O JUSTIFICA
E ME DÁ TODA A RAZÃO
TENHO UMA BOA PROFISSÃO
VOU JOGAR P’RÓ BENFICA!

II
ESTE GRUPO IRÁ VER
COMO SAIRÁ VENCEDOR
À CLASSE DESTE JOGADOR
IGUAL NÃO PODE HAVER;
PRIMOROSO EM DEFENDER
O MELHOR QUE ME FICA
PICA A BOLA QUANDO PICA
QUANDO NÃO FICA PARADO
COMO ESTOU ENTUSIASMADO
VOU JOGAR P’RÓ BENFICA!

III
VISTO A MINHA CAMISOLA
TAMBÉM OS MEUS CALÇÕES
BOTAS COM ALTOS TACÕES
COMEÇO A JOGAR À BOLA
A OLHAR P’RÓ BANDEIROLA
ELE TUDO ME INDICA
A BOLA PARADA FICA
EU VOU MARCAR O CASTIGO
É O CAMINHO QUE SIGO
VOU JOGAR P’RÓ BENFICA!

IV
NEM O PORTO NEM OS LEÕES
NEM BRAGA NEM BOAVISTA
O NOSSO TITULO ESTÁ À VISTA
SEREMOS OS CAMPEÕES
TEMOS BOAS CONDIÇÕES
MUITA VONTADE E GENICA
TODA A GENTE SE PRONTIFICA
A APOIAR O JOGADOR
POR SER UM BOM AMADOR
VOU JOGAR P’RÓ BENFICA!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

ESTOU TRISTE

A mensagem caiu seca no meu telemóvel às 19,35h: “o Torcato morreu.”
Fiquei sem pinga de sangue. Indaguei o que se passara. Sofria de cancro e eu não sabia que o Torcato estava doente. Ainda há pouco tempo estivera com ele no Café da Moagem.
Sendo meu amigo não o era íntimo. Mas era meu amigo e era amigo de Avis.
Estou triste. Todos os que o conhecemos estamos tristes.
Adeus amigo Torcato Sepúlveda... até um dia!
Veja mais pormoneros clicando em baixo:

segunda-feira, 19 de maio de 2008

domingo, 18 de maio de 2008

ONTEM FOI ASSIM: INAUGURAÇÃO DE MANHÃ E ENCERRAMENTO À TARDE

Foto 1 - As portas da Herdade Fonte Paredes abriram-se bem cedo para inaugurar a sua Adega
Foto 2 - A juventude foi presença simpática na inauguração da Adega da Herdade Fonte Paredes

Foto 3 - VI Jogos Florais de Avis: A mesa de honra, um premiado e o apresentador de serviço


Foto 4 - VI Jogos Florais de Avis - CARLOS POEIRAS e MÁRIO COUTINHO - o espectáculo dentro de outro espectáculo



ADEGA DA HERDADE FONTE PAREDES - INAUGURADA DE MANHÃ COM MAIS 500 CONVIVAS!

Começou bem cedo a inauguração da Adega da Herdade Fonte Paredes, do empresário CEREJO que em boa hora resolveu investir em Avis. Com uvas nadas e criadas no concelho de Avis são agora aqui transformadas em vinho de alta qualidade e vendido não só para o país como para o estrangeiro. Ninguém terá dúvidas de que este empreendimento é uma mais valia de alto significado para o desenvolvimento económico do nosso concelho.
“DO CASTELO” endereça os mais sinceros parabéns ao Sr. Cerejo e afirma sem qualquer tipo de bajulação: Avis precisa de muitos mais “Cerejos” como o senhor.


VI JOGOS FLORAIS DE AVIS – ENCERRADOS À TARDE COM MAIS DE CEM AMANTES DA CULTURA!

A Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, levou a efeito ontem à tarde, no Auditório Municipal de Avis a sessão de encerramento dos VI Jogos Florais de Avis a qual contou na mesa que presidiu à cerimónia, com a presença do Sr. Presidente da Assembleia Geral e do Sr. Presidente da Direcção da ACA, do Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Avis (que presenteou a Associação com uma placa comemorativa do 10º aniversário da sua fundação), de uma representante do Município de Avis e de um elemento do Júri. Apesar da responsabilidade cada vez mais acentuada, pelo prestígio que este evento vai ganhando ao longo dos anos, a cerimónia decorreu com a dignidade a que esta Associação nos tem habituado nos eventos por si efectuados. Juntar mais de cem pessoas (sendo que duas delas se deslocaram de Valongo, no Porto) para ouvir poesia penso ser, desde logo, uma acção meritória. Levar o nome de Avis a centenas de terras por esse país fora – é muito importante. Fazer com que esse nome – Avis – ultrapasse mares e seja referido no Brasil (concorreram a estes jogos 5 residentes no Brasil) penso ser excepcional.

DO CASTELO” endereça os mais sinceros parabéns à Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural e afirma, igualmente sem qualquer tipo de bajulação: Avis precisa de muitos mais “Amigos de Aviz” como esta Associação.


sexta-feira, 16 de maio de 2008

CESTAS DE POESIA (XVI)

Por questões de saúde nem o meu amigo JOÃO ANTÓNIO GUILHERME, nem a Professora Maria Albertina Dordio, natural igualmente de Ervedal, e membro do Júri dos VI Jogos Florais de Avis que amanhã têm a sua sessão de encerramento a partrir das 14,30 no Auditório Ary dos Santos, podem estar presentes neste evento. Achei curioso possuir em meu poder umas décimas que o amigo JOÃO GUILHERME fez e dedicou à Senhora Professora Maria Albertina.
Por razões óbvias passo a transcrevê-las.
Mote:
ESTA GENTIL PROFESSORA
DO QUE PENSA CONCRETIZA
TEM UMA FÉ ENCANTADORA
NO PENSAMENTO DE POETIZA

I
DAR SAÚDE À CULTURA
É O QUE HÁ DE MAIS BELO
EU PRÓPRIO O REVELO
AMO E ESTIMO A LEITURA
É A MAIS LINDA ARQUITECTURA
QUE POSSUIS JOVEM SENHORA
TUA OBRA INOVADORA
CARINHOSA E SIMPÁTICA
DANDO CORAGEM À SUA PRÁTICA
ESTA GENTIL PROFESSORA

II
NO LIVRINHO QUE ESCREVEU
AS PALAVRAS TEEM VOZ
DIZEM-NOS A TODOS NÓS
O QUE MUITO ACONTECEU
POR MIM CONFESSO EU
MUITO ME SENSIBILIZA
ELA NADA IMPROVISA
PORQUE É FIRME E CONSCIENTE
ESCREVE PARA TODA A GENTE
DO QUE PENSA CONCRETIZA

III
NO GÉNERO DE INSPIRAÇÃO
É ÚNICA NO DISTRITO
NUM TEMA CULTO E BONITO
DIGNO DE ADMIRAÇÃO
BEM MERECE UM BRAZÃO
DE FIEL COMPOSITORA
JÁ INEGÁVEL VENCEDORA
DE POEMAS SEM IGUAIS
POR ESSES BONS IDEAIS
TEM UMA FÉ ENCANTADORA

IV
SEJA QUAL FOR O POETA
TERÁ QUE TER TALENTO
QUE RESPONDA AO PENSAMENTO
DA RAZÃO PURA E CONCRETA
CAMINHANDO EM LINHA RECTA
MUITA GENTE SE REGOZIJA
O PRAZER NOS SUAVIZA
AUMENTANDO O SEU VALOR
COM TANTO CARINHO E AMOR
NO PENSAMENTO DE POETIZA