quarta-feira, 15 de outubro de 2008

DE NOVO AVIS...EM ALTA!




Já aqui fiz referência a que o nome de Avis iria ser divulgado aquando da distribuição de Prémios dos VIII Jogos Florais da Alma Alentejana a ocorrer a 12 de Outubro em Almada, já que o Primeiro prémio na modalidade de conto tinha sido atribuído a um avisense, tendo mesmo nessa altura reproduzido o texto vencedor. Os prémios nos Jogos Florais são por norma simbólicos, não o sendo na maioria dos casos de índole monetária. Tal é o caso dos Jogos acima referidos. DO CASTELO teve conhecimento que no caso concreto ao Primeiro prémio é atribuída uma peça em loiça pintada à mão referente ao evento e três livros que, este ano, foram:
- Mão direita do diabo, de DENNIS MCSHADE
- A varanda do Frangipani, de MIA COUTO e
- Contos de Morte, de PEPETELA

Pelo facto de ter falecido muito recentemente e como homenagem a esse grande escritor que foi Dinis Machado, reproduzo a capa do seu livro que fazia parte deste pacote de prémios e gentilmente disponibilizado pelo vencedor do prémio.
Na notícia que então divulguei disse que também tinha sido atribuída uma menção honrosa na modalidade de quadra (tema livre) a este concorrente avisense. Por sua gentileza passo a reproduzi-la:

A tristeza do teu rosto
Avozinha, o que encerra?
- Muita lágrima e desgosto,
Muitas saudades da terra…

Para terminar, informo que desta vez foi em OLHÃO que Avis eteve de novo em alta ao ser pronunciado o seu nome para atribuir o 3º Prémio no Concurso Internacional de Quadras promovido pelo Clube da Simpatia, daquela cidade, a um avisense. DO CASTELO sabe que era obrigatório escrever a palavra “ESPLENDOR" e que a quadra premiada foi a seguinte:


Vives em tal opulência
Cheia de falso esplendor,
Que perdeste a consciência
Do teu tão baixo valor…

Que haja mais prémios e que DO CASTELO tenha conhecimento para os poder divulgar...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

UMA QUESTÃO DE FÉ - o 13 de Outubro e a Nossa Senhora de Fátima

Foto: "DO CASTELO" deixa aqui o registo, oaplauso e a fotografia...



A Fé é daquelas coisas que enquanto não pagar imposto cada qual poderá dispor dela à vontade. Uns dirão que são “balelas”, outros que é uma coisa demasiado séria e que com coisas sérias não se brinca.
Quem vive longe do seu país talvez que seja mais afeiçoado às coisas da Fé. Daí que uns avisenses a viver no Luxemburgo( a ALEXANDRINA e o JOAQUIM MANUEL) tivessem colocado no jardim da sua casa uma imagem de Nossa Senhora de Fátima. Pelo inédito da iniciativa “DO CASTELO” deixa aqui o registo, o aplauso e a fotografia, sendo que a partir de amanhã a “santinha” deixará de lá estar pois que os seus donos vão partir de novo para terras Luxemburguesas e é certo e sabido que se a Santa ficasse no seu habitáculo e com os proprietários ausentes, não estaria por lá muito tempo.
Para estes avisenses de FÉ, os votos de que façam uma boa viagem e que o tempo que falta para regressarem definitivamente não lhe custe muito a passar, pois que sei que o seu intuito é voltarem á sua terra natal logo que tal lhes seja possível.
Para os acompanhar na viagem que tal ouvirem o seguinte tema de Marco Paulo:http://www.youtube.com/watch?v=FoyZkiCu1q0

E VÃO 33! ( TRINTA E TRÊS!)

Esta mensagem chegou ao Blogue com 2 (dois) segundos de atraso... deveria ter entrado a 12 de Outubro e entrou já a 13. Acontece. Mas vamos aos factos.
Fez ontem 33 (trinta e três anos) que casei. Ou seja fez 33 anos que sou casado e, pasme-se! sempre com a mesma mulher! É obra! Nesse dia juntei familiares próximos, alguns dos quais já faleceram. Juntei verdadeiros amigos que ainda hoje fazem parte desse circulo de amizades que nunca se desfazem. Juntei amigos falsos que hoje apenas recordo nas fotografias de então sentindo vontade de pegar numa tesoura e cortá-los daquele "filme". Em 33 anos de casamento muita coisa aconteceu de bom e de mau. Fazendo um balanço sinto-me feliz por o positivo se sobrepor ao negativo.
Para a minha mulher, pelo muito que me tem aturado dedico, e a vós, sugiro que oiçam o seguinte:
(Não devem dar muita atenção ao "boneco" mas sim atentar bem na letra e música, substituindo os "15 anos" por "19 anos")

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

CESTAS DE POESIA ( XXXVII)

Melhor do que estar a transcrever o "curriculum" do amigo JOÃO MOREIRA é dar-lhe a palavra e sabermos quase tudo sobre a sua "formatura" nas seguintes décimas que fez:
Mote:
COM SETE ANOS DE IDADE
FUI PARA AJUDA DE GADO;
TROQUEI A ESCOLARIDADE
POR UM SACO E UM CAJADO!

ENTREGARAM-ME AO MOIRAL
PARA AJUDA DA CORRIDA
ERA UM PRINCÍPIO DE VIDA
NUMA CORRIDA INFERNAL
ERA EXERCÍCIO MATINAL
QUE FAZIA DE MÁ VONTADE
FUI CONHECENDO A HERDADE
AZINHEIRAS E SOBREIROS
GUARDEI LEITÕES ATÉ FUMEIROS
COM SETE ANOS DE IDADE!

II
COM QUINZE FUI PARA GANHÃO
PARA COMEÇAR A LAVRAR
A JUNTA DE BOIS FUI ENGATAR
A MANDO DO ABEGÃO
SEMPRE OLHANDO PARA O CHÃO
A ORIENTAR O ARADO
PARA O MANTER ALINHADO
SEM DO REGO O DEIXAR SAIR
MESMO SEM VONTADE DE IR
FUI PARA AJUDA DE GADO!

III
AOS DEZASSETE ARRIEIRO
FAZENDO A SEMENTEIRA
LEVEI PÃO PARA A EIRA
LEVEI TRIGO AO CELEIRO
LEVEI FARINHA AO MOLEIRO
PARA O MONTE DA HERDADE
ESTAVA NA FLOR DA IDADE
POR IRONIA DO DESTINO
QUANDO ERA PEQUENINO
TROQUEI A ESCOLARIDADE!

IV
COM VINTE ANOS OUTRA VIDA
QUE SE VINHA A APROXIMAR
É O CUMPRIMENTO MILITAR
QUE ME LEVA À DESPEDIDA
E FOI À HORA DA PARTIDA
QUE EU REFLECTI O PASSADO
ESTOU AGORA PREPARADO
PARA ENTRAR NA FORMATURA
JÁ TROQUEI A LITERATURA
POR UM SACO E UM CAJADO!

Autor: JOÃO MOREIRA/AVIS

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

COOPERATIVA AGRICOLA DE AVIS:SERÁ O PRINCÍPIO DO FIM?

Foto: "O anuncio...a dizer "VENDE-SE" causa-me alguma apreensão.

O anúncio colocado no portão da Cooperativa Agrícola de Avis, vulgo Cooperativa dos Pequenos e Médios (Agricultores), a dizer "VENDE-SE" causa-me alguma apreensão. Uma empresa em expansão, quer seja uma Cooperativa, Associação ou empresa em nome individual nunca se desfaz do seu património. Tenta, isso sim, aumentá-lo. Ora colocando à venda o casão onde se situa o actual armazém, a Cooperativa vem dizer-nos que está mal economicamente, que luta com dificuldades e que precisa a todo o custo de “fazer” dinheiro para saldar dívidas. As causas são diversas e discutidas por muitos fora do local próprio e não no sítio certo que é nas Assembleias-gerais. Infelizmente, como acontece com muitas outras empresas às assembleias-gerais vão uma dúzia ou pouco mais de sócios, mesmo que o universo dos associados ultrapasse as quatro centenas. O Lagar e consequente endividamento foi um investimento que logo à partida trouxe alguma polémica quanto ao futuro económico da Cooperativa. O declínio da apanha da azeitona com muitos produtores a preferirem deixá-la apodrecer e não a apanhando em vez de apanhá-la e trazê-la para o Lagar da Cooperativa ainda mais veio agravar a situação já de si delicada. Acresce ainda que nas nossas proximidades existem mais dois lagares de azeite: um em Ervedal e um outro ainda na vila de Cano, não contado ainda um terceiro de menores dimensões a laborar em Figueira e Barros. Com a chegada dos espanhóis em força e a construirem em Ferreira do Alentejo o maior Lagar da Europa também em nada nos ajudará.
Oxalá estejamos enganados mas tudo isto deve indicar o princípio de um fim há muito tempo anunciado. Os trabalhadores fixos desta Cooperativa – há quem tenha mais de vinte anos de casa - todos os dias deitam contas à vida sobre o seu futuro. Uma lista de devedores afixada durante muito tempo junto ao balcão de pagamentos do armazém deixava antever que “havia” alguns milhares de contos por fora. Algumas dessas dívidas foram liquidadas com a entrega, por parte dos devedores, de alfaias cujo valor era insignificante e que até a própria Cooperativa tinha dificuldade depois em escoar de modo a transformá-las em dinheiro palpável.
É pena que uma Cooperativa que existe desde 03/06/1965 se venha a transformar em mais um “mono” dos muitos que já por cá existem.
Tenhamos esperança de que tudo não passa de conjecturas erradas do autor destas linhas.

Como curiosidade leiam o seguinte e se quiserem saber muito mais sobre a Cooperativa e sobre a Santa Casa da Misericórdia visitem:http://64.233.183.104/search?q=cache:p-ZodO_VgMwJ:https://repositorio.iscte.pt/bitstream/10071/541/25/Anexo%2B10-Cooperativa%2BAgr%C3%ADcola%2Bde%2BAvis.pdf+cooperativa+agricola+de+avis&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=6&gl=pt

Fonte: Livros de Actas da Cooperativa Agrícola de Avis:
Foi constituída por instrumento particular autenticado no Cartório de Avis em
3/6/1965.
Primeira reunião da Assembleia Geral: 10/6/1965, uma semana após a escritura.
Reuniram no Teatro Municipal de Avis. Em 1967 passaram a reunir no Lagar, que
entretanto fora construído.
O presidente era eleito pelos sócios e estas reuniões tinham sempre a presença do
Delegado da Brigada Técnica da 11ª Região Agrícola. Nos primeiros anos este
delegado era o Regente Agrícola António Riço Calado. A frequência habitual das
assembleias gerais era de 2 reuniões por ano.
Eleitos (1965 – 1970):
Assembleia Geral:
Presidente: Dr. Álvaro Magalhães Varela (veterinário municipal, grande propriet.)
Secretários: João Teles Varela (proprietário)
Marcelino dos Santos Correia
Sócios que intervieram na reunião do dia 20/6/1965:
- João Varela Namorado (peq. Propr.)
- Manuel Varela Marques Serrão (gr. propr.)
- José António Varela (peq. Propr.)
- José da Silva Matono
- António da Graça Rosado
27/11/1966: nesse dia o sócio Manuel de Jesus Sombreireiro assumiu a presidência da
assembleia geral, na falta do presidente. O mesmo se passou na reunião do dia
26/10/1967, na qual presidiu Guilherme Pereira Bento. Idem em 28/7/1968 com
Joaquim de Matos Junça.
Nesta reunião houve a apresentação e aprovação dos relatórios de contas e conselho
fiscal e foram secretários:
- Manuel Joaquim Saias (empresário agrícola)
- João Filipe

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

P'laponte ACIMA e P'laponte abaixo

Jornal aponte Nº 121, de OUTUBRO DE 2008


P' l aponte ACIMA.

1 – A expressão de alegria que a foto do Sr. João Torrado difunde na primeira página do jornal. Só quem vive uma grande paixão – nem que seja por cavalos – pode exprimir uma tamanha felicidade.
Sabemos que o espaço num jornal é sempre, ou quase sempre, pouco. Talvez que por isso ou por o próprio não se ter lembrado, não ter sido referido que o Sr. João Torrado teve um cavalo (não sei se foi o que comprou ao Maldonado Cortes) que só fazia xi-xi para dentro de um bacio e a mando do dono. Quem não acreditar que lhe pergunte.

2 – A maneira directa como Eduardo Vasconcelos disse de sua (dele) justiça. Por vezes fala-se com rodeios, sem assinalar casos concretos, coisa que aqui não aconteceu. Se terá ou não razão isso já é outra ordem de ideias que a seu tempo se verá (ou não).

3 – A opinião de Santa-Maia Leonardo sobre o nível a que desceu o ensino em Portugal e com a qual concordo em muitos pontos.

P’l aponte abaixo

1 – Desde logo, se for confirmada, a má gestão da Fundação António Prates

2 – A falta de entendimento denotado entre os partidos mais representativos do nosso concelho que são unânimes em reconhecer as nossas maiores dificuldades (encerramento da Lactogal, falta de médicos, falta de mais investimento no concelho, etc.) mas que não conseguem iniciar esforços no sentido de em conjunto ultrapassar as enormes dificuldades que se tornam ainda maiores actuando cada um por si.

3 – A água daponte. Diz-me um amigo meu, ligado a estas “coisas de jornais” que um jornal (revista) sem gralhas/erros é como um jardim sem flores. Ora sendo o nosso jornal de eleição a ponte melhor se justifica a água que lhe vai correndo nas páginas. No entanto, acredito que um dia secará, e será a excepção a confirmar a regra.
Esta conversa da treta, pois ao fim e ao cabo é disso que se trata, lembra-me uma anedota que se conta em relação a uns compadres nossos do Baixo Alentejo que queriam à viva força que lhe construíssem uma ponte. O autarca lá do sítio tentou explicar àquela boa gente que a ponte de nada lhe serviria, pois se eles nem tinham água, para que raio queriam uma ponte?
O presidente da comissão de melhoramentos da Aldeia logo lhe ripostou:
- Ponham vocês cá a ponte que a água, a gente há-de arranjá-la de qualquer maneira…

domingo, 5 de outubro de 2008

PROVÉRBIO ILUSTRADO (ADAPTADO)

Foto -Provérbio (adaptado-parte 1)- "ANDE O VARREDOR LÁ POR ONDE ANDAR...
Foto Provérbio (adaptado- parte 2)- ...QUE À NOGUEIRA HÁ-DE CHEGAR!"


sábado, 4 de outubro de 2008

MISSE "OVELHAVIS" 2008

FOTO: "...EU ACONSELHAVA A QUE NÃO VOTASSE NA DO MEIO."



Encontra-se a decorrer até ao final do mês a eleição de Misse "OVELHAVIS" 2008. "DO CASTELO" captou o momento em que "as" cinco finalistas se passeavam ontem pelas ruas de Avis tendo, na altura, como pano de fundo a Torre da Rainha.
Vote na sua preferida, mas eu aconselhava a que não votasse na do meio. Amplie a fotofrafia e descubra porquê...

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

CESTAS DE POESIA ( XXXVI )

Foto:" ...João Moreira...tem levado o nome de Avis a vários locais...como aconteceu...em Aldeia Velha"

JOÃO MOREIRA DOS SANTOS, é mais conhecido por JOÃO MOREIRA. Ele é mais um dos muitos poetas populares que, felizmente, vamos tendo por terras de Avis. Por isso merece destaque aqui nas Cestas de Poesia. Aos setenta e sete anos, JOÃO MOREIRA possui uma vasta obra de poesia por si feita a par de outra que sabe de outros autores. Com a 4ª classe, desde muito novo se sentiu atraído pela poesia. Primeiro começou pelas quadras e mais tarde enveredou pelas décimas. Tem levado o nome de Avis a vários locais onde se realizam encontros de poetas, como aconteceu faz amanhã oito dias em Aldeia Velha, no evento “A Aldeia tem poetas” organizado pela Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural.
É precisamente com as décimas por si concebidas e recitadas nesse encontro que começamos esta série das “Cestas de Poesia” dedicadas ao amigo JOÃO MOREIRA.
MOTE:
A ALDEIA TEM POETAS
É POVO TRABALHADOR
SUAS OBRAS SÃO COMPLETAS
CONCLUÍDAS COM PRIMOR

I
NO MAPA MUNICIPAL
OITO FREGUESIAS SÃO
EM TERMOS DE EXTENSÃO
ESTA É A PRINCIPAL;
SUA GENTE É ESPECIAL
DE CONVIVÊNCIAS ABERTAS
FAZEM AMIZADES CERTAS
QUE LHES DÃO MUITO PRAZER
JAMAIS SE VÃO ESQUECER
A ALDEIA TEM POETAS

II
TEM VINTE E TAL HERDADES
COM EXPLORAÇÃO AGRÁRIA
ADEQUADA A CADA ÁREA
SEMEIAM VARIEDADES
SÃO GRANDES QUANTIDADES
QUE ESPALHA O SEMEADOR
ENGATADO AO TRACTOR
MANOBRA DE TRACTORISTAS
SÃO COMPETENTES ARTISTAS
É POVO TRABALHADOR

III
HÁ FILHOS DESTA POVOAÇÃO
FORMADOS EM PROFESSORES
ENGENHEIROS E DOUTORES
OPERÁRIO E ESCRIVÃO;
TAMBÉM CRIADO E PATRÃO
SÃO POSIÇÕES DISCRETAS
AFIRMATIVAS CONCRETAS
UMA PROVA DE TALENTO
DIGNO APROVEITAMENTO
SUAS OBRAS SÃO COMPLETAS

IV
UMA COMISSÃO DEU RUMO
OBRA FEITA COM ORGULHO
A VINTE E NOVE DE JULHO
COOPERATIVA COM APRUMO
IMPLANTOU A DE CONSUMO
PARA BEM DO CONSUMIDOR
RECONHECIDO VALOR
ACTIVIDADES DE VALIA
FEITAS COM PRIMAZIA
CONCLUÍDAS COM PRIMOR!


AUTOR: JOÃO MOREIRA DOS SANTOS/AVIS (27-09-2008)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

EX-PRAÇA SERPA PINTO COM NOVA FUNCIONALIDADE!

Foto 1 - "...a antiga Praça Serpa Pinto tem uma nova funcionalidade."
Foto 2 - "...o sinal...já lá se encontra..."
Afinal a antiga Praça Serpa Pinto tem uma nova funcionalidade. Ela serve como barómetro para exprimir o grau de adesão à greve no concelho de Avis.
Então, e de acordo com a foto acima obtida às dez da manhã de hoje é assim: sabendo que num dia normal de emprego os oito lugares da Ex-Praça estão ocupados com viaturas de trabalhadores do Estado, hoje com seis lugares vagos quer dizer que a adesão à greve atingiu os 75%, isto numa leitura feita pelo governo e ainda sem os habituais arredondamentos para baixo.
Se for a oposição a fazer a leitura e partindo do princípio de que, como eu já constatei mais que uma vez, para além dos oito lugares ocupados em dia de emprego ainda chegam a estar mais dois carros parados em cima dos passeios, facilmente a oposição chegará à conclusão de que, faltando oito carros para os dez, a adesão à greve é da ordem dos 80%, sem os arredondamentos para cima que sempre se fazem nestas circunstâncias.
De referir ainda que agora já se pode descer a Rua Serpa Pinto mais à vontade, pois que o sinal aqui referenciado há tempos como estando em falta, já lá se encontra, diminuindo assim a hipótese de apanharmos com um carro de frente…

P.S.: NO SEU DIA, PARA TODOS OS VELHOTES COMO EU, ENVIO UM ABRAÇO DE SOLIDARIEDADE COM VOTOS QUE OS VÁRIOS ALMOÇOS QUE SE AVIZINHAM NÃO LHES CAUSEM AZIAS DE MAIOR!
VIVA A TERCEIRA IDADE!


terça-feira, 30 de setembro de 2008

AVIS ESTÁ DE PARABÉNS!!!

“DO CASTELO” sabe que nos VIII Jogos Florais da Alma Alentejana, um avisense foi classificado com o primeiro prémio na modalidade de conto, cuja temática era relacionada com a intervenção social (cidadania) e ainda com uma menção honrosa na modalidade de quadra (tema livre). A distribuição de prémios ocorrerá no Fórum Romeu Correia, em Almada, no próximo dia 12 de Outubro a partir das 15 horas e ali, mais uma vez, vai ser proclamado o nome de Avis.
“DO CASTELO” teve acesso ao conto em causa e tendo obtido autorização do seu autor passa a reproduzi-lo sem que no entanto deixe aqui a opinião de que, embora a “letra e os arranjos” sejam do autor, – que preferiu o anonimato – dá a impressão que há por lá“música” do seu primo do MARANHÃO…Parabéns para ambos.
Eis então a obra premiada, que aconselho a ler, caso tenham paciência para tal, pois que ao lê-lo, os mais novos ficarão com conhecimentos de coisas que se passaram na nosssa terra e que desconhecem, e os mais velhos poderão recordá-las.
Boa leitura pois.

Título: CIDADÃO DE CORPO INTEIRO
Sentia-se desiludido, frustrado. Sentou-se à porta da fábrica de confecções que acabara de encerrar a sua actividade deixando mais de quarenta empregadas sem emprego. Alguns colegas diziam-lhe que tudo tinha feito enquanto delegado sindical, mas a sua consciência não se queria acomodar. Ficava hoje, como noutras situações semelhantes, sempre com a sensação de que poderia ter feito um pouco mais, não sabendo no entanto qual o passo que deveria ter acertadamente dado e não dera.
Ali, nas escadas de acesso à fábrica, vira sair pela última vez, cabisbaixas, com lágrimas de revolta e desespero no rosto, as suas colegas. Colegas desta fábrica porque a dele, era de maior impacto e, pelo menos para já, não corria o perigo de encerramento. Como que para aquietar aquela ansiedade provocada pela tal sensação de que poderia ter feito mais, reviveu em pensamento todo o seu percurso de intervenção, enquanto cidadão que sempre exerceu os seus direitos de cidadania, numa sociedade que era de todos mas que parecia só a alguns pertencer. Ele tomou posições, interveio! Recorda todo um passado:
… Decorria o ano de 1976 com todas as maravilhosas “loucuras” que o 25 de Abril trouxera dois anos atrás. Manuel Alves estudava então no Liceu D. Amália, no 5º ano. Tinha dezasseis anos. Lembra-se que nesse já distante ano, em determinada altura a turma foi informada de que existia um Movimento chamado ALFA, que era constituído por Brigadas Estudantis de Trabalho e Alfabetização. Constava-se que o Movimento tinha nascido em 1951 na Universidade da Califórnia, em Los Angeles e que se estendera a grande parte doutros países. Claro que em Portugal nunca se ouvira falar de tal por causa do sistema de repressão até há pouco instalado. Entre a maioria dos colegas do Liceu ficou bem expressa a ideia de embarcar nesse sonho de ir para qualquer parte do país trabalhar, no período de férias, e em horário pós-laboral poder ensinar a ler e a escrever quem não o soubesse fazer e ainda promover acções de índole de animação cultural. O entusiasmo foi de tal ordem que mal as férias de Verão começaram, aqueles que quiseram e puderam – houve pais que não autorizaram os filhos a aderir a essa aventura – lá partiram qual bando de andorinhas voando nas mais diversas direcções. Estas acções eram concertadas pelo Movimento ALFA, e Manuel Alves, apesar de ser oriundo de uma família pertencente a um estrato social de média capacidade económica, tinha uns pais de mente aberta e não foi difícil conseguir-lhe a autorização para poder partir. Escolheu o Alentejo para seu destino, como poderia ter escolhido outra qualquer parte do país. No entanto sempre ouvira dizer que era no Alentejo que existia a maior taxa de analfabetismo e que era ali que as condições de trabalho eram mais duras, quase desumanas. Integrado numa brigada de dez elementos foi parar a Montemor-o-Novo, à Cooperativa Agrícola Montemorense, sedeada na Herdade da Torre. Alfredo Maria Praça Cunhal era o nome do proprietário da Herdade, se a memória não o atraiçoa. Que estranha coincidência de apelidos…
As recordações aqui entram em turbilhão. Tanta coisa bonita que por lá fez... Lembra-se de múltiplas situações. Tenta pôr um mínimo de ordem para que possa reviver cada uma com calma. Não lhe interessa que esses momentos sejam revividos por ordem cronológica. Não! Quer é vivê-los com o realismo e com o carinho que eles lhe merecem. Recorda que a sua integração e a dos colegas foi muito bem aceite pelos defensores da Reforma Agrária: importava lá que eles fossem da cidade e não soubessem trabalhar? Vinham para ajudar e isso já era mais que suficiente. Pelo menos tinham espírito revolucionário. Por outro lado, os mais conservadores, aquilo a que à altura eram chamadas de “forças da reacção” não os podiam ver. Insultavam-nos e por vezes até os tratavam mal, como daquela vez em que estava com uns colegas da sua brigada a beber umas cervejas numa esplanada em Montemor e parou uma carrinha de caixa fechada, que transportava quatro indivíduos. Pararam e repentinamente despejaram uns baldes com água para cima deles. Chamaram-lhes nomes menos dignos e fugiram de seguida. Apesar disso era dignificante pertencer ao Movimento ALFA. Por razões que não sabe explicar, ele, Manual Alves, começou a ser olhado pelos camaradas como uma espécie de líder daquela brigada. Não havia líderes mas ele estava sempre no centro das conversas à volta do que se iria ou não fazer. Era considerado, e isso, naquela idade, envaidecia-o um pouco.
Trabalhavam no duro e com gosto: carregavam-se fardos de palha, inclusivamente pelas horas de calor. Recorda-se da primeira vez que fizeram esse serviço. Foram-no na maior descontracção. Trabalharam como puderam e souberam, e à hora do almoço cada trabalhador puxou do seu tarro onde guardava o que comer. Estes começaram a olhar uns para os outros quando lhes perguntaram pela comida. Responderam que não traziam e então, depois de bem “gozados” pelos trabalhadores, como não podia deixar de ser, comeram dos almoços deles. Ao outro dia já levaram almoço, só que em vez da sopa e das azeitonas levaram frangos assados que acabaram por dividir igualmente entre todos. Depois do trabalho transmitiam então os tais ensinamentos de alfabetização. As mulheres eram mais fáceis de convencer. Os homens eram renitentes e não poucas vezes era necessário ir até à tasca beber uns copos com eles, e convencê-los de que aprender a ler e a escrever era muito bom para todos e só lhe trazia vantagens.
Manuel Alves sorri ao de leve. Quem o visse sorrir diria que aquele delegado sindical que “deixa” fechar uma fábrica e que ainda sorri, não pode ser bom delegado sindical. Não sabe é que pela cabeça do Manuel Alves repassa aquela cena de certa noite em que ele mais três colegas da sua brigada (um da Marinha Grande, outro de Braga e uma colega do Porto, que até era do CDS) resolveram ir convencer uns amigos a inscreverem-se na alfabetização. Foram até uma taberna em Montemor. A camioneta da carreira que tinha um apeadeiro na estrada que distava cerca de três quilómetros da Herdade da Torre, partia às sete da tarde. Conhecedores daqueles cabeços e veredas como ninguém, os novos amigos dos copos disseram-lhes que não era necessário irem de camioneta, que se seguissem o caminho que eles lhe indicavam, chegariam depressa à Cooperativa. E ele e os colegas ficaram. Acabaram por convencer três homens a inscreverem-se. Ficaram radiantes. Por volta das onze da noite puseram-se a caminho, pois que segundo a explicação que lhes tinha sido dada “ o monte era logo ali”. Qual ali, qual quê! Perderam-se e só chegaram ao monte por volta da três da manhã. Mas o orgulho de quem tem dezasseis/dezassete anos e sabe que está ali por uma causa nobre, não se compadece com noitadas e no outro dia de madrugada, lá estavam todos à hora de pegar no serviço, como se tivessem passado uma noite bem repousada. Havia que demonstrar que afinal eles não eram “copinhos de leite”, como alguns lhes chamavam, e que eram suficientemente responsáveis para cumprir com as suas obrigações.
Trabalhava-se muito na base da solidariedade. Lembra-se que certa vez um pequeno proprietário, que até não era do Partido Comunista, tinha uma seara de grãos para apanhar. Pediu ajuda à Cooperativa e lá foram três brigadas do Movimento, a sua e mais duas, o equivalente a trinta pessoas. Começando às quatro da manhã, a verdade é que em pouco tempo o grão ficou todo apanhado. Por vezes havia que ir trabalhar para outros locais. Lembra aquela vez que foi necessário ir para os campos de uma das Cooperativas mais emblemáticas do Alentejo: a Cooperativa Agrícola 1º de Maio, em Avis. Foram para a apanha do tomate, a convite do seu presidente, o camarada Zé Luís. Não sabe quantas brigadas foram. Sabe que foram muitas e que os campos de tomate eram a perder de vista. As terras eram boas e a água do Maranhão aliada ao saber fazer daquela boa gente de Avis, tinha necessariamente que dar uma enorme produção. A transformação era feita ali mesmo em Avis numa fábrica que, recorda, dava pelo nome de SULEI. Enquanto trabalhavam cantavam canções do António Correia de Oliveira, do José Afonso, do Manuel Freire e de outros intervencionistas, e ainda uma canção muito em voga nesse tempo, que dizia que “uma gaivota, voava, voava…” Já não se recorda quem a cantava. Apenas sabe que era uma mulher. Em Avis cruzaram experiências com outros colegas do Movimento que ali estavam colocados. À noite assistiam e ajudavam nas aulas. Ao fim de oito dias regressaram a Montemor certos que voltavam mais enriquecidos pelas experiências trocadas e pela ajuda prestada.
Outra cena lhe ocorre. Havia sempre dois colegas que ficavam na Cooperativa da parte da tarde, para fazerem o jantar deles e daqueles que tinham ido trabalhar. Era um sistema rotativo. Certo dia tocou-lhe a ele Manuel Alves e a outro “puto” de Cascais. A verdade é que eles nem um ovo sabiam estrelar. Ajustou-se que iriam buscar um frango à vizinha que morava ali no monte e que se faria frango à jardineira. Conforme combinado foram buscar o frango que a senhora já tinha feito o favor de matar. Disseram-lhe que tinham pouca experiência de cozinha ao que ela contrapôs que tinha pouco que fazer: cortavam o frango aos bocados pequenos, juntavam-lhe cebola, salsa, batatas….tudo muito bem explicado. Regressaram à cozinha da Cooperativa e ficaram a olhar um para o outro. O colega de Cascais até confessou que nem lhe tinha passado pela cabeça que os frangos tinham penas pois que quando os via no talho já estavam sempre depenados. Passada uma boa meia hora, a vizinha veio ver se estava tudo a correr bem. Mas nem bem nem mal, pois que eles ainda não tinham feito nada. Então ela, alentejana dos quatro costados, decidida disse: “Vamos lá a isto! Ponham uma panela de água a aquecer para depenar o frango!”. Depenou o frango e depois de deixar já tudo ao lume, disse-lhes que aí ao fim de uma hora podiam apagar o fogão que estaria o jantar pronto. Chegaram os colegas do trabalho e ficaram todos com água na boca só do delicioso cheirinho que invadia a cozinha e anexos. Eles eram os melhores cozinheiros que lhes tinham tocado. À hora do jantar, comeram, gostaram e elogiaram-lhe o trabalho e estava já meio decidido que ficariam nomeados cozinheiros permanentes. Ele e o Alcides de Cascais estavam radiantes. Ficar de cozinheiro significava poder usufruir de um banho no tanque que era alimentado por uma regato de água natural que corria a céu aberto desde a nascente até ao tanque. A água estava sempre limpa. Depois, com a ajuda da vizinha, o jantar tinha a garantia de sair sempre bem. Mas, eis que quase no fim do banquete chega a vizinha e diz: “Então o jantarinho está bom? Ai estes meninos, estes meninos…se não fosse eu, esta noite não jantavam!”. Desmascarados, a situação inverteu-se: nunca mais ficaram na cozinha, nem ele nem o Alcides de Cascais.…Um salto repentino interrompe-lhe a visão daqueles primeiros dias em que sente que exerceu o seu direito de cidadania de uma forma quase instintiva. Avança no tempo e recorda: os estudos não lhe correram de feição acabando por se empregar numa fábrica de confecções. Com as marcas de solidariedade que as experiências do Movimento ALFA lhe deixaram, foi eleito Delegado Sindical da Indústria de Confecções, continuando assim a exercer o seu direito de cidadania. No seu cargo granjeou amigos e inimigos, como a colega Daniela, da Secção de Corte, que lhe disse certa vez que os Delegados Sindicais não faziam nada e eram sempre os últimos a serem despedidos. Não ligou a isso e sempre trabalhou em prol da defesa dos colegas trabalhadores e em busca de melhores condições de trabalho. Se hoje se sente abatido à saída daquela fábrica de Confecções, é porque efectivamente sente que podia ter feito mais, mas não sabe bem o quê. Isso preocupa-o e entristece-o muito, mas sabe que não é pessoa para desistir e que vai continuar a lutar por uma sociedade mais justa.
Foi o último a abandonar as instalações, continua empregado e, sem saber porquê, lembrou-se da colega Daniela, já despedida por ter chegado, uma só vez, atrasada…
Pseudónimo : SINDICALISTA

domingo, 28 de setembro de 2008

sábado, 27 de setembro de 2008

HOJE É PROIBIDO E OBRIGATÓRIO!

Hoje é PROIBIDO ATESTAR VEÍCULOS AUTOMÓVEIS -olhe pelos seus interesses!
Hoje é OBRIGATÓRIO IR OUVIR OS POETAS POPULARES, ÀS 14 HORAS EM ALDEIA VELHA - olhe pela sua cultura!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

CESTAS DE POESIA ( XXXV)

Amanhã sábado, dia 27 de Setembro, às 14 horas na Casa do Povo de Aldeia Velha realiza-se a partir das 14 horas o III Encontro de Poetas Populares no Concelho de Avis, denominado “A Aldeia tem poetas”. As entradas são livres e quem gostar de poesia popular vai ficar satisfeito por poder ouvir numa só tarde 36 poetas e poetisas vindos de sítios tão distantes como Ervidel e Cuba (Beja), do Entroncamento ou do Alandroal. Ou de sítios mais perto como Sousel, Cano, Casa Branca, Galveias e mais uma quantidade de localidades. A organização tem a chancela de qualidade da Amigos do Concelho de Aviz – Associação Cultural, em parceria com a Junta de Freguesia de Aldeia Velha, a Associação Desportiva Sócio - Cultural de Aldeia Velha, e como sempre, o apoio do Município de Avis.
Como não podia deixar de ser lá vai estar presente o nosso amigo MANUEL RODRIGUES DOMINGOS, O GAIATO que hoje encerra este ciclo de nove “Cestas de Poesia” dedicadas à sua obra. Ainda fico com trabalhos em carteira…
Lembram-se por certo que em determinada altura disse que o meu convidado tinha sido taxista. Pois bem, eis como ele entendia a sua profissão:

MOTE:
OLHA A MINHA PROFISSÃO
SER POETA E SER TAXISTA;
FAÇO ISTO COM DEVOÇÃO
MAS SOU UM BOM MOTORISTA!

I
ÀS VEZES JÁ ESTOU DEITADO
OIÇO O TELEFONE A TOCAR
SEI QUE ME ESTÃO A CHAMAR
FICO LOGO PREOCUPADO;
PODIA ESTAR DESCANSADO
REPOUSAR MEU CORAÇÃO
NÃO POSSO DIZER QUE NÃO
QUE A VIDA É MESMO ASSIM
SEI QUE ALGUÉM ESPERA POR MIM
OLHA A MINHA PROFISSÃO!

II
LOGO DE MANHÃ AO LEVANTAR
JÁ TENHO SIDO ENGANADO
POR VEZES MAL TRATADO
E NÃO ME QUEREM PAGAR;
TENHO QUE ASSIM ME CONFORMAR
EU NÃO POSSO DAR NAS VISTAS
QUEM A VIDA NÃO ARRISCA
PERGUNTANDO A SUA SORTE
ATÉ CONDENADO À MORTE
É O POBRE DO TAXISTA

III
AOS DOMINGOS E AOS FERIADOS
TODOS ANDAM A PASSEAR
EU NÃO ME POSSO AFASTAR
QUE ATÉ POSSO SER CHAMADO;
E DEPOIS SOU CENSURADO
SE NÃO CUMPRIR MINHA MISSÃO
ANDAR DE CHAPÉU NA MÃO
ATÉ CONTRARIADO ÀS VEZES
PARA ATENDER OS FREGUESES
FAÇO ISTO COM DEVOÇÃO

IV
NÃO TENHO HORA PARA COMER
NEM HORAS PARA DESCANSAR
SE ALGUÉM ME VAI CHAMAR
POIS EU VOU LOGO A CORRER;
VOU DEPRESSA, SE PUDER SER,
SE A ESTRADA FOR UMA PISTA
SE EU TIVER GOLPE DE VISTA
NÃO VOU ARMAR DESACATO
HÁ QUEM ME CHAME GAIATO
MAS SOU UM BOM MOTORISTA!

AUTOR: MANUEL DOMINGOS RODRIGUES (GAIATO/AVIS)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

PARA DESCOMPRIMIR...

O meu amigo DINIS mandou-me o seguinte e-mail que, por achar engraçado (será mesmo engraçado?), passo a compartilhar convosco:
…História de Portugal (ultra-condensada)


Tudo começou com um tal Henriques que não se dava bem com a mãe e acabou por se vingar na pandilha de mauritanos que vivia do outro lado do Tejo. Para piorar ainda mais as coisas, decidiu casar com uma espanhola qualquer e não teve muito tempo para lhe desfrutar do salero porque a tipa apanhou uma camada de peste negra e morreu. Pouco tempo depois, o fulano, que por acaso era rei, bateu também as botas e foi desta para melhor. Para a coisa não ficar completamente entregue à bicharada, apareceu um tal João que, ajudado por um amigo de longa data que era afoito para a porrada, conseguiu pôr os espanhóis a enformar pão e ainda arranjou uns trocos para comprar uns barcos ao filho que era dado aos desportos náuticos. De tal maneira que decidiu pôr os barcos a render e inaugurou o primeiro cruzeiro marítimo entre Lisboa e o Japão com escalas no Funchal, Salvador, Luanda, Maputo, Ormuz, Calecute, Malaca, Timor e Macau. Quando a coisa deu para o torto, ficou nas lonas só com um pacote de pimenta para recordação e resolveu ir afogar as mágoas, provocando a malta de Alcácer-Quibir para uma cena de estalo. Felizmente, tinha um primo, o Filipe, que não se importou de tomar conta do estaminé até chegar outro João que enriqueceu com o pilim que uma tia lhe mandava do Brasil e acabou por gastar tudo em conventos e aquedutos. Com conventos a mais e dinheiro a menos, as coisas lá se iam aguentando até começar tudo a abanar numa manhã de Novembro. Muita coisa se partiu. Mas sem gravidade porque, passado pouco tempo, já estava tudo arranjado outra vez, graças a um mânfio chamado Sebastião que tinha jeito para o bricolage e não era mau tipo apesar das perucas um bocado amaricadas. Foi por essa altura que o Napoleão bateu à porta a perguntar se o Pedro podia vir brincar e o irmão mais novo, o Miguel, teve uma crise de ciúmes e tratou de armar confusão que só acabou quando levou um valente puxão de orelhas do mano que já ia a caminho do Brasil para tratar de uns negócios. A malta começou a votar mas as coisas não melhoraram grande coisa e foi por isso que um Carlos anafado levou um tiro nos coiratos quando passeava de carroça pelo Terreiro do Paço. O pessoal assustou-se com o barulho e escondeu-se num buraco na Flandres onde continuaram a ouvir tiros mas apontados a eles e disparados por alemães. Ao intervalo, já perdiam por muitos mas o desafio não chegou ao fim porque uma tipa vestida de branco apareceu a flutuar por cima de uma azinheira e três pastores deram primeiro em doidos, depois em mortos e mais tarde em beatos. Se não fosse por um velhote das Beiras, a confusão tinha continuado mas, felizmente, não continuou e Angola continuava a ser nossa mesmo que andassem para aí a espalhar boatos. Comunistas dum camandro! Tanto insistiram que o velhote se mandou do cadeirão abaixo e houve rebaldaria tamanha que foi preciso pôr um chaimite e um molho de cravos em cima do assunto. Depois parece que houve um Mário qualquer que assinou um papel que nos pôs na Europa e ainda teve tempo para transformar uma lixeira numa exposição mundial e mamar duas secas da Grécia na final.
FIM

terça-feira, 23 de setembro de 2008

" DO CASTELO" DISTRIBUI "CASTELOS"

CASTELO DA "CHOTIÇA"
CASTELO DE AMOR

CASTELO DE PLATINA


CASTELO DE OURO



CASTELO DE PRATA




CASTELO DE TERNURA





CASTELO DE MÁRMORE






CASTELO "15 por 20"




CASTELO DE FERRO





CASTELO DE BRONZE






CASTELO DE MADEIRA MUI NOBRE







CASTELO DE ARAME





Tal como prometido, segue-se um breve resumo do modo como eu vi a Feira.


Felizmente que não olho só para o meu umbigo. Também olho para essa coisa tão boa que é a minha querida MINHOCA Correndo embora o risco de ser acusado de plágio em relação à referida MINHOCA, quero mesmo assim atribuir os meus troféus a alguns intervenientes na Feira que, segundo o meu ponto de vista, merecem destaque.



CASTELO DE PLATINA – Para um homem avisense que veio do Barreiro trazer uma lufada de ar fresco de inovação à nossa feira com uma exposição de pintura, com oito quadros sobre Avis, de superior qualidade e que dá pelo nome de Kira. Ele é bem merecedor deste prémio pois que alia à sua arte essa outra arte, não menos digna, de cativar amizades e deixar saudades. vejam a publiciddae que ele fez à nossa feira em: http://www.pintorkira.blogspot.com/)



CASTELO DE OURO – distribuído exequo entre: a D. Angélica que, não regateando a esforços e correrias, consegue ser ela o grande elo de ligação entre todos os elementos da feira; e entre essa gente anónima da Associação de Reformados que, distribuídos por zonas e durante a hora do jantar, zelam pela guarda dos vários stands enquanto os seus proprietários se banqueteiam.



CASTELO DE PRATA – Para as forças da GNR que intervindo de modo discreto mas extremamente eficaz, souberam sanar todo e qualquer burburinho que foi aniquilado logo à nascença.



CASTELO DE AMOR – Para todos aqueles e aquelas avisenses que podem só vir à sua terra natal uma vez no ano, mas essa vez coincide ou faz-se coincidir sempre com a sua/nossa feira.



CASTELO DE BRONZE – Para a Avisouro, que distribui cafés a custo zero por todos os passeantes da feira (pergunto: será que o Hélder estava de boa saúde?)


CASTELO DE MÁRMORE – Para o Francisco Alexandre e a sua exposição selvática.


CASTELO DE ANTECIPAÇÃOPara o Blogue "MINHOCA" que foi o primeiro blogue avisense a manifestar-se sobre este evento (olhe lá, minha querida, quando é que simplifica a colocação de comentários nos seus posts?)


CASTELO DE TERNURA – Para o anónimo que transportava a “sua cria” bem junto ao coração


CASTELO DE FERRO – Para o Stand da Câmara Municipal que ficou bastante aquém das minhas expectativas.


CASTELO DE MADEIRA MUI NOBRE – Para o grupo de Teatro A Fantasia, de Ervedal, pela exótica decoração do seu espaço.


CASTELO DE ÁGUA – Para o stand da Escola de vela do Município de Avis, pela imponência que aquelas duas velas colocadas à entrada do stand lhe davam.


CASTELO “15 por 20” – Para a exposição colectiva de fotografia promovida pela Casa de Cultura de Avis. Continuem rapazes e raparigas que o vosso trabalho é louvável.


CASTELO DE LATA FURADA – Para S. Pedro que não soube respeitar os superiores interesses dos feirantes mandando cá para baixo uma cacada de água como eu nunca tinha visto. Coisas destas não são de santo.


CASTELO DE ARAME – Para aquele artesão que com mestria e muita destreza fazia nomes alindados por molduras, tudo…em arame!


CASTELO DE ESPERANÇA – Para a organização da Feira que, segundo me constou, pondera a hipótese da mesma ser antecipada para o mês de Agosto


CASTELO DE AMIZADE – Para todos quantos estiveram expostos (incluindo ao temporal) nesta Feira Franca de Avis 2008.
CASTELO DA "CHOTIÇA" - Para o Rancho Folclórico de Avis que, apesar de toda a sua boa vontade, não conseguiram distribuir alguns dos melhores prémios das suas rifas...

É bom de notar que a ordem porque aqui são apresentados os prémios “DO CASTELO” não quer dizer que esteja elencada por ordem de mérito: isto é pode muito bem haver quem goste mais de ferro do que de platina, por exemplo. daí que as fotos também temham sido colocadas "à sorte", (ou quase...).






segunda-feira, 22 de setembro de 2008

FEIRA FRANCA DE AVIS 2008 - QUE DESCANSE EM PAZ

Foto "DO CASTELO" - "...o exacto momento em que o cortejo fúnebre...se iniciava"


Tendo expirado aos primeiros minutos de hoje, “DO CASTELO” registou o exacto momento em que o cortejo fúnebre da Feira Franca de Avis - Edição 2008 - se iniciava.
Que descanse em paz, não sem que por aqui ainda seja feita, logo que possível, uma análise global da mesma.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

CESTAS DE POESIA (XXXIV)

A Feira Franca de Avis começa hoje com muitas tasquinhas. Se fosse sempre assim o nosso amigo MANUEL GAIATO, melhor o Sr. Manuel Domingos Rodrigues, não teria que se queixar dos Cafés, em Avis, fecharem aos Domingos e aos feriados.
O poeta popular é mesmo assim: critica quando tem que criticar e aplaude quando tem que aplaudir.
Ora leiam o que ele escreveu, e com que subtileza, sobre este tema:

Mote:
AVIS É TERRA SAGRADA
O NOME LHE FICA BEM;
AOS DOMINGOS E AOS FERIADOS
NÃO HÁ CAFÉS P’RA NINGUÉM!

I
SERÁ TRISTE O MEU PENSAR
SERÁ TRISTE O MEU DESTINO
QUERER BEBER UM BAGACINHO
NÃO ME QUEREREM AVIAR;
CUSTAM-SE A LEVANTAR
NÃO GOSTAM DA PANGALHADA
ESQUECEM-SE DOS CAMARADAS
QUE SE TÊM QUE LEVANTAR CEDO
EU DIGO E NÃO TENHO MEDO
AVIS É TERRA SAGRADA!

II
EU JÁ NÃO TENHO ALEGRIA
NO MEU PEITO SINTO A GUERRA
HÁ SEIS CAFÉS CÁ NA TERRA
QUE FECHAM NO MESMO DIA;
POIS EU ISSO NÃO SABIA
EU SOUBE AGORA PORÉM
SEJA AQUI OU SEJA ALÉM
ACHO QUE TENHO BOM SENSO
E O CONCELHO ONDE EU PERTENÇO
O NOME LHE FICA BEM!

III
ALGUM MENOS PREGUIÇOSO
AINDA SE LEVANTA AO MEIO-DIA
SE TEM MUITA FREGUESIA
TORNA-SE LOGO VAIDOSO;
NADA TEM DE GENEROSO
ATÉ SE TORNA MAL CRIADO
NEM SEQUER ESTÁ INTERESSADO
NEM SEQUER QUER GANHAR FAMA
ESTÃO BEM DEITADOS NA CAMA
AOS DOMINGOS E AOS FERIADOS

IV
ESQUECEM-SE DOS CLIENTES
QUE OS AJUDAM A VIVER
NÃO SE QUEREM CONVENCER
DIZEM QUE NÃO ESTÃO CONTENTES;
ATÉ DIZEM MAL DA GENTE
DIZEM QUE NÃO LHE CONVÉM
ALGUM FREGUÊS QUE LÁ VEM
É DA BEBIDA É QUE GOSTA
NÃO LHE QUEREM ABRIR A PORTA
NÃO HÁ CAFÉS PARA NINGUÉM!

AUTOR: MANUEL DOMINGOS RODRIGUES (GAIATO/AVIS)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

NUCA MAIS É SEXTA-FEIRA!

A feira franca de Avis está à porta. Passei pelas proximidades do recinto ontem de madrugada e estava tudo na mesma. Quando por lá voltei a passar à tardinha, o “circo” já estava quase montado na sua totalidade. Quando a feira se aproxima, como que cresce em mim um desejo incontrolável de que os dias passem mais depressa. Há sempre motivos de interesse. Não pelo artesanato repetitivo, não pelos espectáculos, mas sim pelo convívio que se gera naquele encontro de gentes e que nos leva sempre a fazer novas amizades e ainda pela curiosidade em ver stands que anualmente se vão renovando graças à imaginação dos seus ocupantes.
Desde logo a exposição de mármores do Francisco Alexandre. Que nos trará de novo, que nos surpreenda, este excepcional escultor? Depois o stand do Clube de Fotografia. Por ali também aparece muita imaginação e arte. A propósito será que o habitual stand de azulejaria trará o quadro de azulejos que reproduz uma vista da vila de Avis, baseado numa foto que o ano passado foi comprado ao Clube? De referência, pela exclusividade, a venda de livros pelos Amigos de Aviz: "Há livros na Feira" Consta-se, segundo o último número da sua revista “Águia”, que o principal fornecedor de livros ( Torcato Sepúlveda) faleceu. Como irão superar essa falha?
Mas este ano a nossa Feira traz-nos uma curiosidade acrescida. Existe um pintor a residir no Barreiro, mas natural de Avis, que vai expor oito quadro com pinturas em tela de paisagens da nossa vila. O seu nome de baptismo é António Gama, o seu nome artístico é PINTOR KIRA. Já tive oportunidade de dar uma vista de olhos pelo seu trabalho e você também pode, tal como eu o fiz, aguçar o apetite. Eu já lhe digo como. Sendo a primeira vez que expõe em Avis, a fasquia da expectativa está colocada bastante alta, tanto para ele como para mim. Aconselho vivamente a visitar esta exposição parece que este ano as exposições ficam todas no mesmo espaço, o que aplaudo e entretanto podem espreitar o que vos espera, dando um salto a: www.pintorkira.blogspot.com e procurando nos seus posts imagens dos aludidos quadros. Verão que vale a pena.
Perante toda esta ansiedade de que o tempo passe depressa, só me resta um desabafo: nunca mais é sexta-feira!